Cientistas com 8 anos publicam artigo em jornal revisto pelos infalíveis pares

Não se sabe se esta iniciativa põe as crianças sob boa luz ou se faz com que os cientistas fiquem mal vistos.

Como é possível que uma revista científica sujeita a revisão de pares publique material escrito por crianças? Durante a altura do ClimateGate a frase “revisto por pares” era suposto acabar com todo e qualquer debate uma vez que (supostamente) tudo o que passa pela revisão de pares é impecável e a ciência por trás dela inquestionável.

Uma revista científica da prestigiosa Royal Society publicou um estudo conduzido e escrito por estudantes de 8 anos.Baseados no trabalho levado a cabo no pátio duma igreja, as crianças investigaram a forma como os abelhões viam as cores e os padrões. A organização científica diz que o projecto escolar das crianças reportou descobertas que são “um genuíno avanço” nas áreas de coloração insectívora e na área de reconhecimento de padrões.

Os cientistas que comentaram o trabalho das crianças afirmam que, embora as experiências fossem modestas e não tinham análise estatística, elas aguentavam-se bem quando comparadas com o trabalho de especialistas treinados.

Como é que um trabalho sem análise estatística pode ser publicado numa revista científica? O que é que isto nos diz sobre o rigor do “peer-review”?

Conclusão:

Talvez esta falta de rigor nas revistas científicas actuais explique a sua devoção em torno da teoria da evolução. Para quem acredita que répteis evoluíram para pássaros, acreditar que crianças de 8 anos podem trazer “um genuíno avanço” à ciência é um pequeno passo.

Esta notícia mostra também que o facto de algo passar o peer-review (revisão de pares) não significa que seja de facto científico. Há muito jogo de poder e muitos interesses envolvidos nas revistas científicas. Algumas teorias podem ser firmemente confirmadas pelos dados observacionais mas serem rejeitadas das publicações científicas por motivos políticos (Aquecimento Global) ou ideológicos (Criacionismo).

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"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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17 Responses to Cientistas com 8 anos publicam artigo em jornal revisto pelos infalíveis pares

  1. Nuno Dias says:

    o rigor com que é feito jornalismo é normalmente bastante inferior ao que se faz ciência.

    os papers que tive oportunidade de publicar tiveram revisão de 2 orientadores e 3(?) avaliadores. A qualquer um dos 5 conseguia enganar falseando os resultados. No entanto, um qualquer resultado facilmente poderia ser verificado.
    Pesa a currículo de quem orienta como legitimação de credibilidade.

    Curioso, no entanto, que todo e qualquer artigo com pressuposto criacionistas seja chumbado. “Vocês não sabem mais do que miúdos de 8 anos”😀

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  2. Ainda espero, sentado, por um artigo em história, numa universidade católica, com a história da civilização em 6000 anos….

    Quando não se consegue o melhor é dizer que a história é uma treta e que a ciência é baseada na fé…

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  3. Adalberto Felipe says:

    Jão Melo,

    Vários artigos estão lá já, mas tem sido censurados pelo seus amiguinhos evolucionistas.

    Não sei quantos milhões de vezes falamos sobre isso a você, refutando suas ironias.

    Ah, como seria bom se a ciência deixasse de ser domínio do naturalismo!! Se esse paradigma atual fosse revisto.

    Esse papo de que a ciência é relativa, de que não há outra alternativa a evolução é o mesmo que ver um esquerdista falando de democracia, que lutam pela liberdade e que ouvem a população.

    No fundo, os evos “tem” a evolução como verdade absoluta. No fundo eles sabem que existe outra alternativa a evolução, mas a que existe envolve algo que eles não querem acreditar, que se recusam a ver, que querem se rebelar contra.

    Só de falar o nome (criacionismo :-D) eles já sentem uma repulsa… e até preconceito, visto facilmente nos sites ateus.

    “Não quero acreditar em Deus. Assim, escolho acreditar no que sei ser cientificamente impossível, geração espontânea e evolução.” diz George Wald, prêmio Nobel e professor emérito de Biologia da Universidade de Harvard.

    “Materialismo é uma verdade absoluta, assim não podemos permitir um ‘pé divino’ na soleira da porta” – Richard Lewontin.

