Arquivo para Abril, 2009

Cientistas afirmam: Fé no Deus da Bíblia reduz ansiedade

Este é mais um artigo para juntar a tantos outros que mostram os benefícios da fé no Deus da Bíblia. O ateu Richard Dawkins navega pelo mundo a anunciar o “evangelho” do desespero, e a proclamar que a “religião” (excepto a sua) é má. Os dados científicos, no entanto, mostram que genuína fé no Deus de Israel, Pai do Senhor Jesus Cristo, tem consequências positivas.

Uma das frases mais importantes do artigo é:

Those with the deepest religious belief were more likely to let mistakes roll off their backs, while those who tend toward atheism were more likely to suffer stress and anxiety after committing an error.  

Conhecendo a mente ateísta, deixem-me dar alguns pontos 

* O propósito do artigo não é o de “provar” que Deus existe (isso é óbvio), mas sim que existem benefícios médicos na genuína fé no Deus da Bíblia.

* O argumento exposto no artigo não é refutado com declarações como “os drogados também se sentem bem quando estão pedrados!!”. Embora isto seja “verdade” (dependendo da definição de “bem”), as situações não são análogas. Enquanto o “bem estar” do drogado é uma indução provocada por químicos (os mesmos que mais tarde lhe vão causar problemas físicos e psicológicos) o bem estar daquele que professa fé no Deus da Bíblia não é uma consequência de uma indução artificial, mas sim uma disposição emocional.

* Apontar para as “atrocidades” feitas por aqueles que professam acreditar no Deus da Bíbla não refuta o que o artigo afirma. Duas pessoas podem afirmar estarem ao serviço do mesmo chefe, mas só uma delas de facto conhecer o que o chefe quer. Nós devêmos olhar para aqueles que agem de acordo com aquilo em que acreditam, e não para aqueles que afirmem acreditar numa coisa, mas ajam de forma contrária àquilo em que acreditam.

Ficam aqui algumas pérolas do artigo em questão

Freud insisted that religion was inversely associated with positive psychological health. Esteemed psychologist Albert Ellis, ranked by his peers as the second most influential psychotherapist in history, in the 1980s claimed that people who have strong religious convictions are going to have less tolerance to uncertainty, be less resilient, suffer more from anxiety, and be more prone to neuroses.(…)

In the 1990s, psychologist Kenneth Pargament faced off with these giants and suggested testing their claims scientifically by conducting actual psychological experiments, without a religious or anti-religious agenda. Dr. Pargament made an empirical science of the psychology of religion, and has published two books and over 150 scientific papers(…).

He has received numerous awards from the American Psychological Association and the American Psychiatric Association(…).

In general, his studies have shown that spirituality is an important resource for people in times of stress, and connection with God can be ameliorative for symptoms of stress, worry, and depression(…).

After reviewing Dr. Pargament’s research, Dr. Ellis publicly retracted his statements and grudgingly admitted that, from a psychological standpoint, religion is “not necessarily a bad thing. [hehe- Mats]“(…)

In truth, as secularization in society has increased, so have the levels of anxiety and depression.

As Mr. Rosmarin points out, it makes sense that a person who believes in an omniscient, omnipotent, and loving God will not be consumed by worry or depression.

As David Rosmarin declares: “With the financial markets in crisis and with growing security concerns around the world, stress and worry have gone through the roof — particularly in the Jewish community.

Increasing belief in God may help to decrease a lot of distress. 

Amen para a última frase. Não só Deus tem o poder e a vontade de ajudar o ser humano, mas Ele já preparou uma Caminho para aqueles que querem descançar no Seu Amor para sempre. Esse Caminho não é físico mas sim Espírito. Esse Caminho chama-Se “Jesus Cristo”.

O mundo, na sua “infinita sabedoria”, oferece químicos para resolver problemas espirituais. Deus, o Criador, oferece-nos não químicos mas sim o Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo. Jesus Cristo não só dá paz aos Seus seguidores, mas abre as portas da eternidade para todo aquele que crê (Actos 16:31)

Tendo em conta as evidências médicas, parece que, mais uma vez, o método de Deus funciona.

