É o ADN evidência para a evolução?

O João Vasco diz:

Os cientistas, pelos fósseis, pelo ADN, etc… entenderam que existiu evolução. E por isso tentaram explicar a evolução. 

Isto é, obviamente, falso. O ADN “é uma molécula que contém informação sobre o desenvolvimento e funcionamento dos organismos vivos” (*)

Sendo um sistema de informação, a pergunta põe-se: qual é a força natural capaz de gerar sistemas de informação por sí só, sem intervenção inteligente?  Será que existe alguma?

Qual é a única força conhecida pelo homem capaz de gerar sistemas de informação?  Obviamente que toda a gente concorda que, de acordo com as evidências, só seres inteligentes são capazes de gerar sistemas de informação. Até hoje não se conhece nenhum sistema de informação que não tenha sido criado por uma ou mais mentes.

Tendo isto em conta, nós podemos dizer que o ADN, longe de ser evidência para os poderes mágicos da natureza, é, sim, evidência para o Deus Criador.

About Mats

"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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23 Responses to É o ADN evidência para a evolução?

  1. João Vasco says:

    Mats:

    Tu pediste-me evidências para a evolução.

    Eu não te dei nenhuma. Nem disse que te dei.

    Disse-te que os cientistas encontraram várias. Mais do que aquelas que poderias estudar durante toda uma vida. Disse-te assuntos relacionados com as provas que eles encontraram.

    O ADN por si não prova a evolução. Mas no ADN foram encontradas várias evidências da evolução.

    Por exemplo: nós temos genes para a cauda. Temos genes que dizem ao nosso corpo como fazer uma cauda. É estranho, porque raio é que Deus iria pôr genes que dizem às células como fazer uma cauda, e depois pôr um gene a dizer que esses genes da cauda são inúteis e não devem ser lidos?
    Sabes que às vezes há mutações que desligam o gene que desliga a cauda, e algumas pessoas – muito poucas – nascem com uma pseudo-cauda?

    Sabes que também existem genes para encher a cara de pelos longos como os macacos? Depois existem genes a dizer que estes não devem ser lidos, mas ás vezes aparece uma mutação que desliga estes genes silenciadores. O indivíduo fica a parecer um lobisomem. E é gente que nasce desta maneira.

    Mas ambas estas situações se explicam facilmente se tivermos em conta a selecção natural.

    Sabias que os macacos têm 24 pares de cromossomas, e nós temos 23?
    Isto parece uma evidência genética que nós e os macacos somos parentes muito mais afastados do que se julgava. O que é estranho, porque quase todos os cromossomas dos macacos são tão parecidos com o do homem à parte de uma diferença ou outra.
    Mas os cientistas estavam para concluir com base nestas evidências, que nós e os macacos somos parentes muito afastados.
    Mas sabes que no início e no fim de cada cromossoma existem uns genes que são os genes do extemo. Em todos os extremos dos cromossomas existem esses genes. É assim em nós e nos macacos.
    E no meio dos cromossomas dos macacos não existem existem esses genes.
    Mas no meio de um único cromossoma dos humanos, estão lá esses genes. É esquisito. Só vejo duas explicações para isso:

    ou Deus quis enganar os evolucionistas

    ou 2 cromossomas juntaram-se.

    Eu sei que tu podes contrariar todas estas evidências.
    Foi por isso que eu não dei nenhuma, não duvido que tenhas uma resposta para todas, e eu não sou um especialista no assunto.

    Estou no meu campo quando tu falas na 2º lei da termodinâmica. Aí eu sei explicar perfeitamente em todos os detalhes a imensidão dos disparates que dizes. Eu trabalho sobre esse assunto.

    Mas sobre isto, apenas falo daquilo que leio nos livros de divulgação dos especialistas que percebem alguma coisa sobre o assunto: aqueles que produzem medicamentos, etc… – dos quais obviamente nenhum é criacionista.

    Por essa razão, não vou discutir cada evidência contigo. Apenas quero deixar claro que não disse que o ADN era uma prova, mas que quem conhece bem o ADN (não sou eu) tem toneladas de provas a favor da “evolução” (selecção natural) relacionadas com o ADN.

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  2. Mats says:

    João,
    A questão é simples:
    O ADN é um sistema de informação. Qual é a teoria que melhor explica a sua origem? A teoria que diz que durante milhares e milhares de anos, os químicos mortos aprenderam a faxer informação codificada, ou toda essa informação tenha sido Inteligentemente codificada por Deus?

