Professor de genética demonstra como a teoria da evolução não está de acordo com as evidências

Por Maciej Giertych

Como engenheiro florestal, estudo populações de árvores e reproduzo mais árvores produtivas. Já revi de forma considerável a literatura em torno da genética florestal, e já escrevi volumes monográficos (em torno de várias espécies de árvores) para o Instituto de Dendrologia da Academia Polaca de Ciências, onde trabalho. É comum eu contribuir para capítulos que se focam na genética, e posso dizer que não conheço dado biológico algum, relevante para a genética das árvores, que necessite duma explicação evolutiva. Eu posso muito bem desempenhar a minha profissão alegremente sem nunca mencionar a teoria da evolução.

No entanto, sendo também um professor académico em genética de populações, considero necessário minimizar as explicações evolutivas presentes nos livros escolares pelo simples motivo de não ter algum tipo de evidências que as confirmem. De facto, foi o meu ensino da genética de populações, associado ao facto de ter descoberto que os meus filhos estavam a receber aulas evolutivas na escola secundária, com base na tese de que a genética de populações fornece algum tipo e evidência em seu favor, que me fez entrar publicamente no debate.

Maciej_Giertych_PolacoFui ensinado que a paleontologia fornecia a maior parte das evidências em favor da teoria da evolução. Para grande surpresa minha, descobri que as evidências fazem-se notar pela ausência não só na genética como também na paleontologia, bem como na sedimentologia, nos métodos de datação, e, na verdade, em todas as áreas científicas. No entanto, neste artigo vou-me restringir a rever os argumentos usados em favor da teoria da evolução recolhidos da minha área, a genética.

Muito provavelmente a informação errada mais comum presente nos livros escolares é sugestão de que a microevolução é um exemplo em pequena escala da macroevolução.

MICROEVOLUÇÃO

Normalmente, o exemplo usado para confirmar esta tese é a história das mariposas cinzentas e pretas (Biston betularia) que viviam nas cascas das árvores, e a adaptação populacional cromática que ela sofreu rumo à cor das cascas – escuras em ambientes poluídos e mais sombrios, mais claras em ambientes menos escuros e menos poluídos.

A informação errada nesta história prende-se no facto de ter sido ocultado que as populações selectas e mais adaptadas são geneticamente mais pobres (menos alelos) que as populações naturais não-seleccionadas (das quais as selectas se originaram). O mesmo acontece com as árvores florestais: em ambientes poluídos, as árvores que sobrevivem têm menos alelos que as árvores das zonas não-poluídas.

A microevolução, a formação das raças, é um facto; as populações adaptam-se aos ambientes específicos com os alelos mais bem sucedidos a aumentarem de número enquanto que os outros diminuem de frequência ou desaparecem por completo. As alterações podem também ocorrer devido à perda acidental de alelos (deriva genética) em populações pequenas e isoladas. Ambas nada mais são que um declínio na informação genética, mas a macroevolução requer um aumento da informação genética.

REPRODUÇÃO

O mesmo é verdade para a reprodução doméstica; os criadores eliminam os genes indesejáveis tornado as formas domésticas geneticamente mais pobres. Estas tais formas são normalmente impotentes de sobreviver na naturea (vida selvagem) e morrem quando são deixadas sem a ajuda humana. Se essa formas não perecem quando deixadas selvagens é porque elas se cruzam com as geneticamente-mais-ricas formas selvagens, que reabastecem o conjunto de genes.

A maior parte do sucesso da reprodução doméstica é resultado da recombinação conduzida; os criadores inserem alguns genes raros num indivíduo ou numa população como forma de atingir a desejada combinação de traços. Nada de novo é produzido.

MUTAÇÕES POSITIVAS

Uma mutação útil (por exemplo, uma laranja sem sementes) não é o mesmo que uma mutação positiva. Sempre senti desconforto ensinar sobre as mutações positivas quando não era capaz de dar um único exemplo. Existem muitos exemplos de mutações negativas e neutras, mas nenhuma que eu conheça poderia ser apresentada por mim como um exemplo documentado duma mutação positiva.

A literatura genética centrada neste assunto normalmente confunde as mutações com os alelos, ou mesmo mutaçôes com recombinações. A descoberta dum alelo que é útil para um dado propósito não é o mesmo que demonstrar uma mutação positiva – o mesmo pode ser dito da descoberta duma recombinação útil de alelos que já existem no conjunto genético.

Variação de alelos no conjunto genético são um facto a vida. Como eles vieram a existir é outro assunto distinto. Alguns alelos, normalmente neutros ou excessivamente  deleteriosas, surgem de mutações. Outros são introgressões provenientes de outras espécies, e outros encontram-se dentro da população desde a sua origem – qualquer que seja a forma como isso ocorreu.

A maior parte da publicidade evolutiva está associada às formas que desenvolvem resistência aos químicos feitos pelo homem. Normalmente, essas formas são variações que
frequentemente existem na natureza mas que foram seleccionadas por algum tipo de reagente químico.

