10 Problemas com o Ateísmo

Por Kirk Hastings

1) Cosmologia

Universo_Evidencias- Sabemos cientificamente que o universo teve um ponto inicial de existência – isto é, que não é eterno. Nada do que existe no mundo físico poderia ter surgido do nada. O Argumento Cosmológico de Kalam diz que tudo o que tem um início tem uma causa. e o universo teve um ponto inicial de existência o que implica que tem uma Causa. A melhor explicação para a origem do Universo é Deus

- Os cientistas já apuraram que tudo no universo está calibrado de forma precisa (“fine-tuned”) para tornar a vida possível na Terra. O microscópio usado para sondar eléctrons revelou um mundo de complexidade irredutível que não de poderia ter construído por fases ou etapas graduais. A análise do ADN revela uma ordem altamente especificada e complexa que é o cunho do design inteligente. O design da vida biológica e o universo biocêntrico apontam para a realidade do Planeador Inteligente.

2) Moralidade

- Do onde se originaram os padrões morais? Se eles nada mais são que invenções humanas, então não existem genuínos padrões morais universais em relação ao bem e ao mal; a consequência disto é o relativismo moral. Mas as pessoas não acreditam que não existe um padrão moral supremo em relação ao bem e ao mal; pelo contrário, todos nós agimos e vivemos como se existisse um. Com Deus, nós temos um padrão real  e transcendental em torno do bem e do mal.

3) O Mal e o Sofrimento

- Os ateus frequentemente apelam para a presença do mal e do sofrimento como argumento contra Deus. Mas de onde é que os ateus obtiveram a sua ideia de “injustiça”? chamar algo de “mal” ou “injusto” requer conhecimento do bem e da justiça. De onde nos chegam estes padrões? Falhas e defeitos num mundo altamente ordenado e arquitectado é melhor explicado como resultado do mesmo ter sido entretanto estragado (tal como Génesis descreve).

4) Sábios Cristãos por toda a História.

- A História está repleta de Cristãos com elevada inteligência e que mantinham que o Cristianismo era verdadeiro e racional; o Cristianismo não só é uma fé cega racional, como também tem sido normal o mundo da filosofia académica sempre estar dominado por pensadores Cristãos.

5) Ateísmo e Niilismo

- O ateísmo inevitavelmente leva ao desespero e ao niilismo. O niilismo é definido como o acreditar que não existe significado nem propósito na vida e nem nas coisas que fazemos, e que não há bases para a moralidade e nem existem motivos racionais para a nossa existência. O ateísmo não tem nada de verdadeiramente positivo para oferecer ao mundo (a menos que “roube” algo da visão do mundo Cristã).

6) Razão e Inteligência

- Porque é que somos capazes de pensamentos racionais? Se a nossa mente é o produto de acidentes aleatórios e não Duma Inteligência Racional (Deus), porque é que as assim chamadas “capacidades racionais” são capazes de determinar o que é verdade? Se a nossa mente nada mais é que um produto da evolução irracional, então não existem motivos para se aceitar a precisão dos nossos processos mentais. Portanto, a visão ateísta do “conhecimento” é auto-refutante.

7) O argumento antropológico de Pascal

- Blaise Pascal (1623-1662) disse que o Cristianismo fornece a melhor explicação para o paradoxo da grandiosidade humana e da maldade humana, Os humanos têm uma enorme capacidade para o mal mas também para o bem. A doutrina Bíblica da queda é a que melhor explica a nossa enorme capacidade para o mal, ao mesmo tempo que o facto de termos sido criados à Imagem de Deus explica a grandiosidade humana.

8) O Senhor Jesus Cristo

- Dado que o Senhor Jesus Cristo é Uma Realidade Histórica (e existem evidências suficientes que confirmam esta posição), e o Novo Testamento é uma descrição acertada da Sua Vida (algo também confirmado pelas evidências), como é que o ateu O explica? Passados que estão 2000 anos, Ele ainda é a Vida mais inspiracional e influente que alguma vez existiu.

Será que Ele era um mentiroso? Se levarmos em conta a Sua honestidade escrupulosa, poucas pessoas avançaram com a hipótese de que Ele mentiu de forma consciente em relação à Sua Divindade. Será que Ele era lunático? Poucas pessoas iriam defender a tese de que Ele era mentalmente perturbado devido à beleza e perfeição espiritual dos Seus ensinamentos. Será que os eventos em torno da Sua Vida são lendas? Já foi confirmado que as descrições Bíblicas da Sua Vida foram escritas num curto espaço de tempo depois da Sua morte, e isto é muito pouco tempo para o aparecimento e estabelecimento de lendas em torno da Sua Vida. A única conclusão lógica é que Ele realmente foi Quem Ele disse que era.

9) A influência positiva do Cristianismo

- O Cristianismo está a crescer rapidamente pelo mundo. Até a sua existência, e a sua proliferação, passados que estão quase 2,000 anos, é um problema sério para os ateus.

- Os ateus adoram apontar para os erros dos Cristãos sempre que eles não seguem os ensinamentos do Senhor Jesus Cristo, mas eles ignoram a imensa influência positiva que os Cristãos exerceram por toda a História – em tais áreas como ajuda humanitária, artes, filosofia, reformas sociais, ciência, literatura, estabelecimento de hospitais, e muitas outras coisas. Muitos estudos demonstram que seguir o Cristianismo tende a aumentar a felicidade, a saúde mental e até a saúde física das pessoas.

10) O Ateísmo é um absurdo e é perigoso

Comunismo- Durante o século 20, mais de 100 milhões de pessoas foram mortas apenas e só por 52 líderes ateus, no entanto das 1,763 guerras registadas na The Encyclopedia of Wars, só 123 (7%)  foram motivadas pela religião – e 4% dessas guerras forma motivadas pela religião islâmica.

- A maior parte dos ateus alega que não acreditam em Deus devido à “ausência” de evidências em favor da Sua existência, no entanto Thomas Nagel, um filósofo, disse a certa altura que “Eu quero que o ateísmo seja verdadeiro…. Não se dá o caso de não acreditar em Deus…. Eu não quero que Deus exista”.  O cientista Stephen Jay Gould explicou o ateísmo como sendo “superficialmente perturbador e aterrador … [mas ele é] essencialmente emancipador e emocionante”.

A verdadeira motivação da maior parte dos ateus é a pura rebelião contra Deus – e não a consequência concreta da análise das evidências – e o desejo de não terem que responder a ninguém pela sua falta de limites morais verdadeiro motivo (nem nesta vida, nem na próxima).

- James Spiegel, no seu livro “The Making of an Atheist”, disse:

A queda para o ateísmo é causada por factores morais e psicológicos complexos, e não por uma assumida ausência de evidências em favor da existência de Deus. O ateu intencionalmente rejeita Deus, embora isto seja precipitado por indulgência moral e por um relacionamento danificado com a figura paterna. Logo, a escolha para o paradigma ateu é motivado por factores não-racionais, alguns dos quais são psicológicos, e outros são morais por natureza.

