Arquivo para Dezembro, 2008

“The Call to Dunkirk”

O “sucesso” das escolas públicas americanas (onde o ateísmo, humanismo e evolucionismo são as religiões oficiais) está a levar a que cristãos se insurgam contra isso.
Eis aqui um video que fala sobre uma das medidas que eles tencionam pôr em práctica.

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Resposta ao Ska – Leucemia Infantil

Num dos comentários do post “Saber que não existe.” o Ska afirmou o seguinte:

Espectacular mats. Conseguiste não responder à parte em que se pergunta que se deus é bom e omnipotente, porque é que há leucemia infantil?

Mas essa pergunta assume que há algo de mal com isso. O meu comentário foi dirigido precisamente a essa presuposição subentendida.

O que o ateu primeiro tem que explicar é porque é que ele assume que isso é mau.

Seguidamente, o ateu tem que explicar se isso é absolutamente mau, ou se é apenas uma opinião pessoal. Se é um mal absoluto, o ateu tem que explicar como é que é possível que num mundo onde Deus não existe possam existir concepções de mal absolutas (quem é que decide o que é absolutamente mau?).

Se é apenas uma opinião pessoal, então isso não é um problema para o cristão.

Portanto, primeiro explica o que é subentendido.

Conclusão:

O propósito disto é só para se vêr que, se Deus não existe, a moralidade é subjectiva e pessoal, relativa, etc, etc. O que isto implica é que, se Deus não existe, a moral que a Bíblia segue é tão válida como a tua.

Daí infere-se que o ateu não tem base para atacar a moralidade da Bíblia.

Como tal o “problema” da leucemia infantil não é problema nenhum, se Deus não existe.

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Resposta ao Pedro – Ateus Mais Propensos à Superstição

Pedro,

Um ataque ad hominem é um meio de fugir ao assunto. Em vez de apresentares exemplos de ateus que acreditam nessas superstições, pura e simplesmente queres mudar o tema para ética, caracterizando-me como um mentiroso, e assim tentando descredibilizar o que digo («Tudo aquilo que tu dizes é manchado por afirmares que a verdade não é absoluto.»).

Eu nao preciso de descredibilizar o que dizes. Tu fizeste issso ao afirmares que a mentira é uma forma válida de argumentação “em certas situações”. Quando eu aludi a isso era para te mostrar que tu suportas aquilo que atacas. Como tal, estás a ser inconsistente.

Eu digo que mentiste neste caso porque o que dizes ser dito no estudo não corresponde ao estudo, e ainda disse que fossem lê-lo por si mesmos e fizessem as próprias pesquisas para o verificarem.

Mas o que eu digo no post é exactamente o que o estudo diz.

Apresentei um exemplo de um grupo de ateus – os raelianos – que acredita que extraterrestres visitam a Terra para enviarem mensagens. No meu último artigo escrevi: «Isso prova que existem grupos de ateus que têm religiões e partilham as superstições de teístas.» Não precisei que tu ou qualquer criacionista para isso. No entanto, são preponentes do design inteligente, tal como indicado no site raeliano. Pesquise no Google por “rael”. Na primeira entrada está: «Intelligent : Design – Message from the Designers» e «The Raelian Movement: Intelligent Design for Atheists». Entre, clique na versão inglesa, passe o vídeo em Flash e clique no link do FAQ. Entre em “Messages from the Elohim” e “Who created the Elohim?”: «For the Elohim, it is the same – they were created by people coming from the sky as were their creators. It’s an infinite cycle of life.» São ateus. Acreditam em extraterrestres visitantes. Mas defendem o design inteligente. No último artigo que escrevi, estão links em «Existem muitas organizações cristãs que acreditam nisso, como a Cientologia, Universe People e o Nuwaubianismo, sendo algumas delas destructivas, como a Heaven’s Gate, onde realizaram suicídios em massa.» e no ponto 5 das referências. Isso responde à questão: «sobre quais é a cosmologia de origens que os que acreditam em OVNIS subescrevem. São criacionistas ou evolucionistas?» Apresente-nos contra-exemplos.