Foi demonstrado numa ocasião que uma única substituição de nucleotídeos no genoma era responsável pela resistência a um herbicida feito para um tipo específico de erva daninha. O herbicida é “feito à medida” para se anexar e desactivar uma proteína vital específica para a erva daninha. Uma única alteração no código genético para esta proteína – no sector usado para se definir a anexação do herbicida – priva o herbicida da capacidade de anexação e desde logo, anula as suas capacidades herbicidas. Tal alteração não tem qualquer valor selectivo excepto no contexto dum herbicida feito pelos homens.

Mesmo que seja o resultado duma mutação (até pode ser que um alelo raro sempre estivesse presente na população mas tenha obtido proeminência devido ao uso do herbicida) isto nada mais significaria que uma mutação neutra – que não privava a proteína das suas funções mas também não criava novas funções para ela. Dado isto, onde está a evolução?

UNIVERSALIDADE DO SISTEMA GENÉTICO

ADN_LupaAs semelhanças são frequentemente usadas como argumentos em favor da evolução mas a ausência de semelhanças nunca é usada como evidência contra essa mesma teoria. A similaridade da forma da minha mão e a mão dum sapo é usada como argumento em favor da descendência comum, mas as diferenças entre a minha mão e a “mão” dum cavalo ou a de um morcego já não é evidência contra a teoria da evolução. No entanto estes últimos supostamente são parentes mais próximos meus.

A mesma lógica é usada quando se alega que a universalidade do sistema genético (ADN-RNA-proteína) “prova” descendência comum, mas existem muitos sistemas bioquímicos que não são universais, e são específicos para alguns grupos de organismos e ausentes noutros. Estes nunca são aceites como evidências contra a teoria da evolução.

GENÉTICA MOLECULAR

Muitos nutriam a esperança de que a genética molecular confirmaria a teoria da evolução, mas isso não aconteceu; o que a genética molecular confirmou foi a distância taxonómica (2) entre os organismos, refutando a postulada sequência filogenética (3). A genética molecular confirmou Lineu mas não Darwin. (4)

A genética molecular deu origem a novos problemas [para a teoria da evolução]: Os genomas [todos os genes dum organismo] têm múltiplas cópias de genes ou de sequências não-codificadoras, muito homogéneas dentro das espécies mas heterogéneas entre as espécies, Tais “repetições” não poderiam ter sido formadas através de mutações aleatórias a operar sobre um genoma comum do postulado ancestral. É postulada como justificação uma não-explicada “força molecular” para estas cópias, mas é bem mais simples assumir que não há qualquer ancestral comum.**

Dentro do curto intervalo disponível para a nossa cognição, o que é que observamos? Um aumento do número de alelos úteis ou uma diminuição? Um aumento do número de espécies ou uma diminuição? Um aumento da informação na natureza ou uma perda de informação? Será que a natureza se move do caos para a sempre-crescente organização, ou dum estado organizado rumo a um sempre-crescente caos? A teoria da evolução não é uma conclusão obtida das observações, mas sim uma ideologia dentro da qual as observações são aplicadas quando é conveniente, e ignoradas quando já não é conveniente.

Pierre_Teilhard_de_ChardinHavendo entrado na batalha contra a teoria da evolução, dei por mim confrontado não tanto por cientistas como por filósofos. Numa atmosfera de rejeição a toda a propaganda comunista, os meus pontos de vista receberam publicidade considerável e interesse popular na Polónia. Curiosamente, os filósofos Marxistas e Católicos juntaram forças para combater a minha actividade. De facto, o clero Católico – até alguns bispos – são os mais proeminentes na defesa da teoria da evolução. Achei necessário estudar as objecções teológicas e filosóficas aos escritos de tais pessoas, tais como o Padre Pierre Teilhard de Chardin.

O confronto com os filósofos é a parte mais difícil visto que a minha formação florestal não me preparou para tal. Hoje em dia batalho dentro dos círculos cientistas dentro e fora da Igreja, mas a minha actividade tem estado a dar os seus frutos. Os professores da teoria da evolução estão a começar a falar com palavras cada vez menos convincentes.

A ofensiva em apoio à teoria da evolução é tão intensa e tão bem financiada que até parece que os evolucionistas estão preocupados com alguma coisa.

E existem motivos para eles estarem preocupados.

Fonte: http://bit.ly/1jWo8LF

Referências e notas de rodapé
An allele is one of two or more alternative forms of a gene, which determine the same characteristic but produce a different effect (e.g. the eye-colour gene can have a ‘brown’ or ‘blue’ allele).
Taxon: category in classification, e.g. species, phylum.
Phylogeny: the supposed evolutionary history or family tree of a species or other group.
Linnaeus classified plants and animals in the eighteenth century, establishing the modern study of taxonomy.
*Evolutionary history. — Ed.
**That is, the basic types of organisms did not arise by evolution from a common ancestor. — Ed. ancestor. — Ed
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O mito de Galileu e a Igreja Católica

Por Joe Carter

Galileo(…) A verdadeira história em torno de Galileu Galilei não é uma onde um cientista iluminado é perseguido pela mesquinha Igreja Católica visto que essa história é (em larga maioria) um mito. Não é também a historia dum grande génio científico, embora ele tenha sido (em larga escala) isso mesmo.

Não é também a história de alguém a reencarnar com a alma do antigo astrónomo, tal como se ouve na canção das Indigo Girls de 1992 que, eu julguei ser (maioritariamente) profunda. (Devo ressalvar também que não é a história verdadeira mas sim uma que teve as suas origens em outras fontes.) Mas como todas as boas histórias, ele disponibiliza-nos uma lição (maioritariamente) valiosa.

