Resposta ao João: Naturalismo não é Ciência

O meu novo amigo darwinista João (animador do blog “Crónica da Ciência”) respondeu a um post que eu fiz há poucos dias. Ele afirma:

O Mats, um defensor do criacionismo, no seu blogue chamado “Darwinismo” (!?) , dedicou uma entrada (1) a responder ao meu “post” intitulado “mutações cumulativas”(2). Ele começa assim:

“No blog intitulado de “Crónica da Ciência – Divulgar ciência, cepticismo e pensamento crítico”, encontramos este post onde tudo que é divulgado é mitologia mascarada de ciência. Não deixa de ser impressionante a quantidade de falsas crenças que dominam a religião evolucionista.” Por trás destas afirmaçôes só pode estar a ideia de que existem algo como duas ciências. Existe aquela que lhes trás a tecnologia, utilizada no dia a dia e que suporta as suas crenças, e a outra – que sendo incompatível com os seus postulados teóricos – se trata de uma espécie de mitologia.

 

Curiosamente, é exactamente isso que o filósofo da ciência Karl Popper afirmou.

Mas a ciência é a mesma.

Não é e nunca poderia ser. Os métodos que se usam na Biologia não são os métodos que se usam na arqueologia. Tal como eu já disse no passado:

A pergunta põe-se: quando eu quero saber quem foi o rei da Assíria no século 6 antes de Cristo, eu uso o laboratório do Fìsico para isso? Quando eu quero encontrar a cura para uma doênça, trago a mala do arqueólogo para o laboratório? Não. Estes exemplos servem apenas para mostrar que, apesar de os métodos de trabalho de toda a ciência terem algumas semelhanças, existem diferenças bem vincadas entre ciências que envolvam eventos que podem ser repetidos, e ciências que estudam eventos que não podem ser repetidos. Essas distinções não são invenções criacionistas, mas sim a forma como o mundo que Deus fêz opera.

Tal como o Sabino já disse, o que vocês darwinistas tentam fazer é “jantar de borla”. O vosso mito naturalista é irrelevante para a ciência operacional, mas vocês querem usar a ciência operacional como suporte para a vossa ideologia. Não funciona, amigo. Ciência é uma coisa, e naturalismo é outra.

“Não existe uma ciência que assente em qualquer tipo de mitologia, como se tivesse uma lista de factos e teorias definidos à priori a partir dos quais tivesse de se elaborar todo o resto”.

Se isso assim fosse, não teríamos evolucionistas a admitir que eles assumem o naturalismo como ponto de partida:

It is not that the methods and institutions of science somehow compel us to accept a material explanation of the phenomenal world, but, on the contrary, that we are forced by our a priori adherence to material causes to create an apparatus of investigation and a set of concepts that produce material explanations, no matter how counter-intuitive, no matter how mystifying to the uninitiated. Moreover, that materialism is an absolute, for we cannot allow a Divine Foot in the door.”

Por outras palavras, aquilo que tu afirmas não existir é claramento admitido por evolucionistas eminantes. A teoria da evolução, e basicamente tudo aquilo que os ateus chamam de “ciência”, nada mais é do que um empreendimento que tenta apenas e só validar a sua ideologia.

A ciência parte de facto de um conjunto de pressupostos e de princípios básicos, que evoluem, mas eles são transversais às diversas áreas. A fundação na Lógica e na Matemática, a experimentação sistemática e a preocupação com a metodologia, os critérios de falseabilidade e valor preditivo das teorias, o rigor da descrição das observações, a abertura a refutação, o principio de Occam, etc.

Obrigado pela informação, mas isto é totalmente irrelevante uma vez que eu não estou a criticar a ciência, mas sim a teoria da evolução.

É o criacionismo, neste caso, que como tem de partir de determinados factos e ou teorias pré-determinados,

Tal como a teoria da evolução parte de “factos” (“Deus não existe”) e teorias pré-determinadas (“Mesmo que Ele exista, Ele é Irrelevante no que toca à origem da vida”). O que é que faz as tuas preosuposições melhores que as minhas?

depois precisa de fazer uma escolha quase ad-hoc entre o que é ciência e o que não é, para poder afirmar que se trata de uma teoria científica.

Mas os criacionistas não dizem que o criacionismo é uma teoria científica ao mesmo nível das teorias da Física ou da Química. O que nós dizemos é que os dados observáveis estão de acordo com a Bíblia. Não há uma única observação que esteja contra a Palavra de Deus.

Digo quase ad-hoc porque afinal tem um critério de exclusão. E o critério é não entrar em contradição com as teorias que pretende manter intocáveis.

Sim, nós excluímos as falsidades e mantemos as verdades. É pena que a teoria da evolução faça o contrário.

Por isso, é preciso para ele por de parte quase toda a biologia, onde nada faz sentido sem ser à luz da evolução como dizia Dobzhansky (3).

O Dobzhansky tinha razão mas não da forma que ele pensava. Nada na Biologia faz sentido sem ser à luz da evolução porque a vida biológica foi criada precisamente para resistir qualquer explicação evolutiva. Para qualquer “facto” que os darwinistas usem como “evidência” para a evolução, Deus, sabendo que isso iria acontecer, antecipou-Se e criou as formas de vida de forma que elas resistissem a qualquer interpretação naturalista. Pensa no que quiseres em relação à teoria da evolução. Qualquer coisa. Pensa bem nesse argumento. Depois disso, diz-me e vais vêr que a vida está feita de tal forma que resiste a interpretação que queres dar.Mas, a sério, experimenta. Pensa naquilo a que tu chamas a “melhor evidência” para a evolução moléculas-para-homem, e vais vêr como as observações contradizem.

E negar a excelente integração da genética com o modelo evolutivo.

Estou certo que não estás a falar da mesma genética cujo trabalho do monge criacionista Mendel serviu de fundamento, certo? É dessa genética que estás a falar?

Continua….

About Mats

"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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