A Historicidade das Pragas do Egipto

Por Simcha Jacobovici

Existe actualmente uma nova tradução dum antigo monumento Egípcio conhecido como “Stela” que foi recentemente publicado pelo “Journal of Near Eastern Studies” pelos professores Robert Ritner e Nadine Moeller (do “Oriental Institute” da Universidade de Chicago). Basicamente, a tradução faz uma ligação entre o Faraó Ahmose (18ª Dinastia/Novo Reino) com a erupção do vulcão Thera/Santorini.

No passado, os estudiosos alegavam que Ahmose e Thera estavam separados por mais de 100 anos, mas a nova tradução prova que eles eram contemporâneos – isto é, Ahmose testemunhou os efeitos de uma das mais mortíferas erupções vulcânicas da história da humanidade. Isto ajuda e muito em fazer uma ligação entre Thera, Ahmose e o Êxodo Bíblico.

Ahmose_Storm_StelaNo meu documentário de 2000 intitulado “The Exodus Decoded” ["Descodificando o Êxodo"], eu disse que a chave para se encontrarem evidências arqueológicas do Êxodo Bíblico era o assim-chamado “Tempest Stela” do Faraó Ahmose. O “Tempest Stela”, também conhecido como “Storm Stela”, foi encontrado por partes entre 1947 e 1952 na 3ª pylon/torre num tempo de Karnak no Tebes antigo (Alto Egipto). Ele é um texto único em linhas horizontais, copiado em ambos os lados dum bloco calcite que se estima que, de pé, atingiu 1,80m de altura. Da última vez que verifiquei, os fragmentos do “Ahmose Stela” encontravam-se numa caixa, perdidos nas entranhas do museu do Cairo. Mas os hieroglífos têm estado disponíveis há já algum tempo, e foram re-traduzidos por Ritner e Moeller.

O que é que eles descrevem?

O texto fala de uma tremenda tempestade que envolveu o alto e o baixo Egipto, e que essa tempestade revelava a “ira” do “grande Deus”. Note-se que fala de “Deus” no singular. Para além disso, o texto diz também que este Deus era “Maior” que os “deuses” do Egipto. Segundo o Storm Stela, a tempestade mergulhou o Egipto na “escuridão” total por um período de vários dias. Esta escuridão era anormal porque tornou impossível que fosse acesa até um tocha:

Nenhuma tocha pôde ser acendida nas duas terras.

Os acontecimentos que se seguiram à inundação foram tais que os templos dos deuses foram inundados, os telhados entraram em colapso, e os lugares santos “tiveram que ser declarados não-existentes“. O Nilo estava literalmente cheio de corpos humanos, “flutuando” como “pedaços” de papiro na água. Segundo Stela, “todas as casas” foram afectadas e todo o evento “espantoso” foi acompanhado das “vozes” mais barulhentas que alguma vez alguém tinha ouvido no Egipto.

Compare-se isto com a descrição do Êxodo Bíblico, das pragas de gelo e trevas que precederam o fim da escravatura dos Hebreus no Egipto, liderados por Moisés. Segundo a Bíblia, a 9ª praga foi a “Escuridão” (Êxodo 10:21) mas esta não era uma escuridão normal visto que ela era “palpável” e durou 3 dias. Nenhuma tocha poderia ser acendida. De facto, pessoas sentadas lado a lado “não se conseguiam ver uma a outra“. O Texto Bíblico declara também que a 7ª praga de “saraiva” foi acompanhada por “vozes” (Êxodo 9:29) e que o “terror apoderou-se dos habitantes do Ageu” (Êxodo 15:14), isto é, a área de Thera/Santorini. Basicamente, a “Ahmose Storm Stela” e o Torah/a Bíblia estão a descrever o mesmo evento.

Até hoje, os estudiosos tentaram minimizar a importância da “Storm Stela”, comparando isso a uma inundação normal do Nilo, ou minimizando os eventos espantosos descritos nela como “metáforas”. Mas o novo estudo de Ritner e Moerller coloca um ponto final nesse assunto. Os autores são inequívocos ao afirmar que Stela descreve um evento real, e que é um registo contemporâneo dos eventos cataclismicos de Thera..

O que eles deixam de parte é que o Faraó Ahmose governou o Egipto durante o tempo da assim-chamada expulsão dos “Hyksos”; este foi um êxodo em massa de um povo “asiático” ou “semita” que o historiador Egípcio, Manetho (que viveu no século 3 AC) e historiador Judeu Josephus, que viveu no século 1 DC, identificam como sendo o Êxodo Bíblico. Por outras palavras, Ramsés II (o Faraó favorito dos estudiosos e de Hollywood) não foi o Faraó do Êxodo, mas sim Ahmose.

Mais ainda, o que os historiadores chamam de “a expulsão dos Hyksos”, e os vulcanólogos chamam de “a erupção de Thera”, e o Torah chama de “Êxodo”, são todos o mesmo evento. Até hoje os cépticos alegavam que estes eventos não eram contemporâneos, mas os estudos mais recentes demonstram que a ciência conseguiu sincronizar Ahmose e Thera para menos de 25 anos.

É hora de admitir que há uma riqueza enorme de evidências arqueológical em favor do Êxodo Bíblico; é só uma questão de se saber onde procurar.

* * * * * * * *
Mais uma vez se vê que quando a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, reporta eventos históricos (tais como a criação em seis dias normais, a co-existência entre humanos e dinossauros, o Dilúvio de Noé, a Ressurreição, etc) como eventos reais, ela pode ser aceite sem qualquer tipo de reservas.

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5 evidências contra a origem da vida evolutiva

Por Duane Gish

Não havia testemunhas humanas quando a vida se originou, e não existem evidências físicas e geológicas para a sua origem. Falando sobre a hipotética origem da molécula auto-replicante, bem como da sua estrutura, Pross admitiu que “A resposta simples é que não sabemos, e podemos até nunca vir a saber.”(1) Depois disso, e em relação à questão da origem de tal molécula, Pross disse:

…. pode-se reconstruir burlescamente essa questão da seguinte forma: se assumirmos de modo efectivo uma mistura de reacção desconhecida, sob condições de reacção efectivamente desconhecidas, reagindo de forma a gerar produtos desconhecidos através de mecanismos desconhecidos, será que um produto particular com características específicas . . . . poderia ter sido incluída entre os produtos da reacção? (2)

Isto demonstra de forma clara o alcance do progresso que os evolucionistas fizeram rumo à solidificação dum cenário mecanicista e ateísta para a origem da vida, passado que está mais de meio século de pesquisas físicas, químicas e geológicas. É, no entanto, possível derivar factos que estabelecem para além de qualquer dúvida que a origem da vida evolutiva neste planeta teria sido impossível.

A origem da vida só pode ser o resultado da acção dum Agente externo, não-dependente das leis da natureza. Nós temos aqui espaço suficiente para descrever apenas algumas das barreiras intransponíveis para uma origem da vida evolutiva.

1. A ausência da atmosfera necessária

AtmosferaA nossa atmosfera actual consiste em 78% de nitrogénio (N2), 21% oxigénio molecular (O2) e 1% de outros gases tais como o dióxido de carbono (CO2), o argon (AR) e vapor de água (H2O). Uma atmosfera que contenha oxigénio seria fatal para todos os esquemas de origem da vida. Embora o oxigénio seja necessário para a vida, o oxigénio livre oxidaria e, desde logo, destruiria todas as moléculas orgânicas necessárias para a origem da vida. Devido a isto, apesar das inúmeras evidências de que a Terra sempre teve uma quantidade significativa de oxigénio livre na atmosfera,(3), os evolucionistas persistem em declarar que não havia oxigénio na atmosfera da Terra primordial. No entanto, isto seria também fatal para a versão evolutiva da origem da vida visto que se não existisse oxigénio, não existiria a camada protectora de ozono a rodear a Terra.

