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Pode a evolução gerar complexidade?

No blog do Sabino um dos comentadores fez uma pergunta pertinente:

E não percebo mesmo porque acham que a complexidade não pode aparecer por evolução

A complexidade pode aparecer através de um processo não inteligente (por exemplo, evolução) mas as formas de vida não são só complexas. Elas são complexas e específicas.

Deixa-me dar um exemplo:

1. Pega em berlindes verdes, azuis, amarelos, vermelhos e pretos, atira-os ao ar e depois vê o padrão que se forma no chão. O que lá está é complexo mas não é específico.

2. Agora pega nos mesmos berlindes, atira-os ao ar, e espera que, ao cairem, por si só, eles se organizem da seguinte forma:
* Os berlindes azuis formem a letra “G“, os vermelhos a letra “E“, os verdes a letra “N“, os pretos a outra letra “E” e os amarelos a letra “S” [GENES]. Este padrão é complexo e específico (ou especificado).

Como as formas de vida tem o segundo tipo de padrão e não o primeiro, a existência de complexidade causada pelas forças naturais não é análoga ao que acontece com a biosfera. Vocês ateus ainda tem que descobrir qual é a força natural [não-inteligente] que é capaz de formar um padrão complexo e específico.

De acordo com os dados científicos, todas as estruturas que possuem complexidade específica tem uma causa inteligente. Como as formas de vida evidenciam esse mesmo tipo de padrão, quando o cristão afirma que Deus é o Criador das formas de vida, ele está de acordo com os dados da ciência.

Jeremias 27:5
Eu [Deus] fiz a terra, o homem e os animais que estão sobre a face da terra, com o Meu Grande Poder e com o Meu Braço Estendido

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Ateu para cristão: “Deixa de ser burro!”

Em mais uma “resposta” colorida enviada por um crente ateu, nós vemos que os criacionistas ainda possuem muito trabalho pela frente no que toca a partilhar de forma clara a Mensagem da Criação.

O ateu José Freitas disse de sua justiça e acho que ele merece uma resposta um pouco mais elaborada.

O crente ateu começa da seguinte forma:

por amor de Deus (que não existe), deixa de ser burro.

Esta frase encerra em si o fundamento de toda a polémica evolucionista, uma vez que ela revela a causa de tal crença. Enquanto que o cristão concorda com Hebreus 11:3 que diz

Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus foram criados; de maneira que, aquilo que se vê não foi feito do que é aparente

o crente ateu afirma

Pela fé, entendemos que os mundos não foram criados pela palavra de Deus; de maneira que, aquilo que se vê foi feito do que é aparente“.

Tal como o Charles afirmou neste video, é tudo uma questão de fé. A pergunta é: qual das duas está de acordo com as observações?

nos dias de hoje está mais que estabelecido que a evolução é uma verdade.

Por acaso não está “mais do que estabelecido”. Existem vários cientistas um pouco por todas as áreas relevantes para a discussão que afirmam que o mecanismo evolutivo é insuficiente.

e que o mundo não tem apenas 5 mil e tal anos como afirma a Bíblia (sim, se fizeres bem a contagem é essa a idade da terra)

Mas tu afirmas tal coisa baseado nos métodos de datação evolucionistas?

só um cego é que não vê.

Claro que “cego”, na tua religião deve significar algo como “aquele que não acredita na teoria da evolução”, certo?

e já agora, colocar a imagem de Darwin, que foi um grande cientista e alguém que contribuiu para o avanço da civilização humana, ao lado da imagem de Hitler… tenham dó.

Mas quem disse que Darwin “contribuiu para o avanço da civilização humana”? A única ideologia que “avançou” devido aos mitos de Darwin foi o ateísmo. Para a ciência, a teoria da evolução é uma idade das trevas.

Segundo, qual é o problema em mostrar imagens de Hitler e Darwin? Os próprios evolucionistas fazem essa ligação. O ateu evolucionista Sir Arthur keith escreveu:

“The German Führer … has consistently sought to make the practice of Germany conform to the theory of evolution.”Evolution and Ethics 1947, Sir Arthur Keith p, 230

Olha o que um político autraliano (Primeio Ministro australiano, Kevin Rudd) disse:

“Prior to 1861, missionaries were prepared to accept according to the principles of their religions, that Aboriginal people were every bit as capable as Europeans.

But with the publication of Charles Darwin’s Origins [sic] of the Species in 1859, a new theory starts to take hold and the conception that Aboriginal people are a “disappearing race” starts to take hold in Australian public life.

This had equally catastrophic consequences for Aboriginal people and communities.’

http://www.creationontheweb.com/content/view/5631/

Não há problemas nenhuns em fazer a ligação entre Hitler e Darwin uma vez que o que o primeiro fez foi fortemente influenciado pelas teorias do segundo.

o papa é que pertencia á juventude hitleriana.

Palavra chave: “pertencia“. De que forma é que isto anula a ligação entre Hitler e Darwin?

mas se acreditas nisso que bom para ti, mas deixa é de tomar comprimidos, porque foi a ciência que os criou e a teoria da evolução ajuda a salvar milhões de pessoas todos os anos, já que esta prevê que os vírus mutam e mudam, e é isso que acontece

“Prever” que os vírus sofrem mutações e mudam é a mesma coisa que “prever” que os filhos vão ser parecidos com os pais. Claro que os vírus mudam. De que forma é que isso é evidência exclusiva para a teoria da evolução?

As formas de vida de facto sofrem mutações, mas as mutações que já foram documentadas não são as necessárias para se transformar uma bactéria num ser humano. A teoria da evolução precisa de mutações que incrementem a informação genética presente nas formas de vida, e não mutações que recombinem informação que já exista.

deixa de ser burro e abre a pestana, se Deus existisse não deixaria milhões de crianças morrerem a fome todos os dias.

O velho argumento do “mal”.

Se Deus não existe, qual é o problema das crianças morrerem à fome? Se o que nós somos é matéria orgânica resultado de milhões de mutações aleatórias através dos milhões de anos, para quê preocupar-se com crianças? Se elas morrem à fome, isso é a selecção natural a eliminar os menos aptos. A morte, a extinção e a violência são coisas boas dentro da filosofia evolucionista:

From the war of nature, from famine and death, the most exalted object which we are capable of conceiving, namely, the production of the higher animals, directly follows. There isgrandeur in this view of life. - Darwin, Charles Robert – The Origin of Species by Means of Natural Selection, ch.14.