    Quando olhamos para o ADN, vêmos sinais de inteligência, ordem, sofisticação, elegância e design, ou vêmos sinais de forças da natureza sem controle?
    Eu acho que a resposta é por demais óbvia.

    Recomendo um livro: “Evolution: A Theory in Crisis” – Dr Michael Denton. O meu comprei-o no Campo Grande, numa papelaria que está perto da rotunda, para quem vai de Entre Campos para a 2ª Circular.

    Nesse livro o Dr Denton, que nem é um cristão, elucida como muitos dos princípios de design que os humanos usam estão presentes nas formas de vida, especialmente na célula.

    O ADN suporta o criacionismno.

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  3. João Vasco says:

    «O ADN suporta o criacionismno.»
    Os cientistas que trabalham com o ADN não pensam dessa forma.

    Mas visto que não respondeste a nenhuma das perguntas que fiz na minha mensagem anterior, reitero a mensagem principal: quando falei no ADN não estava a dizer que fosse uma prova da evolução, mas sim que quem conhece bem o ADN consegue corroborar a teoria da selecção natural de muitas maneiras diferentes.

    De resto, tu dizes que nada que não tenha sido desenhado com inteligência pode ter “informação”. Mas eu não te posso dar nenhum exemplo em como estás enganado, porque tu acreditas que TUDO foi desenhado com inteligência.

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  4. Mats says:

    João,

    «O ADN suporta o criacionismno.»
    Os cientistas que trabalham com o ADN não pensam dessa forma.

    Há cientistas que trabalham com o ADN que acreditam que a teoria que melhor explica a origem do ADN é o Design Inteligente.

    Mas visto que não respondeste a nenhuma das perguntas que fiz na minha mensagem anterior, reitero a mensagem principal: quando falei no ADN não estava a dizer que fosse uma prova da evolução, mas sim que quem conhece bem o ADN consegue corroborar a teoria da selecção natural de muitas maneiras diferentes.

    Não respondi às perguntas porque estaria a afastar-me do ponto principal do post: a origem deste código tão bem feito.

    De resto, tu dizes que nada que não tenha sido desenhado com inteligência pode ter “informação”. Mas eu não te posso dar nenhum exemplo em como estás enganado, porque tu acreditas que TUDO foi desenhado com inteligência.

    Não necessariamente. O padrão das árvores no Monsanto não foi desenhado. Elas cresceram onde cresceram por acaso. O padrão de ondas do mar na areia da praia não é desenhado, mas sim o resultado das forças marítimas aleatórias.
    A ordem em que os carros estacionam num centro comercial também não é desenhado: as pessoas vão estacionando por acaso.

    Portanto, nós podemos olhar para o ADN e perguntar se ele mostra evidência de design e planeamento, ou se mostra evidência de forças aleatórias a funcionar.
    Acho que é absurdamente óbvio que o ADN tem todas as evidências de um sistema arquitetado.

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  5. João Vasco says:

    Mats:

    Tu achas que a água perde informação quando ganha entropia. Não é verdade, mas é aquilo que tu estás sempre a dizer: que a segunda lei diz que a entropia aumenta, e isso destroi a informação.
    Se isso é verdade, então quando a água perde entropia ganha informação. Eu sei que é falso, mas é a única forma de ser coerente com o que tu acreditas.

    Por isso, quando “por acaso” vem um nevão que faz arrefecer a água de uma zona, terás de considerar que o acaso faz aparecer informação.

    Isto é um grande disparate, mas é a única forma de ser coerente com aquilo em que acreditas.

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  6. Mats says:

    João,

    Tu achas que a água perde informação quando ganha entropia. Não é verdade, mas é aquilo que tu estás sempre a dizer: que a segunda lei diz que a entropia aumenta, e isso destroi a informação.

    A água não é um sistema de informação, como tal este ponto é totalmente ao lado.

    Mas não respondeste à questão em relação à origem do código genético. Das duas proposiçoes existentes (design ou darwinismo), qual é a que está mais de acordo com as evidências, tendo em conta que o ADN é um sistema de informação-comunicação?
    Será que os sistemas de informação conseguem escrever-se a si próprios? Será que o código Morse, o código binário e o código genético foram escritos por alguém, ou escreveram-se a si próprios?

