Ludwig Krippahl: O Estado Não Tem Nada Que Suportar Medidas Que Contradizem o Meu Neo-Ateísmo

O militante ateu e ávido evolucionista Ludwig Krippahl fez um post em resposta ao post que já lhe tinha sido dirigido. Depois de ler a sua “resposta” fiquei com a sensação que 1) ou o Ludwig não lê com atenção aquilo que os cristãos escrevem (o que duvido) 2) ou ele resolve forcar-se em pontos irrelevantes como forma de esconder a sua inabilidade de lidar com os factos da Medicina.

Por exemplo, na minha resposta eu escrevi:

Há vários estudos deste calibre feito por cientistas sérios, que demonstram que a religiosidade judaico-cristã produz efeitos positivos nos seus praticantes. 

Depois de eu ter identificado a religiosidade (não os padres) como fonte de conforto e suporte em momentos de dificuldade, como é que o militante ateu Ludwig começa a sua épica “refutação”?

O Mats acha que o Serviço Nacional de Saúde deve pagar padres, desde que sejam cristãos. 

Desafio o Ludwig a mostrar onde é que eu disse tal coisa.

Porque é que uma pessoa com formação académica resolve deturpar aquilo que é dito como forma de “refutar” o ponto alheio? Há uma explicação: o Ludwig está consciente ou inconscientemente a seguir a Regra 12 do livro “Rules for Radicals” de Saul Alinsky. Essa regra diz:

Escolhe um alvo, congela-o, personaliza-o e polariza-o. Remove toda a rede de apoio e isola o alvo de toda a simpatia. Persegue as pessoas e não as instituições; as pessoas magoam-se mais facilmente que as instituições. 

O que o militante ateu está a fazer é tentar isolar e personalizar toda doutrina cristã nos padres, e refutar tudo o que o Cristianismo diz com os actos deles. Quem fôr ler o que eu disse vai ver que a palavra “padre” nem aparece no post.

O que o Ludwig não entende é que religiosidade judaico-cristã não tem que ser necessariamente praticada nos hospitais por padres. Aliás, não só nem é preciso ser uma pessoa do clero para se oferecer suporte espiritual judaico-cristão, como também não tem que ser necessariamente num hospital.

A frase inicial do post do Ludwig não faz sentido nenhum, especialmente se levarmos em conta o que já tinha sido escrito no post que originou a sua tentativa de resposta.

No entanto, o artigo que o Mats referiu omite o resultado principal do inquérito, cujo objectivo não era aferir a eficácia dos padres como medida terapêutica, como se compreende facilmente por apenas perguntar a opinião dos médicos e nem sequer mencionar padres. 

Mas ninguém disse que o objectivo do estudo era o de mostrar a eficácia dos padres como medida terapêutica. Isto é mais uma fútil tentativa do missionário ateu de desvirtuar o ponto em discussão.

Os militantes ateus insurgem-se contra a comparticipação estatal em medidas de apoio espiritual aos doentes (mediante requisição dos próprios doentes) porque eles (os militantes ateus) pensam que 1) Deus não existe e 2) essas medidas não funcionam. Em resposta a isso eu listei dois textos (1, 2) onde se mostra que a espiritualidade judaico-cristã pode ajudar as pessoas a lidar com certas e determinadas situações médicas e psicológicas.

Dado isto, não se entende como é que um artigo onde NÃO se mede “a eficácia dos padres como medida terapêutica” é evidência contra um post que NÃO alega que padres são “medida terapêutica”. Talvez o Ludwig possa explicar isso num próximo post.

O comunicado de imprensa da Universidade de Chicago, onde trabalha o autor, relata que o estudo mostra não haver correlação entre a religiosidade dos médicos e o tratamento de doentes desfavorecidos. 

Nem tinha que mostrar, porque não era esse o ponto.

Em suma, um estudo mostrando que ser religioso não faz os médicos dedicar mais tempo aos menos favorecidos não é uma demonstração conclusiva dos efeitos terapêuticos dos padres. 

Em suma, um estudo mostrando que ser religioso não faz os médicos dedicar mais tempo aos menos favorecidos não serve de evidência contra um post que não alega que ser religioso faz os médicos dedicar mais tempo aos menos favorecidos.

Os erros de lógica continuam:

Um resultado importante foi que a insistência nestes tratamentos mais agressivos, como ressuscitação e ventilação artificial, não resultou em «quaisquer diferenças na taxa de sobrevivência nem conduziu a um final de vida com mais qualidade». Essencialmente, este estudo demonstra que as pessoas mais religiosas, e com menos educação, têm mais dificuldade em lidar com estas situações extremas. 

O que o Ludwig não menciona é que a evidência que ele usa de que essas pessoas tem “mais dificuldade em lidar com essa situações” é que as pessoas com fé religiosa fazem todos os possíveis para se manter em vida – não desistindo de acreditar que é possível haver curas quando o limitado conhecimento do homem chega ao fim.

Por outras palavras, os mais inclinados para o ateísmo param de lutar pela vida mais cedo, enquanto que os mais religiosos (judeus e cristãos) lutam até ao fim. Será que o Ludwig quer mesmo defender que lutar pela vida é uma “dificuldade em lidar com estas situações”?

