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O Ateísmo das lacunas

O evolucionista João continua a confundir “ciência” com “naturalismo”, esperando que não seja possível ver onde ele falha nesse ponto. Para os evolucionistas ateus, todos os fenómenos que alguma vez ocorreram (e vão ocorrer) têm que ter uma explicação naturalista, independentemente das evidências.

Se por acaso um cientista informa um ateu de que as evidências mitigam contra uma origem naturalista da vida, o ateu ataca o cientista e não as evidências. Para o ateu evolucionista, não interessa o que evidências mostram, mas sim como é que elas podem ser usadas/deturpadas para suportar o naturalismo.

A necessidade do ateu em operar assim é óbvia: usar aquilo que é a maior autoridade cultural do mundo ocidental (a ciência) como forma de suportar a sua fé. Isto é feito de muitas formas, como se pode ver no link acima mencionado.

Há algumas coisas que são dignas de serem comentadas:

O naturalismo metódico é aquilo que os criacionistas e defensores do ID (que é realmente criacionismo com outra roupagem), querem eliminar da ciência.

Convém ressalvar que o naturalismo metódico (NM) é a aplicação prática do naturalismo filosófico (NF). Enquanto que o NF afirma que só causas “naturais” existem, o NM opera assumindo que só causas “naturais” existem. Em termos práticos, não há distinção entre uma e a outra.

O problema claro está é que nem o NM nem o NF são científicos. São apenas crenças arbitrárias que são impostas à ciência. Se vamos postular crenças arbitrárias a ciência, então o cristão pode muito bem dizer: “Só aquilo que está de acordo com a Bíblia vai ser considerado científico. Se algo contradiz a Palavra de Deus, então não é ciência

A abordagem naturalista, que é sumariamente, procurar causas naturais para os fenómenos naturais, exclui necessariamente a intervenção sobrenatural.

O interessante seria saber o que é um “fenómeno natural” e o que é uma “causa natural”. Levitar é um fenómeno natural ou sobrenatural? Se fossem oferecidas evidências (fotos, videos) de pessoas a levitar, será que isso faria da levitação um “fenómeno natural”? Se o que distingue o “natural” do “sobrenatural” é só se eles ocorrem ou não, então a ciência pode estudar o “sobrenatural”.

Não podemos mais atribuir os trovões a um Deus, a chuva a outro, etc. Nem tudo ao mesmo. A não ser que possamos trazer evidências ou provas que mostrem isso.

Do mesmo modo, não podemos atribuir a origem da vida a fenómenos nunca observados, mecanismos nunca testados, e causas nunca mostradas. No entanto, é isso que os ateus fazem constantemente. A origem da vida mostra claramente como o naturalismo falha logo no princípio. Até hoje os ateus ainda não documentaram força “natural” alguma capaz de gerar seres reprodutores a partir da matéria morta.

Décadas de financiamento público, e os ateus não tem nada para oferecer. Eles apenas concordam que Deus não é a Causa da Vida. Para além disso, já não há concordância entre eles.

Ao longo de séculos, [o naturalismo] foi a única abordagem que criou conhecimento tão consistente, tão completo e em tão pouco tempo.

Se levarmos em conta que grande parte dos cientistas fundadores da ciência moderna eram cristãos (e não ateus), e se nos lembra-mo-nos que o naturalismo exclui à partida qualquer intervenção Divina, a frase do João torna-se claramente falsa.

Como é que os cientistas fundadores da ciência moderna (Galileo, Pascal, Lineus, Mendel, Faraday, Maxwell, Copérnico) foram capazes de produzir excelentes resultados científicos sem assumirem que o naturalismo é verdadeiro?

O problema é que o João assume que ao estar-se a procurar os mecanismos presentemente em operação é o mesmo que assumir-se que só essas forças existem no universo. O João conclui que “naturalismo” é o mesmo que “estudar as forças da natureza”. Isto é totalmente falso.

Galileo estudou os planetas de forma científica, mas não teve dúvidas em afirmar que o sistema que ele estudava era um efeito do Poder Criativo de Deus. Igualmente para Newton. Com isto se pode ver que o naturalismo é uma filosofia irrelevante para o avanço da ciência. Os ateus gostam de associar o sucesso da ciência ao naturalismo, no entanto o sucesso da ciência deve-se, sim, às observações, aos testes, à experimentação e à colecção de evidências, nenhuma das quais depende do naturalismo.

Porque ao procurar uma explicação natural para as coisas, começámos a encontrá-las.

Excepto no que toca à origem da vida, pelos vistos.

De facto, encontrámos explicação para tanta coisa, que o espaço deixado para intervenção sobrenatural, ficou muito reduzido. Ficou reduzido a pequenas lacunas do conhecimento cientifico.

Mas o facto de encontrarmos explicação para o funcionamento de um dado fenómeno não invalida que o mesmo tem uma Causa Inteligente. Nós podemos explicar o funcionamento dum carro mas isso não quer dizer que o mesmo não seja o resultado de design inteligente. Semelhantemente, nós podemos explicar (até certo ponto) o funcionamento da metamorfose da borboleta monarca, mas isso não invalida que o aparato tenha sido criado por Deus.

De notar que isto não é o mesmo que dizer que a ciência rejeita “à priori” que existam Deuses , fantasmas ou duendes, por exemplo.

A ciência não rejeita à priori a existência de Deus, mas o naturalismo sim.

Apenas que se eles existem, então vamos ter que encontrar observações que só possam ser explicadas pela sua existência.

Curioso que o João peça “observações” do sobrenatural, mas no que toca a coisas que ele acredita (a vida a criar-se a si mesma, dinossauros a evoluírem para pássaros, animais terrestres a evoluírem para baleias) o João já não pede observações, mas aceita aquilo que ele chama de “evidências”. Para o naturalismo aceitar a existência de Deus, nós temos que observar Deus, mas para aceitar a evolução de um dinossauro para um pássaro, já não é preciso observar tal evento místico.


Textos como os do João mostram que os requerimentos “científicos” do João são totalmente arbitrários e emotivos. Ciência é aquilo que o João diz que é, e mais nada.Podem ver o post integral do João aqui, mas o mesmo pode ser resumido com a seguinte frase:

Ciência é aquilo que suporta o ateísmo.

Romanos 1:22 – Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos,

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Eurodeputado pede a Saramago que deixe de ser português

O comunista ateu José Saramago voltou a fazer das suas. Desta vez, para não variar, lançou uma colecção de ataques ao Deus que ele julga não existir.

Não deixa de ser curioso o facto do José Saramago denunciar a Bíblia como um “manual de maus costumes”, mas ao mesmo tempo subscrever a uma ideologia (ateísmo) que causou mais mortes em genocídio no espaço de 50/100 anos do que 2000 anos de cristianismo.

Enfim.

Desta vez um eurodeputado criticou o comportamento do José Saramago.

O eurodeputado do PSD, Mário David exortou José Saramago a renunciar à cidadania portuguesa, esta terça-feira, por se sentir «envergonhado» com as recentes declarações do Nobel da Literatura.Mário David, vice-presidente do Partido Popular Europeu (PPE), escreveu esta terça-feira na sua página pessoal na Internet «Saramago: Já chega».

No texto lembra que o escritor, «há uns anos, fez a ameaça de renunciar à cidadania portuguesa. Na altura, pensei quão ignóbil era esta atitude. Hoje, peço-lhe que a concretize… E depressa! Tenho vergonha de o ter como compatriota! Ou julga que, a coberto da liberdade de expressão, se lhe aceitam todas as imbecilidades e impropérios?».

