O Evangelho Segundo Ludwig Krippahl

No post intitulado de “Torce Palavras” o ateu evolucionista Ludwig tenta responsabilizar a Deus pela morte de crianças, ou pelo menos tenta responsablizar a Deus por não ter prevenido as mortes de crianças como resultado de explosões de minas.

Do ponto de vista Bíblico a morte que qualquer pessoa é algo que Deus não se agrada. Ele diz:

Ezekiel 18:23. Tenho Eu algum prazer na morte do ímpio? diz o Senhor Deus. Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?

Ezekiel 33.11 Dize-lhes: Vivo Eu, diz o Senhor Deus, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas sim em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva.

Se Deus não se agrada da morte daqueles que estão de costas voltadas para Ele (os impios), muito menos Ele se agradará da morte de crianças inocentes. Convém lembrar ao Ludwig que essas crianças morrem devido a minas que seres humanos colocam em zonas onde crianças podem passar.

Nesse mesmo post ele responde ao que eu escrevi:

«As crianças que pisam minas foram eliminadas pela selecção natural. Claramente elas não eram aptas para a sobrevivência.»

Estás a confundir duas coisas muito diferentes. Sobrevivência e aptidão, no sentido evolucionario, são conceitos muito diferentes. Um salmão que fertiliza cem mil ovos e morre é muito apto e não sobrevive. Uma tartaruga estéril que vive duzentos anos é um excelente sobrevivente mas tem aptidão nula.”

Se o homem faz parte da natureza, e tudo o que ele faz é “natural” (como a homosexualidade e a pedofilia), então as ramificações dos actos “normais” do homem (o que inclui pôr minas onde crianças possam passar) fazem parte do mesmo processo “natural” que causou a existência do homem. Porque é que o Ludwig se insurge contra um leque de “actos naturais” mas não contra os outros? Dentro da visão darwinista ateísta a morte de uma criança é normal e natural. Não é nem bom nem mau: é a natureza a agir de acordo com as suas leis naturais.

Mais importante, estás a confundir o que é com o que deve ser. Crianças morrem, doenças aparecem, desgraças acontecem. Há pessoas boas e más.

Como é que a existência de “pessoas más e pessoas boas” anula o meu ponto inicial, nomeadamente, que dentro do ateísmo darwinista a morte de crianças devido a bombas é um acto natural, normal e moralmente neutro? Dentro do ateísmo darwinista, quem é “bom” e quem é “mau”?

Mas a questão é se alguém omnipotente e omnisciente mandasse nisto e pusesse as coisas como deve ser, não seriam diferentes?

Como é normal, escusa-se a responder como é que o ateísmo justifica a consternação perante a morte de crianças. e lança mais um ataque a quem ele acredita que não existe.

Se Deus fosse eliminar todo o mal que existe no mundo a partir do momento que ele fosse gerado, não haveriam de existir seres humanos. Pensemos nas vezes que nós todos mentimos, roubamos, lançamos olhares maliciosos a pessoas atractivas, fechamos os olhos perante injustiças, respondemos torto sem necessidade e tudo o mais. Será que alguém estaria vivo se cada vez que essas coisas acontecessem Deus acabasse com essa pessoa? Pois, o deus que o Ludwig gostaria que existisse teria que fazer exactamente isso. Sempre que nós fizéssemos uma maldade, lá vinha uma labareda de fogo a consumir o pobre coitado. Felizmente o deus do Ludwig não existe, e como tal o mundo funciona melhor.

«Segundo, uma vez que “Deus provavelmente não existe”, a morte de uma criança tem tanto valor como a morte de um gato de estimação.»

Para Deus sim. Mas isso é porque Deus não existe.

Deve ser o deus que tu criaste à tua imagem, porque o Deus Criador não se agrada com a morte de crianças.

Mas para mim já não. Eu existo e, felizmente, não preciso consultar o teu livrinho para saber que uma criança pisar uma mina é uma coisa má

Mas se Deus não existe, não existe forma nenhuma para nós classificarmos em termos absolutos esse acto de objectivamente mau. Tu pessoalmente podes considerar isso como mau, mas a tua moralidade é relevante para ti e só para ti. O facto de haver grupos de pessoas que concordam que certas normas morais são “boas”, não faz essas normas absolutamente boas. Portanto, cada vez que tu usas a moralidade para atacar a Deus, estás a mostrar que no fundo no fundo, tu sabes que existe uma Lei Moral absoluta na base da qual nós todos sabemos que certos actos são absolutamente maus, independentemente de quem os faça, de onde os faça e quando os faça.

e, se eu soubesse onde estava a mina e estivesse a ver a criança a aproximar-se, também não preciso do teu deus para decidir avisá-la.

E cada vez que uma pessoa estivesse em vias de matar alguém, Deus poderia intervir e impedir a arma de funcionar. Do mesmo modo, cada vez que um homem estivesse em vias de se suicidar, Deus poderia emitir a Sua Voz dos céus e impedir que o dito homem continuasse. Ou seja, Deus, segundo o “evangelho” do Ludwig Krippahl, seria tipo um fantasma assustador, e nós seriamos marionetes sem vontade própria. Muito melhor, certo?

Tu finges que tens uma moral melhor que as outras mas enganas-te.

Se eu de facto pensasse assim, estaria de facto enganado. Eu não penso que eu tenha uma moral melhor que a dos outros. O que eu sei é que Deus tem uma moral melhor que os homens. Onde quer que os Mandamentos de Deus foram postos em práctica dentro do seu contexto, as coisas funcionaram. Quando a Moralidade de Deus foi ignorada, coisas más aconteceram. Portanto, isto leva-me a pensar que é melhor eu pôr a minha “moralidade” de lado, e adoptar a Moralidade Daquele que sabe tudo, pode tudo e especialmente, ama a todos (inclusive a ti).

Eu sei o que acontece quando eu adopto a minha moralidade, e como tal prefiro não fazê-lo.

É o contrário. Tu delegas a tua responsabilidade moral num livro e naqueles que o interpretam e, assim, tornas-te amoral.

“Amoral” segundo a moralidade de quem? A tua? Mas a tua moralidade só é relevante para ti.

Conclusão
O post do Ludwig é o exemplo práctico de quem não quer viver as consequências das suas crenças. Num mundo onde os seres humanos são apenas um conjunto de químicos que se assemblou por acaso, faz algum sentido a tristeza perante a morte de crianças? Num mundo onde Deus não existe, e a moral é aquilo que cada um diz que é, faz algum sentido classificar-se de “mau” a morte de um conjunto de químicos?

As palavras do Ludwig são um testemunho vivo da Imagem de Deus que existe nele. Ele sabe que num mundo perfeito não deveria de existir nem pranto, nem lamento, nem dor. Ele instintivamente sabe que a morte de crianças não é uma coisa que boa. Ele sabe que a morte de inocentes, quer sejam crianças ou adultos, está errada, mas ele não encontra justificação na sua visão do mundo para isso. O seu ateísmo não tem justificação para a consternação perante a morte de crianças. O seu ateísmo não tem justificação perante a morte de qualquer pessoa.

Mas a consternação está lá e não se vai embora tão cedo. A necessidade de justificação está lá. A ânsia de respostas para este sentimento comum a todos os seres humanos está lá, e a crença de que o ser humano foi feito para viver num mundo sem problemas está lá. As respostas é que não.

Se ele abrisse a Bíblia no Livro do Génesis capítulo 1, versículo 27, ele haveria de saber o porquê…

About Mats

"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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