O ozono é produzido através da radiação proveniente do Sol sobre o oxigénio na atmosfera, convertendo o oxigénio diatómico (O2), que nós respiramos, para oxigénio triatómico (O3), que é o ozono. Logo, se não existisse oxigénio, não existiria o ozono. A mortífera e destrutiva luz ultravioleta proveniente do Sol iria atingir a superfície da Terra sem enfrentar qualquer tipo de impedimento, destruindo aquelas moléculas orgânicas necessárias para a vida – reduzindo-as a gases simples tais como o nitrogénio, o dióxido de carbono e água.

Portanto, os evolucionistas enfrentam um dilema sem solução: com a presença de oxigénio, a vida nunca poderia evoluir; sem o oxigénio, e sem o ozono, a vida nunca poderia evoluir ou existir.

2. Todas as formas de energia cruas são destrutivas.

A energia disponível na hipotética “Terra primitiva” consistia principalmente de radiação do Sol, com alguma energia proveniente de descargas eléctricas (trovões), e fontes de energia de menores dimensões tais como o decaimento radioactivo e o calor. O problema para a teoria da evolução é que as taxas de destruição das moléculas biológicas por todas as fontes de energia cruas excedem largamente as taxas de formação através de tais fontes energéticas. O único motivo pelo qual Stanley Miller foi bem sucedido em obter uma pequena quantidade de produtos na sua experiência foi o facto dele ter empregue uma separação como forma de isolar os seus produtos das fontes de energia.(4) Aqui os evolucionistas enfrentam dois problemas:

- Primeiro, não poderia existir algum tipo de separação na Terra primitiva.
- Segundo, a tal separação seria fatal para qualquer cenário evolutivo visto que mal os produtos são isolados, já não há mais qualquer tipo de progresso evolutivo visto que não há qualquer tipo de energia disponível.

No seu comentário à experiência de Miller, D. E. Hull declarou que “Estas vidas curtas para a decomposição na atmosfera ou nos oceanos claramente precluem a possibilidade duma acumulação de concentrações de compostos orgânicos através dos milhões de anos. . . . O físico-químico motivado pelos princípios confirmados da termodinâmica química e da cinética, não pode dar qualquer tipo de encorajamento ao bioquímico, que precisa um oceano cheio de compostos orgânicos para que até coacervates sem vida se formem.(5)”

3. Um cenário evolutivo para a origem da vida iria resultar numa confusão incrível.

ADN_02Imaginemos que, como defendem os evolucionistas, existiu uma forma através da qual moléculas orgânicas, biologicamente importantes, se formaram em quantidades suficientes na Terra primitiva. Uma confusão incrível iria se gerar: para além dos 20 aminoácidos distintos encontrados nas proteínas actuais, centenas de outros aminoácidos teriam sido produzidos. Para além da desoxirribose e da ribose, açúcares de cinco carbonos encontrados actualmente no ADN e no RNA, uma variedade de açúcares de cinco carbonos, quatro carbonos, seis carbonos e sete carbonos teriam sido produzidos. Para além das cinco purinas e pirimidinas encontradas actualmente no ADN e no RNA, uma grande variedade de outras purinas e pirimidinas teriam que ter existido.

Para além disso, e isto é algo significativo, os aminoácidos das proteínas actuais são exclusivamente canhotos, mas os aminoácidos da Terra primitiva haveriam de ter sido 50% canhotos e 50% dextros. Os açucares no ADN e no RNA são exclusivamente dextros, mas se eles tivessem existido, os açucares da Terra primitiva teriam sido 50% canhotos e 50% dextros. Se um só aminoácido dextro tivesse estado dentro da proteína, ou se uma proteína canhota tivesse estado dentro do ADN ou no RNA, toda a actividade biológica seria destruída, e não haveria qualquer mecanismo disponível na Terra primitiva que pudesse seleccionar aos componentes correctos.

Este facto por si só destrói por completo a teoria da evolução, e os evolucionistas têm batalhado com este dilema desde que ele foi reconhecido, e até hoje os evolucionistas ainda não ofereceram qualquer tipo de solução. Todas estas variedades haveriam de competir umas com as outras, e uma enorme variedade de outras moléculas orgânicas, incluindo aldeídos, cetonas, ácidos, aminas, lípidos, hidratos de carbono,etc, teriam que ter existido.

Se os evolucionistas realmente alegam que fazem simulações plausíveis das condições da Terra primitiva, porque é que eles não colocam os reagentes numa confusão total como a descrita em cima, e irradiam-na com luz ultravioleta, enviam choques com descargas eléctricas, ou aquecem-na para ver o que aconteceria? Eles não fazem isso porque sabem que não haveria a menor possibilidade de algo útil para o seu cenário evolutivo surgir. Em vez disso, eles escolhem cuidadosamente só os materiais iniciais que eles querem que produza aminoácidos ou açucares ou purinas, ou seja lá o que for, e criam condições ambientais improváveis que não existiriam na Terra primitiva. Depois disto, eles escrevem nos livros escolares e nos artigos científicos que tais moléculas biológicas teriam sido produzidas em quantidades abundantes na Terra primitiva.

4. As micro-moléculas não se combinam de modo espontâneo para formar macro-moléculas.

Diz-se que o ADN é o segredo da vida, mas o ADN não é o segredo da vida; a vida é que é o segredo do ADN. Os evolucionistas repetidamente alegam que a fase inicial da origem da vida foi a origem de moléculas de ADN ou RNA auto-replicantes. Não existem moléculas auto-replicantes, e nenhuma molécula deste tipo poderia algum dia existir. A formação de moléculas requer o input dum tipo específico de energia e um input constante de “tijolos de construção”. Para produzir a proteína, os tais “tijolos” são os aminoácidos e para os ADN e o RNA esses “tijolos” são os nucleotídeos (que são compostos por purinas, pirimidinas, açúcares, e ácido fosfórico.

ADN_04Se os aminoácidos são dissolvidos na água, eles não se unem espontaneamente para formar a proteína; elas precisam do input de energia. Se as proteínas são dissolvidas na água, os laços químicos entre os aminoácidos lentamente se destroem, libertando energia (diz-se que a proteína hidrolisa). O mesmo ocorre com oo ADN e com o RNA; para formar uma proteína num laboratório, depois de dissolver o aminoácido num solvente o químico acrescenta um material químico que contém fortes laços energéticos (identificados como reagente peptídeo). A energia deste químico é transferida para os aminoácidos, o que gera a energia necessária para formar os laços químicos entre os aminoácidos, e para libertar oo H e o OH para formar o H2O (água).

Isto só ocorre num laboratório químico ou nas células dum organismo vivo, e nunca poderia acontecer num oceano primitivo ou em qualquer parte da Terra primitiva. Quem ou o quê é que estaria por perto para disponibilizar um input regular da energia correcta? A energia cura perturbadora não funciona. Quem ou o quê é que estaria por perto para fornecer um input regular dos “tijolos de construção” apropriados e não apenas e só lixo?

Quando os evolucionistas falam de moléculas de ADN auto-replicantes, eles estão a falar duma fantasia.

