Traça bloqueia sonar dos morcegos

Os engenheiros náuticos não são os únicos que podem perturbar o sonar do inimigo. Cientistas descobriram uma espécie de traça-tigre que frustra os planos dos morcegos esfomeados emitindo cliques ruidosamente altos para bloquear a habilidade de eco-localização do morcego.

Há muito que os pesquisadores sabiam que algumas espécies de traças enviam cliques em resposta ao sonar dos morcegos, mas até agora, ninguém tinha provado que os supracitados cliques tinham alguma influência no morcego.

O estudante de ecologia da Universidade Wake Forest Aaron Corcoran, (co-autor do estudo publicado na revista Science) declara:

A ideia da perturbação do mecanismo já circulava há cerca de 50 anos, mas ninguém havia colocado um morcego e uma traça juntas (numa sala de vôo) para vêr o que acontecia.

Corcoran e os seus colegas colocaram uma espécie específica de traça-tigre, a Bertholdia trigona, contra morcegos castanhos treinados a caçar numa sala de vôo.

Enquanto as traças foram capazes de emitir cliques, os morcegos não as conseguiram capturar (embora as traças estivessem presas e suspensas por uma corda).

Mas quando os cientistas perfuraram as estruturas produtoras de som da traça (impossibilitando-a de emitir os cliques), a traça rapidamente se tornou no almoço do morcego.

James Fullard da Universidade Toronto – que não esteve envolvido no estudo – afirmou:

Este é o primeiro bom caso sólido disto ocorrer . . . Para este morcego e para esta traça parece convincente que algum tipo de perturbação está a ocorrer.

Fullard afirmou que uma das coisas que torna este estudo tão excitante é que nem todas as traças que produzem cliques conseguem perturbar o sonar. Pesquisas prévias revelaram que duas outras variedades da traça-tigre produzem cliques que são demasiado tranquilos para interferir com a eco-localização dos morcegos.

Em vez disso, afirmou Fullard, estas traças provavelmente usam o clique como um aviso: uma vez que a maioria das traças que respondem com cliques são venenosas, os cientistas colocam a hipótese do clique servir de aviso: “Não me comas. Eu tenho um mau sabor”.

Mas não só a traça B. trigona não é venenosa como se deve levar em conta que os pesquisadores da Wake Forest usaram morcegos jovens que não haviam tido ainda qualquer contacto com traças produtoras de cliques e portanto não haviam aprendido a equivaler os cliques com o mau gosto. Mesmo depois de tentativas múltiplas e em noites distintas, os morcegos não podiam capturar a traça B. trigona.

Corcoran afirma:

Estivemos em testes durante sete dias mas os morcegos nunca se habituaram. Eles foram imediatamente “desviados” pela traça através de toda a experiência.

Os mamíferos assustam-se facilmente, mas estes morcegos não parecem estar a ser afectados pelo susto.

Mecanismo desconhecido.

Os pesquisadores não sabem ainda como é que o sistema anti-sonar das traças funciona, mas eles possuem duas hipóteses:
  • Os cliques da traça provavelmente agem como ecos falsos – essencialmente forçando o morcego a vêr em duplicado
  • Ou então elas interrompem o eco do morcego, fazendo com que a presa pareça estar mais próxima do que realmente está.

Ao contrário das outras traças, a B. trigona parece estar particularmente construída [por Quem?] para perturbar o sonar do morcego uma vez que consegue produzir 4,500 cliques por segundo. Um barulho quase constante é importante porque previne que o morcego oiça o eco do seu próprio sonar.

O perito em eco-locação Bill Conner, líder do projecto, misturou verdadeira ciência com mitologia evolutiva ao afirmar:

Se a temporização for acertada, se um clique chegar ao morcego na janela dos 2 milisegundos antes da chegada do eco verdadeiro, isto vai desviar o software de mapeamento do morcego . . . . Por isso é que pensamos que este animal tenha evoluído sons que cobrem todo o tempo acústico.

Esta referência à teoria da evolução está totalmente fora do contexto uma vez que até agora falamos de estruturas que envolvem planeamento, sofisticação, design e interdependência. Nada disto requer a intromissão de Darwin.

Conner continua:

Se ouvirmos as gravações, as traças fazem cliques o tempo todo e isso aumenta de forma significativa as probabilidades de alguns cliques serem assimilados na janela temporal precisa.

O grupo descobriu a traça B. trigona numa floresta do Equador, mas ficaram felizes por haverem descoberto a mesma forma de vida em regiões tão a norte como o Arizona.

Fonte


A única menção que é feita em todo o texto à mitologia neodarwinista é a que foi ressalvada logo na altura. Como se pôde ver, ela era totalmente desnecessária para o avanço do nosso conhecimento.

Este tipo de pesquisa revela mais uma vez que a inferência para o design é a que melhor explica a origem dos sistemas e sub-sistemas presentes nas formas de vida. Tentar encontrar uma força não-inteligente que consiga gerar sistemas de emissão, recepção e análise de som é claramente um empreendimento cientificamente ridículo.

A tragédia da ciência actual é que há centenas de pessoas um pouco por todo o mundo que passam o seu tempo (e o nosso dinheiro) a tentar encontrar evidencias para as alegações neodarwinistas. Isto é o que se chama perder o tempo a perseguir traças.

About Mats

"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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