Porque é que invocamos Darwin?

O artigo original do Dr. Philip Skell pode ser lido aqui. As respostas ao artigo original podem ser lidas aqui.

Por Dr. Philip Skell

O meu ensaio em torno do Darwinismo e da Biologia experimental moderna iniciou uma discussão acalorada, no entanto as respostas não oferecem qualquer tipo de evidência para a noção de que a teoria da evolução é a pedra angular da Biologia experimental.

A fisiologia comparativa e a genómica comparativa têm, sem dúvida, sido bastante frutíferas, mas a Biologia comparativa originou-se antes de Darwin e nada deve à sua a teoria.

Antes da publicação do livro “The Origin of Species”, em 1859, a Biologia comparativa focava-se maioritariamente na morfologia uma vez que a fisiologia e a bioquímica ainda estavam a dar os primeiros passos; mas a extensão da lógica comparativa para estas sub-disciplinas dependeu do desenvolvimento de novas metodologias e instrumentos, e não dependeu da teoria da evolução ou imersão na Biologia histórica.

Uma carta menciona a evolução molecular directa como a técnica para se descobrirem anticorpos, enzimas e outras drogas. Tal como a Biologia comparativa, esta técnica tem sido frutífera, não é uma aplicação da evolução darwiniana – é o equivalente molecular da procriação clássica.

Muito antes de Darwin, os criadores de animais usavam a selecção artificial para desenvolverem colheitas e animais melhorados. Darwin apenas extrapolou isto numa tentativa de explicar a origem das novas espécies – mas ele não inventou o processo da selecção artificial.

É de se notar que nenhum destes críticos detalhou um exemplo onde a Teoria/Paradigma Geral de Darwin tenha sido guia na pesquisa até atingir os seus objectivos. De facto, a maior parte das inovações não são lideradas por paradigmas mas por hipóteses testáveis e modestas.

Reconhecendo isto, nem as escolas médicas nem as firmas farmacêuticas possuem nas suas instalações divisões para a ciência evolutiva.

Os fabulosos avanços da Biologia experimental dos último século tiveram uma dependência central no desenvolvimento de novas tecnologias e instrumentos e não na imersão intensiva na Biologia histórica ou na teoria de Darwin.

A evolução não é uma característica observável dos organismos vivos. O que a Biologia experimental moderna estuda são os mecanismos através dos quais os seres vivos mantém a sua estabilidade sem evoluir.

Os organismos oscilam em torno dum ponto mediano e se eles se desviam de um modo significativo desse estado, eles morrem. Tem sido a pesquisa desses mecanismos estabilizadores – e não a pesquisa guiada pela teoria de Darwin – que produziu os maiores frutos da Biologia e da Medicina modernas.

Como tal, eu pergunto outra vez: porque é que invocamos Darwin?

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"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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2 Responses to Porque é que invocamos Darwin?

  1. Maxim says:

    E eu pergunto: porquê que os alunos não podem saber a teoria do criacionismo como uma teoria científica, mas como uma mera tese filosófica? Este ano dei a evolução no 11º ano de Biologia e Geologia e lembro-me que o criacionismo era tratado como um conto de fadas, é consequência lógica que com essa manipulação da informação invoquemos Darwin, não temos a informação [a maioria dos alunos] para não o fazer.

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  2. Mats says:

    Maxim,

    Este ano dei a evolução no 11º ano de Biologia e Geologia e lembro-me que o criacionismo era tratado como um conto de fadas,

    Os militantes evolucionistas dizem que não querem o criacionismo nas escolas mas isso é falso. Eles querem o criacionismo nas escolas desde que seja para ridicularizar e criticar. Se for para mostrar como as evidências estão de acordo com a Bíblia, os evolucionistas já não querem.

    https://darwinismo.wordpress.com/2011/07/19/evidencias-para-uma-terra-jovem/

    Ou seja, eles usam de uma dualidade de critérios típica de um ideólogo.

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