A tua preocupação com as crianças revela a natureza de Deus em ti. Tu sabes instintivamente que há algo de errado com a morte de crianças, mas a tua religião ateísta não tem resposta para tal instinto. Tu sabes que o ser humano não foi feito para sofrer, mas não consegues apontar uma única altura da existência humana em que os seres humanos não estavam em sofrimento.

Porque é que assumes que o sofrimento é algo de “anormal”, se, segundo a religião ateísta, o sofrimento sempre fez parte da nossa existência?

Enquanto que a tua religião não te diz o porquê de saberes que o sofrimento é algo de “anormal” na existência humana, a Palavra de Deus diz-te porquê.

Quando o homem foi criado por Deus, ele vivia em plena harmonia com o meio ambiente e com o Criador. Não havia morte, defeitos, sofrimento nem coisa alguma que pudesse prejudicar a nossa existência. Mas um dia o ser humano abandonou os Mandamentos de Deus e decidiu fazer as coisas à sua própria maneira. Como consequência disso, Deus impôs sobre o universo a Maldição do pecado. É por causa desse nosso pecado que coisas como a morte existem hoje em dia:

Rom 5:12 – Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim, também, a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram.

Rom 8:22 – Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto, até agora.

Mas Deus não abandonou a Sua mais preciosa criação (nós):

1 Cor 15:21 – Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por Um Homem.

Como foi um homem que abriu a porta para o nosso sofrimento, também foi Um Homem que abriu a porta para o fim do nosso sofrimento. Esse Homem é nada mais nada menos que Cristo Jesus, o Enviado de Deus. Com a Sua morte na cruz, Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades:

Isaías 53:4 – Verdadeiramente, Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre Si.

Com isto, Ele abriu preparou um caminho para todos os descendentes de Adão e Eva (todos nós) que sabem que já mentiram, roubaram, blasfemaram e outras coisas mais, e sabem que quem faz estas coisas não herdará o reino de Deus:

1 Cor 6:10 - Não erreis: nem os devassos, nem os idolatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores, herdarão o reino de Deus.

As perguntas que ficam para ti, amigo José Freitas, são as seguintes:

1. Porque é que te “preocupas” tanto com a morte de crianças se dentro da visão evolucionista, não há nada de mau com isso?

2. Em vez de te “preocupares” com o que acontece com as crianças, não seria bom preocupares-te com o que vai acontecer contigo quando a tua vida chegar ao fim?

Hebreus 9:27 – E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo

Daniel 12:2 - E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno [inferno].

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Resposta ao Luciano: Pode-se refutar o darwinismo?

No blog do Sabino, o Luciano disse o seguinte:

Sabino,

 

sobre a teoria da evolução voce questiona os métodos ou os resultados?

(…)

Se voce questiona os métodos, de repente voce tem idéia de quais métodos usar para comprovar a teoria da evolução ou refutá-la;

No que toca a teoria da evolução, os resultados são o ponto de partida, e os métodos são forma de se provar o que se assumiu inicialmente. Não há evidência científica nenhuma que possa demover um evolucionista da sua posição uma vez que a sua posição não é o resultado de evidências científicas.

A forma de se comprovar a teoria da evolução é ver o que ela se propôs a explicar (a origem e diversidade das espécies sem intervenção Divina) e olhar para as evidências. Quando nós fazemos isso, vêmos imediatamente que, longe de ser um “facto”, a teoria da evolução é um ponto de partida (um paradigma, uma fé, uma religião) que está contra as observações cientificas.

No entanto, evidências científicas dificilmente servem como forma de se abandonar uma posição religiosa, (embora possam enfraquecê-la) e como tal todos os métodos científicos que se usem para se subverter a teoria da evolução vão ser ignorados pelos evolucionistas.

Para eles, a teoria da evolução já não é um “se” mas sim um “como“.

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O Ateísmo das lacunas

O evolucionista João continua a confundir “ciência” com “naturalismo”, esperando que não seja possível ver onde ele falha nesse ponto. Para os evolucionistas ateus, todos os fenómenos que alguma vez ocorreram (e vão ocorrer) têm que ter uma explicação naturalista, independentemente das evidências.

Se por acaso um cientista informa um ateu de que as evidências mitigam contra uma origem naturalista da vida, o ateu ataca o cientista e não as evidências. Para o ateu evolucionista, não interessa o que evidências mostram, mas sim como é que elas podem ser usadas/deturpadas para suportar o naturalismo.

A necessidade do ateu em operar assim é óbvia: usar aquilo que é a maior autoridade cultural do mundo ocidental (a ciência) como forma de suportar a sua fé. Isto é feito de muitas formas, como se pode ver no link acima mencionado.

Há algumas coisas que são dignas de serem comentadas:

O naturalismo metódico é aquilo que os criacionistas e defensores do ID (que é realmente criacionismo com outra roupagem), querem eliminar da ciência.

Convém ressalvar que o naturalismo metódico (NM) é a aplicação prática do naturalismo filosófico (NF). Enquanto que o NF afirma que só causas “naturais” existem, o NM opera assumindo que só causas “naturais” existem. Em termos práticos, não há distinção entre uma e a outra.

O problema claro está é que nem o NM nem o NF são científicos. São apenas crenças arbitrárias que são impostas à ciência. Se vamos postular crenças arbitrárias a ciência, então o cristão pode muito bem dizer: “Só aquilo que está de acordo com a Bíblia vai ser considerado científico. Se algo contradiz a Palavra de Deus, então não é ciência

A abordagem naturalista, que é sumariamente, procurar causas naturais para os fenómenos naturais, exclui necessariamente a intervenção sobrenatural.

O interessante seria saber o que é um “fenómeno natural” e o que é uma “causa natural”. Levitar é um fenómeno natural ou sobrenatural? Se fossem oferecidas evidências (fotos, videos) de pessoas a levitar, será que isso faria da levitação um “fenómeno natural”? Se o que distingue o “natural” do “sobrenatural” é só se eles ocorrem ou não, então a ciência pode estudar o “sobrenatural”.

Não podemos mais atribuir os trovões a um Deus, a chuva a outro, etc. Nem tudo ao mesmo. A não ser que possamos trazer evidências ou provas que mostrem isso.

Do mesmo modo, não podemos atribuir a origem da vida a fenómenos nunca observados, mecanismos nunca testados, e causas nunca mostradas. No entanto, é isso que os ateus fazem constantemente. A origem da vida mostra claramente como o naturalismo falha logo no princípio. Até hoje os ateus ainda não documentaram força “natural” alguma capaz de gerar seres reprodutores a partir da matéria morta.

