Bruno ou Galileo: Mentir Para Salvar a Vida

O Pedro Amaral Couto propôs uma situação hipotética onde justificou o uso da mentira, do engano e da decepção como “necessárias” para salvar uma vida.
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A situação era a seguinte: forças nazis perseguem um ou mais judeus que se encontram escondidos na minha casa. Um dos nazis chega perto do dono de casa pergunta se há algum judeu escondido dentro de casa. O que fazer? Dizer a verdade, e practicamente entregar as vidas fugitivas nas mãos de alguém que os quer pôr em campos de concentração, ou mentir e salvar as vidas?
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O Pedro Amaral Couto e o ‘-com-dá+’, juntamente com mais umas vozes supostamente “cristãs”, dizem que é mais correcto moralmente é mentir para salvar as vidas. A verdade, dizem eles, tem que ser posta de parte porque o mais importante é salvar vidas humanos.
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Eu disse que do ponto de vista cristão essas não são as únicas alternativas. Eu posso me negar a responder, evitando assim violar o mandamento Divino que diz “Não dirás falso testemunho” – (Êxodo 20:16).
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O que me foi dito é que eu seria “tão responsável” pela suposta morte dos fugitivos como aqueles que os matassem. Isto, obviamente, assume que eles seriam mortos. Houve muitos judeus que cairam nas mãos de nazis mas que ainda estão vivos.
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Como tal eu proponho agora um pergunta:

Quem agiu correctamente do ponto de vista moral: Giordanno Bruno, por dar a sua vida por aquilo que pensava ser a verdade, ou Galileo, que sacrificou a verdade para manter a sua vida?

Giordanno Bruno

Do ponto de vista ateu, “moralmente” falando , quem é que agiu correctamente?

About Mats

"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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10 Responses to Bruno ou Galileo: Mentir Para Salvar a Vida

  1. Joaquim Coelho says:

    Não existindo uma moral ateista, nem sendo eu representante oficial do ateismo (coisa que aliás não existe), apenas te posso responder do meu ponto de vista.

    Não dizer quem agiu correctamente, porque era uma decisão individual e cada um sabe da sua vida. O que disseram não prejudicou ninguém, pelo que estão no seu pleno direito e não podem ser julgados por isso.

    Agora posso dizer-te que admiro a coragem Giordanno Bruno por ter enfrentado frontalmente a igreja e reafirmado aquilo que acreditava ser a verdade.

    Por outro lado Galileo, foi muito mais inteligente e pragmatico: evitou a morte, dando ainda durante mais algum tempo o seu contributo á ciencia e a verdade acabou por vir ao de cima, na mesma.

    Eu teria sem dúvida feito o que Galileo fez (não sou assim tão corajoso).

    Resumindo penso que não se pode criticar a posição de nenhumdeles.

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  2. Mats says:

    Joaquim,

    Resumindo penso que não se pode criticar a posição de nenhum deles

    Desculpa-me que te diga, e sei que o post original não foi dirigido a ti, mas isso não faz sentido nenhum.
    Saúdas o Bruno porque ele se firmou na verdade, e a verdade era um bem tão precioso para ele que ele estava disposto a dar a sua vida. Ao mesmo saúdas o Galileo porque ele mentiu para proteger a sua vida.
    Dois comportamentos mutuamente exclusivos são os dois moralmente comendáveis?!
    Não faz sentido.

    O que disseram não prejudicou ninguém

    O Bruno perdeu a vida por aquilo em que acreditava. Ele foi tremendamente prejudicado.

    A tua resposta é o exemplo prático do que acontece quando se rejeita a Deus. Sem Ele, a moralidade que nós definimos por nós próprios pode chegar ao ponto de legitimar, ou aprovar dois comportamentos totalmente opostos e com consequências distintas.

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  3. Joaquim Coelho says:

    A moral é com cada um não tem de ser avaliada de forma uniforme.

    Neste caso ambos procederam bem. Bruno foi mais corajoso, Galileu mais inteligente. Nenhum tem de ser criticado pelo que fez.

    Admirar a ciragem é uma coisa, dizer que a opção dele é a correcta ou errada é outra e no meu ponto de vista impossivel.

    Bruno não prejudicou ninguém além dele.
    Prejudicar-se a si próprio é um direito de cada um de nós.
    Prejudicar outros é que é condenável e na maioria das vezes punivel.

    Galileu mentiu e eu faria o mesmo.

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  4. Beowulf says:

    A comparação não é válida pelo simples facto de que aquilo que Bruno defendia não é verdade!

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  5. Mats says:

    Joaquim,

    A moral é com cada um não tem de ser avaliada de forma uniforme.

    Então, por exemplo, a pedofilia pode ser moralmente aceitável em determinados contextos? Ou a pedofilia é sempre errada?

    Neste caso ambos procederam bem. Bruno foi mais corajoso, Galileu mais inteligente. Nenhum tem de ser criticado pelo que fez.

    Ou seja, em termos morais, mentir para salvar a vida é exactamente igual a oferecer a vida por aquilo que se acredita?

    Admirar a coragem é uma coisa, dizer que a opção dele é a correcta ou errada é outra e no meu ponto de vista impossivel.

    Assumindo que o ateísmo é verdade, sim, é impossível.

