O Enigma de Darwin

João 18:38a
Perguntou-Lhe Pilatos: “Que é a verdade?”

Como é que sabes que aquilo que tu sabes é realmente verdade? Charles Darwin perguntou-se isso mesmo, e a resposta à sua pergunta revela muita coisa sobre o debate em torno das nossas origens.

Uma vez que Darwin não tinha educação formal em ciência, o seu argumento a favor da evolução baseou-se na filosofia e não na ciência. A Filosofia e a Teologia eram, afinal, as disciplinas onde Darwin tinha formação.

Este fundo académico conduziu-o a fazer uma pergunta importante:

“The horrid doubt always arises whether the convictions of man’s mind, which was developed from the mind of lower animals, are of any value or at all trustworthy. Would anyone trust in the convictions of a monkey’s mind, if there were any convictions in such a mind?”

Por outras palavras, o que Darwin estava a afirmar é que, se a sua teoria fosse verdade, ela era o produto de uma mente não muito maior que a mente de um macaco. Quem, incluindo Darwin, poderia confiar numa mente assim?

A única forma através da qual os pensamentos humanos podem ser postos bem acima dos “pensamentos” dos animais é se a Criação é verdade.

A inferência óbvia é a de que, para podermos confiar naquilo que se passa no nosso cérebro, temos que rejeitar o naturalismo/ateísmo/evolucionismo, e aceitar a Verdade Bíblica que afirma que nós fomos criados à Imagem do Deus.

Os ateus por vezes afirmam que os cristãos não são “neutros” ou “imparciais” na forma de pensar uma vez que nós assumimos à partida a Bíblia como Verdade. A explicação para isso é simples: se nós não assumirmos a Bíblia como Verdade à partida, nós não temos fundamento nenhuma que justifique as nossas capacidades cognitivas.

Tal como foi aludido em cima, se a nossa mente é apenas o resultado de um processo evolutivo aleatório, não direccionado, não planeado, porque é que deveríamos confiar no que lá se passa? Se o nosso cérebro é apenas uma junção fortuita de químicos, quem é que me garante que os químicos no meu cérebro estão “organizados” da forma correcta? (Alguns ateus dizem que os químicos do meu cérebro não estão organizados da forma certa, mas isso é outro assunto!)

A única forma de eu poder confiar no que se passa na mente de um ateu é se eu assumir que o seu cérebro, tal como o meu, é o resultado de design inteligente, e que as leis da lógica que funcionam no seu cérebro aplicam-se a todos os seres humanos.

Ao afirmar que fomos criados à Imagem de Deus, A Bíblia é único Livro que oferece uma plataforma lógica para se confiar nas capacidades cognitivas do ser humano. Se eu rejeito a Bíblia como Factual em todos os assuntos a que alude (especialmente no que toca às nossas origens) eu fico sem forma de justificar o pensamento humano. Eu tenho que assumir a Bíblia se quero criticar a Bíblia.

Não é por acaso que, à medida que a fé na teoria que afirma as origens “animais” do ser humano aumenta, o ser humano cada vez mais se comporta como um animal.

Ideias têm consequências.

About Mats

"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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