INGLATERRA: Funcionário é suspenso por falar de Deus

(Eu pergunto-me se em vez de Deus, o funcionário tivesse aconselhado a pessoa lêr um dos livros de Dawkins, se ele sofreria o mesmo castigo)

31/3/2009 – 14h39  

 INGLATERRA (*) – Um funcionário de um escritório em Londres foi suspenso do trabalho por quase dois meses por encorajar uma sem-teto com uma doença incurável a procurar ajuda em Deus, depois que os médicos disseram a ela para desistir.

De acordo com o Centro Cristão Legal (CLC em inglês), Duke Amachree, 53, funcionário do escritório de prevenção à falta de moradia há mais de 18 anos, foi suspenso em 28 de janeiro por falar de sua fé com um cliente. Em uma entrevista investigativa no final de março, ele recebeu a ordem de não falar sobre religião no trabalho.

A CLC disse que além de terem dito para que ele “nunca fale sobre Deus”, também afirmaram que ele não pode nem dizer “Deus te abençoe”.

Amachree, membro da Igreja World Evangelism em Londres, foi intimado para um interrogatório como resultado de reclamações feitas por alguém do público.

Michael Phillips, advogado que trabalha junto ao CLC, disse: “Em 26 de janeiro, Amachree conheceu uma cliente que seria retirada de sua casa porque o senhorio queria vender a propriedade. Os médicos disseram que ela tinha uma doença incurável, e que por isso só poderia trabalhar meio turno”.

“Durante a conversa, Amachree perguntou para a senhora por que acreditava que suas condições eram incuráveis, e com coragem, comentou que algumas vezes os médicos não têm todas as respostas. Ele estava tão preocupado com o desespero e a falta de esperança da senhora, que sugeriu que ela colocasse sua confiança em Deus. No entanto, a mulher explicou que já havia tentado a religião, e que por não ter nenhuma fé, estava satisfeita com o que os médicos disseram, e pronta para seguir em frente. Ela sorriu, agradeceu e foi embora.”

O CLC afirma que dois dias depois, entregaram uma carta para o senhor Amachree, informando que uma cliente (a senhora) tinha feito sérias acusações contra ele, e por isso, foi suspenso.

O senhor Phillips, que estava presente na reunião, acrescentou: “Em 17 de março, os funcionários de Amachree disseram que ‘Deus deveria ser mantido do lado de fora do ambiente de trabalho’. Ele foi acusado de ultrapassar os limites”.

Amachree está processando o escritório. Ele alega que a decisão de suspendê-lo “privatiza” a fé cristã e vai contra os direitos humanos. Os advogados aguardam o resultado da investigação.

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"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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12 Responses to INGLATERRA: Funcionário é suspenso por falar de Deus

  1. “Um funcionário de um escritório em Londres foi suspenso do trabalho por quase dois meses por encorajar uma sem-teto com uma doença incurável a procurar ajuda em Deus, depois que os médicos disseram a ela para desistir.”

    Incrível… mas é este o mundo onde vivemos.

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  2. Joaquim Coelho says:

    Antes de começarem aos urros como é costume é preciso verificar em que situação aconteceu o caso.

    1. Se aconteceu em contacto pessoal e privado do dito senhor, então sim, têm toda a razão. A instituição procedeu de forma errada.

    2. Se aconteceu no decurso do trabalho para a instituição do dito senhor e/ou nas instalações da mesma, então a isntituição tem razão.

    Se é pública tem de separar religião do trabalho e de não promover nenhuma. Tem de ser isenta.
    Se não é pública tem de acatar as orientações desde que não violem nenhuma lei e não sejam abusivas. Há um código do trabalho para isso.
    Se o dito senhor aconselhasse o ateismo também merecia ser suspenso.

    E se em vez de cristo aconselhasse alá. ou o hinduismo ou o diabo, também estava no seu direito ?