    Bruno não prejudicou ninguém além dele.

    Então alguém foi prejudicado. A vida do Bruno é tão importante como a vida de qualquer outro ser humano.

    Prejudicar-se a si próprio é um direito de cada um de nós.

    Felizmente os médicos não pensam assim. Se uma mulher der entrada num hospital depois de ter ingerido comprimidos para se suicidar, os médicos vão fazer os possíveis para lhe salvar a vida (limpeza do estômago).
    A propósito, tu não és médico pois não? Se fores diz-me qual é o hospital! :-).

    Prejudicar outros é que é condenável e na maioria das vezes punivel.

    Mas, tal como a mentira, se calhar prejudicar os outros pode ser moralmente aceitável, certo? Afinal, da msma forma que cada um define a sua moral, talvez haja alguém que diga que é possível prejudicar os outros para auto-benefício.

    Galileu mentiu e eu faria o mesmo.

    Sim, mas ao mesmo tempo comendas o Bruno por ter defendido a verdade. Há algo de contraditório por aí.

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  6. Mats says:

    Beowulf,

    A comparação não é válida pelo simples facto de que aquilo que Bruno defendia não é verdade!

    Irrelevante. Ele acreditava que era verdade, e deu a vida por aquilo que ele considerava ser a verdade.

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  7. Beowulf says:

    Mats, tu gostas muito de verdades abolsutas não gostas?! Entãoporque dizes ser irrelevante?! Então concordas com os bombisas suicidas,pois eles dão a vida por aqulo que consideram ser verdade!

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  8. Joaquim Coelho says:

    Então, por exemplo, a pedofilia pode ser moralmente aceitável em determinados contextos? Ou a pedofilia é sempre errada?

    A moral é individual. Pode existir quem ache que é moralmente correcto.
    Na Roma antiga era comum e aceite.
    Portanto o que importa não é se é moralmente ou não errada (embora eu espere que a maioria das pessoas a considere errada, mesmo desse ponto de vista), mas se prejudica terceiros. Como o faz sem qualquer dúvida, o estado tem de punir a pedofilia, não por uma questão de moral, mas porque prejudica terceiros. E neste caso ainda mais grave porque prejudica quem não se pode defender.

    Ou seja, em termos morais, mentir para salvar a vida é exactamente igual a oferecer a vida por aquilo que se acredita?
    Cada um que pense o que quiser. É irrelevante. Nenhum prejudicou outros com a sua acção.

    Então alguém foi prejudicado. A vida do Bruno é tão importante como a vida de qualquer outro ser humano
    Não divagues. A vida de cada um é dele e ele faz o que quer com ela, incluindo matar-se. Por isso no caso não conta: foi opção dele. Não prejudicou outros.

    Felizmente os médicos não pensam assim. Se uma mulher der entrada num hospital depois de ter ingerido comprimidos para se suicidar, os médicos vão fazer os possíveis para lhe salvar a vida (limpeza do estômago).
    Se ela estiver inconciente sim. É o seu dever.
    Se ela tiver consciente e o quiser pode impedir qualquer acto médico.


    Mas, tal como a mentira, se calhar prejudicar os outros pode ser moralmente aceitável, certo? Afinal, da msma forma que cada um define a sua moral, talvez haja alguém que diga que é possível prejudicar os outros para auto-benefício.

    Outra vez mats ?
    Já te disse n vezes que sim. Do ponto de vista da moral individual cada um acha o que quer.

    Mas se prejudica tem de enfrentar a lei. É simples: a sociedade tem regras para a intervivência das pessoas. A principal é que um cidadão não tem o direito de prejudicar outro. Ache ou não que tem razão moralmente.
    A moral não é para aqui chamada, é do foro intimo.

    Sim, mas ao mesmo tempo comendas o Bruno por ter defendido a verdade. Há algo de contraditório por aí.

    Não neste caso apenas digo a verdade 🙂
    Admiro Bruno, não condeno Galileu e reconheço que não tenho coragem para dar a vida, quando me posso safar com o mesmo resultado prático.

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  9. Beowulf says:

    Mats, tanto comentário e nada de responder àminha pergunta.Qual é o problema, não te convém esta discussão é?!

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  10. Mats says:

    Beowulf,

    Mats, tu gostas muito de verdades abolsutas não gostas?! Então porque dizes ser irrelevante?!

    É irrelevante de o que Bruno acreditava estava errado ou não. O que interessa é que o ateísmo considera dois comportamentos mutuamente exclusivos como “válidos” moralmente. Se o que eles acreditavam estava errado é uma segundo ordem de discussão. Tu, como ateu, não tens fundamento absoluto nenhum para descernir o bem do mal no entanto atacas a moralidade dos outros.
    Esse é o ponto do post.

    Então concordas com os bombisas suicidas,pois eles dão a vida por aqulo que consideram ser verdade!

    Eu, como tenho Um Ponto de Referência Absoluto (Deus), posso distinguir o bem do mal. Tu não podes porque a tua moralidade é apenas uma coisa pessoal e subjectiva. Tendo isso em conta, não podes criticar a moralidade da Bíblia e a dos cristãos porque, se o ateísmo está certo, a tua moralidade é tão válida como a deles. Nenhuma é superior a do outro.
    Repara que isto é se o ateísmo está certo.

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