5. O ADN não sobreviveria sem um mecanismo de reparação.

O ADN, tal como acontece com o RNA-mensageiro, o RNA de transferência, e o RNA ribossomal, pode ser destruído por uma variedade de agentes, incluindo a luz ultravioleta, espécies reactivas de oxigénio, agentes alquilantes, e pela água. Um artigo recente reportou que existem 130 genes humanos reparadores conhecidos e que mais serão encontrados. Os autores declararam:

A instabilidade do genoma [do ADN] causado por uma variedade de agentes danificadores de ADN teria sido um problema sobrepujante para as células e para os organismos se não fosse a reparação de ADN.(6)

ADN ReparaçãoNote-se que até a própria água é um agente danificador de ADN! Se o ADN de alguma forma evoluísse na Terra, ele teria sido dissolvido na água; logo, a água, bem como muitos outros agentes químicos, iriam dissolver o ADN, associando-se isto ao facto da luz ultra-violenta destruir o ADN muito mais rapidamente do que ele poderia alguma vez ser produzido através de qualquer processo imaginário. Se não fosse a existência dos genes reparadores, declara o artigo cirando em cima, o ADN não poderia sobreviver nem mesmo no protegido ambiente da célula. Como é que poderia o ADN, então, sobreviver sendo sujeito a ataques brutais por parte de agentes químicos e outros agentes que existiriam na hipotética Terra primitiva imaginada pelos evolucionistas?

Quais são os agentes celulares necessários para a reparação do ADN? Genes de ADN. Logo, o ADN é necessário para a sobrevivência do ADN, mas teria sido impossível os genes de reparação de ADN evoluírem sem que o ADN normal tivesse evoluído, e teria sido impossível o ADN evoluir sem que os genes de ADN reparadores tivessem evoluído. Temos aqui mais uma barreira intransponível para a teoria da evolução.

Para além disso, é ridículo imaginar como é que os genes reparadores de ADN poderiam ter evoluído, mesmo se já existisse uma célula. Os genes de ADN codificam as sequências de centenas de aminoácidos que constituem as proteínas que são os agentes envolvidos na reparação do ADN. O código dentro do ADN é traduzido para o RNA mensageiro (mRNA). O mRNA tem então que se deslocar e ser incorporado num ribossoma (que é feito de três RNAs ribossomais e 55 moléculas proteicas diferentes). Cada aminoácido tem que ser associado a um RNA de transferência específico para esse aminoácido, e essa associação requer uma enzima proteica específica para esse aminoácido e RNA de transferência.

Respondendo ao código no mRNA e utilizando os códigos dentro do RNA de transferência, o aminoácido apropriado, associado aos RNAs de transferência, são unidos à crescente corrente proteica de modo a prescrever o código do RNA mensageiro. Muitos enzimas são necessários durante o processo, bem como a energia apropriada.

Está é apenas uma pequena introdução da incrível complexidade da vida que se encontra até dentro das bactérias.

Quem não entende, por todas estas coisas, que a mão do Senhor fez isto?
Job 12:9

Referências

1. Pross, Addy. 2004. Causation and the origin of life. Metabolism or replication first? Origins of Life and Evolution of the Biospheres 34:308.
2. Ibid., 316.
3. Davidson, C. F. 1965. Geochemical aspects of atomospheric evolution. Proc. Nat. Acad. Sci. 53:1194; Brinkman, R. T., 1969. Dissociation of water vapor and evolution of oxygen in the terrestrial atmosphere. J. Geophys. Res., 74:5355; Clemmey, H., and N. Badham. 1982. Oxygen in the Precambrian atmosphere; an evaluation of the geological evidence. Geology 10:141; Dimroth, E., and M. M. Kimberley. 1976. Precambrian atmospheric oxygen: evidence in the sedimentary distributions of carbon, sulfur, uranium, and iron. Can. J. Earth Sci., 13:1161.
4. Miller, Stanley. 1953. A production of amino acids under possible primitive earth conditions. Science 117:528.
5. Hull, D. E. 1960. Thermodynamics and kinetics of spontaneous generation. Nature 186:693.
6. Wood, R. D., et al. 2001. Human DNA repair genes. Science 291:1284.

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De que forma é que o ADN refuta a teoria da evolução?

“NO PRINCÍPIO era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”

ADN AzulUm problema grave para a teoria da evolução é a questão da origem da informação biológica.

O ex-professor de engenharia Werner Gitt estudou a essência da informação e o resultado das suas pesquisas é um modelo informativo no qual são definidos “cinco níveis de informação”.

Para a informação em código, na qual ocorrem os cinco níveis, podem ser formuladas deduções e conclusões de grande alcance.

Os cinco níveis de informação, segundo Werner Gitt

1. Estatística

Aqui se incluem questões estatísticas tais como o número de caracteres e o número de palavras num determinado texto.

2. Sintaxe

Entendem-se por “Sintaxe” todas as características estruturais da apresentação da informação (código), inclusive as regras para a combinação de caracteres e para a cadeia de caracteres (gramática e vocabulário).

3. Semântica

Este termo grego (semantikós = característico, aspecto significativo) refere-se ao significo de uma sequência de caracteres.

4. Pragmática

A transmissão da informação acontece com a intenção do emissor de provocar uma determinada reacção no receptor (grego: pragmatike = “arte de agir correctamente”: aspecto da acção).

5. Apobética

A informação é enviada com o fim de alcançar um determinado objectivo. Com isso atingimos o nível mais elevado, ou seja, a Apobética (aspecto do objecto, aspecto do resultado; grego: apobeinon = resultado, êxito, efeito).

Leis Naturais da Informação (LNI)

Para o domínio escrito, Werner Gitt estabelece dez “Leis Naturais da Informação” (LNI)

1ª LNI: Uma grandeza material não pode produzir uma grande imaterial.

Sabemos por experiência que uma macieira produz maçã e uma pereira produz pêras. Assim também, cavalos geram potros, vacas geram bezerros, e mulheres dão à luz bebés. Do mesmo modo deduzimos por observação que de uma grandeza exclusivamente material nunca poderá ser gerado algo imaterial.

2ª LNI: A Informação é uma grandeza imaterial fundamental

Na nossa realidade podem-se distinguir claramente grandezas materiais (matéria e grandezas a ela correlacionadas, tais como a energia, a quantidade de movimento, a electricidade) e grandezas imateriais (por exemplo, informação, consciência, inteligência, vontade).

3ª LNI: A informação é a base imaterial de todos os sistemas técnicos controlados por programas e de todos os sistemas biológicos.

Existem inúmeros sistemas que não dispõem de inteligência própria, mas podem transferir e armazenar informação ou controlar processos. Tais sistemas existem tanto no campo do inanimado (por exemplo, computadores em rede, controle de processos numa indústria química, serviços de lavagem de automóveis) quanto no campo do animado (processos controlados pela informação na célula, dança das abelhas).

4ª LNI: Não existe informação sem um código.

Sempre que se armazena, transmite e se processa informação, é necessário um sistema codificado.

5ª LNI: Todo o código é o resultado de um acto livre e deliberado.

A característica essencial dum símbolo codificado (carácter) é que houve um momento em que ele foi livremente definido, evento que ocorreu mediante o uso de inteligência.

6ª LNI: Não há informação nova sem um emissor inteligente dotado de vontade.

O processo de aparecimento de nova informação (ao contrário de informação copiada) pressupõe inteligência e livre arbítrio.

7ª LNI: Toda a informação que é recebida no final de uma cadeia de transmissão pode ser rastreada até que se chegue a uma fonte emissora inteligente.

Na maior parte dos casos, o autor da informação não se encontra presente ou não é mais visível. O facto do autor não ser visível – no caso de documentos históricos ou no caso duma biblioteca com milhares de livros cujos autores nao são mais visíveis – não leva ninguém a concluir que não existe emissor algum. O mesmo aplica-se à informação biológica.

8ª LNI: Todos os cinco níveis de informação existem tanto do lado do emissor como do lado do receptor.

A informação tem sempre um emissor como fonte. O emissor concebeu a informação e deseja transmiti-la a um ou mais receptores. (…)

9ª LNI: A informação não se pode originar através de processos aleatórios

Para os defensores da Teoria da Evolução seria um grande éxito se eles conseguissem demonstrar com uma experiência real que a informação se pode originar a si mesma em matéria abandonada, sem a intervenção duma inteligência. Infelizmente para eles, isso nunca foi demonstrado ou documentado, apesar dos gigantescos e infrutíferos esforços por eles feitos a nível mundial.