«Se a outorga do Prémio Nobel o deslumbrou, não lhe confere a autoridade para vilipendiar povos e confissões religiosas, valores que certamente desconhece mas que definem as pessoas de bom carácter», conclui o eurodeputado em dois parágrafos curtos.

«Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade»

No sábado, José Saramago lançou o novo livro, «Caim», e considerou a Bíblia «um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana».

Saramago deve «informar-se melhor»

Contactado pela agência Lusa, o eurodeputado disse que as afirmações «são pessoais e não representam o partido» porque foi eleito. Acrescentando que «não está interessado em entrar em polémica». Questionado se já leu «Caim», respondeu: «Não li, nem vou ler, ou é obrigatório?», ironizou.

«Esta posição é pessoal e vincula-me só a mim. Nem sequer sou católico praticante, mas tenho o direito à indignação», justificou, acrescentando que se sentiu «violentado» pelas declarações de Saramago. Na sua opinião estas são «atentatórias da consciência e sentimentos dos outros».

Alguém deveria perguntar ao José Saramago o porquê de ele assumir que a lei moral a que ele subscreve é vinculativa para os inspirados escritores da Bíblia. Se Deus não existe, todos os comportamentos morais são igualmente válidos, inclusive os comportamentos morais presentes na Bíblia.

Se Deus não existe, que é o que o Saramago acredita, então não há razões para discutir comportamentos morais.

O ateu José Saramago, tal como quase todos os ateus, assume aquilo que ele tem que provar, nomeadamente, que as suas escolhas morais são as escolhas “certas”, e que as mesmas abrangem outros indivíduos.

Não creio que ele entre por esse caminho uma vez que o ateísmo não tem as respostas para tal. Como tal o mesmo vai continuar a lançar ataques a Bíblia até que um dia ele se encontre na Presença do Deus que ele julga não existir.

Mas então já vai ser tarde demais.

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Porquê o Senhor Jesus Cristo e não outro “deus?

Mas, mesmo que haja um vídeo a mostrar
a criação do mundo por um ser poderoso,
daí apenas poderemos depreender que
ele é poderoso e criou o mundo.
(Priscila Rêgo -A noção de naturalismo“)

Alguns ateus têm achado “estranho” eu identificar o Criador como sendo O Senhor Jesus Cristo, por assumirem que a identidade dO Criador é impossível (ou improvável?) de se saber apenas e só a partir daquilo que foi criado. Tendo isto em conta, eles afirmam que a minha identificação vai para além daquilo que seria possível saber a partir das observações. A Priscila Rego diz:

O problema dos criacionistas é que propõem uma explicação tão minuciosamente recortada que se torna impossível de avaliar pelos dados disponíveis.

Ela acrescenta ainda:

Os criacionistas dizem que Deus é omnipotente, proíbe a homossexualidade e teve Um Filho chamado Jesus.

O ateu Ludwig acrescenta neste post que

Não é claro como excluiu todas as outras divindades

Os ateus têm razão

Por incrível que pareça, ambos têm razão no ponto que levantam: é de sobremaneira difícil identificar QUEM é o Criador *apenas* e só por aquilo que foi criado. Sabemos pela criação que há Um Criador, mas como Ele, qual é a Sua Maneira de Ser, o que quer de nós, é algo que Ele Pessoalmente nos comunica.

Para melhor se ver o ponto que eles levantam, vejamos a seguinte analogia:

Imaginem que vocês fazem parte de um grupo de exploradores que é o primeiro a chegar a uma casa, numa área remota do planeta. Ao chegarem a casa, reparam na arrumação presente,nas prateleiras em ordem, nas mesas limpas e bem arrumadas e as camas feitas elegantemente. Vocês não sabem *quem* é o morador da casa, mas sabem que *tem* que existir um. Vocês logicamente inferem que há alguém que mora nessa casa devido à ordem e organização presentes.

O mesmo se passa com os humanos em relação a Deus. Nós podemos observar a ordem, design, e propósito existentes na natureza, e, sabendo de antemão que tais coisas (ordem, design e propósito) tem *sempre* uma causa inteligente, logicamente inferimos o mesmo não só para o universo mas também para a vida lá contida.

Mas Quem é o Criador?

Mas agora o ateu correctamente afirma que o facto de existir Uma Causa Inteligente não justifica que se conclua que o Criador é O que está Descrito na Bíblia.

Voltemos à analogia descrita em cima.

Se o dono da dita casa chegar, identificar-se e se revelar como ele é, e eu ao cruzar aquilo que ele diz com o que está na sua casa, verificar que os dados estão de acordo, não devo então dirigir-me o dono da casa pelo seu nome? Seria ilógico eu saber quem é o dono da dita casa mas falar dele como se não soubesse quem ele é.

Do mesmo modo, nós ao cruzarmos aquilo que Deus diz com a mundo à nossa volta, vê-mos que as observações estão plenamente de acordo com a Bíblia, e como tal identificamos o Criador como sendo o Senhor Jesus Cristo.

João 1:3
Todas as coisas foram feitas por Ele [Jesus Cristo], e, sem Ele, nada do que foi feito se fez.

Conclusão:

Daquilo que foi criado, cientificamente inferimos Um Criador.

Da Bíblia sabemos COMO é o Criador, e o que Ele espera de nós.

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Naturalismo Falha Logo no Princípio

O Sabino alude neste post para um concurso que está a ser promovido pele Gene Emergence Project. Essencialmente o que o a instituição pede é que se demonstre como é que a vida pode ter surgido apenas como resultado das actualmente conhecidas forças da natureza.

O que se apercebe logo deste empreendimento é que os naturalistas assumem que as mesmas forças que operam dentro da natureza são as mesmas forças trouxeram a formas biológicas a existência. Esta posição de fé tem muitos nomes sendo um deles o que eu já aludi em cima, nomeadamente, naturalismo.

O naturalismo assume que as forças presentemente em operação são as únicas as quais nós podemos apelar como forma de explicar a origem e complexidade da vida. Para se vêr como esta fé é irremediavelmente errada, basta fazer esta analogia:

Se duas pessoas estiverem a tentar entender a origem de um carro e uma delas afirmar que as forças que o trouxeram a existência são as mesmas forças mecânicas que fazem com que o carro trabalhe, o que é que o outro interlocutor diria? O mesmo provavelmente diria que esta posição não é lógica, uma vez que uma não implica a outra.

O facto de forças mecânicas (e não só) operarem dentro do carro não implica que foram essas mesmas forças mecânicas que produziram o carro.

Semelhantemente, o facto de conhecermos com algum relativo sucesso o funcionamento e a operacionalidade de algumas forças da natureza não implica que foram essas mesmas forças que originalmente criaram a vida.

Outra coisa que este projecto mostra é como o naturalismo ainda não explica a origem da vida de forma satisfatória (contrariamente ao que muitos ateus acreditam). É por estas e por outras (o falhanço do naturalismo para explicar a origem da vida) que os ateus tentam desesperadamente separar a origem da vida da teoria da evolução.

O que eles não entendem é que a origem da vida naturalista falha exactamente pelas mesmas razões que a teoria da evolução falha como explicação para o aparecimento de novas funções biológicas e novos orgãos: a origem da informação.

Sem uma explicação naturalista para a origem da vida, a teoria da evolução não serve de explicação para a origem da biodiversidade. Daí se entende a urgência ateísta em tentar descobrir a forma como a vida se criou a si mesma.