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  7. João Vasco says:

    «A água não é um sistema de informação, como tal este ponto é totalmente ao lado.»

    Se a água não é um sistema de informação (e não é), como raio é que tu dizes que o ganho de entropia é perda de informação?
    A água não pode ganhar entropia?

    «Será que os sistemas de informação conseguem escrever-se a si próprios? »
    O ADN conseguiu.
    À partida parece estranho, mas naquele primeiro video que te mostrei está o mecanismo que os cientistas acreditam poder ter dado origem ao ADN.

    Mas tu podes achar que isso é um disparate, e foi Deus que fez a primeira célula, que mesmo assim continua a ser válida a teoria da evolução.
    És tu que estás sempre a dizer (e bem!) que a teoria da evolução (leia-se selecção natural) não explica o aparecimento da vida.
    Exactamente por essa razão, o ADN não seria evidência contra a teoria da evolução, mesmo que os especialistas não conseguissem explicar como é que a vida tinha aparecido (e conseguem).

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  8. Mats says:

    «A água não é um sistema de informação, como tal este ponto é totalmente ao lado.»

    Se a água não é um sistema de informação (e não é), como raio é que tu dizes que o ganho de entropia é perda de informação?
    A água não pode ganhar entropia?

    Eu não disse que o ganho de entropia é perda de informação. Pode haver situações em que a variável não seja a informação mas a tempreratura, por exemplo. O que eu disse, e volto a repetir, é que a tendência natural, com o tempo, é que os sistemas de informação-comunicação aumentem em entropia informacional, e a quantidade de informação útil vá-se tornado cada vez menos disponível. Isto é um problema (para a evolução) concedido pelos próprios evolucionistas, e até hoje, não há solução darwinista.

    «Será que os sistemas de informação conseguem escrever-se a si próprios? »
    O ADN conseguiu.
    À partida parece estranho, mas naquele primeiro video que te mostrei está o mecanismo que os cientistas acreditam poder ter dado origem ao ADN.

    Sim, tens razão, é estranho acreditar-se que um sistema de informação escreveu o seu próprio código. Em relação ao teu video, ele falou das componentes materiais, deixando de lado a informação escrita nesses materiais. A composição química do livro não nos diz o que é que está escrito nesses livros.

    Mas tu podes achar que isso é um disparate, e foi Deus que fez a primeira célula, que mesmo assim continua a ser válida a teoria da evolução.

    Obviamente, se a teoria não consegue iniciar o sistema, não há necessidade em acredidtar que essa mesma teoria pode explicar o aparecimento de toda a complexidade informacional presente nos seres vivos.

    És tu que estás sempre a dizer (e bem!) que a teoria da evolução (leia-se selecção natural) não explica o aparecimento da vida.

    Evolução e selecção natural são coisas diferentes, como já te tinha dito.

    Exactamente por essa razão, o ADN não seria evidência contra a teoria da evolução, mesmo que os especialistas não conseguissem explicar como é que a vida tinha aparecido (e conseguem).

    Claro que o ADN é evidência contra a evolução, uma vez que o ADN mostra que Uma Inteligência está por trás das formas de vida.

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  9. João Vasco says:

    «Eu não disse que o ganho de entropia é perda de informação. Pode haver situações em que a variável não seja a informação mas a tempreratura, por exemplo.»

    Variação de entropia é algo que é matematicamente definido como sendo Integral(dQ/T), em que Q é calor (medido em Joules se for usado o SI) e T é a temperatura (medida em Kelvin se for usado o SI).
    Assim sendo, a temperatura e o calor não podem deixar de ser as variáveis centrais na questão da entropia.
    A informação mede-se em bits, e a entropia mede-se em J/K.

    «Em relação ao teu video, ele falou das componentes materiais, deixando de lado a informação escrita nesses materiais.»
    Os 4 codões do ARN codificam aminoácidos, acho que isso apareceu no video.
    Claro que se quiseres conhecer a teoria em mais pormenor, o video não explica, mas aí terás muito por onde podes aprender.

    «Obviamente, se a teoria não consegue iniciar o sistema, não há necessidade em acredidtar que essa mesma teoria pode explicar o aparecimento de toda a complexidade informacional presente nos seres vivos.»

