Professor Ateu Confessa Usar Aulas Para Indoutrinar Estudantes

É sempre bom quando um ateu confessa que usa o dinheiro público e instituições públicas para indoutrinar os estudantes. Por incrível que pareça, os ateus dos dois lados do Atlântico não parecem estar muito preocupados com isto. “I wonder why”.

Agora, vamos às 7 confissões feitas por ele:

Confissão 1

E eu, em minha atividade docente, envido todos os esforços para conscientizar a juventude sobre a improcedência da crença em Deus e em espíritos, bem como na total inutilidade das religiões estabelecidas. Posso até admitir que alguém creia em Deus no foro íntimo, mas instituir uma organização que disputa com outras similares a primazia de ser a detentora da verdade a respeito, além de promover uma sangria da economia pública para sustentar uma classe improdutiva e inútil, que são os sacerdotes e afins, isto eu considero um abuso. Para tal é preciso que todos os ateus se manifestem como tal às abertas e façam um trabalho de esclarecimento público pela internet, escrevendo artigos em jornais, dando palestras, pugnando pela genuína laicidade do estado, participando de debates em aulas de religião nas escolas e tudo isso. Até mesmo se candidatando a cargos eletivos declarando-se abertamente ateus. Pode ser que a extinção total das religões leve bem mais que mil anos (uns cinco mil, eu penso). Mas muitas religiões do passado foram extintas. Acho mais difícil extinguir o judaísmo, o islamismo e o hinduísmo que o cristianismo, pois este é mais difundido no ocidente, onde o progresso tecnológico e a visão científico-racionalista tem mais chance de esclarecer as mentes, por a sua maior difusão.

Confissão 2

Talvez vocês se perguntem porque insisto em tentar convencê-los da inexistência de Deus, como aliás o faço com todo mundo. Considero esta a missão a que me propuz, ao lado de espalhar o máximo de conhecimento científico, filosófico, histórico e, mesmo, religioso, sob uma ótica abrangente e antropológica, isto é, sobre a gênese, doutrina e estrutura de todas as religiões. Sou ateu porque é mais honesto, mais verdadeiro, mais coerente, mais responsável, mais racional, mais evidente, mais justo, mais simples, mais honrado, mais lúcido, mais inteligente, mais consciente, mais caridoso, mais comprometido com o prevalecimento do bem e a erradicação do mal, sem outorgar isto a nenhum hipotético preposto. De fato, considero que as pessoas que acreditam em Deus cometem um grande equívoco e desviam seu tempo, sua energia e seus recursos para algo inócuo, enquanto poderiam dispendê-los no trabalho de tornar o mundo melhor, mais justo, equitativo, honesto, fraterno, pacífico e feliz para todos Outra concepção que abraço e procuro divulgar é o anarquismo.

Confissão 3

A militância ateísta de Richard Dawkins, Daniel Dennett, Sam Harris, Michel Onfray e outros não me parece, da modo algum, agressiva e mesquinha. Pelo que já li desses autores (todos os livros do Dawkins, “Quebrando o Encanto” do Dennett, “Tratado de Ateololgia”, do Onfray e “Carta a uma nação Cristã” do Harris) eles são muito mais educados e têm muito mais consideração pelos crentes do que reciprocamente os crentes em relação aos ateus. Outros autores ateístas que já lí, como Bertrand Russell e Andrè Conte-Sponville, por exemplo, também são respeitosos em relação aos crentes. Certamente que mostram, sem meandros, como eles estão equivocados e condenam, mas mesmo assim com cortesia e elegância verbal, os aproveitadores da credulidade do povo. Esta é uma postura que precisa mesmo ser posta em prática, pois está mais do que cabalmente demonstrado como as crenças, e sua pior manifestação, as religiões organizadas, são nefastas à humanidade. É certo que muita coisa boa se fez em nome de crenças e religiões, mormente no quesito filantropia, mas nada que não pudesse ser feito sem o envolvimento das crenças e religiões. Veja-se, por exemplo, os “Médicos sem Fronteiras”. É preciso que políticos ateus, como o Fernando Henrique, assumam sua condição de peito aberto (não estou abonando e nem estigmatizando o Fernando Henrique em nada aqui, exceto nisto). Tenho orgulho em me proclamar ateu perante todo mundo, sempre que inquirido a respeito, e defendo com bons argumentos minha posição. Apesar disto sou um pessoa conceituada e respeitada em meu meio social por tudo que faço e por minha conduta pessoal e social, além de admirado em meu exercício profissional de professor e administrador escolar. Aproveito tudo isso em benefício da causa ateísta e vejo como missão de minha vida tornar o mundo melhor pelo esclarecimento do povo neste aspecto.

Confissão 4:

Sou ateísta (ateu) e procuro, de modo cortez e convincente, persuadir as pessoas da justeza de meu ponto de vista. Não considero que o agnosticismo seja a posição mais sensata e razoável. Justificarei.
Antes quero dizer que, a respeito da existência de Deus, há um espectro de posições que podem ser sumarizadas em cinco:
O crente convicto, que está certo de que Deus existe;
O que não tem certeza, mas acha que existe;
O que não sabe dizer se existe ou não (agnóstico);
O que acha que não existe, mas não garante (ateu cético);
O que está certo de que não existe (ateu dogmático).
Também preciso esclarecer que o Deus a que me refiro pode abranger conceitos variados, tendo em comum o fato de ser uma entidade com poder para agir sobre o Universo à revelia de suas leis naturais (um mágico, na acepção verdadeira), não precisando ser justo nem bom, nem único. Mas, além de onipotente, deve ser onisciente, autosuficiente (incausado) e eterno. Sem esses predicados não seria denominado “Deus”. Não precisa também ser uma “pessoa” (ou três).
Dito isto, declaro-me partidário da quarta opção (ateísmo cético). Isto significa que não posso provar que Deus não exista e nem que exista, mas considero que os indícios de sua não existência são mais fortes que os porventura favoráveis a ela.
De pronto quero descartar a fé como critério de veritação da existência de Deus, pois nenhuma crença em coisa alguma garante a sua existência. Além do mais, existem pessoas sinceras em sua fé em entidades divinas de variáveis características, conflitantes entre sí. Se a fé garantisse a verdade de suas assertivas, haveriam verdades contradizentes, o que é uma impossibilidade. Como a existência de Deus não é uma evidência sensorial, só pode ser verificada por alguma comprovação racional ou empírica, com base em corolários de sua existência, passíveis de verificação. Além disto, a ausência de evidência de existência coloca o ônus da prova na comprovação da existência e não da inexistência, admitida, pois, por “default”.
O ateísmo cético não se configura, de forma alguma, em uma religião, e sim, em ausencia de qualquer religião, conforme o que normalmente se entende por religião, isto é, um complexo envolvendo uma crença, um corpo doutrinário, uma assembléia de seguidores, uma organização administrativa e hierárquica, um conjunto de edificações para sediar suas atividades, um ritual de procedimentos laudatórios e propiciatórios e mais outros aspectos de menor importância. Nem o ateísmo dogmatico e, certamente, o agnosticismo, são religiões, mesmo que se constate alguma atividade de proselitismo por parte de seus seguidores.
Concordo em que não se pode zombar da sinceridade da fé de quem a possua e nem afirmar que tal fato seja sinal de ignorância ou burrice. Jamais me posicionei desta forma. No máximo posso dizer que seja por falta de esclarecimento, o que procuro levar, como o faço agora, na tentativa de convencer da impropriedade da fé e da insustentabilidade das propaladas provas da existência de Deus.
Antes de cogitar da implausibilidade de sua existência, vejamos estas:
O argumento ontológico de Anselmo de Cantuária garante Deus por ser este um conceito necessário, uma vez que seria o de um ser perfeitíssimo, cuja inexistência seria uma imperfeição. Primeiro que perfeição não é uma característica essencial do conceito de Deus, segundo que a existência não é atributo de ser nenhum, mas sim um estado de ocorrência, pelo qual o ente conceituado se dá, de fato, na realidade. Logo, o argumento é falacioso.
O argumento cosmológico do motor primo afirma que, como todo evento tem uma causa e o encadeamento de causas no Universo não pode ser infinito, por ser este contingente, há que haver uma causa primeira, extrínseca ao Universo, identificada com Deus.
A premissa maior, de que todo evento tenha uma causa, é falsa (ou pelo menos não garantida), uma vez que provém de um raciocínio indutivo, com base na constatação deste fato em eventos que se dão na escala de dimensões e tempos acessíveis diretamente à observação humana. Ora, toda conclusão induzida não é garantida e pode ser derrubada por um único contra-exemplo. Existem miríades de eventos que não são efeitos de causa alguma no domínio microscópico, como o decaimento radioativo e a emissão de fótons por átomos excitados (a excitação é condição e não causa). Logo, não sendo verdadeira a premissa maior, não é verdadeira a conclusão. A premissa menor também não é verdadeira, pois o fato de ser contingente (poder não existir), não impede o Universo de ser eterno para o passado, contrariando o argumento Kalam, que diz que isto seria impossível, pois não teria havido tempo para se vir do início da eternidade até hoje, e hoje está aquí. Ora, um tempo infinito para o passado não significa um início infinitamente afastado e sim a ausência de um início.

Confissão 5

Mesmo respeitando as convicções alheias e jamais fazendo uso de sarcasmo, ironia ou deboche para com pessoas sinceras em sua crença, considero extremamente saudável que se procure esclarecer a impropriedade de muito do que se aceita como verdade, com base em crenças não justificadas, fundamentadas nas denominadas “escrituras sagradas” das diversas religiões. Estabelecer um debate de alto nível, calcado em argumentações comprovadas e evidências incontestes é a atitude mais respeitosa e caridosa que se pode ter para com o próximo, não carcterizando, absolutamente, nenhuma intolerância, desde que se disponha, também, a rever sua própria posição, caso convencido. Assim tenho eu agido em minha carreira docente de 40 anos em que já ministrei mais de 20 mil aulas de Física e Matemática para o Ensino Médio e o Superior, nas quais sempre abordo as implicações filosóficas e existenciais do conhecimento e procuro despertar o deslubramento pela maravilha da natureza e da vida, dissociada de qualquer ligação com alguma pretensa entidade supranatural, criadora e provedora do mundo.
Da mesma forma que os missionários religiosos sentem-se no direito de evangelizar os incréus e cooptá-los para seus rebanhos (direito, certamente, que lhes é inteiramente devido), os ateus podem e devem procurar convencer os crédulos da total impropriedade de suas crenças. Cada um que sopese os argumentos pró e contra e decida o caminho a seguir. Como disse, uma discussão serena e embasada é a melhor forma de dirimir qualquer questionamento, sobre o que quer que seja.
O importante é que se promova uma cruzada de educação científica, em que se exponha, principalmente as crianças e jovens estudantes, ao contato com as revelações da ciência sobre a natureza da realidade, a origem, estrutura e evolução do Universo e da vida. Que também se apresentem as concepções religiosas alternativas à visão bíblica, como as dos vedas, do zend-avesta e todas as demais. Que se cultive o pensamento filosófico crítico e um saudável ceticismo, como método seguro de abordagem da verdade, abstendo-se de todo e qualquer dogmatismo, inclusive ateísta.
Tenho feito isto em palestras em vários colégios, além de debates sobre a origem do Universo e a Teoria da Evolução, confrontando a visão científica com a criacionista. Além do que continuamente escrevo em meus blogs e discuto em fóruns, como no orkut.
Outra coisa por que luto (ingloriamente) é pelo ensino de Física Moderna no nível médio (relatividade, quântica, cosmologia).
Considero isto uma verdadeira missão de vida, recompensada pela quantidade de estudantes por mim orientados e estimulados a seguir carreira científica, especialmente como físicos (notadamente cosmologistas), mas também como biólogos (a química eu já acho por demais tecnológica para levantar esses questionamentos).