Conclusão:

Para nós cristãos, empreendimentos como estes são uma autêntica perda de tempo. Tentar descobrir como é que os incrivelmente complexos e especificados sistemas biológicos se criaram a si mesmos é o mesmo que tentar explicar como é que as forças mecânicas criaram o carro a partir de algo que não era um carro.

Mas este tipo de crenças absurdas faz parte da vida sem Deus. Quando nós rejeitamos aquilo que Deus falou na Bíblia, ficámos totalmente à mercê de qualquer “vento de doutrina”, e os ateus são um excelente exemplo disso.

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Ex-ateu revela lado oculto do ateísmo

O texto seguidamente exposto é uma tradução deste artigo.

………………………………………

Depois do nosso artigo sobre o ateísmo ter sido publicado (creation.com/atheism), um ex-ateu escreveu-nos a dizer como ele se tornou num cristão. O que se segue é um comovente email recebido na mesma altura em que um outro jovem cometeu suicídio.

À CMI,

Não posso exprimir em palavras a minha gratitude [em relação ao vosso trabalho]. Depois de batalhar com tendências suicidas devido à minha crença ateísta, eu converti-me ao Cristianismo há três anos atrás.

O vosso ministério verdadeiramente salvou-me a vida.

Eu fui criado numa casa secular, e desde tenra idade eu fui cercado de propaganda ateísta, quer seja da escola quer seja dos órgãos de informação maciça. Sem surpresa alguma, eu tornei-me num ateu aos 12 anos.

À medida que os anos passavam, e enquanto eu verdadeiramente tentava entender o mundo à minha volta, eu descobri uma verdade aterradora que tinha sido escondida a mim e a todos.

É por esta razão que eu vos escrevo esta carta, uma vez que os vossos excelentes artigos sobre o ateísmo não revelam o quão profundamente os ateus enganam toda a gente, eles mesmo incluídos.

Os ateus constantemente declaram que eles podem verdadeiramente viver uma vida feliz e realizada, no entanto isto é uma mentira e uma decepção que condena milhões de almas à escuridão.

Embora vocês revelem muito nos vossos artigos, vocês não destruíram a raiz.

Pondo as coisas de forma simples, o ateísmo destrói a possibilidade de identidade pessoal, livre arbítrio, e um propósito objectivo e subjectivo.

O ateísmo inevitavelmente conduz-nos ao naturalismo, e do naturalismo segue o grande esqueleto [no guarda-fato] que os promotores do ateísmo tentam esconder: determinismo.

O determinismo é inevitável se se é um naturalista uma vez que tudo o que existe é a matéria (que veio a existir como resultado de processos naturais).

Isto significa que a mente humana, o nosso maior tesouro, é redutível a matéria restrita pelas leis físicas; os nossos pensamentos, as nossas emoções e as nossas acções são redutíveis para as reacções químicas dentro do cérebro.

Poucas pessoas se apercebem, portanto, que isto destrói tudo o que faz de nós humanos. Se os nossos pensamentos, emoções e acções são apenas reacções químicas no cérebro, essas reacções são apenas os efeitos de reacções prévias, formando uma corrente indestrutível até ao princípio do universo.

Isto significa que, tudo aquilo que fazemos, fazemo-lo porque temos que faze-lo. Não podemos fazer coisa alguma distinta daquilo que fazemos; é simplesmente impossível.

Todas as acções são o resultado de acções prévias numa linha contínua de eventos. Nós não somos diferentes de um dente de engrenagem (eng: “cog”) dentro de um relógio, ou diferentes de peças de um dominó em queda.

Não há diferença entre o abraço de um marido amoroso e a violência de um violador, ou entre um médico a tentar salvar uma vida e um genocida que mata a seu belo prazer, ou ainda entre as acções dos nossos grandes líderes e a inacção de um preguiçoso. Todas estas acções têm o mesmo valor no ateísmo.

O propósito objectivo não existe, e o propósito subjectivo é incoerente! Se víssemos um robô a pegar numa garrafa de vidro, será que diríamos que esse gesto tem algum significado? Claro que não! Está apenas a fazer o que tem que fazer! Não consegue fazer outra coisa!

Em que sentido é que o ateu pode dizer que ele, como pessoa, verdadeiramente existe? A matéria da qual é feito o nosso corpo é reciclado todos os 7 anos, e a nossa consciência aparenta cessar todas as vezes que vamos dormir. Portanto, em que sentido é que a massa de matéria que acorda de manhã a mesma que foi dormir, na noite anterior?

Como podem ver, o ateísmo é verdadeiramente assustador.

A maior parte dos ateus não sabe destas coisas, porque se soubessem, e se verdadeiramente compreendessem as consequências daquilo em que acreditam, eu acho que eles reconsiderariam a sua posição.

Foi isso que eu fiz.

Deus vos abençoe.

Justin S., United States

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Rebeldia versus inferência para o design

Reparem na foto desta vaca e vejam se há algo de anormal.

Se não me engano, devem ter reparado nas formas curiosas que estão desenhadas na vaca: são uma retratação dos continentes.

Se nos disserem que a vaca nasceu com esse padrão nas costas, nenhum de nós vai acreditar, certo? As probabilidades de tal evento são tão minúsculas que nem vale a pena pensar nisso.

Mas agora reparem no que se passa na mente e principalmente, no coração de um evolucionista:

Ele correctamente vê que o padrão complexo e especificado exposto sobre a vaca não pode ser obra de forças não inteligentes, e como tal ele justificadamente infere que as imagens foram obra de design inteligente. No entanto, a mesma vaca, que é “esmagadoramente” mais complexa e mais especificada que as imagens que ela tem nas costas, é, segundo a teoria dos evolucionistas, o resultado de forças não-inteligentes.

Para se ser um evolucionista consistente (contradição) tem que se postular que provavelmente a vaca nasceu já com o padrão em si. Mas ninguém pensa assim. Há alguma coisa na foto que imediatamente nos faz pensar no Photoshop e alguém a “pintar” a imagem na vaca.

Portanto, os evolucionistas concordam que as imagens foram criadas por alguém, mas eles não concordam que a vaca foi criada por Alguém. O seu compromisso com o naturalismo força-os a rejeitar as evidências que suportem a posição criacionista. Devido a isso, o ateu “não encontra evidências para o Criador”. Ele não as encontra, não porque as mesmas não existem, mas sim porque ele não as quer encontrar.

Reparem nesta história contada pelo filósofo cristão Ravi Zacharias:

Um homem acordou de manhã e disse à mulher: “Acho que eu estou morto“. Ela olhou para ele com cara estranha, mas pensou que fosse uma brincadeira. Prepararam-se e foram trabalhar.Contrariamente ao que a mulher pensava, o marido continuou a dizer que ele estava morto. Ela começou a ficar preocupada e como tal levou-o a um psiquiatra. O mesmo rapidamente lhe que ele não poderia estar morto porque os mortos não vertem sangue. O homem não se mostrou convencido, mas o doutor continuou a focar-se neste ponto: mortos não vertem sangue. O homem, aos poucos, começou a ficar convencido.

Quando ele parecia totalmente sobrepujado com esta posição, o doutor pegou num alfinete e espetou-o no dedo do homem. O homem olhou para o seu sangue a jorrar e exclamou: “Oh! Afinal os mortos também vertem sangue!

Esta é a posição em que se encontra o ateu. Ele já se fechou na prisão ideológica que se chama de naturalismo, e como tal todas as evidências, por mais contra-factuais que elas possam ser, vão sempre suportar a sua fé no naturalismo.

