Australopitecus Sediba: Mais um para juntar à lista

A procura pelo não-existente “elo perdido” por parte dos evolucionistas tem uma longa e conturbada história. Australopithecus sediba (Sediba) é o mais recente fóssil usado como representante do passado evolutivo humano. No entanto os restos deste macaco extinto oferecem pistas sólidas que contradizem qualquer relação evolutiva com o ser humano.

Primeiro, os restos foram datados com a idade de 1,9 milhões de anos, o que os torna pelo menos 1 milhão de anos mais novos do que as idades evolutivas atribuídas a fósseis de seres totalmente humanos.1 Se Sediba realmente fosse um ancestral humano, então o seu tipo teria-se metamorfoseado para o ser humano, e, desde logo, não existiria (como ancestral humano) depois do mesmo ser humano ter aparecido.

Portanto, as idades evolutivas atribuídas aos fósseis sobrepõem-se consideravelmente e desde logo falham ao servir de evidência para uma cronologia alinhada.

Tal como se verificou com “Ardi (Ardipithecus ramidus) – outro fóssil celebrado pelos evolucionistas como ancestral humano – a alegação é a de que a orientação da estrutura do quadril é mais humana e que, portanto, poderia ter andado como um homem moderno. Supostamente, Sediba estava no processo de adquirir a forma de andar distintivamente humana.2

Há alguns meses atrás o antropólogo C. Owen Lovejoy promoveu Ardi como um macaco que andava com postura recta3, mas para William Jungers (Stony Brook University Medical Center) que – tal como o resto do mundo, só pôde analisar as evidências depois de Ardi ter sido proclamado como um “andador” – o esqueleto reconstruído “realmente, não mostra de todo nenhuma adaptação para o bipedalismo4

Lee Berger, paleoantropólogo e autor principal de um estudo em torno de Sediba publicado na revista Science, semelhantemente anunciou que Sediba poderia ter andado.5 Mas tanto no caso de Ardi como no caso de Sediba não foram encontrados os ossos relevantes que pudessem legitimar essa determinação!6 Portanto, não se admirem se dentro de alguns meses se determinar, eventualmente, que Sediba não tinha as adaptações que lhe permitissem caminhar com postura recta. Ou seja, mais um fóssil para o caixote dos “falsos fósseis evolutivos”.

Conclusão:

Quem acompanha as coisas que se colocam neste blog ou no blog do Sabino de certo que não vai ficar surpreso com a euforia evolucionista em torno deste fóssil. Isto é cíclico e segue sempre o mesmo padrão:

1. Encontram-se ossos de hominídeo;

2. Os cientistas evolucionistas fazem algumas declarações superficiais com muitos “pode ter“, ou “se calhar“, ou ainda “tudo indica“;

3. Os jornais evolutivos anunciam-no com toda a certeza como “o elo que faltava na evolução do homem!” e que agora é que a dita evolução está confirmada. Antes deste fóssil não estava, pelos vistos;

4. Os cientistas estudam o achado com mais cuidado e “descobrem” que o dito fóssil “não é bem” o que se tinha anunciado.

A ciência não funciona da mesma forma que a teoria da evolução funciona. Com a ciência primeiro estudam-se os dados, testam-se as hipóteses, fazem-se previsões, confirmam-se (ou descartam-se) as hipóteses, e depois é que se publicam as conclusões.

Como a teoria da evolução não é ciência mas sim uma ideologia, primeiro anuncia-se o que quer que os fósseis sejam (como forma de intimidar os adversários) e depois, quando afinal se descobre que os ditos fósseis são irrelevantes para o mito da teoria da evolução, deixa-se a poeira baixar calmamente, sem nunca (ou raramente) se publicar com a mesma força o quão errados os evolucionistas estavam na sua interpretação inicial.

Para nós cristãos o facto dos evolucionistas nunca serem capazes de estabelecer de uma vez por todas uma linhagem coerente é exactamente o que seria de esperar se a Bíblia fosse o que é, nomeadamente, a Palavra de Deus. O ser humano não tem ancestrais entre os australopitecos porque o ser humano não é o resultado de nenhum processo evolutivo mas sim o resultado do Processo Criativo de Deus.

A ciência não oferece nenhum suporte a uma imaginada linhagem evolutiva que envolva a descendência comum entre os grandes símios e o ser humano.

