Arquivo para Maio, 2008

Fósseis versus Darwin

Uma das ilusões mais fortes espalhadas pelos crentes darwinistas na arena pública é a de que o registo fóssil é evidência sólida de que as formas de vida estão relacionadas umas com as outras por descendência comum. Por sua vez, segundo reza o mito darwinista, essa linhagem é o resultado de forças não-guiadas, não-direccionadas, não-inteligentes, e não-pessoais.

O problema começa quando se começam a investigar os fósseis e se vê que, apesar de terem passado mais de 100 anos, os fósseis estão mais de acordo com a Criação do que com o darwinismo.

O evolucionista  David Raup escreveu em 1979:

“O conhecimento do registo fóssil expandiu-se muito nestes 120 anos depois de Darwin…. Ironicamente, nós temos hoje menos exemplos de transições evolucionarias do que tinhamos no tempo de Charles Darwin (1).”

Uma das áreas onde a teoria da evolução está claramente contra os dados observáveis é no que toca à explosão do Período Câmbrico.

Um livro escolar diz:

“A maior parte do filo animal que está representado no registo fóssil aparece “completamente formado”, no período Câmbrico há cerca de 550 milhões de anos atrás…. O registo fóssil não serve portanto de ajuda no que respeita às origens e à diversificação dos vários filo animal” (2)

O problema é que esta exlosão não é a única. Foi observado no registo fóssil que há a “explosão” dos peixes, a “explosão” das plantas, a “explosão” das áves e até mesmo a “explosão” dos mamíferos. (Só nos falta mesmo é a explosão da teoria da evolução!)

Isto é exactamente o contrário do que se poderia prevêr se a evolução tivesse acontecido.

A evolução “prevê” uma continuidade e uma transição das formas de vida de um para as outras. Se isto fosse verdade, então o registo fóssil estaria inundado das espécies intermédias (aqueles que ainda não são o “ponto final”, mas já deixaram de ser o “ponto inicial”).

O que nós observamos é exactamente o contrário. Nós observamos o aparecimento abrupto (“explosivo”) das formas de vida, exactamente o que seria de prevêr se a Criação tivesse acontecido.

Conclusão:

Mais uma vez se vê que aquilo que os darwinistas esperavam da ciência falhou, e que essa mesma ciência está de acordo com o que Deus disse no Livro do Génesis.

………………………………….

1. David Raup, “Conflicts Between Darwin and Paleontology”, Field Museum of Natural History Bulletin, Vol. 50 (1) (1979).

2. R.S.K. Barnes, P. Calow & P.J.W. Olive, The Invertebrates: A New Synthesis, pages 9–10 (3rd ed., Blackwell Sci. Publications, 2001).

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A FRAGILIDADE DE UMA CRENÇA

http://dn.sapo.pt/2008/05/26/opiniao/a_fragilidade_uma_crenca.html

A FRAGILIDADE DE UMA CRENÇA


João César das Neves
professor universitário
naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt

A vida pública é hoje ateia ou agnóstica. Ouve-se muito criticar a tolice e o delírio das religiões, mas raramente se refere a fragilidade intelectual da própria atitude ateísta que, com todo o respeito, é muito inconsistente.

Recusar Deus é uma crença como as outras. No fundo trata-se de ter fé na ausência divina. Mas esta crença considera-se a si mesma lógica e natural. A Antropologia e Sociologia sérias mostram o oposto: a religiosidade é o normal em todas as culturas e épocas. O ateísmo é uma construção tardia e artificial de elites, sobretudo desde o Iluminismo. Mantido em ínfima minoria, agora está em clara decadência. Vendo- -lhe a lógica interna, percebe-se porquê.

O agnosticismo, hoje variante dominante, justificar-se-ia se a existência de Deus fosse inconsequente e negligenciável. Mas ignorar a possibilidade de Deus é como desinteressar-se da existência do pai, benfeitor ou patrão, senhorio ou polícia. E se Ele aparece? Os verdadeiros agnósticos, com reais dúvidas, são poucos porque a maioria assume a resposta negativa implícita, vivendo um ateísmo disfarçado. O disfarce evita as dificuldades conceptuais e empíricas do ateísmo aberto, superiores a qualquer religião ou ideologia.