Nós temos vários casos mundiais onde eventos que iam para além da Medicina ocorreram (Three-year-old boy who was clinically dead for hours“, “Miracle” as Baby Begins Breathing after Two Hours). Segundo a óptica neo-ateísta do Ludwig, os médicos que lutaram até ao fim para salvar estas vidas tiveram “dificuldade em lidar com estas situações extremas”.

Assim, sendo a saúde dos doentes e a boa gestão do dinheiro público mais importante do que a religião do Mats, concluo que mais vale investir em medicamentos ou outras terapias. 

Ninguém ofereceu a dicotomia “ou medicamentos ou os padres”. Isto é mais um falso dilema que o Ludwig levantou sem explicar porquê.

Ou mesmo na educação, que parece ser um bom substituto para a religiosidade. 

Como se vê no caso dos EUA: um dos países mais cristãos do mundo é ao mesmo tempo o líder mundial da tecnologia e dos avanços científicos. Nenhum outro país na história da Humanidade ganhou mais prémios Nobel do que este pais cheio de fundamentalistas cristãos e judeus ortodoxos.

Como sempre, a realidade recusa-se a conformar com a militância ateísta.


Houve algumas coisas que o Ludwig se “esqueceu” de citar provavelmente porque citando-as, o argumento que ele não chegou a lidar (“a religiosidade judaico-cristã produz efeitos positivos nos seus praticantes”) seria confirmado:
  • “More than half of physicians say religion and spirituality influence patients’ health, and three in four doctors believe that religious beliefs help patients cope and provide a positive outlook, according to a new study.” *
  • They found that 56% of physicians believe religion and spirituality have a significant influence on health and 54% said a supernatural being intervenes at times. *
  • 76% of doctors believe that faith helps patients to cope, 74% said it gives patients a positive state of mind and 55% said it provides emotional and practical support. *
  • Strong religious faith can help terminally ill cancer patients to better handle and cope with their disease during their last weeks of life, according to Boston scientists. **

Conclusão:

O Ludwig não chegou a lidar com o argumento principal do post que gerou a sua resposta. Ele apenas arranjou um “demónio” para atacar e limitou-se a fazê-lo. Iniciou o seu post alegando que eu acho “que o Serviço Nacional de Saúde deve pagar padres, desde que sejam cristãos” quando eu nunca disse tal coisa. Depois lidou com “a eficácia dos padres como medida terapêutica”, mas ninguém alegou coisa que se pareça.

Este tipo de mentalidade é muito comum no Ludwig e nos militantes ateus. Como eles são incapazes de lidar com os dados da ciência e com o Cristianismo, eles deturpam ambas como forma de justificarem o seu ateísmo. Mas o mundo não funciona assim.

O Estado laico pode e deve comparticipar com medidas com provas dadas no que toca ao suporte espiritual dos pacientes. Como o Jairo já escreveu, a laicidade não é plataforma para a Teofobia e Cristofobia. Um Estado laico não está impedido de se associar a organizações católicas como forma de dar suporte social aos mais desfavorecidos.

O Estado laico trabalha com tudo e com todos desde que sejam para o bem da sociedade. Os militantes ateus colocam a sua ideologia maligna acima da saúde alheia. O seu ódio, raiva e desprezo a tudo o que é cristão é tão doentio que nem as idosas escapam aos seus ataques.

O militante ateu é uma pessoa doentia e socialmente perigosa como as evidências assim o confirmam. Não é de bom tom deixar que estes “revolucionários” frustrados e decadentes conduzam a maioria moral do país para aquilo que o filósofo católico Olavo de Carvalho chama de “espiral do silêncio“.

Vêr também:

1. Prominent scientists show the efficacy of trust in God to treat anxiety.

2. Ludwig Krippahl diz que assistência espiritual é “uma mentira”, porque sim. Neo Ateísmo Português

3. Ludwig Krippahl e restantes Associados pela inexistência de Deus pensam ter autoridade para condenar e exigir o fim do apoio espiritual aos doentes, no SNS. – Neo Ateísmo Português

4. Psiquiatra ateísta age histericamente contra o apoio espiritual aos doentes tratados pelo SNS. – Neo Ateísmo Português

About Mats

"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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2 Responses to Ludwig Krippahl: O Estado Não Tem Nada Que Suportar Medidas Que Contradizem o Meu Neo-Ateísmo

  1. Herberti says:

    Mais constrangedor do que isto é só mesmo “Deus, um delírio” de Dawkins, onde um mero biólogo se mete a filósofo e teólogo, tentando explicar coisas sobre as quais nada sabe, usando argumentos tendenciosos, cheios de preconceito e ciência ruim.
    Os ateus partem do pressuposto de que todo religioso (cristãos em particular) é inculto ou mentalmente deficiente, se esquecendo de que, tanto no passado como no presente, o mundo científico está repleto de homens e mulheres com firmes convicções religiosas e fazendo boa ciência.
    É certo de que muitos religiosos vivem em um mundo próprio, no qual somente as regras deles imperam. O problema é que alguns ateus não ficam nada a dever.

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  2. Esse Saul Alinsky é o guru de Hussein I, o actual Imperador dos EUA.

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