Aristades De Souza Mendes – Herói Português

Este texto é um bocado longo para se traduzir, mas acho que é fácil de entender o que lá está.

Este homem provavelmente fez mais pelo bom nome da nação portuguesa do que muitos homens que hoje em dia são tidos em grande conta na nação lusitana.

Notem como a sua fé católica foi uma das forças motivadores para a sua acção salvadora, mas de certo que esse “pequeno detalhe” é emitido quando a sua coragem é contada. Numa altura em que os cristãos estão a ser atacados por todos os lados (tal como o Senhor Jesus Cristo disse que iria acontecer) é bom ver um blog judeu a saudar o comportamento deste católico. (Ênfase adicionado)

Aristades De Souza Mendes – Tribute To A Hero

I’d rather be with God against man than with man against God..”
– Aristades De Sousa Mendes

The miracle of courage is an amazing thing when it happens on the battlefield..but some times it is even more pronounced when it amounts to doing the right thing when doing the right thing is difficult and costly and simply following the herd is easy.

Today, June 17, 2010, a special ceremony is being held in Portugal in honor of the Portuguese Consul Aristides de Sousa Mendes. A Mass of Thanksgiving was celebrated in his honor by D. Tomaz da Silva Nunes, the Bishop of the Patriarchate of Lisbon.

Arisitades De Sousa Mendes was the Portuguese consul general in Bordeaux, France, when the Nazis invaded in 1940.By then, few people had any illusions left about Hitler’s plans for the Jews unless they simply preferred not to know.

Thousands of refugees fled to the south of France in the wake of the Nazi invasion, desperate for a haven. For most of them, particularly Jews, the only possible escape was to make it to the Portuguese port of Lisbon or one of the Spanish ports, which meant getting a Portuguese transit visa to leave France and enter Spain.

De Sousa Mendes was specifically instructed by his government not to issue any transit visas, especially to Jews. Instead, De Sousa Mendes defied his own government’s instructions and he and a handful of his staff worked around the clock to issue visas to an estimated 10,000 Jews and 20,000 other people fleeing the Nazis.

The following is from Yad Vashem’s website:

Rabbi Haim Kruger, one of the refugees, told Mendes: “If we should be trapped here, I don’t know what will happen to us.” The rabbi rejected Mendes’ initial offer to issue visas only to the rabbi and his family, insisting that visas also be issued to the thousands of Jews stranded on the streets of the city. After further reflection, Mendes reversed himself and decided to grant visas to all persons requesting it. “I sat with him a full day without food and sleep and helped him stamp thousands of passports with Portuguese visas,” Rabbi Kruger relates. To his staff, Mendes explained: “My government has denied all applications for visas to any refugees. But I cannot allow these people to die. Many are Jews and our constitution says that the religion, or politics, of a foreigner shall not be used to deny him refuge in Portugal. I have decided to follow this principle. I am going to issue a visa to anyone who asks for it – regardless of whether or not he can pay… Even if I am dismissed, I can only act as a Christian, as my conscience tells me.”

It was an unseemly sight as people of all ages, including pregnant women and sick persons, waited in line to have their passports stamped with the Portuguese visa. The reaction of the Portuguese government was not long in waiting. Two emissaries were dispatched to accompany home the insubordinate diplomat. On their way to the Spanish border, the entourage stopped at the Portuguese consulate in Bayonne. Here too, Mendes, still the official representative of his country for this region, issued visas to fleeing Jewish refugees, again in violation of instructions from Lisbon.

He saved these people’s lives.

For this heroic act, Aristades De Sousa Mendes was recalled to Lisbon, fired from Portugal’s diplomatic service, publicly dishonored and denied a pension by Portugal’s dictator Antonio Salazar. He was forced to sell his family estate in Cabanas de Viriato to support his family and spent the rest of his life in poverty and obscurity, dying in 1954.

Aristades De Sousa was named a Righteous Gentile and is honored at Yad Vashem in Israel,the museum dedicated to the victims of the Holocaust

In 1988 Portugal’s parliament voted unanimously to make amends and approved a bill that posthumously reinstated him as a diplomat, promoted him to the rank of ambassador and paid compensation to his surviving relatives, who used the money to repurchase the family home.

On February 20th of last year, Portuguese Parliament Speaker Jaime Gama presided over a special ceremony celebrating the official launch of a website honoring the life and work of Aristides de Sousa Mendes. It is part of a museum containing a database of photographs, videos and historic documents.

The website’s only in Portuguese at this time but will eventually be translated into several languages, and is co-sponsored by the Portuguese government as well as by foreign and national universities and institutions, including the German Foreign Ministry and several Jewish groups.

Aristades De Souza Mendes became a hero when he was put in circumstances where he simply made the choice to do the right thing, no matter what it cost him.

At a time when there is virtual silence by the UN in the face of genocidal threats of a second Holocaust by one of its members, at a time when the carnage of Darfur continues unabated, his example is a welcome one for these troubled times. Some of us may very well be faced with a similar choice in the not too distant future.

Obrigado, o Senor De Sousa Mendes. E pode Deus abençoe a sua memória.