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Quando Darwin recebe o que pertence a Deus

A RTP2 passou ontem à noite (27 de Abril 2009) um programa onde falava da velocidade dos animais terrestes. Falou-se da velocidade de alguns ursos (>65Km/h), da velocidade de leões e tigres (>70km/h) de alguns canídeos (lobos, etc).

Segundo o supra citado programa, o animal mais rápido sobre a Terra e a chita (Acinonyx jubatus). Este animal consegue atingir a espantosa velocidade de 110km/h (às vezes até mais) quando persegue a sua vítima, embora “só” consiga manter esta velocidade durante cerca de 300/400m.

Por cada passada que ela dá, a chita consegue percorrer cerca de 8 metros (!). Todo o seu corpo está arquitetado para a velocidade e para a caça:

* Corpo franzino e ossos leves
* Narinas largas para maior absorção de oxigénio
* Cauda forte que serve de “leme” durante a corrida
* Unhas semi-retráteis (ajudam-na a “agarrar” o solo)
* Manchas escuras junto à vista, como forma de não ser afectada pelo luz durante a corrida.

Todo este aparato e design estão feitos para permitir à chita perseguir com sucesso a sua presa.O programa, claro está, falou em “design“, “engenharia“, “estrutura“, “performance” e muitas outras palavras que claramente apontam para design inteligente, mas quando chegou a hora de falar sobre as origens do dito animal, o comentador disse algo como:

A evolução consegui aperfeiçoar este animal de uma forma impressionante.

E pronto. Com a palavra mágica “evolução” escusa-se de explicar como as complexas e interdependentes estruturas da chita podem ter surgido como resultado de forças aleatórias.Evidências? Mecanismos? Não, nada disso. A teoria da evolução não precisa disso. Com a teoria da evolução basta dizer “evoluiu” para se “explicar” as origens que qualquer sistema biológico.

A teoria da evolução é como um filme de suspense. Nós vamos vendo o filme e as evidências vão acumulando na direcção de um suspeito. Quando chegamos ao final do filme, há um “volte-face” totalmente inesperado e afinal o suspeito é inocente, e a culpada é outra pessoa qualquer.No que toca às origens da biosfera passa-se o mesmo. Nós vamos recolhendo evidências e observando sistemas, caminhando calmamente para a posição que suporta o design inteligente. Vêmos informação codificada, estruturas interdependentes, mecanismos de conversão de nutrientes, mecanismos de visão, engenharia celular, e muitas outras coisas que normalmente estão associadas ao design inteligente.Quando o trabalho está todo feito e estamos prontos para concluir “design”, lá vem o evolucionista afirmar “impressionante como tudo isto surgiu por acaso, como consequência de milhões de anos e milhões de mutações aleatórias!!“Esta declaração filosófica nada acrescenta ao nosso conhecimento científico, mas o evolucionista, sabendo o que está em jogo, gosta de pôr esta cereja podre por cima do bolo da criação.A pergunta fica: porque é que Darwin recebe a glória que é devida a Deus?

Isaías 62: 2
A Minha Mão fez todas essas coisas, e assim todas elas vieram a existir, diz o Senhor.

Isaías 44:24
Eu sou o Senhor que faço todas as coisas, que Sozinho estendi os céus, e espraiei a terra.

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Resposta ao Miguel Panão – Interpretação literal ou contextual?

Uma das pessoas que tem estado activa no blog do Ludwig é o Carlos Panão. Tal como o Ludwig, as credencias do Miguel no que toca à ciência operacional são impecáveis. O problema começa quando se começa a falar sobre o passado remoto, onde as crenças pessoais são um factor determinante.

O Miguel é um evolucionista, e como tal a sua interpretação do passado é feita de forma a manter o paradigma evolucionista. Uma das consequências da adopção da cosmovisão naturalista é a reinterpretação da Bíblia. Porquê? Porque uma leitura contextual e harmoniosa da Palavra de Deus refuta qualquer crença de que o processo evolutivo é o método através do qual o Senhor Jesus criou o universo.

No seu post com o título de “Em torno dos milagres“, o Miguel respondeu a algumas coisas que eu tinha comentado no seu blog. Ele afirma:

Quem estuda a Bíblia e faz, nomeadamente, a exegése do Génesis, não faz uma interpretação literal.