Décadas de financiamento público, e os ateus não tem nada para oferecer. Eles apenas concordam que Deus não é a Causa da Vida. Para além disso, já não há concordância entre eles.

Ao longo de séculos, [o naturalismo] foi a única abordagem que criou conhecimento tão consistente, tão completo e em tão pouco tempo.

Se levarmos em conta que grande parte dos cientistas fundadores da ciência moderna eram cristãos (e não ateus), e se nos lembra-mo-nos que o naturalismo exclui à partida qualquer intervenção Divina, a frase do João torna-se claramente falsa.

Como é que os cientistas fundadores da ciência moderna (Galileo, Pascal, Lineus, Mendel, Faraday, Maxwell, Copérnico) foram capazes de produzir excelentes resultados científicos sem assumirem que o naturalismo é verdadeiro?

O problema é que o João assume que ao estar-se a procurar os mecanismos presentemente em operação é o mesmo que assumir-se que só essas forças existem no universo. O João conclui que “naturalismo” é o mesmo que “estudar as forças da natureza”. Isto é totalmente falso.

Galileo estudou os planetas de forma científica, mas não teve dúvidas em afirmar que o sistema que ele estudava era um efeito do Poder Criativo de Deus. Igualmente para Newton. Com isto se pode ver que o naturalismo é uma filosofia irrelevante para o avanço da ciência. Os ateus gostam de associar o sucesso da ciência ao naturalismo, no entanto o sucesso da ciência deve-se, sim, às observações, aos testes, à experimentação e à colecção de evidências, nenhuma das quais depende do naturalismo.

Porque ao procurar uma explicação natural para as coisas, começámos a encontrá-las.

Excepto no que toca à origem da vida, pelos vistos.

De facto, encontrámos explicação para tanta coisa, que o espaço deixado para intervenção sobrenatural, ficou muito reduzido. Ficou reduzido a pequenas lacunas do conhecimento cientifico.

Mas o facto de encontrarmos explicação para o funcionamento de um dado fenómeno não invalida que o mesmo tem uma Causa Inteligente. Nós podemos explicar o funcionamento dum carro mas isso não quer dizer que o mesmo não seja o resultado de design inteligente. Semelhantemente, nós podemos explicar (até certo ponto) o funcionamento da metamorfose da borboleta monarca, mas isso não invalida que o aparato tenha sido criado por Deus.

De notar que isto não é o mesmo que dizer que a ciência rejeita “à priori” que existam Deuses , fantasmas ou duendes, por exemplo.

A ciência não rejeita à priori a existência de Deus, mas o naturalismo sim.

Apenas que se eles existem, então vamos ter que encontrar observações que só possam ser explicadas pela sua existência.

Curioso que o João peça “observações” do sobrenatural, mas no que toca a coisas que ele acredita (a vida a criar-se a si mesma, dinossauros a evoluírem para pássaros, animais terrestres a evoluírem para baleias) o João já não pede observações, mas aceita aquilo que ele chama de “evidências”. Para o naturalismo aceitar a existência de Deus, nós temos que observar Deus, mas para aceitar a evolução de um dinossauro para um pássaro, já não é preciso observar tal evento místico.


Textos como os do João mostram que os requerimentos “científicos” do João são totalmente arbitrários e emotivos. Ciência é aquilo que o João diz que é, e mais nada.Podem ver o post integral do João aqui, mas o mesmo pode ser resumido com a seguinte frase:

Ciência é aquilo que suporta o ateísmo.

Romanos 1:22 – Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos,

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Porquê o Senhor Jesus Cristo e não outro “deus?

Mas, mesmo que haja um vídeo a mostrar
a criação do mundo por um ser poderoso,
daí apenas poderemos depreender que
ele é poderoso e criou o mundo.
(Priscila Rêgo -A noção de naturalismo“)

Alguns ateus têm achado “estranho” eu identificar o Criador como sendo O Senhor Jesus Cristo, por assumirem que a identidade dO Criador é impossível (ou improvável?) de se saber apenas e só a partir daquilo que foi criado. Tendo isto em conta, eles afirmam que a minha identificação vai para além daquilo que seria possível saber a partir das observações. A Priscila Rego diz:

O problema dos criacionistas é que propõem uma explicação tão minuciosamente recortada que se torna impossível de avaliar pelos dados disponíveis.

Ela acrescenta ainda:

Os criacionistas dizem que Deus é omnipotente, proíbe a homossexualidade e teve Um Filho chamado Jesus.

O ateu Ludwig acrescenta neste post que

Não é claro como excluiu todas as outras divindades

Os ateus têm razão

Por incrível que pareça, ambos têm razão no ponto que levantam: é de sobremaneira difícil identificar QUEM é o Criador *apenas* e só por aquilo que foi criado. Sabemos pela criação que há Um Criador, mas como Ele, qual é a Sua Maneira de Ser, o que quer de nós, é algo que Ele Pessoalmente nos comunica.

Para melhor se ver o ponto que eles levantam, vejamos a seguinte analogia:

Imaginem que vocês fazem parte de um grupo de exploradores que é o primeiro a chegar a uma casa, numa área remota do planeta. Ao chegarem a casa, reparam na arrumação presente,nas prateleiras em ordem, nas mesas limpas e bem arrumadas e as camas feitas elegantemente. Vocês não sabem *quem* é o morador da casa, mas sabem que *tem* que existir um. Vocês logicamente inferem que há alguém que mora nessa casa devido à ordem e organização presentes.

O mesmo se passa com os humanos em relação a Deus. Nós podemos observar a ordem, design, e propósito existentes na natureza, e, sabendo de antemão que tais coisas (ordem, design e propósito) tem *sempre* uma causa inteligente, logicamente inferimos o mesmo não só para o universo mas também para a vida lá contida.

Mas Quem é o Criador?

Mas agora o ateu correctamente afirma que o facto de existir Uma Causa Inteligente não justifica que se conclua que o Criador é O que está Descrito na Bíblia.

Voltemos à analogia descrita em cima.

Se o dono da dita casa chegar, identificar-se e se revelar como ele é, e eu ao cruzar aquilo que ele diz com o que está na sua casa, verificar que os dados estão de acordo, não devo então dirigir-me o dono da casa pelo seu nome? Seria ilógico eu saber quem é o dono da dita casa mas falar dele como se não soubesse quem ele é.

Do mesmo modo, nós ao cruzarmos aquilo que Deus diz com a mundo à nossa volta, vê-mos que as observações estão plenamente de acordo com a Bíblia, e como tal identificamos o Criador como sendo o Senhor Jesus Cristo.