    Não é uma questão de necessidade.
    A teoria explica que se tu tiveres um conjunto de bactérias expostas a um medicamento, algumas vão sofrer mutações. Algumas dessas mutações CRIAM NOVA INFORMAÇÃO e por isso a bactéria ganha capacidade de resistir ao medicamento, por isso essas bactérias é que sobrevivem, e passam todas a resistir a esse medicamento.
    Isto é uma previsão da teoria, e isto é algo que JÁ FOI OBSERVADO – o Ludwig explicou isto melhor no blogue dele.
    Assim, as bactérias mais simples tornaram-se mais complexas: ganharam nova informação. Isto já foi observado.

    Isto, que tu dizes que é impossível.

    «Evolução e selecção natural são coisas diferentes, como já te tinha dito.»

    Sabes como se chamava a teoria de Darwin?
    «”teoria da evolução através da selecção natural”»
    É verdade que teoria da evolução e selecção natural são coisas diferentes. Podes aceitar a evolução sem aceitar a selecção natural – se acreditares no Lamarkismo por exemplo, ou na Bíblia interpretada à letra. Se interpretares a Bíblia à letra, há evolução: os primeiros homens viviam centenas de anos, e hoje vivem algumas dezenas. Tendo em conta que isso terá sido há menos de 6000 anos, é uma evolução extremamente rápida. Assim, os criacionistas da terra jovem também são evolucionistas.
    Evolução é só acreditar que a vida foi “evoluindo” ou seja: foi ficando diferente ao longo do tempo. Ninguém diz se para melhor ou pior – isso é subjectivo. Acreditar na evolução é acreditar que a vida foi mudando.

    A teoria de Darwin é uma teoria para explicar a evolução.
    A teoria dele é que a selecção natural explica a evolução. A selecção natural quer dizer que quando por algum erro de cópia um ser vivo tem um filho diferente, esse erro de cópia não se vai propagar se prejudicar a habilidade desse ser vivo ter filhos; mas vai-se propagar se beneficiar a habilidade desse ser vivo ter filhos.
    No caso das bactérias, por erro de cópia surge informação adicional que pode resultar numa mutação que faz a bactéria resistir ao antibiótico. Então isso ajuda a bactéria a ter filhos, porque as bactérias que demoram mais tempo a morrer com o antibiótico podem ter mais filhos. Então passado algum tempo todas ganham essa resistência.
    Isto é a selecção natural.

    Agora explica-me como é que pode haver selecção natural e não haver evolução dos seres vivos.

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  10. Mats says:

    João,

    «Eu não disse que o ganho de entropia é perda de informação. Pode haver situações em que a variável não seja a informação mas a tempreratura, por exemplo.»

    Variação de entropia é algo que é matematicamente definido como sendo Integral(dQ/T), em que Q é calor (medido em Joules se for usado o SI) e T é a temperatura (medida em Kelvin se for usado o SI).
    Assim sendo, a temperatura e o calor não podem deixar de ser as variáveis centrais na questão da entropia.
    A informação mede-se em bits, e a entropia mede-se em J/K.

    A 2ª Lei também afecta sistemas de informação, embora o seu “campo” pricinpal seja a temperatura/energia/matéria.
    Eu citei-te cientistas evolucionistas que dizem que a a 2ª Lei não está de acordo com os sistemas de vida, e que isso ainda é um problema para ser resolvido.
    Além disso, eu tive o cuidado de dizer “a 2ª Lei generalizada”, ambrangindo a vida e a informação que a vida tem.
    A lei, quando aplicada aos sistemas de informação, diz que, com o passar do tempo, a informação disponivelna-se menos organizada e mais simplificada. Isso vai contra a teoria da evolução que diz que os sistemas de informação foram-se tornado mais complexos, mais organizados e mais específicos.
    Por favor, não me obrigues a dizer iso outra vez.

    «Obviamente, se a teoria não consegue iniciar o sistema, não há necessidade em acredidtar que essa mesma teoria pode explicar o aparecimento de toda a complexidade informacional presente nos seres vivos.»

    Não é uma questão de necessidade.
    A teoria explica que se tu tiveres um conjunto de bactérias expostas a um medicamento, algumas vão sofrer mutações.

    Mas isso nunca foi controverso. Nós queremos saber é qual é a força que transforma num ser humano.