O dilema que os evolucionista têm com a origem da vida prende-se precisamente no facto da matéria inorgânica não ter a capacidade de gerar vida biológica autoreplicante.

10ª LNI: Para armazenar a informação, é necessário um suporte material.

Se a grandeza imaterial “informação” tiver que ser armazenada, será necessário para tal papel, um quadro negro, ou um disco rígido (só para citar alguns métodos de armazenamento de informação). Do mesmo modo, também a informação presente nos seres vivos necessita dum suporte material; neste caso, esta informação “cavalga” sobre quatro ligações químicas que formam o ADN: as bases de nitrogénio adenina, citosina, guanina e timina. (…)

Resumo:

No que diz respeito à informação codificada dos seres vivos, os conhecimentos da Teoria da Informação apontam para o facto dela não se ter originado através de processos naturais (aleatórios), mas ser, sim, o efeito dum processo criativo propositado. Diante destas evidências científicas, a hipótese de que Um Criador Inteligente tenha organizado a matéria de modo a gerar informação genética faz muito mais sentido do que as alternativas naturalistas.

Enquanto os ateus evolucionistas não forem capazes de encontrar uma força natural com a capacidade de gerar informação em código, a sua teoria religiosa encontra-se cientificamente inválida.

Fonte: “Criação”, Alexander vom Stein (páginas 140 e 145)

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O desafio de James Tour que os evolucionistas não são capazes de responder

Fonte

NanocarrosO Professor James M. Tour é um dos dez químicos mais citados do mundo. Ele é famoso pelo seu trabalho com nanocarros, nanoelectrónica, nanoestruturas de grafeno, nanovectores de carbono em medicina, e pesquisas em torno do carbono verde como forma de melhoria da recuperação de petróleo, petróleo ecológico e extracção de gasolina. Actualmente, ele é o Professor de Química, de Ciência da Computação, Engenharia Mecânica, e Ciência dos Materiais na “Rice University”. Ele é o autor e co-autor de 489 publicações científicas e tem o seu nome em 36 patentes.

Embora ele não se identifique como proponente da teoria científica do Design Inteligente (DI), em 2001 o Professor Tour, bem como outros 700 cientistas, tiveram a coragem de assinar o “Scientific Dissent from Darwinism”  do “Discovery Institute”, onde se lê:

Estamos cépticos das alegações da habilidade das mutações aleatórias e da selecção natural para justificar a complexidade da vida. Deve-se encorajar uma análise mais cuidadosa das evidências em favor da teoria Darwiniana.

No site do professor, existe um artigo bastante revelador  em torno da evolução e a criação, onde o Professor Tour diz de forma directa que, do ponto de vista químico, não entende como é possível que a macroevolução tenha ocorrido:

Embora a maior parte dos cientistas deixe poucas pontas soltas na sua busca para entender os mecanismos antes de os aceitar sem reservas, quando se fala das enormes extrapolações entre as observações e as conclusões em torno da macroevolução, parece-me que os cientistas permitem uma margem de manobra nada saudável. Quando ouvimos tais extrapolações no mundo académico, quando será que gritaremos “O rei vai nu!”? (..)

Quimicamente falando, eu pura e simplesmente não entendo como é que a macroevolução pode ter ocorrido. Tomando isto em conta, será que não sou eu  livre para assinar tal declaração sem sofrer represálias por parte de aqueles que não concordam comigo? … Será que alguém entende os detalhes químicos por trás da macroevolução? Se sim, gostaria de me sentar com essa pessoa e ser ensinado por ela, e portanto, convido-a a encontrar-se comigo.

Numa conversa mais recente com o título de “Nanotecnologia e Jesus Cristo” , dada no dia 1 de Novembro de 2012, o Professor Tour foi mais longe e declarou que nenhum cientista com quem ele falou entende a macroevolução – e essa lista de pessoas com quem ele falou inclui vencedores do Prémio Nobel!

Eis o que ele disse a um estudante quando foi questionado sobre a teoria da evolução:

James_TourEu digo-lhe o seguinte, como cientista e como químico sintético: se existe alguém que deveria ser capaz de entender a evolução, esse alguém sou  eu visto que a minha profissão é construir moléculas. E eu pura e simplesmente não compro um conjunto, e misturo com isto e com aquilo. O que quero  dizer é, ab initio, eu faço moléculas e entendo o quão difícil é construir moléculas. Entendo que se eu pegar na caixa de ferramentas da Natureza, será muito mais fácil visto que as ferramentas encontra-se todas lá e eu apenas tenho que misturar as proporções certas, e eu faço isto sob condições controladas. Mas ab initio é muito mas muito complicado.

Eu não entendo a evolução e isso confesso-lhe a si. Há algum mal em dizer “Eu não entendo isto?” Será que está certo? Eu sei que há por aí muitas pessoas que não entendem nada da síntese orgânica, mas entendem a teoria da evolução. Eu entendo muito sobre a forma como se fazem as moléculas, mas não entendo a teoria da evolução.

Alguém provavelmente dirá, wow, “você deve ser muito pouco usual!” Deixem-me falar um pouco sobre o que ocorre nos quartos dos fundos da ciência - com membros da Academia Nacional, com vencedores de prémios Nobel e tudo o mais. Eu já me sentei com eles a sós, não em público – porque dizer o que eu acabei de dizer é muito assustador – e disse, “Você entende tudo isto, de onde isto surgiu, e como aquilo aconteceu?” Todas as vezes que me sentei com pessoas que são químicos sintéticos, que entendem disto, eles dizem “Uh-uh. Não.” Estas pessoas estão muito longe de entender como é que estas coisas vieram a acontecer.

Eu já me sentei com membros da Academia Nacional [de Ciências] e com vencedores de prémios Nobel. Às vezes eu digo “Entendes isto?” E se eles têm medo de dizer “Sim”, eles não dizem nada. Eles apenas olham para mim porque eles não podem responder de forma sincera.

Aconteceu uma vez, há muitos anos atrás, que eu fui levado para o Departamento do Reitor, e ele era um químico. Ele estava preocupado com algumas coisas. Eu disse, “Deixe-me perguntar-lhe uma coisa: você é um químico. Você entende isto? Como é que podemos ter ADN sem uma membrana na célula? E como é que obtemos uma membrana na célula sem ADN? E como é que tudo se originou a partir deste bocado de geleia?” Nós não sabemos, nós não sabemos.

Eu disse, “Não é interessante que você, Reitor de Ciência, e eu, professor de química, possamos falar disto em privado no seu escritório mas não podemos ir lá fora e falar nisto?”

Se você entende a evolução, eu não tenho problemas com isso. Eu não lhe vou tentar mudar. De facto, eu gostaria de ter o entendimento que você tem. Mas há cerca de 7 ou 8 anos atrás, coloquei no meu site que não entendo. Eu para além disso eu disse: Pagarei o almoço a quem for capaz de se  sentar comigo e me explicar a evolução. E eu não discutirei consigo até não entender alguma coisa. Se eu não entender, pedirei para que você esclareça esse ponto. Mas você não pode agitar as mãos e dizer “Esta enzima faz isto.” Você tem que dizer as coisas até ao detalhes em torno da forma como as moléculas são construídas. Até hoje ninguém me veio explicar nada.

A Sociedade Ateísta entrou em contacto comigo e disseram que me pagariam o almoço. E outras pessoas desafiaram a Sociedade Ateísta: “Desçam até Houston e almocem com este homem, e falem com ele.” Ninguém veio! Lembrem-se: uma vez que eu só vou perguntar, quando eu parar de entender o que vocês estão a dizer, eu farei perguntas. Portanto, de modo sincero, eu quero saber. Eu gostaria de acreditar mas pura e simplesmente não consigo.

