Estudo indica que Oceanos podem estar escondidos sob a crosta da Terra

Um estudo que mediu a electrocondutividade no interior do planeta indica que talvez haja imensos oceanos sob a superfície da Terra.

A água rica em sais minerais ionizados é um condutor extremamente eficiente de electricidade.

Por isso, cientistas da Oregon State University, nos Estados Unidos, acreditam que altos níveis de condutividade eléctrica em partes do manto terrestre – região espessa situada entre a crosta terrestre e o núcleo – poderiam ser um indício da presença de água.

Os pesquisadores criaram o primeiro mapa global tridimensional de condutividade eléctrica do manto. Os resultados do estudo foram publicados nesta semana na revista científica Nature.

As áreas de alta condutividade coincidem com zonas de subducção, regiões onde as placas tectónicas – blocos rígidos que compõem a superfície da Terra – entram em contacto e uma, geralmente a mais densa, afunda sob a outra em direção ao manto.

Geólogos acreditam que as zonas de subducção sejam mais frias do que outras áreas do manto e, portanto, deveriam apresentar menor condutividade.

“Nosso estudo claramente mostra uma associação próxima entre zonas de subducção e alta condutividade. A explicação mais simples seria (a presença de) água”, disse o geólogo Adam Schultz, coautor do estudo.

Mistério geológico

Agua_TerraApesar dos avanços tecnológicos, especialistas não sabem ao certo quanta água existe sob o fundo do mar e quanto dessa água chega ao manto.

“Na verdade, não sabemos realmente quanta água existe na Terra”, disse um outro especialista envolvido no estudo, o oceanógrafo Gary Egbert. “Existem alguns indícios de que haveria muitas vezes mais água sob o fundo do mar do que em todos os oceanos do mundo combinados.”

Segundo o pesquisador, o novo estudo pode ajudar a esclarecer essas questões.

A presença de água no interior da Terra teria muitas possíveis implicações.

A água interage com minerais de formas diferentes em profundidades diferentes. Pequenas quantidades de água podem mudar as propriedades físicas das rochas, alterar a viscosidade de materiais presentes no manto, auxiliar na formação de colunas de rocha quente e, finalmente, afectar o que acontece na superfície do planeta.

E se a condutividade revelada pelo estudo for mesmo resultado da presença de água, o próximo passo seria explicar como ela chegou lá.

Se a água não estiver sendo empurrada para baixo pelas placas, seria ela primordial? (Estaria) lá embaixo há bilhões de anos?” [sic], pergunta Schultz.

E se foi levada para baixo à medida que as placas lentamente afundam, seria isso um indício de que o planeta já foi muito mais cheio de água em tempos longínquos? Essas são questões fascinantes para as quais ainda não temos respostas“.

Os cientistas esperam, no futuro, poder dizer quanta água estaria presente no manto, presa entre as rochas.

Este estudo teve o apoio da Nasa, a agência espacial americana.

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A maior parte do nosso planeta é composto por água, e há grandes chances de haver ainda mais água no nosso subsolo. No entanto, apesar desta abundância de água, os cientificamente ignorantes alegam que um Dilúvio global é impossível porque não há água suficiente.

No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezassete dias do mês, naquele mesmo dia, se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram
Génesis 7:11

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De que forma é que o instinto das formigas refuta a teoria da evolução?

No seu livro “A Origem das Espécies por Meio da Selecção Natural ou a Preservação de Raças Favorecidas na Luta pela Vida”, Charles Darwin explicou de forma assertiva:

Iremos, provavelmente, entender melhor a forma como os instintos no seu estado natural se foram modificando através da selecção considerando … o instinto esclavagista de algumas formigas.

Colonia_FormigaTal como algumas as abelhas, as formigas instintivamente são insectos construtores de colónias sociais. Sem um plano ou sem um líder, o enxame de formigas pode mover partículas de terra como forma de criar estruturas enormes contendo uma rede integrada de túneis com ventilação circulante. De modo crescente, os cientistas que estudam a organização que existe na natureza estão a focar a sua atenção na forma como estes insectos com cérebros reduzidos podem ter evoluído os instintos que lhes possibilitam construir de modo cooperativo estruturas tão impressionantes.