Portanto, os motivos maiores para a rejeição da existência de Deus não são racionais mas emocionais, morais e psicológicos No entanto, todos nós temos livre arbítrio para aceitar ou rejeitar a Deus – e em última análise, seremos julgados por essa escolha.

Fonte: http://on.fb.me/1sVabB8

Publicado em Biologia | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe o seu comentário

Pode a ciência distinguir entre o que tem causas naturais e o que tem causas inteligentes?

O Naturalismo é a doutrina de que as leis mecanicistas da natureza são suficientes para explicar todos os fenómenos. Crença nesta doutrina cresceu com a física Newtoniana, e recebeu um impulso considerável com Charles Darwin. Muitos cientistas actuais têm o Naturalismo como suposição inconsciente.Alguns evolucionistas estão a tentar embutir o Naturalismo dentro da ciência, redefinindo a ciência de modo a que ela rejeite explicações não-naturalistas.

Estes evolucionistas buscam assim formas de invalidar a teoria da criação com base nisso mesmo, mostrando que a criação “não é científica por definição”, e tentando desta maneira obter uma rápida vitória no debate sobre as nossas origens. Niles Eldredge tenta esta abordagem:

Niles_EldredgeSe existe uma regra, um critério que torna uma ideia científica, é que ela tem que invocar explicações naturalistas, e essas explicações têm que ser testáveis apenas e só com base no critério dos nossos cinco sentidos.

Os cientistas estão constragidos a enquadrar todas as suas declarações simplesmente em termos “naturalistas” de modo a que possam sr capazes de testá-las….´´E simplesmente uma questão de definição — sobre o que é ciência e o que não é. Pela sua própria definição, o criacionismo científico não pode ser ciência (“The Myths of Human Evolution”, Eldredge, 1982, páginas 80, 87 e 90).

Eldredge afirma que as ideias científicas têm que usar apenas explicações naturalistas, mas o problema com isso é que ele usa isso como critério para a ciência – isto é, para distinguir entre o que é ciência e o que não é ciência. Os seus esforços são feitos como forma de tornar a evolução “científica” e a criação “não-científica” através de definições, algo bastante comum.

No entanto esta definição de ciência está mal-direccionada visto que o Naturalismo não é critério da ciência, e a ciência não começa assumindo que todos os fenómenos são naturalistas. Em vez disso, a base da ciência é a busca pela verdade. A ciência pode colocar mais ênfase nas explicaçôes naturais (visto que normalmente elas nos são mais úteis e os fenómenos naturais são os mais comuns) mas o cerne da ciência é a busca pela verdade (onde quer que ela se encontre).

Imaginemos que um detective investiga o desaparecimento dum carro; ele não está restringido a só considerar um agente inteligente (ladrão) visto que é possível que os travões de tenham avariado e o carro tenha descido, sozinha, a rua e para fora da estrada. Esta hipótese é uma hipótese naturalista e ela tem que ser levada em conta como causa do desaparecimento do carro.

O detective, tal como o cientista, está em busca da verdade e o que realmente importa é que a sua explicação dependam das evidências empíricas observadas com os nosso cinco sentidos. No entanto, esta dependência não nos impede de reconhecer um efeito como havendo sido causado por um agente inteligente.

A ciência histórica aceita o design inteligente como explicação científica visto que a arqueologia estuda (entre outras coisas) pedras e outro tipo de artefactos que nos podem dar evidências suficientes para concluirmos que são o efeito de design inteligente e não de processos naturais. A arqueologia faz isto e vai mais longe ainda ao entender a cultura dos agentes inteligentes por trás de tais criações. Mão há qualquer motivo científico para o design inteligente ser aceite na arqueologia mas rejeitado na biologia.

Examinemos esta explicação:

Os dados são o trabalho dum planeador inteligente que os organizou em segredo, sem ser visto por alguém, e que propositadamente os colocou aqui.

Muitas pessoas podem achar que esta explicação não é científica, mas esse é um erro da sua parte. O falso fóssil evolutivo com o nome de “Piltdown Man” ajusta-se na perfeição à explicação dita em cima.

O fóssil de Piltdown foi uma mentira mas apesar do autor da mentira ainda ser uma incógnita, os cientistas foram capazes de deduzir a sua existência. Os cientistas não tiveram que apanhar o mentiroso em pleno acto como forma de estabelecer como facto a sua existência. Os detalhes do caso fizeram com que a hipótese de planeador inteligente fosse a mais correcta.

Homem_Piltdown_EsavacaoPor volta de 1908 um grupo de cientistas encontrava-se a escavar perto de Piltdown, na Inglaterra, em busca dos fósseis dos alegados antepassados humanos. Foram encontrados vários fósseis com aparência de antigos; estes ossos – conhecidos como “Homem de Piltdown” – incluíam um crânio e uma mandíbula

A mandíbula tinha a aparência de pertencer um macaco – tendo dois ossos molares achatados, tal como é encontrado nos seres humanos mas nunca nos macacos. Infelizmente a mandíbula estava partida em dois locais que poderiam ter determinado relação com o crânio: oa região do queixo e a área da articulação com o crânio. Durante mais de 40 anos os cientistas discutiram o Homem de Piltdown e o seu lugar na linhagem evolutiva pré-humana.

No entanto, na década 50 do século passado, os cientistas finalmente detectaram a mentira através de 3 linhas de evidências:

1) Primeiro, quando os ossos são enterrados, eles rapidamente absorvem flúor do solo. Um teste químico revelou que os ossos continham muito poucos traços de flúor, provando que os mesmos nunca poderiam ter estado enterrados há muito tempo.

2) As superfícies dos dentes tinham marcas de arranhões pouco usuais, provavelmente duma lixa usada para a remodelação dos dentes.

3) Os ossos tinham marcas de bicromato de potássio, como forma de os fazer parecer mais antigos.

Os cientistas consideraram estes três dados como evidências convincentes para fraude intencional. Mais tarde os cientistas mostraram a forma como o Homem de Piltdown havia sido fabricado a partir dum crânio humano e uma mandíbula dum orangotango.

Os cientistas deduziram também algumas coisas em relação ao falsificador: ele sabia o que incluir como forma de dar mais credibilidade ao fóssil, no entanto a principal habilidade do falsificador era o de saber o que deixar de fora. De forma hábil, o falsificador deixou de fora o queixo e a articulação da mandíbula – precisamente as duas estruturas que iriam revelar a fraude se por acaso estivessem presentes no “fóssil”. O falsificador tinha uma percepção apurada do clima científico.

