A perda do infeliz petiz de Mirandela

Vi este pequeno texto num jornal gratuito.

As catástrofes naturais são sobremaneira incontroláveis, tendo em conta a pequenez humana, mesmo que o ser humano se ponha em bicos de pés e as queira dominar. Portanto, criar sistemas conducentes para minorar tais malefícios são sempre bem vindos.

Já as catástrofes humanas, essas sim, que são da única responsabilidade do homem, dado o seu livre arbítrio mal direccionado, ao sabor das modas e ao exclusivo da bestialidade animalesca, é que podem ser evitadas, minoradas e erradicadas.

Mas não, quanto as sociedades evoluem ou isso pensam, cada vez mais se desregram, entregues a uma libertinagem despojadas de quaisquer valores morais de exemplaridade vivencial.

Assim, o egoísmo e a monstruosidade humana sobrepõem-se a qualquer tipo de construção de bem estar social racional. Parece que os humanos não conseguem ultrapassar o estigma do pecado original e, portanto, quanto mais é o seu saber, mais se perpetua e evidencia o seu lado de selvajaria e bestialidade, numa simbiose de crime e de desumanidade.

Então, o crime por todos nós perpetrado sobre o infeliz petiz de Mirandela não é mais do que as cinzas do que resta da fogueira dantesca atiçada por Humanidade que, desgraçadamente, se extinguirá também, sem conseguir ter alcançado as bem-aventuranças do Reino do Céu na Terra.

por José Amaral – Vila Nova de Gaia
Jornal “Destak”, 16 de Março de 2010

About Mats

"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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1 Response to A perda do infeliz petiz de Mirandela

  1. JoanaPaz says:

    Das coisas mais interessantes que já li no dito jornal gratuito, eheh ;).

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