    Algumas dessas mutações CRIAM NOVA INFORMAÇÃO e por isso a bactéria ganha capacidade de resistir ao medicamento, por isso essas bactérias é que sobrevivem, e passam todas a resistir a esse medicamento.

    Estás a dizer coisas qeu são falsas.
    Deixa-me ser simples:
    A resistência que a bactéria ganha a um certo medicamento envolve 1) re-organização de informação já existente ou 2) perda de informação genética.
    Deixa-me ilustrar isto. Imagina que tens um medicamento que tem que ser transportado para o núcleo da célula da bactéria para fazer efeito, certo? Se a bactéria perde a informação para transportar esse químico para a sua célula, ela torna-se “resistente” a esse medicamento. Mas olha o que aconteceu: a bactéria PERDEU informação, MAS essa perda conferiu à bactéria uma vantagem funcional.
    O resto da história já sabes: a selecção natural elimina as bactérias que não têm essa mutação genética, e as bactérias que a tem, tornam-se dominantes.

    Não podes usar um exemplo de perda de informação como evidência para um processo que envolve ganho de informação.

    Assim, as bactérias mais simples tornaram-se mais complexas: ganharam nova informação. Isto já foi observado.

    O cientista Lee Spetner refuta esse mito darwinista:

    The mutations needed for macroevolution have never been observed. No random mutations that could represent the mutations required by Neo-Darwinian Theory that have been examined on the molecular level have added any information. The question I address is: Are the mutations that have been observed the kind the theory needs for support? The answer turns out to be NO!

    E olha que de informação o Dr Lee Spetner conhece:

    With a Ph.D. in physics from MIT, Spetner taught information and communication theory for years at Johns Hopkins University. In 1962 he accepted a fellowship in biophysics at that institution, where he worked on solving problems in signal/noise relationships in DNA electron micrographs. He subsequently became fascinated with evolutionary theory, and published papers concerning theoretical and mathematical biology in prestigious journals such as the Journal of Theoretical Biology, Nature, and the Proceedings of the 2nd International Congress of Biophysics.

    «Evolução e selecção natural são coisas diferentes, como já te tinha dito.»

    Sabes como se chamava a teoria de Darwin?
    «”teoria da evolução através da selecção natural”»

    Sim. o Darwin usou esse termo, mas, ele poderia usar o que bem quisesse. O que importa é que a selecção natural não é uma força criativa, como é amplamente verificável.

    É verdade que teoria da evolução e selecção natural são coisas diferentes. Podes aceitar a evolução sem aceitar a selecção natural – se acreditares no Lamarkismo por exemplo, ou na Bíblia interpretada à letra. Se interpretares a Bíblia à letra, há evolução: os primeiros homens viviam centenas de anos, e hoje vivem algumas dezenas. Tendo em conta que isso terá sido há menos de 6000 anos, é uma evolução extremamente rápida. Assim, os criacionistas da terra jovem também são evolucionistas.

    Bem, nem sei o que dizer.. Os criacionistas são evolucionistas?!!

    Evolução é só acreditar que a vida foi “evoluindo” ou seja: foi ficando diferente ao longo do tempo.

    Mas o “ficar diferente” não é evoluír. Se uma mãe tem um filho que nasce sem pernas ou sem braços, isso é “diferente” mas não é evolução nenhuma. A evolução, dentro do debate sobr as origens, éo processo que afimra que todo a a complexidade presente na Terra é o resultado de nada mais que as forças da natureza, sem intervenção Divina em nenhum estado do processo.

    Ninguém diz se para melhor ou pior – isso é subjectivo. Acreditar na evolução é acreditar que a vida foi mudando.

    Essa definição não é uma definição científica, uma vez que não é exclusiva da teoria da evolução. Os criacionistas e os cientistas do Discovery Institute acreditam que a vida muda. O problema é que ela muda na direcção contrária àquela proposta pela teoria da evolução.

    A teoria de Darwin é uma teoria para explicar a evolução.
    A teoria dele é que a selecção natural explica a evolução. A selecção natural quer dizer que quando por algum erro de cópia um ser vivo tem um filho diferente, esse erro de cópia não se vai propagar se prejudicar a habilidade desse ser vivo ter filhos; mas vai-se propagar se beneficiar a habilidade desse ser vivo ter filhos.
    No caso das bactérias, por erro de cópia surge informação adicional que pode resultar numa mutação que faz a bactéria resistir ao antibiótico. Então isso ajuda a bactéria a ter filhos, porque as bactérias que demoram mais tempo a morrer com o antibiótico podem ter mais filhos. Então passado algum tempo todas ganham essa resistência.
    Isto é a selecção natural.