A dificuldade mais visível vem da existência da realidade. Porque há algo em vez de nada? Porque existe ordem, não caos? A resposta ateia era recusar a questão, porque o universo sempre existira assim, mas a teoria do Big Bang explodiu essa certeza e deu solidez científica ao facto da Criação.

Eu e o mundo, as coisas, pessoas e outros seres não existiam e passaram a existir. E existem de forma harmónica e coerente. A realidade é um infinito mosaico de minúcia e complexidade incompreensíveis. A ciência demonstrou que variações infinitesimais de parâmetros fundamentais, das forças do núcleo atómico à densidade do universo, torná-lo-iam impossível. Uma obra supõe um autor. Falar em leis da natureza apenas recua a questão para a origem dessas leis. Seria supina tolice supor um relógio surgindo perfeito das forças fortuitas da geologia e erosão. Um cérebro, muito mais complexo, quem o fez?

A resposta ateia tem de ser que o acaso de milhões de anos conduziu de uma explosão ao sorriso da minha filha. Ou o acaso é Deus, e o ateísmo nega-se, ou essa explicação é muito mais frágil que supor um Autor para a cosmos. Não tem certamente motivos científicos, ou até razoáveis, a recusa da hipótese plausível de um Criador inteligente. Muito inteligente.

Uma segunda dificuldade vem de dentro. Todos os humanos sentem em si uma ânsia de justiça e verdade, um sentido de bem e mal. Os actuais direitos universais apenas corporizam essa herança original e nela se justificam. Alguns valores são comuns, na enorme variedade de culturas e hábitos. Essa mesma variedade confirma que tal não pode vir de construções históricas e sociais, porque subjaz a todas.

A violação da lei moral apenas confirma a sua existência. Muitos conseguem suprimir em si esta busca da justiça (embora a sintam quando vítimas), mas o trabalho que dá apagá-la revela a inscrição na própria identidade da raça. Uma lei implica um legislador. Como podem meros atómos de carbono, aglomerados em aminoácidos e evoluindo pela selecção natural, gritar que salário digno é valor universal?

O terceiro e pior obstáculo do ateísmo é a ausência de finalidade. Para o ateu este universo, sem origem nem orientação, também não tem propósito. Bons e maus têm o mesmo destino vazio. Saber que vivemos num mundo que se dirige à morte e ao nada faz de nós os mais infelizes dos seres. Se Deus não existe não existem o bem, a moral, a própria razão. Esta crueldade ontológica é tão avassaladora que poucos que a afirmam a enfrentam com honestidade.

A fragilidade lógica do ateísmo é pouco relevante por ser um fenómeno elitista ocidental contemporâneo que, exportado à força pelo marxismo, está em extinção. A única questão interessante é saber porque coisas tão simples foram escondidas aos sábios e inteligentes e reveladas aos pequeninos.

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“Calamidades Afastam as Pessoas de Deus”

Pelo menos era o que deveria acontecer se o ateísmo fosse verdade, certo? Afinal de contas um dos argumentos mais usados contra o Deus da Bíblia é a existência do Mal:

*”Se Deus é Bom e Todo Poderoso, como é que se explica a existência do Mal no mundo que Ele fez?!!”

O que se poderia deduzir deste dilema é que em lugares onde há muito sofrimento a fé em Deus seria a última coisa na mente das pessoas.

Não é o que se está a passar na China depois da calamidade que afectou Mianyang (perto do epicentro do terremoto).

Os membros  de uma das maiores igrejas da cidade juntaram-se para cantar All Hail the Power of Jesus’ Name!

Se a calamidade, a morte, o mal, a destruição são evidências contra Deus, como é que se explica que, em lugares onde há muito sofrimento haja pessoas que ainda acreditam no Deus da Bíblia?

