Dário Codina: “Criticar cientistas é o mesmo que atacar a ciência!”

Aparentemente os cientistas pertencem a uma classe especial na sociedade uma vez que, segundo o Dário Codinha, criticar algumas das suas péssimas decisões é algo condenável. Seguramente que todos nós estamos agradecidos a este esclarecimento levadoa cabo pelo Dário.

Há alguns dias atrás ficamos a saber que alguns cientistas possuem planos para recriar o vírus da Peste Negra. Na altura o texto terminava da seguinte forma:

No entanto, recriar o micróbio da Peste Negra parece ser uma ideia epicamente estúpida.

Obviamente que um dos membros da equipa disse que “a antiga praga presumivelmente seria susceptível aos antibióticos.

Presumivelmente!

Supostamente a crítica a um comportamento tão irresponsável como a recriação dum micróbio que exterminou milhões de seres humanos na Europa implica “denegrir a ciência”. As próprias pessoas que visam recriar o dito micróbio  não tem forma de garantir a segurança alheia, mas mesmo assim, acham que seria boa ideia.

Se os energúmenos que estão à frente deste projecto genocida não têm forma de saber se não haverá uma contaminação geral da população, então todos nós temos o direito de os qualificar de estúpidos, ignorantes e irresponsáveis.

Mas o Dário acha que não. O Dário aparentemente não vê problemas em iniciar investigações sem o mínimo de medidas de segurança. Por aqui se vê como o Dário, e as pessoas envolvidas neste projecto, são irresponsáveis.

O Dário diz ainda:

Este autor, já conhecido por arranjar falácias para denegrir a ciência, agradece à ciência pelos avanços na luta contra a poliomielite e varíola. Contudo acha mal a ciência avançar na luta contra uma futura epidemia de peste bubónica.

Não há problemas em avançar com medidas que visem combater um micróbio tão mortífero desde que sejam feitas de forma responsável. Recriar um micróbio tão mortífero como forma de “presumivelmente” arranjar um antídoto é irresponsabilidade.

Mas como é óbvio este autor não percebe nada de ciência… mas escreve mal sobre a mesma sem a compreender.

Criticar comportamento irresponsável de alguns cientistas não implica uma crítica à ciência em si. O Dário aparentemente não entende a distinção entre cientistas e ciência.

Para finalizar com uma frase típica de quem só gosta de dizer mal:“Além disso, se os cientistas têm planos para recriar algo, acho que seria mais proveitoso recriar o Tigre Dentes-de-Sabre. Este, sim, seria uma forma de vida interessante de se estudar – sem correr o risco de matar milhões de pessoas duma vez.”

Óbvio que, se tal acontecesse, o Mats já estava a dizer o oposto. Ainda por cima escreveu mal da ciência que salvou milhões de pessoas de epidemias e pandemias.

Como é que o Dário sabe o que eu diria se os cientistas recriassem o Tigre Dentes-de-Sabre? Será que ele também tem poderes sobrenaturais para saber o que vai no pensamento alheio?

A “ciência” (cientistas) sem dúvida que produziu trabalho experimental que mais tarde melhorou a qualidade de vida humana:

  • O criacionista Robert Boyle (1627–1691) é o pai da Química moderna e um dos cientistas que demoliu a teoria aristotélica dos quatro elementos. Para além disso, Boyle financiou palestras em defesa do Cristianismo e patrocinou missionários e traduções Bíblicas.
  • Telemóveis dependem de teoria da radiação electromagnética cujos fundamentos dependem do trabalho do criacionista James Clerk Maxwell (1831–1879).
  • Máquinas computacionais foram inventadas por Charles Babbage (1791–1871), que pese embora não fosse um criacionista Bíblico era um criacionista no sentido lato. Ele acreditava que “o estudo dos sistemas da natureza com precisão científica era uma preparação necessária e indispensável para entender e interpretar o seu testemunho em favor da Sabedoria e Bondade do Autor Divino”.
  • Os irmãos criacionistas Orville (1871-1948) e Wilbur Wright (1867-1912) inventaram o avião depois de estudar o design que Deus tinha posto nas áves.
  • A teoria das órbitas planetárias foi inventada por Johannes Kepler (1571–1630), famoso por alegar que as suas descobertas eram o resultado de “pensar os Pensamentos de Deus em conformidade“. Kepler definiu a data da criação como tendo acontecido a 3992 a.C., data próxima dos cálculos do Bispo Ussher.
  • A teoria da gravidade e as leis da inércia, essencial para as alunagens, foram descobertas pelo criacionista Isaac Newton (1642/3–1727).
  • O programa de alunagem foi liderado por Werner von Braun (1912-1977), que acreditava no Designer e opunha-se à teoria da evolução. Para além disso, um criacionista Bíblico, James Irwin. andou na Lua.

