Arquivo para Março, 2008

Dilúvio versus Ciência?

Uma das coisa que os evolucionistas têm o cuidado de fazer passar ao público é a crença em “milhões e milhões de anos” para a existência da Terra. Para eles essa dogma é fundamental e muito importante, uma vez que se o mundo não tem milhões anos, então não houve tempo para a evolução acontecer.

Contra este mito darwinista levanta-se o Grande Dilúvio de Noé (Génesis 7-11).

Há cerca de 4400 anos Deus “abriu as janelas do céu“, e rompeu as “fontes do grande abismo” (fontes aquáticas subterrâneas) (Génesis 7:11). Durante 40 dias e 40 noites chuveu sobre a Terra enquanto que as ditas águas subterrâneas se levantavam até níves nunca vistos.

As coisas chegaram a um ponto tal que a dada altura “todos os altos montes que havia debaixo do todo o céu foram cobertos” por água (Génesis 7:19). Isto causou imensa alteração geológica na Terra, e deixou inúmeras evidências, mas vou só focar uma:

 Fósseis que demonstram terem sido subterrados rapidamente.

fossil_fish_eating.jpg

Na imagem de cima, este peixe foi enterrado bem no momento em que engolia um peixe. Pensem em quão rapidamente ele teria que ser enterrado para este momento ser preservado. (Foto do Dr. Andrew Snelling)

fossil_fish_giving_birth.jpg

Esta imagem não é tão clara, mas nele se vê um ichthyosaur, réptil marinho a dar à luz. Quanto tempo é que demora para um réptil marinho dar à luz? Não sei, mas acho que varia. Uma coisa podemos estar certos: não demora milhões de anos! (Foto do Dr. Andrew Snelling)

Qual é a relevância disto em relação à evolução? Simples. A evolução precisa dos milhões de anos. Esses milhões de anos estão definidos e separados na  chamada  “Escala de Tempo Geológico“. Essa escala assume, entre outras coisas, que os processos geológicos que causaram composição geológica são os mesmos que sempre operaram, nomeadamente, processos lentos e longos.

O problema é que se houve um Dilúvio universal, e as evidências suportam essa posição, então os estratos geológicos não refletem os chamados processos lentos e longos, mas sim a forma como os sedimentos se depositaram após o Dilúvio.

Portanto, longe de ser o Dilúvio “contra a ciência”, o Dilúvio de Noé está perfeitamente de acordo com as evidências, enquanto que a teoria da evolução não está.

Genesis 7
17. Veio o dilúvio sobre a terra durante quarenta dias; e as águas cresceram e levantaram a arca, e ela se elevou por cima da terra.
18. Prevaleceram as águas e cresceram grandemente sobre a terra; e a arca vagava sobre as águas.
19. As águas prevaleceram excessivamente sobre a terra; e todos os altos montes que havia debaixo do céu foram cobertos.
20. Quinze côvados acima deles prevaleceram as águas; e assim foram cobertos.
21. Pereceu toda a carne que se movia sobre a terra, tanto ave como gado, animais selvagens, todo réptil que se arrasta sobre a terra, e todo homem.
22. Tudo o que tinha fôlego do espírito de vida em suas narinas, tudo o que havia na terra seca, morreu.
23. Assim foram exterminadas todas as criaturas que havia sobre a face da terra, tanto o homem como o gado, o réptil, e as aves do céu; todos foram exterminados da terra; ficou somente Noé, e os que com ele estavam na arca.
24. E prevaleceram as águas sobre a terra cento e cinqüenta dias.

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Causas do Ateísmo

Este site enumera algumas das razões para o ateísmo.

1. Rebelião.

2. Depravidade Moral

3. Superficialidade

4. Erro

5. Igrejas estatais

6. Má relação com a figura paterna

7. Divisão na religião

8. Paz, prosperidade e conhecimento (progresso)

9. Más experiências com teístas.

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A 2ª Lei da Termodinâmica – 2

Ainda há evolucionistas que não concordam com o facto de que a teoria da evolução vai contra a 2ª lei da Termodinâmica. Mais do que isso, é afirmado por eles que só aqueles que não entendem a ciência podem dizer tais coisas.