Em situações como aquela que se passou na China, o que é que os grandes escritores ateus têm a dizer como forma de confortar as almas que perderam familiares?  Que refúgio eu encontro no ateísmo quando me encontro do lado errado dum funeral?

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Walter Martin e o Mundo do Ocultismo

Esta é a parte 6 da apresentação do falecido Reverendo Walter Martin sobre o mundo do ocultismo.

Achei por bem pôr aqui o segmento 6 uma vez que há pessoas que não acreditam no mundo sobrenatural.

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Ex-Drogado Canta Sobre Jesus Cristo

Welcome Back-LoveSong

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Jesus Cristo Operando Na Pérsia

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Milagres Não Acontecem! (Excepto Quando Acontecem)

Val Thomas, que vive em “West Virginia”, está ser chamada de um milagre médico depois de ter sofrido dois ataques do coração e sem ter ondas cerebrais durante mais de 17 horas.

O coração da srª Val Thomas parou cerca da 1:30am de Sábado e os doutores disseram que ela não tinha pulso. “Rigor mortis” começou a tomar efeito, e ela foi posta numa máquina respiratória.

A pele já tinha começado a endurecer, e os dedos encaracolaram” o filho da srª Val Thomas, Jim, disse à NewsNet5.com. “A morte tinha tinha-se estabelecido.

A srª Val Thomas, de 59 anos de idade, foi rapidamente levada ao hospital “West Virginia”, onde ela foi posta numa máquina especial feita para induzir a “hipotermia”. Os doutores disseram que isto haveria de causar a que o corpo dela baixasse de temperatura durante 24 horas antes de eles poderem começar a aquecê-la outra vez.

No entanto, o coração da srª Thomas parou outra vez depois do procedimento induzido.

A família disse adeus e os tubos que ligavam a srª Thomas à máquina foram desligados. No entanto, ela ficou ligada ao ventilador uma vez que a possibilidade de orgãos serem doados estava a ser discutida.

No entanto, a srª Val Thomas acordou 10 minutos depois e começou a falar.

O filho da srª Val Thomas disse que a enfermeira pediu desculpas, e que a sua Mãe respondeu “That’s OK, honey, that’s OK.”

Val Thomas foi transferida para a “Cleveland Clinic” de modo a que os especialistas a pudessem analisar, mas os doutores disseram que não há nada de errado nela.

Eu sei que Deus tem algo preparado para mim, um outro propósito“, disse a srª Val Thomas. “Eu não sei qual é, mas tenho a certeza que Ele vai-me dizer.”

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Eu sei o que os ateus residentes estão a pensar:

1. “Isso é tudo mentira! Essa história nunca aconteceu!

2. “De certeza que há uma explicação natural para tudo isso!

3. “É mais uma invenção criacionista!!

etc, etc

As perguntas que eu gostaria de fazer são: porque é que assumes à partida que coisas como estas *nunca* podem acontecer? Será que essa tua posição não é o resultado de uma coisa que aconteceu antes, nomeadamente, a crença no naturalismo? E se essa é a tua posição filosófica, então não és propriamente neutro na análise das evidências, certo?

Eu não quero dizer com isto que o evento reportado em cima não vá ser um dia desmascarado, e mostrado ser ou uma fraude, ou um evento com uma explicação natural. A questão é que, como naturalista, a partir do momento em que começaste a lêr a história, e começaste a vêr as insuficiências da explicações naturalistas, tu imediatamente assumiste que a história é falsa. E porquê? Porque, se a historia fôr verdadeira, os contornos e as implicações apontam para algo que vai para além da forças da natureza, e tu, como naturalista, não podes aceitar isso. Como tal “suprimes” as evidências em favor da tua posição filosófica.

Voltanto para o tema do blog, será que, no que toca ao debate “Criação vs Evolução”, tu não fazes o mesmo, nomeadamente, suprimir as evidências que apontam para além do naturalismo? Será que, ao olhares para o assombroso código genético, para a sua estrutura, elegância, lógica e design, tu não suprimes o que está bem patente (criação), e aceitas que este código TEM que ter uma origem naturalista? Este código tem que ter uma origem naturalista, não porque haja evidências que suportem essa crença, mas porque se o código tem uma origem inteligente, Essa Inteligência é Sobrenatural.