Mas ao mesmo tempo que houve cientistas a levar a cabo genuíno esforço científico, houve muitos outros que agiram de uma forma moralmente condenável. Por exemplo:

  • Manuel Elizalde Jr. pagou a camponeses filipinos locais para viver em cavernas, tirarem as suas roupas e aparentarem ser oriundos da “Idade da Pedra”. Em troca deu-lhes somas de dinheiro e garantiu-lhes segurança durante as guerras tribais.
  • O próprio Darwin, santo do ateísmo moderno, disse”Num período futuro, não muito distante quando medido em séculos, as raças humanas civilizadas vão certamente exterminar e suplantar as raças selvagens por todo o mundo.”Será legítimo criticar esta posição racista de Darwin ou isso consiste um “ataque à ciência” ?
  • O ateu Ernest Heackel levou a cabo trabalho fraudulento tendo em vista o avanço da sua teoria da evolução. Em relação a isso, o ateu marxista e evolucionista Stephen Jay Gould afirmou:”Embora nós não devêssemos ficar surpreendidos com o facto das ilustrações de Haeckel terem feito parte dos livros escolares do século 19, o mesmo não se passa quando verificamos a contínua reciclagem descuidada que conduziu a persistência das ditas ilustrações em muitos (se não na maioria) dos livros escolares contemporâneos!

Segundo o Dário, criticar este comportamento menos ético por parte dos cientistas ateus e evolucionistas consiste num “ataque à ciência”.

Conclusão:

Recriar um micróbio mortal sem garantir a segurança humana é um acto irresponsável. Criticar os cientistas que levam a cabo este empreendimento é perfeitamente normal e louvável. O Dário, pelo contrário, não entende que criticar actos levados a cabo por cientistas não consiste numa crítica à ciência em si.

Se é assim que ele pensa, então somos levados a acreditar que criticar o racismo de Darwin, as fraudes do ateu Heackel e a antropologia fraudulenta Manuel Elizalde Jr consistem em “ataques à ciência”.

É precisamente por esta fé cega no que os “cientistas” dizem que faz com que os militantes evolucionistas sejam as pessoas mais crédulas do mundo actual.


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Salmo 139:14 - Eu Te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as Tuas obras
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41 Responses to Dário Codina: “Criticar cientistas é o mesmo que atacar a ciência!”

  1. Gustavo says:

    Ok. dário Cordina é um idiota. E seria válido criticar o racismo de Darwin se ele tivesse sido racista. Mas não foi (Da onde você tirou que Darwin era racista???).

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  2. Gustavo says:

    Se você puder citar a fonte dessa frase suspeita…

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  3. Mats says:

    Gustavo,

    “At some future period, not very distant as measured by centuries, the civilized races of man will almost certainly exterminate and replace the savage races throughout the world. At the same time the anthropomorphous apes… will no doubt be exterminated. The break between man in a more civilised state, as we may hope, even than the Caucasian, and some ape as low as baboon, instead of as now between the negro or Australian and the gorilla

    Charles Darwin, The Descent of Man, 2nd ed., New York, A.L. Burt Co., 1874, p.178

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  4. Gustavo says:

    De acordo com a época, Darwin tinha algumas idéias retrógradas, como “raças” humanas (Mas Darwin utilizava o termo raça para designar variedades, inclusive de vegetais). Mas isso significa que ele considerava que todos os humanos são da mesma espécie, o que já é bom.

