Obrigado Charles Darwin

Este post é uma resposta ao post do Barros intitulado de “Obrigado, Senhor“. Pelo endereço do post, pode-se vêr que o título actual não era o original. Pergunto-me o que levou o Barros a mudar o título para o actual.

No post supracitado o Barros culpa o Deus da Bíblia pelas calamidades naturais, pelas guerras supostamente feitas no Seu Nome, na morte de inocentes e no sofrimento daqueles que estão em estados terminais. O que está subentendido no post é que existe algo de errado com o sofrimento humano. O Barros infelizmente não disse qual era o problema do sofrimento humano, e nem disse o porquê da moralidade que ele subsecreve se aplicar aos outros. Afinal, embora para a moral do Barros a morte de inocentes seja uma coisa má, como Deus supostamente não existe (o que implica que a moralidade seja relativa) então se calhar a morte de inocentes seja uma coisa boa para outras pessoas.

O mais irónico disto tudo é que, segundo a religião que o Barros subescreve, a morte, a fome e as guerras são coisas boas. Charles Darwin disse:

“Thus, from the war of nature, from famine and death, the most exalted object which we are capable of conceiving, namely. the production of the higher animals, directly follows. There is grandeur in this view of life” – (Origin, 1st. Edition 1859).

Se o próprio Charles Darwin diz que a morte, as guerras e a fome causaram o aparecimento dos “higher animals” (o que inclui o ser humano), porque é que o Barros contradiz o santo Darwin?

Este post, é portanto, a minha resposta humilde ao seu post.

Obrigado pela tua teoria, Charles Darwin

1. Graças a ela nós podemos justificar a bestialidade. Afinal se nós somos todos animais, quem é que pode proibir um homem de ter relações sexuais com uma cabra?

“This does not make sex across the species barrier normal, or natural, whatever those much-misused words may mean, but it does imply that it ceases to be an offence to our status and dignity as human beings.”

2. Graças a tua teoria, Charles Darwin, podemos pôr um ser humano numa jaula como se ele fosse um animal:

One of the most fascinating stories about the effects of evolution on human relations is the story of Ota Benga, a pygmy who was put on display in a zoo as an example of an evolutionarily inferior race. The incident clearly reveals the racism of evolutionary theory and the extent to which the theory gripped the hearts and minds of scientists.

3. Graças à tua teoria, Darwin, podemos justificar a infidelidade matrimonial:

The second is the more primitive one of scattering his seed wherever and whenever he gets the chance. If he finds himself in the company of an adult female who is not his family partner, he may feel the urge to engage in a brief bout of sexual activity with her, even if he will never encounter her again.

4. Graças à tua teoria, Darwin, podemos também justificar a violação como uma “adaptação evolutiva”:

There is obviously some evolutionary basis to rape just like there is some evolutionary basis to all aspects of living things. In the book we narrow it down to two plausible specific evolutionary reasons for why we are a species in which rape occurs. One is just a by-product of evolved differences between the sexualities of males and females. Or, two, rape might be an adaptation. There might have been selection favouring males who raped under some circumstances in the past. And therefore there might be some aspects of male brains designed specifically to rape under some conditions.

5. Muito obrigado pela tua teoria, Darwin, porque sem ela provavelmente nunca haveria fundamento “científico” para a eliminação sistemática de mais de 6 milhões de judeus:

“The German Führer, as I have consistently maintained, is an evolutionist; he has consciously sought to make the practice of Germany conform to the theory of evolution.” – Sir Arthur Keith, Evolution and Ethics, 1947, p. 14

Darwin classificou os africanos e os nativos australianos de raças inferiores. Hitler apenas acrescentou os judeus a essa lista.

Obrigado Charles Darwin. O século 20 seria bem diferente sem a tua teoria.

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"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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41 Responses to Obrigado Charles Darwin

  1. MVR says:

    Bem feito. Veja lá o que o Barros escreveu:

    “E, finalmente, obrigado, Senhor, por ter arquitetado essa “gincana” em que bilhões e bilhões de seres humanos, durante milhões e milhões de anos, tiveram que superar todo tipo de desafio — contra animais selvagens, contra o clima, contra as catástrofes naturais, contra doenças, contra pragas, contra outros grupos rivais — para poder sobreviver neste planeta, e isso apenas para o Senhor poder escolher a quem premiar e a quem condenar no final.”

    Bem que já diziam que o evolucionismo cristão é ridículo, mas chegar a este ponto… Imagina quando o Barros descobrir que não houveram milhões de anos.

    E ainda coloca embaixo:

    “* Fui expulso de uma comunidade religiosa no Orkut após postar esse texto num tópico intitulado “Vamos agradecer ao Senhor”.”

    Ou seja: Estamos frente-a-frente com um ateu fanático (Vê lá o número três da lista e vê se não se passa a mesma coisa aqui!)

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  2. MVR says:

    Mas é engraçado ver a revolta do Barros. A que ponto chega a aversão a Deus, o elemento faz um blog só para colocar patetices e palhaçadas… Deve fazer blog só por diversão mesmo, ou para ganhar alguma atenção 🙂

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  3. Joaquim Coelho says:

    Dasse que a estupidez e descaramento criacionistas não têm limites

    Diz Hitler no nojento livro que é o Mein Kampf (mas que devias ler para veres as bacoradas que costumas afirmar):

    “Foi a vontade de Deus que deu aos homens a sua forma, natureza e faculdades”

    Parece-me bem estranho que um evolucionista afirme isto.
    Isto para não repetir aqui as dezenas de citações incominiosas da religião e de de Deus escritas por Hitler.

    E enquanto Darwin extrapola a partir de observações da natureza que qualquer observa Hitler contraria a natureza com o sistema de morte dos judeus, com raízes religiosas e católicas.

    A natureza é cruel quando luta pela sobrevivência. Dia a dia observamos na natureza esse facto. Uma ave que não saiba procurar comida ou que deixe as outras roubarem está condenada á morte. A luta pelas femeas ou território, leva em muitas espécies à morte dos adversários.

    Hitler não luta pela sobrevivência mas sim por puro ódio e vingança (aliada á loucura).
    Os animais não lutam por ódio ou vingança.

    E depois a questão central, de que os criacionistas fogem como do diabo: o homem é um ser racional, o que significa que tem a obrigação de pensar nas consequências do que faz, da dor que provoca. Coisa que os animais não têm. Por isso os comportamentos animal e do homem devem ser diferentes.