No artigo “The Remarkable Self-Organization of Ants,” Emily Singer, (escritor científico sénior para a “Quanta Magazine”), explica:

Os cientistas já estudam o comportamento social das formigas e de outros insectos há décadas, buscando pistas químicas e outros sinais que os insectos usam para
coordenar o comportamento.

Das mais de 20,000 espécies de formigas conhecidas, e embora algumas formem colónias que variam de tamanho entre algumas dúzias, outras espécies formam colónias altamente organizadas, compostas por milhões de formigas – uma megalopolis virtual sem qualquer ligação transicional evolutiva conhecida.

Quando elas se encontram em actividade de forrageamento [busca e pilhagem de alimentos], as formigas podem correr a uma velocidade que nos seres humanos equivale 96,50 quilómetros por hora, formando três vias de tráfego. Os “engarrafamentos” são evitados através do uso da via central para as formigas que estão de regresso, enquanto que as duas vias exteriores são usadas pelas formigas que caminham na direcção contrária.

Tal como documentado num vídeo da Science Channel sobre as formigas, parece que isto [a colónia de formigas] foi feita por um arquitecto – uma única mente. Design intencional, e não o acaso, geram o pânico dentro da indústria evolucionária. O narrador do vídeo continua dizendo:

Esta colossal e complexa cidade foi criada pela vontade colectiva da colónia de formigas – o super organismo.

Nesta colónia de formigas que cobre mais de 163 quilómetros quadrados, e mergulhando mais ou menos 8 metros para dentro da Terra, estima-se que “na sua construção a colónia tenha movimentado 40 toneladas de solo … com milhões de carregamentos de solo por parte das formiga a serem trazidos para a superfície.”

O narrador continua explicando que, “Cada carregamento pesava quatro vezes mais que a formiga operária, e em termos humanos, foi carregado através de mais ou menos 805 metros de distância. Isto equivale a construir a Grande Muralha da China e realmente é uma maravilha do mundo.”

Com cada colónia a revelar o génio organizacional da formiga, os cientistas estão concentrados no propósito de descobrir as regras químicas que organizam os instintos das formigas como forma de começar a entender o desenvolvimento dos processos instintivos evolutivos. Tal como explica Singer:

 De forma mais abrangente, identificar as regras que as formigas obedecem pode ajudar os cientistas a entender a forma como os sistemas biologicamente complexos emergem – por exemplo, como grupos de células originam os órgãos.

O comportamento instintivo das formigas é uma maravilha organizacional. Numa entrevista com Singer, Simon Garnier, biólogo no “New Jersey Institute of Technology”, coloca ênfase no desconcertante tópico:

É um tópico interessante descobrir a forma como indivíduos que são individualmente e cognitivamente menos capazes que nós, podem, colectivamente, atingir resultados que são por vezes melhores do que aqueles que nós podemos atingir com os nossos grandes cérebros.

Depois de estudar a construção de colónias durante os últimos 20 anos, a equipa de biologia comportamental liderada por Guy Theraulaz (Research Center on Animal Cognition – Toulouse, França) descobriu que, de modo geral, as formigas seguem três linhas orientadoras gerais:

1. Os grãos são apanhados a uma taxa constante (aproximadamente dois grãos por minuto)
2. Os grãos são colocados perto de outros grãos formando um amontoado
3. As formigas tendem a escolher os grãos que foram previamente manuseados por outras formigas.

Colonia_Formiga_EstruturaImitando estas directrizes do comportamento das formigas, a equipa de cientistas liderada por Theraulaz desenvolveu um modelo computacional do comportamento das formigas. Usando este modelo, reportou Singer, eles “criaram amontoados que se pareciam com aqueles criados pelas suas parceiras biológicas”. Embora um relatório preliminar tenha sido apresentado na “Advances in Artificial Life Conference” de 2011, o relatório final ainda não foi aceite para publicação – sem dúvida, por boas razões.

A frase que de modo contínuo permanece um pesadelo para os evolucionistas encontra-se encapsulada na despretensiosa declaração de Singer:

Ainda está em falta uma abordagem evolutiva.