Este exemplo demonstra como a ciência pode distinguir entre causas inteligentes e causas naturais, e demonstra também como a ciência pode ir mais além e deduzir os traços de personalidade e os motivos do planeador inteligente. E tudo isto é feito não observando o designer em pleno acto de criação, mas sim com base nos dados observáveis e testáveis.

Conclusão:

Homem_PiltdownA pergunta importante é: porque é que a ciência aceita causas inteligentes na arqueologia mas não na Biologia? A resposta prende-se com a natureza do designer visto que enquanto na arqueologia os designers são sempre humanos, na Biologia o Designer nunca poderia ser humano, e nem de alguma forma restrito ao mundo natural (isto é, o Designer da vida é claramente Alguém Sobrenatural).

Uma vez que a Biologia actual está sob o controle ideológico do Naturalismo, nenhuma explicação pode de alguma forma violá-lo, mesmo quando as evidências claramente refutam o Naturalismo (como no tópico da origem da vida).

O importante a reter do exemplo do Homem de Piltdown é que a ciência aceita o design inteligente, e a inferência para o mesmo é feita com base na análise nos dados. Qualquer pessoa/evolucionista que aceita a inferência para o design na arqueologia não tem motivos cientificos para rejeitar a mesma metodologia científica na Biologia.

Fonte: “The Biotic Message”, ReMine, Walter, páginas 29, 30, 31

Publicado em Biologia | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , | 58 Comentários

Os movimentos de cintura da teoria da evolução

Dentro do argumento apresentado pelos defensores da evolução Darwiniana, os órgãos vestigiais são as estrelas do firmamento, frequentemente e arrogantemente apontadas pelos fiéis. O próprio Darwin citou-as nos seus livros The Origin of Species e The Descent of Man, identificando partes do corpo tais como o apêndice humano que, pensava ele, já não tinha qualquer tipo de função:

Segundo a visão de que cada organismo, com todas as suas partes individuais, foi especialmente criado, quão totalmente inexplicável é que a existência de órgãos com o selo óbvio de inutilidade… ocorram com frequência.

Claro que o apêndice é um grande exemplo dum órgão que se pensava não ter utilidade, mas que afinal tem um papel vital no corpo humano. Ou seja, os evolucionistas defendiam uma coisa mas a ciência demonstrou exactamente o contrário.

No catálogo dos alegados órgãos vestigiais, o quadril das baleias é “o exemplo marquise,” escreve Stephanie Keep no absurdamente nomeado blogue “Science League of America” infestado pelos nossos amigos Só-Darwin-Só-Darwin do National Center for Science Education. Infelizmente, o quadril das baleias seguiu o caminho do apêndice.

Baleia_PelvisUm artigo na revista Evolution reporta que, longe de ser um inútil lembrete do seu passado evolutivo (supostamente quando o alegado antepassado da baleia – Pakicetus – andava em terra sobre os quatro membros), o quadril das baleias tem uma função inquestionavelmente importante. O osso pélvico apoia os músculos que controlam o pênis. Nas baleias macho e em outros cetáceos,  a performance e desde logo a bem sucedida competição sexual depende do tamanho do quadril. O artigo explica:

A genitália masculina evolve [sic] rapidamente, provavelmente como consequência da competição sexual. Se este padrão se estenda ou não para a infraestrutura interna que influencia os movimentos genitais ainda é algo desconhecido. Os cetáceos (baleias e golfinhos) disponibilizam uma oportunidade única para se testar esta hipótese: visto que evoluíram [sic] dos seus antepassados terrestres, eles perderam os membros posteriores externos e evoluíram [sic] uma altamente reduzida pélvis que parece servir para nenhum outra função que não a de servir de âncora para os músculos que manobram o pénis.

Criamos aqui uma nova “canalização” morfométrica para analisar a evolução do tamanho e da forma dos ossos pélvicos de 130 indivíduos (29 espécies) no contexto dum sistema de acasalamento inferido. Apresentamos dois grandes achados: 1) machos de espécies com selecção sexual relativamente intensa (inferido pelos testes de tamanho relativos) evoluíram [sic] órgãos genitais masculinos e ossos pélvicos de maiores dimensões comparativamente ao tamanho do seu corpo, e 2) a forma do osso pélvico diverge dum forma mais acelerada em pares de espécies que divergiram dentro dum sistema de acasalamento inferido. Nenhum dos padrões foi observado no par ântero-mais das costelas vertebrais, que serviu de controle negativo.

Este estudo disponibiliza evidências de que a selecção sexual pode afectar a anatomia interna que controla a genitália masculina. Estas funções importantes podem explicar o porquê os ossos pélvicos dos cetáceos não terem sido perdidos durante o tempo evolutivo [sic].

Devido à pressão selectiva da realidade, os neo-Darwinistas começaram a distanciar-se do próprio entendimento de Darwin do que significa uma estrutura ser vestigial. Em vez de não ter qualquer tipo de função, escreve o evolucionista Jerry Coyne no seu livro Why Evolution Is True, ser um órgão vestigial agora significa ter um propósito distinto do propósito que o suposto ancestral tinha. Coyne define “vestigial” desta forma:

Traço que é um resto evolutivo duma característica útil para uma espécie ancestral mas que já não é útil da mesma forma. Um traço vestigial pode ser não-funcional  (as asas do kiwi) ou co-optado para novas funcionalidades (as asas da avestruz).

Stephanie Keep concorda:

Existe um problema quando estruturas vestigiais são definidas como vestígios evolutivos sem funcionalidade. Tal como discuti  num post anterior, a forma correcta de descrever uma estrutura vestigial é afirmar que ela já não tem a sua função original.

Keep está animada com o post de Carl Zimmer em torno deste assunto, que elabora:

Embora [o quadril das baleias] possa não ser essencial para caminhar, ele ainda é importante para as baleias. Para se ver de que forma, temos que recuar até a esse quadril nos animais terrestres. Os mesmos são importantes para caminhar em terra mas têm também outros propósitos. Entre outras coisas, eles servem de âncora para os órgãos sexuais. Se, por exemplo, estes músculos são anestesiados nos homens, eles têm grande dificuldade em ter uma erecção. O quadril das baleias deixou de ter importância para a locomoção mas não deixaram de ter importância para a vida sexual. Nas baleias macho, o pélvis controla o pénis com um especialmente elaborado conjunto de músculos. Em algumas baleias e golfinhos, estes músculos fazem com que o pénis completamente preênsil

Já podemos ver o problema dos evolucionistas. O quadril da baleia é “vestigial” mas ainda tem uma função extremamente importante (reprodução). Comentando mais uma   mudança de posição dos neo-Darwinistas, o bioquímico Michael Behe escreve, “Mas do ponto de vista da teoria da evolução, será que isto não faz com que todas as estruturas sejam “vestigiais? Se sim, qual é a utilidade dessa palavra?” Ou como escreveu o biólogo-molecular Jonathan Wells em 2009, revendo o livro de  Coyne’ (“The Myth of Vestigial Organs and Bad Design: Why Darwinism Is False“):