    Embora o homem em certas circunstâncias siga a natureza primordial: quando é uma questão de vida ou de morte.

    Mas darwin nunca disse que do pon to de vista moral as atitudes dos seres vivos eram boas e de seguir. Apenas diz que existem e que são boas para a evolução das espécies. O que é verdade.

    Ele dá um exemplo: se se deixasse a natureza fazer o seu percurso as doenças heriditárias acabariam por se extinguir e as gerações vindouros não sofreriam essas doenças (outras surgiriam).
    Ele afirma que, apesar de prejudicial a longo prazo, o homem tem o dever de intervir e de salvar as pessoas doentes, mesmo sendo contra a evolução.
    Isso devido à questão central da capacidade de raciocinio do homem.

    De qualquer forma, na minha opinião, não estamos a alterar o objectivo da evolução, estamos apenas a modificar os caminhos iniciais, já que o raciocinio é um produto da evolução, bem como a moral e a ética.

    Nota: Citação do livro A minha Luta de Adolf Hitler, Editores Hugin, 1998

    Pagina 445, Tomo II, Capitulo X – O federalismo como mascara.

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  4. “Diz Hitler no nojento livro que é o Mein Kampf”

    Por “nojento”, assumo que queiras dizer nojento num sentido moral, uma vez que mencionas no contexto o “ódio e vingança” de Hitler. Mas, por qual padrão de moralidade tu julgas o livro e motivações de Hitler?

    “A natureza é cruel quando luta pela sobrevivência.”

    Tu dizes que a “natureza É CRUEL quando luta pela sobrevivência”, citando no mesmo parágrafo exemplos de animais, mas mais à frente contrastas Hitler com os animais, que “NÃO lutam por ÓDIO ou VINGANÇA”. Em que ficamos? A natureza é ou não cruel, quando luta pela sobrevivência?

    “o homem é um ser racional, o que significa que tem a obrigação de pensar nas consequências do que faz, da dor que provoca”

    Isto é cometer a falácia naturalista – inferir uma prescrição (“um deve”, “tem a obrigação”) de uma descrição (“o homem é um ser racional”). Como tu alcanças, por inferência necessária, a conclusão de que o homem, por ser racional, DEVE, TEM A OBRIGAÇÃO, de pensar nas consequências do que faz, na dor que provoca?

    “Ele afirma que, apesar de prejudicial a longo prazo, o homem tem o dever de intervir e de salvar as pessoas doentes, mesmo sendo contra a evolução.”

    De novo a falácia naturalista! Como tu inferes necessariamente que, “devido à questão central da capacidade de raciocínio do homem”, este “TEM O DEVER de intervir e de salvar as pessoas doentes”? Como tu inferes de, “este é caso”, logo, “este deve ser o caso”?

    “não estamos a alterar o objectivo da evolução”

    Objectivo da evolução? Bem, Immanuel Kant tentou justificar o uso de linguagem teleológica ao descrever a sua visão mecanicista e naturalista da história – que resultaria numa contradição – diferenciando entre o uso constitutivo (que a sua visão proíbe) e o uso regulativo (que a sua visão exige), mas ele não foi bem sucedido. Serás tu bem sucedido? Porque tu usas linguagem teleológica ao falares no “OBJECTIVO da evolução”?

    “já que o raciocinio é um produto da evolução, bem como a moral e a ética”

    O que é um “raciocínio”? Como tu sabes que o “raciocínio” é um “produto da evolução”? Existem formas de raciocínio correctas e incorrectas? Por qual padrão de racionalidade sabemos se são correctas e incorrectas?

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  5. Joaquim Coelho says:

    João Gabriel
    “Tretas pseudo-filosóficas criacionistas” sobre a moral absoluta de deus, passam-me ao lado.

    Já repeti várias vezes a minha posição, e não vou voltar a fazê-lo.

    A moral não é absoluta: É das sociedades, dos individuos e como tudo no mundo está sujeita à evolução. A consideração mais importante que tem de ter em conta, hoje, é o mal que pode ou não fazer aos outros e à sociedade.

    O objectivo da evolução (se se pode chamar objectivo) não é filosófico nem está escrito. É apenas uma palavra que o homem pode usar para falar daquilo que observa. A selecção natural (e outros mecanismos) conduzem à sobrevivência de determinadas caracteristicas, que estão bem adaptadas ao meio que vivem. É esse o “objectivo” não orientado e “casual” da evolução: proporcionar essas caracteristicas.

    Para mim, expurgo a filosofia, e tenho bem claro que se faço sofrer outras pessoas, estou errado. Diga o que disser a filosofia ou qualquer deusito.

    A natureza é cruel, mas não por vingança ou ódio. Não há contradiçaõ.

    Os picanços empalam as suas vitimas.
    Certos animais comem partes das presas que não porvocam a morte, para as manterem mais tempo vivas. (é a forma de conservação de alimentos que dispoêm).

    Do ponto de vista humano isto é cruel. Mas não é motivado nem pelo ódio, nem por vingança.
    É uma estratégia bem sucedida de sobrevivência.
    Ora se o ser racional sabe que provoca dor e as suas consequências é lógico que não o deva fazer. Não necessito de filosofia para o saber, e estou-me nas tintas para a falácia.

    E devo salvar os doentes (ou evitar o seu sofrimento) pelo memos para evitar o sofrimento dos que os amam.

    quanto ao resto da filosofia barata que estás a vender, basta leres a Origem das Espécies

    Não gosto muito de recursos malabaristas filosóficos para coisas que não passam de bom senso.