“Cientologia, Universe People e o Nuwaubianismo Heaven’s Gate” são (ou eram) criacionistas Bíblicos ou evolucionistas? Ou esta pergunta é uma “distração”? Quando te convém usas “cristão” (vagamente usado) mas depois é “criacionista”. Como é que ficamos?O artigo em questão é bem claro e identifica os cristãos teologicamente conservadores, na usa maioria criacionistas da Terra Jovem. Tu usas exemplos de pessoas que não são criacionistas como evidência contra um artigo que diz exactamente o contrário dos exemplos que estás a fornecer.

Também mostre-nos lá onde no estudo é dito que ateus são mais propensos a superstições, e apresente-nos exemplos de tais ateus

Lê este post outra vez.

Presumo que acreditas em 3 superstições da lista usada no estudo: existência do monstro de Loch Ness, mensagens nos sonhos e comunicação com os mortos. Não acredite em nenhuma delas.

Vê qual foi a primeira coisa que eu escrevi neste post.
Segundo, depende do que o estudo qualifica de “sonhos”.
Segundo, não é possível falar-se com pessoas já mortas. Aliás, o estudo diz que quanto mais conservadora uma pesssoa fosse, menores eram as chances de acreditar no oculto, coisa que pelos vistos não tiveste tempo para vêr no artigo original.

Mats: «Uma organização que acredita em design inteligente»
Só para notar duas coisas:
1) eu referi aquela organização por ser ateia, que é um caso extraordinário. As outras 4 consideram-se cristãs, e ainda existem outras e indivíduos indicados no ponto [5], já referido (o artigo foi escrito no fim-de-semana).

Por favor, Pedro, volta a lêr este post, e lê o estudo. Vê bem a parte que diz:

“However, the ISR researchers found that conservative religious Americans are far less likely to believe in the occult and paranormal than are other Americans, with self-identified theological liberals and the irreligious far more likely than other Americans to believe. The researchers say this shows that it is not religion in general that suppresses such beliefs, but conservative religion.

Ainda bem que disseste “consideram-se cristãs”. O problema é que quase de certeza não são teologicamente conservadoras, que é o que o artigo afirma.O título deste post usa os termos certos, assumindo que tanto ateus e cristãos acreditam nos fundamentos da sua fé. Tu não podes usar pessoas que não acreditam no básico da fé cristã e qualificá-los de “cristãs”.

Mas mesmo que assim fosse, isso não invalida o que eu disse (“evolucionistas são mais propensos acreditar em vida no espaço que criacionistas”), e o que o estudo afirma (“cristãos conservadores menos propensos a acreditar em superstição que liberais e os não religiosos, isto é, ateus”).

2) Mesmo se indicasse só uma, falta-te sequer indicar uma.

O que não falta são ateus que acreditam em vida noutros planetas. Francis Crick era um deles.

Repito o que disse: quanto mais evolucionista a pessoa é, mais susceptível é de acreditar em vida no espaço, e em OVNIS.

Quanto mais criacionista Bíblico a pessoa é, menos susceptível é de acreditar em vida no espaço e em OVNIs.

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A Mente e o Ateísmo

“Suponhamos que não existe Uma Mente Criativa por trás do Universo. Se este é o caso, então ninguém arquitetou o meu cérebro para pensar. O que se passa é que quando os átomos do meu cérebro se auto-organizam de uma determinada forma como consequência das leis da Física e da Química, isso produz a sensação de que estou a pensar.

Se isto é assim, o que é que justifica a minha fé nas minhas capacidades cognitivas? Porque é que eu confio no que se passa lá?

É como agitar um bidão de leite, e esperar que a forma como o leite de configura quando lançado no chão vá produzir o mapa de Londres.

Mas se eu não posso confiar no que eu penso, então não posso confiar nos argumentos que me levaram ao ateísmo, e por consequência, não tenho justificação nenhuma para ser um ateu.

Se eu não acredito em Deus, não posso acreditar no pensamento; como tal não posso usar o pensamento como argumento contra Deus”.