    De uma vez por todas metam nessas cabecinhas que o estado é laico e isso signifca não promeover a religião ou a ausência dela. Os funcionários sabem as regras, se não cumprem estão sujeitos a sansões como em qualquer organização.

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  3. Mats says:

    Joaquim,
    Promover a laicidade do estado é promover uma religião, neste caso, o humanismo secular. O que vocês ateus querem é que os cristãos deixem as suas escolhas morais em casa, enquanto que vocês podem trazer as vossas à praça pública.

    Não podem usar dois pesos e duas medidas.

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  4. Joaquim Coelho says:

    Mats, isso é um absurdo.

    O estado não pode promover religiões ou ausência delas.

    Ou então rpomover todas de igual modo, o que é impossivel.

    Eu não aceito que um médico do serviço nacional de saúde me venha dizer que devo recorrer a deus, alá ou o raio que o parta.

    Já basta ter que gramar constantemente a frase “o criador isto, o criador aquilo” do meu antigo chefe (que até era uma pessoa impecável).
    Agora se ele por sistema tentasse evangelizar os seus funcionários, levava logo com uma queixa ao seu superior, ou se ele me dissesse para ir a uma missa em representação do gabinete isso era um abuso.

    Já noutro trabalho, aquando do atentado do 11 Setembro ainda tentaram, mas levaram logo com uma resposta torta.
    Fiz o minuto de silêncio com todo o gosto e qunado começaram as rezas mandei-os à fava.

    O estado tem de ser isento, e a única maneira é não permitir práticas religiosas ou ateias dentro das suas estruturas.
    Por isso é absurda e ridicula a assossiação de vários ministrios e do PR á tolice da santificação de Nuno Alvares Pereira.

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  5. Mats says:

    Joaquim
    é impossível ser religiosamente neutro. Neutralidade religiosa é um mito.

    O Senhor Jesus Cristo disse: “Eu Sou o Caminho,a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai sem ser por Mim”.
    Isto ou é verdade ou é mentira. Não há meio termo.

    O Estado, ao dizer aos cristãos para deixarem o seu cristianismo em casa, está a dizer aos cristãos para fazerem decisões morais sem levar em conta as suas crenças morais! Quão ilógico isso é?

    Se o funcionário sabe que Deus pode ajudar as pessoas, uma coisa que muitas pessoas já repararam, então porque é que ele não o pode afirmar? Ele não está a dizer para ele fazer um sacrífio humano, mas sim para orar a Deus. Será crime informar as pessoas que há Poder espiritual à disposição de todo o ser humano?

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  6. Joaquim Coelho says:

    O que é a Laicidade?
    A Laicidade é a forma institucional que toma nas sociedades democráticas a relação política entre o cidadão e o Estado, e entre os próprios cidadãos. No início, onde esse princípio foi aplicado, a Laicidade permitiu instaurar a separação da sociedade civil e das religiões, não exercendo o Estado qualquer poder religioso e as igrejas qualquer poder político.

    Para garantir simultâneamente a liberdade de todos e a liberdade de cada um, a Laicidade distingue e separa o domínio público, onde se exerce a cidadania, e o domínio privado, onde se exercem as liberdades individuais (de pensamento, de consciência, de convicção) e onde coexistem as diferenças (biológicas, sociais, culturais). Pertencendo a todos, o espaço público é indivísivel: nenhum cidadão ou grupo de cidadãos deve impôr as suas convicções aos outros. Simétricamente, o Estado laico proíbe-se de intervir nas formas de organização colectivas (partidos, igrejas, associações etc.) às quais qualquer cidadão pode aderir e que relevam do direito privado.

    A Laicidade garante a todo o indivíduo o direito de adoptar uma convicção, de mudar de convicção, e de não adoptar nenhuma.

    A Laicidade do Estado não é portanto uma convicção entre outras, mas a condição primeira da coexistência entre todas as convicções no espaço público.