João 1:3
Todas as coisas foram feitas por Ele [Jesus Cristo], e, sem Ele, nada do que foi feito se fez.

Conclusão:

Daquilo que foi criado, cientificamente inferimos Um Criador.

Da Bíblia sabemos COMO é o Criador, e o que Ele espera de nós.

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Funcionamento não explica origem

Este é um excerto de uma resposta que foi dada ao Ludwig.

Podem vêr mais comentários nest post.

Há uns séculos não havia língua portuguesa. Hoje muita gente fala português. Responde-me então isto: com quem aprendeu a falar a primeira pessoa que falou português?

Com as pessoas ao seu lado que, embora não falassem o português de hoje, falavam o suficiente para permitir a comunicação e a troca e uso de novas palavras que mais tarde originaram o que hoje conhecemos como português. Tudo isto por design inteligente. Foi isso que aconteceu com a origem da mosca?

Como vês, essa analogia não é realista uma vez que a transformação da linguagem é um processo modificado segundo selecção artificial inteligente e não por selecção não-inteligente.

Segundo, a tua pergunta também não explica a tua posição de fé em assumir que as forças presentemente em operação são as mesmas que originaram o aparecimento das moscas.

Quando descobrires que escolher essa pessoa é completamente arbitrário porque a língua portuguesa evoluiu gradualmente pela acumulação de pequenas diferenças na fala entre pais e filhos estarás bem encaminhado para perceber que o teu problema da origem da primeira mosca é um falso problema.

Mas eu não tenho problemas com a origem da mosca. Eu sei como elas surgiram. A minha questão é a tua fé de que as forças que hoje funcionam são as mesmas que geraram a mosca inicialmente.

Modificações verdadeiramente acontecem, e aquelas que já foram documentadas estão bem dentro da crença de que Deus criou o universo em 6 dias, há cerca de 6000 anos atrás. O problema é que por mais longe no tempo nós recuemos, as modificações não parecem modificar as formas de vida de forma evolutivamente significativa (nem de forma que contradiga a Bíblia).

Dada esta situação, porque assumir que aquilo que hoje não acontece, aconteceu no passado não observável? Porquê assumir que a funcionalidade da mosca actual explica a origem da mosca primordial?

Funcionalidade não explica a origem, como tu muito bem mostraste com o exemplo do relógio, mas quando passas para a mosca queres explicar a origem segundo processos actualmente observáveis. O facto de haver reprodução não implica necessariamente que ESSE é o método a partir do qual a mosca surgiu.

Imagina que os seres humanos conseguem construir um relógio que consegue se reproduzir. Será que vais assumir que as mecânica interna do relógio está por trás da sua origem? Claro que não.

No entanto é exactamente isso que fazes com a mosca.

Outra coisa que convém dizer é que a modificação e ramificação do latim não explica a ORIGEM do latim.

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A Contínua Equivocação entre o Naturalismo e a Ciência

Por mais que se tente demonstar que o naturalismo e a ciência são entidades distintas, existem ateus que não querem separar as duas. Por mais que se mostre que o naturalismo é uma filosofia e que a ciência é, entre muitas outras coisas, uma actividade, os ateus continuam a equivocar uma com a outra.

Um dos ateus que caiu no mesmo erro foi a Priscila Rêgo (PR) no post “A noção de naturalismo“.

Como é normal entre os evolucionistas (especialmente os ateus), não poderia deixar de existir o tom condescentente:

O meu post de estreia pega em duas coisas que me são caras. O primeiro é o criacionismo, com o qual me divirto imenso.

Tendo lido a Relato Bíblico da Criação algumas vezes, pergunto-me que parte da mesma é que a PR acha “engraçada”. Suponho que deve ser a parte que diz que os dinossauros evoluiram para passarinhos, ou que a vida criou-se a si mesma, ou ainda a que diz que animais terrestes aprenderam a nadar e tornaram-se em baleias, certo? Ah, não, espera! Quem afirma essas coisas é a teoria da evolução.

Segundo o Jónatas, a ciência parte do princípio de que o mundo funciona segundo processos naturais.

A ciência ou o naturalismo? A ciência não assume que “o mundo funciona segundo processos naturais”. A ciência assume muitas coisas, sendo a crença de que o mundo funciona segundo processos racionais (sejam eles “naturais” ou “sobrenaturais”) uma delas. O naturalismo é que assume que todos os eventos que alguma vez se verificaram no universo têm uma “explicação naturalista”. Isto é uma posição de fé.

Será mesmo verdade que a ciência exclui Deus das explicações?

O naturalismo, e não a ciência, é que exclui Deus da explicações. A ciência aceita todas as explicações que tenham evidências.

Os cientistas não assumem que o Universo foi criado por Deus, tal como não assumem que foi criado pelo Vale e Azevedo. Com tantas possibilidades, nunca mais saíamos da pura especulação

Os cientistas naturalistas não assumem que Deus criou o mundo, mas outros cientistas assumem-no e fazem o seu trabalho alegremente. Aliás, tal como já foi dito várias vezes, os fundadores da ciência moderna eram pessoas que sabiam que Deus era o Criador. A sua pressuposição não foi de maneira nenhuma um impedimento para o seu trabalho científico, contrariamente ao que a PR acredita.

A exclusão de Deus é de facto um ponto de partida mas de forma alguma um axioma inamovível. Se houvesse observações directas de um Deus a ter criado o Universo, é óbvio que a ciência teria de o incorporar numa explicação da origem do Universo.

Por outras palavras, Deus só seria Uma Explicação Válida se nós pudéssemos observá-Lo a criar o universo. Como não podemos observá-Lo a fazer isso, então Ele não pode ser a Causa do Universo, ou não pode ser Uma Explicação “científica”.

Este tipo de lógica auto-refutante é a mesma que encontrámos entre muitos ateus. Para se vêr isso, ficam aqui as perguntas:
1. Alguém alguma vez viu um dinossauro a evoluir para uma áve? Não.
2. Alguém viu a vida a criar-se a si mesma sem intervenção Inteligente? Não.
3. Alguém alguma vez viu um animal terreste a evoluir para uma colossal baleia ? Não.
4. Alguém observou os milhões de anos a decorrer? Não.

A PR nunca viu nenhum dos eventos acima mencionados (como ela de certeza vai confirmar) mas ela aceita-os como “factos científicos”. Como é que eles podem fazer parte da ciência se, segundo a definição de “ciência” da PR, eles nunca foram observados enquanto decorriam?