Neste post vamos vêr o que os cientistas, alguns evolucionistas, dizem em relação a isso.

“Although it is true that the amount of matter in the universe is perpetually changing, the change appears to be mainly in one direction—toward dissolution . The sun is slowly but surely burning out, the stars are dying embers, and everywhere the cosmos heart is turning to cold; matter is dissolving into radiation, and energy is being dissipated into empty space.

“The universe is thus progressing toward an ultimate ‘heat death’ or, as it is technically defined, a condition of ‘maximum entropy’ . . And there is no way of avoiding this destiny. For the fateful principle known as the Second Law of Thermodynamics, which stands today as the principal pillar of classical physics left intact by the march of science, proclaims that the fundamental processes of nature are irreversible. Nature moves only one way.” [Lincoln Barnett, The Universe and Dr. Einstein (1957), pp. 102-103.]

A natureza move-se apenas numa direcção.

“No matter how carefully we examine the energetics of living systems we find no evidence of defeat of thermodynamic principles.” [Harold Blum, Time’s Arrow and Evolution (1962), p. 119.]

O sistemas de vida estão sujeitos à 2ª Lei.

“…there are no known violations of the second law of thermodynamics….” [Dr. John Ross, Harvard scientist, Chemical and Engineering News, vol. 58, July 7, 1980, p. 40]

Não há violações em relação à 2ª Lei.

Another way of stating the second law then is: ‘The universe is constantly getting more disorderly!’ Viewed that way, we can see the second law all about us. We have to work hard to straighten a room, but left to itself it becomes a mess again very quickly and very easily. Even if we never enter it, it becomes dusty and musty. How difficult to maintain houses, and machinery, and our bodies in perfect working order: how easy to let them deteriorate. In fact, all we have to do is nothing, and everything deteriorates, collapses, breaks down, wears out, all by itself — and that is what the second law is all about.” [Isaac Asimov (evolutionist), Smithsonian Institute Journal, June 1970, p. 6]

Nota-se que o evolucionista Isaac Asimov inclui os nossos próprios corpos debaixo da alçada da 2ª Lei.

Para além disto, a “2ª Lei generalizada” aplica-se à Teoria da Informação de tal modo que, deixado para si próprio através do tempo, a informação transmitida por um sistema de informação-comunicação tem tendência a ficar mais distorcida e menos completa do que quando começou (aumento de entropia, neste caso, entropia informacional).*

Os próprios evolucionistas dizem que a ordem que encontramos nos cristais de neve não justifica a extrapolação para os sistemas de vida:

O Prémio Nobel Ilya Prigogine diz:

“The point is that in a non-isolated [open] system there exists a possibility for formation of ordered, low-entropy structures at sufficiently low temperatures. This ordering principle is responsible for the appearance of ordered structures such as crystals as well as for the phenomena of phase transitions. Unfortunately this principle cannot explain the formation of biological structures.
[I. Prigogine, G. Nicolis and A. Babloyants, Physics Today 25(11):23 (1972)]

Como se isso não fosse suficiente, os próprios evolucionistas dizem:

“The thermodynamicist immediately clarifies the latter question by pointing out that … biological systems are open, and exchange both energy and matter. The explanation, however, is not completely satisfying, because it still leaves open the problem of how or why the ordering process has arisen (an apparent lowering of the entropy), and a number of scientists have wrestled with this issue. Bertalanffy (1968) called the relation between irreversible thermodynamics and information theory one of the most fundamental unsolved problems in biology.” [C. J. Smith, Biosystems 1:259 (1975)]

A 2ª Lei ainda é um problema não resolvido, no que toca à teoria da evolução. Não é um problema inventado pelos criacionistas, mas pela própria ciência.

Conclusão:

1. A natureza move-se numa direcção.

2. Não há excepções à 2ª Lei, tal como o cientista Dr. John Ross diz.

3. Os sistemas de vida estão sujeitos à 2ª Lei.

4. Com o passar do tempo, a entropia informacional num sistema de informação aumenta, não diminui (isto é, a informação torna-se menos organizada e menos completa).

5. O exemplo dos cristais não é relevante quando o comparamos com as formas de vida, tal como diz o Prémio Nobel Ilya Prigogine.