    [joao_melo_mode]

    Ah, mas as universidades católicas podiam publicar isso!!!

    [/joao_melo_mode]

    Não é bem assim. Universidades tem que seguir grades curriculares obrigatórias e fiscalizadas pelos órgãos de educação do país ligados ao governo e se descumprirem isso correm risco de ser fechada sem piedade.

    Aqui no Brasil (não sei como é em Portugal), temos o MEC (Ministério da Educação). Um órgão ligado ao governo esquerdista brasileiro que quer centralizar as coisas cada vez mais, que ensina comunismo às crianças e até que envia livros às crianças narrando estupro.

    Com órgãos assim, os esquerdistas cada vez mais assumem o controle do que é ensinado nas escolas e nas universidades.

    Com isso, a ciência é livre, não fica só refém do naturalismo e progride muito. Sem contar os futuros políticos que se formam nas faculdades (se é que se formam), que seram futuros esquerdistas, pregando liberdade a todos!” hahahaha

    Só Jesus mesmo para corrigir e nos livrar da falsamente chamada ciência!! (I Timóteo 6:20)

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  4. Mats says:

    Adalberto,
    O João vai repetindo os mesmos mantras porque pensa que não há resposta.

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  5. Nuno Dias says:

    o tal artigo
    http://rsbl.royalsocietypublishing.org/content/early/2010/12/18/rsbl.2010.1056.full.pdf+html

    Simples. É só fazer umas perguntas, umas experiências e apresentar os resultados.

    É a vossa vez (e podem escolher o tema).

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  6. ximxenhor says:

    “revisão de pares é impecável e a ciência por trás dela inquestionável” — pois há. A ciência é uma actividade humana. Os cientistas, seres humanos, agarram-se aos seus paradigmas, tb se zangam, tb querem estatuto , etc.. Mas há depois outros que vêm e os questionam e com persistência e, espera-se, com valor, há mudança de paradigma –> Alguém ouviu falar de Kuhn? Mas o que é certo é que tem havido uma “certa” evolução (perdão por esta palavra). com todos os defeitos, a ciência permite, por exemplo, que estejamos a escrever textos e a partilhar ideias a milhares de quilómetros de distância.
    Qual seria a alternativa? Uma “ciência bíblica”, ou noutras paragens “al-corónica”? E se sim, não se agarram esses actores aos seus paradigmas/dogmas? E não se zangam ? (já ouvi falar de guerras religiosas, mas não de guerras científicas, a não ser claro, metaforicamente). Não querem esses actores ter estatuto junto das comunidades? Pois é, acabam por haver estes pontos de encontro… com a diferença que em ciência testa-se, põe-se as ideias em jogo, arrisca-se a que nos mostrem por a + b que estamos errados, enquanto que na religião tem-se fé. Respeitemos, mas não confundamos.

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  7. ximxenhor says:

    Adalberto Filipe:
    “Ah, mas as universidades católicas podiam publicar isso!!!

    [/joao_melo_mode]

    Não é bem assim. Universidades tem que seguir grades curriculares obrigatórias e fiscalizadas pelos órgãos de educação do país ligados ao governo e se descumprirem isso correm risco de ser fechada sem piedade.”

    Portanto, as universidades católicas preferem vender-se a defender as ideias que julgam correctas, é isso? Eu nunca chegaria tão longe, mas é o que depreendo destas palavras. Quão longe estão estes cristãos dos primeiros que preferiam ser jogados às feras do que renegar os seus ideais… e convenhamos que ninguém o faria actualmente, pelo que aquilo que essas universidades, nessas palavras, perderiam ao continuar as suas ideias seria bem menos valioso (um lugar) do que os dos primeiros cristãos (a vida) –> assumo que a vida é o bem mais valioso, certo?

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  8. ximxenhor says:

    Parte do inicio do meu comentário (22:08:16)”perdeu-se”. Era mais ou menos assim: ““revisão de pares é impecável e a ciência por trás dela inquestionável” —> esta perspectiva já foi chão que deu uvas. uma das características da ciência é exactamente o facto de aquilo que apresenta poder ser questionado – alguém ouviu falar de falsibicabilidade?