Talvez a mesma razão que te faz vêr à priori que o evento reportado em cima “tem que ser falso” é a mesma razão que te leva a rejeitar a Criação, e a aceitar a crença de que o mundo biológico é o resultado das forças da natureza.

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Tua Palavra é Verdade – A Importância de Génesis

(Original encontrado aqui)

A doutrina da criação é fundamental para a Igreja Cristã tendo em vista que as grandes doutrinas do Cristianismo estão patentes em eventos documentos nos primeiros capítulos do Livro de Génesis.

Entre estas doutrinas estão:

1. A Natureza de Deus, incluindo o Seu Poder e Bondade

2. A natureza do Homem, criado à Imagem de Deus mas estando presentemente num estado de “caído”, por causa do pecado

3. A natureza e as consequências do pecado

4. A natureza do casamento

5. A origem da morte como castigo pelo pecado, e [a morte] como uma inimiga

6. A necessidade de Um Salvador para resgatar o Homem do pecado

7. A origem e o significado do trabalho e do dia semanal de descanço.

8. A relação entre o Homem e o resto da Criação, agora debaixo da maldição do Pecado.

9. e muito mais

…………………
O que imediatamente salta à vista é o quão importante o Livro do Génesis é para a Teologia Cristã. É devido a isso que os ateus e cépticos em geral tem investido tempo e dinheiro (público) para desacreditar o Livro do Génesis. Eles sabem que se o Livro do Génesis for desacreditado, tudo aquilo sobre o qual assenta cai por terra.

Mas graças a Deus que nenhuma observação contradiz a Palavra do Criador. Tudo aquilo que o Criador diz em Génesis é confirmado, ou está de acordo com a ciência moderna. Desde o facto que os animais reproduzem-se segundo o seu “tipo”, passando pelo Grande Dilúvio de Noé, acabando na Dispersão, os dados empíricos estão em sintonia com a Bíblia.

Não há razões científicas para se rejeitar a Bíblia

“A Tua Palavra é Verdade” – João 17:17

“Passará o céu e a terra mas as Minhas Palavras não passarão” – Marcos 13:31

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Carta Aberta ao Crente Ateu Helder Sanches

O ateu Helder Sanches escreveu neste post uma “Carta Aberta aos crentes“. Ele não disse a que tipo de crentes a carta é dirigida, mas pelo contexto parece ser aos crentes teístas, e especificamente, aos cristãos.

Eu li e reli a sua carta aberta, e enquanto relia, perguntei-me se o crente ateu Helder Sanches estava ciente das implicações do que ele advocava..? Uma coisa é dizer “Tu deves viver a vida assim!“, e outra é estar ciente das ramificações de tais postulações.

O Helder começa o post da seguinte forma:

Eu não escolhi ser ateu.

Se não escolheste ser ateu, como é que te tornas-te num? Não foi após avaliação das evidências que fizeste a escolha? Se fizeste uma avaliação das evidências, e decidiste que Deus não existe, então foi uma escolha

Não me passa pela cabeça que alguém possa ser mais feliz apenas por ser bafejado por essa abstracção a que dão o nome de Fé. Fé em quê? No desconhecido? No incógnito? No misterioso? Não entendo…

Esta frase revela mais sobre o Helder do que sobre Deus. O Helder assume que Deus é desconhecido, e por implicação, fé em Deus é “fé no desconhecido”. No entanto, Deus diz-nos que podemos conhecê-Lo através da criação (Rom 1), e principalmente através da Pessoa do Senhor Jesus Cristo (Lucas 10:22). Fé em Deus não é fé no incógnito, mas sim fé naquilo que Deus diz ser capaz de fazer.

Segundo, toda a gente tem uma fé. Há pessoas que tem fé em si mesmas, outras tem fé no que este ou aquele cientista diz, mas todos nós aceitamos como verdade coisas que não temos forma de testar empiricamente.

