Evolucionista: “Eu Não Sei Qual É a Razão do Percurso do Nervo Laríngeo Portanto o Mesmo Evoluiu”

O que primeiro começa o seu pleito, justo parece; mas vem o seu companheiro e o examina.
Provérbios 18:17

O ateu Mallmal desafiou-me a explicar o motivo da travessia do nervo laríngeo. Segundo o argumento Teológico proposto pelos ateus, “Deus nunca faria algo assim” portanto isto é o resultado do mitológico processo evolutivo.

Não deixa de ser curioso o facto dos ateus esperarem que os cristãos sejam capazes explicar as motivações de Deus ao construir algumas estruturas biológicas da forma que são, mas ao mesmo tempo, eles são incapazes de explicar como é que uma única célula pode ser o resultado de forças não inteligentes. Nós temos que conhecer as intenções do Todo Poderoso, mas eles nem capazes são de explicar a origem de uma célula. Este duplo padrão é muito revelador.

Outra coisa a levar em conta pelo desafio do Mallmal é que, ao contrário do que muitos ateus dizem, quando se discute a origem das espécies só há duas opções: criação ou evolução. Isto é evidenciado pelo facto do Mallmal assumir que “mau design” é evidência contra Deus, e desde logo evidência a favor da evolução.

Ora, se isto é assim, então o reverso também é perfeitamente lógico: evidência contra a evolução é evidência a favor da criação. O curioso é que os ateus já não aceitam esta última parte; ou seja, embora para eles seja válido que evidências contra Deus sejam evidências a favor da teoria da evolução, evidências contra esta última nunca podem ser evidências a favor de Deus. Dito de forma científica, “caras eu ganho, coroas tu perdes“.

O nervo laríngeo recorrente (NLR) no homem é encontrado ramificando-se a partir do 10º (décimo) nervo craniano na cavidade do peito. Os 12 nervos cranianos fazem parte do elegantemente arquitectado sistema nervoso autonómico que controlam involuntariamente os processos corporais, incluindo a digestão, o batimento cardíaco e a respiração. Nem o Mallmal nem o Homero Ottoni nos deram uma explicação científica sobre a origem não-inteligente de um sistema nervoso que funciona involuntariamente. Talvez eles sejam capazes de fazer isso num futuro próximo?

Os ateus evolucionistas alegam que o Criador é um “Mau Designer” por ter colocado o NLR a dar uma volta para dentro do peito, fazendo um loop em volta de um ligamento do pulmão antes de voltar a laringe.

Foto tirada do blog Mallmal

Segundo o agnóstico evolucionista Michael Denton “O nervo laríngeo recorrente faz um loop em torno da aorta e volta à laringe em vez de fazer uma travessia directa.1Por outras palavras, “Porque não estender o nervo directamente do cérebro para a laringe?

Antes de colocar aqui uma resposta, os cristãos devem-se lembrar que a lista de “mau design” proposta pelos ateus é sempre provisória. A sua fé de que é “mau design” é exacerbada pela sua falta de conhecimento científico. Num passado não muito distante os evolucionistas consideravam o apêndice como um órgão vestigial mas a ciência refutou a sua crença. Se voltarmos o tempo atrás veremos que os evolucionistas tinham uma lista bem extensa de supostos órgãos vestigiais mas à medida que a ciência avançava, essa lista foi ficando cada vez mais pequena.

Os evolucionistas são um dos poucos grupos deste mundo que usa a sua falta de conhecimento como evidência a seu favor. Eles essencialmente dizem “Eu não sei qual é a função desta estrutura biológica e como tal ela evoluiu!“. Será isto lógico?

Exemplos do imaginado “mau design” inclui também o supostamente mal arquitectado polegar do urso panda. O falecido ateu marxista S. J. Gould2 repetidamente citou esta estrutura mas esqueceu-se de informar que o panda aparenta estar a viver muito bem com este suposto “mau design”.

Em décadas mais recentes os evolucionistas ateus como o Clinton Richard Dawkins tem vindo a afirmar que a retina do nosso sistema de visão está “construída ao contrário“. Se o Criador existisse Ele certamente não construiria esse sistema de forma a que a orientação das células foto-receptoras estivesse de forma a que a sua parte sensorial estivesse direccionada em oposição à fonte de luz.

Hoje em dia nós ouvimos cada vez menos este argumento. Porquê? Porque os cientistas que de facto percebem sobre o funcionamento da visão demonstraram que o aparato visual está construído exactamente da forma que deveria estar de forma a receber os fotões (luz) e direccionar os impulsos através dos nervos ópticos para a parte traseira do cérebro, onde elas são convertidas em imagens.

Aliás, se o nosso sistema de visão fosse construído da forma que os evolucionistas imaginam, nós seríamos cegos!

Então e o nervo?

Porque é que o Criador criou NLR com essa volta toda? Para os biólogos ateus, baseados na sua fé na teoria da evolução, isto é estranho e desnecessário, mas os cientistas cristãos e os médicos que estão a investigar este aparato possuem algumas teorias. Ao contrário dos ateus que qualificam isto de “mau design” e imediatamente se recusam a estudar uma possível função para essa volta, os verdadeiros cientistas estão a procura de respostas científicas. Isto mostra como a teoria da evolução é um impedimento para o avanço científico.

Existem ramos do NLR que passam por cima e por baixo da laringe (ambos ramificam-se a partir do vago) e isto poderia permitir alguma preservação de função em caso de algum se danificar. Redundância informacional é evidência de bom design. O NLR passa muito perto da base da aorta e provavelmente a variação do diâmetro da aorta pode alterar a função do NLR.