6. O problema da 2ª Lei ainda não foi resolvido (pelos darwinistas).

Portanto, a pergunta mantêm-se: como é que a informação dos sistemas biológicos foi ficando cada vez mais complexa, mais organizada, mais especificada, quando a tendência natural de sistemas naturais e não supervisionados é exactamente o contrário?

Para o cristão a degenaração tem uma explicação. Quando Adão resolveu seguir os seus próprios desejos, deixando de lado os Mandamentos do Senhor, Deus removeu parcialmente a Sua Mão protetora sobre o universo. O mundo em que vivêmos vive debaixo da maldição do pecado (Génesis 3:17, Romanos 5:12, Romanos 8:20) e como tal tudo “move-se numa só direcção” (degeneração).

No entanto, a história não acaba aqui! Apesar de todas as coisas que o homem tem feito na Terra que Deus criou, apesar de todo o pecado, morte, violência, imoralidade, Deus não abandonou o ser humano. Deus prometeu que um dia Ele vai criar céus novos e Terra nova:

+Isaías 65:17+
Pois eis que Eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão.

+Isaías 66:22+
Pois, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, durarão diante de Mim, diz o Senhor, assim durará a vossa posteridade e o vosso nome
.

Neste novo universo não haverá choro, morte, dôr ou degeneração:

Revelação 21:4.
Ele [Deus] enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.

Amén

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Os Métodos de Datação Funcionam?

Os evolucionistas apontam pra os métodos de datação como “evidência” para a sua crença de que a Terra tem milhões de anos. Há cientistas dentro da comunidade científica que têm grandes reservas em relação a esses métodos, mas, como sempre, essas notícias chegam tarde e em más horas junto das massas. Por essas e por outras é que os darwinistas podem dizer, tal como o João disse:

Os cientistas usam dezenas de testes para datar os materiais – como viste no video – usando princípios físicos e químico diferentes. Porque é que todos concordam entre si?

O problema, claro está, é que eles não concordam entre si, e nem acertam na idade de rochas que conhecemos!

O Dr Jonathan Safarti diz:

There are many examples where the dating methods give ‘dates’ that are wrong for rocks of known historical age. One example is rock from a dacite lava dome at Mount St Helens volcano. Although we know the rock was formed in 1986, the rock was ‘dated’ by the potassium-argon (K-Ar) method as 0.35 ± 0.05 million years old.9 Another example is K-Ar ‘dating’ of five andesite lava flows from Mt Ngauruhoe in New Zealand. The ‘dates’ ranged from < 0.27 to 3.5 million years—but one lava flow occurred in 1949, three in 1954, and one in 1975!

Por outras palavras, em rochas cuja idade nós conhecemos, os sistemas de datação não funcionam, no entanto, em rochas cuja idade não conhecemos, o método funciona!

Lógico?  Não, mas isto é a “lógica evolucionista”.

O Sabino alude a esse problema neste post.

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É o ADN evidência para a evolução?

O João Vasco diz:

Os cientistas, pelos fósseis, pelo ADN, etc… entenderam que existiu evolução. E por isso tentaram explicar a evolução. 

Isto é, obviamente, falso. O ADN “é uma molécula que contém informação sobre o desenvolvimento e funcionamento dos organismos vivos” (*)

Sendo um sistema de informação, a pergunta põe-se: qual é a força natural capaz de gerar sistemas de informação por sí só, sem intervenção inteligente?  Será que existe alguma?

Qual é a única força conhecida pelo homem capaz de gerar sistemas de informação?  Obviamente que toda a gente concorda que, de acordo com as evidências, só seres inteligentes são capazes de gerar sistemas de informação. Até hoje não se conhece nenhum sistema de informação que não tenha sido criado por uma ou mais mentes.

Tendo isto em conta, nós podemos dizer que o ADN, longe de ser evidência para os poderes mágicos da natureza, é, sim, evidência para o Deus Criador.

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João Vasco – A 2ª Lei da Termodinâmica – 1

É uma das leis fundamentais da ciência. Essencialmente ela diz que num dado sistema, as coisas progridem da ordem para a disordem quer a nível informacional, quer ao nível organizacional.

Com o passar do tempo, os sistemas progridem da entropia mínima para a entropia máxima.  Isto é uma descrição rústica, mas dá para entender.