Tal como [o biólogo Steven] Scadding ressalvou há quase trinta anos atrás, … o argumento de Darwin fundamenta-se na ausência de função, e não na mudança de função. Para além disso, se a vestigialidade fosse redefinida tal como Coyne propõe, isso iria incluir muitos traços que nunca haviam sido previamente tidos como vestigiais. Por exemplo, se o braço humano evoluiu da perna dum mamífero quadrúpede (tal como acreditam os neo-Darwinistas), então o braço humano também é “vestigial”. E se (como alega Coyne)  as asas das aves voadoras evoluíram dos membros anteriores com penas de dinossauros que as usavam com outro propósito, então as asas das aves são “vestigiais”. Isto é exactamente o contrário do que a maioria das pessoas pensariam do significado de vestigial.

Desta forma, o conceito de vestigial perde todo o seu sentido. Na sua definição mais minimalista, evolução significa a “mudança com o passar do tempo”. Todas as características sofrem mudanças, e desde logo, dentro do ponto de vista neo-Darwiniano, tudo são órgãos vestigiais e portanto, nada é vestigial. Esta observação não é feita só pelos cépticos do neo-Darwinismo; os próprios cientistas que revelaram a utilidade do quadril das baleias estão a reconsiderar o significado de “vestigial”. Pelo menos é isso que parece, se levarmos em conta as observações do biólogo Matthew Dean na USC, e co-autor do artigo presente no Evolution, falando para o Science Daily:

A nossa pesquisa realmente muda a forma que olhamos para a evolução dos ossos pélvicos das baleias em particular, mas de forma mais geral, a forma como olhamos para as estruturas que chamamos de  “vestigiais”. Paralelamente, estamos actualmente a aprender que o nosso apêndice é, na verdade, bastante importante dentro de vários processos imunológicos, e não uma estrutura funcionalmente inútil.

Certamente quie a carreira de mais este ícone evolutivo ainda não chegou ao fim, mas a sua importância dentro do panteão evolutivo receberá um downgrade importante.

Modificado a partir do original

* * * * * * *

Como já ressalvado no passado, os evolucionistas são dos poucos grupos mundiais que usam a sua ignorância como evidência em favor da sua fé naturalista. Na presença duma estrutura biológica cuja função ainda é desconhecida, qualquer cientista sensato é humilde o suficiente em reconhecer a sua falta de conhecimento em torno da sua operacionalidade, e da sua origem. Os neo-Darwinistas, por outro lado, usam a sua falta de conhecimento científico como evidência de que existem “estruturas vestigiais”.

No passado, os evolucionistas tinham uma lista alargada de estruturas biológicas que eram, segundo eles, “vestigiais” e “sem função”. O problema é que, à medida que a ciência foi avançando, os cientistas foram descobrindo as funções das estruturas anteriormente qualificadas de “sem função”, e hoje em dia a lista de estruturas “sem função” foi radicalmente reduzida.

Provavelmente perturbados com o facto das estruturas que eles qualificam “sem função” virem a ser, posteriormente, determinadas como funcionais, os neo-Darwinistas mudaram a táctica, e agora dizem que uma estrutura “vestigial” não é a que não tem função mas sim a que tem uma função distinta daquela que tinha “originalmente”. A lógica funciona assim:

(Darwinista): Órgão X não tem função logo é vestigial e evidência do seu passado evolutivo.
(Cientista): Mas órgão X tem uma função. Ele serve para Y.
(Darwinista): Ah, ok. Então vamos remover órgão X da lista de estruturas sem função. Mas ainda temos os órgãos Z, R, T e M como estruturas vestigiais.
(Cientista): Mas todas essas estruturas têm uma função.
(Darwinista): Têm?!! Ok. Então vestigial deixa de querer dizer sem função e passa a querer dizer com uma função diferente da função original!

——

Desta forma, os evolucionistas continuam a usar da ilusão do “órgão vestigial” sem no entanto revelar ao público que o seu entendimento actual desse termo não-científico é diferente do entendimento de Darwin, e diferente do entendimento que eles mesmos tinham antes da ciência refutar as suas teses.

Por isso é que é dito com verídica frequência que não há forma de se refutar a teoria da evolução só com evidências científicas visto que para cada dado científico que não esteja de acordo com o neo-Darwinismo, os evolucionistas inventam uma nova definição para o que eles mesmo defendiam no passado. Dito de outra forma, a fé na teoria da evolução não procede da analise dos factos da ciência, mas sim do tipo de visão do mundo que os evolucionistas aceitam antes de iniciar a investigação científica.

Para ser justo com os evolucionistas, os Cristãos operam da mesma forma: o que se passa é que nós chegamos à analise das evidências tendo a visão Bíblica como pano de fundo, enquanto que os evolucionistas chegam à ciência com uma visão anti-Bíblica do mundo. O que os Cristãos e os neo-Darwinistas tentam fazer é usar a ciência como forma de justificar uma fé que já era mantida antes de se analisar as evidências da ciência.

Portanto, o debate entre criacionistas e evolucionistas não é um debate entre ciência versus religião, nem ciência versus ciência, mas sim ideologia versus ideologia (ou religião versus religião). A diferença importante entre os criacionistas e os evolucionistas é que as crenças à priori que os criacionistas adoptaram foram-lhes fornecidas pelo Próprio Criador (que sabe melhor que ninguém como o mundo foi criado). É por isso que as posições criacionistas são confirmadas pelas evidências científicas enquanto que as posições evolucionistas são alvo de frequentes  “revisões” e “ajustes” (para não falar daquelas que há muito estão falsificadas).

Resumindo, sempre que um evolucionista menos informado afirmar que existem “estruturas vestigiais” no mundo biológico, é nosso dever esclarecer as suas dúvidas, e mostrar-lhe que cientificamente falando (e até evolutivamente falando) o termo “órgão vestigial” não significa absolutamente nada. Para além disso, é nosso dever Cristão informar-lhe que a tese do “órgão vestigial” é consequência duma posição não-científica, e não da análise dos dados empíricos.

Os evolucionistas são livres para ter a sua fé, mas eles não são livres de chamar de “ciência” à sua fé.

Publicado em Biologia | Etiquetas , , , , , , , , , , | 15 Comentários

Cientistas colocam em causa o mitológico “big bang”

As nossas ideias em torno da história do universo encontram-se dominados pela teoria do big bang, mas, segundo Eric J. Lerner, Michael Ibison e muitos outros cientistas, este domínio depende mais das decisões relativas ao financiamento do que do método científico.