Eu entendo da microevolução. A sério, eu entendo. Nós fazemos isto a toda a hora no laboratório. Isso eu entendo. Mas quando se têm alterações de especiação, quando se tem órgãos a mudar, quando se têm linhas evolutivas combinadas, tudo a ocorrer no mesmo local geográfico e no mesmo local cronológico – e não só uma linha evolutiva, mas linhas combinadas, tudo no mesmo local, no mesmo meio ambiente – tudo isto é difícil de imaginar.

Há pouco tempo atrás estive em Israel, e falei com um bio-engenheiro. E ele estava a descrever-me o ouvido, e ele estudava as modificações distintas no módulo do ouvido, e foi então que eu perguntei, “Como foi que isto veio a existir?” Ele disse, “Oh, Jim, tu sabes que todos nós acreditamos na teoria da evolução mas não temos ideia nenhuma de como foi que isso aconteceu.

——
A palestra online do Professor Tour é absolutamente fascinante, e bem comovente ao nível pessoal. Apelo fortemente que os leitores que oiçam a sua palestra por completo – incluindo as perguntas que se seguem posteriormente. Prometo que não se arrependerão.

Um pedaço de informação que vou revelar é que o Professor Tour foi muito importante em fazer com que o vencedor do prémio Nobel Richard Smalley, vencedor do prémio Nobel para a Química no ano de 1996, rejeitasse a evolução Darwiniana e adoptasse o criacionismo da Terra antiga pouco antes de morrer em 2005. Foi Tour que convenceu Smalley a aprofundar-se no tópico das origens. Depois de ler os livros “Origem da Vida” e “Quem foi Adão?”, escritos pelos Dr. Hugh Ross (astrofisico) e o Dr. Fazale Rana (bioquímico), o Dr. Smalley explicou a sua mudança de coração da seguinte forma:

A evolução acabou de receber um tiro fatal. Depois de ler “Origem da Vida”, e com a minha formação em química e física, é claro que a evolução não pode ter ocorrido. O novo livro, “Quem Foi Adão?”, é a bala de prata que matou a teoria da evolução.

Palavras bem fortes para um laureado, sem dúvida. Os leitores podem encontrar mais sobre a mudança do Professor Richard Smalley aqui.

Porque é que devemos acreditar na macroevolução se ninguém entende como foi que ela se processou?

Agora que o Profesor Tour informou ao mundo que até cientistas que venceram prémios Nobel admitem em privado que não entendem a macroevolução, a pessoa comum tem o direito de perguntar: “Se até eles não entendem, porque é que nós temos que acreditar nisso? Como é possível que nós tenhamos que acreditar numa teoria que ninguém entende?” (…)

* * * * * * *

Os químicos, e os cientistas vencedores de prémios Nobel não sabem como foi que a macroevolução ocorreu porque ela não ocorreu. Ela não ocorreu, não porque estes cientistas não saibam como ocorreu, mas sim porque as evidências em favor dessa teoria pura e simplesmente não existem.

Precisamente por isso é que os evolucionistas intimidam os cientistas que têm dúvidas em torno das teses darwinistas, levando a que muitos deles só possam falar abertamente sobre os inúmeros problemas da teoria da evolução em privado.  Isto refuta claramente a fábula evolucionista da ciência como actividade livre de amarras ideológicas, onde o que conta são os factos nus e crus – e não as ideologias que os cientistas podem ter.

Note-se que, tal como disse o Professor James, estes são cientistas que trabalham em áreas que são mais do que relevantes para a teoria da evolução (química, física, etc) e não ignorantes simplórios.

Para nós Cristãos, o facto de cientistas credenciados não saberem como é que a macroevolução ocorreu não é surpresa visto que Aquele que estava presente quando a vida surgiu na Terra – Ele sendo o Causador dessa vida – já nos tinha alertado em Romanos 1:20 para a forma como as pessoas podem rejeitar verdades óbvias como forma de manterem intactas as suas preciosas crenças anti-Cristãs:

Porque as Suas [de Deus] coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o Seu Eterno Poder, como a Sua divindade, se entendem, e claramente se vêem, pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inexcusáveis

Ou seja, o evolucionista está bem ciente que a teoria da evolução não tem evidencias em seu favor, mas em vez de tomar a decisão lógica, coerente e acertada, deduzindo que a vida tem Um Criador (e só Um), ele rejeita as evidências a favor da criação (e contra a teoria da evolução) e continua a iludir-se de que répteis podem evoluir para pássaros, e animais terrestres podem evoluir para baleias.

Por isso é que é fundamental levar em conta que quando falamos com um evolucionista ateu, estamos a falar com alguém que sabe a verdade, mas conscientemente rejeitou-a em favor de outra teoria que ele sabe estar errada.

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A teoria da evolução é uma religião

Por Randy Hedtke

A questão em torno da origem da vida é, fundamentalmente e inevitavelmente, uma questão religiosa. A forma como a pessoa ou um grupo de pessoas responde à questão da forma como surgiu a vida invariavelmente se torna a base da sua filosofia religiosa. Tentar entender o debate criacionismo versus evolucionismo apenas ao nível científico, que é o que muitos evolucionistas querem, é negar qualquer tipo de resolução para o problema. Nenhum problema pode ser resolvido sem que primeiro todos os factores vitais sejam assimilados. Os dados científicos em torno das nossas origens têm sempre que ser levados em conta com o facto da nossa tão-propagada objectividade científica não existir. O investigador irá sempre interpretar os dados com base nas suas crenças religiosas. Os livros escolares comuns são um exemplo clássico deste fenómeno.

A debate em torno da origem da vida centra-se na crença da procedência animal (ou evolução ateísta) e na criação particular. Uma vez que o humanismo secular, que requer o evolucionismo como crença cardinal, tem actualmente o controle das escolas públicas, dos livros escolares e das revistas profissionais, os dados em torno da questão da origem da vida são interpretados, ou usados (ou excluídos), de modo a confirmar a sua crença religiosa; eles não querem perder o seu controle monopolista nas escolas visto que é profundamente contra a sua fé religiosa tolerar outros pontos de vista.

WanikaPara aqueles que acreditam que o ser humano procede dum animal não parece que haja um limite para o animal particular que é usado como ancestral. Os Wanika, na África Oriental, acreditam que eles vieram das hienas. Outra tribo africana nomeia os hipopótamos como ancestral dos seres humanos. Os nativos do Madagáscar alegam que o primeiro a sua linhagem foi um lémure, um animal nocturno parecido com os macacos. Esta crença bem poderia ter procedido dos actuais livros escolares evolucionistas. Outros animais alegados como ancestrais são os tigres, os macacos, os gatos, as cabras, os búfalos, etc. A crença evolucionista recua ainda mais no tempo, para além do lémure, e postula que os seres humanos procedem da sua ideia do ancestral final, a matéria orgânica do mar primordial.

A segunda categoria de crença, a criação sobrenatural – aquela que defende que os seres humanos foram criados a partir do barro ou do pó da Terra – está também amplamente propagada por todo o mundo. Nas civilizações industriais, a antiga crença da procedência animal ganhou a forma duma teoria sofisticada e tornou-se a doutrina básica do humanismo secular. Na verdade, o termo “humanismo secular” é enganador para o público geral. A palavra “secular” significa “que não pertence a qualquer ordem religiosa” mas tal como o Tribunal Supremo determinou, o humanismo secular é uma religião no verdadeiro sentido do termo. Um nome mais apropriado para o humanismo secular, e bem mais revelador para o público, seria “humanismo sectário”. Por “seita” entende-se como “grupo que tem um líder comum ou uma doutrina distinta; uma filosofia a ser seguida; uma escola de pensamento, tal como uma filosofia” ou “partido antagónico da igreja estabelecida, ou igreja afiliada.”