Quando aplicado à biologia, isto é uma evidência devastadora para mitos evolucionstas, uma vez que  a teoria diz exactamente o contrário daquilo que a ciência diz. A teoria diz que os sistemas de vida progrediram de sistemas com muito pouca ou nenhuma informação para sistemas mais complexos e bem mais organizados POR SI SÓ, sem intervenção inteligente. Nunca tal coisa foi empiricamente observada.

O João pergunta:

(dica: Sabes o que é um sistema isolado?)

O que o João está a tentar dizer é que a 2ª Lei só se aplica a sistemas fechados. Em sistemas abertos, a 2ª Lei é suspensa porque há uma infusão de energia. O que o João vai dizer é que o sól, de alguma forma, reverteu a 2ª Lei o que permitiu à evolução.

Há vários problemas com isto. Os mais óbvios são:

1. O universo é um sistema fechado, segundo a teoria da evolução.

2. A energia nua e crua não organiza nada.  Para verificares isso, experimenta pôr a tua comida ao sól por algumas horas.

A energia só “organiza” alguma coisa quando nos sistemas onde essa energia é aplicada existem formas  de reter e converter a energia. A clorofila, por exemplo, faz isso mesmo.

Portanto a noção de “sistemas abertos” e “sistemas fechados” não salvam a teoria da evolução.

A ciência refuta mitos ateus.

Bom sítio para se entender melhor este ponto é este site.

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O Big Bang

O Joaquim escreve

Note-se que há ainda muitas lacunas na teoria do big-bang e que sendo a melhor explicação para a origem do Universo não é ainda a 100% tomada como definitiva para a ciência, mas todos os dados apontam para ela.

A pergunta que se faz é: será que o big bang é a melhor explicação para a origem do universo?

Ao longo dos anos mais e mais problemas têm sido descobertos pelos cientistas, mas parece que os crentes darwinistas não têm notado.

Uma das evidências contra o big bang é a pesquisa feita pelo Dr Robert Gentry.

Basicamente o que ele descobriu na sua pesquisa é que na pedra granítica existem microsferas de coloração (halos) produzidas por polónio.

O problema é que para essas rochas “gravarem” os halos radioactivos, era necessário que as rochas estivessem líquidas quando a radioactividade começou, mas estivessem sólidas o mais rápido possível para gravar o padrão radioactivo, uma vez que a radioactividade do polónio é de curta duração.

Como esses padrões estão gravados nas rochas, isso é evidência que as rochas passaram de líquidas a sólidas rapidamente, e não lentamente como o big bang exige.

Até hoje, e mesmo depois do Dr Robert Gentry ter desafiado os evolucionistas americanos, não há resposta evolucionista para este dado empírico.

Este dado científico (a rápida solidificação das rochas) é mais uma evidência para o relato Bíblico da Criação. Deus diz-nos na Bíblia que a matéria sólida apareceu de dentro da água instantaneamente  após Deus ter falado (Génesis 1:9, Salmo 33:9).

Como sempre, a ciência, quando propriamente interpretada, confirma o que Deus já tinha dito há séculos atrás.

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Ludwig Krippahl – A origem da evolução – 4

O Ludwig Krippahl continua a fazer declarações que estão mais ligadas à sua filosofia de vida do que à ciência.

O mais interessante nos seres vivos é a aparência de propósito.

Como é que o Ludwig sabe que o propósito é uma “aparência” e não uma realidade? Ele não diz, mas creio que isto é devido ao facto de que, se as formas de vida evidenciam propósito, então Alguém está por trás desse propósito. Como o Ludwig não acredita que exista Alguém por trás das actividades dos seres vivos, o Ludwig classifica o propósito de “aparente”. (Sim, parece que está lá, mas é só uma ilusão. Não deixes que aquilo que estás a ver te engane!)

As palavras do Ludwig echoam as palavras doutro ateu (Richard Dawkins) que diz:

“Biology is the study of complicated things that give the appearance of having been designed for a purpose.” [1]

Traduzindo rusticamente, ele diz que a Biologia é o “estudo de coisas complicadas que aparentam terem sido criadas/desenhadas para um propósito“.

