As “Religiões” e o “Fundamentalismo”

Seguindo o “bom” exemplo da teoria da evolução, os ateus tem por hábito de serem os mais vagos possíveis na sua definição e qualificação das “religiões”. Como forma de falsificarem o cristianismo, os religiosos ateus buscam evidências de coisas absurdas em outra fé, e usam esse exemplo como evidência para os malefícios da “religião”.
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Um dos exemplos desta lógica é a palavra “fundamentalismo”.
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A palavra “fundamentalismo” hoje em dia está negativamente associada aos ataques terrorristas perpetuados por muçulmanos, muçulmanos esses que justificam esses ataques com referência aos textos autoritários da sua fé (Qur’an, Hadith, etc). O que os ateus fazem é pôr todo o “fundamentalismo” ao mesmo nível moral do “fundamentalismo” que leva muçulmanos a decapitarem pessoas um pouco por todo o mundo.
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O problema, claro está, é a definição e o uso corrente da palavra.
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Originalmente o termo “fundamentalismo” nem era usado para os muçulmanos mas para os cristãos. Esse termo era uma referência aos cristãos que, movidos por Deus, se levantaram e afirmaram por escrito os Fundamentos da fé cristã. Esse movimento fundamentalista cristão foi uma resposta às escolas liberais de “interpretação” dos Textos Bíblicos, muitas delas provinientes da Alemanha. Os cristãos, vendo que essas novas “interpretações”/diturpações eram um ataque frontal a fé cristã, uniram-se e escreveram vários documentos afirmando aquilo que os cristãos sempre acreditaram. Do título desses documentos – Os Fundamentos – surgiu o termo “fundamentalismo”.
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Resumindo, o fundamentalista cristão é aquele que acredita nos fundamentos da fé cristã, e não aquele que defende o uso à violência como forma de propagar e/ou defender a Verdade de Deus. Os cépticos, se querem ser levados a sério, têm que levar isto em cont.
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O que os religiosos ateus fazem é qualificar todo o “fundamentalismo” de “tão mau” como o fundamentalismo islâmico, tendo o cuidado de não definir o que eles entendem por “fundamentalismo”.
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O mesmo acontece com a palavra “religiões”. O que são as “religiões”? O que é uma “religião”?
A primeira coisa que é preciso vêr é que a palavra “religião”, na sua definição funcional, significa apenas
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“A causa, princípio, ou sistema de crenças mantida com ardor e fé”.

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Segundo esta definição, o ateísmo, o evolucionismo, o humanismo são religiões, tal como o budismo, confucionismo, islamismo, judaismo e cristianismo. Aliás, o Tribunal Supremo dos EUA declarou que a “religião” não necessitam da crença em Deus ou em deuses. Foi incluido o exemplo do Humanismo Secular como uma religião não-teísta (Christian Examiner, Sept. 2007, Vol 25, No 9, Pg. 24).
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Para além do facto de o termo “religiões” ser muito vago, as crenças chamadas de religiosas são fundamentalmente distintas. Quando o ateu as junta todas debaixo do título de “as religiões”, não está a ser específico. Essa especificidade é necessária para que o leitor saiba que aspecto das “religiões” está a ser alvo de criticismo, e qual é a religião a ser discutida.
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Conclusão:

Não é difícil de entender o porquê da generalização ateísta. Quanto mais vago se é, mais fácil fica de mudar a história quando se está à beira de ser falsificado. Pondo todas as religiões teístas no mesmo saco, o ateu  pode usar aspectos de uma contra outra. Isto dá-lhe um elevado número de factos que pode usar contra o Cristianismo.
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O problema desta lógica é que:
1) o cristão provavelmente concorda com o ateu quando ele ataca as outras religiões e
2) a verdade ou falsidade do cristianismo não depende dos erros das outras crenças.
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Como tal, é sempre importante perguntar ao ateu o que é que ele tem em mente quando usa o termo “as religiões”. Será que ele inclui a sua também ou só as outras?

About Mats

"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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