Voltando para Deus; pelo que foi dito em cima, podemos vêr que a observação empírica de um evento não é a razão pela qual a PR os aceita (ou rejeita), uma vez que ela aceita a evolução do dinossauro, da baleia e do próprio homem embora ela nunca os tenha observado. [Aqui mais uma vez vêmos que têmos duas definições de ciência: temos a ciência que era aceite pelos criacionistas Mendel, Galileo, Pascal, Newton, Faraday e muitos outros, e temos a "ciência" (naturalismo) que acredita que Deus não faz nada no universo. A PR usa a segunda definição e tenta torná-la a "oficial"]

A razão pela qual a PR rejeita Deus como Explicação Plausível não é porque nunca observamos o Seu Acto Criativo, mas sim porque ela tem fé no naturalismo. O naturalismo, obviamente, nega a existência de forças que vão para além das forças da Física e da Química tal como as conhecêmos hoje.

A PR, tal como o Ludwig, esconde o seu ateísmo/naturalismo por trás da “ciência”, mas como se pôde ver em cima, a máscara cai quando voltamos o holofote científico na sua direcção e questionamos coisas que eles tomam como “científicos”.

Suponhamos que o João é fulminado por um raio. A explicação mais óbvia reside apenas na má sorte de ter estado no sítio errado à hora errada. Mas se descobrirmos que o José tinha criado uma máquina terrível de controlo dos campos electromagnéticos que lhe permite manipular os relâmpagos, é perfeitamente razoável aceitar essa explicação.

Reparem que neste exemplo nós não observamos o João a ser fulminado, mas sim interpretámos os dados para saber qual é a explicação mais razoável. Reparem também que no mesmo post a PR diz que para algo ser científico o mesmo tem que ser observado a decorrer, mas depois diz que já não é preciso observarmos para ser científico. As contradições do ateísmo não param de me surpreender.

Os médicos legistas estão habituados a isso, quando descobrem que uma morte por causas naturais se trata, afinal, de suicídio. O princípio é o mesmo: perceber que por trás de um acontecimento aparentemente natural e não intentado se esconde uma mão bem humana. Não é preciso saltar de paradigma

Tal como em cima, reparem mais uma vez que a PR está a falar de medicina forense que lida com eventos passados (não observáveis). A PR aceita a medicina forense como ciência, no entanto essa mesma ciência lida com eventos que não podem ser duplicados. No entanto, em cima a PR afirmou que para Deus ser Uma Explicação científica, nós teríamos que observá-Lo a criar o universo.

Não podemos voltar a matar uma pessoa de modo a saber mais sobre a causa da morte. O que se faz é interpretar as evidências e inferir a melhor explicação. Curiosamente, é exactamente isso que se faz com a teoria do Design inteligente. A teoria postula Uma Causa Inteligente por trás do design presente na biosfera precisamente porque as evidências estão de acordo. O Criacionismo Bíblico, por sua vez, vai mais longe ao afirmar que não só o universo é resultado de design, mas que o Designer é a Pessoa do Senhor Jesus Cristo.

O problema dos criacionistas é que propõem uma explicação tão minuciosamente recortada que se torna impossível de avaliar pelos dados disponíveis.

Não necessariamente. Ao postularmos Uma Causa Inteligente por trás do design biológico, os criacionistas estão bem actualizados em relação aos achados científicos mais recentes. Uma das coisas que a ciência têm revelado é o elevado nível de complexidade especificada presente nas formas de vida. Sempre que nós encontramos estruturas com as características presentes nas formas de vida (interdependência, funcionalidade, especificidade, elegância, informação codificada) nós inferimos sempre causas inteligentes. Como essas mesmas estruturas estão na vida biológica, então seria ilógico não inferir Uma Causa Inteligente.

Claro que o ateísmo impede algumas pessoas (provavelmente a PR) de inferir Uma Causa inteligente por trás da biologia uma vez que isso seria uma evidência demasiado poderosa a favor de Deus. Como tal, a PR e os demais ateus distorcem as leis e o funcionamento da ciência como forma de manter o ateísmo intocável.

Pois bem, a PR tem o direito divino de escolher a filosofia de vida que bem quiser, mas ela não tem o direito de distorcer a ciência sempre que ela aponta na direcção de Deus.

Os criacionistas dizem que Deus é omnipotente, proíbe a homossexualidade e teve um filho chamado Jesus. Mas, mesmo que haja um vídeo a mostrar a criação do mundo por um ser poderoso, daí apenas poderemos depreender que ele é poderoso e criou o mundo.

Reparem que mesmo que haja “um vídeo”, a PR não parece ficar muito inclinada a ser criacionista. Mesmo que veja o Senhor Jesus Cristo a criar a vida, a PR ainda vai afirmar que “pode ser Alá como Odin“.

O pior cego é aquele que não quer vêr.

Obviamente que se nós somos cristãos, estamos a falar do Nosso Deus e do Livro que Ele nos deixou. Se as evidências estão de acordo com o nosso Livro, porque é que depois de todas as evidências oferecidas o ateu ainda diz “Ah, mas se calhar era o Alá o o Odin!” ? Que venham os adoradores de Odin e de Alá e que ofereçam as evidências para o seu relato da criação, tal como os adoradores de Darwin oferecem as suas “evidências”.

No fundo, o que os criacionistas pedem é que da existência de arsénico no copo da vítima se deduza que o assassino foi o Joaquim Otávio, que calça 45 e é fanático pelo Oliveirense

Mas nós não só temos o “arsénico” no copo, mas temos o BI no bolso (o que revela o seu nome), temos os seus sapatos ainda consigo, e temos as bandeiras do Oliveirense espalhadas pela casa. Temos boas razões para inferir que ele se chama Joaquim Otávio, calça o 45 e é fanático pelo Oliveirense.

Semelhantemente, nós não só temos as evidências científicas que suportam a posição cristã, mas temos os relatos históricos da interacção entre Deus e os homens (codificados infalivelmente na colecção de Livros chamada de “Bíblia”), temos as evidências arqueológicas que suportam a historicidade da Bíblia, e temos os testemunhos pessoais do poder transformador do Senhor Jesus Cristo.

Tendo uma tão “grande nuvem de testemunhas” (Hebreus 12:1) seria irracional postular que “se calhar foi o Alá ou o Odin“.

Mas o ateu tem mais fé do que eu, portanto, tudo é possível como ele..

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Resposta ao Ludwig: Naturalismo Não é Ciência

O evolucionista ateu Ludwig Krippahl fêz algumas observações a coisas que eu afirmei num dos últimos posts aqui apresentados.