    Num estado laico cada um pode ter as convições que entender. Mas as organizações já não. Por isso quando falam em nome das organizações os funcionários públicos quando desempenham actividades públicas não devem promover qualquer convicção.

    Não é aceitável que eu vá às finanças e o funcionário enquanto recebe o meu IRS, me entregue uma treta evangélica ou me convide para uma sessão da igreja maná, ou me diga que Deus não existe.
    Da mesma forma que não é aceitável que me convide a ingressar num partido ou me tente convencer a votar num certo partido.

    Esse funcionário tem o direito de fazer tudo isso, mas apenas quando não tiver a desempenhar funções do Estado.

    Em 1994 tive um acidente e parti os dois femures o que me colocou numa cama de hospital público (do qual só tenho a dizer maravilhas em termos médicos e de pessoal) durante mais de dois meses.
    Ora não é que um belo dia levei com o raio dum padre (acho que era capelão hospitalar) a vendar a banha da cobra de cristo.
    Disse-lhe que não estava interessado e que não valia a pena perder tempo comigo.
    Mas o bicho era teimoso e mesmo depois de eu dizer que era ateu continbou a insistir em ir visitar-me (o que não tinha qualquer mal) e debitar a treta da sua religião.
    Um dia tive de me chater e dizer que se ele não parasse de me chater os cornos com Jesus apresentava queixa ao director do Hospital.

    Laicidade era o Hospital promover ou permitir o acesso de um padre, um pastor ou uma entitade religiosa de qualquer religião se eu o solicitasse.

    Agora por iniciativa de um Hospital público ter um mpadre católico pago pelo herário público a impor a quem lá estava a sua religião nãomé laicidade nem justo para mim como ateu e para os religiosos não católicos.

    O mesmo se aplica a capelões militares.

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  7. Joaquim Coelho says:

    “O Estado, ao dizer aos cristãos para deixarem o seu cristianismo em casa, está a dizer aos cristãos para fazerem decisões morais sem levar em conta as suas crenças morais! Quão ilógico isso é?

    O estado não diz para deixarem a sua religião á porta. O estado tem aliás o dever de promover condições para todos professarem a sua religião.

    O estado apenas tem que dizer: no cumprimento da tuas funções públicas tens de te abster de professar as tuas convicções religiosoas no intuito de influenciar terceiros.
    Tal como politica e outras convicções do funcionário.
    Isto não signifca que a pessoa possa depois procurar a pessoa para lhe falar do que quiser.

    É muito simples. Eu tenho de respeitar as ideias, convicções, etc dos outros enquanto funcionário público.
    Mesmo que esteja absolutamente convencido que o partido A vai resolver os problemas do país, não posso dizer isso aos outros enquanto estou a recebe-los e como funcinário público.
    Nada me impede de o fazer a qualquer pessoa na rua, no café, e em qualquer lado. Enquanto cidadão.

    Eu sou ateu e como é óbvio nunca me passou pela cabeça enquanto desempenhava funções na administração pública de o mencionar ou promover.

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  8. Joaquim Coelho says:

    Se o funcionário sabe que Deus pode ajudar as pessoas, uma coisa que muitas pessoas já repararam, então porque é que ele não o pode afirmar? Ele não está a dizer para ele fazer um sacrífio humano, mas sim para orar a Deus. Será crime informar as pessoas que há Poder espiritual à disposição de todo o ser humano?

    Em primeiro lugar ele não sabe. Acredita, tem essa convicção. Em segundo lugar existem regras em qualquer profissão que acitamoes quando aceitamos a profissão. E a de funcionário público implica abster-se de “impor” as suas convicções politicas, sexuais, religiosas, etc aos seus “clientes”

    E não não é crime. E ninguém o impede de o fazer.
    Mas quando não estiver a representar o Estado.
    É assim tão dificil de compreender ?