O Helder apenas ataca um tipo de fé, deixando a sua própria fé longe do escrutínio.

E essa história da vida eterna… Acreditam mesmo nisso ou apenas gostavam que isso fosse verdade?

Acreditamos mesmo nisso, e as evidências históricas confirmam. Se o Senhor Jesus Cristo, que ressuscitou dos mortos, disse que a vida vai para além do caixão, então não há razão nenhuma para se rejeitar o Seu testemunho.

Agora, tu podes perguntar se o Senhor ressuscitou mesmo dos mortos. Digamos que a proposição “Deus ressuscitou Jesus Cristo dos mortos” é a que melhor explica o cristianismo, as profecias da Bíblia, e o mundo em geral. Há  inúmeras evidências que suportam essa posição, mas por limites de espaço e tempo seria difícil porem-se todas aqui.

Finalmente, sejam felizes sendo vocês próprios. Deixem de avaliar os outros pelos padrões morais fossilizados prescritos nos vossos escritos sagrados.

Por outras palavras, “sejam felizes a fazerem o que querem, desde que o que vocês querem seja igual ao que eu quero que vocês façam!

Ajam em conformidade com a vossa própria noção de justiça e liberdade, no respeito pela lei e pela liberdade dos outros.

O Helder diz estas coisas, mas no fundo ele não acredita nisto. Isto é facilmente confirmável: se alguém viesse para lhe roubar alguma coisa, o Helder haveria de se insurgir e dizer “Roubar está errado!” O ladrão poderia usar a sugestão do Helder e dizer “Mas, amigo, eu apenas estou a viver a vida em conformidade com a MINHA própria noção de justiça e liberdade! Quem és tu para me dizeres o contrário?!!

O Helder acrescenta “no respeito pela lei e pela liberdade dos outros“. Mas porque é que temos que respeitar a lei e a liberdade dos outros? Se a forma de se viver é cada um fazer a sua própria noção de justiça e de liberdade, então eu posso fazer leis pessoais que invalidem a liberdade dos outros.

No final das contas, o que o Helder propõe é impracticável. Se fôssemos todos a fazer a vida como o Helder diz, teríamos que abrir as portas das prisões e deixar sair toda a gente, uma vez que eles (os presos) podem ter a sua própria noção de liberdade e de justiça.

O que o Helder propõe é, aliás, a consequência lógica da rejeição de Deus. Uma vez que o Juiz Supremo é posto fora da quotidiano, então cada um faz a moralidade como cada um quer. Hitler, Stalin, Pol Pot, e outros ditadores ateus e evolucionistas do século 20 fizeram exactamente isto, com as consequências que nós todos sabemos.

Conclusão:

O Helder revela alguma falta de conhecimento em relação à fé cristã e a Natureza de Deus. Não só isso, mas ele sugere que abandonemos a NOSSA moralidade absoluta, mas que adoptemos absolutamente a moralidade que ELE propõe. Ele não nos diz porquê.

Apesar de advocar a moralidade relativa, o Helder é, em termos morais, um absolutista .

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Sei Que Deus Existe

O ateu Ludwig escreveu no seu blog um post com o título “Sei Que Deus Não Existe“, onde ele tenta, de forma lógica, explicar o porquê de rejeitar a existência de Deus. Embora ele tente refutar todas as concepções de Deus com uma “vassourada” só, o seu post tem como ponto principal o Deus da tradição Judaico-cristã.

Uma coisa que eu reparei no post é que o Ludwig tem mostrado alguma dificuldade em ter uma concepção realista de Deus.

O Ludwig diz:

Algo existe se forem verdadeiras todas as proposições que o caracterizam.

Ele depois dá o exemplo da aranha encarnada no tecto

Por exemplo, existe uma aranha encarnada no tecto do meu quarto se for verdade que é aranha, que é encarnada e que está no tecto do meu quarto. Se uma destas for falsa então não existe uma aranha encarnada no tecto do meu quarto.