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  6. Joaquim Coelho says:

    Usando a mesma metodologia que tu (a demagogia) eu posso dizer:

    Obrigado Deus

    1.Justificas o tratar as mulheres de forma diferente e submissas ao homem

    “Mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, como ao Senhor, pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador “
    EFÉSIOS 5.22

    Mas eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexualg, faz que ela se torne adúltera, e quem se casar com a mulher divorciada estará cometendo adultério.
    Mteus 5.31

    2.Justificas a tolerância à escravidaão
    “Escravos, obedeçam a seus senhores terrenos com respeito e temor, com sinceridade de coração, como a Cristo. Obedeçam-lhes, não apenas para agradá-los quando eles os observam, mas como escravos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus. “
    EFÉSIOS 6.5

    “Todos os que estão sob o jugo da escravidão devem considerar seus senhores como dignos de todo o respeito, para que o nome de Deus e o nosso ensino não sejam blasfemados. Os que têm senhores crentes não devem ter por eles menos respeito, pelo fato de serem irmãos; ao contrário, devem servi-los ainda melhor, porque os que se beneficiam do seu serviço são fiéis e amados. Ensine e recomende essas coisas. “
    TIMÓTEO 1 6.1

    3.Justifica a pena de morte como castigo para tudo e mais alguma coisa

    9
    Quando um homem amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe, certamente morrerá; amaldiçoou a seu pai ou a sua mãe; o seu sangue será sobre ele.
    10
    ¶ Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera.
    11
    E o homem que se deitar com a mulher de seu pai descobriu a nudez de seu pai; ambos certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles.
    12
    Semelhantemente, quando um homem se deitar com a sua nora, ambos certamente morrerão; fizeram confusão; o seu sangue será sobre eles.
    13
    Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles.
    14
    E, quando um homem tomar uma mulher e a sua mãe, maldade é; a ele e a elas queimarão com fogo, para que não haja maldade no meio de vós.
    15
    Quando também um homem se deitar com um animal, certamente morrerá; e matareis o animal.
    16
    Também a mulher que se chegar a algum animal, para ajuntar-se com ele, aquela mulher matarás bem assim como o animal; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles.
    Levitico 20

    4 . Justificas que se mate por blasfémia

    E aquele que blasfemar o nome do SENHOR, certamente morrerá; toda a congregação certamente o apedrejará; assim o estrangeiro como o natural, blasfemando o nome do SENHOR, será morto.
    Levitico 24.16

    5.Justifcas de uma assentada a violência, a guerra, o massacre, o roubo, a escravidaõa, etc
    Capitulo 20
    1  Quando saíres à peleja contra teus inimigos, e vires cavalos, e carros, e povo maior em número do que tu, deles näo terás temor; pois o SENHOR teu Deus, que te tirou da terra do Egito, está contigo.
    2  E será que, quando vos achegardes à peleja, o sacerdote se adiantará, e falará ao povo,
    3  E dir-lhe-á: Ouvi, ó Israel, hoje vos achegais à peleja contra os vossos inimigos; näo se amoleça o vosso coraçäo: näo temais nem tremais, nem vos aterrorizeis diante deles,
    4  Pois o SENHOR vosso Deus é o que vai convosco, a pelejar contra os vossos inimigos, para salvar-vos.
    5  Entäo os oficiais falaräo ao povo, dizendo: Qual é o homem que edificou casa nova e ainda näo a consagrou? Vá, e torne-se à sua casa para que porventura näo morra na peleja e algum outro a consagre.
    6  E qual é o homem que plantou uma vinha e ainda näo a desfrutou? Vá, e torne-se à sua casa, para que porventura näo morra na peleja e algum outro a desfrute.
    7  E qual é o homem que está desposado com alguma mulher e ainda näo a recebeu? Vá, e torne-se à sua casa, para que porventura näo morra na peleja e algum outro homem a receba.
    8  E continuaräo os oficiais a falar ao povo, dizendo: Qual é o homem medroso e de coraçäo tímido? Vá, e torne-se à sua casa, para que o coraçäo de seus irmäos näo se derreta como o seu coraçäo.
    9  E será que, quando os oficiais acabarem de falar ao povo, entäo designaräo os capitäes dos exércitos para a dianteira do povo.
    10  Quando te achegares a alguma cidade para combatê-la, apregoar-lhe-ás a paz.
    11  E será que, se te responder em paz, e te abrir as portas, todo o povo que se achar nela te será tributário e te servirá.
    12  Porém, se ela näo fizer paz contigo, mas antes te fizer guerra, entäo a sitiarás.
    13  E o SENHOR teu Deus a dará na tua mäo; e todo o homem que houver nela passarás ao fio da espada.
    14  Porém, as mulheres, e as crianças, e os animais; e tudo o que houver na cidade, todo o seu despojo, tomarás para ti; e comerás o despojo dos teus inimigos, que te deu o SENHOR teu Deus.
    15  Assim farás a todas as cidades que estiverem mui longe de ti, que näo forem das cidades destas naçöes.
    16  Porém, das cidades destas naçöes, que o SENHOR teu Deus te dá em herança, nenhuma coisa que tem fólego deixarás com vida.
    17  Antes destruí-las-ás totalmente: aos heteus, e aos amorreus, e aos cananeus, e aos perizeus, e aos heveus, e aos jebuseus, como te ordenou o SENHOR teu Deus.
    18  Para que näo vos ensinem a fazer conforme a todas as suas abominaçöes, que fizeram a seus deuses, e pequeis contra o SENHOR vosso Deus.
    19  Quando sitiares uma cidade por muitos dias, pelejando contra ela para a tomar, näo destruirás o seu arvoredo, colocando nele o machado, porque dele comerás; pois que näo o cortarás (pois o arvoredo do campo é mantimento para o homem), para empregar no cerco.
    20  Mas as árvores que souberes que näo säo árvores de alimento, destruí-las-ás e cortá-las-ás; e contra a cidade que guerrear contra ti edificarás baluartes, até que esta seja vencida.

    deuteronimio

    E havia mais umas dezenas, mas como a biblia é uma seca já não tenho pachorra.

    Obrigado senhor, sem ti o mundo seria bem diferente (e o Século XX bem )
    melhor

    Amen

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  7. “Tretas pseudo-filosóficas criacionistas” sobre a moral absoluta de deus, passam-me ao lado.

    Desde quando eu usei “Tretas pseudo-filosóficas criacionistas sobre a moral absoluta de deus”? Seja como for, tu dizes que as “Tretas pseudo-filosóficas criacionistas” te passam “ao lado”, mas mais à frente referes que expurgas a filosofia. Afinal, o teu problema não é com pseudo-filosofias (seja lá o que isso seja), mas com a filosofia em si.

    “A moral não é absoluta: É das sociedades, dos individuos e como tudo no mundo está sujeita à evolução.”

    É a tua posição e apenas uma afirmação. Nenhum argumento foi fornecido em apoio. Agora, a frase “está sujeita à evolução” é de certa forma ambígua. Evolução em que sentido e para quê? Explica, ilustra e claro, justifica, se queres ser racional.

    “A consideração mais importante que tem de ter em conta, hoje, é o mal que pode ou não fazer aos outros e à sociedade.”

    Sim, mas se calhar amanhã não. Se estiver errado, explica porquê, e justifica. Além disso, o que é “mal”?

