Ser Humano Abandonado Para Morrer Após Aborto Fracassado

Mais consequências da crença que coloca o homem como autoridade moral suprema. Quem geralmente paga com isso são os mais frágeis da sociedade, mas nada disso importa. O que importa para os promotores do infanticídio é destruir

ROSSANO, Itália, 27 de abril de 2010 (Notícias Pró-Família) — O governo italiano anunciou que lançará uma investigação de um hospital onde um bebê prematuro que nasceu vivo depois de uma tentativa de aborto foi abandonado durante horas para morrer, antes de receber atenção médica graças à intervenção de um padre.
“Se os relatórios estão corretos estamos falando de um caso grave de abandono terapêutico de um recém-nascido bem prematuro, provavelmente também com alguma forma de deficiência: um ato contra o sentimento da compaixão humana, mas também contra toda ética da profissão médica”, disse Eugenia Roccella, subsecretária de saúde da Itália.
“O Ministério da Saúde enviará seus inspetores para o Hospital de Rossano Calabro para garantir que o caso seja realmente tratado, e para verificar que a lei 194 tenha sido respeitada. Essa lei proíbe o aborto quando há a possibilidade de uma vida autônoma para o feto, e o permite apenas se a continuação da gravidez é perigosa para a vida da mulher”, acrescentou Roccella.
O bebê, que estava com 22 semanas de gestação, foi abortado num hospital de Rossano porque sofria de uma deformidade, embora a mãe tenha também afirmado que a gravidez representava um risco médico. Após sobreviver à tentativa do médico de matá-lo, o bebê não recebeu nenhum tratamento médico e foi abandonado para morrer.
De acordo com relatos da imprensa italiana, a situação foi descoberta por um padre, que havia sido informado sobre o aborto e tinha vindo para orar pela alma do bebê.
Contudo, ele ficou chocado ao descobrir que o bebê estava se movendo e respirando, envolto num lençol e deitado sem atendimento, com o cordão umbilical ainda preso. Ele relatou a situação aos médicos, que então colocaram o bebê na unidade de cuidado intensivo de um hospital vizinho. Mas ele morreu poucas horas mais tarde.
Além da investigação efetuada pelo Ministério da Saúde, autoridades locais de Rossano estão também investigando o caso para apurar se há negligência por parte dos médicos.
Muitos casos semelhantes de bebês abandonados para morrer depois de sobreviverem a abortos propositados têm sido documentados na imprensa dos EUA também, motivando a aprovação da Lei Federal de Bebês Nascidos Vivos, que entrou em vigor em 2002. Barack Obama, o atual presidente dos EUA, havia de forma infame feito oposição a uma versão estadual do projeto de lei enquanto era senador de Illinois.
Cobertura relacionada de LifeSiteNews:
How Babies Were Left to Die: Nurse Recounts Horrors of Infanticide Practice Barack Obama Protected
http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/aug/08081209.html
66 British Babies Survived Abortion – All Were Left to Die Without Medical Aid
http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/feb/08020408.html
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/apr/10042705.html

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6 Responses to Ser Humano Abandonado Para Morrer Após Aborto Fracassado

  1. Jaime says:

    Não te preocupes, os fetos antes das 24 semanas não parecem ter consciência nem sentir dor. [1]

    [1] http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/fetos-humanos-nao-tem-consciencia-da-dor-durante-as-primeiras-24-semanas-de-gestacao_1443739

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  2. Mats says:

    Jaime,
    Quando se descobrir que o bebé tinha consciência da dor, já não vai ser possível trazer a vida este bebé, pois não?

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  3. Jaime says:

    Não sejas mauzinho, Mats, acabei de te dar material para mais um post. 🙂

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  4. Mats says:

    Não estou a ser mauzinho, e obrigado pelo link. A pergunta é válida, não?

    A Medicina tem um historial de “consensos” que mais tarde foram rejeitados. Será lógico usar-se uma crença como “o bebé não sente dor antes das 22 semanas” como argumento em suporte do aborto? E se amanhã se descobrir que o bebé sente dor, quem se chega à frente e admite o erro?

    Ninguém como sempre.

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  5. Jaime says:

    Mats,

    Acho que o relatório não pretende que “não sentir dor” seja um argumento a favor do aborto, mas apenas refutar que seja um argumento contra o aborto.

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  6. Mats says:

    Jaime,

    Acho que o relatório não pretende que “não sentir dor” seja um argumento a favor do aborto, mas apenas refutar que seja um argumento contra o aborto.

    Refutar argumentos contra o aborto tem como finalidade preparar o caminho para o aborto. Não há meio termo.

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