Um mecanismo para o desenvolvimento evolutivo do comportamento instintivo das formigas permanece ainda um enigma científico. Infelizmente, Chris Adami, físico e biólogo comportamental na “Michigan State University”, explicou a Singer que, “Se formos capazes de entender a forma como as regras emergem a partir de outras regras, e a forma como elas podem mudar com o meio ambiente, isso seria extraordinariamente frutífero.”

Infelizmente para a indústria evolutiva, a busca pelas “regras” permanece especulativamente para além da esfera científica.

Também Darwin ficou igualmente frustrado com a formiga visto que “as castas [de formigas]… unidas por variedades cuidadosamente graduais” nunca foram identificadas por Darwin durante a sua vida. Começando em 1859, a cientificamente avançada indústria evolutiva ainda não desenterrou os elos de transição da formiga – e nem identificou o desenvolvimento evolutivo do comportamento instintivo das formigas.

Evidências recolhidas junto do insecto mais comum na Terra – a formiga – eventualmente forçaram Darwin a reconhecer que a formiga era “de longe a mais séria dificuldade especial que a minha teoria alguma vez encontrou.” A formiga era um desafio para Darwin, e ele questionou:

Pode muito bem ser perguntado: como é possível reconciliar este caso [formigas} com a teoria da selecção natural?

O engenhoso comportamento instintivo colonial das formigas, que constrói maravilhas da arquitectura, continua a aterrorizar a indústria evolutiva. Isto correctamente leva-nos a concluir que, embora no passado a teoria da evolução tenha sido uma teoria em crise, ela hoje é uma crise sem teoria; a evolução biológica existe apenas como uma teoria filosófica e não como um facto científico.

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De que forma é que o naturalismo impede o avanço da ciência?

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Ciencia_MicroPor vezes acontece as pessoas que acreditam em Deus serem acusadas de limitar a ciência, afirmando de maneira preguiçosa que Deus é a Explicação para um dado fenómeno, e como tal, não precisamos de mais nenhuma explicação. Embora alguns Cristãos possam ser culpados de tal pensamento, muitos Cristãos apercebem-se que a ciência é maneira através da qual nós podemos saber como foi que Deus criou o universo.

Dizer que a existência e o entendimento da ciência invalida a casualidade Divina, é como dizer que como entendemos de engenharia, não precisamos de Henry Ford. Ironicamente, os naturalistas metafísicos (aqueles que escolhem acreditar que o mundo físico é tudo o que existe, existiu e alguma vez vai existir) não se apercebem que a sua própria crítica pode ser usada contra eles. Julgo ser possível listar pelo menos 6 razões que nos fazem ver que a metafísica naturalista limita a ciência.

1. O naturalismo metafísico leva-nos a cometer a falácia do naturalismo-das-lacunas.

Existe um erro infrequente cometido pelos teístas conhecido como o Deus-das-lacunas. Este erro consiste em dizer que, como não se consegue explicar algum fenómeno, então Deus está por trás dele. Mas à medida que a ciência vai avançado e recolhendo mais dados, essas “lacunas” ou “falhas” vão sendo progressivamente fechadas com o nosso conhecimento; Deus vai, digamos assim, sendo “Afastado” pelas evidências.

O problema é que quando alguém afirma que o mundo natural é tudo o que existe, inevitavelmente ele faz o mesmo erro que ele mesmo acusa os teístas de fazer. O naturalista dirá que embora ele não consiga explicar um dado fenómeno, certamente que no futuro próximo uma explicação “natural” será encontrada, o que invalidará a
necessidade de se invocar o sobrenatural.

O naturalista irá alegremente aceitar uma explicação “científica” desde que ela não esteja fora do âmbito do naturalismo, mesmo que essa explicação tenha falhas e seja claramente refutada pelas evidências empíricas [por exemplo, a teoria da evolução]. Pode-se dizer assim que ele preencheu a lacuna do seu conhecimento com o naturalismo metafísico, levando-o a cometer a falácia do naturalismo-das-lacunas.