    [[ O que não é bom é qualificar umas etnias como civilizadas e outras como selvagens. Ou é? ]]

    Além disso falar em raças “civilizadas” também é retrógrado.

    [[ Mas foi isso que Darwin fez. ]]

    Mas não creio que ele poderia ser considerado racista.

    [[ Ai não? Chamar algumas pessoas de selvagens só por causa da cor da pele ou outra característica física não é racismo? ]]

    Este trecho está faltando alguns pedaços…

    “At some future period, not very distant as measured by centuries, the civilised races of man will almost certainly exterminate, and replace, the savage races throughout the world. At the same time the anthropomorphous apes, as Professor Schaaffhausen has remarked, will no doubt be exterminated. The break between man and his nearest allies will then be wider, for it will intervene between man in a more civilised state, as we may hope, even than the Caucasian, and some ape as low as a baboon, instead of as now between the negro or Australian and the gorilla.[8]”

    Assim, ele acreditava que algumas “raças” humanas acabariam sendo exterminadas por competição, mas não tinha nada contra nem queria que nenhuma raça fosse exterminada.

    [[ Não anula que ele considere a sua etnia como “civilizada” e a dos negros e a dos australianos como as “selvagens. Darwin era um racista no verdadeiro sentido da palavra. Ser racista não é só o que as pessoas fazem mas o que acreditam. ]]

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  5. “Não há problemas em avançar com medidas que visem combater um vírus tão mortífero desde que sejam feitas de forma responsável. Recriar um vírus tão mortífero como forma de “presumivelmente” arranjar um antídoto é irresponsabilidade.”

    Se soubesses como se produzem as vacinas da gripe já percebias que o combate à polio é idêntico ao combate à peste. O fundamento é o mesmo: ter o patógeno recriado em labs P4 (que, ao contrárioo que achas, são seguros), manipulá-lo e arranjar um antídoto, um anulador da sua entrada na célula.

    Não, não há nenhum projecto genocida… se o há é em blogs que fomentam o medo e a conspiração, tal como foi com argumentos anedóticos que li aquando da pandemia de gripe de 2009.

    [[ Criticar cientistas equivale a criticar a ciencia? Sim ou não?]]

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  6. Gustavo says:

    Um laboratório P4 possui altíssima segurança. Mas não está imune a acidentes. Para que recriar o agente etiológico da Peste Bulbônica se ela não é mais tão importante no contexto atual? Seria melhor instalar medidas de saneamento para previnir essa doença.

    Além disso, a peste negra é causada por uma BACTÉRIA. Não por um vírus.

    E criticar cientistas não equivale a criticar a ciência. O descobridor do DNA, Francis Crick, era mal carácter. Mas a descoberta do DNA é fantástica! Criticar a ciência é válido também, mas se você não possuir evidências sólidas, será apenas uma críica vazia.

    Mats, pode esperar que em breve a ciência estará recriando diversos animais extintos! Será fantástico! Mas o Tigre-Dente-de-Sabre não será em breve. Já a grande alca e o dodo, por exemplo… pode esperar aí uns 10 anos ou menos.

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  7. Junior says:

    Fazer antibioticos ou vacinas para virus que estão em constante ação é uma coisa…mas recriar um virus só pra fazer um antibiotico é completa idiotice….
    Seria o mesmo que recriar os dinossauros para testar armas contra eles…pq vai que eles surgem do NADA né!?

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  8. Gustavo says:

    Que vírus gente? Peste negra é bactéria, B-A-C-T-É-R-I-A. E agora vão empregar ténicas avançadas de produção de vacina em doença que pode ser resolvida com saneamento básico? Não vejo porque “recriar” o patógeno.

