Os erros de Dorothy Lavigne

Fiquei a conhecer a Dorothy Lavigne quando ela deixou um colorido comentário no postal “Nature” propõe que sejam removidas partes da Bíblia“. Houve muitas falsidades e óbvias deturpações de lógica, e como tal, (antevendo que esta forma de pensar repita-se no futuro) o melhor é fazer uma resposta separada como forma de citá-lo quando for necessária.

A Dorothy Lavigne começa o seu comentário exibindo as suas capacidades de leitura mental afirmando:

Ja sei que não vão aceitar meu comentário (viva a sagrada liberdade de expressão)

Primeiro, se ela sabia que o seu comentário não seria aceite, porque é que se deu ao trabalho de enviá-lo à mesma? Seria só para os olhos do editor do blogue?

Segundo, “liberdade de expressão” não é a mesma coisa que “aceitar a forma como a liberdade alheia é usada”. Tu, Dorothy, tens toda a liberdade para dizeres o que bem entendes, mas o resto do mundo não é obrigado a aceitar as tuas crenças como verdadeiras.

Se eu vejo que o que tu dizes é mentira, e como este espaço no blogger está reservado para aquilo que eu acredito ser verdade (como tu tens o teu espaço no blogger para o que tu acreditas ser verdade), eu não estou na obrigação de publicar o que tu dizes – especialmente quando dizes mentiras óbvias como as que vamos vêr a seguir.

A Dorothy continua:

mas antes de criticar a proposta de edição “evolucionista”, que tal criticar as edições suspeitíssmas feitas por Lutero e pelo Concílio de Niceia?

Quais “edições”? Supostamente a Dorothy subscreve à mitologia de que o Concílio de Niceia (325) foi convocado para se “decidir” quais os Livros que fariam parte da Bíblia. Alegadamente, antes desse Concílio o mundo Cristão não sabia quais eram os Livros Sagrados e quais as fabricações.

Mas tal como este site demonstra, “there appears almost no evidence that the council of Nicaea made any pronouncements on which books go in the Bible“. Ou seja, aquilo que a Dorothy pensa ser a verdade está em clara contradição com os dados da História.

Ou pelo menos apresentem seu posicionamento de forma mais completa e criteirosa, mostrando qual Biblia vc se apoe que se seja editada: a canon católico ou o protestante?

Qualquer uma delas, uma vez que os Livros que os militantes ateus querem editar encontram-se nos dois cânones. A Dorothy aparentemente não sabia disso.

Em segundo lugar, as pessoas que comprovadamente mais doam dinheiro para instituições de caridade, entre elas Bill Gates, são ATEUS.

Como é possível que alguém ainda acredite nestas fábulas? Para isso, ofereço à Dorothy algo que possa útil:

É um facto universal que os Cristãos dão mais do seu tempo e do seu dinheiro para caridade do que os militantes ateus.

Os religiosos eram 25 pontos percentuais mais susceptíveis de fazer donativos do que os seculares (91% para 66%), e 23 pontos mais susceptíveis de fazer trabalho voluntariado (67% para 44%). Traduzindo isto para a moeda americana, isto converte-se numa média anual de ofertas na ordem dos $2,210 entre os religiosos, e $642 entre os seculares.

No que toca ao serviço de voluntariado, os religiosos faziam-no cerca de 12 vezes por ano, enquanto que os seculares faziam-no em média 5,8 vezes por ano.

Para se ter uma visão mais clara, podemos dizer que os religiosos, embora sendo 33% da população, compõem 52% dos donativos e 45% do voluntariado. Os seculares constituem 26% da população mas eles contribuem apenas com 13% do total de dólares e 17% do voluntariado.

Como se isto não fosse suficiente, nós agora temos ateus a afirmarem que o trabalho social dos Cristãos (especialmente da Igreja Católica) é fantástico.

Eis uma das pérolas dessa tradução:

Hoje, um ateu confirmado, fiquei convencido da enorme contribuição que o evangelismo Cristão traz para África: vincadamente distinto do trabalho das Organizações Não Governamentais (ONG) seculares, projectos governamentais e esforços internacionais de caridade. Estes por si só não fazem o trabalho. A educação e o treino por si só não são suficientes. Em África o Cristianismo muda os corações das pessoas. Traz transformação espiritual. O renascer é real. A mudança é benéfica.Eu costumava evitar esta verdade aplaudindo – o quanto era possível – o trabalho prático das igrejas missionárias em África. É uma pena, dizia eu, que a salvação faça parte do pacote, mas os Cristãos – negros ou brancos – verdadeiramente curam os enfermos, ensinam as pessoas a ler e escrever. Apenas uma forma severa de secularismo poderia ver um hospital ou uma escola e afirmar que o mundo estaria melhor sem isso.

Eu condescendia de que se a fé era necessária para motivar os missionários, que seja: mas o que conta era a obra e não a fé.

Mas isto não se ajusta aos factos. A fé faz mais do que apenas suportar os missionários; a fé também transformava o rebanho. Este é o efeito que é tão importante e que eu não posso deixar de observar.