    “O objectivo da evolução (se se pode chamar objectivo) não é filosófico nem está escrito.”

    É, decididamente não lhe podes chamar “objectivo”.

    “É apenas uma palavra que o homem pode usar para falar daquilo que observa.”

    É, assim como Kant, tu não consegues justificar, com sucesso, porque “pode”.

    “A selecção natural (e outros mecanismos) conduzem à sobrevivência de determinadas caracteristicas, que estão bem adaptadas ao meio que vivem.”

    “Conduzem…” Porque é legítimo usar linguagem teleológica neste contexto? A resposta é: Porque é legítimo usar!!

    “É esse o “objectivo” não orientado e “casual” da evolução: proporcionar essas caracteristicas.”

    Uma bela afirmação metafísica! Além de eu não entender como é possível existir um “objectivo não orientado”, gostaria de saber como tu sabes que o processo não é orientado.

    “Para mim, expurgo a filosofia, e tenho bem claro que se faço sofrer outras pessoas, estou errado. Diga o que disser a filosofia ou qualquer deusito.”

    Porque é errado para ti fazer sofrer outras pessoas? Evidentemente que não conseguirás evitar o solipsismo. Mas se esse é o caso, é irrelevante que aches “nojento” o que Hitler escreveu ou quais as suas motivações.

    “A natureza é cruel, mas não por vingança ou ódio. Não há contradição…. Do ponto de vista humano isto é cruel. Mas não é motivado nem pelo ódio, nem por vingança.”

    É a “natureza que é cruel”, ou é “apenas do ponto de vista humano” que “isto é cruel”?

    A frase “Do ponto de vista humano” é enganosa. Tu conheces todo o “ponto de vista humano”? És omnisciente? Porque não pode “ser humano” X raciocinar: “Bem, uma vez que esses animais não são cônscios dos seus actos, nem existe alguma motivação maldosa por trás deles, então não posso lógicamente considerar as suas acções cruéis.”

    Por qual padrão tu identificas algo na natureza como “cruel” (seja lá o que isso seja?

    “Ora se o ser racional sabe que provoca dor e as suas consequências é lógico que não o deva fazer.”

    É “lógico”? Como é que tu estás a usar a palavra “lógica”? Assim, tu dizes, “estou-me nas tintas para a falácia” (uma falácia é uma forma de raciocínio que falha em satisfazer as regras de inferência válida, ou regras de lógica), mas dizes que “é lógico”!! Precisamente por achares que não necessitas de filosofia é que usas tão mal a palavra. Além disso, eu pedi para demonstrares COMO é lógico. Como tu inferes da proposição, “o ser racional sabe que provoca dor e x consequências ocorrem”, a conclusão, “logo, ele não deve provocar dor”?

    “Não gosto muito de recursos malabaristas filosóficos para coisas que não passam de bom senso.”

    Bom senso de acordo com quem? Contigo? Então poderias ter escrito: “Não gosto muito de recursos malabaristas filosóficos para coisas que não gosto de discutir.” Bom senso é algo que faz sentido. Mas, como podem afirmações que carecem de justificação fazer sentido? É, tu pareces gostar mais de outros “recursos malabaristas”…

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  8. Joaquim Coelho says:

    João Gabriel.

    A filosofia quando usada como tu a usas é uma bosta.

    Não tenho conhecimentos filosóficos para discutir.

    Nem neste caso me interessam. Sei que entendeste prefeitamente o que eu disse, por isso estou-me borrifando para malabraismos com palavaras.
    Contradições da treta e outras porcarias quando se pretende confundir com “intelectualismos” de tanga.

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  9. “A filosofia quando usada como tu a usas é uma bosta.”

    Mesmo que isso fosse verdade, como tu sabes como ela deve ser usada, se disseste, “Não tenho conhecimentos filosóficos para discutir”?

    “Não tenho conhecimentos filosóficos para discutir.”

    Admiro a tua franqueza e esta revela certa humildade. Seja como for, dadas as tuas pressuposições acerca da “realidade”, não existe base alguma para pensares que “deves” ser humilde.

    “Sei que entendeste prefeitamente o que eu disse, por isso estou-me borrifando para malabarismos com palavaras.”

    Precisamente por não entender é que te fiz as questões acima.

    “Contradições da treta e outras porcarias quando se pretende confundir com “intelectualismos” de tanga.”

    Se reparares, tu afirmas que 1) a filosofia usada como eu a uso é uma bosta, 2) que uso malabarismos com palavras, 3) que procuro contradições da treta, 4) que pretendo confundir-te com “intelectualismos de tanga”. Mas, DEMONSTRASTE que fiz realmente isto? Não! Sao apenas afirmações. E como dizia o outro, “Palavras, leva-as o vento…”

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  10. Joaquim Coelho says:

    Amem

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  11. Ó Joaquim, ainda não me disseste o que faz de uma pessoa um cristão.

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  12. Darjo says:

    Para usar uma expressão brasileira: não se pode “assobiar e chupar cana ao mesmo tempo”.

    “Many atheists don’t like this consequence of their worldview. But they cannot escape it and insist that they are being logical at the same time.”

    http://www.uncommondescent.com/intelligent-design/bleak-conclusions/#comments

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  13. MVR says:

    “Foi a vontade de Deus que deu aos homens a sua forma, natureza e faculdades”

    O Ateu pode mentir à vontade, já que acha que não será julgado. A conduta de Hitler é evolucionista, e não importa o que ele fale, pois pode mentir, e os atos dele são a prova de que era evolucionista.

    A estupidez e descaramento evolucionistas não vêm limites.

    “Hitler não luta pela sobrevivência mas sim por puro ódio e vingança (aliada á loucura).
    Os animais não lutam por ódio ou vingança.”

    Desde quando homens são animais? Quem os classifica assim são os próprios homens. Eu não me considero um animal.

    “Não tenho conhecimentos filosóficos para discutir.”

    O ateísmo é uma filosofia… Não me espanta nada que sejas ateu.

    “1.Justificas o tratar as mulheres de forma diferente e submissas ao homem”

    “2.Justificas a tolerância à escravidaão”

    “3.Justifica a pena de morte como castigo para tudo e mais alguma coisa”

    “4 . Justificas que se mate por blasfémia”

    “5.Justifcas de uma assentada a violência, a guerra, o massacre, o roubo, a escravidaõa, etc”

    Me pergunto por que é que não falas do novo testamento ou das palavras de Jesus, mas te remetes à uma época completamente diferente… Engraçado que na época do Brasil-Colônia haviam escravos, e não era crime, paara além disso, tu não conheces o sistema de escravos daquela época, então não podes falar nada.