    “Há muito jogo de poder e muitos interesses envolvidos nas revistas científicas.” –há pois há. A ciência é uma actividade humana etc. etc

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  9. É profundamente insultuoso sugerir que a Universidade Católica Portuguesa possa censurar ou ignorar um trabalho cientifico por este ser contrário a orientações do ministério da cultura do Brasil. Ou sofrer pressões académicas, seja de quem for, para não aceitar um trabalho.

    O meu alegado mantra é este:

    Esquecem a biologia e outras ciências. Se de facto tem evidências históricas que a civilização começou há 6000 anos e que houve um dilúvio há 4500 anos, enquanto os Egípcios construíam afincadamente pirâmides – quiçá por ignorância do dilúvio – organizem uma cronologia e apresentem – com evidência e não palpites – um trabalho em história.

    Dizerem que não o podem fazer porque a Universidade Católica Portuguesa iria censurar ou de alguma pressionar investigadores é no mínimo difamatório.

    Num universo paralelo em que a civilização tivesse os tais seis mila anos seguido de dilúvio não me parecia nada complicado ir aos museus procurar as evidências e demonstrar esta tese.

    Claro que havendo evidências , até à saciedade, que andam por cá seres humanos há muito mais tempo – basta uma visita às gravuras de Foz Coa – torna-se impossível escrever algo de coerente nesse sentido.

    Nem me parece um pedido e um mantra muito complicado.

    Nem digo que infirmem a evolução a paleontologia, a química ou a física.

    Apenas que demonstrem que os historiadores, arqueólogos e afins se enganaram e que até é possível através de evidências elaborar uma cronologia da história em seis mil anos. Nem é preciso falar da T.E. ou de religião.

    Se de facto isso fosse possível e dada a consistência com o relato do V.T. a semelhança seria impossível de ignorar.

    A minha humilde questão é porque não fazem…

    Todos sabemos a resposta : uma cronologia assim não bate certo com oas observações…

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  10. Adalberto Felipe says:

    É profundamente insultuoso sugerir que a Universidade Católica Portuguesa possa censurar ou ignorar um trabalho cientifico por este ser contrário a orientações do ministério da cultura do Brasil. Ou sofrer pressões académicas, seja de quem for, para não aceitar um trabalho.

    Eu quero saber onde disse que a Universidade Católica Portuguesa censura trabalhos por não seguir as orientações do ministério da cultura (?) do Brasil.

    Onde?

    O que eu falei é que universidades tem que segur regras e grades curriculares, meu caro, no mundo todo, e que são fiscalizadas pelos ministérios da educação ligados ao governo de seus respectivos países. Ou vai me dizer que em Portugal não tem seu ministério ou órgão fiscalizador?

    Se não cumprirem essas grades podem ser fechadas, não recebem financiamento, nem benefícios, nem nada do governo, simples.

    No mundo esquerdista de hoje se ousarem, vão ser denunciadas, os sites ateus iriam esperniar até (como já esperneiam quando vão construir algo relacionado com o criacionismo) e os alunos formados não iriam ter um emprego, pois o diploma não valaria, pois o naturalismo é obligé nessas partes meu caro.

    Estudos sobre isso que você quer, João Melo existem em vários sites. Não é porquê não foram publicados que quer dizer que não sejam reais. O que é real é a censura com os criacionistas, o preconceito, o naturalismo obrigatório. Coisa que nem você pode negar. Pena que você parece não conseguir ou querer raciocinar depois disso.

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  11. Icarus says:

    Adalberto,

    “O que eu falei é que universidades tem que segur regras e grades curriculares, meu caro, no mundo todo, e que são fiscalizadas pelos ministérios da educação ligados ao governo de seus respectivos países.”

    O ximxenhor escreveu algo fantástico, que eu mesmo na minha sabedoria e humildade😉, não tinha parado para pensar:

    Bons tempos em que os servos de Deus iam as ultimas conseqüências não? Antigamente eles iam para as covas dos leões, eram jogados em fornalhas, eram crucificados, decapitados, etc.