Discordo desta posição. Existem imensos estudiosos da Bíblia que afirmam que a interpretação criacionista é a que melhor leva em conta o contexto. Por exemplo, temos as palavras de professores de hebraico que confirmam a interpretação criacionista do Livro de Génesis:

‘… probably, so far as I know, there is no professor of Hebrew or Old Testament at any world-class university who does not believe that the writer(s) of Genesis 1–11 intended to convey to their readers the ideas that:

  1. Creation took place in a series of six days which were the same as the days of 24 hours we now experience
  2. The figures contained in the Genesis genealogies provided by simple addition a chronology from the beginning of the world up to later stages in the biblical story
  3. Noah’s flood was understood to be world-wide and extinguish all human and animal life except for those in the ark.’ James Barr, Oriel Professor of the interpretation of the Holy Scripture, Oxford University, England, in a letter to David C.C. Watson, 23 April 1984.
Por outras palavras, levando em conta a gramática, a lógica interna e o contexto, a interpretação criacionista é a que está de acordo com o Texto Sagrado.O Miguel continua,

Aliás, ainda há pouco tempo vi um episódio da BBC (Did Darwin kill God) onde o não fazer uma interpretação literal da Escritura é algo que vem da Tradição e dos Padres da Igreja.

Primeiro é preciso vêr a origem desta “informação”. A BBC é conhecida universalmente por ser tudo menos amiga da Verdade Bíblica. Eles mesmo assumem que eles têm um “bias” contra os cristãos:

It was the day that a host of BBC executives and star presenters admitted what critics have been telling them for years: the BBC is dominated by trendy, Left-leaning liberals who are biased against Christianity and in favour of multiculturalism.

Não é de admirar que esta organização anti-cristã promova filosofias que vão contra o que Deus diz na Biíblia.Outro ponto importante é o de que, contrariamente ao que o Miguel afirma, a história do cristianismo está de acordo com o criacionismo. Pode-se lêr neste site a crença que os católicos sempre tiveram sobre as nossas origens.

Como se isso não fosse suficiente, a história do cristianismo não-católico confirma a crença criacionista como sendo a ortodoxa:

Por exemplo, Calvino diz:

1. A Terra é jovem:

“They will not refrain from guffaws when they are informed that but little more than five thousand years have passed since the creation of the universe.” (http://creationontheweb.com/content/view/236/#r4)

2. Deus criou em seis dias:

“Here the error of those is manifestly refuted, who maintain that the world was made in a moment. For it is too violent a cavil to contend that Moses distributes the work which God perfected at once into six days, for the mere purpose of conveying instruction. Let us rather conclude that God himself took the space of six days, for the purpose of accommodating his works to the capacity of men. (http://creationontheweb.com/content/view/236/#r5)

3. Adão e Eva são figuras históricas, e não alegóricas:

“[Moses] distinguishes between our first parents and the rest of mankind, because God had brought them into life by a singular method, whereas others had sprung from previous stock, and had been born of parents.” (http://creationontheweb.com/content/view/236/#r11)

O que Calvino disse sobre a criação, a origem do pecado e o dilúvio pode ser visto neste site. O mesmo pode ser dito de Basil e de qualquer outro líder cristão durante os primeiros 19 séculos do cristianismo. Aliás, Basil disse uma coisa que deveria fazer pensar todos aqueles que se chamam de “cristãos” mas estão debaixo do feitiço darwinista:

‘Avoid the nonsense of those arrogant philosophers who do not blush to liken their soul to that of a dog; who say that they have been formerly themselves women, shrubs, fish. Have they ever been fish? I do not know; but I do not fear to affirm that in their writings they show less sense than fish.’ (Homily VIII:2)

Impressionante como as palavras de Basil continuam tão actuais, principalmente se levarmos em conta o que a teoria da evolução diz sobre o imaginado passado aquático do homem.Seguidamente o Miguel oferece-nos uma citação de Santo Agostinho:

(…) Em Santo Agostinho encontramos algo como

«Contudo, é demasiado vergonhoso e ruinoso, e deve ser grandemente evitado, que ele [o não-Cristão] ouça um Cristão falar de tal forma idiota sobre estas matérias, como se estivessem de acordo com as escrituras Cristãs, que mal possa conter o riso quando viu como estão totalmente errados.»