Claro que os campos da neuro-anatomia e fisiologia são uma afronta para a teoria que postula uma causa não inteligente para a biosfera (evolução). A origem da impressionante complexidade da vida não é algo que esteja ao alcance de processos naturais não inteligentes.

Os evolucionistas que expliquem ao mundo o aparecimento e a evolução gradual do cérebro humano enquanto os criacionistas tentam descobrir um motivo para a viagem do NLR. Acho que mais cedo nós teremos uma resposta científica para a última do que para a primeira.

Conclusão:

Daquilo que pude verificar e pesquisar, não há respostas definitivas em relação aos motivos que levaram Deus a construir o NLR com esta travessia, mas há algumas teorias testáveis. Assumir-se que é “mau design” e cruzar os braços não é resposta. É preguiça mental.

Como cristão e sabendo o Deus que eu tenho (que “Tudo faz bem” – Marcos 7:37) , eu posso fazer uma previsão científica: embora hoje não haja uma resposta definitiva para este percurso, um dia os cientistas vão descobrir os motivos para tal. O meu Deus não faz as coisas por acaso e se esta estrutura biológica está disposta desta forma, então há uma razão para tal. É nosso dever estudar, testar, pesquisar, perguntar até encontrarmos a resposta sobre a razão disto ser como é.

O meu desafio para o Mallmal é o seguinte: quando os cientistas descobrirem a razão deste percurso, estás disposto a fazer um post no teu blog e a reconhecer que foi a tua falta de conhecimento científico que te levou a assumir que isto é “mau design”? Ou será que vais ignorar os dados da ciência?

Eu dei-te a minha resposta o melhor que eu sei, reconhecendo que, de acordo com o que pude ver, ainda não há explicação científica para tal travessia. Espero que tu também possas ser honesto e reconhecer que a tua fé no ateísmo levou-te a ver “mau design” onde ele não existia.

Como vai ser, Mallmal? Fico à espera da tua resposta.


[ACTUALIZAÇÃO – 02-05-2010,14:00]

O Dr Jonathan Safarti diz em relação ao trajecto do NLR:

Acho que te estás a referir ao NLR, uma vez que, ultimamente, este argumento tem dado algumas voltas na boca de vários ateus, incluindo o Dawkins. É por isso que eu falo em algum detalhe acerca disto no meu último livro “The Greatest Hoax on Earth?

O bem conhecido livro escolar “Gray’s Anatomy” declara:

“As the recurrent nerve hooks around the subclavian artery or aorta, it gives off several cardiac filaments to the deep part of the cardiac plexus. As it ascends in the neck it gives off branches, more numerous on the left than on the right side, to the mucous membrane and muscular coat of the esophagus; branches to the mucous membrane and muscular fibers of the trachea; and some pharyngeal filaments to the Constrictor pharyngis inferior.”

Ou seja, Dawkins e os outros ateus apenas consideram o destino principal, a laringe. Na realidade, o nervo desempenha um papel importante em abastecer partes do coração, músculos da traqueia e membranas mucosas, e o esófago. Isto pode explicar o seu trajecto.

Tal como tinha sido dito, se o NLR está da forma que está, e tendo o mesmo sido o resultado de Design Inteligente, então seria de esperar alguma função para a sua trajectória. Segundo o dados médicos, a sua trajectória pode ser explicada como forma de abastecer as áreas por onde o NLR passa.

O que fica desta situação é o quão cientificamente estéril o ateísmo é. Enquanto o cristão se debruça sobre o problema e tenta encontrar alguma razão para as coisas estarem como estão, o ateu apenas diz que é “mau design” e perde toda a motivação em tentar descobrir a função.

Longe de ser um impedimento para a ciência, o cristianismo motiva as pessoas a tentar perceber o porquê das coisas funcionarem como funcionam. O ateísmo, por outro lado, é um beco sem saída.


Referências:
1. Denton, Michael J., Nature’s Destiny, Free Press, 1998, p. 260.
2. Gould, S. J., “The Panda’s Thumb of Technology,” Natural History, January 1987, p. 14.

Algumas porções do texto foram traduzidas a partir do original.

About Mats

"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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2 Responses to Evolucionista: “Eu Não Sei Qual É a Razão do Percurso do Nervo Laríngeo Portanto o Mesmo Evoluiu”

  1. Dalton says:

    Há uma imensa e gigantesca diferença entre os argumentos propostos pelas partes.
    O evolucionista contesta a formação do órgão no modelo D.I. pq parece “ilógico”.
    O criacionista pede para que o evolucionista demonstre como diabos o órgão veio a existir como é.

    A diferença é que a “refutação” que o evolucionista sugere é simplesmente baseada em achismo: “Eu ACHO que o design do órgão é ruim, portanto é um MAU design, mas como o D.I. só faz designs perfeitos, não pode ser ele quem fez o design.”.

    Enquanto a refutação, na verdade, nem é refutação, mas sim validação, que o criacionista pede ao evolucionista: “Bom, se o evolucionismo é real e científico você, evolucionista, não teria problemas em mostrar, com evidências, como este órgão chegou a ser o que é.”. Mas o evolucionista não mostra suas bases para seus ideais.

    Achismo contra validação científica, qual é o mais coerente?

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  2. Mats says:

    O problema é que os militantes evolucionistas não têm mente científica mas sim mente religiosa. Esse é um dos erros que nós Cristãos fazemos ao tentarmos mostrar aos evolucionistas os seus erros.

    Nós pensamos sempre que estamos a falar com uma pessoa que genuinamente aceita os dados da ciência quando de facto estamos a falar com um extremista religioso. (Imaginem um bin Laden num laboratório).

    É por isso que para os evolucionistas dizer “Deus não pode ter criado este sistema biológico PORTANTO o mesmo evoluiu” é um “argumento científico”. Eles realmente acreditam nisto. Impressionante.

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