2. O naturalismo metafísico carece de alcance explicativo.

Como dito na introdução deste texto, imaginemos que alguém diz que como entende da operacionalidade da termodinâmica e da engenharia, ele não precisa de Henry Ford. O seu raciocínio tem falhas ao assumir que a descoberta dum mecanismo operacional invalida a necessidade dum agente por trás desse mecanismo. E é precisamente isto que os ateus e os evolucionistas fazem visto que se algum fenómeno natural logicamente precisa dum agente causador sobrenatural, eles ignoram e/ou rejeitam as evidências que podem servir de apoio a essa tese. Um artigo de fé do naturalismo metafísico é precisamente limitar a área de pesquisa quando se apura a casualidade, o que, obviamente, limita a ciência.

3. O naturalismo metafísico fecha as mentes.

Se uma pessoa começa assumindo a conclusão de que o mundo natural é tudo o que existe, ele irá interpretar tudo à luz desta conclusão. Isto tornar-se-á a sua pressuposição e desde logo, a sua mente estará fechada às evidências que lhe forem apresentadas. Talvez o exemplo mais conhecido desta forma de pensar seja David Hume, que sugeriu que se alguém presenciar um milagre, não acredite nele. Isto é o exemplo clássico duma mente fechada visto que ele literalmente propõe que se negue a veracidade do que se pode claramente observar com os seus olhos. Esta é a posição que o naturalismo metafísico exige que os seus aderentes tomem.

Pode-se dizer, portanto, e em contraste a isto, que o Cristão está aberto à ciência natural como também também à uma casualidade que transcende o mundo natural, enquanto que a crença cardinal do naturalista não permite que ele siga as evidências até onde quer que elas o levem.

4. O naturalismo metafísico não tem justificação.

Sempre que alguém sugere que o mundo natural é tudo o que existe, existiu e alguma vez vai existir, ele está a fazer uma afirmação positiva em favor da qual teremos que ter algum tipo de evidência. Como ressalvou o ateu Christopher Hitchens, aquilo que pode ser afirmado sem qualquer evidência em seu favor, pode ser rejeitado sem qualquer evidência contra.

Portanto, se alguém afirma que o mundo natural é tudo o que existe, ele tem que fornecer algum tipo de evidência em favor desta posição. O problema é que não existem evidências em favor do naturalismo metafísico, e desde logo, qualquer cientista que opere dentro do âmbito do naturalismo está a operar dentro de limitações ideológicas que não têm evidências em seu favor.

Quando temos como pressuposição um ponto de partida falso, obviamente que obteremos conclusões falsas e este é o erro que o naturalismo metafísico causa a que os cientistas façam.

5. O naturalismo metafísico não explica a inteligibilidade racional do universo.

Universo_EvidenciasO próprio facto de alguém poder fazer ciência assume que o universo é inteligível e aquilo que pode ser compreendido tem que ter um significado. (Uma coisa em sentido não pode ser compreendida.) A própria pressuposição de que o universo poderia ser racionalmente intendido veio da crença em Deus; os homens esperaram que a natureza tivesse leis porque eles acreditaram no Legislador Supremo.

Mas se Deus não existe, a inteligibilidade racional do universo dentro do naturalismo metafísico não se justifica. É bem provável que a nossa percepção de inteligibilidade seja consequência do desejo humano de buscar padrões onde não há nenhum. Logo, o naturalismo metafísico destrói a ciência ao atacar o fundamento do empreendimento científico: a inteligibilidade racional do universo.

6. O naturalismo metafísico não explica a correspondência entre a inteligência humana e o mundo natural.

Tal como o físico Lawrence Krauss ressalvou em mais do que uma ocasião, o cérebro humano não evoluiu para fazer ciência, nem para entender da mecânica quântica. Segundo o naturalismo metafísico, o cérebro humano evoluiu apenas com o propósito de sobreviver e de propagar o ADN. Dito de outra forma, e usando as palavras de Richard Dawkins, esse é o propósito único da nossa existência.

Mas se isto é assim, então porque é que alguém esperaria que o cérebro humano fosse capaz de alcançar a verdade? Se o naturalismo metafísico está certo, o cérebro humano foi afinado para sobreviver e não para saber a verdade. (Esse é o propósito do livro “Evolutionary Argument Against Naturalism” escrito por aquele que é provavelmente o maior filósofo da actualidade, Alvin Plantinga.)

