Como é que o polvo imitador adquiriu as suas extraordinárias capacidades?

“Eu fiz a terra, o homem e os animais que estão sobre a face da terra, pelo Meu Grande Poder e com o Meu Braço estendido, e a dou àquele que Me agrada em Meus Olhos”

Jeremias 27:5

Francamente falando, o polvo imitador é inacreditável. Ele tem uma capacidade tal de alterar a sua forma, textura e côr de forma a fazer-se passar por uma das criaturas venenosas ou coloridas que existem nos mares que os biólogos foram enganados por eles durante décadas. Foi finalmente descoberto em 1998 e catalogado como Thaumoctopus mimicus.

Os evolucionistas tem-se dedicado a tentar descobrir como é que estes cefalópodes “evoluíram”. (Perda de tempo) Eles examinaram algumas sequências de ADN dum polvo imitador da Indonésia que é capaz de imitar mais de 15 criaturas distintas.

Os resultados foram revelados na publicação Biological Journal of the Linnean Society. Para determinarem a suposta história evolutiva do polvo imitador, os pesquisadores construíram uma árvore filogenética. Com esta dita árvore (que vai ser rejeitada pelos evolucionistas mais cedo ou mais tarde) os evolucionistas tentam descobrir a partir de que animal este animal evoluiu baseados na similaridade de alguns dos seus genes com os genes de outros polvos.

(Já foi explicado várias vezes aos evolucionistas que semelhança genética ou morfológica, por si só, não é evidência para descendência comum, mas como eles não tem mais nada, continuam agarrados num dado amplamente desacreditado)

Do acordo com uma das pesquisadoras, Christine Huffard, um dos desafios para a evolução é explicar o “porquê dos familiares do T. mimicus usarem outras cores e camuflarem-se com sucesso de forma a evitar os predadores.”

Se os familiares do T. mimicus – e supostamente, os seus ancestrais – não só sobreviveram e prosperaram usando outras cores (eng: “drab colors”), como também usaram a atitude “Não olhes para mim enquanto eu me misturo na multidão“, então porque é que outros polvos começaram a usar a estratégia de defesa exactamente oposta, nomeadamente, “olhem para mim, e vejam o quão venenoso eu sou” ?

Para além disso, como é que esses ancestrais foram capazes de sobreviver aos predadores enquanto que as suas habilidades mímicas ainda estavam em desenvolvimento? Certamente que eles estariam expostos durante milhões de anos antes de encontraram as características “certas”. Isso resultaria em eles serem comidos e não em eles evoluírem.

Um anuncio à imprensa feito pela California Academy of Sciences sumarizou três passos fundamentais que os autores ofereceram para “explicar” a evolução do polvo imitador:

1. Primeiro os ancestrais do T. mimicus evoluíram o uso da disposição cromática castanho-e-preto, usado-a como uma defesa de “choque” secundária, como forma de surpreender os predadores se a camuflagem falha-se.

2. A seguir, eles desenvolveram ao mesmo tempo a forma de nadar semelhante ao do peixe conhecido como linguado e os braços longos para lhe facilitar nesta forma de locomoção.

3. Finalmente, o T. mimicus começou a exibir padrões cromáticos arrojados ao mesmo tempo que imitava o linguado – tanto durante as caminhadas diurnas, longe da sua toca, como enquanto descansava. Em termos evolutivos, este último passo representa uma mudança extremamente arriscada na estratégia defensiva.

Para além dos problemas já mencionadas antes desta última citação, há graves problemas científicos com estes “3 passos”.

Primeiro, não há justificação para a metodologia usada – nomeadamente, a construção de um cenário baseado na árvore filogenética inspirada na evolução após análise de sequências de ADN escolhidas a dedo. A história é escrita no anúncio noticioso como se as coisas estivessem escritas no ADN.Tal como as histórias “Just So” de Rudyard Kipling, a história é simplista e infantil. No entanto, ninguém estava presente para observar – e muito menos investigar – um único evento desta história evolutiva imaginária.

Segundo, os verbos usados na história”just so” citada em cima não caracterizam nenhuma lei da natureza. O único agente real capaz de usar, desenvolver, facilitar, exibir, e imitar são as pessoas.

É precisamente por isto que o T. mimicus é uma evidência poderosa para a Criação. As suas características extraordinariamente bem ajustadas – o comprimento dos tentáculos, os pequenos músculos na pele, as células epidérmicas capazes de gerar cores e os nervos associados, os programas cognitivos de processamento usados para coordenar todas estas características e o instinto para imitar criaturas específicas – tinham que ser postas no polvo por Uma Pessoa.