A pergunta que se faz é a seguinte:

Sera que a razão pela qual essas tais coisas aparentam terem sido criadas é porque elas foram mesmo criadas? As filosofia de vida do Ludwig e a do Dawkins excluem essa opção, e como tal o “aparente” design e propósito existente na biosfera TEM que ser uma ilusão, senão o ateísmo está em perigo.

Isto é só mais um exemplo de como a evolução tem está mais ligada a filosofia de vida de cada um do que a ciência.

O Ludwig acrescenta:

Mesmo o aparente propósito da bactéria exige explicação.

Mas já existe uma explicação: as formas biológicas agem como se tivessem um propósito porque foram criadas por Deus.

Deus criou-as com o propósito para sobreviverem e como tal, elas fogem instintivamente de situações que ponham em risco a sua existência. O problema é que o Ludwig provavelmente não gosta desta resposta, e como tal, chama o propósito das formas de vida de “aparente”.

O criacionismo é inútil porque parte do princípio que foi tudo criado com propósito, vontade, e até inteligência.

O criacionismo não parte do principio que tudo foi criado com propósito, vontade e inteligência. Propósito, sim. Vontade e inteligência é mais debatível.

O evolucionismo é inútil porque parte do princípio que nada foi criado com propósito, vontade e até inteligência. É tudo aleatório, sem vontade, e sem inteligência.

«Mats» dá vários exemplos de confusões e falsidades, como afirmar que «só seres inteligentes são capazes de [...] criar vida a partir de matéria morta.»(1) Se cai uma bactéria no meio de cultura em poucas horas temos milhares de milhões de bactérias, todas criadas dos nutrientes por bactérias sem inteligência.

Resumindo, uma bactéria transformou-se em……bactéria, certo? Não acredito que a esta altura do campeonato o Ludwig ainda faça estes erros.

Ludwig, mais uma vez sou forçado a repetir-me: Nós não queremos saber como é que uma bactéria se transforma numa bactéria. Nós queremos evidências científicas que suportem a noção de que as forças da natureza, por si só, sem “input” inteligente, têm a capacidade de criar seres vivos, por mais microscópicos que sejam.

E mais, o exemplo que ofereceste não é realista uma vez que não foi propriamente a vida a surgir da matéria morta, mas sim a vida a surgir de outra vida.

E fazem-no por processos naturais, sem intervenção divina. E estes processos tornam algo mais simples em algo muito mais complexo. Um ser humano desenvolve-se da união de duas células microscópicas, criando todo o tecido vivo que o compõe a partir de matéria inanimada e aumentando muitas vezes a sua complexidade. E nem precisa pensar nisso.

O que o Ludwig “esqueceu-se” de dizer é que a composição/informação genética necessária para “construir” um ser humano adulto existe a partir do momento que as duas células microscópicas se unem numa só. Nada de novo é criado.

Isto, mais uma vez, não é uma analogia realista.

O «Mats» afirma também que «O facto de que a população varia através dos tempos não explica como é que essa população surgiu inicialmente.» Claro que explica. Explica que essa população, com essas características, surgiu da evolução de outra população, com outras características.

O facto de que as características de um dada população variam com o tempo, não é evidência para a evolução. O fenómeno da variação genética não suporta a teoria da evolução porque esta última exige um tipo de variação que nunca foi vista a acontecer, nomeadamente, uma variação incremental ao nível da informação genética.

Sim, cães variam. Sim, gatos variam (como se vê na foto em baixo).
sixcats.jpg

Sim, até pessoas variam (altas, magras, claras, escuras, obesas etc) contudo isto não explica a sua origem.

Explicar o que acontece dentro de um dado sistema não explica como é que esse sistema se originou. Se um mecânico me explicar como é que um carro funciona até ao mais ínfimo detalhe, isso é muito informativo, mas não explica a forma como é que o carro foi feito. As leis da mecânica que funcionam dentro do carro não foram as mesmas leis que produziram o carro inicialmente. Se eu usar o funcionamento do carburador como evidência de que o carro fez-se a si próprio, tu haverias justificadamente de apontar o problema com essa lógica. Da mesma forma, quando tu apontas a variação genética como evidência de que os animais não foram criados, eu justificadamente questiono a relevância desse argumento.