MenteFoi por isso que Darwin disse, “Comigo, a terrível dúvida sempre surge, nomeadamente, se as convicções da mente humana, que se desenvolveram a partir da mente de animais inferiores, têm algum valor ou se são fiáveis. Será que alguém confiaria nas convicções da mente dum macaco, se é que existem convicções em tal mente?”

Tal como um blogueiro disse, é bem possível que estejamos perdidos num mar de loucura, pensando que estabelecemos verdades quando ouvimos outros loucos a recitá-las. O naturalismo metafísico parece minar a mais importante crença do empreendimento científico: a capacidade humana de levar a cabo trabalho científico.

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Os 5 erros de Richard Dawkins

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DawkinsAlguns ateus menos informados olham Clinton Richard Dawkins como um pensador sofisticado e um excelente apologista do ateísmo. De facto, muitos ateus dirão que foi o trabalho de Dawkins que os persuadiu a passar de “desviados” para assumidamente ateus (que é normalmente o que acontece quando as pessoas buscam uma visão do mundo que lhes faça mais feliz). Apesar da grande estima que o militante ateu comum tem por ele, os académicos tendem a olhar para ele como uma figura humorística, agitador de punho contra fadas madrinhas. É por isso que o filósofo Alvin Plantinga diz:

As incursões de Dawkins pela filosofia estão, na melhor das hipóteses, ao nível de estudantes universitários do 2º ano. Mas isso seria injusto para estes estudantes.

Eu sou de opinião de que existem pelo menos 5 erros que Dawkins faz.

1. “Se tu tivesses nascido na Índia….”

Se tu tivesses nascido em Israel muito provavelmente serias judeu; se tivesses nascido na Arábia Saudita provavelmente serias muçulmano; se tivesses nascido na Índia provavelmente serias hindu. Dawkins admitiu que quando ele era uma criança, foi afligido pela dúvida na sua fé devido ao facto das pessoas de outros países acreditarem duma forma tão forte como ele acreditava, mas acreditarem em coisas distintas. Hoje em dia ele tenta apresentar este argumento contra a crença religiosa dizendo:

Se tivesses nascido na Índia tu provavelmente estarias a adorar Vishnu.

Esta frase parece ser algo do tipo, “Se tu tivesses nascido na China, muito provavelmente serias comunista”, ou “se tivesses nascido na União Soviética, serias um ateu”. E depois? A forma como as pessoas passaram a ter uma crença não nos diz nada sobre a veracidade dessa mesma crença. Eu posso aprender que a Terra é redonda num livro para crianças, mas esse livro pode não ser uma forma óptima para se obter conhecimento científico. Mas mesmo assim, a minha crença de que a Terra é redonda é válida. Com este argumento, Dawkins dá um exemplo clássico da Falácia Genética; ele tenta demonstrar a origem duma crença, e com isso “prova” que essa crença é falsa.

2. A sua crítica ao Argumento Ontológico.

O argumento ontológico começa na possibilidade de Deus existir, avança para a existência de Deus numa mundo possível, e finalmente, para a existência de Deus no mundo real (tal como expliquei neste artigo .

Dawkins afirmou que certa vez ele esteve presente numa convenção cheia de teólogos e filósofos, e, à frente deles, tentou refutar o argumento ontológico falando dum maximamente grande porco voador. Tal como o Dr William Lane Craig ressalvou, isto é embaraçoso. Pergunto-me que imagem Dawkins passou de si próprio nesta conferência
de teólogos e filófosos. Dawkins escreve:

Eles recorreram à lógica modal para refutar o que eu estava a dizer.

Para mim, isto é o mesmo que dizer, “Eles refutaram o que eu estava a dizer” visto que o argumento ontológico é um exemplo de lógica modal. Ficamos logo com a ideia de que Dawkins não faz ideia nenhuma do que se está a falar.