O Ludwig afirma sem rodeios que se deve rejeitar o que ele entende por “sobrenatural” uma vez que “assumir à partida que um fenómeno é sobrenatural impede-nos de perceber o que o causou“. O ateu evolucionista Ludwig acrescenta ainda que “Não podemos desvendar o mecanismo dos milagres nem compreender os processos de intervenção divina“.

O problema destas declarações é que nenhum cientista criacionista assume à partida que um fenómeno é “sobrenatural” (seja lá qual for a definição que o Ludwig usa para “sobrenatural”). Por exemplo, existem diversos cientistas criacionistas a trabalhar em lugares seculares de grande importância. O que é que seria das suas carreiras se para todos os fenómenos observados eles assumissem à partida que é um fenómeno “sobrenatural”?

O Ludwig está a fazer aquilo que os anglófonos chamam de “strawmen argument” (argumento palha). Se não me engano, o mesmo deriva o seu nome daquilo a que nós conhecêmos como “espantalhos”. O Ludwig pôs de pé um espantalho lógico, e tratou rapidamente de destruí-lo. O problema é que refutar argumentos que nunca foram ditos pelos cristãos é o mesmo que lutar contra espantalhos: ganhas de certeza, mas tudo o que consegues é ficar sujo, cansado, e ainda por cima pode haver pessoas a observar que te tomem por chanfrado.

Os cristãos sabem muito bem que no universo em que vivêmos, para além das forças sobrenaturais, existem as forças naturais a actuar. Quando buscamos respostas para um dado fenómeno, começamos inicialmente pelas explicações naturais uma vez que a esmagadora maioria dos eventos observados têm uma explicação natural. Aliás, a própria Bíblia, sendo Um Livro com Origens Sobrenaturais, na sua esmagadora maioria ela reporta eventos naturais.

O que o Ludwig tenta fazer é rejeitar qualquer explicação sobrenatural apenas e só porque a maioria das explicações têm causas naturais, e porque ele afirma que “não podemos desvendar o mecanismo dos milagres“. Isto, claro, pondo de lado a sua fé ateísta que lhe obriga rejeitar à priori qualquer causa ou efeito sobrenatural.

Para além disto tudo, convém ressalvar que existe uma distinção clara no que toca ao tipo de ciências em que os cristãos aceitam causas sobrenaturais e outras que já não buscam causas sobrenaturais. Quando o cristão Gregory Mendel desenvolveu aquilo que mais tarde serviu de base para o desenvolvimento da genética moderna, ele buscou respostas naturais para o fenómeno da recombinação de características nas plantas. Ele não afirmou que Deus directamente recombinou as características das plantas, mas sim que havia outros fenómenos envolvidos no processo.

No entanto, se se fosse perguntar ao dito monge cristão qual era a origem da fotossíntense, do crescimento, da reprodução e das plantas em si, ele não teria problemas nenhums em logicamente atribuir isso ao Criador.

Este exemplo mostra a distinção entre ciência operacional (que é a mesma entre cientistas criacionistas e cientistas evolucionistas) e ciência histórica/forense (que é o grande ponto de discórdia). Como foi dito em cima, o Ludwig tenta estender o manto do naturalismo não só para o que se observa, mas também para aquilo que não se pode observar.

No entanto, e tendo em conta o que eu disse originalmente no post isto não é feito por motivos científicos mas por motivos puramente ideológicos.

Como é que sabemos que é por motivos ideólogicos? Sabemo-lo porque, o Ludwig acredita em mecanismos e eventos que não se podem entender, estudar, medir ou quantificar. A origem da vida ateísta (Abiogénese) envolve forças nunca vistas, processos nunca duplicados, e mecanismos nunca observados. A transformação de um dinossauro para uma áve envolve forças nunca vistas, processos nunca duplicados, e mecanismos nunca observados. A evolução de um animal terreste para uma baleia envolve forças nunca vistas, processos nunca duplicados, e mecanismos nunca observados. O mesmo se passa com a evolução da sexualidade, do sistema de visão, o sistema respiratório, a metamorfose de alguns insectos, o sonar dos golfinhos e dos morcegos, a evolução de um primata para um homo sapiens, etc,etc. (Explicar como é que uma baleia se transforma numa baleia não explica como é que as baleias surgiram)

Todos os eventos acima mencionados envolvem situações que não podem ser repetidas em condições controladas, mas o Ludwig não tem problemas em incorporá-las dentro daquilo que ele chama de “ciência”. Isto mostra que o problema do Ludwig não é o facto de não podermos “desvendar o mecanismo dos milagres nem compreender os processos de intervenção divina“, mas sim que a sua filosofia de vida rejeita como ponto de partida causas que violem a sua fé no naturalismo.

Tal como eu já tinha dito, ele é um naturalista que tem algum receio em afirmar que a sua fé no naturalismo lhe impede de considerar alternativas que contradigam a sua ideologia.

É muito importante ter isto em conta de cada vez que um ateu pedir “explicações naturais” para eventos que o cristão sabe terem origens sobrenaturais (origem da vida, origem do universo, etc). O que o ateu está implicitamente a fazer é a pedir evidências naturalistas para o sobrenatural! Totalmente ilógico.

O Ludwig acrescenta ainda

Assumir que tudo foi criado por um ser omnipotente impede qualquer investigação. É uma premissa estéril, não permite hipóteses testáveis e condena os criacionistas a ficar pasmados, assombrados, e ignorantes.

Mas se isto é assim, porque é que os criacionistas Mendel, Newton, Maxwell, Faraday, Pascal, Galileo e muitos outros conseguiram fazer avanços na ciência, mesmo tendo uma visão criacionista do mundo? A resposta é que eles correctamente sabiam separar a ciência operacional (que funciona à base daquilo a que chamamos “leis naturais”) da ciência forense (que funciona à base de inferências baseadas nos dados disponíveis.

A pressuposição de que o mundo foi criado por Deus não foi impedimento para o avanço da ciência mas o Ludwig afirma que essa posição “impede qualquer investigação”. Como se pôde vêr, isso é falso.

Conclusão:

O pior naturalista não é aquele que o proclama sem rodeios, mas sim aquele que o esconde por trás do manto da tão-mal-definida “ciência”.

O ateu evolucionista Ludwig Krippahl é um bom exemplo.

