Depressão diminui o olfato

Se tudo o que o homem é restringe-se à sua composição material, como é que se explicam eventos aqui descritos?
Além do mundo parecer menos colorido, quando você está deprimido, os cheiros também não ficam mais tão fortes. Segundo pesquisas, a parte do cérebro responsável por esse sentido fica menor – isso pode modificar o tratamento usado para a doença.

A depressão, a esquizofrenia e alguns outros distúrbios afetam a forma com que você percebe os aromas ao seu redor.

Para descobrir os motivos disso, pesquisadores da Universidade de Dresde, na Alemanha, expuseram 20 voluntários com depressão severa e 20 voluntários normais a um químico de cheiro forte. No início do estudo, a concentração do químico era baixa e os depressivos não conseguiam sentir o cheiro. Ela foi aumentando gradualmente até que eles perceberam o odor.

Depois os pesquisadores mediram os bulbos olfatórios, responsáveis, como o nome já indica, pela nossa percepção de cheiros, usando ressonância magnética.

Usando esse método os cientistas descobriram que os bulbos olfatórios das pessoas com depressão eram 15% menores. Eles também descobriram que, quanto mais grave era a depressão do voluntário, menor era essa parte do cérebro. Os efeitos se mantinham independente da pessoa estar ou não se tratando com remédios antidepressivos.

Segundo os pesquisadores, agora o bulbo olfatório poderá ser usado para analisar se determinado tratamento contra a depressão está, ou não, funcionando. [NewScientist]

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"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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4 Responses to Depressão diminui o olfato

  1. “Se tudo o que o homem é restringe-se à sua composição material, como é que se explicam eventos aqui descritos?”
    Dizer que a depressão diminui o olfato tem a ver exatamente com que fator da composição material humana? Talvez o corpo de uma pessoa diminua o olfato com o objetivo de amenizar a depressão de certa forma. Ou talvez seja um recurso de quem apresenta comportamento auto-punitivo durante a depressão, como o jejum… De qualquer forma, dizer que isso é um argumento válido pra existência da alma é no mínimo falacioso.

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  2. Mats:

    Isto está um bocadito desactualizado. Desde os trabalhos de Breur e Freud no final do século XIX se sabe que fenômenos mentais podem interferir no corpo. Os estudos sobre a histeria demonstraram.no bem.

    A alma é uma questão de fé e não é por aí que lá vais.

    Se queres aprofundar este tema tens os livros do Damásio : o erro de Descartes e o sentimento de si.

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  3. Sim, qual a relação a relação entre a restrição do homem ao meio material e esse fato cientifico?

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  4. neily says:

    “Se tudo o que o homem é restringe-se à sua composição material, como é que se explicam eventos aqui descritos?”

    “Segundo pesquisas, a parte do cérebro responsável por esse sentido fica menor”

    Self-service?

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