3. A sua crítica ao Argumento Cosmológico de Kalam.

O Argumento Cosmológico de Kalam declara que tudo o que tem início tem uma causa; o universo teve início, logo conclui-se que o universo tem uma Causa. A partir deste ponto fala-se do que significa ser a Causa do universo; expliquei esse argumento aqui.

Dawkins respondeu a este argumento afirmando que, mesmo que se aceite que o universo tem uma Causa, isso nada faz para mostrar que o Deus da Bíblia existe. Esta resposta de Dawkins é irrelevante porque não era esse o propósito do argumento; o propósito do argumento era o de mostrar que a Causa do universo era Eterna, Imaterial, Ilimitada e Sobrenatural. O argumento nunca tentou provar que o Deus da Bíblia era o Criador, logo, Dawkins não entendeu nada do argumento.

4. As suas opiniões sobre a complexidade.

Dawkins pensa que Deus é Uma Entidade enormemente Complexa, e como tal, não seria um avanço no conhecimento. Segundo Dawkins, não podemos invocar Deus como explicação porque Deus é ainda mais Complexo que aquilo cuja origem Ele é a explicação. Isto faz parte do argumento central do livro “The God Delusion”.

Obviamente que a simplicidade é um dos princípios através dos quais nós medimos uma hipótese científica, e como tal, nesse ponto ele tem razão. No entanto, a simplicidade não é o único princípio, e nem é o mais importante. Uma explicação pode ser mais complexa que uma explicação rival mas ser aceite porque tem um poder e um alcance explicativo maior. Para além disso, se alguém se preocupa com a simplicidade, então Deis ajusta-Se a esse critério; Ele é Uma Mente sem um corpo; as Suas
ideias podem ser muito complexas mas a Mente em si não é*.

5. Que criou o Criador?

Dawkins pensa que não se pode usar Deus como explicação porque com isso, outro problema é gerado – nomeadamente, quem criou Deus?Esta pergunta tem sido defendida por muitos ateus, chegando até a chamá-la de “a pergunta que nenhum teísta pode responder.” Também Dawkins mantém uma atitude auto-congratulatória, frequentemente dizendo às pessoas que “este é um argumento sério, que nenhum teólogo foi até hoje capaz de dar uma resposta convincente.”

O problema com o argumento de Dawkins é que, de modo a que possamos reconhecer que uma explicação é a melhor, nós não temos que ser capazes de explicar a explicação. De modo a que se possa dizer que A causou B, não é preciso demonstrar a origem de A. Os cientistas [erradamente - ed] sugerem que a Matéria Escura é a explicação para um certo fenómeno, apesar destes mesmos cientistas não saberem a origem desta Matéria Escura.

De modo a que possamos ver que uma explicação é a melhor, não é preciso explicar a explicação. Este é um ponto básico dentro da filosofia da ciência.

* * * * * * *

* Neste ponto, discordo do autor do texto porque a Bíblia claramente diz em 1 Cor 2:16:

Porque, quem conheceu a Mente do Senhor, para que possa instruí-Lo?

E ainda em Romanos 11::

33. Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os Seus juízos, e quão inexcrutáveis os Seus caminhos!
34. Porque, quem compreendeu o intento do Senhor? ou quem foi eu conselheiro?
35. Ou quem Lhe deu primeiro a Ele, para que lhe seja recompensado?
36. Porque DEle, e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele, eternamente. Ámen.

Para além disso, uma coisa que se pode extrair do texto é a absoluta fragilidade intelectual, filosófica e teológica de Dawkins. Mas mesmo com estas enormes falhas, Dawkins ainda é visto pela grande maioria dos militantes ateus como fonte segura para assuntos que vão desde o céu e o inferno, passando pela Ressurreição, criação, Dilúvio de Noé e practicamente todos os incidentes Bíblicos. A injustificada devoção que a maioria dos militantes ateus têm por Dawkins diz muito do seu baixo grau de exigências e da sua credulidade infantil.

Selo Dawkins

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Camarão com “500 milhões de anos” tem coração mais complexo que os actuais

Antes de mais, vamos ler a história da descoberta científica tal como reportada pela Bioscience Technology. É preciso levar em conta que as idades apresentadas no artigo, bem como as referências à teoria da evolução, são coisas imaginados pelos evolucionistas – e não algo que se tenha observado, testado, duplicado ou analisado.