Carta Aberta à Comunidade Científica:

Big_BangA teoria do big bang depende dum crescente número de entidades hipotéticas, coisas que nunca foram observadas – inflações, matéria escura e energia escura são os exemplos mais proeminentes. Sem elas, haveriam de existir contradições factuais entre as observações feitas pelos astrónomos e as previsões da teoria do big bang. Em mais nenhuma outra área da física este apelo contínuo a novos objectos seria aceite como forma de fazer a ponte entre a teoria e as observações. Se isso acontecesse, iria, pelo menos, levantar questões sérias em torno da validade inerente da teoria.

Mas a teoria do big bang não sobrevive sem estes factores. Sem o hipotético campo da inflação, o big bang não iria prever a suave, e isotrópica Radiação Cósmica de Fundo que é observada, visto que não há forma de existirem partes do universo que estão, actualmente, a mais de apenas alguns graus afastados, no céu, virem a ter a mesma temperatura e emitir a mesma quantidade de radiação em micro-ondas.

Sem algum tipo de matéria escura, e contrariamente ao que observamos na Terra e apesar de mais de 20 anos, a teoria do big bang faz previsões contraditórias para a densidade da matéria no universo. A inflação requer uma densidade 20 vezes maior que aquela implícita na nucleossíntese do big bang – a explicação da teoria para a origem dos elementos leves. E sem a matéria escura, a teoria prevê que o universo tem apenas 8 mil milhões, que é milhares de milhões mais nova que a idade de muitas estrelas da nossa galáxia [sic].

E mais ainda, a teoria do big bang pode-se gabar de não ter qualquer tipo de previsão quantitativa que tenha sido subsequentemente confirmada pelas observações. Os sucessos alegados pelos apoiantes da teoria nada mais são que a sua habilidade de retrospectivamente ajustar as observações com uma crescente gama de parâmetros ajustáveis, tal como a antiga cosmologia geocêntrica de Ptolomeu precisava de camadas e mais camadas de epicíclos.

No entanto, o big bang não é único enquadramento disponível para se entender a história do universo. A cosmologia “plasma” e o modelo steady-state ambos lançam a hipótese dum universo em evolução [sic] sem princípio e sem fim. Estas e outras abordagens alternativas podem também explicar os fenómenos básicos do cosmos, incluindo a abundância dos elementos leves, a geração de estruturas em larga escala, a radiação cósmica de fundo, e a forma como os redshifts de galáxias mais afastadas aumentam com a distância. Elas chegaram até a prever fenómenos que foram subsequentemente observados, algo que o big bang ainda não conseguiu fazer.

Os apoiantes da teoria do big bang podem responder que estas teorias não explicam todas as observações cosmológicas, mas isso dificilmente é surpreendente se levarmos em conta que o seu desenvolvimento tem sido severamente prejudicado devido à falta de financiamento. De facto, tais questões e tais alternativas não podem nem ser livremente discutidas e examinadas. Dentro da maioria das conferências mainstream existe uma ausência de troca de ideias aberta.

Enquanto que Richard Feynman poderia dizer que “a ciência é a cultura da dúvida”, na cosmologia actual a dúvida e a voz discordante não são toleradas, e os jovens cientistas aprendem a permanecer calados se têm algo de negativo a dizer sobre o modelo padrão do big bang. Aqueles que tem dúvidas em relação ao big bang temem que afirmá-lo publicamente possa-lhes custar o financiamento.

Todas as observações são actualmente interpretadas através deste filtro enviesado, julgadas certas ou erradas se elas confirmam ou não a teoria do big bang. Devido a isso, dados discordante em torno dos redshits, a abundância de lítio e de hélio, e a distribuição galáctica – entre outros tópicos – são ignorados ou ridicularizados. Isto revela uma crescente mentalidade dogmática que é estranha ao espírito da investigação científica livre.

Hoje, virtualmente todos os recursos financeiros e experimentais na cosmologia são dedicados aos estudos em torno do big bang. O financiamento só chega a partir de algumas fontes, e todos os comités de revisão de pares que o controlam, são dominados pelos apoiantes do big bang. Consequentemente, o domínio do big bang dentro do campo tornou-se auto-sustentável, independentemente da validade científica da teoria.

Galáxias inesperadas contradizem o Big BangApoiar exclusivamente os projectos que operam dentro do enquadramento do big bang fragiliza um pilar fundamental do método científico, nomeadamente, a experimentação constante da teoria à luz das observações. Tais restrições fazem com que a discussão livre de preconceitos e as pesquisas se tornem impossíveis. Como forma de resolver isto, apelamos às agências que financiam o trabalho em torno da cosmologia que coloquem de lado uma fracção significativa do seu financiamento para a investigação de teorias alternativas e das contradições observacionais do big bang.

Para evitar o viés, o comité de revisão de pares que distribui tais fundos poderia ser composto por astrónomos e físicos de fora do ramo da cosmologia. Atribuir financiamento a investigações feitas à validade do big bang, e as suas alternativas, iria permitir que o processo cientifico determinasse qual o mais correcto modelo em torno da história do universo.

Assinaturas

Eric J. Lerner, Lawrenceville Plasma Physics (USA)

Michael Ibison, Institute for Advanced Studies at Austin (USA) / Earthtech.org

John L. West, Jet Propulsion Laboratory, California Institute of Technology (USA)

James F. Woodward, California State University, Fullerton (USA)

Halton Arp, Max-Planck-Institute Fur Astrophysik (Germany)

Andre Koch Torres Assis, State University of Campinas (Brazil)

Yuri Baryshev, Astronomical Institute, St. Petersburg State University (Russia)

Ari Brynjolfsson, Applied Radiation Industries (USA)

Hermann Bondi, Churchill College, University of Cambridge (UK)

Timothy Eastman, Plasmas International (USA)

Chuck Gallo, Superconix, Inc.(USA)

Thomas Gold, Cornell University (emeritus) (USA)

Amitabha Ghosh, Indian Institute of Technology, Kanpur (India)

Walter J. Heikkila, University of Texas at Dallas (USA)

Thomas Jarboe, University of Washington (USA)

Jerry W. Jensen, ATK Propulsion (USA)

Menas Kafatos, George Mason University (USA)

Paul Marmet, Herzberg Institute of Astrophysics (retired) (Canada)

Paola Marziani, Istituto Nazionale di Astrofisica, Osservatorio
Astronomico di Padova (Italy)

Gregory Meholic, The Aerospace Corporation (USA)

Jacques Moret-Bailly, Université Dijon (retired) (France)

Jayant Narlikar, IUCAA(emeritus) and College de France (India, France)

Marcos Cesar Danhoni Neves, State University of Maringá (Brazil)

Charles D. Orth, Lawrence Livermore National Laboratory (USA)