As primeiras coisas que evoluíram eram populações de moléculas orgânicas simples, sem vida e desprovidas daquele aparente propósito que vemos nos seres vivos.

Isto é um posição filosófica, e não científica.

Aos criacionistas modernos não interessa a pergunta. Não querem saber como surgiu o propósito, a inteligência, a vontade. A vida. Querem apenas que a resposta seja o deus deles.

O propósito, a inteligência em alguns animais, a vontade de viver e a vida em si são produto do Poder Criativo de Deus. As evidências suportam esta crença, portanto não há razão em ser tímido neste aspecto.

«Mats» escreve que «Se ao menos os darwinistas lêssem e acreditassem no primeiro verso da Bíblia, eles haveriam de entender o porquê do naturalismo ser uma hipótese nao-científica falhada». Ciência, para o «Mats», é acreditar na bíblia dele.

Primeiro, ciência para mim não é acreditar na “minha Bíblia”.

Segundo, o facto de que as evidências científicas estarem de acordo com a Bíblia não é de estranhar, no entanto sempre tive o cuidado de dizer que a ciência, dita de uma forma restrita, envolve coisas que podemos testar, repetir, verificar empiricamente. Tanto a Criação como o evolucionismo estão fora do dominio da ciência operacional, mas mais dentro da ciência histórica.

…………

[1] Richard Dawkins, The Blind Watchmaker (New York: W.W. Norton & Company, ), p. 1.

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Ludwig Krippahl – Evolução das Baleias – 3

spermwhale.jpg

Num dos comentários a este post, eu respondi isto ao Ludwig:

[Ludwig disse:] Cada vez me parece mais que a religião é a arte de levar as coisas tão a sério que se tornam ridículas.

[Mats responde] Faz-me lembrar todas aquelas pessoas que acreditam com fervor religioso que as baleias evoluiram de seres mamíferos terrestes, ou que as áves evoluiram dos dinosauros.
Enfim, ele há com cada religão ….

O Ludwig respondeu:

O que é, para ti, acreditar com fervor religioso?

Quando usei essa expressão ela tinha o significado de se “acreditar sem evidências”.

Eu acredito que as baleias evoluiram de mamíferos terrestres porque as evidências o sugerem. O registo fóssil mostra muitas formas intermédias entre baleias modernas e mamiferos terrestres.

Não há evidências que justifiquem a evolução da baleia a partir de um mamífero terreste. Os fósseis usados para suportar tal crença são tão ambíguos que nem os próprios evolucionistas são unânimes.

O falecido E.J. Slijper disse:

“Nós não temos um único fossil das formas transicionais entre os animais acima referidos [i.e., carnívoros e ungulados] e a baleia.”1

Os demais fósseis usados para suportar a imaginada evolução da baleia são cientificamente demolidos neste site pelo Dr Jonathan Safarti.

Eu gosto de fazer uma pergunta aos evolucionistas:

O que é que tinha que acontecer simultâneamente para transformar um animal totalmente terreste para um animal totalmente aquático? Pensem na forma de locomoção, no sistema respiratório, no complexo sistema reprodutivo e tudo o mais. Todas estas alterações tinham que acontecer ao mesmo tempo, e durante a transformação, o animal tem que ser “viável”.

Para fazer uma analogia, pensem no quantidade de transformações que teriam que ser feitas para transformar, por exemplo, um carro num meio de transporte totalmente aquático.

O Ludwig acrescenta:

A morfologia das baleias mostra semelhanças com mamíferos terrestres.

Os olhos dos polvos mostram semelhanças com os olhos dos humanos, mas ainda não ouvi um darwinista dizer que os humanos e os polvos são primos distantes.

A análise genética coloca as baleias junto com os mamíferos terrestres. E as baleias mostram vestígios de características de mamíferos terrestres.

Como por exemplo…..?

Mas não considero que isto seja com fervor religioso porque estou disposto a mudar de opinião se houver evidências em contrário.

Mas há evidências em contrário.

Se descobrirmos que todos os fósseis têm “Made in Heaven” escrito num canto, se descobrirmos os 100 primeiros numeros primos codificados num trecho de ADN das baleias, se descobrirmos uma baleia com metade dos genes identicos aos de um golfinho e outra metade identicos aos de um tubarão. Tudo isto, e muito mais, justificaria que eu mudasse de ideia quanto à origem destas espécies.