    Escravos não são apenas negros obrigados a trabalhar por nada. Não tenta te guiar por dicionários recentes, pois eles definem “Escravo” de acordo com os moldes atuais.

    Tratar as mulheres diferentemente? Que mal há? Tu trata homens e mulheres igualmente? Não, mas para atacar a bíblia vale tudo. Vou te lembrar de que época é o que tu estás citando, ou preferes pesquisar por ti mesmo?

    As mulheres eram poupadas na guerra, isto é uma submissão que (ao que parece) vale a pena… Além de uma série de outros fatores.

    Sobre a pena de morte, não há o que comentar. Mas foi ridículo tu “dividir” isto e chamar a blasfêmia no outro. Vou te lembrar que muitos países são a favor da pena de morte, e em vários a mesma é aplicada. De exemplo, os EUA, onde há pena de morte de várias maneiras, mas ao que parece, muita gente quer ir morar lá, mas por que se é tão imoral isto tudo? Eu me pergunto… 😀

    E mesmo assim, aqui tu entra em contradição, pois os evolucionistas não deveriam criticar o assassinato, uma vez que é apenas seleção natural… Que bom que sou criacionista, e dou valor à minha vida e às dos outros.

    E sobre as matanças, sugiro que vás mesmo estudar história, pois se conhecesse aqueles povos e seus costumes (Sodoma e Gomorra eram um exemplo leve do que ocorria), veria que Deus foi até bonzinho demais, por deixá-los vivos por algum tempo.

    PS. Aqui eu mostro como as tuas alegações não fazem sentido, o que não podes fazer com as deste post. já estou acostumado com a falta de lógica ateísta, mesmo. Vais se fingir e fazer de conta que não leu, antes de mandar as próximas mentiras, falácias, dúvidas, etc…

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  14. MVR says:

    Oh, e ao que parece, o meu avatar provisório evoluiu do teu. Veja lá, eu tenho asas, e tu ainda depende das tuas pernas. Mesmo mantendo a cor, a forma e a cabeleira, pode-se constatar cientificamente que o meu avatar evoluiu muito mais do que o teu.

    És menos evoluído do que eu… Tua opinião tem menos valor.

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  15. Joaquim Coelho says:

    Desculpa lá, MVR mas um post tão parvo nem devia merecer comentário.
    Mas …

    Quem mente ?
    Não está em causa Hitler ser ou não evolucionista, ou teista (como o foi pelo menos grande parte da vida), mas sim se sem a teoria da evolução Hitler não teria feito o mesmo. Claro que teria, o ódio aos judeus é de origem religiosa e não de uma teoria cientifica que apenas fala de factos e não sugere caminhos de actuação.
    Em vez de berrares lê o maien kampf e a teoria da evolução e depois já falavas mais baixinho.

    O ateismo é não accreditar num deus. Ponto final. Depois cada ateu pode integrar as correntes de pensamento que quiser.

    Quem falou de escravos negros ? Tu não eu. Escravos existem desde há milhares de anos. E sendo deus imtemporal devia saber que a escravatura era uma barbaridade e não a permitir. Mas foram precisos seres humanos para acabar com ela, não deusitos da tanga.

    Tratar as mulheres como inferiores e submissas ao homem é que é errado, respeitando as diferenças inerentes ao sexo. Qualquer mulher é do ponto de vista ético, moral, social, politico, profissional, etc igual a ti ou a mim. Algumas melhores outras piores (tal como com homens.) É assim que as trato, como um ser humano, de igual para igual.

    Algumas citações são do novo testamento, mas o que está em causa é que o Deus é o mesmo: do velho ou do novo. Novo não passa de um upgrade mais tolerante do velho calhamaço das mentiras.

    A pena de morte decretada pelos homens, não se pode comparar a pena de morte decretada por um deusito dito bondoso e aplicada por vezes a crianças sem qualquer conhecimento. E sim sou contra a pena de morte. Ao contrário de muitos criacionistas.
    Separei a blasfémia porque o único motivo para esse castigo é religioso, por recusa a submissão a um deuseco maluco e irado

    Bolas que vocês são mesmo toinos. O assassinato (pelo menos nas ultimas dezenas de molhares de anos) não é selecção natural.
    Não trás nenhum beneficio á especie humana, nem a torna mais resistente. Pelo contrário nos assassinatos massivos, coloca-a em causa ao diminuir a diversidade gene´tica, factor chave de uma evolução. A parvoice é dizer que é natural, não é. Os animais não assassinam.

    Deus foi bonzinho porque matou uma série de gente só por gostar de dar umas quecas ? Ou porque alguns eram homosexuais ? Que parvoice.
    DEus é mesmo bonzinho e tolerante. (Deus não a criação humana chamada Deus)

    Quanto á parvoice final: não sabes o que é evolução. De tanto bajular uma entidade inexistentes perdeste a noção da realidade.
    E já agora, aparentemente o ser mais inteligente do planeta tem pernas e não asas 🙂

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  16. Joaquim Coelho says:

    PS

    A citação que tanto te irritou que atribui a Hitler: “Foi a vontade de Deus que deu aos homens a sua forma, natureza e faculdades” foi escrita pelo próprio no seu livro A Minha Luta , a biblia do nazismo.

    Podes verificar na edição brasileira:
    A minha Luta de Adolf Hitler, Editores Hugin, 1998
    Pagina 445, Tomo II, Capitulo X – O federalismo como mascara.

    Por isso não percebo como acusas de mentir.
    Tu é que tens de ter cuidado, já que acreditas no castigo, e mentindo podes ser castigado eh eh eh

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  17. Joaquim, continuo à espera que me digas o que faz de uma pessoa um cristão. Depois vou querer comparar a tua definição com a que está na bíblia.

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  18. Joaquim Coelho says:

    Sabino já falamos nisso, já respondi, procura nos comentários.

    Mas basicamente um cristão é uma pessoa que acredita em Deus e que segue ou diz seguir a religião cristã.

    E já agora qual a tua definição de evolucionista ou darwinista ?

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  19. Então tu achas que Hitler estava a seguir aquilo que Cristo disse, certo?

    “segue ou diz seguir…”

    Hum… então basta uma pessoa dizer que segue, mesmo que não siga na prática, para ser um cristão?