Confissão 6

Considero que os ateus têm o mesmo direito que os missionários de qualquer crença de fazer seu proselitismo. Há pregadores evangélicos e islâmicos muito mais incisivos que o Vides em condenar (algo que o Vides não faz) qualquer pensamento discordante do seu, inclusive em rádios e televisões, ininterruptamente transmitindo suas mensagens a todo mundo, sem que sejam por isto incomodados. Como eu, que já fui católico sincero e fiel, ele e muitos outros ateus assim se tornaram justamente por estudarem a fundo as bases de suas próprias crenças. Poucos crentes mantêm-se sinceros em sua crença após tal tipo de reflexão. Alguns, especialmente os que levam vantagem com a crença, como padres, bispos, pastores, gurus, médiuns, aiatolás etc, continuam a externar sua crença e até elaboram argumentos em sua defesa, para não perderem adeptos. Claro que há os que permanecem convictos sinceramente naquilo em que crêem. Estes eu respeito, mas não os primeiros. Todavia estou inteiramente convencido de que incorrem em um grande engano, assim como todos que possuem fé em alguma realidade supranatural, de modo que considero como a missão da minha vida levar a esses a luz da razão e do conhecimento, bem como o valor do ceticismo, juntamente com a disposição para dedicar a vida ao prevalecimento do bem e à erradicação do mal.
O grupo da Gnose de Princeton e a New Age, bem como Amit Goswami, Fritjof Capra, David Bohm, Eugene Wigner, Deepak Chopra, Carl Jung, Rhonda Byrne, Elaine Pagels e mesmo Einstein, Penrose, Schopenhauer e Spinoza, em suas considerações panteístas sobre a existência de uma consciência cósmica, que se manifestaria diretamente a cada mente por gnose, que promoveria uma coordenação inteligente da evolução tanto cósmica quanto biológica e que possibilitaria o entendimento das perplexidades interpretativas da Mecânica Quântica, na verdade fazem uma proposta gratuita, com base em convicções pessoais não verificadas e nem verificáveis, mais ou menos como a cosmovisão espírita de Allan Kardec. Modernas pesquisas neurológicas indicam que o cérebro possui uma propensão para a crença, como artifício capaz de propiciar uma vantagem seletiva ao longo da evolução. Isto não significa, em absoluto, que o objeto das crenças seja realidade. O atual estágio cultural da humanidade não mais requer tal comportamento para a garantia da sobrevivência. É certo que crentes estatisticamente são mais felizes e longevos. Isto pode ser atribuído à sua maior integração na comunidade, em contraste com a rejeição que se tem aos céticos, ateus, homossexuais e minorias em geral. Todavia, mesmo esta vantagem não justifica viver iludido. É preciso que a sociedade encare essas minorias como pessoas de bem, pois, inclusive, a proporção de malfeitores entre eles é menor do que na média da população.
O fato de não se ter, por enquanto, uma explicação evolutiva cabal e pormenorizada para as complexidades biológicas que você citou, e mesmo para outras ocorrências nem tão complexas, não significa, absolutamente, que esta explicação seja dada pela interveniência de uma inteligência supranatural planejadora e executora da evolução. A aceitação do acaso para dar conta de tais fatos não precisa ser comprovada, pois é a hipótese nula, isto é, a que se considera como verdadeira, a não ser que se prove que não seja, mostrando-se outra que o seja. É preciso entender que o acaso é capaz de qualquer coisa. Outro aspecto que tem que ser entendido em probabilidade é que, se um evento tiver uma probabilidade tal que se possa dizer que apenas após um certo número de ocorrências ele se dará, isto não significa que, ao fim dessas ocorrências ele de fato se dará, nem que não se dará antes que elas sejam atingidas. Isto é a essência dos eventos aleatórios, de que cuida a teoria das probabilidades. Se você jogar na Mega-Sena, terá uma probabilidade baixíssima de ganhar, mas poderá ganhar, e há quem ganhe, senão ninguém jogava. Da mesma forma, o fato do Universo ter atingido a forma como se apresenta por acaso, dentre as imensas possibilidades de sua evolução (muitíssimo maiores do que a de acertar na Mega-Sena), não significa que seja impossível que tenha ocorrido, por acaso. Como poderia não ter ocorrido, ou mesmo nem ter surgido Universo algum. Se surgiu e se é como é, é porque esta foi a sequência de coincidências que se deu, e não outra. Do mesmo modo que quem ganhou na Mega-Sena não o fez porque o sorteio foi planejado para que ele ganhasse, mas calhou de ser ele, e não outro. Acho isto tão claro, que não entendo porque muita gente, ao contemplar tudo como é, conclui que teria sido necessário um plano e um executor para que ocorresse. Por que? Inclusive, se assim o fora, tal projetista seria bem incompetente, pois o Universo é lotado de defeitos e horrores.
Não nego que as religiões trouxeram contribuições positivas para a humanidade em vários aspectos, como no espírito de solidariedade (bom-samaritanismo), não só cristão mas muçulmano, budista, hinduísta, judaico, espírita, xintoísta etc. Outra coisa é o estabelecimento de um padrão de ética (os dez mandamentos). No entanto, tudo de bom que se pode imputar às religiões, não depende de suas doutrinas éticas, metafísicas e cosmológicas e poderia igualmente ser feito sem que elas existissem. O que não se pode fazer sem elas (ou, pelo menos, sem suas crenças) é colocar na mente a esperança na existência de uma vida eterna, na qual o prêmio ou o castigo pela conduta seria concedido e nem a esperança no socorro mágico de uma entidade onipotente, para a solução das vicissitudes que a vida apresenta.
É preciso que se entenda, contudo, que a esperança, assim como a fé, não são virtudes, como a caridade. Pelo contrário, são vícios. Ter fé é crer que certas proposições sejam verdadeiras sem nada que suporte tal crença, sequer indícios altamente plausíveis. Nada poderia ser mais desproposital. Crença é algo que se pode ter e, até, não há como se evitar de ter. Mas que se creia em algo que apresente, mesmo sem garantia, fortes indícios de veracidade. Tal é o caso da crença na realidade objetiva do mundo, independente de uma mente perceptiva.
E esperança é a convicção de que, de alguma forma, por um passe de mágica, sem que se tome a iniciativa de envidar esforços para tal, os problemas serão solucionados. Tão incoerente quanto a fé. Confiar, sem garantia, de que esforços envidados sejam capazes de solucionar problemas é até uma atitude salutar, no sentido de levantar os ânimos para redobrar os esforços. Mas esperança é outra coisa. É uma atitude passiva de uma pessoa pusilânime. Não tenho fé e nem esperança em coisa alguma. Mas creio e confio em que, por iniciativa de cada um e da sociedade em conjunto, seja possível transformar este mundo em um lugar aprazível, justo, pacífico, harmônico e feliz.