Até aqui tudo +/- bem. O problema começa quando ele diz:

Em suma, sei que o Deus cristão não existe porque tenho razões para concluir que nem todas as proposições que o caracterizam são verdadeiras.

Mas agora convém perguntar: quais proposições? Aquelas que o Ludwig concluiu que devem ser as “sine-qua-non” para a existência de Deus? Uma coisa é eu exigir que Deus se manifeste de uma certa forma, outra é eu deixar que as evidências falem.

Estou-me a lembrar do debate entre o filósofo cristão Greg Bahsen e o ateu Gordon Stein, onde o último disse que acreditaria em Deus e Ele fizesse levitar uma mesa em frente durante alguns minutos. Com este nível de “requerimentos”, é fácil ser-se ateu.

O Ludwig faz o mesmo erro. Ele define as  proposições que ele considera seram as válidas, e diz que, como essas são falsas (segundo ele), então o Deus da Bíblia não existe.

Não acho que seja lógico operar-se assim. Eu acho que pela Natureza do assunto (Deus) este nível de exigências reduz em muito a dimensão do debate.

Se nós estamos a falar de Um Ser Sobrenatural, que actuou na história, na geologia, na biologia, na antropologia, mas que nem sempre actua de forma sobrenatural, o nível de exigências têm que levar isso em conta.

O Ludwig, neste post, não chegou a qualificar Deus, mas em traços gerais pode-se qualificá-Lo da seguinte forma:

“The God who made the world and everything in it, being Lord of heaven and earth, does not live in temples made by man, nor is He served by human hands, as though He needed anything, since He Himself gives to all mankind life and breath and everything. And He made from one man every nation of mankind to live on all the face of the earth, having determined allotted periods and the boundaries of their dwelling place, that they should seek God, in the hope that they might feel their way toward him and find him. Yet He is actually not far from each one of us…” – Acts 17

Podemos vêr que Deus é o “Criador”, “Senhor dos céus e da Terra”, “Auto-suficiente”, “Sustentador”, “Imaterial”, “Omnipotente”, “Omnisciente”,  etc, etc.

Tendo em conta isto, vamos vêr as proposições que o Ludwig “exige” para crêr na existência de Deus.

Algumas parecem claramente falsas. Tudo indica ser impossível que algo imaterial seja consciente.

Aqui vêmos a filosofia de vida do Ludwig a “classificar” uma proposição de falsa. Como é que o Ludwig sabe que um ser imaterial não pode ser consciente? O Ludwig “sabe” disso porque assume que assim seja, não porque tenha evidências em favor do que ele disse.

Segundo, se a nossa consciência é apenas materia (químicos), então o que nós pensamos nada mais é que apenas o que os químicos nos “dizem” para pensar. Que razão temos nós para confiar nas nossas capacidades cognitivas?

So final das contas, o ateísmo refuta toda a base para se confiar na nossa mente, e desde logo, como ateu, o Ludwig não pode confiar naquilo que pensa. São só químicos em movimento.

No entanto, se Deus existe, e se nós fomos criados à Sua Imagem e Semelhança (Genesis 1:26-27), então temos fundamento para confiar nas nossas capacidades mentais. Embora o mundo em que vivêmos esteja sob a maldição do pecado (Génesis 3:17), nós ainda retemos a Imagem de Deus em nós, e a nossa mente é o reflexo da Mente de Deus, embora num nível bem inferior.

Resumindo este ponto: se a consciência é apenas matéria, então não há razão para confiar nela. Se a consciência vai para além do mundo material, e se foi feita à Imagem de Deus, então há razões para se confiar nos nossos pensamentos. Desde logo, se é impossível que algo imaterial seja consciente, então não razões para se confiar na crença que diz “tudo indica ser impossível que algo imaterial seja consciente

É contraditório ser omnisciente e livre ou agir quando se existe fora do tempo.

Isto são anúncios filosóficos, e não factos. Como é que o Ludwig sabe que é contraditório ser Omnisciente e livre, ou agir fora da dimensão do tempo?