Códigos informáticos não se geram a si mesmos, mas como existem códigos informáticos dentro das formas de vida, então os mesmos devem-se ter gerado a si mesmos. Se não se geraram a si mesmos, então Alguém os gerou, mas como Esse Alguém (Deus) não existe, então os códigos geraram-se a si mesmos.

Por mais longe no passado que nós observemos, os animais sempre se reproduziram de acordo com a sua espécie: gatos deram à luz gatos, cães deram à luz cães e assim sucessivamente.

Isto coloca um problema para o ateu: de onde surgiu o primeiro gato e de onde surgiu o primeiro cão? Não podem ter sido criados porque o ateu “sabe” que Deus não existe. Como tal, ele começa a acreditar que, “se calhar”, o gato surgiu daquilo que não era um gato, e “se calhar” o cão surgiu daquilo que não era um cão.

O ateu deliberadamente ignora as observações de forma a poder manter o seu ateísmo intacto, da mesma forma que o homem que se julgava morto ignora as observações de modo a manter a sua crença de que estava morto.

É por essas e por outras que o Dr John Whitcomb, um dos escritores do livro “The Genesis Flood“, diz que o uso exclusivo de evidências científicas para transformar um coração rebelde num coração arrependido não funciona.

Conclusão:

O ateu não rejeita a Deus por causa das evidências científicas, e como tal oferecer apenas e só evidências científicas que mostrem que a sua fé em Darwin contradiz as observações não o vai fazer mudar de opinião.

O Único que é Capaz de transformar um coração rebelde num coração ensinável é o Espírito Santo:

Ezequiel 11:19
E lhes darei um mesmo coração, e um espírito novo porei dentro deles; e tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne;

Ezequiel 18:31
Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes, e criai em vós um coração novo e um espírito novo; pois por que razão morreríeis, ó casa de Israel?

Ezequiel 36:26
E vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo, e tirarei o coração de pedra da vossa carne, e vos darei um coração de carne.

Como a discussão entre o criacionismo e o evolucionismo é uma questão espiritual, o cristão, se quiser ser eficiente na batalha, tem que forçosamente apelar ao Criador dos espíritos (Hebreus 12:9).

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O representante da Lei na presença do criminoso

(Este texto é baseado numa história reportada pelo blog “The Atheist Central”)

Honeybee (uma cristã) disse:

Eles [ateus] mostram ‘coragem’ ao ridicularizar o Senhor enquanto as suas vidas estão bem. Duvido que eles O ridicularizem quando estiverem estiverem às portas da morte.

Noble (um ateu) respondeu

Ninguém está a ridicularizar o Não-Existente Jesus! Nós estamos-te a ridicularizar!

Mas será isto verdade? Será que a raiva/desprezo do Noble é dirigida à Honeybee, ou será que a sua raiva transcende ambos? Se a Honeybee um dia morrer, e fôr levada para a eternidade pelO Senhor, será que o Noble vai deixar de frequentar blogs cristãos, e de tentar mostrar como o ateísmo é verdade? Será que se o Jónatas , o Marcos Sabino e o Charles Brabec abandonarem o evangelismo da criação, o Ludwig e os todos os ateus que atacam criacionismo vão parar de fazer o que fazem?

Vamos esclarecer algumas coisas: o Noble provavelmente nem conhece a Honeybee em pessoa, portanto é enganador dizer que ele a tenta ridicularizar. Ele não está a atacar a Honeybee, mas sim Aquele em Quem ela confiou a sua alma eterna. Ele usa as suas forças para atacá-la apenas e só porque ela é cristã, e não porque ela é a “Honeybee”.

Um criminoso pode-se mostrar “vivaço” na presença de um polícia, mas a sua atitude não é contra o polícia em si, mas sim contra aquilo que o polícia representa (a lei). O criminoso detesta a lei e por implicação, detesta qualquer pessoa que a represente.

O Senhor Jesus Cristo disse:

Quem vos ouve a vós, a Mim Me ouve; e quem vos rejeita a vós, a Mim Me rejeita; e quem a Mim Me rejeita, rejeita Aquele que Me enviou. - Lucas 10:16

O que é que está na raiz do escárnio dos descrentes? A Palavra de Deus revela-nos:

Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser - Romanos 8:7

Se me é possível parafrasear, o sentido do verso é: O coração do homem caído, com todas as suas inclinações para o pecado (mentiras, adultérios, fornicações, furtos, violência, etc) está hostil em relação a Deus, e portanto não quer (nem pode!) se submeter a Lei de Deus.

A causa do desprezo dos ateus em relação aos cristãos é a mesma do desprezo do criminoso em relação ao agente de autoridade: ele está rebelde em relação à Lei de Deus.

No entanto, no Dia do Julgamento, ele vai ser julgado pela Mesma Lei que ele tanto despreza. A Palavra do Senhor Jesus Cristo diz claramente “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo (Hebreus 10:31), e ainda “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação? (Hebreus 2:3).

Se tu és um cristão e vives com a sensação que estás a ser vítima de um ou mais ataques espirituais (ou mesmo físicos), não te eleves para uma posição que não te pertence pensando que a razão dos ataques é a tua pessoa. Não é a ti que eles desprezam, mas sim Aquele que te enviou.

Se tu estivesses na presença de um desses pastores “evangélicos” que acreditam que quando uma pessoa se converte ao Cristo, tudo vai começar a correr bem na vida, ele provavelmente te diria para não te preocupares porque a tua vida “vai melhorar”. De certa forma, isto é verdade, mas não da forma que o mundo vê as coisas.

Se verdadeiramente estiveres em Cristo, as probabilidades de teres uma vida fácil são muito reduzidas. Isto não sou eu que o digo, mas a Palavra de Deus:

E, também, todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus, padecerão perseguições. 2 Tim 3:12

Repara que o texto não diz “a maioria“, nem “uma grande percentagem” nem “quase todos“. A Palavra de Deus diz enfaticamente que TODOS os que piamente querem viver uma vida sujeita a Lei de Deus vão sofrer perseguições (e desde logo tribulações).

O ateu, portanto, “ataca” o cristão devido àquilo em que ambos acreditam. Para ser justo, o reverso também é verdade:

Quando um cristão critica as escolhas de vida do ateu, ele não é contra a pessoa em si, mas contra aquilo que o ateu acredita.

A Palavra de Deus diz:

Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Efésios 6:12

A guerra do cristão não é contra pessoas mas contra filosofias e visões do mundo que mantém pessoas prisioneiras e em direcção à separação eterna (inferno). Para usar pessoas já mencionadas neste post, a guerra do Sabino não é contra o Ludwig como pessoa, mas contra aquilo em que o Ludwig depositou a sua fé (ateísmo, evolucionismo, naturalismo, etc).

Tivemos a hipótese de conhecer o Ludwig pessoalmente no debate que se verificou em Oeiras, e pudemos verificar que o Ludwig é uma pessoa extremamente acessível e cordial. Não há motivos de ordem pessoal para se ser contra o Ludwig ou outro ateu qualquer (com algumas excepções!). Como tal, a nível pessoal, não temos razões de queixa. No entanto, independentemente disso, as crenças a que o ateu Ludwig subscreveu são as mesmas que o estão a levar à separação e à perdição eternas, e como tal o cristão não pode concordar com as mesmas.

Conclusão:

A guerra que se está a travar é uma guerra espiritual com ramificações no mundo material. A diferença entre o ateu e o cristão não é uma de inteligência ou superioridade moral, mas apenas e só que o cristão já se apercebeu que estava em falta perante Deus. O ateu, por seu lado, ainda acha que não está em falta perante Deus. Eles sabem que Deus existe porque Ele já se revelou de forma persuasiva, mas o ateu nunca vai estar convencido enquanto não quiser estar convencido.