R. David Pace, Lyon College (USA)

Georges Paturel, Observatoire de Lyon (France)

Jean-Claude Pecker, College de France (France)

Anthony L. Peratt, Los Alamos National Laboratory (USA)

Bill Peter, BAE Systems Advanced Technologies (USA)

David Roscoe, Sheffield University (UK)

Malabika Roy, George Mason University (USA)

Sisir Roy, George Mason University (USA)

Konrad Rudnicki, Jagiellonian University (Poland)

Domingos S.L. Soares, Federal University of Minas Gerais (Brazil)

Fonte: http://bit.ly/1qUUAWL

* * * * * * *

Pelos vistos existe mais censura dentro da “ciência” que aquela que alguns evolucionistas estão dispostos a admitir. E isto não é nada de anormal, se levarmos em conta que a ciência é feita por seres humanos, e nós somos seres imperfeitos. Precisamente por sermos imperfeitos é que é irracional colocar toda a nossa fé nas palavras de seres como nós (e não na Palavra do Eterno e Omnisciente Criador) quando se fala de tópicos que envolvem o valor da nossa vida,  a origem do universo, e o nosso futuro eterno.

A teoria do big bang está errada não por falta de dedicação dos seus apologistas, mas sim porque o big bang nunca aconteceu. O universo não é o efeito de forças naturais mas sim o efeito do Poder Criativo e Sobrenatural do Deus da Bíblia. Enquanto os cientistas operarem fora deste enquadramento filosófico, todas as suas “teorias” estarão condenadas ao fracasso científico.

Publicado em Cosmologia | Etiquetas , , , , , | 31 Comentários

Será o ateísmo uma doença mental?

Doenca_MentalGraças a duas pesquisas feitas há alguma tempo, tem sido propagado dentro dos círculos ateístas que “os ateus têm QIs mais elevados que os crentes”. Isto pode ser verdade ou não, mas um problema com este argumento é que se aceitarmos as “diferenças médias de QI entre os grupos”, entramos dentro de debates sinistros que os ateus Esquerdistas bien pensant podem não gostar assim tanto.

Enveredemos então pela estrada da infelicidade. Deixemos de lado a métrica rudimentar do QI e olhemos para as vidas vividas pelos ateus e pelos crentes, e vejamos como ela se mede. Dito de outra forma, vejamos quem está a viver de forma mais inteligente. Quando fazemo isso, o que é que descobrimos? Descobrimos que quem está a viver uma vida mais inteligente são os crentes. Uma vasta gama de pesquisas, recolhidas durante as últimas décadas, demonstram que a fé religiosa é fisicamente e psicologicamente benéfica – e de uma forma espantosa.

Em 2004 estudiosos da UCLA revelaram que os estudantes universitários envolvidos em actividades religiosas eram mais susceptíveis de ter uma melhor saúde mental. Em 2006 pesquisadores populacionais da Universidade do Texas descobriram que quanto mais a pessoa ia à igreja, mais tempo ela vivia. No mesmo ano pesquisadores da Universidade de Duke (EUA) descobriram que as pessoas religiosas têm um sistema imunitário mais forte que o das pessoas não-religiosas. Eles revelaram também que as pessoas que vão à igreja têm uma pressão arterial inferior ao das pessoas que não vão à igreja.

Entretanto, em 2009 uma equipa de psicólogos de Harvard descobriu que os crentes que deram entrada no hospital com o quadril quebrado reportaram menos depressão,  menos presença nos hospitais, e podiam coxear mais além quando saíam do hospital – quando comparados com os semelhantemente aleijados descrentes.

lista continua. Nos últimos anos os cientistas revelaram que os crentes, quando comparados com os descrentes, tinham resultados melhores no cancro da mama, nas doenças coronárias, nas doenças mentais, com a SIDA e com a artrite reumatóide. Os crentes tinham até melhores resultados com a FIV [Fertilização in vitro]. De igual modo, os crentes reportaram também níveis de felicidade superiores, eram muito menos susceptiveis de cometer o suicídio, e lidavam melhor com os eventos stressantes. Os crentes tinham também mais filhos.

Mais ainda, estes benefícios eram visíveis mesmo se ajustarmos as coisas de modo a levarmos em conta que os crentes são menos susceptíveis de fumar, beber ou ingerir drogas. E não nos podemos esquecer que os religiosos são mais simpáticos. Claramente, os religiosos dão mais dinheiro para a caridade que os ateus, que, segundo as mais recentes pesquisas, são os mais mesquinhos entre todos.

Levando isto em conta, urge perguntar: quem é mais inteligente? Serão os ateus, que vivem vidas mais curtas, mais egoístas, mais atrofiadas e mais mesquinhas – frequentemente sem filhos – antes de se aproximarem, sem qualquer esperança, da morte envolvidos em desespero, e o seu inútil cadáver ser amarrado e lançado numa vala (e, se eles estiverem errados, serem lançados no Inferno)? Ou serão os religiosos, que vivem mais tempo, mais felizes, mais saudáveis, mais generosos, que têm mais filhos, e que morrem com dignidade ritualista, esperando serem recebidos por um Deus Benevolente e Sorridente?

Claramente, os crentes são mais inteligentes. Qualquer pessoa que pense o contrário é doente mental. E digo isto de maneira literal visto que as evidências sugerem que o ateísmo é uma forma de doença mental. Isto prende-se com o facto da ciência mostrar que a mente humana está construída para a fé visto que fomos criados para acreditar. Esse é um dos motivos cruciais que faz com que os crentes sejam mais felizes; as pessoas religiosas têm todas as suas capacidades mentais intactas, e estão a funcionar de forma plena como humanos.

Logo, ser um ateu – tendo em falta a vital capacidade da fé – deve ser vista como uma aflição, e uma deficiência trágica: algo análogo à cegueira. Isto faz com que Richard Dawkins seja o equivalente intelectual a uma pessoa amputada, agitando furiosamente as suas próteses no ar, gabando-se do facto de não ter mãos.

 Modificado a partir do original: “Are atheists mentally ill?” – http://bit.ly/1jQEnZr
Publicado em Biologia | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , , | 45 Comentários

Será que os cientistas criaram vida em laboratório?

Por Bert Thompson, Ph.D. e Brad Harrub, Ph.D.

Como foi que as células vivas emergiram a partir de químicos sem vida? Esta simples questão tem perturbado os evolucionistas há séculos. Por muito que eles tentem, nunca foram capazes de estabelecer um firme fundamento para a forma como os seres vivos inicialmente apareceram – um fundamento sobre o qualquer podem, então, construir a sua árvore da vida.