O Miguel não disse quais eram as matérias que Agostinho tinha em mente, mas podemos estar certos de uma coisa: Agostinho, tal como a maioria da igreja cristã, não acreditava que o universo e a biosfera eram o resultado de forças aleatórias, mas sim o resultado de Design Inteligente. Agostinho afirmou ainda:

“They [pagans] are deceived, too, by those highly mendacious documents which profess to give the history of [man as] many thousands of years, though reckoning by the sacred writings we find that not 6,000 years have yet passed” (The City of God 12:10 – [A.D. 419]).

Não só a igreja cristã recusava-se a aceitar mitos ateus de que o universo tinha muitos milhares de anos, como também afirmava essencialmente aquilo que os criacionistas mordernos afirmam. Longe de ser uma interpretação “nova” ou “desconhecida”, a interpretação criacionista do Livro de Génesis é a interpretação que a igreja cristã sempre teve como a oficial. A posição que o Miguel defende é que a novidade.

Por exemplo, publiquei neste blog um post sobre Adão e Eva que exprime, segundo uma leitura exegética, o tipo de interpretação correcta, de acordo com a Tradição e não criacionista.

Como se pode ver pelas referências e citações fornecidas em cima, a interpretação correcta é a interpretação que a igreja sempre teve. O Miguel é que está fora da história cristã.

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A historicidade confiável do livro de Daniel

http://arqueologiabiblica.blogspot.com/2009/01/historicidade-confivel-do-livro-de.html

Há pelo menos três bons motivos para acreditarmos que o livro de Daniel é confiável do ponto de vista histórico e que de fato foi escrito no 6º século antes de Cristo:

1) A arqueologia tem reconstruído as informações históricas do livro de Daniel.

a) Toda a história desse profeta hebreu se passa na cidade de Babilônia. Os críticos da Bíblia afirmavam que se Babilônia realmente houvesse existido, não passaria de um pequeno clã. A arqueologia demonstrou o oposto. Os resultados dos estudos do arqueólogo alemão Robert Koldewey, feitos entre 1899 e 1917, provaram que Babilônia era um grande centro econômico e político no Antigo Oriente Médio na metade do 1º milênio a.C. (600 a.C.).

b) Outro ponto de questionamento era sobre a existência ou não de Nabucodonosor, rei de Babilônia na época do profeta Daniel. Mais uma vez a arqueologia resolveu a questão trazendo à luz muitos tabletes que foram encontrados nas ruínas escavadas por Koldewey com o nome Nabu-Kudurru-Usur, ou seja, Nabucodonosor! Não é incrível como um tablete de 2.600 anos consegue esmiuçar teorias fundamentadas no silêncio?

c) Assim como a opinião dos críticos teve que ser radicalmente mudada a respeito de Babilônia e de Nabucodonosor, o mesmo aconteceu com Belsazar, o último rei da Babilônia. Críticos modernos não concordavam com essa informação. Novamente a arqueologia refutou essa opinião. Vários tabletes cuneiformes confirmam que Nabonido, o último rei de Babilônia, deixou seu filho Bel-Shar-Usur (Belsazar) cuidando do Império enquanto ele estava em Temã, na Arábia. Você pode confirmar em Daniel 5:7 que Belsazar ofereceu para Daniel o terceiro lugar no reino, já que o pai, Nabonido, era o primeiro e ele, Belsazar, o segundo.

d) Até os amigos de Daniel estão documentados nos tabletes cuneiformes da antiga Babilônia. Foi descoberto um prisma de argila, publicado em 1931, contendo o nome dos oficiais de Nabucodonosor. Três nomes nos interessam: Hanunu (Hananias), Ardi-Nabu (Abed Nego) e Mushallim-Marduk (Mesaque). Incrível! Os mesmos nomes dos companheiros de Daniel mencionados nos capítulos 1, 2 e 3 de seu livro! Um grande defensor dessa associação é o adventista e especialista em estudos orientais William Shea, em seu artigo: “Daniel 3: Extra-biblical texts and the convocation on the plain of Dura”, AUSS 20:1 [Spring, 1982] 29-52. Hoje esse artefato encontra-se no Museu de Istambul, na Turquia.