Incrível como o nível de evidências sobe drasticamente quando é proposta uma alternativa. Para acreditar na evolução, basta agitar uns ossinhos no ar, e pronto. Para refutar a evolução, “só” se tem que mover mundos e fundos.

E tu? Há alguma evidência que te fizesse rejeitar o relato bíblico?

Sim, claro. Era necessário que muitas coisas improváveis fossem empiricamente verificadas, como por exemplo, a vida a surgir por si só, os animais darem à luz alguma coisas diferente deles próprios, alguém mostrar como é que sistemas de informação tão complexos como o ADN podem escrever-se a si próprios, etc, etc.

Do ponto de vista científico, o relato Bíblico da criação está de acordo com a realidade dos factos.

Do ponto de vista científico, a teoria da evolução está totalmente contra aquilo que vêmos acontecer.

Isto não invalida que a crença na criação seja uma fé. O que nós dizemos é que a fé do Cristão é uma fé racional, enquanto que a fé dos evolucionistas é irracional, uma vez que contradiz a realidade.

Génesis 1

20. E disse Deus: Produzam as águas cardumes de seres viventes; e voem as aves acima da terra no firmamento do céu.
21. Criou, pois, Deus os monstros marinhos, e todos os seres viventes que se arrastavam, os quais as águas produziram abundantemente segundo as suas espécies; e toda ave que voa, segundo a sua espécie. E viu Deus que isso era bom.

…………

1. <E.J. Slijper, Dolphins and Whales (Ann Arbor, MI: University of Michigan Press, 1962), p. 17.

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Resposta ao Ludwig Krippahl – Origem da Vida – 2

O ateu Ludwig Krippahl “respondeu” a este post, e essencialmente resolveu fazer aquilo que muitos darwinistas tentam a todo custo não fazer (publicamente): fazer uma ligação entre o darwinismo (evolução biológica) e a origem da vida (evolução química).

Eu li e reli a resposta, mas não consegui encontrar na sua resposta alguma coisa que de alguma forma suportasse a origem da vida naturalista nem que suportasse a teoria da evolução. (Não que eu estivessa à espera).

Aquilo que o Ludwig tem feito é usar a verificação de eventos não controversos (variação genética) como evidência de que todo o design existente na biosfera é resultado de um processo não-inteligente, não-guiado, e não-teleológico.

É preciso vêr que o Ludwig usa a variação genética como evidência para a evolução, e a teoria da evolução como a explicação “científica” da origem das formas de vida, anulando a necessidade de Um Deus Criador. Como a teoria é a alternativa a Deus, essa mesma teoria tem que ser capaz de explicar aquilo que os Criacionistas dizem só seres inteligentes são capazes de fazer, nomeadamente, criar vida a partir de matéria morta. Usar variações de animais que já existam como forma de refutar Deus não é lógico.

Nós não queremos saber como é que uma bactéria se transforma numa bactéria. Nós queremos saber qual é a força natural capaz de criar bactérias a partir da matéria morta.

Convém comentar algumas coisas:

As características de uma população variam ao longo do tempo pela forma como afectam a reprodução, pela forma como surgem ou se propagam entre os indivíduos. Os detalhes podem ser complexos mas a ideia central, que a população muda ao longo do tempo por mecanismos compreensíveis, aplica-se qualquer que seja a origem da população.

O facto de que a população varia através dos tempos não explica como é que essa população surgiu inicialmente.

Mas há uma relação entre a teoria da evolução e a origem da vida, só que é ao contrário do que os criacionistas julgam. Não é a teoria da evolução que exige uma origem particular para a vida. É a origem da vida que se explica com a teoria da evolução.

Isto também não é factual, uma vez que a teoria da evolução exige uma origem da vida 100% naturalista, isto é, sem intervenção Divina. Isto parece-me bem particular para mim. É fácil de se perceber porquê: se a origem da vida se deve a Deus, então não há razão nenhuma para se acreditar que Deus necessitasse de um processo tão longo, dispendioso e cruel como a evolução para criar mamíferos e outros animais.