Confissão 7

Sou declaradamente ateu e procuro, por todos os meios, convencer as pessoas a se tornarem ateístas também, inclusive em minha atividade docente. É claro que respeito as outras convicções, desde que sinceras e acompanhadas do exemplo da própria vida. Mas desprezo a religiosidade de conveniência e faço questão de declarar tal fato a quem assim vejo que procede. No entanto, talvez por minha postura extremamente ética (até mesmo em prejuízo pessoal) e minhas atividades comunitárias solidárias, tenho podido levantar a pecha de imoralidade que pesa sobre o ateísmo e mostrado que ser ateu pode ser, até mesmo, muito mais ético e solidário que ser religioso. Assim posso perceber que sou uma pessoa admirada por muitos religiosos que são meus amigos e me respeitam, como eu a eles (é claro que, se não fossem respeitáveis, não seriam meus amigos). Por isso não percebo ódio de ninguém em relação ao meu ateísmo, apenas desaprovação e, mesmo, piedade, por considerarem que estou apartado da graça divina.

Meus comentários

Tirando todo o discurso de auto-elogio dele, que percorre toda sua pregação (“ah, eu sou mais ético, eu faço mais, sou menos injusto, eles são ruins, eles são injustificados, etc.”), o que se vê são sete confissões, que, juntas, comprovam um crime. E um crime torpe ao extremo. O sujeito confesa que usou as aulas (para as quais recebia salário, para ensinar a matéria) como instrumento de proselitismo anti-religião. Ele inclusive declarou as escolas onde deu aula, as quais podem ser investigadas por pregação anti-religiosa.

Ora, se a pregação religiosa é condenável, por que a pregação anti-religiosa não é? O Ernesto confessou foi simplesmente um exemplo de aplicação da Estratégia Gramsciana. E as confissões estão lá, em seu website. Eu não inventei nada.

Considerar essa atitude, de doutrinação de crianças e jovens (indefesos) por um estranho, que nem é pai deles, já é por si só imoral e torpe. Quem está diante de um professor, que pode usar recursos de sedução para influenciar os incautos, está em situação de fragilidade. E Maomé, que era um sábio, já disse que a pior forma de covardia é testar o poder na fraqueza do outro. E é exatamente isso que Ernesto confessa ter feito.

É isso que defino um comportamento pior que o de prostituta. A prostituta recebe seus 300 ou 350 reais por um programa de hora e meia, mas cumpre aquilo que promete. Esse tipo de professor neo ateu recebe seu salário para DAR AULA e ENSINAR A MATÉRIA e usa para PREGAR SUA AGENDA. Com dinheiro de quem? Dos pais dos alunos, que acham que seus filhos estão lá aprendendo matéria…

Se isso não for objeto de investigação e punição não só dele como das ESCOLAS que permitiram essa atitude, então não há muitas esperanças para os cristãos nessa guerra intelectual.

Devemos enviar emails para lideranças religiosas exigindo PROVIDÊNCIAS JUDICIAIS contra isso aqui, e que investigações sejam abertas.

Obs.: Espero que Ernesto von Rückert não apague as evidências de seu site, mas por precaução eu fiz print screen de tudo também.

About Mats

"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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20 Responses to Professor Ateu Confessa Usar Aulas Para Indoutrinar Estudantes

  1. Sérgio Sodré says:

    O texto deste ateu é assaz interessante nas ideias que defende. É inevitável que um professor tente passar as suas ideias aos alunos ou pelo menos que sinta necessidade de explicar quais as conclusões a que chegou. Isto também é válido para ideias filosóficas, políticas, estéticas, etc… O combate na área cultural é uma constante da vida, não há que chorar mas antes lutar na mesma área e no ensino. Eu apanhei o período revolucionário em Portugal e bem me lembro como o marxismo era propagandeado na Faculdade de Direito.
    O professor tende a passar aquilo em que acredita. Entende até que essa é a sua missão no ensino. O que há a fazer é responder de igual modo… Afinal o ensino religioso também absorve dinheiro público, tempo de antena, benefícios fiscais são atribuídos a organizações religiosas…

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  2. Mats says:

    Sodré,

    O texto deste ateu é assaz interessante nas ideias que defende. É inevitável que um professor tente passar as suas ideias aos alunos ou pelo menos que sinta necessidade de explicar quais as conclusões a que chegou.

    Ele não pode usar instituições públicas para promover o ateísmo, o pode?

    Isto também é válido para ideias filosóficas, políticas, estéticas, etc… O combate na área cultural é uma constante da vida, não há que chorar mas antes lutar na mesma área e no ensino.

    Portanto, assumo que não te importarias que um cientista criacionista usasse uma aula de ciência nas escolas públicas para evangelizar os seus alunos, certo?

    Afinal o ensino religioso também absorve dinheiro público, tempo de antena, benefícios fiscais são atribuídos a organizações religiosas…

    Onde é que tu vês católicos ou evangélicos a usar estabelecimentos públicos para evangelizar alunos a favor do cristianismo?
    Uma coisa é o Estado ajudar instituições católicas em trabalho social, mas outra é o Estado dar dinheiro aos cristãos para anunciar o Evangelho.

    O professor ateu descrito em cima recebe dinheiro do estado para dar aulas, mas aproveita o tempo para atacar a fé cristã e promover o ateísmo.

    Achas isto honesto da parte deste ateu?

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  3. wallacevidal says:

    Isso não é honesto da parte dele. Sou ateu-agnóstico [não gostou? que bom] e reconheço que isso que ele faz é um erro. A não ser que os alunos estejam realmente interessados em ouvir ele falar sobre as ideias dele. Eu não li o texto todo, mas acho que pude entender o que acontece.