Se os ateus realmente levassem a ciência a sério, há muito que teriam descartado a teoria da evolução, mas como a alternativa à teoria da evolução é Criação, os ateus vão continuar agarrados a uma teoria sem evidências e sem lógica.


Referencias

  1. A revealing chart with compiled evolutionary dates of early-man candidates reveals that they were all contemporaries. See Lubenow, M. L. 2004. Bones of Contention, Revised and Updated. Grand Rapids, MI: Baker Books, 337.
  2. Raichlen, D. A. et al. 2010. Laetoli Footprints Preserve Earliest Direct Evidence of Human-Like Bipedal Biomechanics. PLoS One. 5 (3): e9769.
  3. See Lovejoy, C. O. 2009. Reexamining Human Origins in Light of Ardipithecus ramidus. Science. 326 (5949): 74e1.
  4. Harmon, K. How Humanlike was “Ardi”? Scientific American. Posted on scientificamerican.com November 19, 2009, accessed November 25, 2009.
  5. Berger, L. R. et al. 2010. Australopithecus sediba: A New Species of Homo-like Australopith from South Africa. Science. 328 (5975): 195-204.
  6. See Thomas, B. 2009. Did Humans Evolve from ‘Ardi’? Acts & Facts. 38 (11): 8-9.

About Mats

"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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5 Responses to Australopitecus Sediba: Mais um para juntar à lista

  1. Qual a publicação cientifica em que isto aparece ?

    Gostava de ler.

    Põe o link

    ou é mera doxa ?

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  2. Bom post. O problema com os paleoantropólogos evolucionistas é que eles perderam toda a credibilidade. É fiasco atrás de fiasco. Como é que eles querem ter alguma credibilidade quando anunciam coisas da boca para fora só para ter impacto nos media e para garantirem financiamento? Se fossem mais cautelosos nas suas afirmações, talvez tivessem mais credibilidade, mas até lá é sempre o mesmo ciclo que referiste.

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  3. Mats says:

    João Melo,
    No final do artigo está o link para o original, e lá estão todas as referências.

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  4. ND says:

    A metamorfose de espécies não é compatível com a teoria de evolução das espécies. Em teoria seria compatível ambas as espécies existirem.

    A teoria da cronologia alinhada existe na cabeça dos criacionistas. A teoria de evolução das espécies não funciona como uma escada mas como uma árvore.

    “Com a ciência primeiro estudam-se os dados, testam-se as hipóteses, fazem-se previsões, confirmam-se (ou descartam-se) as hipóteses, e depois é que se publicam as conclusões.”. Precisamente o que acontece com a teoria da evolução das espécies, teorias cosmológicas, teorias geológicas, etc. Por isso é que se chamam teorias.

    Os ateus não acreditam em Deuses. Alguns levam a ciência a sério. Dos que acreditam na teoria da evolução das espécies fazem-no porque até ao momento é a melhor explicação que existe.

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  5. Mats says:

    A teoria da cronologia alinhada só existe na cabeça dos criacionistas.

    Nada disso. Um dos grandes problemas da teoria da evoluçao é a incapacidade de estabeler linhagens de forma conclusia.

    A teoria de evolução das espécies não funciona como uma escada mas como uma árvore.

    Por acaso funciona como uma “escada” onde deveria ser visível quem descendeu de quem.

    “Com a ciência primeiro estudam-se os dados, testam-se as hipóteses, fazem-se previsões, confirmam-se (ou descartam-se) as hipóteses, e depois é que se publicam as conclusões.”.

    Precisamente o que acontece com a teoria da evolução das espécies, teorias cosmológicas, teorias geológicas, etc. Por isso é que se chamam teorias.

    Aparentemente não é isso que se passa com a teoria da evolução, uma vez que primeiro se anunciam os resultados que se esperam, e depois testam-se os fósseis. Geralmente descobre-se que o fóssil de forma alguma suporta a teoria da evolução.

    Os ateus não acreditam em Deuses. Alguns levam a ciência a sério. Dos que acreditam na teoria da evolução das espécies fazem-no porque até ao momento é a melhor explicação que existe.

    É a melhor explicação naturalista que existe, sem dúvida, mas não é a melhor explicação científica.

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