C.S. Lewis (ex-ateu)

Vêr também:

1. Citações Relativas ao Ateísmo
2. Quais São as Origens Evolutivas do Ateísmo?
3. Quando o Ateísmo Contradiz a Ciência
4. Causas do Ateísmo

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Chris Williams, Ph.D., Biochemistry Ohio State University

Entrevista publicada aqui. (Ênfase addicionado)

“As a biochemist and software developer who works in genetic and metabolic screening, I am continually amazed by the incredible complexity of life. For example, each of us has a vast “computer program” of six billion DNA bases in every cell that guided our development from a fertilized egg, specifies how to make more than 200 tissue types, and ties all this together in numerous highly functional organ systems.

Few people outside of genetics or biochemistry realize that evolutionists still can provide no substantive details at all about the origin of life, and particularly the origin of genetic information in the first self-replicating organism. What genes did it require - or did it even have genes? How much DNA and RNA did it have - or did it even have nucleic acids?

How did huge information-rich molecules arise before natural selection? Exactly how did the genetic code linking nucleic acids to amino acid sequence originate? Clearly the origin of life - the foundation of evolution – is still virtually all speculation, and little if no fact.”

…………………………………..

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Don Mclean – Castles In The Air

Outra versão:

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O Evangelho Segundo Ludwig Krippahl

No post intitulado de “Torce Palavras” o ateu evolucionista Ludwig tenta responsabilizar a Deus pela morte de crianças, ou pelo menos tenta responsablizar a Deus por não ter prevenido as mortes de crianças como resultado de explosões de minas.

Do ponto de vista Bíblico a morte que qualquer pessoa é algo que Deus não se agrada. Ele diz:

Ezekiel 18:23. Tenho Eu algum prazer na morte do ímpio? diz o Senhor Deus. Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?

Ezekiel 33.11 Dize-lhes: Vivo Eu, diz o Senhor Deus, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas sim em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva.

Se Deus não se agrada da morte daqueles que estão de costas voltadas para Ele (os impios), muito menos Ele se agradará da morte de crianças inocentes. Convém lembrar ao Ludwig que essas crianças morrem devido a minas que seres humanos colocam em zonas onde crianças podem passar.

Nesse mesmo post ele responde ao que eu escrevi:

«As crianças que pisam minas foram eliminadas pela selecção natural. Claramente elas não eram aptas para a sobrevivência.»

Estás a confundir duas coisas muito diferentes. Sobrevivência e aptidão, no sentido evolucionario, são conceitos muito diferentes. Um salmão que fertiliza cem mil ovos e morre é muito apto e não sobrevive. Uma tartaruga estéril que vive duzentos anos é um excelente sobrevivente mas tem aptidão nula.”

Se o homem faz parte da natureza, e tudo o que ele faz é “natural” (como a homosexualidade e a pedofilia), então as ramificações dos actos “normais” do homem (o que inclui pôr minas onde crianças possam passar) fazem parte do mesmo processo “natural” que causou a existência do homem. Porque é que o Ludwig se insurge contra um leque de “actos naturais” mas não contra os outros? Dentro da visão darwinista ateísta a morte de uma criança é normal e natural. Não é nem bom nem mau: é a natureza a agir de acordo com as suas leis naturais.

Mais importante, estás a confundir o que é com o que deve ser. Crianças morrem, doenças aparecem, desgraças acontecem. Há pessoas boas e más.

Como é que a existência de “pessoas más e pessoas boas” anula o meu ponto inicial, nomeadamente, que dentro do ateísmo darwinista a morte de crianças devido a bombas é um acto natural, normal e moralmente neutro? Dentro do ateísmo darwinista, quem é “bom” e quem é “mau”?

Mas a questão é se alguém omnipotente e omnisciente mandasse nisto e pusesse as coisas como deve ser, não seriam diferentes?

Como é normal, escusa-se a responder como é que o ateísmo justifica a consternação perante a morte de crianças. e lança mais um ataque a quem ele acredita que não existe.