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  9. Mats says:

    O Dário esclareceu o seu ponto; ele agora diz que, sim, podemos criticar a ciência desde que a nossa definição e entendimento do que é ciência seja igual a dele.

    Por exemplo, segundo o Dário, um criacionista quando critica um evolucionista está a “atacar a ciência” (mesmo se o que ele diz está correcto).

    No entanto, se um evolucionista critica outro evolucionista, isso já não constitui um “ataque à ciência”.

    Ainda bem que o Dário prestou este serviço público e esclareceu estes pontos importantes para todos nós.

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  10. Ana Silva says:

    Mats:

    Concordo que a recriação de uma bactéria responsável por tantas mortes (mais de um terço da população europeia, se não estou em erro) é uma acção de considerável perigo. No entanto a recriação e manipulação de bactérias e outros agentes perigosos é um facto real, realizado em alguns laboratórios que seguem regras de segurança muito, muito rígidas. A manipulação destes agentes patogénicos permite descobrir formas de proteger melhor a população em geral de um ataque com agentes biológicos. Coisa que, desconfio, o Mats já sabe.

    O cientista Hendrik Poinar diz no artigo inglês referido pelo Mats é “Mesmo que [a peste negra] infectasse uma pessoa a bactéria seria susceptível [à acção de] antibióticos” (“if it did infect a person, the bacterium would be susceptible to antibiotics”, no original). Em todo o artigo nunca é dito que “a antiga praga PRESUMIVEMENTE seria susceptível aos antibióticos.”

    E olhe que em lado nenhum do texto escrito por Codinha vem referido algo que nos permita concluir que “o Dário aparentemente não vê problemas em iniciar investigações sem o mínimo de medidas de segurança.” E para confirmar o próprio Codinha refere num comentário presente no post “O fundamento é o mesmo: ter o patógeno recriado em labs P4 (que, ao contrário do que achas, são seguros), manipulá-lo e arranjar um antídoto, um anulador da sua entrada na célula”. Caso o Mats não saiba, um laboratório (“labs”) P4 é um laboratório com um nível elevado de segurança, construído de forma a resistir a sismos, tempestades e afins e onde nem eu nem o Mats conseguiríamos entrar.

    Nota: Talvez, quando se queixa de que “é óbvio [o Mats] não percebe nada de ciência… mas escreve mal sobre a mesma sem a compreender”, o Dário Codinha se baseie em pequenos pormenores como o Mats referir que a peste negra é provocado por um vírus. É que a peste negra é provocada por uma bactéria, como já foi referido (duas vezes!) por Gustavo. As traduções mal feitas de textos em inglês também não ajudam a credibilidade do Mats (até parece que o Mats não leu os textos).

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  11. Mats says:

    Ana Silva,

    Concordo que a recriação de uma bactéria responsável por tantas mortes (mais de um terço da população europeia, se não estou em erro) é uma acção de considerável perigo.

    Sem garantias de que há formas de controlar a sua propagação.

    No entanto a recriação e manipulação de bactérias e outros agentes perigosos é um facto real, realizado em alguns laboratórios que seguem regras de segurança muito, muito rígidas.

    Tão virulentas como o micróbio da peste negra?

    O cientista Hendrik Poinar diz no artigo inglês referido pelo Mats é “Mesmo que [a peste negra] infectasse uma pessoa a bactéria seria susceptível [à acção de] antibióticos” (“if it did infect a person, the bacterium would be susceptible to antibiotics”, no original). Em todo o artigo nunca é dito que “a antiga praga PRESUMIVEMENTE seria susceptível aos antibióticos.”

    Tem razão. O comentador donde tirei o texto usou essa expressão.

    E olhe que em lado nenhum do texto escrito por Codinha vem referido algo que nos permita concluir que “o Dário aparentemente não vê problemas em iniciar investigações sem o mínimo de medidas de segurança.” E para confirmar o próprio Codinha refere num comentário presente no post “O fundamento é o mesmo: ter o patógeno recriado em labs P4 (que, ao contrário do que achas, são seguros), manipulá-lo e arranjar um antídoto, um anulador da sua entrada na célula”. Caso o Mats não saiba, um laboratório (“labs”) P4 é um laboratório com um nível elevado de segurança, construído de forma a resistir a sismos, tempestades e afins e onde nem eu nem o Mats conseguiríamos entrar.