Nos dias de Galileu, a visão predominante na astronomia era o modelo inicialmente proposto por Aristóteles e desenvolvido mais tarde por Cláudio Ptolomeu onde o Sol e os planetas giravam em torno da Terra. O sistema Ptolomaico foi o paradigma dominante durante mais de 1400 anos até que um cónego da Igreja Católica com o nome de Nicolau Copérnico publicou a sua obra pioneira com o nome “De revolutionibus orbium coelestium” (“Da revolução de esferas celestes”).

Convém notar que a teoria heliocêntrica de Copérnico não era exactamente nova e nem era somente baseada nas observações empíricas. Embora ela tenha tido um impacto enorme na história da ciência, a sua teoria foi mais um reflorescimento do misticismo de Pitágoras do que um novo paradigma. Tal como todas as grandes descobertas, ele apenas pegou numa ideia antiga e deu-lhe novas roupas.

Embora os colegas eclesiásticos de Copérnico o tenham encorajado a publicar o seu trabalho, ele atrasou a sua publicação durante vários anos devido aos seus receios de ser ridicularizado pela comunidade científica. Por essa altura, o mundo académico pertencia aos Aristotelianos e eles não tinham planos de deixar este absurdo passar pelo seu processo de “revisão de pares” (“peer review”).

Foi então que chegou Galileu, o protótipo do homem da Renascença – cientista, brilhante, matemático, e músico. E embora ele fosse inteligente, encantador, e espirituoso, ele era também argumentativo, gozão e vaidoso. Pode-se dizer que ele era um homem complexo. O seu colega astrónomo Johann Kepler escreveu-lhe uma carta dizendo que se havia convertido à teoria de Copérnico; Galileu escreveu-lhe de volta dizendo que também ele se havia convertido a essa teoria, e que há anos que já a subscrevia (embora todas as evidências revelem que isso não era verdade). O seu ego não lhe permitiria que fosse suplantado por pessoas que não eram tão inteligentes como ele, e para Galileu, isso incluía practicamente todas as pessoas.

Em 1610, Galileu usou o seu telescópio para fazer algumas descobertas surpreendentes que colocaram em causa a cosmologia Aristoteliana. Embora as suas descobertas não derrubassem propriamente o paradigma dos seus dias, elas foram bem recebidos pelos Vaticano e pelo Papa Paulo V.

No entanto, em vez de dar seguimento aos seus estudos científicos e à solidificação das suas teorias, Galileu deu início a uma campanha de descrédito da visão Aristoteliana da astronomia. (Nos dias de hoje, isso seria o mesmo que tentar destronar a teoria da evolução). Galileu sabia que estava certo e queria-se certificar que todos soubessem que os Aristotelianos estavam errados.

Tudo o que Galileu conseguiu quando tentou forçar o Copernicanismo pela garganta abaixo dos seus colegas cientistas foi desperdiçar a boa vontade que havia sido estabelecida dentro da Igreja. Galileu estava a tentar forçar os outros a aceitar uma teoria que, por aquela altura, ainda não estava provada. Graciosamente, a Igreja ofereceu-se para considerar o Copernicanismo como uma hipótese razoável, embora uma hipótese superior ao sistema Ptolomaico, até que mais evidências fossem disponibilizadas.

Galileu, no entanto, nunca chegou a apresentar mais evidências para apoiar a sua teoria. Em vez disso, continuou a provocar guerras com os seus colegas cientistas embora muitas das suas conclusões estivessem a ser refutadas pelas evidências (por exemplo, a tese de que os planetas orbitam em torno do Sol em círculos perfeitos).

Os Erros de Galileu

O primeiro erro de Galileu foi o de transladar a luta do campo da ciência para dentro da interpretação Bíblica. Num ataque de arrogância, Galileu escreveu a “Carta a Castelli” de modo a explicar que sua teoria não era incompatível com a adequada exegese Bíblica. Com a Reforma Protestante ainda fresca nas suas mentes, as autoridades da Igreja não estavam com vontade de ter outra figura perturbadora a tentar interpretar as Escrituras por conta própria.

Mas, para crédito da Igreja Católica, eles não reagiram de forma inadequada. A “Carta a Castelli” foi por duas vezes apresentada à Inquisição como um exemplo da heresia do astrónomo e por duas vezes as acusações foram rejeitadas. No entanto, Galileu não estava satisfeito e deu continuidade aos seus esforços de forçar a Igreja a conceder que o sistema Copérnico era um assunto de verdade irrefutável.

Galileu_InquisiçãoEm 1615, o Cardeal Robert Bellarmine educadamente apresentou a Galileu uma opção: Evidências ou boca fechada. Como por essa altura ainda não haviam sido apresentadas evidências de que a Terra orbitava à volta do Sol, não havia motivo para que Galileu andasse um pouco por todo o lado a tentar alterar a leitura aceite das Escrituras. Mas se ele tinha algum tipo de evidências, a Igreja estaria disposta a reconsiderar a sua posição. A resposta de Galileu foi a de apresentar a teoria de que as máres dos oceanos eram causadas pela rotação da Terra. A ideia não só estava cientificamente errada, como era tão ridícula que foi rejeitada até pelos seguidores de Galileu.