E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. Daniel 12:2

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Comunismo: A Jihad Ateísta Contra os Teístas

Paul Kengor | 04 Setembro 2009

Muito pouco é estudado sobre isto hoje. Nós não podemos ignorar esse componente vital da história da Guerra Fria. Tragicamente, muitas dessas informações continuam desconhecidas não apenas para o grande público, mas também para a comunidade acadêmica. Na verdade, há pessoas na academia que estão a par desse material, mas geralmente estão despreocupados, dispensando isso como curiosidade paranóica da “direita cristã” e de anti-comunistas, que eles vêem como rude e ingênuo.

Como Mikhail Gorbachev apropriadamente asseverou, o Estado comunista empreendeu uma patente “Guerra contra a Religião.” 1 Ele lamentara que os bolcheviques, seus predecessores, mesmo após a guerra civil terminada no começo dos anos 20, durante uma época de “paz”, “continuou a por ao chão as igrejas, a prender sacerdotes e a destruí-los”. 2

A União Soviética, modelo do comunismo mundial como um todo, era oficialmente hostil à religião e oficialmente ateísta; não era irreligiosa, sem nenhuma posição quanto à religião, queria fazer crer que não havia Deus. Além disso, esse ateísmo se transformou numa espécie de vício anti-religioso. Esta prática começou com a alvorada do Estado comunista e hoje continua sob várias formas nos países comunistas, desde a China, desde a Coréia do Norte, e desde Cuba.

Ensinamento Comunista

A origem desse ódio e intolerância à religião está na essência da ideologia comunista. Marx alcunhou a religião como o “ópio das massas” e afirmou que “o comunismo começa onde o ateísmo começa”. 3 Num discurso em prol dos bolcheviques, em 2 de Outubro de 1920, Lênin declarou abertamente: “Nós não cremos em Deus.” Lênin insistiu que “Todo culto a uma divindade é uma necrofilia.” 4 Ele escreveu uma carta em Novembro de 1913 dizendo “qualquer idéia religiosa, qualquer idéia de algum deus, qualquer aproximação com um deus é a idiotice mais inexpressível … a burrice mais perigosa, a infecção mais vexatória.” James Thrower, da Universidade de Virgínia (especialista em Rússia e tradutor), diz que a infecção à qual Lênin se refere é a de doença venérea. 5

“Não pode haver nada mais abominável do que a religião,” escreveu Lênin em uma carta para Maxim Gorky em Janeiro de 1913. 6 N dia dia 25 de Dezembro de 1919, o Camarada Lênin, com suas próprias palavras, emitiu a seguinte ordem: “Participar do ‘Nikola’ (natal russo) será estúpido – toda a Cheka (futura KGB) deve estar alerta para não deixar de atirar em todo aquele que não aparecer para trabalhar por causa do ‘Nikola’”. 7 Estes não foram fatos isolados sob o mando de Lênin.

Com a ajuda de Trotsky, Lênin começou a se envolver na criação de grupos com nomes como A Sociedade dos Sem-Deus, também conhecida como a Liga dos Sem-Deus Militantes, que foi responsável pela disseminação da propaganda anti-religiosa na URSS. 8 Essa intolerância institucionalizada continuou a prosperar sob os discípulos de Lênin, com destaque para Stálin, e até mesmo sob os líderes mais benévolos, como Nikita Khrushchev.

Este ateísmo era endêmico para o experimento comunista. Mesmo os comunistas impedidos de se manter no poder – perdendo, portanto, a habilidade de perseguir crentes – eles deram o seu melhor para perseguir os ensinamentos da religião organizada e para ridicularizar a existência de Deus. Até nos Estados Unidos, não é surpresa parar numa banca de jornais da cidade e ver escrito na primeira página palavras como estas no Daily Worker (Diário dos Operários), o órgão comunista publicado pelo CPUSA: “NÃO HÁ DEUS”. 9 Os comunistas têm orgulho do seu ateísmo e militam por ele.

Discriminação Igualitária

Este assalto à fé religiosa não foi dirigidas apenas a cristãos – protestantes, católicos, ortodoxos – mas também contra judeus, muçulmanos, budistas e outras crenças. 10 Para cada cardeal Mindszenty na Hungria havia um cardeal Wyszynski na Polônia, um Richard Wurmbrand na Romênia, um Natan Sharansky ou um Walter Ciszek na Rússia, um Vasyl Velychkovsky ou um Severian Baranyk ou um Zenobius Kovalyk na Ucrânia, um clã Moaddedi no Afeganistão, um missionário luterano ou metodista ou um seguidor do Dalai Lama na China, uma freira presa em Cuba, um monge budista forcado a renunciar seus votos no Camboja.

Fosse o déspota Fidel Castro, Pol Pot ou Stalin, o sentimento era o mesmo: “Religião é veneno”, segundo disse Mao Tsé-Tung. Onde quer que eles fossem, de Leste a Oeste, da África à Ásia, de Phnom Penh a São Petesburgo, comunistas empreenderam uma luta pela extinção da religião. Os comunistas muito debateram sobre os detalhes da maneira pela qual implementariam a visão marxista, mas eram unânimes em uma coisa: a religião era a inimiga, uma rival para o controle mental marxista e deveria ser aniquilada, não importam os custos e dificuldades.

Moscou foi a fonte e o cume para a maior parte desse esforço. Mesmo assim, funcionários soviéticos desejaram repetir a campanha usando os mais ávidos camaradas que estavam em cargos de liderança em outros lugares. A repressão começara, em vários graus, por toda a Europa Ocidental. Por exemplo, a doutrinação anti-religiosa de alunos de escola foi especialmente rigorosa na Tchecoslováquia nos anos 70. A Tchecoslováquia tinha conhecida má-reputação por conta do seu ateísmo.

Entre as nações mais perseguidoras à religião no império comunista estava a Romênia. Lá o ódio à religião era evidente por causa dos terríveis meios usados na tentativa de bani-la.

Romênia: a experiência de Richard Wurmbrand

Como parte da educação atéia, Estados comunistas publicaram e disseminaram abertamente literatura anti-cristã. Na Romênia, o trabalho daquele que talvez seja o maior escritor romeno, Sadoveanu, “A Vida dos Santos”, foi publicado novamente como “A Lenda dos Santos”.

Significantemente, os comunistas não apenas tentaram bloquear ou deter a fé religiosa, mas também revertê-la. Isto foi verdade particularmente para a Romênia, mesmo antes da era Nicolai Ceasescu. Isto não implica apenas a proibição da prática religiosa e a prisão de ministros e crentes, mas o emprego de tortura para forçá-los a renunciar a fé. Nada disso foi eficiente o bastante para conter, silenciar ou punir os crentes presos; foi decidido que eles deveriam ser torturados de maneira inimaginavelmente degradante com o intuito de desfazer a fé religiosa.

Uma das melhores fontes sobre como os comunistas usaram sofrimentos extraordinários para reverter a crença é Richard Wurmbrand, um pastor que viveu um inferno na terra enquanto estava numa prisão romena. Após o ocorrido, ele detalhou algumas das crueldades testemunhadas em um relato ante ao congresso americano e em seu famoso Torturado por amor de Cristo, em 1967. A seguir há alguns trechos do emocionante livro de Wurmbrand:

Milhares de crentes de todas as denominações foram presos naquela vez. Não apenas sacerdotes foram enclausurados, mas também simples camponeses, moços e moças, que testemunharam por sua fé. Os presídios estavam lotados, e na Romênia, assim como em todos os países comunistas, estar preso significa ser torturado…

Um pastor que se chama Florescu foi torturado com tições de ferro incandescente e com facas. Ele foi agredido dolorosamente. Então ratos famintos foram conduzidos às suas celas por um largo cano. Ele não conseguia dormir porque era obrigado a se defender todo o tempo. Se ele toscanejasse por um só momento, os ratos o atacariam.

