Não é Preciso Acreditar Que o Mundo Biológico Criou-se a Si Mesmo Para Ter Mente Científica

Quem o afirma é a National Science Board (NSB) dos Estados Unidos.

Será que podes ser cientificamente letrado se negares que os seres humanos evoluíram de animais inferiores? E se negares que o universo começou com uma explosão? Os estudantes americanos geralmente tem más notas no que toca a estas perguntas, o que leva algumas vozes a afirmar que os mesmos são cientificamente iletrados, principalmente se os comparar-mos com países europeus ou asiáticos.

Mas agora a NSB decidiu remover essas questões quentes da edição do ano 2010 da Science and Engineering Indicators uma vez que, segundo eles, essas perguntas não revelam o conhecimento científico dos estudantes mas sim as suas crenças. Dito de outra forma, aquilo que tu acreditas em relação à “explosão” que supostamente deu origem ao universo, ou aquilo que acreditas em relação ao passado “animal” do ser humano, não é um indicador do teu nível científico mas sim um indicador das tuas crenças ideológicas.

Obviamente que alguns grupos não ficaram contentes com a decisão da NSB.

Quem São os Ofendidos?

Yudhijit Bhattacharjee reportou esta decisão da NSB na edição de 9 de Abril da Science. Ele citou Joshua Rosenau da “National Center for Science Education” (NCSE) que qualificou de “negligência intelectual” o acto de discutir a literacia científica sem se mencionar a teoria da evolução. “Isto minimiza a controvérsia” afirmou Joshua.

Jon Miller, um pesquisador da literacia científica do Michigan State, liderou as sondagens até 2001. Como alguém que inicialmente acrescentou a pergunta à pesquisa, ele acha que a NSB está a fazer um erro enorme.

Se alguém afirmar que a Terra está no centro do universo, … como é que se pode dizer que essa pessoa é cientificamente letrada?” perguntou o Jon. Bhattacharjee afirmou que “aqueles que lutam para manter a evolução nas escolas afirmam que a omissão pode afectar os seus esforços.

Mas a NSB defendeu a sua decisão de remover as perguntas acerca da evolução uma vez que as mesmas eram indicadores enganadores:

Os oficiais da NSB alegam que a sua decisão de excluir as perguntas em torno da evolução e o “big bang” foi baseada na sua preocupação em torno da exactidão. As perguntas eram “indicadores defeituosos de literacia científica uma vez que as respostas misturavam conhecimento com crenças” afirmou Louis Lanzerotti, um astro-físico no Instituto de Tecnologia de New Jersey, em Newark, e um dos presidentes do comité “Science and Engineering Indicators” (SEI).John Bruer, um filósofo e presidente da Fundação James McDonnell Foundation em St. Louis, Missouri, e revisor principal da filial, diz que recomendou remover o texto e material relacionado uma vez que a perguntas do inquérito “aparentavam ser instrumentos bruscos e não algo criado como forma de cativar o entendimento público” desses dois tópicos.

Bruer notou que 72% dos Americanos respondia à pergunta acerca do ser humano evoluir de espécies anteriores correctamente se a pergunta fosse prefaciada com a frase “de acordo com a teoria da evolução”. Isto mostra que as perguntas “reflectem factores para além da não familiaridade com elementos científicos básicos“. Portanto a controvérsia acerca do SEI revolve-se em torno do facto dum estudante ter que acreditar, e não apenas saber, os factos de uma teoria para ser considerado cientificamente letrado.

Isto é fácil de explicar. Se nós perguntarmos aos franceses se acreditam que a Itália mereceu ganhar o mundial de 2006, muitos dirão que não. No entanto se perguntarmos aos mesmos franceses QUEM ganhou o mundial de 2006, um número maior dirá a resposta certa.O mesmo se passa com a mitologia da evolução. Se perguntarmos à população em geral se eles acreditam que evoluíram de animais, muitos dirão que não. Mas se colocarmos as palavras “de acordo com a teoria da evolução” antes da pergunta, um maior número de pessoas dará a resposta certa. Eles dirão que, de acordo com o mito evolutivo, os seres humanos evoluíram de animais inferiores.

Dum lado está o conhecimento de uma teoria e de outro lado está a aceitação da mesma. O que os ateus fazem é afirmar que a rejeição das alegações evolutivas equivale ao não conhecimento das mesmas. Para muitos ateus, rejeitar-se que um réptil “evoluiu” para um passarinho é falta de conhecimento. Nem querem colocar a hipótese que se calhar essa rejeição é baseada em algo mais que falta de conhecimento.

Conclusão:

Se os estudantes tem que acreditar numa teoria em vez de apenas entende-la, então a ciência tornou-se numa religião. De acordo com fundamentalistas ateus, um cientista pode ter um doutoramento numa área científica, ganhar méritos internacionais em diversas áreas, publicar inúmeros artigos em revistas arbitradas por pares e salvar milhões de pessoas através das suas descobertas, mas não ser um “cientista sério” apenas e só por rejeitar a teoria da evolução.

Será que queremos este tipo de ateus a influenciar o sistema de ensino?

“Acredita em Darwin ou perdes o emprego!” parece ser a nova declaração de fé. Será que seria benéfico ter pessoas com este dogmatismo a preparar livros escolares? Isto mais parece uma ditadura do que ciência.

É triste saber que há milhões de crianças por todo o mundo totalmente à mercê de ateus com estas crenças, mas há formas de combater. Uma das formas de evitar a indoutrinação é sair-se de casa armado. Não, não estou a falar de material bélico, mas sim da Espada do Espírito (Efésios 6:17) e o conhecimento científico (Colossenses 2:3). Se nós formos fortalecidos com ambas as armas que Deus nos deu, os “dardos inflamados do maligno” (Efésios 6:16) resvalarão em nós e o nosso espírito não será perturbado.

O Sabino deixou há meses atrás um bom conselho para todos os cristãos que navegam pela Internet: comecem os vossos próprios blogues e propaguem a informação. Se tudo o que vocês fizerem com o vossos blogues for repostar artigos de outros blogues cristãos, não há problema. O que interessa é abrir canais de verdade um pouco por todo o lado. Os ateus possuem centenas de blogues onde má ciência é disseminada. Se eles podem usar a tecnologia para propagar mentiras, muito mais nós podemos usar a tecnologia para “anunciar as Grandezas de Deus” (Actos 2:11). Afinal, foi Deus quem nos deu a capacidade para criar a tecnologia, portanto o mínimo que podemos fazer é usá-la para a Glória de Deus.

Se não queres fazer isso por ti, pensa nas crianças que podes vir a influenciar de forma positiva.


About Mats

"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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