Farto de ver as suas alegações rejeitadas, Galileu regressou a Roma para apresentar o seu caso ao Papa. O Pontífice, no entanto, meramente passou o assunto ao Santo Ofício que emitiu a opinião de que a doutrina Coperniana era “ridícula e absurda, filosoficamente e formalmente herética visto que contradizia de modo expresso a doutrina da Santa Escritura em muitas passagens……” O veredicto foi rapidamente anulado por outros Cardeais da Igreja.

Galileu, no entanto, não estava com disposição para abandonar as coisas, e para irritação geral, voltou a forçar o assunto. O Santo Ofício educadamente mas firmemente disse-lhe para se calar em torno do assunto Coperniano e proibiu-o de adoptar a teoria ainda não provada. Claro que isto era mais do que ele estava disposto a fazer.

Quando o seu amigo finalmente tomou conta do trono Papal, Galileu pensou que finalmente teria um ouvido simpatético. Ele discutiu o assunto com o Papa Urbano VIII, um homem com conhecimento nas áreas da matemática e da ciência, e tentou usar a sua teoria das marés para convencer Urbano VIII da validade da sua teoria. O Papa não ficou convencido com a tese de Galileu, e chegou até a dar-lhe uma resposta (embora inválida) que refutou a noção.

Depois disto, Galileu escreveu “Dialogo sopra i due massimi sistemi del mondo” (“Diálogo sobre os dois principais sistemas do mundo”) onde ele iria apresentar o ponto de vista de Copérnico e o de Ptolomeu. Três personagens estariam envolvidas:

- Salviati, o Coperniano
– Sagredo, o Indeciso
– Simplicio, o Ptolomaico. (O nome “Simplicio” feito com o propósito de implicar “simplório”).

E foi por esta altura que o nosso herói fez o seu maior erro: Galileu pegou nas palavras que o Papa Urbano tinha usado para refutar a sua teoria das marés, e colocou-as na boca de Simplicio. O Papa não gostou nem um pouco disto.

Galileu, que era agora velho e adoentado, foi mais uma vez chamado perante a Inquisição, e ao contrário da maioria das pessoas acusadas de heresia, ele foi tratado de uma forma surpreendentemente boa. Enquanto esperava pelo julgamento, Galileu foi alojado num apartamento luxuoso com vista para os jardins do Vaticano, e foi colocoado ao seu dispor um criado pessoal.

Na defesa que ele mesmo fez durante o julgamento, Galileu tentou usar uma táctica peculiar: tentou convencer os juízes de que ele nunca havia mantido nem defendido a opinião de que a Terra gira em torno do Sol, e de que o Sol está imóvel, e que, na verdade, ele havia demonstrado o oposto mostrando que a hipótese Coperniana estava em erro. O Santo Oficio, sabendo que esta linha de defesa era uma forma de tomar por tolos os membros do Santo Ofício, condenou-o por ser “altamente suspeito de heresia”, uma decisão claramente injusta, levando em conta que o Copernicanismo nunca havia sido considerado herético.

Galileu_CasaA sentença de Galileu foi a dele renunciar a sua teoria e viver o resto da sua vida numa agradável casa do campo, perto de Florença. Claramente, o exílio fez-lhe bem porque foi aí, sob os cuidados da sua filha Maria Celeste, que ele continuou as suas experiências e publicou o seu melhor trabalho científico “Discorsi e dimostrazioni matematiche, intorno à due nuove scienze”. Por fim, Galileu morreu tranquilamente com a idade madura de 77 anos.

Tal como o filósofo Alfred North Whitehead escreveu:

Numa geração que viu a Guerra dos Trinta Anos, e se lembrou [do Duque] de Alva na Holanda, a pior coisa que aconteceu a um homem da ciência foi que Galileu sofreu uma detenção honrada e uma repreensão suave antes de morrer em paz na sua própria cama.

Tal como diria Paul Harvey, agora sabemos o resto da história.

Momento de aprendizagem.

O que é que se pode reter da história em torno de Galileu? O que se pode aprender é que ele providencia lições diferentes para grupos diferentes:

- Para os cientistas esta história demonstra que se tu estás de acordo com a maior parte dos teus colegas, quase de certeza que serás esquecido ao mesmo tempo que a história se lembrará de um rabugento qualquer.

- Para os proponentes de posições não-consensuais (por exemplo, cépticos do aquecimento global, teóricos do Design Inteligente, etc) ela ensina que alegar que a vossa teoria está correcta não é substituto para a apresentação de experiências e dados (mesmo que se esteja certo).

- Para as pessoas agressivamente auto-confiantes, a lição a aprender é que às vezes ser persistente e acreditar no que se diz pode causar problemas.

- Para os Católicos a história de Galileu ensina que não se deve insultar o Papa (muito menos quando existe uma Inquisição).

Desconfio que muitas outras lições se podem aprender desta história, mas acho que a verdadeira moral não é tanto aquela que se encontra dentro dela, mas sim no facto dela precisar de ser contada. Embora eu tenha ouvido esta história pela primeira vez quando me encontrava na escola primária, só muito depois de me ter licenciado é que finalmente aprendi a verdade.