    Selecção natural não é controverso.

    Agora explica-me como é que pode haver selecção natural e não haver evolução dos seres vivos.

    Pelo simples facto de que a selecção natural não é uma força criativa.

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  11. Joaquim Coelho says:

    Não vale distorcer, as leis da termodi^nêmica aplicam-se á termodinâmica.
    As extensões e comparações que se fazem com outros fenomenos (como a tendência da natureza para se desorganizar) são outra area do saber que não termodinâmica.

    A 2ª lei da termodinâmica tal como a interpretas significaria a destruição de tudo num prazo muito curto.
    Se considerares o corpo humano um sistema fechado quandos comes aumetavas a entropia e logo rápidamente te transformavas num ser altamente desorganizado. Mas isso não acontece porque não és um sistema fechado e libertas calor (entropia) para o ar. O mesmo se passa com a terra para o universo.
    O uso da entropia fora do contexto termodinâmico é uma falsidade e uma má fé absoluta.

    Como explicas na tua forma de ver a 1ª lei da termodinâmica: ““Num sistema isolado a energia interna permanece constante”

    Se a terra é um sistema fechado (e só nesse caso é que a 2ª lei é pertinente) então não recebiamos energia do sol, certo ? E então como viviamos ?

    Por outro lado a lei zero da termodinâmica “Se dois corpos estão em equilíbrio térmico com um terceiro, então eles estão em equilíbrio térmico entre si.” impede a existência de um sistema isolado (que é um conceito meramente teórico, tal como o zero absoluto da 3ª lei que é impossível de atingir), já que é impossivel não existirem interacções entre os corpos.

    Se quiseres podemos falar da tendência natural dos processos naturais para a desorganização (real), mas não lhe chames entropia nem a ligues as termodinâmica. (A Termodinâmica é a parte da Termologia (Física) que estuda os fenômenos relacionados com trabalho, energia, calor e entropia, e as leis que governam os processos de conversão de energia. Apenas e só)

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  12. João Vasco says:

    Mats:

    «A resistência que a bactéria ganha a um certo medicamento envolve 1) re-organização de informação já existente ou 2) perda de informação genética.»

    Isso é absolutamente falso.
    Trata-se de ganho de informação.

    Vou explicar de uma maneira simples. Tens o ADN e tem um certo número de bits (undade com que se mede a informação).
    Depois surge a mutação e o número de bits AUMENTA.

    Isto JÁ foi observado.
    Não é uma especulação.

    Mais: isto acontece no nosso ADN. Há doenças genéticas que acontecem porque devido a erros de cópia na duplicação o nosso ADN AUMENTA a sua informação. Claro que aumentar a informação por si não é mau, depende como é que é a informação que aumenta.
    É raro que esse aumento de informação dê vantagem ao indivíduo, mas pode acontecer.

    O caso das bactérias é um exemplo disto.

    Se os criacionistas dizem-te que isto NUNCA foi observado, eles estão a MENTIR, ou então são ignorantes a este respeito, como é o teu caso (estou convencido que não me estás a mentir).

    Aumentos de bits no ADN é algo até relativamente comum, e dos vários tipos de mutações que podem ocorrer há várias que correspondem a um aumento de informação.

    Este ponto é muito importante e por isso dediquei um comentário inteiro a ele. Vou agora referir os outros pontos num comentário seguinte.

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  13. João Vasco says:

    «Eu citei-te cientistas evolucionistas que dizem que a a 2ª Lei não está de acordo com os sistemas de vida, e que isso ainda é um problema para ser resolvido.»

    Não creio que tu sejas desonesto.
    Por isso, sei que não foste tu que foste ler os livros desses cientistas para citar essas partes.
    Em vez disso encontraste essas citações em sites criacionistas.

    Se eu disser “não penso que os ingleses deviam ser exterminados” alguém menos honesto pode vir dizer que eu disse “os ingleses deviam ser exterminados”. Este exemplo é muito óbvio, mas eu já vi exemplos de citações tão desonestas como estas nos sites criacionistas. Por isso não posso dar muita atenção quando tu vais lá buscar essas citações.