Ele foi forçado a ficar acordado por duas semanas, dia e noite… Eventualmente eles traziam seu filho de 14 anos e começavam a chicoteá-lo em frente ao seu pai, dizendo que continuariam a fazê-lo até que o pastor dissesse aquilo que eles queriam ouvir da sua boca. O pobre homem estava meio louco. Ele agüentou o tanto quanto pôde, então ele clamou ao seu filho, “Alexander, eu preciso dizer o que eles querem! Eu não posso mais agüentar seu sofrimento!” O filho então respondeu “Pai, não me faça a injustiça de ter um traidor como genitor. Resista! Se eles me matarem, eu morrerei com as palavras: ‘Jesus e minha pátria’.” Os comunistas, enfurecidos, investiram contra a criança e espancaram-na até a morte, com sangue espalhado pelas paredes da cela. Nosso querido irmão Florescu nunca mais foi o mesmo após ter visto isto. 11

Wurmbrand se lembrava de história após história sobre as torturas que ele testemunhou. Ele não apenas viu a tortura dos seus companheiros crentes, mas ele mesmo também as experimentou. Seus captores o entalharam em doze partes do seu corpo. Queimaram 18 buracos nele. Entre as muitas formas de torturas que ele sofreu, estava “O Refrigerador” – uma grande caixa de gelo. O crente seria preso com pouca ou nenhuma roupa. Os médicos da prisão sondavam por uma abertura até que vissem sinais de morte por hipotermia, então eles chamavam os guardas, que se apressavam para descongelar a vítima. Eles seriam descongelados e congelados novamente entre os minutos da morte. O processo era então repetido.

Tudo isso, obviamente, exigia esforços consideráveis dos carcerários. “O que os comunistas fizeram aos cristãos suplanta… o conhecimento humano,” escreveu Wurmbrand. “Eu vi comunistas cujas faces mostravam alegria entusiástica enquanto torturavam crentes. Eles diziam enquanto torturavam os cristãos, ‘nós somos o demônio!’”. Ele chamou o comunismo de “a força do mal”, que poderia ser combatido apenas por uma força espiritual, “O Espírito Santo.” Ele acrescentou:

Os torturadores comunistas freqüentemente [me diziam]: “Não há Deus, nem além, nem punição pelo mal. Nós podemos fazer o que quisermos.” Eu ouvi um torturador dizer, “Eu agradeço a Deus, em quem não creio, por viver até este momento em que pude expressar toda a maldade do meu coração.”

Em seu testemunho de Maio de 1966 ao Subcomitê de Segurança Interna do Senado americano, Wurmbrand descreveu a crucificação pelas mãos dos comunistas. Cristãos eram atados a cruzes por dias e noites. Isto era mau o bastante. Mas os comunistas eram criativos, e queriam se assegurar de que os crucificados sofreriam maior humilhação do que o próprio Cristo:

As cruzes eram colocadas no chão e milhares de prisioneiros tinham que satisfazer suas necessidades básicas nos rostos e nos corpos dos crucificados. Então as cruzes eram argüidas novamente e os comunistas zombavam e escarneciam: “Olhe para o seu Cristo! Quão belo ele é! Que fragrância ele traz do céu!”… Após serem quase levados à loucura pelos torturadores, um padre foi obrigado a consagrar excremento e urina humanos e fazer a Santa Comunhão aos cristãos nesta forma. Isto aconteceu na prisão romena de Pitesti., Após isto, eu decidi então perguntar ao padre porque ele não preferiu morrer ao participar dessa zombaria. Ele respondeu, “Por favor, não me julgue! Eu sofri mais do que Cristo!” Todas as descrições bíblicas sobre o inferno e as dores do Inferno de Dante não são nada comparadas às torturas nas prisões comunistas.

Esta é apenas uma pequena parte daquilo que aconteceu em um domingo e em muitos outros domingos na prisão de Pitesti. Outras coisas simplesmente não podem ser ditas. Meu coração falharia se eu tivesse que contá-las repetidamente. Elas são muito terríveis e obscenas para serem escritas…

Se eu fosse continuar a contar todos os horrores das torturas comunistas e todos os auto-sacrifícios dos cristãos, eu nunca terminaria.

Nós vemos aqui uma dedicação quase inacreditável para desfazer e reverter a fé pelos comunistas. Isto envolveu não apenas abusos extraordinários, mas também a atenção do Estado. O fato de o Estado comunista devotar tanto tempo e esforço demonstra a sua notável devoção – ironicamente, uma devoção quase religiosa – em alcançar a aniquilação da fé religiosa. Estes fatos também refletem a convicção comunista que a religião era inevitavelmente uma ameaça incompatível ao marxismo-leninismo.

Às vezes, esta perseguição viciada sai pela culatra. Para cada Richard Wumrbrand, ou para cada Severian Baranyk que os comunistas mataram com um corte em forma de cruz no peito, ou um Zenobius Kovalyk, executado numa crucificação de escárnio, surgia uma albanesa chamada Agnes Gonxha Bojaxhiu (Madre Teresa), que orava por suas almas, ou um Karol Wojtyla (Papa João Paulo II), que trabalhou com homens como Ronald Reagan, Margaret Thatcher, Lech Walesa, e Vaclav Havel – entre outros – pelo colapso pacífico do império ateu.

Relevância atual

Porque estas informações são importantes hoje, sendo que a guerra fria e o império soviético comunista não mais existem? Ao nível do humano, é muito importante para aqueles que sofreram a perseguição. Muitos ainda estão vivos; eles querem que esta história seja contada; eles querem que o mundo saiba o que sofreram. Eles sabem que a História, pelo bem da História, precisa ser bem definida e não repetida. Em outro nível, a próxima geração de estudiosos da Guerra Fria tem pouco conhecimento e menos ainda reconhecimento do papel da religião na experiência da Guerra Fria. Eles não são apenas desinformados no que diz respeito às fontes e ao grau da perseguição, eles não contemplam a maneira que o ateísmo institucionalizado da URSS ajudou e propeliu oposição bipartidária americana a Moscou no começo da Guerra Fria. Democratas como Harry Trumann, John F. Kennedy e Republicanos como John Foster Dulles e Ronald Reagan condenaram o flagelo do “comunismo soviético sem-Deus assim como figuras bastante populares como Francis Cardinal Spellman, o Bispo Fulton Sheen, e o Dr. Fred Schwarz por meio de sua Cruzada Anti-Comunista Cristã. 12 Religiosamente falando, o esforço eventual para derrotar o comunismo ateu foi um esforço duplo de protestantes e católicos americanos.