Até tempos recentes, e devido à influência Cristã, a crença na procedência animal não era aceite nas culturas do Ocidente industrializado. A dada altura, no entanto, algo de historicamente sem precedentes aconteceu, o que deu um impulso tremendo na popularidade da crença na procedência animal: a revolução económica, cientifica e tecnológica teve início. O novo materialismo da ordem, a crença num mundo utópico através das realizações humanas, e a crença subsequente de que não havia qualquer autoridade acima dos homens, foram as condições ideias para se fazer proselitismo em favor da crença da procedência animal.

Esta revolução deu origem ao cientismo, a filosofia humanista de que a ciência confirma a supremacia da lei natural e refuta a crença no sobrenatural. Tudo o que era necessário para solidificar o movimento era uma teoria científica credível e não-criacionista para a origem da vida, nomeadamente, a evolução orgânica. A evolução orgânica tornou-se na forma pseudo-científica moderna da antiga crença da procedência animal. Em relação à aceitação da teoria da evolução, um autor especulou da seguinte forma:

Uma das razões prováveis para a liberdade relativa que a teoria da evolução desfrutou centra-se nas suas afinidades com outros aspectos da ciência. Afinal de contas, a ciência e a tecnologia eram o esteio da expansão económica. Muitos cientistas eram ou tornaram-se evolucionistas, e muitos líderes sociais devem ter ficado com a impressão de que a teoria da evolução era um ponto fraco da ciência que tinha que ser tolerado.2

Quais são as implicações de se converter a crença na procedência animal numa alegada teoria científica? O significado histórico é profundo visto que o que os proponentes da procedência animal fizeram foi eliminar a criação como uma teoria religiosa rival. Eles já não estavam a competir na área religiosa visto que a crença na procedência animal havia-se tornado numa alegada teoria científica e a ciência havia-se tornado na força mais pervasiva e influente da sociedade. Isto significava que na mente de muitas pessoas não havia espaço para qualquer tipo de discussão.

Como consequência disso, muitas pessoas de então, e dos dias de hoje, operam segundo o equívoco de que a crença na criação é arcaica e a teoria da evolução é a “nova” explicação para a origem da vida, quando na realidade a teoria da evolução mais não é que a antiga crença da procedência animal mascarada de nova teoria científica. Foi uma manobra estratégica brilhante – manobra essa que havia sido a esperança e o sonho de outros que vieram antes de Darwin, e é precisamente por isso que frequentemente se diz que a “evolução estava no ar” nos anos que antecederam a publicação do livro de Darwin “A Origem das Espécies”.

A Importância de se Saber o Contexto Adequado para a Controvérsia.

À medida que a teoria da evolução foi-se tornando cada vez mais popular, sob os auspícios da ciência, o clero naturalmente respondeu declarando que ela era uma heresia. Os proponentes da teoria da evolução responderam que a evolução encontrava-se no domínio da ciência e não da religião e como tal, ela estava imune às críticas do establishment religioso. A estratégia de separar a teoria da evolução da religião foi eficaz na medida em que o clero foi mais ou menos incapacitado nos seus esforços de impedir a sua disseminação. Por esta altura, passou a ser responsabilidade dos cientistas criacionistas responder; isto levou a que os teóricos evolucionistas tivessem que lidar com o tópico no seu próprio campo, a ciência.

Nos anos mais recentes, a controvérsia tomou a forma da “ciência da criação versus ciência da evolução”, e mais uma vez o clero, aqueles que continuam a defender a criação especial, foram em larga parte excluídos do combate. Como consequência do esforços dos cientistas criacionistas, tem havido um maior entendimento de que a interpretação evolutiva dos dados não é infalível, e que há um argumento em favor da criação dentro do âmbito da ciência (…). Mais uma vez, os evolucionistas responderam alegando que eles têm o monopólio da ciência enquanto que os criacionistas são religiosos. O facto é que os evolucionistas são tão religiosos quanto os criacionistas.

Nenhuma controvérsia pode algum dia ser resolvida se ela não for analisada por parte dos participantes dentro do contexto próprio. Tal como explicado previamente, os evolucionistas foram bem sucedidos em gerar a ilusão de que este é um assunto que se centra na ciência versus religião, o que está incorrecto. Mais tarde, e até hoje, ele tornou-se num assunto que se centra na ciência versus a ciência, o que subverte o tópico. A realidade dos factos é que o debate entre o evolucionismo e o criacionismo é um debate duma religião contra outra religião; esse foi o caso no passado, e esse é o caso no presente. Só se o debate for entendido dentro do seu contexto é que ele pode ser resolvido visto que nenhuma quantidade de eloquência científica irá alterar a religiosidade da controvérsia em torno das nossas origens.

As crenças religiosas são imunes à refutação científica. [ed: É precisamente por isso que ainda existem pessoas que defendem a evolução ateísta quando só o ADN seria suficiente para refutá-la.] Não devemos pensar por algum momento que as crenças religiosas se encontram de alguma forma, ou modo, abertas a serem falsificadas segundo uma rigorosa metodologia científica. Por exemplo, o axioma que se segue, do livro A Treatise on Logic and the Scientific Method, de W. Stanley Jevon, não se aplica:

A existência de um único facto absoluto que encontre em conflito com a hipótese é fatal para a hipótese.

Ou para dizer as coisas de outra forma:

Concordância com o facto é o único e suficiente teste para as hipóteses verdadeiras. As crenças religiosas não podem ser refutadas com dados científicos. Os dados científicos só são úteis para refutar fenómenos mundanos e quotidianos que são vazios de qualquer conotação filosófica ou religiosa que possa causar uma visão tendenciosa por parte do investigador. Dados contraditórios para uma crença particular serão, inicialmente, ignorados e, se isso não for possível, a crença religiosa tomará outra forma de modo a incorporar os dados contraditórios. O objectivo primário é preservar a ponto fundamental da crença. A metodologia científica e a integridade científica são considerações secundárias.

[ed: Isto explica o porquê da teoria da evolução sofrer tantas "revisões".]

Para ilustrar ainda melhor o ponto de que a crença religiosa não pode ser refutada com dados científicos, consideremos as seguintes contradições em relação a duas crenças em torno das origens.

Uma categoria da crença da procedência animal do ser humano é a noção dos homens a acasalar com animais. Animais tais como sapos, lobos, peixes, veados, etc, são tidos como ancestrais do ser humano através do acasalamento entre humanos e animais. O que é que aconteceria se alguém tentasse convencer alguém a abandonar a crença do acasalamento homem + animal usando só os dados científicos? Poderíamos informar os defensores dessa tese de que a bioquímica e o número de cromossomas do ovo humano e do animal são incompatíveis para fertilização. Isto é óbvio na medida que não vemos descendência produzida a partir de animais radicalmente distintos.

Estou certo que os dados científicos nada mais seriam que palavras sem sentido para um nativo sem educação, e ele insistiria que quando o acasalamento humano + animal ocorreu, nenhuma das condições actuais de incompatibilidade existiam, mesmo que elas sejam válidas aplicadas para o passado. Uma vez que a ciência não pode provar o passado, e uma vez que a questão em torno das nossas origens é uma questão religiosa, o nativo não pode ser responsabilizado por ignorar os dados científicos.