    Respondia assim: “Evolucionista deve ser uma pessoa que acredita na teoria da evolução” (podia agora acrescentar mais à resposta: “… mas que não vive de acordo com a sua visão do mundo”.

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  20. Joaquim Coelho says:

    Eu não sei se era ou não cristão, isso pouco importa.
    Sei que era teista ou talvez ate politeista.

    Também não sei se era ou não evolucionista, pois isso pouco importa.

    Nem o evolucionismo nem o cristianismo justificam o que ele fez.
    Se os usou como justificação foi uma justificação absurda, já que nem um nem outro apontam minimamente esse caminho.

    Mas o ódio aos judeus, e basta ler os primeiros capitulos do Main Kampf, para ver a sua origem, teve um papel importante no holocausto.

    É importante tentar perceber o que levou uma sociedade avançada e religiosoa a apoiar e a coloborar neste drama que foi o nazismo.

    A mim irrita-me que digam que o evolucionismo é responsável.
    Tal como me irrita que digam que é o ateismo.
    Tal como me irraita que digam que é o cristianismo ou outra religião.

    Porque tudo isso é mentira. Os factos que levaram ao que aconteceu são extremamente complexos e diversos.

    Resumindo: se não existisse religião na alemanha, o que aconteceu poderia ter acontecido na mesma
    Se não existisse evolucionimos também poderia ter acontecedido.
    E provavelmente acontecria.

    O racismo já existia, o ódio aos judeus também. A sua perseguição e morte também (incluindo o que Lutero fez).

    Portanto se me dizem que o evoucionismo, ainda que minimamente, serviu de justificação eu digo que sim,
    Mas digo, que a religião e cristinanismo ainda tiveram um papel mais importante nessa justificação. O mundo cristão austro/alemão foi inundado de ódio aos judeus para justificar todos os males da alemanha.

    Agora se são responsáveis ou culpados, acho em absoluto que não.
    Acho até que é uma parvoice insinuá-lo.

    E uma demagogia perigosa.

    Mas o Matts tem a mania de voltar sempre ao tema. E depois tem de se aguentar à bronca com as respostas.

    É pouco importante o que é ou não um cristão, porque o que digo é que Hitler usou o cristianismo como desculpa.

    É pouco importante o que é ou não um evolucionista, porque o que digo é se Hitler usou o evolucionismo , foi como desculpa..

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  21. Barros says:

    Os religiosos me jogam pedras, mas não conseguem refutar meus argumentos… E por quê? Porque tudo o que eles têm é a fé.

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  22. Barros says:

    MVR escreveu:

    Bem que já diziam que o evolucionismo cristão é ridículo, mas chegar a este ponto… Imagina quando o Barros descobrir que não houveram milhões de anos.”

    Ah, eu acho que eu me converteria ao cristianismo… Mas me diz aí? Foram quantos anos? Fiquei curioso agora.

    Like

  23. Mats says:

    Barros,

    Os religiosos me jogam pedras, mas não conseguem refutar meus argumentos… E por quê? Porque tudo o que eles têm é a fé.

    O facto de se ter fé não é impedimento para se refutar os argumentos ateus.

    Like

  24. Mats says:

    Joaquim,
    Já por várias vezes te foi dito que o Hitler usou palavras com sentido teológico no seu livro, mas não acreditava no Cristianismo Bíblico. Porque é que achas que ele perseguiu cristãos? Porque é que achas que o Hitler adorava ler Fredirc Nietssche, o ateu? Desde quando é que “cristãos” dão livros que atacam Deus a outros líderes estatais, tal como Hitler deu a Mussolini uma cópia de um dos livros de Nietzsche?

    Segundo, é preciso vêr que a forma como o Hitler agiu está em perfeito acordo com o s princípios evolutivos, tal como o Sir Arthur Keith (Evolution and Ethics) claramente escreveu.

    São os próprios evolucionistas a dizer que Hitler era um evolucionista.

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  25. MVR says:

    “Em vez de berrares lê o maien kampf e a teoria da evolução e depois já falavas mais baixinho.”

    Hitler’s Table Talk… Que não foi escrito pelo Hitler… Deves saber bem que a verdade não deveria ser nada para quem matou tantos judeus…

    “E sendo deus imtemporal devia saber que a escravatura era uma barbaridade e não a permitir.”

    E o que é que tu sabes sobre a escravidão da época? Não sabes que o trabalho paga dívidas? Ou os prisioneiros de guerra, era melhor matá-los do que escravizá-los? Que preferia tu, morrer ou trabalhar para os outros?

    “Os animais não assassinam.”

    Imagine. Acho que os cervos é que cometem Harakiri antes dos leões os comerem.

    “Quanto á parvoice final: não sabes o que é evolução.”

    Ninguém sabe. Ninguém nunca a viu. Nunca foi comprovada. Esquecem-se de que as semelhanças entre os seres remete não que um veio do outro, mas sim da mesma coleção de um único Designer. Isto acontece à nossa olta todo o tempo.

    “Os religiosos me jogam pedras, mas não conseguem refutar meus argumentos… E por quê? Porque tudo o que eles têm é a fé.”

    Barros, teu blog é uma vergonha. Não tem nada de científico, e eu realmente me aventurei por lá. Lixeira total! Apenas textos que tu inventa da forma mais infantil possível, numa maneira de continuar sendo ateu.

    Uma pena.

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  26. Barros says:

    MVR escreveu:

    Barros, teu blog é uma vergonha. Não tem nada de científico”

    Ora, se eu tivesse provas científicas da existência de Deus eu, certamente, já as teria apresentado e estaria famoso e milionário, assim como estaria famoso e milionário alguém que tivesse provas científicas da EXISTÊNCIA de Deus. Como eu disse, tudo o que se tem é pura fé.

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  27. Barros says:

    Errata: leia-se a primeira “existência” como “inexistência”:

    “Ora, se eu tivesse provas científicas da INEXISTÊNCIA de Deus, eu, certamente, já as teria apresentado e estaria famoso e milionário.”

    Like

  28. Joaquim Coelho says:

    MVR

    Continuam as tolices ou ignoirância.

    Assassinar não é matar uma vaca para comer.

    Os animais matam por comida, para defesa, para reproduzir os seus genes..
    E que eu saib a não têm consciência do mal que infligem, logo não é assassinato.

    “E o que é que tu sabes sobre a escravidão da época? Não sabes que o trabalho paga dívidas? Ou os prisioneiros de guerra, era melhor matá-los do que escravizá-los? Que preferia tu, morrer ou trabalhar para os outros?”
    É isso que pensa um cristão ?