Segundo, a experiência Miller/Urey anda é usada hoje como evidência a favor da evolução, embora desde os anos 70 que os cientistas a tenham descartado.

Portanto, a teoria da evolução precisa de um tipo específico de origem de vida (naturalista).

Mas para evoluir basta reprodução com herança e modificação.

Não necessariamente. Para evoluir era necessário um certo tipo de modificação na composição genética (incremental). Para se vêr isso, basta estudar as experiências que foram feias com as moscas das frutas. Durante cerca de 100 anos elas foram alvo de todo o tipo de mutações e experiências, no entanto, 100 anos depois, ainda eram moscas. Houve n modificações, e n moscas foram reproduzidas, no entanto não houve evolução nenhuma.

Portanto, para haver evolução não é só necessário haver reprodução e modificação.

Os criacionistas aldrabam a resposta. O objectivo é compreender os processos que deram origem a esta complexidade e isto não se resolve apontando para um livro antigo e dizendo foi o meu deus.

Repara no que disseste em cima: “ O objectivo é compreender os processos que deram origem a esta complexidade. Sim, de facto é preciso saber quais os processos capazes de criarem toda a complexidade que vêmos na biosfera. Apontar para variações dentro da biosfera não serve de evidência para a evolução.

Há mais de quatro mil milhões de anos terão surgido sistemas químicos que, apesar de simples, eram capazes de replicar moléculas.

Sim, se calhar, provavelmente, supostamente, terão surgido (mais ou menos), Obviamente, não evidência nenhuma que compostos quimicos por si só consigam criar o complexo processo de reproducção, mas….segundo o naturalismo, isso deve ter acontecido. E porquê? Ora, porque não há mais nada!

Não é um mistério, não faltam hipóteses plausíveis e não há necessidade de pedir aos deuses que nos resolvam o problema.

A existência de múltiplas e contraditórias hipóteses para a origem naturalista da vida, é uma forte evidência que esse campo está literalmente “aos papéis”. Ninguém tem a mínima ideia como é que compostos químicos aprenderam a reproduzir-se. Ninguém tem a mínima ideia de como é que a matéria morta conseguiu “escrever” o sistema de informação mais complexo do mundo, nomeadamente, o ADN. No entanto, somos bombardeados quase diariamente com a ideia de que tais eventos são “factos científicos”. O facto de nunca terem sido verificados, e irem totalmente contra aquilo que vêmos diariamente, não parece incomodar os crentes evolucionistas.

É como qualquer questão histórica. Podemos afirmar com confiança que Dom Afonso Henriques andava a pé ou a cavalo. Não precisamos de postular um deus que o carregasse de um lado para o outro.

Podemos confiar que ele andava à pé ou a cavalo porque não havia muito por onde escolher. No que toca à origem da vida, não podemos dizer com toda a confiança que ela surgiu por si só, sem nenhuma intervenção Divina, primeiramente porque não há evidências, e depois, as evidências que existem enquadram-se facilmente dentro da Criação.

Portanto não há comparação possível.

Assim que as primeiras moléculas se começaram a copiar estavam presentes todos os ingredientes necessários para a evolução. A vida surgiu pela evolução de sistemas químicos não vivos.

E….quem disse que as “primeiras moléculas” se começaram a copiar? Donde é que surgiram essas moléculas em primeiro lugar? Se eram moléculas sem vida, como é que elas sabiam o complexo processo de autocópia?

Como sempre, os evolucionistas assumem aquilo que tem que ser confirmado cientificamente.

Há várias perguntas que poderiam ser feitas sobre a origem da vida, e são essas perguntas difíceis que levam que a pesquisa sobre a origem naturalista da vida esteja totalmente “aos papéis”.

Ah, e andar aos papéis não é desistir, mas sim, não ter ideia alguma como explicar um dado fenômeno. A origem da vida é o maior problema que a teoria da evolução enfrenta, e, até hoje, não há explicação naturalista.

Se ao menos os darwinistas lêssem e acreditassem no primeiro verso da Bíblia, eles haveriam de
entender o porquê do naturalismo ser uma hipótese nao-científica falhada, e o porquê das pequisas sobre a origem da vida serem uma perda de tempo.

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