    Levo frequentemente com “maluquinhos” religiosos a vender a sua banha da cobra porta a porta, nos comboios, na rua, etc. É evidente que estão no seu direito, como eu estou no direito de os mandar ir dar uma volta ao bilhar grande (curioso que nunca vi um ateu a vender ateismo porta a porta).
    Aceito e defendo que devem ter liberdade de o fazer.
    Mas se um carteiro enquanto entrega o correio, aproveitasse para dizer às pessoas para rezarem, já seria intoleravel e um abuso. E teria toda a lógica que fosse repreendido pela empresa por o fazer.
    A fronteira é simples e fácil de ver. Uma questão de puro bom senso.

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  9. Mats says:

    ISto tudo é muito bonito no papel, mas quando se vão fazer decisões morais, a laicidade toma sempre preeminência Por exemplo, na questão do infanticídio abortivo e da práctica homosexual. Qual é a posição do Estado? Pró-aborto e já se começam a mover águas no sentido de legalizar o comportamento homosexual. Porque é que o Estado está a tomar decisões morais baseados nas crenças de uma certa parte da população? Porque é que o Estado, cujo financiamento é feiot por todos nós, gere questões morais de acordo com as crenças dos laicos?

    Sempre que o Estado toma decisõesmorais, não pode impedir os cristãos de trazerem as suas convicções morais.

    (curioso que nunca vi um ateu a vender ateismo porta a porta).

    Não precisa, uma vez que as escolas públicas, as universidades, os museus, os orgãos de informação e muitos chamados “líderes cristãos” vendem mitos ateus como “factos”. Para quê ir porta a porta se o Estado faz o trabalho todo pelos ateus, usando dinheiro público?

    É um grande negócio, sem dúvida.

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  10. Darjo says:

    “Não é aceitável que eu vá às finanças e o funcionário enquanto recebe o meu IRS, me entregue uma treta evangélica ou me convide para uma sessão da igreja maná, ou me diga que Deus não existe.”

    Joaquim, fico a imaginar o quanto ficarias incomodado com o funcionário a te dizer que Deus não existe.(lol)

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  11. Joaquim Coelho says:

    Darjo

    Ficaria incomado porque é uma area que um funcionário publico não deve abordar no decurso das suas funções.

    Mats

    As quest~~oes que falas têm a ver com a compreensão das pessoas sobre o assunto.
    Há quem defenda há quem critique. Todos têm o direito de manisfestar a sua opinião, como se viu no caso do aborto.

    Depois ou faz-se um referendo ou os deputados eleitos criam uma lei.
    Lei essa que pode ser alterada se for esse o desejo da maioria das pessoas.

    Impor a proibição do aborto ou do casamento de homosexuais sem atender à população é que era errado.

    O estado não está a impor o aborto. As pessoas escolherem.
    As democracias funcionam assim. Os partidos mais votados fazem as leis.
    Se a população não concorda vota contra. Não é um sistema perfeito nem linear mas creio que é o melhor. (Bem melhor que qualquer teocracia)

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  12. Joaquim Coelho says:

    Darjo

    Ficaria incomado porque é uma area que um funcionário publico não deve abordar no decurso das suas funções.

    Mats

    As questoes que falas têm a ver com a compreensão das pessoas sobre o assunto.
    Há quem defenda há quem critique. Todos têm o direito de manisfestar a sua opinião, como se viu no caso do aborto.

    Depois ou faz-se um referendo ou os deputados eleitos criam uma lei.
    Lei essa que pode ser alterada se for esse o desejo da maioria das pessoas.

    Impor a proibição do aborto ou do casamento de homosexuais sem atender à população é que era errado.

    O estado não está a impor o aborto. As pessoas escolherem.
    As democracias funcionam assim. Os partidos mais votados fazem as leis.
    Se a população não concorda vota contra. Não é um sistema perfeito nem linear mas creio que é o melhor. (Bem melhor que qualquer teocracia)

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