Ludwig e os Morcegos Preguiçosos

Um comentário a uma resposta dada pelo Ludwig. Mais uma forma de vida que se recusou a evoluir durante os mitológicos “milhões de anos”.

O fóssil mais antigo de morcego é classificado como morcego porque, se fosse classificado como outra coisa qualquer, já não seria o mais antigo fóssil de morcego. Isto só mostra que tudo o que classificamos como fóssil de morcego é considerado um fóssil de morcego.

O Ludwig está a tentar fazer um jogo de palavras muito subtil, mas que é manifestamente enganador.

O que o post diz é que a primeira vez que o morcego aparece na interpretação darwinista do registo fóssil (sempre fiável, como nós sabemos), ele está essencialmente igual ao morcego de hoje. Onde está a evolução?

Dito de outra forma, onde está o proto-morcego que evoluiu para o morcego actual? Não deveria o morcego primordial ser menos evoluído que o actual? (Bem, esta até uma pergunta fácil de responder, porque os evolucionistas provavelmente dirão que os animais mais antigos eram mais simples, excepto aqueles que não eram mais simples).

O malabarismo semântico de Ludwig é apenas uma forma de esconder o padrão não-evolutivo do registo fóssil.

Sim, o primeiro morcego que se sabe é um morcego normal, mas isto, diz o Ludwig, é porque nós resolvemos dar a essa forma de vida o nome de “morcego”. Pois bem, mas onde está o o animal a partir do qual o morcego evoluiu?

O Ludwig não tem resposta porque a ciência não confirma a evolução do morcego (nem a evolução de qualquer outra forma de vida).

O Ludwig sabe disso, e por isso ele redefine evolução apenas como “variação das características herdadas”.

Desta forma, basta mostrar um exemplo de variação” (fenómeno não controverso entre cientistas criacionistas e cientistas evolucionistas), e com isso concluir que a evolução “é um facto”.

Como os evolucionistas não conseguem oferecer evidências para a evolução que eles usam contra Deus (peixes-para-pescadores), eles oferecem evidências exclusivas para a evolução algo com a qual toda a comunidade científica criacionista está de acordo (gatos-para-gatos, cães-para-cães, etc).

Isto é no mínimo enganador.

About Mats

"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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3 Responses to Ludwig e os Morcegos Preguiçosos

  1. jonas says:

    O que é evidente a qualquer leitor de textos darwinistas,é como o “processo imaginário da evolução” é defendido por “malabarismos semânticos” como diz o Mats,dando ares de ciência estabelecida através do desejo de ateus de negar um CRIADOR.As insuficiências,inconsistências e pressupostos recheiam abundantemente todo este “bolo” com tanto ardor e repetição,que a “lavagem cerebral” daqueles que não fazem uma defesa acrítica da teoria envolve-os sem perceber.Pressumo que atrás de todo este “combate” a um CRIADOR,está a repulsa a religião(construto humano) e não a DEUS.A qualquer crítico seria tão evidente a ausência de fósseis intermediários e criaturas intermediárias contemporâneas,( e outros tantas insuficiências)que seria absolutamente normal questionar o darwinismo .Mas ainda acho que o verdadeiro motivo de “tamanha cegueira” é uma revolta contra a instituição chamada Igreja.Creio que DEUS está muito longe da maioria das igrejas institucionalizadas e permanece nas Igrejas do “coração humano” que o amam e o servem com alegria,dando testemunho de que com ELE a vida vale a pena.O vazio existêncial provocado pela vida egocêntrica será preenchido pelo amor a DEUS e ao próximo,contrastado por um cumprimento de dogmas e rituais e liturgias farisáicas que tornam a vida “religiosa” enfadonha e sem prazer.

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  2. Mats says:

    Jonas,

    Muito bem dito.

    Esta continua rejeição dos dados científicos em favor de interpretações naturalistas é uma “idade negra” da ciência. Rejeitam-se dados, deturpam-se evidências, criam-se “fósseis” e ataca-se quem ousa criticar o modelo darwinista, tudo nome do naturalismo filosófico.

    E sim, entende-se que alguma da rejeição de Deus seja baseada no comportamento de algumas instituições que se qualificam de “cristãs2, no entanto, no Dia do Juízo Final, Deus estará Sentado no Trono do Juiz.

    Dizer-se que se rejeitou o cristianismo por causa do comportamento de alguns cristãos é o mesmo que rejeitar-se ajuda médica por causa dos maus médicos.

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  3. jonas says:

    Mats!
    Sabemos que o homem está em rebelião com DEUS,e por isso tudo que concerne ao mundo espiritual é tido como supérfulo,trivial ou desnecessário.O mundo está sedento de testemunhos de vida que demonstrem que há esperança para o SER, cercado pelo vazio existêncial e derrotado pelo seu EU mesquinho e passional, que tem a capacidade de transformar em “sombras e pesadelo” todo potencial a ele delegado.As palavras nos constrangem,mas somente as atitudes nos demovem as ações,e isso o povo cristão está devendo aos “incrédulos”.Nada é indisculpável diante de DEUS,mas tudo pode ser culpável pela omissão e pelo desleixo de tamanha obra,que é a de viver aquilo que se prega.Levantem-se dez homens de DEUS a pregar e viver o Evangelho plenamente,e veremos o “rebuliço” que se há de provocar nas pessoas.

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