Dorothy, fica um desafio: mostra-me um único aspecto da cultura ocidental que tenha sido melhorada devido ao ateísmo ou o evolucionismo. Mostra-me as instituições de caridade, as escolas e os orfanatos que tenham sido abertos segundo temática ateísta ou evolucionista.

A Dorothy continua com os erros:

Em terceiro lugar, tanto o cristianismo quanto o judaismo e o islã são religiões abrâmicas, a origem da violência religiosa é a mesma- o Pentateuco e a lei mosaica. Est8dar [sic] um pouc [sic] de história e teologia faz bem.

Para já, eu rejeito por completo a estupidez do termo “religião abrâmica”. Não há religiões “abrâmicas”. Há sim o bloco Judaico-Cristão, o bloco islâmico, as crenças orientais e tudo o mais (hinduísmo, budismo, etc). Associar o Judaísmo com o islão ou o Cristianismo com o islão apenas e só porque os islâmicos alegam seguirem a tradição de Abraão é um erro grave.

Se vamos usar essa forma de pensar, então temos que acrescentar os Russelitas (“Testemunhas de Jeová”), os Mórmons, os Ahmadiyahs, a Nação do islão e todas as religiões que alegam seguirem Abraão. Se vais dizer que essas religiões não são bem diferentes da raiz donde emergiram, então tenta dizer a um muçulmano sunita que o honorável Elijah Muhammad era o “último profeta do islão” (como alega a Nação do islão).

Resumindo, não são os não-Judeus nem os não-Cristãos que decidem quem faz parte do nosso bloco ideológico. Nós é que identificamos quem pertence ao nosso grupo e principalmente quem não pertence. Os politicamente motivados muçulmanos não pertencem.

Segundo, a tentativa fugaz de associar o Judaísmo e o Cristianismo à violência islâmica é mal sucedida uma vez que nem o Judaísmo nem o Cristianismo dão aprovação ao terror como forma de conquistar vantagens políticas ou geográficas (ou para criação “de um mundo melhor” sob a dominação de um código moral e político do século 7).

E em quarto lugar, é de uma desinformação terrível confundir darwinismo com darwinismo social.

Quem faz essa “confusão” são os darwinistas. Afinal, quem decidiu que as raças “selvagens” seriam num futuro próximo vencidas pelas raças mais avançadas? Ora, o vosso tio Charles Darwin. É impossível separar o darwinismo social do darwinismo em si. Vocês não gostam dessa união porque o século 20 demonstra de forma clara o quão genocidas essas crenças são.

A origem da eugenia no ocidente, mais uma vez é biblica, uma vez que a lei mosaica já previa punição para que se misturava aos povos “gentios” e excluia cegos, coxos, leprosos, e qualquer pessoa defetuosa do templo.

Aparentemente a Dorothy não sabe o que a eugenia. A eugenia é a tentativa de melhorar a “raça” humana usando princípios evolutivos.

Como é que excluir certas pessoas (incluindo judeus com deficiências físicas) de ministrarem no Templo do Senhor melhora a “raça” humana?

è bem o tipo de desinformação vinda de um blog que, em pleno século XXI, AINDA apregoa a ultrapassada, anti-científica e anti-biblica mitologia criacionista.

Infelizmente, a Dorothy não sabe que o criacionismo era a fé dominante entre os cientistas que fundaram a ciência que a Dorothy agora tenta usar contra o criacionismo. A Dorothy também não diz como é que a crença na Criação como revelada no Livro de Génesis é “ultrapassada, anti-ciência” e anti-Bíblica. Como é que uma doutrina defendida pela Bíblia pode ser “anti-Bíblica”?

Como “aperitivo” ficam aqui alguns links onde a Dorothy pode verificar a irrelevância do evolucionismo para a ciência e como os dados se ajustam melhor com a Bíblia:

Quanto a mim, discordo que a Biblia deve ser editada NOVAMENTE.

Sem dúvida que os Cristãos do mundo inteiro vão ficar mais descansados por saberem que uma blogueira da América do Sul discorda com a edição da Bíblia.

Tal livro maléfico e ímpio (prega a não-piedade com o “outro”)

Mostra o verso em questão. Estou certo que o “outro” deve ser o “homem maldoso” que Moisés disse para não tolerar.

Além disso, como “ex-cristã”, a Dorothy não tem fundamento para criticar a moralidade da Bíblia uma vez que se Deus (o Deus da Bíblia) não existe, todos os comportamentos morais são válidos. O termo “maléfico” dito pela Dorothy é relativo uma vez que para ela Deus não existe.

deve ficar num museu, como lembrança de um época em que se matava com requintes de crueldade,

Sim, o ser humano sempre foi muito para matar. Veja-se na forma como se matam os bebés que se encontram no ventre materno.

estuprava-se mulheres indefesas e crianças de peito, tudo em nome de uma suposto ‘Deus’- que não evolui.

Sim, é triste o que o ser humano fez em Nome de Deus. Hoje em dia cortam-se bebés aos bocados em nome da “ciência” e da “liberdade”. Usando a tua lógica, como alguém faz coisas más em nome da “ciência” então a ciência deve ser criticada.