    Se em uma aula ele começa a falar das evidências da inexistência de Deus, ele está errado, mas se os alunos fazem perguntas para ele e esperam respostas… não vejo nada de errado em ele responder. Assim como também não veria nada de errado em um professor criacionista ser questionado pelos alunos sobre o seu ponto de vista e este responder; mas veria erro se o mesmo professor – criacionista – fica-se pregando em sala: “Adão foi feito do barro!, Eva foi feita de ‘toucinho humano’!, Dinossauros nunca existiram!, os animais não evoluem!, a lua é uma “luminária”!, o planeta terra é o centro do universo!!!”.

    Essa é minha segunda visita aqui no Blog, e eu vou começar a acompanha-lo.

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  4. Mats says:

    Wallace Vidal,
    Ainda bem que concordas que está errado um ateu usar a posição publica como plataforma para atacar o cristianismo.

    Pena é que outros ateus não vejam nada de mal nisto uma vez que o dito professor está a fazer uma coisa que eles (Ateus) acham como “certa”: atacar o cristianismo.

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  5. wallacevidal says:

    Mats,
    Para chegar ao meu ponto de vista, um Ateu, ou afim, precisa primeiro analisar os dois lados. Assim como um Ateu não pode falar com certeza absoluta que Deus não existe, um Crente também não pode falar com certeza absoluta que Ele existe. Pois é algo que está muito além da nossa imaginação e ciência atual, portanto, não é em uma sala de aula que se vai ter a resposta disso, quero dizer: acho que nem daqui a uns dois séculos terá a resposta para isso.

    Abs.

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  6. Tina says:

    Concordo, ele não é honesto, e sua pregação é mais para elevar seu ego além de disseminar o ateísmo.

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  7. Mats says:

    Wallace,

    Assim como um Ateu não pode falar com certeza absoluta que Deus não existe, um Crente também não pode falar com certeza absoluta que Ele existe.

    Claro que pode. Deus pode aparecer a ele e falar com o crente.

    Portanto a posição do ateu não é análoga a do cristão que já teve um encontro pessoal com Deus. Esse encontro não serve de evidência para convencer o ateu mas é suficiente para o cristão dizer “Eu sei que Deus existe”.

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  8. Clayton Luciano says:

    Mats:

    “Claro que pode. Deus pode aparecer a ele e falar com o crente.”

    E tem uma fada que fala comigo e meus amigos aqui, logo a existência das fadas está provada.

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  9. Mats says:

    Clayton,

    “Claro que pode. Deus pode aparecer a ele e falar com o crente.”

    E tem uma fada que fala comigo e meus amigos aqui, logo a existência das fadas está provada.

    Mas eu não disse que “Deus está provado” apenas e só porque um cristão diz que fala com Deus.

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  10. wallacevidal says:

    “Mas eu não disse que “Deus está provado” apenas e só porque um cristão diz que fala com Deus.”

    Claro que disse. Não com essas palavras, mas disse. ¬¬

    Acho que vale a pena você ler de novo o que eu escrevi: um Crente também não pode falar com [destaque]CERTEZA ABSOLUTA[/destaque] que Ele existe.

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  11. wallacevidal says:

    Acho que o pior dessa história sou eu, que dou atenção ao que o Mats escreve. kkkkkkkkkk

    E se um louco surge dizendo que viu o pernalonga na rua? O pernalonga existe por isso? E se um bêbado diz que está falando com o prefeito da cidade, que morreu em 1995? [aconteceu no meu bairro] Será que o prefeito está vivo?

    Sim, o pior sou eu que do atenção ao Mats.

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  12. Adalberto Felipe says:

    Wallace,

    Para chegar ao meu ponto de vista, um Ateu, ou afim, precisa primeiro analisar os dois lados.

    Mas será que analisam mesmo, Wallace?

    O problema é que muitos adoram por a ciência acima das coisas e ao mesmo tempo sabem que a ciência não prova que Deus existe. Acham que por mais que mostremos fatos que desmentem a evolução e mostram evidências de um designer continuam, recusando-se a ver.

    Muitos por mais que não adimitem são naturalistas sim e já vi até uma frase de um livro, que não lembro qual que diz mais ou menos assim: “Mesmo que todas as evidências do mundo apontem para um criador, não seria válida, pois não está de acordo com o ponto de vista naturalistico.”, isso traduz assim: “Mesmo que provem que Deus existe, não vou acreditar, pois me oponho a Ele e acredito que a ciência está acima dele e sou ignorante.”

    Ah, e um exemplo de dois lados é a definição de agnóstico, por Huxxley, mas na prática é tão contraditória que chega a ser até engraçado:

    Alguns concordam com as divisões de agnóstico-ateu e agnóstico-cristão (existe alguém assim?). Outros não.

    Alguns acham que o agnóstico tem que ter um lado para escolher. Outros não.

    Alguns acham que agnóstico é uma pessoa que acredita, nem desacredita (meio termo). Outros não.

    Alguns acham que agnóstico é uma pessoa que se abstem de dizer sim ou não na crença. Outros não.

    Alguns acham que o agnóstico é uma pessoa que acha que a razão nunca pode responder a questão da existência de Deus vai ser provada. Outros não.

    Tudo isso, em anos vendo fóruns ateus e agnósticos, a gente sempre vê um artigo sobre isso, um site diz uma coisa, outro diz outra, os agnósticos ou ateus concordam ou discordam e chega a ser até engraçado.

    Independente do que as pessoas acham, duas coisas são fatos: o agnosticismo praticamente não existe na prática (é comum ver discussões sobre a própria definição e discordâncias) e o agnosticismo está mais para o ateísmo do que o teísmo, ninguém nunca dá motivos do porquê não desacredita, corrige um ateu, discorda do evolucionismo e alguns são até mais fanáticos do que os ateus.

    Assim como um Ateu não pode falar com certeza absoluta que Deus não existe, um Crente também não pode falar com certeza absoluta que Ele existe.

    Eu posso falar sim, com 100% de certeza que Deus existe sim, assim como há ateus que falam o mesmo em relação a não existência, o que é fácil de achar em fóruns.

    Isso não me torna fanático e a bíblia mostra que quem não acredita de verdade, não tem a verdadeira fé e tenho motivos para isso, por muitas coisas que vejo, que aconteceram na minha vida, que Deus faz por mim e muito mais. Isso parece até tentativa de puxar para o lado.