About Mats

"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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11 Responses to Aristades De Souza Mendes – Herói Português

  1. Dumane says:

    Olá Mats!
    Numa das viagens que fiz a Israel, fui ao museu Yad Vashem e no jardim deste havia uma árvore plantada em memória de Aristides S. Mendes, Schindler entre outros. Foi maravilhoso ver um português, sendo reconhecido como um grande homem que não foi pela maioria para fazer o mal.
    “Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda falarás, tomando parte com a maioria para torcer o direito.” (Êxodo 23 : 2)
    Fiquei também admirado ao ver Aristides ocupar o 4ª lugar dos “Grandes Portugueses”, programa promovido pela RTP1. Não tinha a consciência que ele era tão notório em Portugal. Perdendo o 3º lugar para Oliveira Salazar, irónico .
    Um grande abraço e muito obrigado por este post.

    Museu: http://www.yadvashem.org/

    Os grandes Portugueses: http://www.rtp.pt/wportal/sites/tv/grandesportugueses/finalistas.php

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  2. Uma curiosidade:

    A família real do Luxemburgo foi salva pelo nosso Sousa Mendes. Razão porque no pós guerra os portugueses tiveram muitas facilidades na imigração para lá.

    O que me pareceu muita injustiça foi que depois de morto não faltaram homenagens. No entanto enquanto vivo as pessoas que ele salvou não parecem terem se preocupado muito com a situação de miséria, cheio de filhos, em que ficou.

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  3. Sérgio Sodré says:

    A política do Governo português de então salvou muito mais judeus do que Sousa Mendes e o resto é propaganda e ignorância da História. Sousa Mendes teve problemas graves com as autoridades apenas porque cometeu actos demasiado às claras que podiam ter virado os nazis contra Portugal e liquidar a vaga de fundo que vinha trazendo os judeus para cá. É no entanto verdade que judeus houve que não teriam sido salvos sem a sua acção. Outros diplomatas portugueses trouxeram mais judeus para a segurança do que ele, mas de modo mais discreto. Foi pena que a sua desobediência à hierarquia não tenha chegado a ser perdoada logo após a guerra.
    Sousa Mendes era um conservador, um católico e um monárquico, talvez por isso não seja muito falado pelo actual poder republicano de esquerda ateia e maçónica.

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  4. Mats says:

    Sodré,
    Os judeus e os registos históricos parecem suportar mais a tese de que o católico Souza Mendes fez mais do que o Estado português da altura. Seo governo fosse composto por mais católicos como o Mendes, provavelmente mais judeus teriam sido salvos da morte às mãos dos socialistas nacionais alemães.

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  5. Sodré:

    A história da colaboração do regime de Salazar com o nazismo ( e até entrega de judeus) é pouco clara.

    Salazar era um pragmático e rapidamente percebeu que a Alemanha não ia a parte nenhuma. Fez-se neutral mas colaborava com os dois lados.

    Em Portugal, como em Itália, o anti-semitismo não era tão grave como na Alemanha e houve bastante relutância em entregar judeus aos nazis. Não se tratava duma relutância só do regime mas de toda a população.

    No entanto a verdade é que Aristides Mendes salvou de facto a vida de muita gente e não só judeus que de outra maneira teriam certamente morrido nos campos de concentração.

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  6. Sérgio Sodré says:

    Salazar era fiel à aliança luso-britânica. Portugal nunca aceitaria imposições nazis para a entrega de judeus. Portugal estava disposto a enfrentar uma invasão nazi ou espanhola com o apoio nazi. Se entrassemos na guerra seria sempre do lado dos aliados, tal não ocorreu, mas esteve quase… e talvez tivesse sido a forma de libertar a terra portuguesa cativa de Olivença.

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  7. Sérgio Sodré says:

    Aristides de Sousa Mendes passou 5000 a 10.000 vistos, desobedecendo às normas estabelecidas pelas autoridades, e por isso sofreu. TODOS esses vistos foram respeitados pelo governo português e as pessoas foram cá acolhidas. Entre 50.000 a 100.000 refugiados passaram por Portugal a caminho da América, com o apoio do nosso Governo. Em 1943, os diplomatas Sampaio Garrido e Teixeira Branquinho, com o apoio de Salazar, montaram uma arriscada operação em pleno coração do III Reich que permitiu passar vistos a 1000 judeus húngaros passando por cima da normas burocráticas em vigor. O que se procurou foi evitar represálias alemães que pusessem em causa a neutralidade portuguesa. Para reconhecer o mérito e heróismo de Aristides de Sousa Mendes não necessário mentir sobre a natureza cristã conservadora e não anti-semita do regime então em vigor em Portugal. Não era um regime fascista e muito menos nazi. Era autoritário, conservador e antidemocrático. Era reaccionário cristão e não revolucionário pagão como o totalitarismo do Reich.

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  8. Sérgio Sodré says:

    No livro há pouco editado “Portugal,Salazar e o Judeus”, as estimativas de judeus que passaram por Portugal são mais modestas, à roda de 15.000 (atenção muitos refugiados não eram judeus) e é atribuido um crédito ligeiramente inferior a 20% a Aristides de Sousa Mendes por vistos passados (só a pessoas judias), mas também é de atentar no facto do Governo ter respeitado com válidos esses vistos dados à sua revelia.

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  9. Ver noticias no blog dos Amigos de Sousa Mendes,
    http://amigosdesousamendes.blogspot.com

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