Resumindo: as informações históricas do livro de Daniel são confirmadas pela arqueologia bíblica.

2) Por muitos anos os defensores da composição do livro de Daniel no 2º século a.C. se valeram das palavras gregas do capítulo 3 para “confirmar” a autoria da obra no período helenístico. Essa opinião apresenta dois problemas sérios:

a) Há ampla documentação do relacionamento entre os gregos e os impérios da Mesopotâmia antes mesmo do 6º século a.C. Nos registros do rei assírio Sargão II, por exemplo, fala-se sobre cativos da região da Macedônia (Cicília, Lídia, Ionia e Chipre). Se os judeus em Babilônia eram solicitados para tocar canções judaicas (Salmo 137:3), por que não imaginar o mesmo com os gregos? Um poeta grego chamado Alcaeus de Lesbos (600 a.C.) menciona que seu irmão Antimenidas estava servindo no exército de Babilônia. Logo, não nos deve causar espanto algum o fato de termos na orquestra babilônica instrumentos gregos.

b) Se o livro de Daniel foi escrito durante o período de dominação grega sobre os judeus, por que há apenas três palavras gregas ao longo de todo o livro? Por que não há costumes helenísticos em nenhum dos incidentes do livro numa época em que os judeus eram fortemente influenciados pelos filósofos da Grécia? Esse fato parece negar uma data no 2º século a.C.

Resumindo: o fato de existirem palavras gregas no terceiro capítulo de Daniel não prova sua composição no 2º século a.C., pelo contrário, intercâmbio cultural entre Babilônia e Grécia era comum antes mesmo do 6º século a.C.

3) Daniel foi escrito em dois idiomas: hebraico (1:1-2:4 e 8:1-12:13) e aramaico (2:4b-7:28).

Diversos nomes no estudo do aramaico bíblico (Kenneth Kitchen, Gleason Archer Jr, Franz Rosenthal, por exemplo) afirmam que o aramaico usado por Daniel difere em muito do aramaico utilizado nos Manuscritos do Mar Morto que datam do 2º século a.C. Para Archer Jr., a morfologia, o vocabulário e a sintaxe do aramaico do livro de Daniel são bem mais antigos do que os textos encontrados no deserto da Judéia. Não só isso, mas que o tipo da língua que Daniel utilizou para escrever era o mesmo utilizado nas “cortes” por volta do 7º século a.C.

Resumindo: o aramaico utilizado por Daniel corresponde justamente àquele utilizado em meados no 6º século a.C. nas cortes reais.

Qual a relevância dessas informações para um leitor da Bíblia no século 21? Gostaria de destacar dois pontos para responder esta questão:

1) Como foi demonstrado acima, Daniel escreveu seu livro muito antes do cumprimento de suas profecias. Logo, isso nos mostra a Soberania e Autoridade de Deus sobre a história da civilização. Se Deus é capaz de comandar o futuro, Ele é a única resposta para os problemas da humanidade.

2) A inspiração das Escrituras. O livro de Daniel se mostrou confiável no ponto de vista histórico e, consequentemente, profético. Essa é a realidade com toda a Bíblia, que graças a descobertas de cidades, personagens e inscrições, mostra-se verdadeira para o ser humano.

O livro de Daniel, longe de ser uma fraude, é um relato fidedigno. Ao escavarmos profundamente as Escrituras e estudarmos a História, podemos perceber que a Bíblia é um documento histórico confiável.

Luiz Gustavo Assis é formado em Teologia e atua como Capelão no Colégio Adventista de Esteio, RS.

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Obrigado Charles Darwin

Este post é uma resposta ao post do Barros intitulado de “Obrigado, Senhor“. Pelo endereço do post, pode-se vêr que o título actual não era o original. Pergunto-me o que levou o Barros a mudar o título para o actual.

No post supracitado o Barros culpa o Deus da Bíblia pelas calamidades naturais, pelas guerras supostamente feitas no Seu Nome, na morte de inocentes e no sofrimento daqueles que estão em estados terminais. O que está subentendido no post é que existe algo de errado com o sofrimento humano. O Barros infelizmente não disse qual era o problema do sofrimento humano, e nem disse o porquê da moralidade que ele subsecreve se aplicar aos outros. Afinal, embora para a moral do Barros a morte de inocentes seja uma coisa má, como Deus supostamente não existe (o que implica que a moralidade seja relativa) então se calhar a morte de inocentes seja uma coisa boa para outras pessoas.