    Algum deles alguma vez recriou um micróbio tão virulento como o da peste negra?

    Nota: Talvez, quando se queixa de que “é óbvio [o Mats] não percebe nada de ciência… mas escreve mal sobre a mesma sem a compreender”, o Dário Codinha se baseie em pequenos pormenores como o Mats referir que a peste negra é provocado por um vírus. É que a peste negra é provocada por uma bactéria, como já foi referido (duas vezes!) por Gustavo.

    Obrigado pela correcção, mas para o Dário o “não percebe nada de ciência” significa “não aceita o que eu chamo de ciência como ciência”.

    Um homem pode ter as melhores qualificações académicas e mesmo assim ser identificado como “alguém que não percebe de ciência” pelo simples facto de rejeitar a mitologia dos “milhões de anos” ou rejeitar que répteis evoluíram para passarinhos ou lobos/vacas/ursos evoluíram para baleias

    A definição de “ciência” usada por pessoas como o Dário não é a mesma de pessoas como Isaac Newton. Mendel, Pascal, Maxwell, Faraday, Louis Pasteur e muitos outros criacionistas e cientistas do passado.

    Mas atenção que o argumento do Dário é o de que só as pessoas que aceitam o que ele aceita como ciência é que podem criticar outros cientistas sem isso equivaler um ataque à ciência.

    Segundo essa “lógica”, só os evolucionistas é que podem criticar outros evolucionistas sem isso ser um “ataque à ciência”. Um não-evolucionista (que nem sempre é um criacionista) não pode criticar um evolucionista sem isso ser um “ataque à ciência”.

    A expressão “só quem sabe de ciência é que pode criticar os cientistas” na boca de pessoas como o Dário quer, portanto, dizer “só quem acredita nos milhões de anos e no processo evolutivo é que pode criticar os paradigmas dominantes. Quem não acreditar nisto, desde logo não faz parte do consenso e como tal não sabe de ciência e como tal ele está a atacar a ciência”.

    Foi essa idiotice na forma de pensar do Dário (e de muitos evolucionistas) que quis comentar.

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  12. jonas says:

    Mats!
    Quando há um paradigma a se defender como o Naturalismo,”coa-se mosquitos e deixa-se passar elefantes” no afã de estabelecer hipóteses que tem alto grau de insuficiências e incongruências.O Naturalismo é um cancro que invadiu a Ciência e a está cerciando de chegar aonde as evidências levam.

    Quanto ao “espantalho” de por qualquer erro ou distração de algum criacionista qualifica-lo de ignorante,percebe-se o desespero dos naturalista em apazigar a sua consciência em retrato-lo de tal forma,mas isso não muda o cerne da questão que é:o Nada,o Acaso e a Seleção Natural propiciarem a Ordem,Complexidade e a Vida.

    Na verdade o Naturalismo se apropiou indevidamente da Ciência,e isto tem gerado complexos desdobramentos equivocados provocando a estagnação das correntes de pensamentos,resultando em dogmas e axiomas preconceituosos para se estabelecer o paradigma.

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  13. Ana Silva says:

    Mats:

    “Algum deles alguma vez recriou um micróbio tão virulento como o da peste negra?”

    “Algum deles” já deve ter recriado bactérias e vírus causadores de doenças bem mais perigosas e virulentas que a peste negra, não tenho dúvidas
    .
    “A definição de “ciência” usada por pessoas como o Dário não é a mesma de pessoas como Isaac Newton. Mendel, Pascal, Maxwell, Faraday, Louis Pasteur e muitos outros criacionistas e cientistas do passado.” Qual é a definição de ciência feita pelos cientistas que o Mats refere? É a mesma para todos eles? Em que fontes se baseia ao escrever esta frase?