    Que tolice.
    Claro que a morte é preferivel à escrabavatura (não tem nada a ver trabalhar para os outros).
    A escravatura na época significava que a pessoa era PERTENÇA de outra que podia fazer o que bem entendesse com ela incluindo agredir, violar, vender, matar.

    Mats

    A questão não está em ser realmente ou fingidamente, mas em usar como argumento.

    E isso tanto faz para religião, ateismo ou evolucionismo.
    Hilter argumentou com cristianismo, e milhões de cristãos seguiram-no e cometrem barbaridades sobre os judeus.
    Não estou a dizer que a responsabilidade é da religião.
    A responsabilidade é individual e quanto muito por vezes de certos lideres religiosos.

    Para mim dizer: “na natureza é assim, os fortes matam os fracos” ou dizer “E há mesmo que evitar discutir com os judeus, encarnação da blasfémia contra a estética simbolizada pela imagem so Supremo Criador” (Hiltren en Mien Kampf) é o mesmo.
    É um apelo absurdo ao que as pessoas acreditam.

    Tentar percerber porque as pessoas se deixram enganar é que importa.
    Quanto a isto o historiador Daniel Goldhagen escreve “Na realidade, em relação aos judeus, poucas eram diferenças entre as igrejas protestantes dominantes e as dissidentes, declaradamente racistas e anti-semitas, e os “cristãos alemães” que procuravam fundir a teologia cristã com o racismo e os outros principiosdo nazismo.” ((in Os carrascos voluntários de Hitler – O povo alemão e o Holocautos)

    Like

  29. Joaquim Coelho says:

    Então Mats, aderista à moda da censura prévia ? 🙂

    No meu último comentário surge isto

    Joaquim Coelho disse
    O seu comentário aguarda moderação.
    Maio 2, 2009 @ 21:41

    E o comentário não é visivel por outros utilizadores.

    Like

  30. Mats says:

    Joaquim,
    Não sei porquê, mas as tuas mensagens foram parar à secção das pessoas que estão a enviar um comentário pela primeira vez.
    Acho que tinhas escrito mal o teu mail.

    Enfim, peço desculpa pelo atraso na rectificação da situação.

    Like

  31. Joaquim Coelho says:

    Ok Mats

    Não esperava outra coisa.

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  32. MVR says:

    “Continuam as tolices ou ignoirância.

    Assassinar não é matar uma vaca para comer.

    Os animais matam por comida, para defesa, para reproduzir os seus genes..
    E que eu saib a não têm consciência do mal que infligem, logo não é assassinato.”

    E é isto que os diferenciam dos humanos. Humanos podem matar apenas por prazer. Ou, ás vezes, por nada mesmo.

    E a parte de que a morte é preferível à escravatura… Me recuso a achar que tu chegou a este nível.

    Mesmo desconhecendo a escravidão da época.

    Like

  33. Joaquim Coelho says:

    MVR

    Já ouviste falar em liberdade ?

    A escravidão na época era igual á de 500 anos.

    Falta de liberdade, um ser humano ser “dono de outro”, poder fazer dele o que quisesse.

    Com mais ou menos crueldade, mais ou menos tolerância, mais ou menos “regalias” não deixava de ser escravidão.

    Era a submissão e a falta de liberdade.

    E se o ser humano fosse como o quetzal morria ao ser privado da liberdade.

    A escravatura é uma ignominia. É preferil morrer a lutar pela liberdade e contra a escravidão do que continuar escravo.

    Há coisas bem piores que a morte.

    Like

  34. Mats says:

    Há coisas bem piores que a morte.

    Concordo plenamente.

    Like

  35. Joaquim Coelho says:

    Yes Mats, também gosto muito do monstro das bolachinas …

    Like

  36. MVR says:

    Ou talvez porque o Joaquim desconhecesse o sistema da época, em que a escravidão não era sinônimo de colocar um bando de negros africanos em barcos e levá-los para trabalhar ao açoite e às lapadas, em casa de açúcar…

    Sequer sabe que escravos eram ou poupados de uma guerra – Dizem que “Melhor morrer de pé que viver de joelhos”, mas eu prefiro dizer que “Melhor escapar fedendo que morrer cheiroso” – ou então gente caloteira que não tinha como pagar as dívidas, e se vendia por comida, enfim.

    Mas seria interessante NÃO teres de ler isso, se soubesse a história a seu tempo. Não fica só à internet, vai às bibliotecas também.

    Like

  37. Joaquim Coelho says:

    MVR

    Não necessito ir á biblioteca pois tenho uma na minha casa, eh eh
    3256 volumes (o que não quer dizer nada, mas é mais que a da biblioteca da minha terra, pelo que não preciso de me deslocar, eh eh eh
    e não é só banda desenhada

    Para mim escravatura não signifca negros africanos, nunca o disse.

    Desde as civilizações primordiais que existe escravatura: Egipto, Roma, etc. etc

    Mas a escravatura tem sempre uma caracteristica: a privação da liberdade e o facto de uma pessoa pertencer a outra.

    É isso que é escravatura, sempre : em qualquer lado em qualquer tempo.

    E ao contrario de ti acho que a nossa dignidade é o bem mais precioso.
    E por isso é preferivel morrer mal cheiroso e livre a viver perfumado e escravo.

    É evidente que os tempos são outros e o pensamento sobre a escravatura diferente. Não estou a criticar os escravos (nem sequer os que os escravizavam naquela altura).
    Estou a criticar o deusito que permitia isso, pois sendo intemporal devia saber o mal ou o bom que era.

    Bom e se queres aprender um pouco sobre a escravatura, para veres que não eram só sobreviventes da guerra, dexio aqui um post roubado do roma-antiga, sobre a escravatura romana:

    http://roma-antiga.blogspot.com/2004_04_01_archive.html

    A ESCRAVATURA É sobejamente conhecido o carácter profundamente esclavagista da sociedade romana. Os escravos eram essenciais na Roma Antiga, uma vez que constituíam a esmagadora maioria da mão de obra, desde as minas ao pessoal doméstico.