Trecho:

CamaraoHá 520 milhões de anos atrás o primeiro coração de animal de que se tem conhecimento foi formado. Era o coração de camarão, e que coração ele era. Segundo o que os pesquisadores reportaram na mais recente “Nature Communications”, foi apurado que esse coração, bem como o seu sistema vascular, eram mais complexos que os corações dos camarões modernos. Aparentemente, o seu sistema cardiovascular foi o primeiro exemplo modelo evolutivo para os sistemas cardiovasculares modernos. Desde então, significantes simplificações ocorreram.

Esta descoberta chega numa altura que em outra descoberta também importante foi feita pelo mesmo grupo – nomeadamente, a descoberta dum sistema nervoso espantosamente intacto proveniente da mesma raça de camarões: Fuxianhuia protensa. Diego Garcia-Bellido, da Universidade de Adelaide, que co-descobriu o primeiro dos artrópodes dos quais se vai falar de seguida enquanto estava na Universidade de Cambridge, disse que, “Este é apenas o segundo caso da descrição dum sistema cardiovascular proveniente dum artrópode Cambriano, sendo o primeiro aquele proveniente do Marrella de uma polegada que se encontrava no ‘Burgess Shale’”.

Garcia-Bellido não esteve envolvido neste novo estudo. “Este novo achado dum distema cardiovascular num animal maior (Fuxianhuia é entre duas a três vezes maior, e desde logo, tem mais detalhe), juntamente com um sistema nervoso fantasticamente preservado e bem complexo – desconhecido no Marrella – juntamente com o intestinto, muito provavelmente fazem dele a forma de vida artrópode com a anatomia interna mais completa do registo fóssil.”

Segundo Garcia-Bellido, a principal conclusão que se pode extrair de tudo isto é: “O nível de complexidade de Fuxianhuia era extremamente elevado, levando em conta que estamos a estudar os mais antigos animais da Terra.”

Se vocês são como eu, certamente que ficam cépticos da alegação de que tecido macio pode ser preservado no registo fóssil. Pensem assim: se por acaso um globo ocular for deixado à mercê das forças da natureza, é mais provável que ele fossilize ou que ele se decomponha e “desapareça”? Para que o tecido macio dum animal fique preservado como fóssil é preciso que ele seja rapidamente enterrado antes dele entrar em decomposição.

O paleontólogo acrescentou por email: “Como todos sabemos, a maior parte do tecido macio dos animais tem tendência a entrar em decomposição mal o animal morre; é precisamente por isso que normalmente o que é fossilizado é a parte mais “dura” dos animais (ossos, conchas, dentes, etc). No entanto, em algumas condições excepcionais o tecido macio e órgãos do sistema anatómico podem também sr preservados no registo fóssil”.

É preciso não esquecer que, segundo a mitológica datação evolutiva, foi há 520 milhões de anos atrás que a vida biológica unicelular supostamente evoluiu para tipos de órgãos complexos em apenas “alguns milhões de anos”. Isto são notícias devastadoras para o naturalismo neo-darwiniano.

Cambriano

Se por acaso és um naturalista, então precisas que o registo fóssil passe do mais simples para o mais complexo. O problema é que na imagem de cima, a evolução do mais simples para o mais complexo é pura especulação, e esta especulação não é o resultado de falta de tentativas para se confirmar o padrão ansiado pelos evolucionistas.

Este é o tipo de informação que todas as igrejas deste país deveriam discutir, visto que este é o tipo de dado que todos os Cristãos deveriam conhecer como forma de revelar a pressuposição naturalista, que é letal para o pensamento racional. Seria bom se nós Cristãos nos focássemos mais na verdade do que em cantar e falar de sentimentos nas igrejas, e não tivéssemos receio dos métodos de datação tradicionais.

É bem provável que se nos Cristãos agíssemos dessa forma, seríamos mais bem sucedidos na guerra cultural.

Modificado a partir do original

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O armazém das evidências

Armazem

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Beemonte

Behemoth_2

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