Muito pouco é estudado sobre isto hoje. Nós não podemos ignorar esse componente vital da história da Guerra Fria. Tragicamente, muitas dessas informações continuam desconhecidas não apenas para o grande público, mas também para a comunidade acadêmica. Na verdade, há pessoas na academia que estão a par desse material, mas geralmente estão despreocupados, dispensando isso como curiosidade paranóica da “direita cristã” e de anti-comunistas, que eles vêem como rude e ingênuo. “Sob os [comunistas] houve perseguição à igreja,” escreve Richard Pipes, professor emérito de história russa em Harvard. “E também é verdade que o assunto tem recebido pouco ou nenhuma atenção dos acadêmicos.” 13

Protestantes, católicos, muçulmanos e budistas – os comunistas torturaram a todos. E membros de todas as crenças têm grande interesse em ver essa conspiração perversa recebendo a luz da verdade. Ninguém, muito menos uma organização central, contou as histórias das vítimas. Muitas delas são amargas, e estão todas frustradas porque esta vasta rede de intolerância brutal nunca foi exposta completamente. Os livros de história das escolas estão cheios de considerações sobre as Cruzadas, mas completamente caladas sobre a guerra comunista contra a religião, que é imensamente mais repressiva. 14

Mas ainda há grupos como a Fundação em Memória das Vítimas do Comunismo (Victims of Communism Memorial Foundation) para contar essa história, para revelar essa história e para honrar as vítimas.

____________________
Biografia do autor: Paul Kengor é professor emérito de Ciência Política no Grove City College em Grove City, Pennsylvania. Entre seus livros estão God and Ronald Reagan: A Spiritual Life (HarperCollins, 2004), The Judge: William P. Clark, Ronald Reagan’s Top Hand (Ignatius Press, 2007), and The Crusader: Ronald Reagan and the Fall of Communism (HarperPerennial, 2007).

Tradução: Rafael Resende Stival, do Blog Salmo 12.

Fonte: http://www.globalmuseumoncommunism.org/

Notas

1 Mikhail Gorbachev, Memoirs (NY: Doubleday, 1996), p. 328.

2 Mikhail Gorbachev, On My Country and the World, (NY: Columbia University Press, 2000), pp. 20-1.

3 O comentário “ópio das massas” “é bem conhecido. A fonte para a citação, “o comunismo começa onde começa o ateísmo,” é Fulton J. Sheen, Communism and the Conscience of the West (Indianapolis e NY: Bobbs-Merrill, 1948). Sheen, que lia e falava várias línguas, traduziu a citação em Inglês de uma obra sem tradução de Marx.

4 Lenin escreveu isso em 13 ou 14 de novembro de 1913 em uma carta para Maxim Gorky. Veja: James Thrower, God’s Commissar: Marxism-Leninism as the Civil Religion of Soviet Society (Lewiston, NY: Edwin Mellen Press, 1992), p. 39.

5 Citado em Thrower, God’s Commissar, p. 39. Outra tradução desta citação vem de Robert Conquest, in his “The Historical Failings of CNN,” em Arnold Beichman, ed., CNN’s Cold War Documentary (Stanford, CA: Hoover Institution Press, 2000), p. 57.

6 Veja: J. M. Bochenski, “Marxism-Leninism and Religion,” em B. R. Bociurkiw et al, eds., Religion and Atheism in the USSR and Eastern Europe (London: MacMillan, 1975), p. 11.

7 Este item foi publicado em um livro de 2002 pela Yale University Press. Veja: Alexander N. Yakovlev, A Century of Violence in Soviet Russia (New Haven and London: Yale University Press, 2002), p. 157.

8 Veja: Daniel Peris, Storming the Heavens: The Soviet League of the Militant Godless (Ithaca, NY: Cornell University Press, 1998).

9 Veja: Bertram D. Wolfe, A Life in Two Centuries (Stein and Day, 1981), pp. 403-4.

10 A repressão foi exercida em graus diferentes entre as nações do bloco soviético. Entre elas, Romênia, Albânia, Alemanha Oriental e Tchecoslováquia foram especialmente repressivas.

11 Richard Wurmbrand, Tortured for Christ (Bartlesville, OK: Living Sacrifice Book Company, 1998), pp. 33-8.

12 Veja: Paul Kengor, God and Ronald Reagan: A Spiritual Life (NY: HarperCollins, 2004).

13 Richard Pipes speaking at Grove City College, Grove City, Pennsylvania, September 27, 2005.

14 Paul Kengor comparou o tratamento dos dois em um exaustivo e longo projeto de um ano de pesquisa que analisou os textos de história utilizada nas escolas públicas de Wisconsin, que eram os mesmos textos utilizados em todos os estados. Veja também: Paul Kengor, “Searching for Bias: World History Texts in Wisconsin Public Schools “, Wisconsin Policy Research Institute, junho de 2002. Uma cópia do estudo está publicado no site da WPRI.

http://www.midiasemmascara.org/index.php?option=com_content&view=article&id=8384:guerra-comunista-contra-a-religiao&catid=92:religiao&Itemid=36


Marcos Ludwig
http://tinyurl.com/contatos-marcosludwig

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Citação: Ateísmo e o Genocídio

Sejam quais forem as causas pelas quais os regimes ateístas fizeram o que eles fizeram, o fato indisputável é que todas as religiões do mundo colocadas juntas não provocaram em três mil anos nada próximo do número de pessoas mortas em nome do ateísmo nas poucas décadas passadas.

É hora de abandonar o mantra ingênuo e repetido de que a crença religiosa têm sido a fonte principal do conflito e da violência humanas.

O ateísmo, e não a religião, é responsável pelos piores assassinatos em massa da História.

(Dinesh D’Souza, em “A verdade sobre o Cristianismo

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A Contínua Equivocação entre o Naturalismo e a Ciência

Por mais que se tente demonstar que o naturalismo e a ciência são entidades distintas, existem ateus que não querem separar as duas. Por mais que se mostre que o naturalismo é uma filosofia e que a ciência é, entre muitas outras coisas, uma actividade, os ateus continuam a equivocar uma com a outra.

Um dos ateus que caiu no mesmo erro foi a Priscila Rêgo (PR) no post “A noção de naturalismo“.

Como é normal entre os evolucionistas (especialmente os ateus), não poderia deixar de existir o tom condescentente:

O meu post de estreia pega em duas coisas que me são caras. O primeiro é o criacionismo, com o qual me divirto imenso.

Tendo lido a Relato Bíblico da Criação algumas vezes, pergunto-me que parte da mesma é que a PR acha “engraçada”. Suponho que deve ser a parte que diz que os dinossauros evoluiram para passarinhos, ou que a vida criou-se a si mesma, ou ainda a que diz que animais terrestes aprenderam a nadar e tornaram-se em baleias, certo? Ah, não, espera! Quem afirma essas coisas é a teoria da evolução.

Segundo o Jónatas, a ciência parte do princípio de que o mundo funciona segundo processos naturais.

A ciência ou o naturalismo? A ciência não assume que “o mundo funciona segundo processos naturais”. A ciência assume muitas coisas, sendo a crença de que o mundo funciona segundo processos racionais (sejam eles “naturais” ou “sobrenaturais”) uma delas. O naturalismo é que assume que todos os eventos que alguma vez se verificaram no universo têm uma “explicação naturalista”. Isto é uma posição de fé.

Será mesmo verdade que a ciência exclui Deus das explicações?

O naturalismo, e não a ciência, é que exclui Deus da explicações. A ciência aceita todas as explicações que tenham evidências.

Os cientistas não assumem que o Universo foi criado por Deus, tal como não assumem que foi criado pelo Vale e Azevedo. Com tantas possibilidades, nunca mais saíamos da pura especulação

Os cientistas naturalistas não assumem que Deus criou o mundo, mas outros cientistas assumem-no e fazem o seu trabalho alegremente. Aliás, tal como já foi dito várias vezes, os fundadores da ciência moderna eram pessoas que sabiam que Deus era o Criador. A sua pressuposição não foi de maneira nenhuma um impedimento para o seu trabalho científico, contrariamente ao que a PR acredita.