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Ciência e Certezas Naturalistas

O pior naturalista não é aquele que o proclama sem rodeios, mas sim aquele que o esconde por trás do manto da tão-mal-definida “ciência”. O ateu evolucionista Ludwig Krippahl é um bom exemplo. O Ludwig proclama que

A ciência tem a pretensão de dizer como o universo funciona, como surgiu a nossa espécie, como o Sol brilha e explicar cada vez mais coisas. E tem o atrevimento de não descobrir deuses em lado nenhum.

Alguém consegue descortinar a fé naturalista subentendida nesta declaração? Como é que o ateu Ludwig sabe que a ciência “tem o atrevimento de não descobrir deuses em lado nenhum“? Isto só é verdade se o Ludwig sabe qual é o propósito final da ciência. Segundo a sua fé, o tal propósito é o de dar respostas naturalistas (e não verdadeiras) para todos os fenómenos que alguma vez foram observados. O que o ateu Ludwig chama de “ciência” nada mais é que naturalismo.

Reparem também que o Ludwig, como sempre, mistura a ciência operacional (“como o universo funciona“), que é a mesma entre evolucionistas e criacionistas, com a ciência histórica ou forense (“como surgiu a nossa espécie“). Isto é-lhe bastante útil porque sempre que o céptico da mitologia de Darwin apontar um dos muitos problemas da teoria da evolução, o Ludwig pode sempre dizer que “estamos a atacar a ciência”. Para o Ludwig, falar sobre as origens do universo é o mesmo tipo de ciência que está envolvida no estudo do sistema de visão. O Ludwig não aceita o facto de que, enquanto que em medicina podemos analisar o sistema de visão directamente, nós não podemos fazer o mesmo em relação à origem do universo.

A crença de que a ciência tem o atrevimento de não descobrir “deuses” em lado nenhum é mais um declaração naturalista do que científica. Galileo não pôde deixar de glorificar o Criador ao observar a ordem, complexidade e beleza do universo. O mesmo para Newton, Maxwell, Faraday, Pascal, Mendel e muitos outros cientistas e pesquisadores que claramente viam a Poderosa Mão de Deus por trás da ordem e estrutura do universo.

O Ludwig acredita que a sua “ciência” não descobre Deus porque Ele não existe. O que o Ludwig não se apercebe é que a sua definição de ciência não “descobre Deus” porque, por definição, a sua ciência só aceita causas e efeitos que não involvam Deus. Ora, se Ele está excluído à partida, não é de admirar que Ele não apareça no final.

Tal como disse em cima, o pior naturalista não é o que se afirma como tal sem complexos, mas aquele que esconde o seu naturalismo por trás da sua definição de ciência.

É sempre importante separar a verdadeira ciência do naturalismo, uma vez que uma não tem relação nenhuma com a outra, independentemente do que os nossos amigos ateus furiosamente afirmem.

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Escaravelho Africano Bombardeia Ateísmo

O escaravelho bombardeiro africano, Stenaptinus insignis, armazena dentro de si uma das mais poderosas evidências contra a crença que afirma que a vida criou-se a si mesma. O ateu evolucionista Ludwig Krippahl afirma que o referido insecto possui

uma mistura de hidroquinonas e peróxido de hidrogénio e, quando ameaçado, excreta pequenas porções para uma câmara de reacção no abdómen. Aí, enzimas catalisam uma reacção violenta e o spray tóxico, quase a ferver, persuade o atacante a procurar o almoço noutro lado. Além disso o escaravelho consegue apontar a esguichadela para qualquer direcção orientando o canal de saída.

Por outras palavras, este animal possui dentro de si químicos que precisam um do outro para activar o seu sistema de defesa. Esta reacção é activada por um catalisador que, “por sorte”, mistura-se em quantidades suficientes apenas e só para ser expelida para fora do animal. A presença de um químico sem o outro seria inútil, uma vez que a combinação dos dois é necessária para que este sistema funcione.


Dada esta situação (interdependência funcional) qual é a teoria que melhor explica a origem deste mecanismo:

1. Progresso gradual e faseado onde um químico aparece primeiro e “espera” que outro apareça, sem contar com as ligações neurónicas que o dito animal teria que desenvolver para aprender a usar a dita arma;
2. O sistema estava funcional desde que apareceu na Terra?

Façamos uma analogia com um lança-chamas.

A idéia básica por trás do lança-chamas é “espalhar fogo lançando combustível em chamas“. O fogo lançado pelo lança-chamas é causado por uma reacção química entre duas ou mais substâncias. Como indica este site, “Essa reação é desencadeada por calor extremo, freqüentemente causada por uma outra chama ou uma centelha. O calor do próprio fogo é suficiente para manter a reação química enquanto houver combustível para queimar“.

Mas uma coisa é a presença dos químicos num dado local e outra é a forma de usá-lo de forma funcional. O lança-chamas, tal como escaravelho bombardeiro, possui um mecanismo próprio para misturar os químicos de forma funcional e um mecanismo próprio para direccionar o fogo de forma eficiente. O que os evolucionistas querem que nós acreditêmos é que um mecanismo mais complexo e mais óptimo (em termos de design) que um lança-chamas formou-se a si mesmo, após milhões de mutações aleatórias filtradas pela não-inteligente selecção natural.

O Ludwig não ofereceu evidência nenhuma para a sua posição evolucionista ateísta. Ele não diz no seu post qual foi o químico que apareceu primeiro e “esperou” pelo outro, nem disse qual é a força natural capaz de organizar químicos de forma a produzir uma arma de fogo. Não falou sobre os detalhes da evolução do escaravelho, as evidências que confirmem a sua versão da evolução nem nada que seja remotamente parecido.

Não sendo capaz de fornecer as evidências que confirmem a sua fé na naturalismo, O Ludwig seguiu outro caminho, nomeadamente, o caminho seguido por Darwin no que toca à evolução da visão. Este caminho resume-se em mostrar vários tipos de olhos (ou, neste caso, de escaravelhos) e de “concluir” que, como existem vários tipos de olhos com complexidades distintas, então a evolução gerou-as. Cabe agora aos criacionistas mostrar como é que isto não aconteceu assim.

O Ludwig afirma

Os criacionistas adoram estas coisas. O vídeo abaixo mostra o escaravelho em acção. Termina com o comentário típico que algo tão sofisticado teria de ser criado de uma só vez, e que era impossível o escaravelho sobreviver com um sistema parecido mas incompleto.

 

Como se vai vêr no resto da sua resposta, o termo “parecido” é usado nesta frase como forma de justificar o que vêm a seguir. Convém ressalvar que os criacionistas não afirmam que um sistema parecido com o do escaravelho não funcionaria.