No passado, o modus operandi era o de ensinar o desacreditado conceito da geração espontânea, esperando que ninguém notasse que a questão da origem da vida nunca havia sido respondida, e então ensinar a teoria da evolução como se “de alguma forma” a origem da vida tivesse sido já estabelecida e confirmada. Como resultado disto, quase todos os livros escolares sobre a ciência impressos nos últimos 50 anos têm dentro de si a hoje-famosa experiência Miller-Urey de 1953.

Miller_UreyNesta experiência, Harold Urey e o seu aluno de pós-graduação Stanley Miller tentaram simular o que eles pensavam que representava as condições atmosféricas da Terra primitiva, de modo a determinar que tipo de produtos eles poderiam gerar através da adição de faíscas eléctricas (isto é, simulando um trovão). Estes mesmos livros escolares nunca deixam de mencionar que Miller e Urey foram bem sucedidos em produzir uns amino-ácidos simples – “os tijolos de construcção da vida”. A partir disto, os livros levam o aluno para um novo capítulo em torno da teoria da evolução e da origem da vida, permitindo que o aluno conclua que os cientistas conseguiram, portanto, provado que a vida pode ser gerada a partir de alguns químicos sem vida.

Esta é uma progressão lógica, e uma que, diga-se de passagem, funciona na perfeição dentro das salas de aulas. O único problema é que esta noção é totalmente falsa. Nunca aconteceu os cientistas serem bem sucedidos em produzir material vivo a partir de material sem vida. No entanto, ano após ano, o público é levado a acreditar que a base sobre a qual assenta a teoria da evolução já foi confirmado. O laureado George Wald (Harvard) admitiu:

Nós contamos esta história aos estudantes iniciantes de Biologia como se ela confirmasse o triunfo da razão sobre o misticismo. Na verdade, é quase o contrário. A posição razoável era a de acreditar na geração espontânea; a única alternativa era acreditar num único e singular acto de criação sobrenatural. Não há uma terceira posição. Devido a isto, muitos cientistas de há mais de um século escolheram olhar para a crença na geração espontânea como uma “necessidade filosófica”. É um sinal da pobreza do nosso tempo que esta necessidade já não seja apreciada. A maior parte dos biólogos modernos, havendo revisto com satisfação a queda da hipótese da geração espontânea, mas pouco dispostos a aceitar a crença alternativa da criação singular, ficam de mãos vazias. Sou de opinião de que o cientista não tem escolha senão abordar a questão da origem da vida através da hipótese da geração espontânea (1954, 191:46).

O evolucionista John Horgan concluiu que, se ele fosse um criacionista nos dis de hoje, ele focar-se-ia no tópico da origem da vida porque

…. este é de longe a escora mais fraca do chassis da biologia moderna. A origem da vida é o sonho do escritor de ciência. Ela está repleta de cientistas exóticos e teorias exóticas, que nunca são totalmente abandonadas ou totalmente aceites, mas apenas entram e saem de moda. (1996, p. 138).

Esta fraqueza dentro da biologia evolutiva não passou despercebida. De facto, o modus operandi dos evolucionistas tem sido revisto à medida que os biólogos lutam por por encontrar novas formas de “iluminar” os estudantes de biologia em torno do tópico da origem da vida. É por causa desta fraqueza dentro da biologia evolutiva que o próprio Stanley L. Miller se recusa a deixar que a ideia da geração espontânea caia no esquecimento. Na edição de Setembro de 2002 da “Proceedings of the National Academy of Sciences”, o Dr. Miller e os seus colegas descreveram a forma como eles obtiveram compostos bio-orgânicos utilizando monóxido de carbono como um componente no seu modelo da atmosfera (ver Miyakawa, et al., 2002). Tal como diz o antigo adágio, “tenta, tenta outra vez.” E, como aparente pelos quase 50 anos que se passaram desde a sua experiência inicial, Miller parece determinado em espremer a vida a partir de químicos sem vida.

No entanto, por mais que ele tente, Miller está a lutar por uma causa perdida. Ha mais de 25 anos atrás, Robert Jastrow ressalvou:

Segundo esta história, todas as árvores, todas as laminas de erva, e todas as criaturas nos mares e na terra evoluíram a partir dum aparentado filamento de matéria molecular preguiçosamente à deriva numa piscina amena. Que evidências concretas apoiam esta espantosa teoria da origem da vida? Não há nenhuma. (1977, p. 60).

E esta verdade não mudou nada, tal como Klaus Dose de forma tão apropriada ressalvou:

Mais de 30 anos de experiências em torno da origem da vida no campo da evolução química e molecular levaram a uma melhor percepção, e não solução, da imensidão do problema que a origem da vida na Terra é. Actualmente, todas as discussões em torno das teorias principais, bem como experiências neste campo, ou terminam num impasse, ou numa confissão de ignorância (1988, 13[4]:348).

A vida sempre se originou de outra vida, e matéria sem vida nunca gerou material com vida. De facto, os cientistas reconhecem a veracidade duma lei biológica – a Lei da Biogénese – que declara precisamente este facto.

A FAMOSA EXPERIÊNCIA MILLER-UREY

Miller_Urey_ExperienciaO exemplo mais famoso de tentativa de se criar a vida a partir daquilo que não tem vida foi a experiência levada a cabo por Miller e Urey. Usando um sistema de frascos de vidro, estes dois cientistas tentaram simular as “condições atmosféricas primordiais”. Eles passaram faíscas eléctricas através duma mistura de água, amónia, metano, hidrogénio. No entanto, a sua experiência foi levada a cabo com a ausência de oxigénio (algo que os próprios evolucionistas agora admitem que não reflecte as condições atmosféricas da Terra primordial) visto que eles sabiam que o oxigénio rapidamente oxidaria qualquer amino-ácido que fossem formados – impedindo desde logo a formação de qualquer matéria viva. Na base do aparato encontrava-se uma armadilha, aí colocada para capturar qualquer tipo de molécula que fosse produzida pela reacção. Esta armadilha impedia que os recém-formados químicos fossem destruídos pela próxima descarga eléctrica.

Durante a primeira tentativa, e depois de uma semana de descargas eléctricas nas câmaras de reacção, os lados das câmaras ficaram escurecidas, e a mistura líquida transformou-se para um vermelho nebuloso. O produto predominante era uma substância preta e pegajosa composta por numerosos átomos de carbono “amarradas” juntas, naquilo que era essencialmente alcatrão (um incómodo comum nas reacções orgânicas). Miller foi capaz de produzir uma mistura que continha dois amino-ácidos simples que são os tijolos de construção das proteínas. No entanto, a altamente elogiada experiência Miller-Urey não produziu nenhum dos tijolos de construção fundamentais para a vida. Em vez disso, ele produziu 85% alcatrão, 13% ácido carbólico, 1.05% glicina, 0,85% alanina, e traços de outros químicos.