    Pois é algo que está muito além da nossa imaginação e ciência atual, portanto, não é em uma sala de aula que se vai ter a resposta disso, quero dizer: acho que nem daqui a uns dois séculos terá a resposta para isso.

    Se depender da ciência, ainda mais da ciência definida pelo homem que sempre tenta se rebelar contra Deus, e que nem mesmo a verdadeira ciência que mostra muita complexidade e evidências de um design e outras coisas que a bíblia descreve como profecias, cidades antigas, acontecimentos pelo mundo, nunca vai ser provada.

    Abs.

    Abraços pra você também, mas tem mais uma coisa:

    E se um louco surge dizendo que viu o pernalonga na rua? O pernalonga existe por isso? E se um bêbado diz que está falando com o prefeito da cidade, que morreu em 1995? [aconteceu no meu bairro] Será que o prefeito está vivo?

    Isso está parecendo aquela fala de Dawkins & CIA disfarçada: você não acredita em bule voador, fadas, unicornio rosa invisível, monstro espaguete, papai Noel, blá blá blá.

    Isso já foi refutado já. Se quiser discutir sobre isso é só falar.

    e mais uma:

    Sim, o pior sou eu que do atenção ao Mats.

    Tomara que você não tenha caído aqui nesse blog sem conhecer não, pois em muitos tópicos há discussões legais aqui e muitos debates e tomara também que você não seja mais uma pessoa que tem aquela imagem de quem acredita na criação não, pois muitos ateus (sem generalizar) agem com o maior extremismo quando a evolução e algumas coisas que eles não gostam são mostradas.

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  13. wallacevidal says:

    Adalberto. Dá nem gosto de ler o que você escreveu. Não sei nem por onde começar. Dá até dor de cabeça pensar por onde eu devo começar.

    — ** Muitos por mais que não adimitem são naturalistas sim e já vi até uma frase de um livro, que não lembro qual que diz mais ou menos assim: “Mesmo que todas as evidências do mundo apontem para um criador, não seria válida, pois não está de acordo com o ponto de vista naturalistico.”, isso traduz assim: “Mesmo que provem que Deus existe, não vou acreditar, pois me oponho a Ele e acredito que a ciência está acima dele e sou ignorante.”

    ** — Agora me responda. Foi cabido escrever isso aqui? Para que fim você escreveu isso aqui? Ainda não entendi. Me explique.

    — ** Eu posso falar sim, com 100% de certeza que Deus existe sim, assim como há ateus que falam o mesmo em relação a não existência, o que é fácil de achar em fóruns.

    ** — Você pode falar com 100% de certeza que Ele existe. Ateus-Gnósticos podem falar com 100% de certeza que Ele não existe. Um ídio pode falar com 100% de certeza que a chuva vem por conta da dança a Tupã. Um Viking pode falar com 100% de há monstros de gelo e que Thor o proteje. Mas eu não estou me referindo apenas ao “ter certeza” em falar. Eu pensei que vocês já tinham percebido isso, mas acho que não foram capazes.
    Estou falando em trazer provas lógicas para o que você – ou o Ateu-Gnóstico – está dizendo. Resumindo: “Eu quis dizer que: nem um Ateu e nem um Crente pode falar nada com certeza em relação à uma Divindade. Pois para falar com certeza é preciso ter evidências lógicas. E para ter tais evidências, talvez, precisa-se esperar bastante para o avanço intelectual, pois é algo que está muito além da nossa imaginação e ciência atual.”

    — ** Isso está parecendo aquela fala de Dawkins & CIA disfarçada: você não acredita em bule voador, fadas, unicornio rosa invisível, monstro espaguete, papai Noel, blá blá blá.

    ** — Nem de longe pareceu. Você está delirando, eu acho. Eu usei isso para provar que, mesmo que uma pessoa fale – apenas fale – algo com 100% de convicção, não quer dizer que esse “algo” é real. Por isso dei esses dois exemplos, pois ambos estão convictos do que estão vendo. É, agora eu tenho certeza: Vocês não foram capazes de entender o que eu estava tentando passar.

    E que bom que Deus faz coisas por você. Que bom seria se fosse assim para todos, incluindo pessoas que… ahhh, acho que não preciso falar, você sabe ao que me refiro.

    Abs.

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  14. konshal says:

    Adalberto –
    “Mesmo que todas as evidências do mundo apontem para um criador, não seria válida, pois não está de acordo com o ponto de vista naturalistico.” É IGUAL A “Mesmo que provem que Deus existe, não vou acreditar, pois me oponho a Ele e acredito que a ciência está acima dele e sou ignorante.”

    Caramba! Estou realmente impressionado com o seu nível de interpretação de texto. Realmente a segunda frase é um sinônimo da primeira. Mesma frase com diferentes palavras. Diga-me onde estudou para eu passar longe dessa escola.

    Voltando a discussão: Um bom ateu que se preze (meu caso) jamais deve praticar aquilo que mais abomina nas religiões em si (outras mais, outras menos): a mania de tentar convencer, converter as pessoas ao seu redor. Seja na amizade, na escola, no trabalho.

    Não converto ninguém e muito menos convenço alguém a ser ateu, pois me baseio num aspecto fundamental para boa convivência em sociedade: o respeito ao próximo. Respeito esse que não aprendi em nenhuma Bíblia, mas no berço em casa. E que infelizmente, poucas religiões o pregam.

    Não concordo, no caso do professor, usufruiur do seu serviço para pregar seja o criacionismo ou o evolucionismo. O professor tem que criar um ambiente neutro na sala de aula (por mais sua que sua razão pese para um desses lados), propício a discussão e exposição de ideias dos alunos, num processo permeado por respeito. Sempre! E que os estudantes decidam por si mesmos no que acreditar no que acham correto.

    Isso por si só exclui qualquer convencimento que um professor ateu queira fazer, assim como a imposição do ensino religioso nas escolas. Afinal, Deus nos concedeu o livre arbítrio não é mesmo? E vocês sabem disso muito mais do que nós ateus.

    PS.: No lugar do ensino religioso, poderia haver mais aulas de interpretação de texto. essa seria mais útil para o nosso amigo Adalberto hoje, por exemplo.