A doutrina da trindade não faz sentido nem é razoável aceitar que Deus é Jesus, que nasceu de uma virgem, ressuscitou, salvou todos pelo seu sacrifício e assim por diante.

Note-se que o Ludwig não disse o porquê da Trindade não “fazer sentido”, nem disse o porquê de não ser “razoável” acreditar-se que “Deus é Jesus”, no nascimento de uma virgem, na ressurreição, nem no Sacrifício Expiatório.

Todos sabemos que num blog é difícil uma pessoa expandir-se como provavelmente desejaria, mas se calhar não era má ideia oferecer uma razão para a “falta de sentido” ou a falta de “razoabilidade” desta ou daquela crença.

Convém dizer que nenhum cristão acredita que Deus é Jesus.

Vejo boas razões para rejeitar muitas das proposições que caracterizam Deus por serem incoerentes ou contrárias às evidências. É principalmente por isso que sei que ele não existe.

Contrárias as evidêncas, ou contrárias as interpretações que o Ludwig faz das evidências?

Mas os cristãos defendem que o seu deus é excepção e não pode ser conhecido pela ciência.

Tudo depende do que o Ludwig define como “ciência”. Se o a “ciência” é apenas o naturalismo aplicado, então, obviamente, Deus não pode ser encontrado através de uma actividade que rejeita à priori qualquer causa ou efeito que não seja naturalista.

No entanto, se por ciência o Ludwig tem em mente a actividade que testa todas as hipóteses, sem rejeitar nenhuma hipótese por motivos filosóficos, então pode-se dizer que podemos “conhecer” a Deus. Obviamente que a ciência não é a melhor forma de se conhecer a Deus, da mesma forma que as pegadas que eu deixo na praia não são suficientes para as pessoas saberem quem eu sou. No entanto, a ciência aponta para o Sobrenatural, tal como as evidências numa cena de crime apontam para o culpado.

A Melhor Forma para se conhecer a Deus é a Pessoa do Senhor Jesus Cristo (Lucas 10:22, João 14:6). Nele vêmos como Deus é, como Deus opera, ama, cuida, cura e conforta.

Ou seja, nenhuma das propriedades de Deus pode se inferida daquilo que observamos.

Esta frase assume que o Ludwig conhece TODAS as propriedades de Deus, e que já observou TUDO o que havia para observar. Uma vez que o Ludwig não sabe todas a propriedades de Deus, e nem observou tudo, esta frase é mais uma postulaçao filosófica feita no nome da “lógica”.

Postular que Deus está fora de tudo o que conhecemos e é uma excepção a qualquer inferência torna impossível determinar as suas propriedades.

Torna-se impossível, se nós assumirmos que Deus não comunica com os homens que ele criou. No entanto, como nem todos partilham desta presuposição, mais uma vez vêmos uma crença pessoal a moldar o nível de exigência.

Segundo, o facto de que Deus existe para além das nossas capacidades sensorias não invalida que Ele se possa manifestar pontualmente de forma que os nossos sentidos possam observar. O Profeta Moisés viu com os seus olhos a Sarça Ardente, e ouviu com os seus ouvidos a Voz de Deus que saía de Dentro da Sarça (Êxodo 3).

Qualquer cristão rejeita as hipóteses que Deus ditou o Corão, que Deus é um Boddisatva, que Deus é Vishnhu ou Rama ou Odin. Não porque as possa refutar, pois estão todas igualmente fora daquilo que se pode testar.

Não necessariamente. Uma vez que acreditamos naquilo que a Biblia diz (e até hoje não temos razão para duvidar), tudo aquilo que vai contra aquilo que Deus disse é falso. As outras “religiões” dizem coisas que não só vão contra as nossas observações, mas vão contra aquilo que o Criador disse. Eu poderia dar-te exemplos em como o Islão, por exemplo, vai contra a história, a ciência observável e a lógica. O mesmo pode ser feito do Budismo, do Hinduismo, etc, etc.