Muitos cientistas hoje acreditam que a atmosfera primitiva da Terra teria feito a síntese de moléculas orgânicas virtualmente impossível, de acordo com as condições simuladas na experiência Miller-Urey. Por exemplo, a NASA reportou que uma “atmosfera redutora” [livre de oxigénio] nunca existiu, embora a experiência tenha assumido uma atmosfera desse tipo (Levine, 1983). Os cientistas aperceberam-se entretanto que a radiação ultra-violeta da luz solar é destrutiva para qualquer vida em desenvolvimento. Falando sobre os produtos gerados pela experiência Milller-Urey, o evolucionista Robert Shapiro declarou:

Vamos resumir. A experiência levada a cabo por Miller produziu o alcatrão como o produto mais abundante. Existem cerca de cinquenta pequenos compostos orgânicos que são chamados “tijolos de construção”. Apenas dois destes cinquenta ocorreram entre os produtos preferenciais da experiência Miller-Urey (1986, p. 105).

Para além disso, descobertas recentes voltaram a causar a que os evolucionistas declarassem que a vida foi “criada”. Na edição de Junho de 2000 da revista Science, Gerard Wong e os seus colegas reportaram um mecanismo através do qual os químicos poderiam-se auto-organizar de forma a criar túbulos com a aparência de fitas que são semelhantes às paredes celulares ds bactérias. (288:2035). Esta descoberta levou alguns a sugerir que a “vida artificial” foi criada, quando nada disso ocorreu.

O que ocorreu foi que os pesquisadores simplesmente misturaram a actina (proteína que disponibiliza o enquadramento estrutural para as células) com lipossomas especiais de modo a criar cápsulas com membranas de actina, que é um passo gigantesco para a “criação d vida”. A molécula actina não contém ADN, não metaboliza de modo activo, e não se reproduz, e desde logo, está bem longe de estar “viva”. A organização espontânea não é o mesmoo que a geração espontânea. Portanto, embora esta composto membranoso seja de facto semelhante à membrana de plasma que rodeia a maioria das células – devido ao facto dla se poder organizar em três camadas distintas, incluindo uma camada intermédia de lípido – ela não tem nenhuma das qualidades que os cientistas identificam como vida.

Num outro estudo similar, Jeffrey Hartgerink e os seus colegas reportaram que haviam criado um osso sintético auto-montado (2001). Usando a auto-montagem induzida por ph, estes cientistas foram capazes de formar um composto que pode, qualquer dia, substituir uma camada óssea doente. Estas moléculas sintéticas organizam-se para fibras que “causam” a que os minerais cresçam por cima delas – o que nos aproxima mais da altura em que seremos capazes de construir melhores dispositivos protéticos. As agências noticiosas foram rápidas a descrever esta descoberta como “osso feito pelo ser humano”.

No entanto, mesmo que os cientistas tenham sido capazes de construir estrutura óssea, isso, por si só, não é “vida”. Um osso colocado por cima duma mesa de aço é de pouco uso para o empreendimento que busca criar matéria viva a partir de matéria sem vida. O osso artificial não é capaz de se reproduzir, e sem irrigação sanguínea, ele rapidamente morre. Uma análise mais cuidadosa da notícia revela que os laços dentro desta matriz fibrosa podem ser revertidos (reduzindo os persulfuretos de volta a tióis). Será que isto tem a aparência de tecido vivo com o qual nós estamos acostumados?

Noam Lahav ressalvou:

Sob algumas condições redutoras, a acção de Miller e Urey não produz amino-ácidos, e nem produz os químicos que podem servir de predecessores a outros importantes tijolos de construção biopolímeros. Logo, ao colocar em causa a crença duma atmosfera redutora, nós colocamos em causa a própria existência da “sopa pré-biótica”, com a sua riqueza de compostos orgânicos biologicamente importantes. Mais ainda, até hoje, nenhum tipo de evidência geoquímica em favor da existência foi publicada. De facto, um certo número de cientistas colocaram em causa o conceito da sopa pré-biótica, apontando para o facto de que, mesmo que ela tenha existido, a concentração de tijolos de construção orgânicos dentro dela teria sido demasiado pequena para ser de alguma forma significativa para a evolução pré-biótiva (1999, pp. 138-139).

O facto é que a vida procede sempre de vida pré-existente – facto que fecha de forma final o caixão onde descansa a teoria da evolução.

Fonte

* * * * * * * *

Como se pode ver pelo artigo, 1) a experiência de Miller é cientificamente irrelevante como evidência em favor duma origem natural da vida, 2) a discussão em torno da origem da vida está totalmente ligada à validade da teoria da evolução, 3) o falhanço dos modelos evolutivos em favor da origem da vida naturalista leva a que os evolucionistas tentem, em desespero, separar a discussão em torno da origem da vida da teoria da evolução em si.

O total falhanço dos modelos evolutivos para a origem da vida são um forte indício de que a teoria da evolução biológica também é falsa.

Origem_Da_Vida_Evoluçao

Eu [Deus] fiz a terra, o homem e os animais que estão sobre a face da terra, pelo Meu Grande Poder e com o Meu Braço Estendido, e a dou àquele que Me agrada em Meus Olhos.
Jeremias 27:5


Referências:

1.Dose, Klaus (1988), “The Origin of Life: More Questions than Answers,” Interdisciplinary Science Reviews, 13[4]:348.
2. Hartgerink, Jeffrey D., Elia Beniash, and Samuel I. Stupp (2001), “Self-Assembly and Mineralization of Peptide-Amphiphile Nanofibers,” Science, 294:1684-1688, November 23.
3. Horgan, John (1996), The End of Science (Reading, MA: Addison-Wesley).
4. Jastrow, Robert (1977), Until the Sun Dies (New York: W.W. Norton).
5. Lahav, Noam (1999), Biogenesis: Theories of Life’s Origins (Oxford, England: Oxford University Press).
6. Levine, J. (1983), “New Ideas About the Early Atmosphere,” NASA Special Report, No. 225, Langley Research Center, August 11.
7. Miyakawa, Shin, Hiroto Yamanashi, Kensei Kobayashi, H. James Cleaves, and Stanley L. Miller (2002), “Prebiotic Synthesis from CO Atmospheres: Implications for the Origins of Life,” Proceedings of the National Academy of Sciences, 99:14628-14631, November 12.
8. Shapiro, Robert (1986), Origins—A Skeptics Guide to the Creation of Life on Earth (New York: Summit).
9. Wald, George (1954), “The Origin of Life,” Scientific American, 191[2]:44-53, August.
10. Wong, Gerard C.L., Jay Tang, Alison Lin, Youli Li, Paul Janmey, and Cyrus Safinya (2000), “Hierarchical Self-assembly of F-Actin and Cationic Lipid Complexes: Stacked, Three-Layer Tubule Networks,” Science, 288:2035-2039, June 16.
Publicado em Biologia | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , , | 6 Comentários