Se Deus fosse eliminar todo o mal que existe no mundo a partir do momento que ele fosse gerado, não haveriam de existir seres humanos. Pensemos nas vezes que nós todos mentimos, roubamos, lançamos olhares maliciosos a pessoas atractivas, fechamos os olhos perante injustiças, respondemos torto sem necessidade e tudo o mais. Será que alguém estaria vivo se cada vez que essas coisas acontecessem Deus acabasse com essa pessoa? Pois, o deus que o Ludwig gostaria que existisse teria que fazer exactamente isso. Sempre que nós fizéssemos uma maldade, lá vinha uma labareda de fogo a consumir o pobre coitado. Felizmente o deus do Ludwig não existe, e como tal o mundo funciona melhor.

«Segundo, uma vez que “Deus provavelmente não existe”, a morte de uma criança tem tanto valor como a morte de um gato de estimação.»

Para Deus sim. Mas isso é porque Deus não existe.

Deve ser o deus que tu criaste à tua imagem, porque o Deus Criador não se agrada com a morte de crianças.

Mas para mim já não. Eu existo e, felizmente, não preciso consultar o teu livrinho para saber que uma criança pisar uma mina é uma coisa má

Mas se Deus não existe, não existe forma nenhuma para nós classificarmos em termos absolutos esse acto de objectivamente mau. Tu pessoalmente podes considerar isso como mau, mas a tua moralidade é relevante para ti e só para ti. O facto de haver grupos de pessoas que concordam que certas normas morais são “boas”, não faz essas normas absolutamente boas. Portanto, cada vez que tu usas a moralidade para atacar a Deus, estás a mostrar que no fundo no fundo, tu sabes que existe uma Lei Moral absoluta na base da qual nós todos sabemos que certos actos são absolutamente maus, independentemente de quem os faça, de onde os faça e quando os faça.

e, se eu soubesse onde estava a mina e estivesse a ver a criança a aproximar-se, também não preciso do teu deus para decidir avisá-la.

E cada vez que uma pessoa estivesse em vias de matar alguém, Deus poderia intervir e impedir a arma de funcionar. Do mesmo modo, cada vez que um homem estivesse em vias de se suicidar, Deus poderia emitir a Sua Voz dos céus e impedir que o dito homem continuasse. Ou seja, Deus, segundo o “evangelho” do Ludwig Krippahl, seria tipo um fantasma assustador, e nós seriamos marionetes sem vontade própria. Muito melhor, certo?

Tu finges que tens uma moral melhor que as outras mas enganas-te.

Se eu de facto pensasse assim, estaria de facto enganado. Eu não penso que eu tenha uma moral melhor que a dos outros. O que eu sei é que Deus tem uma moral melhor que os homens. Onde quer que os Mandamentos de Deus foram postos em práctica dentro do seu contexto, as coisas funcionaram. Quando a Moralidade de Deus foi ignorada, coisas más aconteceram. Portanto, isto leva-me a pensar que é melhor eu pôr a minha “moralidade” de lado, e adoptar a Moralidade Daquele que sabe tudo, pode tudo e especialmente, ama a todos (inclusive a ti).

Eu sei o que acontece quando eu adopto a minha moralidade, e como tal prefiro não fazê-lo.

É o contrário. Tu delegas a tua responsabilidade moral num livro e naqueles que o interpretam e, assim, tornas-te amoral.

“Amoral” segundo a moralidade de quem? A tua? Mas a tua moralidade só é relevante para ti.

Conclusão
O post do Ludwig é o exemplo práctico de quem não quer viver as consequências das suas crenças. Num mundo onde os seres humanos são apenas um conjunto de químicos que se assemblou por acaso, faz algum sentido a tristeza perante a morte de crianças? Num mundo onde Deus não existe, e a moral é aquilo que cada um diz que é, faz algum sentido classificar-se de “mau” a morte de um conjunto de químicos?

As palavras do Ludwig são um testemunho vivo da Imagem de Deus que existe nele. Ele sabe que num mundo perfeito não deveria de existir nem pranto, nem lamento, nem dor. Ele instintivamente sabe que a morte de crianças não é uma coisa que boa. Ele sabe que a morte de inocentes, quer sejam crianças ou adultos, está errada, mas ele não encontra justificação na sua visão do mundo para isso. O seu ateísmo não tem justificação para a consternação perante a morte de crianças. O seu ateísmo não tem justificação perante a morte de qualquer pessoa.