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  15. Mats says:

    Wallace,

    “Mas eu não disse que “Deus está provado” apenas e só porque um cristão diz que fala com Deus.”

    Claro que disse. Não com essas palavras, mas disse. ¬¬

    Não, não disse. O que eu digo é se Deus existe e se Ele comunica com os que acreditam NELE, então o cristão pode dizer com toda a certeza “Eu sei que Deus existe”.

    O ateu é que nunca pode dizer “eu sei que Deus NÃO existe”. Portanto, contrariamente ao que um ateu disse em cima, a posição do ateu não é análoga a do cristão.

    Acho que vale a pena você ler de novo o que eu escrevi: um Crente também não pode falar com [destaque]CERTEZA ABSOLUTA[/destaque] que Ele existe.

    Se Deus existe, e se Ele comunica com os seres humanos, um crente pode dizer com certeza absoluta que Deus existe. O testemunho pessoal pode não ser suficiente para o ateu crer, mas é suficiente para o cristão dizer que Deus é Rela com toda acerteza do mundo.

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  16. Adalberto Felipe says:

    Wallace,

    Adalberto. Dá nem gosto de ler o que você escreveu. Não sei nem por onde começar. Dá até dor de cabeça pensar por onde eu devo começar.

    Mas se você nem começou a ler, como você pode falar isso, ou você está me julgando?

    ** — Agora me responda. Foi cabido escrever isso aqui? Para que fim você escreveu isso aqui? Ainda não entendi. Me explique.

    Escrevi, porque muitos ateus são naturalista e parecem querer esse tipo de prova, quando você disse no seu primeiro comentário Pois é algo que está muito além da nossa imaginação e ciência atual, na hora me lembrei disso.

    ** — Você pode falar com 100% de certeza que Ele existe. Ateus-Gnósticos podem falar com 100% de certeza que Ele não existe. Um ídio pode falar com 100% de certeza que a chuva vem por conta da dança a Tupã. Um Viking pode falar com 100% de há monstros de gelo e que Thor o proteje.

    Sim, posso falar com 100% de certeza que Deus existe, pois tenho razões para isso, assim como um ateu tem suas razões para falar que Deus não existe, quanto aos ateus-agnósticos falar 100% que Deus não existe aí já é com eles, pois como falei, o agnosticismo seja a ser tão contraditório, que é melhor deixar pra lá.

    Quanto aos índios e os Vikings, isso parece estar me lembrando a velha fala dos ateus sim, pois muitos adoram envolver Thor, papai Noel, monstro na garagem, bule voador. Como falo, o objetivo ao falar isso não é saber o porquê não acreditamos em Papai Noel, Thor, outras religiões ou seja lá o que for e sim tentar abalar a nossa fé.

    Mas eu não estou me referindo apenas ao “ter certeza” em falar. Eu pensei que vocês já tinham percebido isso, mas acho que não foram capazes.

    Parece que é você que não entendeu que uma pessoa que acredita em Deus de verdade, ao falar que não acredita em Deus 100% não é um cristão de verdade., não tem sua fé… e tá cheio de gente assim por aí, não é atô que tanta gente se deixa levar pela mídia, contos de fadas, aparências, sodomices, etc.

    Quanto as evidências lógicas? Se for baseado na ciência naturalista atual e no homem que se afasta de Deus, pode esquecer. Uma das maiores provas disso é que sempre quando alguém contesta a evolução, mostra problemas da criação, coisas que a arqueologia descobre sobre a bíblia muitos ateus ficam furiosos, expulsam as pessoas de fóruns e dependendo até faz as pessoas perderem o emprego, ou você acha que isso não acontece?

    É, agora eu tenho certeza: Vocês não foram capazes de entender o que eu estava tentando passar.

    Tenha certeza que entendi sim, mas entenda também que sei perfeitamente o que é não crer em Deus de verdade.

    E que bom que Deus faz coisas por você. Que bom seria se fosse assim para todos, incluindo pessoas que… ahhh, acho que não preciso falar, você sabe ao que me refiro.

    Pessoas que…??? gostaria que falasse.

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  17. Adalberto Felipe says:

    konshal

    Caramba! Estou realmente impressionado com o seu nível de interpretação de texto. Realmente a segunda frase é um sinônimo da primeira. Mesma frase com diferentes palavras. Diga-me onde estudou para eu passar longe dessa escola.

    Mas é a verdade e desculpe qualquer coisa.
    Como falei ao Wallace, a maior prova disso é as pessoas que se declaram criacionistas que são expulsas, deixam até de ganhar prêmio. Que entram em fóruns ateus para debater e são censuradas, expulsas, recebidas a pedradas. O xingamento de vários sites ateus de quem acredita na criação. Como o Mats falou, os argumentos, a ciência não importa as pessoas assim quando a crença está em jogo.

    Não sei se você ficou sabendo do caso do Datena, mas por vários fóruns e sites ateus isso foi noticiado, mas eu gostaria de saber: os ateus perdoariam o Datena e assistiriam aos programas dele?

    Por quê fazer isso: processá-lo e xingá-lo?

    Sabe, desta vez admito, como tinha visto, nós cristãos podemos aprender com os ateus agora, pois em vários sites ateus há imagens ofendendo os religiosos, temos o caso do PC Siqueira, do Cauê, que ofendeu discaradamente os religiosos, você apoiaria que processácessmos essas pessoas também?

    Voltando a discussão: Um bom ateu que se preze (meu caso) jamais deve praticar aquilo que mais abomina nas religiões em si (outras mais, outras menos): a mania de tentar convencer, converter as pessoas ao seu redor. Seja na amizade, na escola, no trabalho.

    De acordo com o ateísmo isso não é regra. Não há referência moral para isso. Ele pode ou não pode praticar, depende da opinião do ateu, vide os ateus militantes. E sim: há ateus tentando convencer sim e até vindo com extremismo (posso mostrar alguns casos se quiser).

    Não converto ninguém e muito menos convenço alguém a ser ateu, pois me baseio num aspecto fundamental para boa convivência em sociedade: o respeito ao próximo. Respeito esse que não aprendi em nenhuma Bíblia, mas no berço em casa. E que infelizmente, poucas religiões o pregam.