O mais irónico disto tudo é que, segundo a religião que o Barros subescreve, a morte, a fome e as guerras são coisas boas. Charles Darwin disse:

“Thus, from the war of nature, from famine and death, the most exalted object which we are capable of conceiving, namely. the production of the higher animals, directly follows. There is grandeur in this view of life” – (Origin, 1st. Edition 1859).

Se o próprio Charles Darwin diz que a morte, as guerras e a fome causaram o aparecimento dos “higher animals” (o que inclui o ser humano), porque é que o Barros contradiz o santo Darwin?

Este post, é portanto, a minha resposta humilde ao seu post.

Obrigado pela tua teoria, Charles Darwin

 

1. Graças a ela nós podemos justificar a bestialidade. Afinal se nós somos todos animais, quem é que pode proibir um homem de ter relações sexuais com uma cabra?

“This does not make sex across the species barrier normal, or natural, whatever those much-misused words may mean, but it does imply that it ceases to be an offence to our status and dignity as human beings.”

2. Graças a tua teoria, Charles Darwin, podemos pôr um ser humano numa jaula como se ele fosse um animal:

One of the most fascinating stories about the effects of evolution on human relations is the story of Ota Benga, a pygmy who was put on display in a zoo as an example of an evolutionarily inferior race. The incident clearly reveals the racism of evolutionary theory and the extent to which the theory gripped the hearts and minds of scientists.

3. Graças à tua teoria, Darwin, podemos justificar a infidelidade matrimonial:

The second is the more primitive one of scattering his seed wherever and whenever he gets the chance. If he finds himself in the company of an adult female who is not his family partner, he may feel the urge to engage in a brief bout of sexual activity with her, even if he will never encounter her again.

4. Graças à tua teoria, Darwin, podemos também justificar a violação como uma “adaptação evolutiva”:

There is obviously some evolutionary basis to rape just like there is some evolutionary basis to all aspects of living things. In the book we narrow it down to two plausible specific evolutionary reasons for why we are a species in which rape occurs. One is just a by-product of evolved differences between the sexualities of males and females. Or, two, rape might be an adaptation. There might have been selection favouring males who raped under some circumstances in the past. And therefore there might be some aspects of male brains designed specifically to rape under some conditions.

5. Muito obrigado pela tua teoria, Darwin, porque sem ela provavelmente nunca haveria fundamento “científico” para a eliminação sistemática de mais de 6 milhões de judeus:

“The German Führer, as I have consistently maintained, is an evolutionist; he has consciously sought to make the practice of Germany conform to the theory of evolution.” – Sir Arthur Keith, Evolution and Ethics, 1947, p. 14

Darwin classificou os africanos e os nativos australianos de raças inferiores. Hitler apenas acrescentou os judeus a essa lista.

Obrigado Charles Darwin. O século 20 seria bem diferente sem a tua teoria.

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Membro da familia real dos EAU envolvido em tortura

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Quando o Homem Esquece Deus

Nobel Prize winner Aleksandr Solzhenitsyn was asked to account for the great tragedies that occurred under the brutal communist regime he and fellow citizens suffered under.

Aleksandr Solzhenitsyn stated the following in relation to atheism:

Over a half century ago, while I was still a child, I recall hearing a number of old people offer the following explanation for the great disasters that had befallen Russia: “Men have forgotten God; that’s why all this has happened.Since then I have spend well-nigh 50 years working on the history of our revolution; in the process I have read hundreds of books, collected hundreds of personal testimonies, and have already contributed eight volumes of my own toward the effort of clearing away the rubble left by that upheaval. But if I were asked today to formulate as concisely as possible the main cause of the ruinous revolution that swallowed up some 60 million of our people, I could not put it more accurately than to repeat: “Men have forgotten God; that’s why all this has happened.”[43]

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O cérebro distingue Deus do Pai Natal

Artigo original – 14 04 2009 08.42H

À excepção de algumas «seitas» mais fanáticas, nem os católicos negam as evidências da Ciência, distinguindo perfeitamente entre a linguagem metafórica e poética do Antigo Testamento e a realidade, nem os cientistas têm a pretensão de provar ou negar a existência de Deus, como se as suas ressonâncias magnéticas e os seus aparelhos tivessem a capacidade de captar e reduzir a uma “chapa” a complexidade do ser humano, do universo e de para aí além.