Um argumento semelhante pode ser feito em relação às origens evolutivas da vida. Dentro da Biologia existe uma lei conhecida como Lei da Biogénese, que significa que na natureza, a vida biológica só pode surgir a partir de vida biológica pré-existente. O oposto da biogénese é a abiogénese, significando que, na natureza, a vida biológica pode sim surgir a partir de material sem vida. A biogénese é normalmente explicada nos livros escolares ao mesmo tempo que se fala das experiências levadas a cabo por Francisco Redi, Louis Pasteur, e Lazzaro Spallanzani que, por fim, refutaram a biogénese. Obviamente que, segundo a teoria da evolução, a dada altura do passado a vida surgiu espontaneamente a partir de matéria sem vida (contrariamente ao que a Lei da Biogénese e a ciência demonstram).

Se nós formos exibir este tipo de evidências contra a teoria da evolução, o cientista sofisticado, para quem os dados deveriam realmente contar, apenas usará a mesma táctica usada pelo nativo sem educação científica, afirmando que “as condições na Terra eram diferentes no passado, o que permitiu que a abiogénese ocorresse.Este é precisamente o tipo de alegação que os evolucionistas actuais fazem para proteger a sua visão da origem da vida.

Concordo plenamente com o que a “National Academy of Sciences” diz, nomeadamente que “O verdadeiro entendimento científico não pode ser obtido ou até buscado de forma eficaz quando explicações que não derivam ou que não são testadas pelo método científico são aceites.“4

Conclusão:

Quando ficamos a saber que não há nada de novo debaixo do Sol, e que a teoria da evolução é um subterfúgio para a antiga crença na procedência animal do homem, e que a ciência não pode provar o passado, podendo apenas especular de forma tendenciosa sobre o mesmo, ficamos logo com uma visão diferente da controvérsia “evolucionismo versus criacionismo”. Só podemos concluir que a questão em torno das nossas origens, e da origem da vida em si, é um tópico fora do âmbito da ciência.

Num livrete com o título tendencioso de Ciência e Criacionismo, o “Council of the National Academy of Science” emitiu a seguinte resolução:

A religião e a ciência são domínios separados e mutuamente exclusivos do pensamento humano, cuja apresentação no mesmo contexto leva a um mau entendimento tanto das teorias cientificas, como da crença religiosa.5

Concordo plenamente, e desafio-os a descobrirem um mecanismo testável e decorrente que confirme a procedência animal do ser humano que seria então uma ciência legítima. De outro modo, vamos dar os nomes certos às coisas e dizer aos estudantes que, na ausência dum mecanismo observável, a teoria da evolução é uma religião.

Referências
1 Freund, P. Myths of Creation. Washington Square Press, Inc., 1965.
2 Strickbergre, M. “Evolution and Religion,” Bioscience July 1973, Vol. 23-7, pp. 417-421.
3 Jevons, W. The Principles of Science: A Treatise on topic and the Scientific Method. Dover Publications, 1958, p.516.
4 Science and Creationism. 1984. National Academy Press, Washington, D.C., p. 11.
5 lbid., p.6.
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A teoria da evolução é uma arma contra Deus

Jerry_CoyneDepois de críticas levantadas por um biólogo evolucionista, o “Natural History Museum” (NHM) de Los Angeles County retirou uma citação de uma das suas exibições que fazia uma alusão a Deus como o Criador. Segundo algumas reportagem, o NHM tinha na sua exibição “Natura Lab” uma citação que era bem visível para os visitantes. A citação era atribuída a um doador anónimo mas – para consternação dos evolucionistas – tinha uma referência às “criaturas de Deus“:

O Nature Lab é um dádiva para Los Angeles para celebrar todas as criaturas de Deus e permitir que o NHM aumente o nosso entendimento do mundo natural através das descobertas científicas.

No entanto, o nada-reservado evolucionista Jerry Coyne condenou o sinal do museu num post presente no seu blogue, sugerindo que a referência a Deus era “lixo religioso” e “uma possível violação da Primeira Emenda“:

Porque é que eles tinham que manchar a exibição com um hino a um [S]er [F]ictício?

Coyne deu seguimento à sua insatisfação escrevendo uma carta aberta, presente no seu blogue, dirigida ao director e presidente do NHM, exigindo a remoção da citação do doador. Na sua carta raivosa, Coyne alegou que a referência a “criaturas de Deus” era, “segundo a ciência, palpavelmente errada”:

A própria existência do sinal refuta a missão do Nature Lab: ensinar as pessoas a forma como a ciência é feita. Não preciso de lhe lembrar que a ciência é feita ignorando Deus, e ela [a ciência] nunca forneceu qualquer tipo de evidência em favor da intercessão de Deus na origem, evolução ou diversificação da vida.

Segundo a informações locais, a NHM removeu a citação devido â “controvérsia”. Numa declaração emitida na 2ª Feira, o museu expressou arrependimento por ter exibido a citação do doador, que tinha “o potencial de causar confusão”. O NHM emitiu também uma declaração reafirmando o seu compromisso com a teoria da evolução:

A teoria da evolução é o conceito central da ciência moderna. As teorias evolutivas têm o apoio de evidências provenientes de áreas tais como a genética, a paleontologia, a química e a física. … A biologia evolutiva permite-nos explicar a espantosa diversidade da vida que existe na Terra, e como essa diversidade se alterou com o tempo.

Embora Coyne tenha louvado a remoção da citação como “uma vitória do secularismo” [e não da ciência], outros ficaram desapontados com o facto da remoção das palavras pessoais do doador terem sido causadas pela desaprovação. Num post do blogue respectivo, o Discovery Institute disse que este desenvolvimento gera preocupações em torno da forma como os evolucionistas estão a censurar pontos de vista distintos ao seu.

Estas perdas genuínas e ataques à liberdade académica intimidam os cientistas que em privado nutrem dúvidas em relação à teoria da evolução. Os evolucioknistas forçam um código de silêncio sempre que se trata de reconhecer fraquezas na teoria da evolução sempre que é possível que o público esteja a prestar atenção. Em vez de nos responder de forma adequada, pessoas como Jerry Coyne descarregam a sua fúria nos pesquisadores simpatéticos, professores universitários, e agora sobre sinais de museus! Eles fazem tudo para evitar lidar com uma discussão séria.

Outras pessoas expressaram preocupações similares:

A ironia, claro está, é que apesar da esmagadora maioria das pessoas dos EUA se identificar como Cristã, aqueles que controlam as instituições mediáticas e escolares são progressistas seculares. Eles controlam a narrativa. Mas mais importante aqui é a realização de que a tolerância é um absoluto mito visto que os grupos anti-Cristãos que pediram tolerância não mostram qualquer tipo de tolerância mal eles se encontrem no poder. O comportamento dos secularistas envia a mensagem de que os Cristãos não são bem vindos na sua sociedade ateísta.

Fonte

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Foi o Big Bang finalmente confirmado?

Assim diz o Senhor, teu redentor, e que te formou desde o ventre: Eu sou o Senhor que faço todas as coisas, que estendo os céus, e espraio a terra por Mim mesmo
Isaías 44:24

Por Jeff Miller

Já não é uma teoria? Cientistas Fazem Descoberta Importante Que Apoia o Big Bang (2014).Ondulações Espaciais Revelam a Arma Fumegante do Big Bang” (Overbye, 2014). Arma Fumegante do Big Bang Confirma Crescimento Exponencial Inicial (Vergano, 2014). Cientistas Encontram Ondulações Espaciais do Nascimento do Universo (2014).

Estes títulos são apenas uma amostra dos cabeçalhos publicados depois da Caltech ter anunciado publicamente algumas das suas pesquisas importantes. A impressão que ficou (e, levando em conta as pessoas que entraram em contacto connosco desde então, a impressão que está a ser aceite) é que o Big Bang foi finalmente provado; ele foi “confirmado”. Como é normal, muitas pessoas dos média revelaram-se como irresponsáveis devido à forma como fizeram declarações exageradas e implicações loucas. Uma vez que a maior parte das pessoas nunca lê nada mais que os títulos das notícias, as falsas impressões são rapidamente propagadas pelos 4 ventos e raramente são corrigidas.

