Relatório ridicularizando dor fetal mostra chocante falta de base acadêmica

Outra coisa não seria de esperar por parte daqueles que promovem o genocídio de bebés.

Patrick B. Craine

LONDRES, Inglaterra, 29 de junho de 2010 (Notícias Pró-Família) — Um relatório foi divulgado recentemente pelo Conselho Real de Obstetras e Ginecologistas (CROG), com sede em Londres. O relatório tem a intenção de mostrar que as crianças em gestação não sentem dor antes de 24 semanas e virou manchete internacional nos últimos dias. Mas de acordo com líderes pró-vida, o estudo ignora evidências fundamentais e é pouco mais que uma tentativa de promotores do aborto de enganar o público.
A questão da dor fetal recebeu exposição significativa no começo deste ano nos EUA depois que uma lei monumental foi promulgada em abril pela assembléia legislativa de Nebraska restringindo o aborto depois de vinte semanas. A tão chamada “Lei de Proteção aos Bebês em Gestação que Podem Sentir Dor” foi uma resposta ao crescente consenso de que os bebês em gestação sentem dor nessa fase, ou até mesmo antes.
Na Inglaterra, o aborto por razões sociais é restrito depois da 24ª semana de gestação (abortos eugênicos são permitidos até o momento do nascimento), embora tenha havido debates nos últimos anos sobre reduzir esse limite em 2 ou 4 semanas. Tal medida foi apoiada pelo primeiro ministro David Cameron, que disse em abril que “Penso que o modo como a ciência médica e a tecnologia se desenvolveram nas últimas décadas significa realmente que seria prudente um limite mais elevado de 20 ou 22 semanas”. Contudo, o novo relatório do CROG está sendo agarrado pelas forças anti-vida como evidência de que não há razão “científica” para reduzir o limite do aborto.
Mas a Dra. Mary Spaulding Balch, diretora de legislação estadual para o Comitê Nacional de Direito à Vida (CNDV), diz que: “Um especialista objetivo em neurobiologia ficaria horrorizado com a chocante falta de base acadêmica do artigo do CROG”.
Ela observou que um dos autores é realmente um médico que faz abortos, enquanto que o resto deles são em grande parte promotores do aborto.
Os autores do relatório repudiam a noção de dor fetal antes das 24 semanas com base no fato de que os bebês em gestação não têm uma conexão completa de nervos com o córtex cerebral antes das 24 semanas. Mas Spaulding Balch disse que isso ignora o estudo de grande influência de 2007 da revista médica Behavioral and Brain Sciences (Ciências Comportamentais e Cerebrais) intitulado “Consciência sem um córtex cerebral”.
De acordo com esse estudo até mesmo “crianças que não têm virtualmente nada do córtex cerebral experimentam dor”, disse ela.
“Ironicamente, o artigo admite a evidência de que com 20 semanas receptores de dor estão presentes em toda a pele do bebê em gestação”, continuou ela, “que esses receptores estão ligados mediante nervos ao tálamo e a lâmina subcortal, e que essas crianças coordenaram reações aversivas a estímulos dolorosos, e experimentam mais hormônios de estresse com isso”.
Paul Tully, secretário geral da Sociedade para a Proteção das Crianças em Gestação (SPCG), com sede em Londres, observou que o limite de 24 semanas no aborto social é uma “tentativa de desviar a atenção do assunto principal” em qualquer caso.
“A afirmação do CROG sobre bebês não sentindo dor antes das 24 semanas ignora completamente a questão: Por que os médicos aborteiros ficam fazendo esse tipo de argumento quando apóiam o aborto de bebês até o momento do nascimento?”
Tully diz que a sugestão de que os médicos que realizam abortos não estão causando a dor da criança ao matá-la é simplesmente “um modo de negar que o que eles estão fazendo é maligno e eles sabem disso”.
“O CROG está tentando descobrir uma zona de comodidade para seus membros. Não está preocupado com os direitos e as vidas dos bebês assassinados”.
“O CROG sabe melhor do que a maioria das pessoas como esses bebês são maravilhosos, sensíveis, complexos e belos em toda a fase do desenvolvimento da concepção em diante”, disse ele. “A vida não começa na metade da gravidez; começa na concepção”.
Veja o relatório do CROG aqui.
Veja a cobertura relacionada de LifeSiteNews.com:
Nebraska Enacts First-Ever Abortion Ban Based on Fetal Pain
http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/apr/10041309.html
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/jun/10062906.html

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3 Responses to Relatório ridicularizando dor fetal mostra chocante falta de base acadêmica

  1. Karina says:

    Eu tenho uma raiva dessa filosofia do “não sente dor, pode matar”.

    Assim fosse, se alguém te seda antes de te assassinar, não é assassinato.

    Se matarem uma pessoa que sofre de hanseníase, não é assassinato.

    Se eu ferisse propositalmente meu colega que não sente os dedos do pé, por causa de um rompimento (sei lá o nome) dos nervos, eu não estaria a cometer crime algum, posto que ele não sentiu dor.

    Fala sério, a cara de pau dos abortistas dói!!

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  2. wallacevidal says:

    Quando o aborto é dos outros, dar palpites é fácil.

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  3. Karina says:

    Wallace, meu filho, aborto diz respeito a mim, a meu afilhado, a meu primo que tem Down, a duas primas de meu marido, ao irmão de minha colega, ao sobrinho de minha chefe, aos meus colegas da AADEF (associação de deficientes físicos) e, principalmente, a meu filho. Quer continuar dizendo que estou dando palpites no aborto dos outros?

    Se bem que aborto é sempre dos outros, que o diga Gianna Jessen http://vivopelavida.com.br/2009/02/18/dizem-que-o-aborto-sempre-mata/

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