 

O que nós dizêmos é que 1) não há força natural capaz de criar um sistema como o que o dito escaravelho possui, e que 2) este sistema sem todo o aparato completo, não funciona. Como tal, não evoluiu.

Pensem no lança-chamas. De que é que me serviria um lança-chamas sem um gatilho para expelir o fogo? De que é que serviria ao escaravelho evoluir “uma mistura de hidroquinonas e peróxido de hidrogénio” e não ter o catalisador para activá-los? Ou ter o catalisador mas não ter a câmara de reacção?

Este sistema tinha que estar completo e funcional desde o princípio (criação).

O método criacionista é escolher um exemplo extremo, apresentá-lo como único na natureza e pedir que desliguemos o cérebro e nos prostremos a adorar o senhor deus deles.

Mas os criacionistas, felizmente, não o apresentem como “único” na natureza. (A natureza está literalmente repleta de sistemas tão ou mais complexos que o sistema de defesa do escaravelho) Isto é o argumento-palha. O Ludwig põe na boca dos criacionistas aquilo que nós nunca disssêmos, e depois “refuta-o”. (É sempre mais fácil refutar uma caricatura do cristianismo do que a verdade)

Mas a realidade é que há meio milhar de espécies de escaravelho com defesas semelhantes, em vários níveis de sofisticação.

A existência de vários níveis de sofisticação não explica como é que o seu nível de sofisticação surgiu, da mesma forma que a existência de vários níveis de sofisticação nos carros não é evidência de que os carros fizeram-se a si mesmos. Mostrar outros sistemas com níveis de sofisticação distintos só diminui a credibilidade da teoria da evolução.

Se acreditar que um escaravelho , “por sorte”, conseguiu ter as mutações certas (na altura certa), e conseguiu gerar o seu próprio sistema de defesa, já é muito difícil, mais difícil fica se pensarmos que existem “vários níveis de sofisticação” na natureza. Donde é que eles surgiram?

A enorme diversidade destas defesas, das mais simples às mais complexas, refuta a tese que uma coisa destas tem de ser criada de uma vez e segundo um plano exacto.

 Tal como disse em cima, o Ludwig não explica como é que o sistema se originou, mas mostra outros sistemas “mais simples” (segundo ele), e espera que isso sirva de evidência que nenhum deles foi criado. É exactamente a mesma “lógica” que Darwin usou com a não-existente evolução da visâo (1,2,3,4,5,6,7)

O escaravelho bombardeiro não é um problema para a evolução. Não é um caso isolado sem explicação.

Mas os cristãos não dizem que seja um “caso isolado”, mas sim um caso onde não só não há explicação evolutiva, mas há uma explicação cristã muito mais em conta com o conhecimento científico moderno. 

Com tantas combinações possíveis, até seria de estranhar que a evolução não tivesse encontrado algumas tão extraordinárias quanto esta.

Sim, a evolução “encontrou” porque a evolução estava à procura. A evolução tem um feeling para estas coisas.

O problema é para o criacionismo. Tem a difícil tarefa de explicar a necessidade desse deus criar um sistema de defesa tão sofisticado. Supostamente, na altura da criação não havia morte e o escaravelho não precisava de se defender.

 Como é normal entre os ateus, eles “esquecem-se” de partes da história como forma de justificar a sua fé. Ou esquecem-se dos efeitos do pecado na criação, ou esquecem-se que Deus consegue vêr o futuro.

E explicar a origem de tantos sistemas de defesa nos insectos, tão diversos, dos mais rudimentares aos mais sofisticados.

“Rudimentares” e “sofisticados” são palavras com teor evolucionista. Os outros sistemas funcionam para o propósito para o qual foram feitos, tal como o tractor funciona para o propósito para o qual ele foi feito. O facto do tractor ser tecnologicamente mais simples que um Alfa Romeo, não quer dizer que nem um nem o outro foram feitos.

A grande diferença é que a ciência tenta encontrar explicações abrangentes que unifiquem o nosso conhecimento e lhe dêem uma estrutura coerente.

A ciência de facto tenta fazer isso, mas a teoria da evolução não. A teoria da evolução vai-se emendando aqui e ali à medida que a ciência avança. Quem não se lembra da defunta crença nos “orgãos vestigiais”? Poucos são os ateus que ainda usam essa linha de argumento sem serem criticados.

Por isso interessa-se pelos padrões nos dados, por como as coisas encaixam.

O padrão dos dados científicos encaixam perfeitamente no modelo Bíblico. A sofisticação das formas de vida, aliada à estrutura óptima para a vida existente na Terra, aliada à natureza moral do ser humano, ao registo fóssil, e a um vasto leque de outros dados científicos, encaixa-se perfeitamente na crença que afirma que o universo e a vida foram feitos pelO Senhor Jesus Cristo.

Em contraste, a hipótese de uma criação ad hoc para cada bicharoco exclui esta possibilidade logo à partida.

Felizmente, a Bíblia não afirma a criação “ad hoc” para cada um dos bicharocos mas sim para os tipos básicos.

 É um milagre aqui, outro ali, outro acolá, sem nada que os una, que explique como ou porquê.

 

Mas há algo, ou melhor, Alguém, que os une: O Criador, o Senhor Jesus Cristo. A um nível mais directo podemos vêr informação em todas as formas de vida. Sabendo nós que a informação tem sempre uma origem inteligente, isto une toda a vida em torno daquilo que a Bíblia afirma: que há Um Criador por trás das formas de vida.

 

Para convencer as pessoas que a realidade se assemelha a este disparate, os criacionistas têm de focar apenas exemplos isolados, desprovidos de contexto.

O contexto Bíblico explica a sofisticação existente na natureza. Se a vida foi feita por Deus, faz sentido encontrar sistemas de complexidade impressionante na biosfera. Se a vida tivesse uma origem não-inteligente, encontrar sistemas de complexidade e funcionalidade como as que a vida tem seria totalmente inesperado.

Conclusão:

O escaravelho bombardeiro é mais uma das muitas evidências para o Génio Criativo do Senhor Jesus Cristo. Os ateus observam, estudam e pasmam-se com a sofisticação lá existente, mas abandonam todo o pensamento racional na altura de falar sobre as suas origens.

O cristão alegra-se quando a ciência descobre a estrutura e complexidade das formas de vida, e observa com satisfação como a ciência pouco a pouco vai desmontando e destruindo o frágil edifício evolucionista (e confirmando a Palavra de Deus).

Por essas e por outras, nós cantamos e dizemos:

Rev 4:11
Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque Tu criaste todas as coisas, e por Tua vontade são e foram criadas

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