James Chin e a “epidemia” da SIDA: “Pura propaganda para defender interesses ideológicos”

Parece que o lobby homossexual foi um dos agentes que lucrou com a não-existente epidemia da SIDA.

Nem todos têm AIDS

Michael Fumento

Manifestações em favor de campanhas de prevenção se destacaram durante a abertura da XVI Conferência Internacional da AIDS em Toronto, Canadá, na semana passada. Oh, que tristeza! É tarde demais. No mesmo dia, o jornal Washington Post colocou uma foto na sua primeira página mostrando um homem com uma camiseta onde se lia: “Nós todos temos AIDS”. Pode jogar fora as camisinhas, esqueça a abstinência e não se incomode de fazer um teste. Ou qual é a parte do “todos” que você não entende?

É sério. Esse tipo de propaganda é só um exemplo de como ideologias políticas sempre aleijam as campanhas contra a AIDS. Ninguém realmente crê que nós todos temos AIDS. Mas muita gente está engolindo a idéia paranóica de que “Todo o mundo está em risco”. Não há dúvida que tal idéia atrapalha todo esforço de mirarmos a atenção naqueles que de fato estão em risco. A ciência inteira da epidemiologia (que começou quando o médico londrino John Snow mapeou os casos de cólera em sua cidade e descobriu que estavam todos agrupados ao redor de uma única bomba d’água) depende de se identificar os fatores de risco para se obter uma melhoria. No caso de Snow, bastou-lhe remover o cabo da bomba d’água e a epidemia cessou.

Ele teve a sorte de não ter de lidar com ativistas carregando cartazes dizendo: “A água não causa a cólera. O que causa a cólera é o preconceito e a ignorância!”

Desde 1985, quando a revista Life retumbou em imensas letras vermelhas, “Agora Ninguém Está a Salvo da AIDS”, os ativistas vêm lutando furiosamente contra a idéia de que a AIDS atinge como alvo aqueles que se envolvem em determinadas condutas. No entanto, nas duas décadas posteriores a AIDS permanece nos EUA uma doença predominante em homens homossexuais e usuários de drogas intravenosas. Menos de 39.000 americanos foram diagnosticados com AIDS em 2004 (dados mais recentes de que se dispõe), e menos de 16.000 morreram de AIDS. Isso significa 1 de cada 770 e 1 de cada 1.875 respectivamente. O fato é: quase todo mundo está a salvo da AIDS.

Mas é claro que a atenção principal dessa conferência é a questão internacional da AIDS, que todos sabemos está varrendo continentes inteiros do mapa. Uma alta autoridade de Uganda disse que dentro de dois anos sua nação “será um deserto”. O programa Nightline da ABC News declarou que dentro de 12 anos “50 milhões de africanos poderão morrer de AIDS”.

O problema é que essas predições foram feitas em 1986 e 1988. Contudo, desde 1985, a população de Uganda duplicou. Os 50 milhões de mortos para o ano 2000 do programa Nightline demonstraram ser 20 milhões em 2005, de acordo com as estimativas da ONU. Além disso, “na África abaixo do Saara, a região mais atingida pela epidemia da AIDS, os dados também indicam que o índice de incidência do HIV já chegou ao ponto máximo na maioria dos países”, de acordo com o Relatório da UNAIDS 2006.

Essas estatísticas são da própria agência da ONU que vem exagerando de modo flagrante a ameaça mundial da AIDS. Por exemplo, em 1998 essa agência estimou que 12% dos ruandeses de 15-49 anos de idade estavam infectados; hoje diz que é só 3%. Que diferença, hein? Por outro lado, outras agências haviam estimado uma estatística ainda mais horrível: que 30% dos ruandeses estavam infectados. De acordo com James Chin, uma ex-autoridade da ONU que realizou algumas das primeiras estimativas globais do HIV, tais estatísticas inventadas são “pura propaganda para defender interesses ideológicos”.

Entretanto, o ex-presidente americano Bill Clinton declarou aos participantes da conferência: “É difícil imaginar como o mundo poderá crescer, a menos que lidemos com a AIDS”. A verdade é que o crescimento da população mundial é mais acelerado nas regiões mais duramente atingidas pela AIDS.

Quanto à alegação bizarra de que ainda nos resta lidar coma AIDS, a UNAIDS relata que 1.3 milhão de pessoas nos países de renda baixa e média receberam terapia antiretroviral em 2004, cinco vezes mais do que o número de 2001. O sangue doado passa hoje por testes até mesmo nos países mais pobres. O nível de testes e educação nas nações mais pobres aumentou muito.

