“Pluralismo” como desculpa para promover o secularismo radical na Europa

Uma das coisas mais irritantes que existe dentro das igrejas são os “idiotas úteis”, ou seja, pessoas que se identificam como cristãs mas que ignorantemente apoiam causas que contradizem o seu cristianismo. Lembro-me uma vez de ver o Padre Milícias a defender a “multiculturalidade” ou o “multiculturalismo” como se isso fosse uma coisa boa.

Será que ele não sabe que quem defende tal ideologia auto-contraditória tem em vista APENAS E SÓ a destruição da cultura cristã? Se não é esse o propósito do multiculturalismo, porque será que o mesmo só é promovido no ocidente, tradicionalmente o bastião do cristianismo mundial?

Onde estão os multiculturalistas do mundo islâmico, por exemplo? Porque é que os promotores do “pluralismo” no ocidente não levam a sua mensagem para o oriente (bem mais monolítico) e anunciam a sua “boa nova” por lá?

Não o fazem porque não há cultura cristão dominante por lá, portanto, não há necessidade.

Claro que o Padre Milícias não deve ser má pessoa, mas acho que ele e muitos outros cristãos deste mundo (evangélicos, católicos, ortodoxos, etc) estão genuinamente enganados em relação ao “pluralismo” ou ao “multiculturalismo”.

Felizmente que há cristãos que já abriram os olhos em relação a isso.

Hilary White
ROMA, Itália, 5 de agosto de 2010 (Notícias Pró-Família) — Diz-se que o infame Caso do Crucifixo no Tribunal Europeu de Direitos Humanos é um exemplo do uso crescente da doutrina do “pluralismo” para suprimir as expressões públicas de convicções religiosas na Europa.
Gregor Puppinck, diretor do Centro Europeu de Direito e Justiça (CEDJ), uma organização de proteção aos direitos civis, disse para a revista católica italiana Il Consulente RE na semana passada que o caso é só um exemplo do problema.
Puppinck e o CEDJ estão também de olho nas tentativas do governo radicalmente secularista da Espanha de atacar os fundamentos cristãos desse país usando o “pluralismo”, notando o começo de um novo currículo cívico secularista nas escolas em que “não se permite” a objeção religiosa.
Ele disse que esse currículo está na mesma escola filosófica que motivou o recente incidente em que o governo espanhol multou uma rede de televisão em 100 mil euros por ousar (http://noticiasprofamilia.blogspot.com/2010/07/rede-de-televisao-da-espanha-e-multada.html) criticar as paradas de orgulho gay.
“Sim, é a mesma mentalidade, que força os estudantes e não permite opiniões diferentes. O pluralismo, promovido como meio de descristianizar a cultura espanhola, exige que você aceite todas as condutas, mas exclui a possibilidade de juízos morais”.
O CEDJ trabalha em grande parte no Conselho da Europa e no Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH) em Estrasburgo, e esteve profundamente envolvido no caso Lautsi versus Itália em que o TEDH decidiu que crucifixos fossem removidos das escolas públicas italianas, de forma contraditória, na base da liberdade religiosa.
Puppinck notou a ironia do tribunal “garantindo liberdade religiosa por meio da medida de impedir… o exercício da religião!” Ele disse que a decisão indica um dos dois maiores “desafios” que a sociedade ocidental enfrenta hoje: o islamismo militante e o secularismo.
Ele notou que 21 países, (http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/jul/10072303.html) quase metade dos 47 países membros do Conselho da Europa, têm protestado contra a decisão ou estão apoiando a Itália no recurso. O apoio desses países, disse ele, mostra que a iniciativa de “certos juízes de impor um modelo ocidental secular na Europa inteira foi golpeado por uma oposição sem precedente”.
“Aliás, vinte e um países defenderam publicamente a legalidade da presença de Cristo na sociedade. Esse é o aspecto mais importante da situação”.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesite.net/ldn/viewonsite.html?articleid=10080509
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4 Responses to “Pluralismo” como desculpa para promover o secularismo radical na Europa

  1. Nuno Dias says:

    Coloca-se algumas questões interessantes. Tendo em conta que na Europa as comunidades muçulmanas têm um taxa de natalidade superior em relação às cristãs, dentro de algumas décadas o islamismo será a religião predominante.
    Supondo que irá have 60% muçulmanos, 30% cristãos, 10% outros
    – Dever-se-á continuar com os crucifixos?
    – Sentirás que a presença de símbolos islamitas irá condicionar as gerações futuras?
    – Preferes que exista 60% de ateus ou muçulmanos?

    Parece-me preferível educar as pessoas a não impor as suas crenças…

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  2. Mats says:

    Nuno,

    Coloca-se algumas questões interessantes. Tendo em conta que na Europa as comunidades muçulmanas têm um taxa de natalidade superior em relação às cristãs, dentro de algumas décadas o islamismo será a religião predominante.

    Sim, quanto mais secular a Europa vai ficando, menor é a taxade natalidade.

    Supondo que irá have 60% muçulmanos, 30% cristãos, 10% outros
    – Dever-se-á continuar com os crucifixos?

    Totalmente irrelevante para o ponto em discussão. Não se está a falar da existência de crucifixos em escolas públicas de países de maioria cristã, mas sim do facto dos secularistas europeus e americanos usarem a bandeira do “pluralismo” como forma de destruir a cultura cristã.

    – Sentirás que a presença de símbolos islamitas irá condicionar as gerações futuras?

    Não posso falar pelos outros, mas se eu voluntariamente me inscrevesse numa escola pública dum país islâmico, eu teria que aceitar a simbologia dominante.

    – Preferes que exista 60% de ateus ou muçulmanos?

    É a mesma coisa que perguntar “preferes ser devorado por um leão ou por uma tubarão?”. O fim é o mesmo: morres de qualquer maneira.
    Qualquer sociedade que tenha 60% de ateus ou 60% de muçulmanos está condenada a auto-destruição (mais cedo ou mais tarde).

    Parece-me preferível educar as pessoas a não impor as suas crenças…

    Ninguém disse o contrário. Mas repara que há uma diferença entre “educar” e “promover o pluralismo”.

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  3. A bíblia contra darwin é de se esperar, mas a quê ciência se refere o título? Seria por acaso a ciência da ilusão!

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  4. Mats says:

    Iucabi,
    Não. Essa “ciência da ilusão” está firme no campo de Darwin.

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