    A Ciência não é estática. As definições científicas não são dogmas, podem ser alteradas ou até desaparecer por deixarem de ser lógicas. Um dos meus exemplos preferidos é o “calórico”, um elemento químico estudado e defendido por Lavoisier e que hoje em dia não é referido em lado nenhum… porque não existe.

    A “definição de ciência” actual não é a mesma do tempo de Faraday, Maxwell , Mendel ou Pasteur porque estes cientistas viveram no século XIX. De certeza que também não é a mesma de Newton (membro fundador da Royal Society, a primeira sociedade científica britânica) e de Pascal, que viveram no século XVII. Robert Boyle, contemporâneo de Newton nem se considerava um cientista mas sim um filósofo.

    Uma pessoa pode “fazer” ciência e “ser identificado como “alguém que não percebe de ciência””. Eu aceito que uma pessoa possa ser um cientista brilhante na sua área e ainda assim “ rejeitar a mitologia dos “milhões de anos””. Desde que não trabalhe em nenhuma área científica em que convive constantemente com os factos que provam que a Terra, o Sistema Solar e o Universo não foram criados apenas há apenas dezenas de milhares de anos e que provam que a Vida surgiu na Terra pouco tempo após a formação do nosso planeta.

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  14. Ana Silva says:

    Mats:
    Foi pena o Mats não indicar directamente no post “Cientistas ponderam recriar o vírus da peste negra” a fonte real do seu texto. Ao ler o post do link que o Mats deu no seu último comentário (http://voxday.blogspot.com/2011/10/what-could-go-wrong.html) fica a impressão de que o Mats se limitou a copiar e traduzir um texto, sem sequer ler a sua fonte. Num comentador isso é uma falha grave, que compromete a sua credibilidade.

    Se o Mats ler com atenção o texto que realmente utilizou como fonte para o seu post “Cientistas ponderam recriar o vírus da peste negra”, verifica que o seu autor também faz confusão entre bactéria e vírus, utilizando ambos para se referir ao agente da peste negra. Eu não utilizaria como fonte alguém que faz um erro tão básico em Biologia e principalmente alguém que altera o sentido do texto original, como aconteceu quando “simplifica” “even if it did infect a person, the bacterium would be susceptible to antibiotics, like its living descendants, said Hendrik Poinar […], a team member” em “a member of the team says “the ancient plague would presumably be susceptible to antibiotics”.

    Não é necessário ter “as melhores qualificações académicas” para debater temas e polémicas científicas. Mas é necessário ter uma forte e fundamentada “cultura geral”. É necessário ler de forma cuidada e crítica as fontes a favor e contra. Para ser levado a sério fora do “círculo de amigos” defensores das mesmas teses é necessário ser credível “em toda a linha”.

    O Mats defende uma posição polémica logo tem de estar bem informado sobre o que fala, para não perder credibilidade. Deve ter uma cultura geral forte em Biologia. Deve saber que um vírus não é uma bactéria, que uma virose é tratada de forma diferente do que uma doença provocada por uma bactéria, que um antibiótico não tem nenhum efeito numa virose porque os antibióticos apenas são eficazes contra bactérias e não contra vírus. Entre outros factos.

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  15. jonas says:

    Ana!
    Peço desculpas por “entrar” em sua conversa com o Mats, mas é preciso por um freio em sua obstinada cruzada de tornar os cristâos seres de “segunda categoria” em se falando de ciência.Concordo que o Mats teve um erro na sua apresentação,mas não é necessário “demonizar” todos os seus Post.Tenho certeza que muitas coisas você “conheceu” aqui não veria no diário naturalista,onde nunca o “outro lado” será ventilado.

    Seu erro crasso foi em tentar diferenciar a Ciência dos tempos de Newton e Cia da Ciência atual.Creio que Ciência sempre foi e será Ciência enquanto seguir o Modelo Científico,e foi isto que cientistas desta época fizeram e chegaram onde chegaram,com erros e também muitos acertos.

