Como a Ciência Refuta o Ateísmo

Um dos grandes mitos do século 20, cuidadosamente preparado, alimentado e propagado por quase todos os meios de (des)informação (para além de mantido vivo com dinheiro público em escolas e museus) é o de que a ciência e o cristianismo são inimigos mortais.

Segundo reza o mito, a ciência só começou a florescer depois de se ter visto livre dos constrangimentos impostos pela fé cristã. Proeminentes crentes ateus (internacionais e portugueses) defendem a necessidade de uma cosmologia ateísta e naturalista como forma de manter a ciência “livre” de intermissões desnecessárias.

Mas será isto verdade? Será que temos que assumir o ateísmo (e ignorar o cristianismo) se queremos fazer verdadeira ciência?

Uma das formas de nós vêrmos como isto não é verdade é analisarmos o que está subentendido na actividade científica.

Quando um cientista se debruça para analisar uma determinada questão sobre o mundo e sobre o universo em que vivêmos, ele está implicitamente a assumir no mínimo 3 coisas:

1. Que o universo opera segundo princípios racionais
2. Que essa estrutura e composição é constante
3. Que a mente humana pode entender a composição do universo.

Em relação ao ponto 1, é preciso vêr que a expectativa de existir um universo que opera segundo leis racionais não faz parte da cosmologia ateísta, uma vez que segundo o ateísmo, o universo não tem uma Causa Racional. Segundo a religião ateísta, o universo é o resultado de uma explosão/expansão aleatória que ocorreu há biliões de anos atrás. (Só Deus sabe quantos anos vai ter o universo daqui a 10 anos portanto nem vou pôr aqui a “data actual”). Mais embaraçoso ainda é que existem ateus que acreditam que o universo veio do nada.

A Bíblia por outro lado diz que antes do Universo existir, já existia o Deus Triuno, e que Ele é a Fonte da racionalidade existente no universo. A posição cristã faz mais sentido das evidências uma vez que ela aponta uma Causa Racional para a racionalidade dentro do universo. A posição ateísta não faz sentido nenhum.

Outra pressopusição da ciência é a de que as leis da natureza que operam hoje são as mesmas que operaram ontem, e as mesmas que vão operar no futuro. Este é o velho princípio de indução ou o “problema da “Uniformidade da Natureza”.

Se Deus não existe, como é que se explica que a natureza opere de uma forma previsível e constante? Se o universo é o resultado de forças aleatórias, como nos dizem os crentes ateus, porque é que o universo se comporta de uma forma não-aleatória no que toca ao seu funcionamento e às leis da natureza? Se os cientistas operassem assumindo crenças ateístas, seria impossível fazer ciência uma vez que não haveria justificação para se esperar que o futuro fosse como o passado.

A Bíblia, no entanto, oferece-nos o suporte ideológico fundamental para a actividade científica, uma vez que ela afirma que o Deus que criou o universo é um Deus Imutável e Constante (Hebreus 13:8, Malaquias 3:6). Ele afirma que as leis que Ele impôs vão-se manter enquanto o universo funcionar:

Jer 31:35. Assim diz o Senhor, que dá o sol para luz do dia, e a ordem estabelecida da lua e das estrelas para luz da noite, que agita o mar, de modo que bramem as suas ondas; o Senhor dos exércitos é o seu nome:

Jer 31:36. Se esta ordem estabelecida falhar diante de mim, diz o Senhor, deixará também a linhagem de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre.

Jer 31:37. Assim diz o Senhor: Se puderem ser medidos os céus lá em cima, e sondados os fundamentos da terra cá em baixo, também eu rejeitarei toda a linhagem de Israel, por tudo quanto eles têm feito, diz o Senhor.

O ateísmo “ensina” que a mente humana é o resultado das mesmas forças aleatórias que geraram o universo. A nossa mente, segundo o ateísmo, é apenas uma composição de átomos e químicos e nada mais. Se isto fosse verdade, e se o ateu vivesse de acordo com isto, porque é que todos os cientistas assumem que a mente humana pode entender o universo? Para que é que nós precisamos de saber as fórmulas das Leis de Newton para propagar os nossos genes? Isto parece ser um “extra” não necessário para a nossa sobrevivência do dia à dia (caçar e procriar).

Do ponto de vista Bíblico, não há mistério nenhum. A Bíblia ensina-nos que a Mente que criou o Universo criou também a nossa mente, e que à nossa mente foi criada à Imagem da Mente que criou o Universo. Faz todo o sentido que Deus dê aos homens a capacidade de entender o universo como forma de nós sabermos que Ele é o Criador. A actividade científica assume que a nossa mente é mais do que uma composição aleatória de químicos, posição que é garantida pela Bíblia e destruída pelo ateísmo.

Conclusão:
Como se pode vêr no que foi dito em cima, longe de ser uma inimigoada ciência, a cosmologia judaico-cristã garante-nos as pressopusições cardinais para a actividade científica. Por outro lado, o ateísmo, ao postular uma causa não-inteligente para o universo e para a mente humana, destrói toda a pretensão de suporte necessário para a ciência.

A ciência, quando propriamente entendida, é uma arma devastadora contra o ateísmo.

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About Mats

"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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10 Responses to Como a Ciência Refuta o Ateísmo

  1. Blog Mallmal says:

    “Mais embaraçoso ainda é que existem ateus que acreditam que o universo veio do nada.”