No Evangelho de João, logo nos primeiros versos, a Pessoa que criou estas capacidades extraordinárias no polvo é Identificado como sendo o Senhor Jesus Cristo, o Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis.

Como sempre acontece, a teoria da evolução é cientificamente embaraçosa.

http://www.youtube.com/v/ygh1-ul6E94?fs=1&hl=pt_PT&rel=0


About Mats

"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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17 Responses to Como é que o polvo imitador adquiriu as suas extraordinárias capacidades?

  1. Sérgio Sodré says:

    Por momentos pensei que era um texto sobre o polvo que acertava no prognóstico dos jogos do mundial de futebol. Ainda assim a falta de senso não é tão grande… Mas afinal, vós criacionistas sois quem deve saber a explicação, por que carga de água o polvo acertou nos “nuestros hermanos”? Javé teve alguma predilecção pela católica Espanha? ou foi algum acaso materialista qualquer?

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  2. jonas says:

    O grande milagre do “deus acaso” é que as suas mutações não direcionadas e aleatórias chegaram a esta” máquina” de transmutação genética.É preciso ter muita fé!

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  3. PJ says:

    Sodré,

    foi “por algum acaso qualquer” segundo sua opinião?

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  4. jonas says:

    O assunto é muito interessante e também problemático para o Evolucionismo,pois o mimetismo biológico,quer Batesiano ou Milleriano(como é o caso deste polvo) é um mistério em termos biológicos.O fenômeno mimético em si implica uma “evolução” dirigida e por extensão uma implicação teleológica.O registro fóssil exibe uma abrupta aparição de espécies sem alguma troca evolutiva subsequente,deixando evidente que a estase morfológica é a regra.A outra questão crucial são as mutações coordenadas que precisam existir(a janela de tempo muito pequena para as mutações ocorrerem dentro do tempo evolucionário) para que elas sejam funcionais.O Evolucionismo está envolto em milagres, pois a Seleção Natural com sua “pressão ambiental” despropositada culminar em uma “maquina” de estratégia de sobrevivência como este polvo,somente uma fé darwiniana para suportar-la.

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  5. Sérgio Sodré says:

    Portanto há um Deus criador infinito e omnipotente que se entretém a fazer estas pequenas criaturas neste planeta devido a uma qualquer profunda finalidade que ninguém percebe. Talvez a pensar no uso que o homem dá ao animal no magnífico arroz de polvo ou no polvo à lagareiro… mas para isso o polvo não precisava ser tão sofisticado… Deve ser outro o grande desígnio… Afinal é preciso muita fé para acreditar no acaso: o polvo tem mesmo de possuir um altíssimo propósito no plano cósmico… pelo menos equivalente ao do choco e ao da lula!

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  6. Sérgio Sodré says:

    PJ
    A minha pergunta não era sobre o animal polvo, mas sobre o polvo advinhador dos resultados de futebol no último mundial.

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  7. PJ says:

    Ah entendi.

    Valeu.

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  8. Mats says:

    Sodré,

    Portanto há um Deus criador infinito e omnipotente que se entretém a fazer estas pequenas criaturas neste planeta devido a uma qualquer profunda finalidade que ninguém percebe.

    “Ninguém” percebe? Ou tu não percebes?

    Nós cristãos sabemos o porquê de Deus ter criado este animal. A partir de animais como aqueles, nós podemos ver que 1) Há um (e só Um Criador), 2) a vida foi feita para a sobrevivência e 3) a vida foi feita para refutar todas as explicações naturalistas (evolução, etc).

    Olhando para o polvo podemos ver design. Olhando para a sua bioquímica vemos que ele está unido às outras formas de vida (ADN, RNA, mRNA, etc). Olhando para todos os animais que eles consegue imitar nós podemos ver que ele não evoluiu.

    A mensagem que este polvo nos dá é perfeitamente óbvia e visível, portanto não nos incluas no teu “ninguém percebe”.

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  9. Sérgio Sodré says:

    Mats,
    Por vezes esqueço-me que tu percebes.
    Javé estava preocupado com os darwinistas e evolucionistas que haviam de surgir neste planeta e fez o polvo para que a humanidade não se deixasse enganar pelos naturalistas e quejandos. OK.

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  10. Mats says:

    SOdré,
    Exactamente. Como Deus sabia que mais cedo ou mais tarde haveriam de aparecer pessoas com fé na teoria da evolução, Deus antecipou-Se e criou as formas de vida de um modo que anule qualquer fundamento para a teoria da evolução.