Sem dúvida que há pessoas que estão agora mesmo a saber dos detalhes da história pela primeira vez. Como é isso possível? Desconfio que seja porque, durante muitos séculos, pessoas tais como Bertrand Russell, George Bernard Shaw, Carl Sagan, Bertolt Brecht, e as Indigo Girls terem passado o mito de geração em geração. Não acredito que alguns deles estivesse intencionalmente a mentir.

De facto, eu tenho sérias duvidas que algum deles se tenha dado ao trabalho de investigar os factos. Eles nem tinham necessidade de fazer isso visto que a história oficial estava de acordo com o que eles já acreditavam – que a ciência e a religião são inimigos naturais – e isso é tudo o que eles precisavam de saber.

Seria bem fácil gozar de tal credulidade e preguiça intelectual, mas a verdade é que muito provavelmente eu também sou culpado do mesmo com relativa frequência. Talvez seja pelo facto de eu ser jornalista (mais ou menos) e estar mais disposto a acreditar na versão mais interessante da história. Como editor dum jornal, favoreci David sobre Golias, mesmo quando o poderoso Filisteu era mais credível que a pessoa a atirar as pedras. Rapaz Pastor Mata Gigante Poderoso” sempre é um melhor título de jornal.

No entanto, como Cristão, não tenho a opção de favorecer a posição que irá vender mais jornais. Em vez disso, a minha obrigação é colocar-me do lado da verdade. Quando me deparo com uma história que se ajusta com os meus planos, é meu dever investigar todos os factos relevantes antes de a aceitar com um Evangelho.

Nem sempre posso ter a certeza absoluta sobre em que lugar a verdade se encontra, mas uma coisa é certa: é aí que Deus estará.

Fonte: The Myth of Galileo: A Story With a (Mostly) Valuable Lesson For Today
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Porque é que as reticências ainda não foram substituídas com nomes de animais?

Por Brad Marshall

Quando eu estava na escola, lembro-me de ter ficado fascinado com algumas árvores evolutivas presentes nos meus livros escolares. Esses gráficos mostravam progressões  de vários tipos de animais que supostamente haviam evoluído. No topo encontravam-se varias categorias de animais, e olhando gradualmente mais para baixo de cada categoria, víamos nomes que caracterizavam os tipos de animais dessa categoria.

Grafico_EvolutivoNa base de cada nome encontrava-se uma linha fina, ou uma linha com reticências, que mostrava como todo os grupos estavam ligados através duma evolução. Os desenhos dos animais eram imperfeitos, mas a minha fascinação não se centrava nos desenhos, mas nas muitas linhas finas e nas reticências.

Foi dito à nossa turma que as linhas condutoras e as reticências ou eram conexões ainda incertas ou ligações cujos fósseis ainda não haviam sido encontrados. As reticências e as linhas finas representavam os fósseis intermédios que deveriam existir à medida que um animal ia evoluindo para outro.

Os evolucionistas acreditavam que essas linhas e reticências revelavam uma progressão evolutiva genuína, mas a maior parte das evidências eram fracas ou inexistentes.

De facto se removêssemos essas linhas e essas reticências – as partes imaginárias – teríamos a colecção de animais que realmente existiu sem qualquer tipo de evidência de evolução alguma; só a sua existência.

Seria de esperar que se a evolução fosse verdade – tal como somos constantemente lembrados por parte de Richard Dawkins e por parte de outros evolucionistas –  todos aquelas reticências e todas aquelas linhas cujas evidências em seu favor se encontravam ausentes há anos atrás já tivessem sido substituídas com nomes de animais
verdadeiros.

Certamente que com a quantidade de fósseis que já foram encontrados durante os 150 anos que já se passaram desde que Darwin publicou o seu livro “A Origem das Espécies – A Preservação das Raças Favorecidas” seria de esperar que já fosse possível gerar confiadamente um gráfico evolutivo sem reticências e sem linhas conectoras (que representam a imaginada evolução em vez da evolução baseada nas evidências).

Encontrei o vídeo que se segue ontem no Youtube, e nele vemos como Richard Dawkins explica a forma como as baleias evoluíram de um biungulado terrestre. Reparem na maneira clara como as árvores evolutivas se encontram nos dias de hoje, ausentes de reticências unificadoras, e tomem especial atenção à forma “conclusiva” que é a ligação entre as baleias e os hipopótamos!

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=o92x6AvxCFg

Modificado a partir do original: http://bit.ly/SZn7Li
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De que forma é que o celacanto refuta a interpretação evolucionista do registo fóssil?

E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente
Génesis 1:20

CelacantoQuando um celacanto foi encontrado vivo em 1938, o mesmo foi considerado como a sensação científica do século 20. Até essa altura, o celacanto só era conhecido através dos fósseis, e, baseando-se na sua interpretação peculiar do registo fóssil, os evolucionistas erradamente pensavam que os mesmos haviam-se extinguido há “60 ou 70 milhões de anos” atrás.

Todos os celacantos – vivos ou fósseis – são membros dum grupo de peixes chamados de Crossopterigianos, e é este grupo de peixes que os evolucionistas pensam que evoluíu para anfíbios e posteriormente para os vertebrados – incluindo os seres humanos.