Mas a consternação está lá e não se vai embora tão cedo. A necessidade de justificação está lá. A ânsia de respostas para este sentimento comum a todos os seres humanos está lá, e a crença de que o ser humano foi feito para viver num mundo sem problemas está lá. As respostas é que não.

Se ele abrisse a Bíblia no Livro do Génesis capítulo 1, versículo 27, ele haveria de saber o porquê…

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Aplicação Social do Darwinismo

O Carlos afirmou que

Sim, a evolução está certa, os teus raciocínios circulares é que estão errados. Já afirmei, e reafirmei, que a teoria da evolução NÃO TEM APLICAÇÃO SOCIAL!, apenas biológica.

Será isto assim mesmo? Se é mesmo assim, então como é que se explica o fenómeno recorrente de evolucionistas usarem a sua interpretação das evidências como fundamento para decisões morais?

Neste artigo publicado na New Scientist, Rowan Hooper ataca o Papa Bento 16 por este afirmar que é tão importante salvar as florestas tropicais de destruição como é importante proteger a humanidade do comportamento homosexual e bisexual. A revista usa então a sua interpretação da ciência como forma de refutar as palavras do Papa.

Se isto não é usar o darwinismo como “corrector social”, então não sei o que é.

Conclusão:
O darwinismo sempre foi usado como arma social, e afirmar-se que não foi é ingenuidade. Desde Darwin, passando pela família Huxley (especialmente Thomas e Julian), não esquencendo Dawkins e os seus discípulos, a teoria da evolução sempre foi usada como uma ideologia moral alternativa ao Cristianismo Bíblico.

Curiosamente, a noção de que a teoria da evolução tem sido usada como uma ideologia/religião também é afirmada por evolucionistas famosos como Michael Ruse. Ele afirma:

“Evolution is promoted by its practitioners as more than mere science. Evolution is promulgated as an ideology, a secular religion — a full-fledged alternative to Christianity, with meaning and morality. I am an ardent evolutionist and an ex-Christian, but I must admit that in this one complaint — and Mr. Gish is but one of many to make it — the literalists are absolutely right. Evolution is a religion. This was true of evolution in the beginning, and it is true of evolution still today. (Michael Ruse, “Saving Darwinism from the Darwinians,” National Post (May 13, 2000)

Nenhum criacionista o teria afirmado melhor.

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Resposta ao Carlos Sobre Darwin e Eugenismo

O Carlos afirmou algumas coisas neste post que eu gostaria de comentar fazendo um post à parte.

Ele afirma:

Se te tivesses dado ao trabalho de procurar o original da frase de Darwin que citas, em citação secundária (pois seguramente nunca te deste ao trabalho de ler os originais) retirada de um site criacionista qualquer — torpe e mal intencionado — terias reparado que a frase está fora de contexto e que a sua continuação é a seguinte:

“The aid which we feel impelled to give to the helpless is mainly an incidental result of the instinct of sympathy, which was originally acquired as part of the social instincts, but subsequently rendered, in the manner previously indicated, more tender and more widely diffused. Nor could we check our sympathy, if so urged by hard reason, without deterioration in the noblest part of our nature.”

Queres mais amor pelo próximo do que isto? Darwin afirma, com todas as letras — na última frase — que abandonar a nossa solidariedade (sympathy) para com os desprotegidos seria deteriorar a parte mais nobre da nossa natureza humana!

O facto de ele chamar “simpatia” como a parte mais nobre da nossa natureza, não quer necessariamente dizer que ele suporte o comportamento de cuidar dos fracos debilitados e doentes. Como é que explicas a seguinte frase :

“…the weak members of civilised societies propagate their kind. No one who has attended to the breeding of domestic animals will doubt that this [vaccines to prevent epidemics] must be highly injurious to the race of man.”