    Com as conquistas dos séculos II e I a.C., centenas de milhares de pessoas foram reduzidas à escravidão, em toda a bacia mediterrânica. Milhares de púnicos, númidas, gregos, sírios, judeus, egípcios, gauleses e espanhóis eram vendidos diariamente nos grandes mercados de escravos de Marselha, Óstia, Roma, Alexandria, Delos, Rodes, Atenas, etc. Alguns eram prisioneiros de guerra, outros eram viajantes ou camponeses que tiveram o azar de ser raptados por piratas ou traficantes de escravos, ao passo que outros se vendiam voluntariamente para pagar dívidas ou para escapar à miséria da terra natal. Os gregos instruídos compunham a maior parte destes que se vendiam voluntariamente, na esperança de serem comprados por um rico romano que os empregasse como secretários, feitores ou tutores dos filhos. Passados alguns anos, era costume o domine (senhor) conceder a liberdade a estes escravos domésticos, que então se tornavam cidadãos, embora na condição de libertos e clientes do antigo senhor. Grande parte da população da Roma Imperial era composta por libertos (que por obrigação legal usavam um barrete vermelho como sinal da sua condição), ou seus descendentes. No entanto, e não obstante a extrema riqueza e poder de alguns destes libertos, a mancha da escravatura não se desvanecia até à terceira ou quarta geração; por exemplo, Suetónio conta-nos que Augusto se recusava a comer à mesa de um liberto.

    Não obstante tais factos, os libertos desempenharam um importante papel na história romana. Alguns chegaram mesmo a concentrar em suas mãos a governação do Estado, como Narciso e Pálas, libertos do imperador Cláudio.

    Regra geral, os escravos do campo viviam em condições muito piores que os da cidade. Fechados como gado, em grandes barracões sem as mínimas condições (os “ergulastum”), trabalhavam nas enormes plantações pertencentes a senadores ou cavaleiros romanos. Alguns destes domínios chegavam a ter mais de 10.000 escravos; um “modesto” senador como Plínio, O Velho (que morreu quando estudava a erupção do Vesúvio, em 79 d.C.), tinha mais de mil escravos nos seus domínios.

    As grandes famílias de Roma – a começar pelas casas reinantes – tinham domínios espalhados por todo o Império, na Grécia, na Hispânia, na Ásia Menor, no Egipto, etc. Em 410, o fatídico ano do saque de Roma pelos Visigodos, estas famílias eram ainda mais ricas que no tempo de Augusto, possuindo terras, palácios e escravos disseminados por todo o império. Por ironia, os Visigodos de Alarico capturaram grande parte desses nobres romanos, vendendo-os como escravos a mercadores sírios e gregos. E como o governo imperial tinha receio que a proibição da sua venda ditasse a sua morte (se não os pudessem vender ou pedir um resgate monetário às respectivas famílias, os Visigodos desembaraçar-se-iam rapidamente dos cativos, chacinando-os), autorizou que cidadãos romanos fossem vendidos como escravos e que nessa condição permanecessem, por um determinado número de anos… a conquistadora do mundo, que subjugara e escravizara milhões de pessoas, via agora a nata das suas famílias cair na ignomínia da escravidão.

    Os escravos das minas e das galés, eram, sem dúvida alguma, os que tinham pior sorte. Geralmente eram criminosos condenados por crimes de sangue, mas, por vezes, eram simples escravos comprados para o efeito. Nas profundezas das insalubres minas do Baixo Egipto, ou nos porões dos trirremes imperiais, estes escravos levavam uma existência verdadeiramente sub-humana. Geralmente, não duravam mais de três ou quatro anos em tais condições.

    O imperador Adriano, um príncipe esclarecido e bem intencionado, que reinou no século de ouro do império, legislou no sentido de impedir os maus tratos aos escravos. Mas foi dos poucos governantes com essa preocupação; regra geral, quer os que o precederam, quer os que lhe sucederam, não partilhavam desta sua opinião. O célebre Catão, O Censor (séc. II a.C.), era da opinião que um escravo inútil (por doença ou limite de idade), devia ser vendido. Tal como muitos naquela época, o velho camponês de Tusculum dizia também que os escravos eram “instrumentos vocais”, ou seja, que o que os distinguia dos animais e das alfaias agrícolas era a faculdade de falarem. De resto, a sua existência não tinha qualquer valor.

    Com o fim de Império, a escravatura permaneceu na Europa e no Mediterrâneo, e daqui transportada para a América e África, até eras bem recentes. Ainda hoje existem escravos em certas regiões africanas (os traficantes árabes continuam a fazer o que fizeram durante séculos…), não obstante as convenções internacionais do século XIX. Existem ainda milhões de pessoas cuja liberdade foi roubada por indivíduos sem escrúpulos. Acabar de vez com a escravatura devia ser um dos principais objectivos das nações civilizadas e das instâncias internacionais.

    Like

  38. Hum… o Joaquim parece assumir que colocar pessoas como escravos é sempre moralmente inconcebível… estou certo Joaquim ou estou errado? Se estiver certo, como justificas, segundo a tua visão do mundo, que escravatura é sempre errado? Qual o teu padrão?

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  39. Joaquim Coelho says:

    Porra Sabino que és chato.

    Se te expliquei vezes sem conta, que não acredito em morais absulotas.

    Eu analiso a escravatura á luz dos conhecimentos de hoje (por isso refiro que não criticava os intervenientes de há 2000 anos).

    Além disso há uma coisa que é universal e intemporal: a dor e o sofrimento.
    A históriaq mostra também que a luta pela liberdade é uma caracteristica dos últimos milhres de anos no homem.

    A escravatura é errada porque permite que uma pessoa possa fazer o que quiser de outra, com o sofrimento inerrente a isso. É esse sofrimento que me leva a ser contra a escravatura em qualquer epoca.
    O grau de sofrimento de algo, é parte integrante e fundamental de uma tomada de posição moral sobre ela.

    E é isso que o teu deusito devia saber e actuar em consonância.

    O meu padrão é apenas o conhecimento da história e do sofrimento.

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  40. Pegar partes de um texto, desprovê-los do seu sentido original e deturpá-los é de uma pobreza intelectual que transforma a sua tentativa de ironia em algo entre o patético e o ridículo. Claro, os que pensam como você, adoram. Mas que cá entre nós: repugna a qualquer um que tenha cérebro, não é, meu caro?

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  41. diego says:

    parabens pelo blog .. argumentos, teorias e defesas muito boas; ”mesmo alguns falando pela bunda” .. estou no primeiro ano de história, e tenho que fazer um trabalho sobre darwin essse blog vai me ajudar bastante.. parabens de novo ao dono. E se tiveres artigos sobre darwin, e tiveres um tempo ficaria muito grato que me mandasse!

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