Antes da descoberta dum celacanto vivo, os evolucionistas acreditavam que os seus órgãos internos teriam um estrutura “em evolução” – de peixes normais para anfíbios – mas o que a ciência apurou, para desespero dos evolucionistas, é que as partes mais macias dos celacantos (aquelas que dificilmente fossilizam) não exibiam qualquer tipo de evidência dele estar em evolução e adaptação para a vida na terra.

Impelidos pelas observações científicas, os evolucionistas foram mais uma vez forçados a mudar a sua história e este passou a ser um dos melhores exemplos da falta de rigor científico da interpretação evolucionista das camadas fósseis.

Celacanto_CientistaUma vez destruída a expectativa evolucionista do celacanto ser um “fóssil transicional”, os evolucionistas buscaram outro tipo de peixe que se ajustasse à sua cientificamente inválida crença de que um peixe qualquer evoluiu para um animal que vivia tanto na água como em terra – os anfíbios. Sem qualquer tipo de evidência que os fizesse tomar mais esta decisão, os evolucionistas decidiram que outro membro do grupo dos Crossopterigianos – os rhipidistianos – podem ter evoluído para um anfíbio. Talvez.

O que foi que levou os evolucionistas a decidir que os peixes rhipidistianos podem ter evoluído para anfíbios? A ideia desenvolveu-se dos seus estudos em torno das semelhanças entre os esqueletos dos rhipidistianos e os esqueletos dos animais que eles pensam que eram os “anfíbios ancestrais”. No entanto, após uma análise mais apurada, verificamos logo que os anfíbios e os rhipidistianos são totalmente distintos.

Usando a interpretação evolucionista do registo fóssil, que é disputada por alguns outros evolucionistas, o celacanto é o mesmo peixe que supostamente era há “milhões e milhões de anos atrás”. Mas se assim é, como é que se explica que a sua estrutura interna – geneticamente e morfologicamente – tenha permanecido virtualmente intacta durante os mitológicos “milhões e milhões de anos” ao mesmo tempo que o seu “primo” rhipidistiano supostamente estava a evoluir o impensável número de características necessárias para eventualmente se transformar num humano?

Conclusão:

As evidências extraídas após análise da estrutura dos celacantos estão claramente em harmonia com a criação Bíblica visto que elas demonstram que o ADN – o código genético rico em informação – permaneceu estável durante o tempo. Dito de outra forma, o celacanto reproduziu-se segundo o seu tipo – exactamente o que Génesis disse que iria acontecer – e não sofreu nenhum tipo de mutação impossível que o transformasse num anfíbio.

Pode-se afirmar que o celacanto é o canto do cisne do evolucionismo ao demonstrar que 1) a interpretação evolucionista dos fósseis não tem bases científicas e que 2) a evolução em si só existe na mente dos evolucionistas (e não nos dados disponíveis) porque não é possível racionalmente acreditar que dois animais do mesmo grupo a viver lado a lado no mesmo ecossistema se tenham modificado da forma tão distinta como os evolucionistas pensam que se modificaram.

A teoria da evolução é uma teoria religiosa e não uma teoria científica. Os evolucionistas são livres de ter a sua fé, mas não são livres de a qualificar de “ciência”.

E Deus criou as grandes baleias e todo o réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram, conforme as suas espécies; e toda a ave de asas, conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom.
Génesis 1:21

Modificado a partir do original: http://bit.ly/1ledrIA
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A arte da invisibilidade

Borboletas e Mariposas

Borboleta_01 Borboleta_02 Borboleta_03

Louva a Deus

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Louva_Deus_03

Camaleão

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Felinos

Leoes_01 Leoes_02

ChitaAnuros

Anuro_01 Anuro_02 Anuro_03 Anuro_04

Lagartas

Lagarta_01 Lagarta_02 Lagarta_03

Bicho Pau

Bicho_Pau

Peixes

Peixes

Peixes_02

Raia

Urutau

Urutau Urutau_02 Urutau_03

Outros animais

Esquilo Raposa Bem_Camuflado Mocho

E qual é a explicação evolucionista para as capacidades destes e de muitos outros animais? O artigo que serve de fonte para as imagens revela:

Podemos pensar que os cientistas já chegaram a respostas sobre a capacidade dos animais de camuflagem para se esconder, misturando-se com os seus arredores, mas eles são tão confusos quanto nós somos. Os cientistas ainda não conseguem entender os mecanismos por trás desse processo de iludir seus predadores.

Tradução: os evolucionistas ainda não têm (nem vão ter) qualquer explicação gradual destas maravilhosas capacidades. Mas a ciência em si tem uma explicação para estas capacidades:

Salmo 77:14
Tu és o Deus que fazes maravilhas: Tu fizeste notória a Tua força entre os povos

 

 

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É a predação consequência da evolução?

Embora as origens da predação sejam mal entendidas, é incorrecto atribuir à criação recente a afirmação de que os animais predadores evoluíram rapidamente e recentemente os traços físicos necessários para a predação. É uma falácia comum afirmar que os carnívoros evoluíram a partir duma modificação na forma e na função, mas nenhuma modificação física é necessária para que um herbívoro passe a ser um predador; é só uma questão de comportamento.

