Governo Mundial: Ficção ou Intenção?

O Luciano tem um post onde ele expõe as verdadeiras intenções dos secularistas. É bastante elucidativo. Ênfase meu.
Mas que tal observarmos as palavras de Bertrand Russell, ídolo de todos os autores neo ateus, em “A Última Oportunidade do Homem”?

Vejamos:

Pode evitar-se a guerra por algum tempo por meio de paliativos, expedientes ou uma diplomacia sutil, mas tudo isso é precário, e enquanto durar o nosso sistema político atual, pode ser considerado como quase certo que grandes conflitos irão surgir de vez em quando. Isso acontecerá inevitavelmente enquanto houver diferentes Estados soberanos, cada um com as suas forças armadas e juiz supremo dos seus próprios direitos em qualquer disputa. Há somente um meio de o mundo poder libertar-se da guerra, é a criação de uma autoridade mundial única, que possua o monopólio de todas as armas mais perigosas.

Para que um governo mundial pudesse evitar graves conflitos, seria indispensável possuir um mínimo de poderes. Em primeiro lugar precisava de ter o monopólio de todas as principais armas de guerra e as forças armadas necessárias para o seu emprego. Devia também tomar as precauções indispensáveis, quaisquer que fossem, para assegurar, em todas as circunstâncias, a lealdade dessas forças ao governo central.

O governo mundial tinha de formular, portanto, certas regras relativas ao emprego das suas forças armadas. A mais importante determinaria que, em qualquer conflito entre dois Estados. cada um tinha de se submeter às decisões da autoridade mundial. Todo o emprego da força, de um Estado contra o outro, tornaria o agressor um inimigo público e implicaria o emprego, contra ele, das forças armadas do governo mundial.

Estes seriam os poderes essenciais para salvaguardar a paz. Uma vez conseguidos, outros se lhes seguiriam. Haveria necessidade de corpos constituídos para desempenhar as funções legislativas e judiciais; mas tais corpos desenvolver-se-iam naturalmente se as condições militares fossem realizadas; o que é difícil e vital é dotar de uma força irresistível a autoridade central.

O governo mundial pode ser democrático ou totalitário; pode ter a sua origem no consentimento ou na conquista; pode ser o governo nacional de um Estado que conseguiu conquistar o mundo ou, pelo contrário, uma autoridade em que cada Estado, ou cada ser humano, tenha iguais direitos. Por minha parte creio que se tal governo se constituir um dia será à base do consentimento nalgumas regiões e à base da conquista noutras. Numa guerra mundial entre dois grupos de nações, pode suceder que os vencedores desarmem os vencidos e comecem a governar o mundo por meio de instituições unificadoras desenvolvidas durante o conflito.

Gradualmente, à medida que se desvaneça a hostilidade provocada pela guerra, as nações vencidas poderão ser admitidas como associadas. Não creio que a espécie humana tenha suficiente habilidade política ou um elevado espírito de tolerância para estabelecer um governo mundial somente à base do consentimento.

Por isso penso que um elemento de força deve ser necessário, tanto para o seu estabelecimento como para a sua protecção durante os primeiros anos.

Preparando o caminho para o “filho da perdição”? (2 Tess 2:2)

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"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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10 Responses to Governo Mundial: Ficção ou Intenção?

  1. Nuno Dias says:

    É o que os EUA tem, não é?
    É o que a Rússia tem, não é?
    É o que a Indonésia tem, não é?
    É o que a China tem, não é?
    É o que a Europa está a fazer, não é?

    Tirando pequenas escaramuças que assim podem ser consideradas devido à dimensão destes países, parece que funciona, não é?

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  2. Mats says:

    Nuno???

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  3. Nuno Dias says:

    e então? surpreso?

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  4. Mats says:

    Nuno,
    Não percebi a tua resposta. O que é que a tua resposta refuta em relação ao post?

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  5. Nuno Dias says:

    apenas para reforçar a ideia de que “uma autoridade mundial única” poderá não ser tão descabida, afinal, já existe a ONU

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  6. Mats says:

    Nuno,

    apenas para reforçar a ideia de que “uma autoridade mundial única” poderá não ser tão descabida, afinal, já existe a ONU

    A ONU, contrariamente aos seus desejos, ainda não tem os poderes que o Luciano alude no post.

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  7. Nuno Dias says:

    Não sei que poderes são esses que Luciano gostaria que a ONU tivesse para puder gritar “cuidado com os esquerdistas!!!”.
    Mas curiosamente, um qualquer comentário meu, nesse blog, é apagado?! Antes esquerdistas do que Lucianos… “Lutamos contra sociopatas defensores de tiranias.” AHAHAH!

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  8. jonas says:

    Será que por detrás dessa “ação humanitária” em defesa de um mundo não conflitivo não há um desejo de secularizar as Instituições de uma forma global para que o Teísmo seja criminalizado como o vetor das diferenças?Há uma tendência muito forte a tal pensamento e em nome da “PAZ” se estabelecer um Governo Humanista Secular que seria o nicho embrionário do Ateísmo Institucionalizado.Para quem lê a Biblia a manifestação do iníquo está latente nas mentes esperando-se sómente as ações.Quem viver verá!

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  9. “Por isso penso que um elemento de força deve ser necessário, tanto para o seu estabelecimento como para a sua protecção durante os primeiros anos.”

    Como é que se pode vender sempre o mesmo mal ( ditadura revolucionária por um mundo melhor), com uma roupa nova(ditadura do proletariado, governo mundial, etc), mas dizendo precisamente o mesmo: é preciso um bocadinho de violência para “mudar” e “pacificar”o mundo.(!!!)

    E a mensagem é sempre bem-vista por alguém. Bertrand Russel é tão sociopata como Estaline. Ele confessa que é, por sua livre vontade. Mas refiram este elementar facto: o neo-ateu é tão tolerante como um cabeça rapazada neo-nazi, e consideravam-vos paranóicos da teoria da conspiração.

    Assim como os impostos, quando sobem, nunca mais descem, qualquer ditadura “só durante alguns anos até isto melhorar”, só acaba à lei da bala. As piores ditaduras e imposições pela força prometidas assim, são as revolucionárias globalistas. Não prometem apenas resolver determinado problema num país ou estabilizá-lo ( como aconteceu com o “botas” cá em Portugal); mas baseiam-se numa coisa muito pior: a ilusão de que vão mudar o mundo e o destino da humanidade para melhor.

    È por isso que normalmente as ditaduras de direita ( salazar, pinochet, ditadura militar no brasil, por exemplo), com todas as suas arbitrariedades e mesmo alguns crimes, nunca chegam aos calcanhares dos horrores dos meninos socialistas ( Hitler, Estaline,Fidel, Mao, Pol Pot, etc, etc)

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  10. Mats says:

    Nuno,

    Não sei que poderes são esses que Luciano gostaria que a ONU tivesse para puder gritar “cuidado com os esquerdistas!!!”.

    São apenas os poderes que a ONU quer ter:

    1. Aborcionistas e Nações Unidas Juntam-se Para Corromper Adolescentes

    2. Nações Unidas Exige Corromper Crianças

    3. India Para Nações Unidas: Adeus!

    4. The U.N.: Gunning for more power

    Portanto, podes vêr que a ONU quer de facto extender o seu não-conferido poder para áreas que não são da sua competência. Tal como Russell sonhou.

    O problema é que demasiado poder nas mãos dos esquerdistas acaba sempre em desgraça.

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