    Como te digo, estudei bastante a fundo a segunda lei da termodinâmica, trabalho em energia, sei que contas é que estão relacionadas com essa lei, e NADA na lei está contra a evolução.

    «Além disso, eu tive o cuidado de dizer “a 2ª Lei generalizada”, ambrangindo a vida e a informação que a vida tem.»

    Isso é algo que não existe. Não há “segunda lei generalizada”.

    «o Dr Lee Spetner», se foi bem citado e a citação é actual, está a mentir.

    «No random mutations that could represent the mutations required by Neo-Darwinian Theory that have been examined on the molecular level have added any information»

    A informação mede-se em bits. Cada conjunto de 3 codões de ADN tem 6 bits de informação. Quando surge um novo codão, a informação do ADN aumenta em 6 bits.
    Apresento-te a síndrome de wolf-hirschhorn: acontece porque um codão em particular lá para o meio do ADN é repetido mais do que o desejável.
    Se fosse impossível a informação do ADN aumentar com uma mutação, essa doença seria impossível.
    Portanto, se tu medires a informação do ADN de um pai saudável, e depois medires a informação do seu filho com essa doença, tu vês que o filho tem MAIS informação que o pai.
    Ou é um milagre, ou é uma mutação que aumenta a informação.

    O aumento de informação no ADN devido a mutações é algo que está constantemente a ser observado.

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  14. Mats says:

    É impressão minha, ou os darwinistas residentes ainda não explicaram como é que o ADN se formou por si mesmo, quando todos os sistemas de comunicação-informação existentes conhecidos pelo homem são obra de design inteligente?

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  15. João Vasco says:

    Sabino: Se eu tiver uma frase que diz

    «sou o joao vasco nadador» e por mutações gerar a frase «nao sou o joao vasco nadador», eu terei gerado nova informação? Ou a informação é a mesma?

    Mats:

    Por acaso já te expliquei que o mecanismo segundo o qual isso aconteceu está naquele video que te aconselhei. Se queres mais detalhes, há literatura especializada a explicar isso.

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  16. Mats says:

    João,

    «A resistência que a bactéria ganha a um certo medicamento envolve 1) re-organização de informação já existente ou 2) perda de informação genética.»

    Isso é absolutamente falso.
    Trata-se de ganho de informação.

    Vou explicar de uma maneira simples. Tens o ADN e tem um certo número de bits (undade com que se mede a informação).
    Depois surge a mutação e o número de bits AUMENTA.

    Acho estranho que estejas a impôr o teu conhecimento sobre a Ciência da Informação a um professor universitário (Lee Spetner), e assumir que sabes mais do que ele do que o seu próprio campo de investigação. Mas, pronto, os evolucionistas sabem semore mais do que outros, certo?
    Segundo, para tu veres que o teu raciocínio não é factual, considera o seguinte exemplo:
    “Hoje fez sól em lisboa” <- Isto é informação, certo?
    Agora imagina a frase:
    “Hoje fez sól em lisboa. Hoje fez sól em lisboa. Hoje fez sól em lisboa”
    Houve alguma nova informação adicionada? Não. Houve aumento de bits the informação? O que é que achas?

    Mais: isto acontece no nosso ADN. Há doenças genéticas que acontecem porque devido a erros de cópia na duplicação o nosso ADN AUMENTA a sua informação.

    O Sabino citou o Dr Michael Egnor que disse:

    “Michael Egnor, neurocirurgião do Stony Brook University Hospital, disse: “a duplicação de genes não é para ser levada tão a sério. Se considera cópias como nova informação, então deve ter um grande problema com os plágios nas suas aulas. Aquilo que os estudantes manhosos necessitariam de dizer era: “É como na duplicação de genes. O plágio é nova informação e não cópia… você disse isso no seu blogue, professor!”.

    Portanto, a duplicação de genes já existentes não incrementa a informação.

    O caso das bactérias é um exemplo disto.
    Se os criacionistas dizem-te que isto NUNCA foi observado, eles estão a MENTIR, ou então são ignorantes a este respeito, como é o teu caso (estou convencido que não me estás a mentir).

    Sim, e o Dr Lee Spetner, que estuda a Ciência da informação há mais de 3 décadas também está a mentir, ou então não sabe nada daquilo que esina na universidade!
    Não, João, ele não está a mentir. A ti é que te mentiram se te disseram que a duplicação genética é acréscimo de informação.