    Hoje preferem proliferar as “mentiras” dos evolucionastes e esquerdistas [sic] para continuar recebendo as mensalidades dos alunos.😉

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  12. Adalberto:

    Mostra lá uma cronologia histórica que seja compatível com o inicio da civilização há 4500 anos.

    Nunca disse que fosse um trabalho a defender o criacionismo. Apenas um inocente trabalho em história. Claro que se as datas fossem coincidentes com a cronologia bíblica poder-se-ia tirar outro tipo de conclusões.

    A verdade é que não é possível fazer um trabalho destes. Não pela alegada censura dos ministérios da educação mas porque essa cronologia não corresponde nem de perto nem de longe às observações.

    Não há o mais pálido indicio que assim tenha sido. Há sim fortes evidências que na época do alegado dilúvio havia civilizações que continuaram o seu dia a dia aparentemente indiferentes à subida das águas.

    Eu não quero discutir a fé de cada um. Cada um pode acreditar no que quer. Não me parece é correcto acusar todos os cientistas de conluio quando pretende que a sua fé particular seja tida como ciência. Histórica ou outra.

    Conclusão:

    É mais que licita e respeitável a fé no criacionismo da terra jovem ou na história Mórmon.

    Não corresponde é a uma verdade factual.

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  13. Mats says:

    João Melo,

    Mostra lá uma cronologia histórica que seja compatível com o inicio da civilização há 4500 anos.

    Ninguém defende que o início da civilização ocorreu há 4500 anos. Pelo menos, nós os cristãos não.

    O que nós dizemos é que o início da civilização ocorreu há cerca de 6000 anos atrás, e isto está de acordo com os dados que temos.

    A verdade é que não é possível fazer um trabalho destes. Não pela alegada censura dos ministérios da educação mas porque essa cronologia não corresponde nem de perto nem de longe às observações.

    Tu queres dizer, não corresponde com os milhões de anos requeridos pela evolução. No entanto, o facto da Bíblia contradizer os milhões de anos é mais um ponto a favor da Bíblia uma vez que não há evidências de que a Terra ou o universo tenham “milhões de anos”.

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  14. Mats says:

    ximxenhor,

    Portanto, as universidades católicas preferem vender-se a defender as ideias que julgam correctas, é isso?

    Infelizmente, alguns (não todos) católicos e protestantes vendem-se a ideias falsas. Por exemplo, aconteceu quando os cristãos censuraram o criacionista Galileu. Os cristãos da era foram enganados pelo geocentrismo e recusaram-se a olhar para o telescópio para verem o que o criacionista Galileu tinha descoberto.

    Portanto, não te admires de ver pessoas que se chamam de cristãos a subscrever ideias falsas e mentirosas como a evolução e os milhões de anos.

    Eu nunca chegaria tão longe, mas é o que depreendo destas palavras. Quão longe estão estes cristãos dos primeiros que preferiam ser jogados às feras do que renegar os seus ideais… e convenhamos que ninguém o faria actualmente

    AI não? Não há cristãos em lugar nenhum do mundo que prefiram morrer por Cristo do que acreditar em mentiras? Tens que ler mais sobre o que os cristãos da Índia e dos países muçulmanos passam.

    Parte do inicio do meu comentário (22:08:16)”perdeu-se”. Era mais ou enos assim: ““revisão de pares é impecável e a ciência por trás dela inquestionável” —> esta perspectiva já foi chão que deu uvas. uma das características da ciência é exactamente o facto de aquilo que apresenta poder ser questionado – alguém ouviu falar de falsibicabilidade?

    Não. Isso não existe.

    Já ouvi falar em Falseabilidade .🙂

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  15. lol esta notícia é de rir. O infalível peer-review volta a atacar com força. Pena que já não posso incluir este episódio na minha tese😦

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  16. Mats

    Veja que interessante esta notícia que acabei de ler:

    http://gizmodo.uol.com.br/gerador-artigos-cientificos-simpsons/

    Mais uma prova do quão “sério” são as revistas que se dizem científicas e “revisada por pares”.
    Somente uma pessoa de muita, mas muita fé (e ingênua) pode acatar cegamente o que os seus editores publicam.

    Sds

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