A alegação de que mudanças nos genomas e nos fenótipos – tais como dentes afiados e garras – teriam que ocorrer de modo a que as características físicas necessárias para a predação transformassem os herbívoros em carnívoros é falsa. A forma dos dentes, a habilidade de correr rapidamente em distâncias curtas, e todas as outras características físicas dadas aos predadores, podem também ser usadas para a aquisição de fontes de alimentação vegetal. Alguns exemplos da dieta de alguns mamíferos confirmam isso mesmo.

Gato_MorcegoDentes grandes e afiados não são só usados para matar e cortar a carne de outros animais. Os morcegos frugívoros têm dentes afiados e pontiagudos, iguais aos dos gatos, criados para rasgar rapidamente a polpa do fruto. Estes dentes poderiam também rapidamente remover a carne dum animal, mas este morcego não os usa com esse propósito. Os mesmos dentes usados pelos predadores para desfiar a carne podem também ser usados para fazer o mesmo com material vegetal.

Dentes caninos grandes e largos podem também ser usados como forma de comunicação. Muitos animais – incluindo chimpanzés, cães (selvagens e domésticos), grandes felinos, e outros predadores – mostram os seus caninos como forma de comunicar a posse de parceiras, de grupos animais, de fontes de alimentação, e de territórios. Os dentes são vitais para o sucesso dos animais, tanto para a comunicação como também para a alimentação.

Os ursos do Noroeste Americano disponibilizam o melhor exemplo do mundo selvagem de como o comportamento (e não a dentição) determina a dieta. Os ursos Grizzly e os ursos Pretos estão ambos bem equipados para destruir a vida de outros animais, mas eles também usam as suas ferramentas físicas para comer fruta e vegetais. Eu, como biólogo, já testemunhei ursos a acabar com as maçãs duma macieira, a consumir enormes quantidades de trevo, e a tirar todas as bagas das plantas de framboesa e de centáurea-azul, bem como das plantas de cereja.

Embora sejam qualificados de “carnívoros”, os ursos são na verdade omnívoros oportunistas que são bem capazes de se fixar numa dieta vegetal se não houver outra fonte
de alimentação disponível. Muitos animais “carnívoros” enquadram-se dentro desta categoria. Este animal “predador”, tal como os outros, irá comer as mais nutritivas fontes de alimentação disponíveis.

Os animais domesticados disponibilizam também um excelente exemplo de como o comportamento do animal pode ser alterado de modo a que ele se fixe numa fonte de alimentação específica. Os cães e os gatos têm a mesma estrutura dentária que os lobos selvagens e que os leões, respectivamente, mas estes animais domésticos são capazes de alterar o seu comportamento de modo a só comer comida (cereais) feitos na maior parte das vezes de farinha de milho, farelo de soja, e arroz.

A habilidade e o desejo de comer cereais, ou ração, enfatiza outro equívoco dos predadores sociais. A maior parte das pessoas está sob a impressão de que estes animais buscam a carne que nós usamos para assados e bifes, mas isso é falso. As porções de escolha dum herbívoro morto são os órgãos internos que são ricos em vitaminas e outros nutrientes adquiridos através duma dieta vegetal. É atrás disto que os predadores sociais – lobos, leões, etc – andam atrás.

Os animais dos escalões inferiores são deixados com os bifes, os assados e os ossos, enquanto que os animais dos escalões superiores desfrutam dos benefícios da mais nutritiva dieta “vegetariana” encontrada nas vísceras. A necessidade de predar por parte destes animais claramente resulta duma alteração do comportamento, e não na alteração da forma ou das funções.

É interessante notar também que, de modo típico, os predadores sociais têm que aprender a matar; eles não nascem com o conhecimento de como caçar e como matar, mas aprendem estas coisas a partir de outros animais do grupo.

Uma alteração na forma e na função implica que a evolução ocorreu através da infusão de nova informação genética, enquanto que uma alteração de comportamento não precisa de nova informação genética. E são precisamente alterações comportamentais que são claramente observadas, e que estão de acordo com a leitura contextual de Génesis 1:30:

E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento. E assim foi.

Por Daniel Criswell, Ph.D – http://bit.ly/1slejjc

 

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Só 8,2% do cérebro dos evolucionistas é funcional

Por Jonathan Wells

Segundo uma notícia recente proveniente da Science Daily, pesquisadores de Oxford afirmam que muito provavelmente só 8,2% do nosso ADN é funcional. O resto é “lixo”. Este número (8,2%) contradiz as conclusões do projecto ENCODE (para “Encyclopedia of DNA Elements”), que foi estabelecido depois do Human Genome Project como forma de esclarecer o nosso recém-sequenciado ADN.

Em Setembro de 2012, os resultados de mais de um milhar de experiências – envolvendo dezenas de laboratórios e centenas de cientistas de três continentes, publicando quase de modo simultâneo em dezenas de artigos em cinco revistas científicas distintas – disponibilizaram evidências de que 80% do nosso ADN é funcional.  Estes resultados são consistentes com o “The  Myth of Junk DNA”, que publiquei em 2011. Mas a pesquisa ENCODE já decorria há cinco anos.