A exclusão de Deus é de facto um ponto de partida mas de forma alguma um axioma inamovível. Se houvesse observações directas de um Deus a ter criado o Universo, é óbvio que a ciência teria de o incorporar numa explicação da origem do Universo.

Por outras palavras, Deus só seria Uma Explicação Válida se nós pudéssemos observá-Lo a criar o universo. Como não podemos observá-Lo a fazer isso, então Ele não pode ser a Causa do Universo, ou não pode ser Uma Explicação “científica”.

Este tipo de lógica auto-refutante é a mesma que encontrámos entre muitos ateus. Para se vêr isso, ficam aqui as perguntas:
1. Alguém alguma vez viu um dinossauro a evoluir para uma áve? Não.
2. Alguém viu a vida a criar-se a si mesma sem intervenção Inteligente? Não.
3. Alguém alguma vez viu um animal terreste a evoluir para uma colossal baleia ? Não.
4. Alguém observou os milhões de anos a decorrer? Não.

A PR nunca viu nenhum dos eventos acima mencionados (como ela de certeza vai confirmar) mas ela aceita-os como “factos científicos”. Como é que eles podem fazer parte da ciência se, segundo a definição de “ciência” da PR, eles nunca foram observados enquanto decorriam?

Voltando para Deus; pelo que foi dito em cima, podemos vêr que a observação empírica de um evento não é a razão pela qual a PR os aceita (ou rejeita), uma vez que ela aceita a evolução do dinossauro, da baleia e do próprio homem embora ela nunca os tenha observado. [Aqui mais uma vez vêmos que têmos duas definições de ciência: temos a ciência que era aceite pelos criacionistas Mendel, Galileo, Pascal, Newton, Faraday e muitos outros, e temos a "ciência" (naturalismo) que acredita que Deus não faz nada no universo. A PR usa a segunda definição e tenta torná-la a "oficial"]

A razão pela qual a PR rejeita Deus como Explicação Plausível não é porque nunca observamos o Seu Acto Criativo, mas sim porque ela tem fé no naturalismo. O naturalismo, obviamente, nega a existência de forças que vão para além das forças da Física e da Química tal como as conhecêmos hoje.

A PR, tal como o Ludwig, esconde o seu ateísmo/naturalismo por trás da “ciência”, mas como se pôde ver em cima, a máscara cai quando voltamos o holofote científico na sua direcção e questionamos coisas que eles tomam como “científicos”.

Suponhamos que o João é fulminado por um raio. A explicação mais óbvia reside apenas na má sorte de ter estado no sítio errado à hora errada. Mas se descobrirmos que o José tinha criado uma máquina terrível de controlo dos campos electromagnéticos que lhe permite manipular os relâmpagos, é perfeitamente razoável aceitar essa explicação.

Reparem que neste exemplo nós não observamos o João a ser fulminado, mas sim interpretámos os dados para saber qual é a explicação mais razoável. Reparem também que no mesmo post a PR diz que para algo ser científico o mesmo tem que ser observado a decorrer, mas depois diz que já não é preciso observarmos para ser científico. As contradições do ateísmo não param de me surpreender.

Os médicos legistas estão habituados a isso, quando descobrem que uma morte por causas naturais se trata, afinal, de suicídio. O princípio é o mesmo: perceber que por trás de um acontecimento aparentemente natural e não intentado se esconde uma mão bem humana. Não é preciso saltar de paradigma

Tal como em cima, reparem mais uma vez que a PR está a falar de medicina forense que lida com eventos passados (não observáveis). A PR aceita a medicina forense como ciência, no entanto essa mesma ciência lida com eventos que não podem ser duplicados. No entanto, em cima a PR afirmou que para Deus ser Uma Explicação científica, nós teríamos que observá-Lo a criar o universo.

Não podemos voltar a matar uma pessoa de modo a saber mais sobre a causa da morte. O que se faz é interpretar as evidências e inferir a melhor explicação. Curiosamente, é exactamente isso que se faz com a teoria do Design inteligente. A teoria postula Uma Causa Inteligente por trás do design presente na biosfera precisamente porque as evidências estão de acordo. O Criacionismo Bíblico, por sua vez, vai mais longe ao afirmar que não só o universo é resultado de design, mas que o Designer é a Pessoa do Senhor Jesus Cristo.

O problema dos criacionistas é que propõem uma explicação tão minuciosamente recortada que se torna impossível de avaliar pelos dados disponíveis.

Não necessariamente. Ao postularmos Uma Causa Inteligente por trás do design biológico, os criacionistas estão bem actualizados em relação aos achados científicos mais recentes. Uma das coisas que a ciência têm revelado é o elevado nível de complexidade especificada presente nas formas de vida. Sempre que nós encontramos estruturas com as características presentes nas formas de vida (interdependência, funcionalidade, especificidade, elegância, informação codificada) nós inferimos sempre causas inteligentes. Como essas mesmas estruturas estão na vida biológica, então seria ilógico não inferir Uma Causa Inteligente.

Claro que o ateísmo impede algumas pessoas (provavelmente a PR) de inferir Uma Causa inteligente por trás da biologia uma vez que isso seria uma evidência demasiado poderosa a favor de Deus. Como tal, a PR e os demais ateus distorcem as leis e o funcionamento da ciência como forma de manter o ateísmo intocável.

Pois bem, a PR tem o direito divino de escolher a filosofia de vida que bem quiser, mas ela não tem o direito de distorcer a ciência sempre que ela aponta na direcção de Deus.

Os criacionistas dizem que Deus é omnipotente, proíbe a homossexualidade e teve um filho chamado Jesus. Mas, mesmo que haja um vídeo a mostrar a criação do mundo por um ser poderoso, daí apenas poderemos depreender que ele é poderoso e criou o mundo.

Reparem que mesmo que haja “um vídeo”, a PR não parece ficar muito inclinada a ser criacionista. Mesmo que veja o Senhor Jesus Cristo a criar a vida, a PR ainda vai afirmar que “pode ser Alá como Odin“.

O pior cego é aquele que não quer vêr.

Obviamente que se nós somos cristãos, estamos a falar do Nosso Deus e do Livro que Ele nos deixou. Se as evidências estão de acordo com o nosso Livro, porque é que depois de todas as evidências oferecidas o ateu ainda diz “Ah, mas se calhar era o Alá o o Odin!” ? Que venham os adoradores de Odin e de Alá e que ofereçam as evidências para o seu relato da criação, tal como os adoradores de Darwin oferecem as suas “evidências”.

No fundo, o que os criacionistas pedem é que da existência de arsénico no copo da vítima se deduza que o assassino foi o Joaquim Otávio, que calça 45 e é fanático pelo Oliveirense

Mas nós não só temos o “arsénico” no copo, mas temos o BI no bolso (o que revela o seu nome), temos os seus sapatos ainda consigo, e temos as bandeiras do Oliveirense espalhadas pela casa. Temos boas razões para inferir que ele se chama Joaquim Otávio, calça o 45 e é fanático pelo Oliveirense.

Semelhantemente, nós não só temos as evidências científicas que suportam a posição cristã, mas temos os relatos históricos da interacção entre Deus e os homens (codificados infalivelmente na colecção de Livros chamada de “Bíblia”), temos as evidências arqueológicas que suportam a historicidade da Bíblia, e temos os testemunhos pessoais do poder transformador do Senhor Jesus Cristo.

Tendo uma tão “grande nuvem de testemunhas” (Hebreus 12:1) seria irracional postular que “se calhar foi o Alá ou o Odin“.

Mas o ateu tem mais fé do que eu, portanto, tudo é possível como ele..

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