Por outras palavras, vacinas para previnir epidemias são, nas palavras de Darwin, “highly injurious to the race of man“. Repito, se ele considera que tais prácticas (tomar conta dos doentes) é mau para a raça humana, o que é que achas que está subentendido?

Como já alguém disse, o pior cego não é o que não vê… mas sim o que não quer ver.

Concordo plenamente. O pior cego é o que não quer vêr o que as ideias naturalistas de Darwin, que incluiam reduzir o ser humano (criado à Imagem de Deus) para o nível de um cão, tiveram consequências devastadoras para milhões de pessoas. Ainda hoje há darwinistas que, implicitamente, defendem a “preservação dos bons genes da raça humana“.

Convenceste-te de que a teoria da evolução era má, que o darwinismo era diabólico e não consegues (ou não queres ver) que essa não é a realidade.

Mas o século 20, o século da teoria da evolução e do ateísmo, mostram de facto as consequências da crença que postula que o ser humano é apenas mais um animal, e não uma preciosa criatura de Deus. Não sou eu que o digo, mas sim a história que o mostra. Lê a trágica história de Ota Benga, o pigmeu que foi posto numa jaula porque evolucionistas via-no, não como um ser humano criado à Imagem de Deus, mas um “elo perdido” na evolução humana. Eis aqui o sumário:

“One of the most fascinating stories about the effects of evolution on human relations is the story of Ota Benga, a pygmy who was put on display in a zoo as an example of an evolutionarily inferior race. The incident clearly reveals the racism of evolutionary theory and the extent to which the theory gripped the hearts and minds of scientists.”

Depois de ter sido posto numa jaula com animais, Ota Benga eventualmente suicidou-se. Tu provavelmente vais dizer “Ah, mas Darwin nunca teria suportado a colocação de seres humanos em jaulas”.

Talvez, mas isso não invalida que ele colocou os seres humanos ao mesmo nível do que animais, o que haveria sempre de ter consequências maléficas. Além disso o Darwin não pensava que os africanos e os aborígenes estivessem no mesmo nível de evolução que os europeus. O Hitler pegou na deixa e incluiu os Judeus na lista de “seres inferiores”, com as consequências que todos sabemos.

O darwinismo feroz, agressivo e demoníaco que pintas, não existe… a não ser na tua mente empedernida.

Era bom que isso fosse verdade, mas os milhões de mortos nos campos de concentração e os centenas de milhares de aborígenas que foram perseguidos por motivos evolutivos dizem exactamente o contrário. A História é um testemunho vivo que ideias tem consequências, e a ideia darwinistas teve milhões de consequências.

Usa um pouco da tua fé na humanidade (aquela que dizes ter) e tenta entender que há gente boa e bem intencionada com ideias e visões do mundo diferentes da tua. E aceita essas pessoas!

O facto de haver “gente boa e bem intencionada” com visões diferentes da minha não invalida que haja visões do mundo que tenham tido consequências nefastas para os mais desprotegidos da sociedade.

Ou teremos de ser todos iguais a ti? Ou será que temos todos de ser do mesmo “partido”? Do teu “partido”? Eu não sou religioso, sou agnóstico. Contudo, eu não contesto o teu Deus. É o teu Deus, são as tuas convicções. Não tenho que me interpor entre ti e Ele. Apenas te digo que a ideia que tens de ciência, da evolução e do darwinismo (sim, darwinismo é ciência) é ERRADA, nada mais.

Mas eu não digo que nao tenhas o direito de ter visões contrárias. O que eu digo é que a visão que subscreves, segundo os dados históricos, teve consequências nefastas.

O Criador, o Senhor Jesus Cristo disse:

Mateus 7:16-20 – “Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má dar frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.

Se assim é, (e a Escritura não pode ser Quebrada) sabendo as consequências que o darwinismo teve, então essa crença deve ser uma “má arvore”. Uma boa “árvore” dá bons frutos, e uma “má árvore” dá maus frutos. Os frutos do darwinismo são históricamente, cientificamente, biologicamente, socialmente, pedagogicamente maus, o que nos leva a concluir que a “árvore é má”.

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Palavras Simpáticas de um Ateu

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