Porque é que os artigos foram publicados quase ao mesmo tempo? Muito provavelmente porque os autores queriam apresentar uma frente unida contra a reacção que eles anteciparam por partes dos proponentes do “ADN lixo”. E a reacção foi mesmo significativa! Os darwinistas Larry Moran, Nick Matzke, e PZ Myers (entre outros) incendiaram a blogsfera com as suas denúncias.

Perto do cerne da controvérsia está a definição de “função”. Os pesquisadores do projecto ENCODE definiram função à luz da bioquímica: Um segmento de ADN é funcional se “participa em pelo menos um evento associado ao RNA e/ou a cromatina em pelo menos um tipo de células.” Os darwinistas definem função à luz da teoria da evolução: O segmento de ADN é funcional se ele é sujeito à selecção natural.

Os pesquisadores de Oxford adoptaram a abordagem evolutiva e para determinar a percentagem de ADN humano que se encontra sujeito à selecção natural, compararam as sequências publicadas de humanos, camundongos, ratos, gado, cavalos, porquinhos-da-Índia, coelhos, galagos, pandas e rinocerontes. Um dos pesquisadores explicou:

Durante a evolução destas espécies, partindo do seu ancestral comum, as mutações ocorrem no ADN e a selecção natural contraria estas mudanças como forma de manter as sequências de ADN úteis intactas.


Não existe "ADN lixo"Os pesquisadores analisaram os locais de ADN onde as inserções e as eliminações se encontravam distantes umas das outras, assumindo que as sequências de ADN intervenientes haviam sido constrangidas através da purificação da selecção visto que era biologicamente funcional. Eles apuraram que só 8,2% do nosso ADN se encontra constrangido desta forma, e muito provavelmente funcional (embora menos de 2% do nosso ADN codifique proteínas).

Eles concluíram que o ADN que era substancialmente distinto entre as espécies que eles estudaram – ADN que era não-preservado – não tinha sido sujeito à selecção purificadora e, como tal, não era funcional.Mas embora a conservação de sequências possa implicar funcionalidade, a não-conservação não implica não-funcionalidade – coisa que os biólogos há muito que já reconheceram. De facto, independentemente da forma como as diferenças de ADN possam desempenhar um papel na distinção das espécies diferentes, as sequências não-conservadas devem ser funcionais.

Para além disso, os biólogos actualmente sabem que até 30% do ADN que codifica proteínas dentro dos organismos é composto por “genes órfãos” que têm pouca ou nenhuma semelhança com as sequências de ADN de outros organismos. Embora as funções da maioria das proteínas órfãs ainda não sejam sabidas, poucas pessoa seriam assim tão néscias sugerindo que elas não têm qualquer tipo de função. No entanto, na sua busca por constrangimentos evolutivos tais como aqueles usados pelos pesquisadores de Oxford, estas regiões codificadoras de proteínas seriam julgadas de “não-funcionais”.

A fé na evolução condiciona a interpretação dos dados

Porque é que os darwinistas consideram as especulações evolutivas mais fiáveis que as experiências bioquímicas? Uma pista pode ser encontrada numa apresentação de 2013 dada por Dan Graur num encontro da “Society for Molecular Biology and Evolution” em Chicago. Tal como Graur – oponente vocal e até antipático do projecto ENCODE – afirmou na sua apresentação:

Se, de facto, o genoma humano está vazio de ADN lixo, tal como é implicado pelo projecto ENCODE, então um processo evolutivo longo e sem-direcção não pode explicar o genoma humano. Se, por outro lado, os organismos foram arquitectados, então espera-se que todo o ADN, ou a maioria possível, exiba algum tipo de funcionalidade. Se o projecto ENCODE está certo, então a Evolução está errada.

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Portanto, embora a definição de “funcional” se encontre no centro da controvérsia, a aderência à teoria da evolução encontra-se ainda mais. E parece que essa aderência ao Darwinismo faz com que as pessoas fiquem cegas às presunções que elas mesmas fazem. Talvez seja por isso que Gerton Lunter, citado em cima em torno do papel da teoria da evolução no estudo levado a cabo por Oxford, disse ao Science Daily que “a nossa abordagem está largamente livre de suposições e hipóteses.”

Fonte: http://shar.es/LJhaW

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Resumindo, o número “8,2%” usado pelos darwinistas é consequência do que eles PENSAM que aconteceu no passado, demonstrando mais uma vez o peso que as nossas crenças pessoais têm na análise de eventos que não podem ser observados directamente.

Ou seja, os darwinistas olham com suspeição para os resultados do projecto ENCODE, que diz que 80% do ADN é funcional, não porque há algum tipo de problema com eles, mas sim porque as suas (do projecto ENCODE) implicações colocam em causa a teoria da evolução.

Darwin ShiuSe, tal como disse o evolucionista Dan Graur, as formas de vida foram criadas, então seria de esperar que todo, ou a maior parte do ADN, tivesse uma função. E o que é que “dezenas de laboratórios e centenas de cientistas de três continentes, publicando quase de modo simultâneo em dezenas de artigos em cinco revistas científicas distintas” apuraram? Exactamente isso: mais de 80% do ADN têm uma ou mais funções bioquímicas.

A previsão criacionista está de acordo com o que se pode observar, testar e medir, enquanto que as teses evolutivas encontram-se firmes no campo da mitologia naturalista.

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