    Ótimo, é bom ver que há pessoas assim, mas como falei, isso não é regra no ateísmo e se você nacesse numa sociedade explosiva como o Paquistão?

    Não concordo, no caso do professor, usufruiur do seu serviço para pregar seja o criacionismo ou o evolucionismo. O professor tem que criar um ambiente neutro na sala de aula (por mais sua que sua razão pese para um desses lados), propício a discussão e exposição de ideias dos alunos, num processo permeado por respeito. Sempre! E que os estudantes decidam por si mesmos no que acreditar no que acham correto.

    Também não concordo e ao contrário do que muitos ateus dizem (que criacionistas querem excluir que o evolucionismo), eu sou a favor de que seja ensinado os dois lados e que fatos sobre a evolução que muitos ateus não querem enxergar sejam mostrados para que uma decisão seja feita.

    PS.: No lugar do ensino religioso, poderia haver mais aulas de interpretação de texto. essa seria mais útil para o nosso amigo Adalberto hoje, por exemplo.

    Aprendi muita coisa nas aulas de ensino religioso que tinha e espero que continue tendo em muitas escolas hoje, pois do jeito que elas estão. Já há quem diga que ser professor é uma profissão de risco, pois a maioria das escolas públicas brasileiras (não sei se mora aqui no Brasil e mesmo que não more, pode ser que aconteça em outros países) estão literalmente péssimas: alunos drogados, que batem, mandam, espancam, ameaçam, matam professores, ninguém que aprender, professores pedófilos, buyling, tráfico, armas… tanta coisa.

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  18. Não me confundam com um pregador que procura convencer as pessoas de sua crença sem argumentos. Em toda a minha atividade docente primei pela posição de um livre pensador, isto é, dou total abertura a todas as manifestações de todos os pontos de vista, suscito o debate e apresento meus argumentos a favor de meu ponto de vista ateísta. Sou um professor de Física que procura ver o lado mais filosófico da Física, além do técnico-científico. E, neste aspecto, o fisicalismo (antes denominado materialismo) é a visão primordial da Física, isto é, considerar que tudo na natureza é inteiramente natural, ou seja, sobrenatural não existe. Isto eu passo aos alunos sim e acho que é meu dever fazê-lo, justamente para abrir suas cabeças para a obliteração que as crenças religiosas fazem a seu pensamento, com a ilusão da existência de Deus. Não especificamente o cristianismo, nem o judaísmo, nem o islamismo, nem o hinduísmo, nem o espiritismo. Todas! Da mesma forma que acho que os religiosos têm todo o direito de expor seu ponto de vista de forma argumentativa, como o faço. Que os alunos decidam. Isto faz parte da saudável posição laica da educação, tanto pública quanto privada. Educação laica não significa não expor os alunos às propostas das religiões, tanto quanto às propostas das ideologias políticas, mas sim não se alinhar institucionalmente com nenhuma. Tenho muitos colegas teístas, até entre professores de biologia que não aceitam a teoria da evolução, que defendem o “projeto inteligente” e dizem isto a seus alunos. Está certo. O que não se pode é fechar questão. Discordo de quem diga que religião (ou sua falta) é questão de foro íntimo e que não se deve tentar convencer os outros de seu ponto de vista. Deve sim! Se não a pessoa não é realmente convicta de seu pensamento. É como filiação partidária em política. É claro que devo convencer todo mundo que conheço a votar no meu partido. Só não posso obrigar. Se eu não tentar mostrar o quanto as pessoas se enganam em acreditar em Deus não me sinto em paz de consciência. Do mesmo modo que quem acredita em Deus tem que fazê-lo no sentido oposto. Caso contrário é incoerente. O erro está na intolerância e no fanatismo, não no proselitismo. Se você considera que cada um tenha o direito de ter a fé e praticar a religião que quizer, ou nenhuma, isto é, se não quer obrigar ninguém a ter a sua fé, não tem problema em proclamá-la a todos, inclusive se esta fé for, exatamente, a falta de fé.

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  19. Mats says:

    Ernesto,

    E, neste aspecto, o fisicalismo (antes denominado materialismo) é a visão primordial da Física, isto é, considerar que tudo na natureza é inteiramente natural, ou seja, sobrenatural não existe. Isto eu passo aos alunos sim e acho que é meu dever fazê-lo, justamente para abrir suas cabeças para a obliteração que as crenças religiosas fazem a seu pensamento, com a ilusão da existência de Deus.

    MAs a posição de que nada mais existe que o mundo material não é algo ue venha da Física. Quem te deu o direito de indoutrinares os teus estudantes a favor das tuas crenças pessoais?

    ISaac Newton, MAxwell, Faraday e muitos outros que estudaram a Física não viam-na como “evidência” contra o sobrenatural. Será que tu sabes mais de Física do que estes gigantes da ciência?

    Da mesma forma que acho que os religiosos têm todo o direito de expor seu ponto de vista de forma argumentativa, como o faço.

    Portanto, não te oporias se um biólogo criacionista usasse as escolas públicas para evangelizar os estudantes?

    Que os alunos decidam. Isto faz parte da saudável posição laica da educação, tanto pública quanto privada.

    “Posição laica” não é aquela que favorece o ateísmo.

    Tenho muitos colegas teístas, até entre professores de biologia que não aceitam a teoria da evolução, que defendem o “projeto inteligente” e dizem isto a seus alunos. Está certo. O que não se pode é fechar questão. Discordo de quem diga que religião (ou sua falta) é questão de foro íntimo e que não se deve tentar convencer os outros de seu ponto de vista. Deve sim!

    Muito bem.
    Ainda bem que não te opões a professores que usem o espaço público para evangelizrr os seus alunos, e a dizer que quem não confessa fé em Cristo, vai arder n inferno para sempre.

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  20. Clayton Luciano says:

    Ernest Von:

    “Discordo de quem diga que religião (ou sua falta) é questão de foro íntimo e que não se deve tentar convencer os outros de seu ponto de vista. Deve sim”

    Mas em local de aprendizagem, no Brasil, numa escola do Estado, voce age em nome do Estado, e desta forma voce contraria o disposto no artigo:

    “Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

    I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;” (Constituição Federal do Brasil)

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