    Por isso é que os cristãos não tem problemas nenhuns com a complexidade e beleza das formas de vida, enquanto que os naturalistas tentam desesperadamente encontrar uma “explicação” que exclua Deus.

    Bem, boa sorte!

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  11. Nuno Dias says:

    Para além disso, como é que esses ancestrais foram capazes de sobreviver aos predadores enquanto que as suas habilidades mímicas ainda estavam em desenvolvimento?
    As actuais habilidades não são condições essenciais à sobrevivência e reprodução. Será mais vantajoso possuir algumas habilidades do que não ter nenhuma. Considerando uma analogia com o olho. É mais vantajoso para uma criatura ter simples sensores de luz que poderão servir como alerta para fuga, relógio de alimentação, etc do que não ter nada. Se com o melhoramento do olho se verifica que consegue melhor sobreviver e reproduzir então funciona para passar essas características a gerações futuras que também as podem sofrer mutações.

    Acho que isto não é novidade para ti. Questiono-me do porquê de induzires propositadamente em erro.

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  12. PJ says:

    Caro Nuno Dias,

    mas porque sobreviver?

    Porque um animal em suas faculdades cerebrais (se tiver faculdades cerebrais) normais quer sobreviver?

    Porque não morrer?

    Afinal tudo gira em torno do “viver” não é? Porque os animais querem viver e não morrer? Porque o organismo biológico funciona? Sim, funciona, funciona de várias formas e perspectivas, mas porque funciona assim? Porque não de outra forma?

    Acredite: não sou criacionista, mas também não sou totalmente darwianista.

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  13. Nuno Dias says:

    @PJ
    se colocar essa questão numa perspectiva de milhões de anos constata que não existe alternativa possível ao estado actua, à vontade em sobreviver.
    Imagine-se uma espécie que não estima a sua sobrevivência, logo, tem menores probabilidades em existir, transmitirá essa informação às gerações futuras levando à extinção.
    As bactérias e outras criaturas acéfalas existem devido à grande capacidade de reprodução.

    Não precisa sequer de acreditar na teoria da evolução só nas respostas mais racionais.

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  14. jonas says:

    Será que uma” resposta racional “seria que “milhões de anos” tem a capacidade de transformar uma protocelula ou melhor,elementos quimicos” ajustados” sem propósito, em um botânico amazonense ou em um físico americano?

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  15. Sérgio Sodré says:

    Mas para quê insistir? Já foi explicado que o Deus dos judeus, Javé, fez isso tudo há 6000 anos para lançar o descrédito no Darwin e seus comparsas para todo o sempre… Alguém pode querer resposta mais racional?

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  16. jonas says:

    É mais racional que um design tenha um designer ao invés do acaso transformar elementos quimicos em um antropólogo Australiano.

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  17. Sérgio Sodré says:

    Neil Shubin refere que há indícios tangíveis que mostram como a predação pode dar origem a corpos. Martin Boreas e sua equipa fizeram a experiência seguinte:
    Pegaram numa alga unicelular e deixaram-na viver no laboratório durante mais de mil gerações. Depois introduziram um predador: uma criatura também unicelular capaz de envolver outros micróbios para os ingerir. Em menos de duas centenas de gerações a alga reagiu tornando-se um aglomerado de centenas de células. Com o tempo, o número de células baixou até se fixar em apenas 8 em cada aglomerado, que se revelou o número ideal, pois tornava os aglomerados suficientemente grandes para não serem comidos, mas ainda pequenos quanto baste para que cada célula continuasse a captar luz para sobreviver. O mais surpreendente aconteceu quando o predador foi removido: as algas continuaram a reproduzir-se formando seres com 8 células. Uma versão simples de um ser multicelular tinha surgido a partir de um ser unicelular.
    Se uma experiência consegue produzir em poucos anos um novo ser deste modo, o que poderá acontecer ao longo de milhares de milhões de anos com inúmeros seres sendo expostos e inúmeros estímulos?
    Especialmente quando a composição das rochas revela um grande aumento do oxigénio na Terra há cerca de 1000 milhões de anos, o que permitiu corpos cada vez mais complexos.
    Um ser com o um novo design (8 células contra apenas 1) não devido a um designer, mas como reacção ao desafio de um predador… a puro impulso da sobrevivência, a puro sentido da vida inscrito na Natureza do Universo.
    ….A não ser que Javé se tenha condoído da bacteriazinha…

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