    Qual é a diferença de acreditar nisso e num Deus que veio do nada?

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    • Emy says:

      Deus não veio do nada, está escrito que ele sempre existiu, é eterno, imutável constante. Apenas o homem na sua depravação que rejeita o criador e fala: Deus veio do nada. Ou como Nietzsche, Deus está morto, já que quem criou foi a mente humana.

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  2. Chico says:

    Plenamente de acordo, aliás,só pessoas pouco esclarecidas supõem que o cristianismo está em contradição com a ciência, aliás não é por acaso que a ciência surge no mundo ocidental e cristão, e por exemplo, não surge na China, que até tinha tecnologia mais desenvolvida que o ocidente.
    O escritor C. S. Lewis é uma boa leitura para quem é ateu e quer compreender melhor o cristianismo, mesmo de um ponto de vista racional, não digo científico porque obviamente, a ciência não pode provar se uma religião é falsa ou não, o cristianismo tem antes uma base de sustentação muito racional, e enquadrada com a realidade.

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  3. João Gabriel says:

    “Qual é a diferença de acreditar nisso e num Deus que veio do nada?”

    Talvez nenhuma. Mas terás de perguntar isso a quem acredita “num Deus que veio do nada”, pois não é nesse Deus que os cristãos acreditam.

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  4. Jorge says:

    O atísmo é um estágio do sentimento de religiosidade (# de religião) do indivíduo, o que não deixa de ser uma crença. Naturalmente que os próprios argumentos dos ateus demonstram a evolução desse pensamento. Portanto, deve-se respeitar as idéias por eles defendidas. Tal qual acontece com as fases do crescimento humano de que quando estagiamos na adolescência as manifestações de rebeldia e questionamento, assim também, no avançar espiritual, atravessamos o que demina-se ateísmo ou agnosticismo.

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  5. MARCELO says:

    OS ATEUS NÃO PODEM VIVER SEM QUESTIONAR DEUS PORQUE NO FUNDO ELES SABEM QUE ELE EXISTE.O QUESTIONAMENTO É UMA ESPÉCIE DE REBELDIA À ALGUÉM QUE ELES NÃO QUEREM SE SUBMETER.

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  6. MARCELO says:

    Queria entender porque os ateus se importam tanto com alguém que eles acham que não existe. Os ateus são mais devotos do que os crentes porque eles não vivem sem mencionar o nome de Deus mesmo que seja para contesta-lo.

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  7. ghbmaster says:

    “Quando um cientista se debruça para analisar uma determinada questão sobre o mundo e sobre o universo em que vivemos, ele está implicitamente a assumir no mínimo 3 coisas:”
    Há duas qualidades de problemas na sua alegação. Vamos a primeira …

    “1. Que o universo opera segundo princípios racionais”
    Falso. Conseguimos formular regras humanamente compreensíveis que descrevem o comportamento da maior parte de eventos em uma área. Esta é a ideia correta sobre ciência.

    “2. Que essa estrutura e composição é constante”
    Falso. A estrutura e composição do universo mudam a cada trilionésimo de segundo.

    “3. Que a mente humana pode entender a composição do universo.”
    Falso. Formulamos ideias que respondem parcialmente a evidências que podemos obter.

    A primeira das duas qualidades de sua ideia, é que são argumentos falsos, mal formulados.

    A segunda característica, é que mesmo que fossem verdadeiros, os mesmos não implicariam na existência de uma suposta deidade, o que caracteriza um non sequitur como base de seu argumento.

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    • Lucas says:

      “1. Que o universo opera segundo princípios racionais”
      Falso. Conseguimos formular regras humanamente compreensíveis que descrevem o comportamento da maior parte de eventos em uma área. Esta é a ideia correta sobre ciência.

      Só é possível “formular regras humanamente compreensíveis” porque o universo opera segundo princípios que permitem “formular regras humanamente compreensíveis”

      “2. Que essa estrutura e composição é constante”
      Falso. A estrutura e composição do universo mudam a cada trilionésimo de segundo.

      As constantes da física e da química “a cada trilionésimo de segundo”?

      “3. Que a mente humana pode entender a composição do universo.”
      Falso. Formulamos ideias que respondem parcialmente a evidências que podemos obter.

      Os cientistas só começam a tentar “formular ideias que responde parcialmente a evidências” porque eles assumem (sem evidências) que a mente humana pode entender o universo.

      A primeira das duas qualidades de sua ideia, é que são argumentos falsos, mal formulados.

      Como vimos, os argumentos estão certos.

      A segunda característica, é que mesmo que fossem verdadeiros, os mesmos não implicariam na existência de uma suposta deidade, o que caracteriza um non sequitur como base de seu argumento.

      Sem Deus, não há motivo para 1) se aceitar a uniformidade das leis da natureza, e 2) para se assumir à priori que a mente humana pode entender o universo. Segundo a Biblia, estas duas posições fundamentais da ciência fazem sentido porque 1) Deus é o Criador, 2) Deus fez a nossa mente à Imagem da Sua, e 3) Ele quer que nós estudemos o universo e a natureza.

      É por isso que a ciência *moderna* teve um avanço gigantesco na Europa Cristã e não noutras partes do mundo.

      Mats

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  8. Adileno Santos Costa says:

    Fantástico, esse artigo.

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