Mas a verdade é que a Fé não consegue deixar de fascinar os investigadores, ou não movessem montanhas. Agora foi a revista Newscientist a publicar um estudo, citado pela Lusa, em que cientistas dinamarqueses concluíram que a oração activa uma área do cérebro onde se processa o conhecimento social, ou seja, que rezar é como falar com um amigo.

O cérebro de 20 católicos praticantes foi “fotografado” no decorrer de três tarefas: enquanto recitavam o Pai Nosso, enquanto recitavam um poema, e uma terceira em que improvisavam orações pessoais, antes de fazerem pedidos ao Pai Natal.

Curiosamente, o Pai Nosso e o poema activaram a mesma área cerebral, mais propriamente a que está ligada à emuneração e repetição. Contudo, a oração improvisada pôs em funcionamento os circuitos utilizados quando se comunica com outra pessoa, e que nos concedem a capacidade de lhes imputar motivações e intenções.

Mas a complexidade não se fica por aqui: é que a reacção foi também diferente quando rezavam e quando se dirigiam ao Pai Natal: quando Deus era o interlocutor iluminavam o córtex pré-frontal (o que se acende quando comunicamos com pessoas reais), que se mantinha apagado no caso do Pai Natal, revelando assim considerá-lo uma figura fictícia, equiparada a um objecto ou a um jogo de computador.

A explicação é que «o cérebro não activa essas áreas por não esperar reciprocidade, nem considerar necessário pensar nas intenções do computador».

Assumindo uma postura cautelosa, o estudo termina concluindo que o que fica provado é, apenas, que quando os crentes rezam acreditam não só estar a falar com Deus, como que este os escuta. Já não é mau.

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Ateu Dawkins não quer moralidade baseada na evolução

O Professor Richard Dawkins admitiu numa entrevista de rádio:

‘… any kind of politics that is based on Darwinism for me would be bad politics, it would be immoral. Putting it another way, I’m a passionate Darwinian when it comes to science, when it comes to explaining the world, but I’m a passionate anti-Darwinian when it comes to morality and politics.’

Isto é o que se chama “não dormir na cama que se fêz“.

Existem altos custos para a aceitação da teoria da evolução na sociedade, e Dawkins sabe disso. Como tal, Dawkins quer limitar a teoria apenas e só para a ciência.

O problema claro está é que isso é quase impossível. Quem acredita que o mundo é o resultado de design vindo de Um Deus Bom, vai condicionar o seu comportamento de acordo a isso. No entanto, quem acredita que o ser humano é apenas mais um animal no grande esquema da vida vai-se comportar de forma totalmente diferente.

Ideias têm consequências e a teoria da evolução tem consequências sociais devastadoras.

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Esqueçam tudo o que aprenderam

No seu mais recent post, o Sabino disse o seguinte:

“obrigar os evolucionistas a repensarem tudo o que sabiam a respeito da origem das penas”

Outra vez? Epá, nem vale a pena fazer livros sobre a evolução porque de mês a mês novos dados vêm “mudar tudo o que se sabia“. A teoria da evolução verdadeiramente pertence a uma categoria de “ciência” só sua.

Sinceramente, e honestamente, eu não conheço nenhum ramo da ciência onde cada vêz que se faz um novo achado tenha que se mudar tudo o que se sabia anteriormente. Com outras áreas científicas, os novos dados refinam a teoria (ou refutam a teoria). A teoria da evolução refaz-se por completo cada vez que se acha um novo fóssil, ou se observa um novo facto.

Hoje o Piltdown Man é “evidência”, mas amanhã esses ossos estão a alimentar o Bóbi. Hoje o apêndice é vestigial e dispensável (corta e deita fora!). Amanhã já é vital e muito importante.

Impressionante.

Deve ser algo especial em relação à teoria da evolução.

Vejam também este artigo onde a mentalidade do “esquece tudo o que aprendeste sobre a evolução” está bem manifesta.

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