    Como te digo, estudei bastante a fundo a segunda lei da termodinâmica, trabalho em energia, sei que contas é que estão relacionadas com essa lei, e NADA na lei está contra a evolução.

    A tua opinião pessoal vai contra a a posição científica do Prémio Nobel Ilya Prigogine e a de C.J. Smith, que dizem que 1)A redução da entropia em cristais não explica a vida e 2)O problema da entropia, em relação às formas de vida, ainda não foi resolvida.

    Agora entendam-se.

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  17. Mats says:

    João,
    Vi o teu vídeo (grandes partes) mas, tal como te disse, eles não explicam como é que a vida foi capaz de escrever a sua própria informação, coisa que nunca foi vista.

    Hoje em dia nós sabemos que o que controla a vida biológica é a informação, mas os darwinistas não parecem muito virados a explicar a origem deste complexo código de informação. Melhor, quando “explicam”, na maior parte atribuem poderes mágicos a forças que nós sabemos não serem capazes de fazer o que eles dizem que fez.

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  18. João Vasco says:

    «“Hoje fez sól em lisboa” <- Isto é informação, certo?
    Agora imagina a frase:
    “Hoje fez sól em lisboa. Hoje fez sól em lisboa. Hoje fez sól em lisboa”
    Houve alguma nova informação adicionada? Não. Houve aumento de bits the informação? O que é que achas?»

    A primeira frase tem 23 bytes, ou seja 184 bits. A segunda tem 71 bytes, ou seja 668 bits.
    Sabes medir os bits de informação?

    Quanto ao Dr Michael Egnor, não sei se foi mal citado, ou se ele acredita em algo que está errado. Mas medir a informação é algo que se aprende nos cursos de engenharia, e muitos professores universitários podem confirmar a medição que fiz.

    O Ludwig por acaso é especialista tanto em biologia como em informática. A formação dele é em biologia, mas ele trabalha no departamento de informática da faculdade, e já explicou este assunto no blogue dele. Como ele já mostrou que tu tinhas citado mal alguns evolucionistas, pode ser que ele também te explique o erro contido na citação que fizeste.

    «A tua opinião pessoal vai contra a a posição científica do Prémio Nobel Ilya Prigogine e a de C.J. Smith, que dizem que 1)A redução da entropia em cristais não explica a vida e 2)O problema da entropia, em relação às formas de vida, ainda não foi resolvida.»

    No blogue do Ludwig ele explica como a citação que encontraste está tão descontextualizada que diz o contrário daquilo que o autor defende. É o último texto dele no momento em que escrevo. Acho que devias ler.

    ——

    imagina duas frases:

    ««sou o joao vasco nadador»
    «nao sou o joao vasco nadador»

    Se eu passar da primeira para a segunda ganho informação?

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  19. Leandro says:

    Vcs ficaram loucos de verdade ou só estão brincando de falar do que não sabem? Nossa nunca vi tamanha bobagem sobre um assunto só. Evolução não é sinônimo de melhor ou pior, nem de linearidade em relação a algo superior ou inferior.É apenas mudança, mudanças numa escala de tempo. Por favor, parem de falar best. ou formulem uma pergunta descente…ou então vão estudar mais e ter mais humildade em suas colocações.

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  20. Mats says:

    Leandro,

    Evolução não é sinônimo de melhor ou pior, nem de linearidade em relação a algo superior ou inferior.É apenas mudança, mudanças numa escala de tempo.

    Que tipo de mudança? Por exemplo, se uma mulher der à luz uma criança sem mãos, é isso um exemplo de evolução?

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  21. Pingback: Soprar as velas para Darwin « No princípio criou Deus os céus e a Terra

  22. kleber says:

    O mesmo ferro que um ” Industrial” usa para fazer um trem pode ser usado para se fazer um carro, certo ?
    Quer dizer que o carro evolui do trem ? Ou o trem evoluiu do carro ?
    Não.
    E o DNA é o que ? Uma molécula que traz informações. O que é uma informação? É um dado organizado. Para que ocorra tal informação se precisa de uma inteligência. É impossível os dados aleatórios produzirem informações organizadas do nada. Portanto, o DNA não prova a evolução, mas sim a criação.

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