Não rejeitamos os outros deuses porque não podêmos testá-los, mas porque temos forma de testá-los, e vimos que são falsos.

Mas porque são mera especulação e a probabilidade de acertar nisto à sorte é ridiculamente pequena. Eu aplico o mesmo princípio às hipóteses que Deus inspirou a Bíblia, que encarnou em Jesus, que nos deu mandamentos e assim. É tudo pura especulação e vai tão longe do que se justificaria inferir que não merece qualquer confiança. Posso afirmar que isso está errado e que esse deus, definido dessa forma, não existe.

O Ludwig não nos disse como é que sabe que é TUDO especulação. Como é que ele sabe que é especulação que Deus incarnou na Pessoa do Senhor Jesus Cristo? Provavelmente ele “sabe” disso porque ASSUME que tais coisas nunca podem acontecer. Tal como tinha dito em cima, o Ludwig usa a sua filosofia de vida como forma de refutar o Sobrenatural.

Se os cristãos rejeitam a possibilidade de testar as suas hipóteses alegando que não se pode confrontá-las com a nossa experiência então já sei que são falsas.

Talvez tenha lido mal, mas será que o Ludwig está a dizer é que aquilo que não pode ser testado é automaticamente falso? Então que fazer da crença que diz que os dinossauros evoluiram para pássaros? Que dizer da crença que o mundo material é TUDO o que existe? Como é que testamos isso? Como é que testamos a evolução de um animal terreste para uma colossal baleia? Usando o critério proposto pelo Ludwig, podemos concluir que, uma vez que tais coisas não podem ser testadas, então são falsas.

Se querem defender que há evidências a favor das suas conclusões então têm que prescindir da alegada imunidade aos factos observáveis e avaliar cada hipótese à luz daquilo que conhecemos.

Eu nunca li ou ouvi um cristão a dizer que Deus é “Imune aos factos observáveis”. O Ludwig também não definiu o que ele entende como “imune aos factos”.

Mas será que os factos observáveis estão contra aquilo que Deus diz na Bíblia? Então vejamos:

1. Deus diz que os animais vão-se reproduzir de acordo com o seu “tipo” (heb: “bara” – Génesis 1). O que é que observamos? Gatos dão à luz gatos, cães, cães, etc, etc. Ou seja, o que observamos está de acordo com a Bíblia.

2. Deus diz que houve um Dilúvio que cobriu toda a Terra (Génesis 6-9). Se isto é verdade, o que é que encontraríamos no registo fóssil? Milhões de coisas mortas enterradas em camadas rochosas que foram depositadas pela água. Curiosamente, é exactamente isso que encontramos.

3. A Bíblia diz que os dinosauros e o homem sempre viveram lado a lado. O que é que os achados mostram? Exactamente isso.

Muitos outros exemplos poderiam ser dados, mas o que importa ressalvar é que, até hoje, que eu saiba, não foi observado nada que contradiga a Palavra do Criador. Nem poderia ser de outra forma, uma vez que Ele estava lá quando as coisas aconteceram, e nós não.
Conclusão:

O que este post mais uma vez mostra é o peso que as nossas presuposições têm quando investigamos o mundo à nossa volta, e principalmente quando interpretámos os factos passados. O Ludwig é um firme crente no naturalismo, e como tal, qualquer evidência que vá contra o naturalismo tem que ser rejeitado ou re-interpretado.

Para o cristão isto não deve ser surpresa porque Deus diz:

Salmo 14:1
Diz o néscio no seu coração: Não há Deus. Os homens têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras; não há quem faça o bem.

Convém reparar que Deus põe a rejeição da Sua pessoa não ao nível intelectual mas ao nível moral. As pessoas rejeitam Deus não por razões intelectuais, mas devido à sua própria moralidade.

Que existem evidências que facilmente mostram que tem que existir Um Criador é por demais óbvio. No entanto, que existem pessoas que rejeitam, ignoram ou reinterpretam as evidências de modo a manterem-se a sua filosofia de vida, é também por demais claro.

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