Além disso, segundo a teoria da evolução o estupro é uma “adaptação evolutiva”.

E por fim, não se diz mais “discoteca” a décadas, hoje se diz “danceteria”. Evoluam pelo menos o vocabulário…

Primeiro, eu vivo em Portugal e como tal falo da forma que se fala em Portugal. Segundo, diz-se “há décadas” e não “a décadas”. Se vais-te armar em professora de português, ao menos tenta não dar erros ortográficos na mesma frase onde me “corriges” de erros ortográficos.

Vou publicar este comentário no blog e em outros lugares, fiquem livres para comentar por la, onde não serão censurados.

Ainda bem que falas nos teus blogues. Eis aqui uma amostra dos blogues que a Dorothy segue ou edita:

  • “Evolução LGBT” – Onde se pode lêr que “Este site é dedicado a temas como espiritualidade, política, sociedade, economia e cultura tendo como foco principal o universo LGBT e o rosacrucianismo.” Ou seja, homossexualismo e ocultismo.
  • “Fudida na Sarjeta” (em construção).
  • “Parada Lésbica” – Onde se lê que é “um portal de cultural para mulheres que amam mulheres“.

Como se isto não fosse suficientemente mau eis aqui a forma como Dorothy se descreve:

A autora do presente blog é atriz, cantora de chuveiro, estudante de Historia pela UFPR, militante pela causa dos direitos LGBT, ex-hetero [homossexual], ex-evangélica (curada desse vicio [mas actualmente viciada na homossexualidade]) e professora nas horas vagas.

Como é normal nas pessoas que se recusam a aceitar a Verdade da Bíblia, o pecado é o motivo por trás de tudo.

Dorothy é homossexual e sabe que tal comportamento está em óbvia oposição à Vontade de Deus (bem em oposição a Medicina e a Fisiologia) mas como não pode admitir que são os seus (novos) gostos sexuais que a afastam de Deus, ela tenta-se justificar alegando problemas morais, históricos e científicos na Bíblia.

Como se viu em cima, os tais “erros” estão presentes, sim, mas na argumentação da Dorothy e não na Bíblia.


Ficamos sem saber se a Dorothy concorda que os ateus evolucionistas deveriam responder ao mundo pelas atrocidades que levaram a cabo antes de sugerirem que partes da Bíblia sejam editadas.

Os ateus comunistas mataram mais de 100 milhões de seres humanos em menos de 100 anos. Não é tempo deles pedirem desculpas ao mundo? Milhares de seres humanos foram mortos por motivos eugénicos. O eugenismo é uma crença evolutiva. Não está na hora dos evolucionistas assumirem um enorme mea culpa e reconhecerem que a sua ideologia teve resultados horríveis?

Obviamente que a Dorothy não vai seguir esse caminho uma vez que ela tem imenso a perder. Afinal, havendo rejeitado Deus como Autoridade Moral na sua vida, a Dorothy nada mais tem que a evolução para explicar a sua origem. Se ela admite que foi essa mesma crença evolucionista que causou milhares de mortos um pouco por todo o mundo, o que é que lhe resta?

Mas isso já é problema dela. Até que ela consiga resolver estes problemas, ela não tem autoridade nenhum para criticar a Bíblia.

About Mats

"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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2 Responses to Os erros de Dorothy Lavigne

  1. joão says:

    Pimba “mesmo nas nalgas”

    GJ

    Abraço
    GBY

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  2. Karina says:

    É, realmente o ateísmo está livrando as pessoas da “época em que se matava com requintes de crueldade”.

    Talvez porque, hoje, para tudo que é mal, os assassinos travestidos de cientistas alegam “não doer, não sentir nada, não fazer diferença, não ser humano”. Tal qual Hitler e Mengele, mas esses eles não falam, aliás, se apressam logo em dizer que Mengele não era cientista de fato.

    Ah, já passou pela cabecinha da Dorothy, tão conhecedora de história (e português) como ela afirma, que a hanseníase era uma doença sem cura, e por isso o isolamento dos “leprosos” era uma questão de saúde, assim como hoje isolam-se as pessoas com gripe aviária, por exemplo?

    Quanto aos cegos e coxos, será que, não fosse pelo Cristianismo, essas pessoas hoje teriam lugar na sociedade? Jesus foi quem restituiu essas pessoas à dignidade que lhes é própria, pois o ser humano tem uma “tendência” a separar tudo que é “diferente”.

    Mais uma vez, Jesus e os cristãos se sobrepõe e muito à Darwin no quesito “tolerância”, pois a teoria da evolução considera uma pessoa com Síndrome de Down “menos humana” que uma pessoa “comum”. Mesmo no Antigo Testamento, eliminar essas pessoas NUNCA foi a resposta entre os povos que acreditavam em Deus, pelo contrário, era prática de povos pagãos.

    E, claro, não podemos esquecer da “caridade” de Bill Gates, que já afirmou diversas vezes querer eliminar os “menos capacitados” da sociedade, por meio do aborto e de outras formas de controle de natalidade. Aplaudamos de pé sentimentos tão nobres!

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