Enquanto isso, os gastos mundiais com a AIDS foram em média 1.7 bilhão de dólares entre 2002-2004, mas chegaram a 8.3 bilhão de dólares em 2005 e o orçamento para 2007 é 10 bilhões. O tamanho imenso dessa verba, e o desejo de tirar uma fatia, é tudo o que você precisa saber para entender como a conferência de Toronto conseguiu atrair de modo impressionante 24.000 participantes que são com todo acerto rotulados de “a indústria da AIDS”. Apesar disso, a UNAIDS insiste, esses 10 bilhões não serão o suficiente.

Ninguém está se importando com o fato de que até mesmo o atual orçamento para lidar com a AIDS está tirando dos recursos que deveriam ser investidos para combater a malária e a tuberculose. Anualmente, essas duas doenças matam juntas duas vezes mais pessoas do que a AIDS. A terapia antiretroviral para tratar a AIDS não cura ninguém e embora custe relativamente pouco no Terceiro Mundo — 300 a 1.200 dólares por ano — em comparação com a América do Norte, pode-se curar a tuberculose com 65 dólares de medicamentos. Dá para impedir a malária na África e Ásia por uma ninharia utilizando-se o DDT, mas os ambientalistas radicais e a União Européia bloquearam sua utilização naquelas regiões que mais precisam.

Pobres vítimas da malaria e da tuberculose. São obrigadas a morrer, porque não têm uma doença politicamente correta.

Michael Fumento é autor de The Myth of Heterosexual AIDS (O Mito da AIDS Heterossexual) e especialista em saúde e ciência no Instituto Hudson em Washington, D.C., EUA.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com; www.juliosevero.com.br

Fonte: http://www.spectator.org/dsp_article.asp?art_id=10252

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1 Response to James Chin e a “epidemia” da SIDA: “Pura propaganda para defender interesses ideológicos”

  1. Pura demagogia para não falar de má fé declarada:

    Quanto à alegação bizarra de que ainda nos resta lidar coma AIDS, a UNAIDS relata que 1.3 milhão de pessoas nos países de renda baixa e média receberam terapia antiretroviral em 2004, cinco vezes mais do que o número de 2001. O sangue doado passa hoje por testes até mesmo nos países mais pobres. O nível de testes e educação nas nações mais pobres aumentou muito.

    Em qualquer país africano há muito mais de 1.3 milhão de crianças infectadas com vírus. Portanto este número, e só na África subsariana é insignificante. O sangue, importado de países ricos, e só para uma elite é testado. O resto da população nem vacinas da polio tem quanto mais transfusões de sangue.

    A única maneira de ter uma ideia de quantos infectados há numa população é uma ONG vir cá e fazer testes a grupos de pessoas. Os serviços nacionais de saúde são autenticas anedotas e os instrumentos, quando existem, são de esterilização duvidosa…os medicamentos são falsificações fabricadas na China.De qualquer modo a maioria da população nunca viu, nem de relance, um médico quanto mais um hospital.

    Quando alguém faz testes a populações a situação é dramática.

    Só na Suazilandia estima-se que 50 %(cincoenta por cento da população) esteja infectada. O governo proibiu as relações sexuais fora e antes do casamento e agravou as penas no caso da mulher ser menor. ( a homossexualidade já era punida com a pena de morte)

    A principal causa de morte em África continua a ser a fome e a desnutrição. Seguida de conflitos, acidentes, cárie dentária, tuberculose, malária, parto, diarreias várias e uma infinidade de doenças que na Europa já nem se fala. Como imaginas o HIV Sida veio piorar o que já estava muito mal.

    Claro que não há estudos mas África é particularmente homofóbica. A homossexualidade é muito mal vista e em muitos países é punida com a pena de morte. Um homossexual ou um albino são muito mal vistos. Nas aldeias usam o simplex e os gays são pura e simplesmente mortos.

    Concordo que tens razão quando dizes que numa sociedade com tantos seropositivos o uso de preservativo acaba por ser pouco eficaz. Se o parceiro ou parceira estiver infectado mesmo com o uso de preservativo a transmissão ao longo do tempo é certa. E se usarem sempre preservativo não procriam, não é ? E saber se o parceiro ou parceira é seropositivo só mesmo por adivinhação.

    Quanto à cura não há aqui pastor evangélico ou pentecostal que não anuncie a cura milagrosa da sida, homossexualismo, infertilidade e outras maleitas. São produtos clássicos mas,muito cá para nós, de eficácia duvidosa.

    Se não houver um esforço de propiciar cuidados efectivos de saúde em África a situação vai-se manter.

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