Segundo o modelo do Big Bang, teoriza-se que o universo se encontre a expandir para fora a partir do ponto no espaço onde um ovo cósmico alegadamente explodiu. No entanto, nenhuma evidência directa confirmou a alegação de que o universo passou por um processo de inflação da forma violenta tal como prevista pela teoria; até hoje, foram só oferecidas evidências circunstanciais.

Segundo o modelo, as ondas gravitacionais deveriam acompanhar a rápida expansão inicial imediatamente depois do “bang” [explosão], mas até agora nenhuma evidência directa alguma vez confirmou a sua existência. Esta mais recente descoberta está ser publicitada como “a primeira evidência directa” da inflação Universal (…). Será que isto confirma que o Big Bang foi provado?

Não.

PRIMEIRO: deve ser sempre ressalvado que os média parecem admitir a uma só voz, imitando o que os cientistas lhes disseram, que até agora não havia qualquer evidência directa para a inflação do Big Bang. O que é que isso nos diz sobre todos aqueles que durante anos proclamaram com todas as suas forças que o Big Bang era um facto confirmado? Não se torna óbvio que eles apenas mantinham uma fé cega em torno da teoria? Se sim, então porque é que muitos se agarraram à teoria e ridicularizaram aqueles que defendem a Criação, falsamente alegando que os Criacionistas têm uma fé cega?

O que dizer de todas as outras crenças fundamentais do naturalismo que são mantidas com tal devoção que os cientistas ainda têm que admitir que são crenças fundamentadas na fé cega? Como é que podemos distinguir a verdade da falsidade? Há já algum tempo que alegamos que não se pode acreditar em nada sem que haja um mínimo de evidências adequadas em seu favor (Lei da Racionalidade), e a Bíblia testemunha em favor da importância da verdade (1 Tessalonicenses 5:21). O modelo da Criação tem em seu favor evidências sólidas e não tem que ser defendido apelando a uma fé cega. Na verdade, continuar a acreditar no Big Bang depois das mais recentes descobertas continua a ser um gesto irracional. E porquê?

Note-se que se formos ler os artigos cuidadosamente, ignorando o claro viés em favor da Teoria do Big Bang exposto nos títulos das notícias,  iremos verificar avisos em torno do achado:

- “se for confirmado” (“Scientists Find Cosmic Ripples…”)

- “Os novos resultados, assumindo que foram confirmados…. OS novos resultados têm que ser verificados” (Lemonick, 2014)

Devido à potencial importância destes resultados, eles têm que ser analisados com cepticismo, disse David Spergel, professor de astrofísica na Universidade Princeton. A medição é muito difícil de ser feita, e ela pode facilmente ser contaminada. Da forma como estão, no entanto, existem algumas “anomalias” nos resultados que podem ser preocupantes, afirmou Spergel:

Espero ansiosamente para ver estes resultados confirmados ou refutados por mais experiências durante os próximos dois anos

Resumindo: nada foi provado, e como tal, ainda não existem evidências directas para a inflação do Big Bang – o que implica que aqueles que aceitam o Big Bang ainda o fazem com base na sua fé cega.

SEGUNDO: Evidências conclusivas duma inflação não iriam, mesmo assim, confirmar o Big Bang. Usando as palavras dum repórter científico citado nos artigos listados em cima, “Não há forma alguma de sabermos exactamente o que aconteceu há cerca de 13,8 mil milhões de anos atrás, quando o nosso universo apareceu.

[Mesmo com esta admissão, note-se o viés claro em favor do Big Bang, como se a sua veracidade fosse um facto confirmado, mesmo quando a mesma repórter admite no seu artigo que a descoberta em questão é a primeira evidencia directa alguma vez encontrada para as ondas gravitacionais, e mesmo estes resultados "têm que ser vistos com cepticismo."]

Einstein previu a existência de ondas gravitacionais (a alegada descoberta mais recente) na sua Teoria Geral da Relatividade há muitos anos (Aron, 2014), bem como a ideia da expansão universal, mas no entanto, um documento de Einstein recentemente descoberto ressalva a sua resistência em torno da teoria do Big Bang, que a dada altura ele qualificou de “abominável” (Castelvecchi, 2014). Embora ele aceitasse a ideia das ondas gravitacionais e a ideia um universo em expansão, mesmo assim ele hesitou em subscrever a Teoria do Big Bang.

Portanto, claramente o Big Bang não é a inferência necessária para as ondas gravitacionais; podem existir outras causas para essas mesmas ondas. Não é de admirar que a revista “New Scientist” tenha publicado uma lista de cientista que eram cépticos e até duvidosos da veracidade do Big Bang (Lerner, 2004) — uma lista que desde então aumentou de tamanho devido à inclusão de centenas de cientistas. (“An Open Letter…,” 2014).

Resumindo, a descoberta da existência de ondas gravitacionais nada nos diz sobre o que realmente ocorreu no princípio, e na verdade, existem muitas outras causas possíveis para além da inflação. Consideremos o seguinte exemplo: se uma criança de três anos entra na cozinha e come algumas batatas fritas, é bem provável que se encontrem migalhas no chão da cozinha. Há migalhas no chão da cozinha. Logo, uma criança de 3 anos entrou na cozinha e comeu as batatas fritas que lá se encontravam. É mesmo?

Embora a existência de ondas gravitacionais e da inflação tenham que existir se o Big Bang está certo, o posto não acontece: a inflação não implica imediatamente que a o Big Bang está certo.

Para além disso, o modelo Criacionista não exclui a ideia dum universo em expansão. Deus pode ter criado o universo de tal forma que a expansão ocorra. No entanto, a ideia de que o universo se encontrava condensado numa pequena bola, que explodiu, inflacionou rapidamente a uma velocidade acima da velocidade da luz, e depois de milhares de milhões de anos se modificou para o universo que hoje temos, repleto com complexidade e
vida, claramente contradiz as Escrituras (Génesis 1; Êxodo 20:11). A expansão universal, no entanto, ou a existência de ondas gravitacionais, não contradiz a Criação.

Na verdade, o conceito da expansão pode muito bem ser exactamente o que é aludido em Isaías 40:22, 44:24, Salmo 104:1-2, e Zacarias 12:1. A palavra Hebraica traduzida para “estender os céus” (em alusão à actividade Divina nos céus) usada em Isaías 40:22, por exemplo, é um particípio activo que, segundo os estudiosos da língua Hebraica, indica “um estado de actividade contínua” – implicando que o estender dos céus pode ainda estar a acontecer nos dias de hoje (Weingreen, 1959, p. 66). Enquanto que Isaías compara a actividade de Deus com o estender duma tenda para lá se passar tempo e o esticar duma cortina, os cosmólogos que actualmente descrevem a expansão, descrevem-na como algo parecido ao esticar dum balão – um conceito muito parecido com o de estender uma tenda.

Conclusão:
O Big Bang não foi confirmado. E mais, ele não pode ser confirmado porque (1) a natureza do Big Bang impossibilitam que ele seja algum dia verificado, e (2) uma ideia falsa não pode logicamente ser provada. E o Big Bang já foi demonstrado como sendo cientificamente falso (May, et al., 2003).

Para além disso, um Criador Sobrenatural é Necessário para a equação, e o naturalismo, incluindo a Teoria do Big Bang, não aceitam a presença do Criador (Miller, 2013). Na verdade, Deus já nos disse que o universo foi criado, e essa criação não foi através duma explosão cósmica. E Ele disse-nos na Bíblia como aconteceu – e a Bíblia já se provou como sendo a Sua Palavra Inspirada. Se vem de Deus, então tem que estar certa, e a ciência – a verdadeira ciência – nunca irá contradizer a Palavra do Criador

(Referências na fonte.)

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