    Eu só queria entender qual seria a definição de Ciência dos tempos de Newton e Cia ,e qual seria a definição de Ciência contemporânea.

    Quais os aspectos que comprometem a Ciência no uso da Filosofia como matéria complementar,pergunto

    Einstein é um ícone,quase uma unanimidade entre os cientistas, decorrencia essa do seu pensamento científico,no entanto veja esta “espiritualização” de sua Ciência:” Não sou ateu,e não creio que possa me chamar panteísta.Estamos na situação de uma criancinha que entra numa imensa biblioteca repleta de livros em muitas linguas.A criança sabe que alguém deve ter escrito aqueles livros,mas não sabe como.Não compreende as linguas em que foram escritos.Tem uma pálida suspeita de que a disposição dos livros obedecem a uma ordem misteriosa,mas não sabe qual é.Essa,ao que me parece,é a atitude até mesmo dos MAIS INTELIGENTES seres humanos…”Einstein

    A Filosofia e a Ciência não são autoexcludentes,pelo contrário,são complementares,e o uso da Filosofia no seio da Ciência é profícua tornando toda aquela “certeza” naturalista mais modesta e contemplativa como neste texto de Einstein,em que as limitações e as incongruências do ser humano não obscureça a visão da realidade.

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  16. Gustavo says:

    Variola virus é um exemplo de vírus com que esses laboratórios mexem. Esse vírus é BEM pior que a bactéria da peste negra. A varíola foi erradicada em 1980 e só existe em laboratórios. Os cientistas estão discutindo agora se deveriam ou não eliminar esses estoques dos laboratórios. Eu sou a favor da eliminação.

    Contudo, já foram relatados acidentes com esse vírus em laboratório (Antes de 1980). Assim, nada é 100% seguro.

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  17. Mats says:

    Ana Silva,
    O texto em questão já foi corrigido, e a referência ao “virus” modificada para “micróbio”.

    Para ser levado a sério fora do “círculo de amigos” defensores das mesmas teses é necessário ser credível “em toda a linha”.

    Se nós formas usar esse critério para os evolucionistas, quantos sobrariam? Começando pelo próprio Darwin até aos dias de hoje, o normal entre os evolucionistas é usar dados falsos para suportar hipóteses filosóficas.

    Eu concordo em absoluto que a credibilidade é muito importante: o que me parece é que a Ana defende o mesmo apenas quando isso pode ser usado contra quem não defende a teoria da evolução. Se a Ana usar a mesma forma de pensar com os evolucionistas, verá como a teoria fica em ainda piores lençóis.

    O Mats defende uma posição polémica

    A minha posição não é polémica.

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  18. Junior says:

    Eu sei que a ciência quer saber, tudo estudar tudo mas tem certos limites né galera?

    ps: Alguém pode me dizer qual a probabilidade ou possibilidade dessa peste voltar? independente dessa recriação.

    Porque se não houver não há por que fazer tal experimento..

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  19. Gustavo says:

    Júnior,

    O agente etiológico Yersinia pestis (a tal bactéria) ainda hoje acomete humanos em diversos países do mundo, incluindo nordeste do Brasil. A probabilidade da bactéria causar um estrago tão grande quanto durante a peste negra durante a idade média é ínfima. Isso porque hoje temos antibióticos e mais higiene.

    Contudo, é bem possível que os casos da doneça possam aumentar, e diversas epidemias podem vir a acontecer. A chance disso acontecer eu não sei e ninguém pode calcular com exatidão.

    Mas eu ainda acho que apesar do argumento dos cientistas ter alguma validade, é melhor investir em saneamento e higiene da popuação.

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  20. Ana Silva says:

    Jonas:

    “Não é necessário “demonizar” todos os Post [do Mats]”. Eu não fiz isso. Eu chamei a atenção para a importância de ser credível e de ter cuidado na escolha da informação que é utilizada como fonte.

    “Creio que Ciência sempre foi e será Ciência enquanto seguir o Modelo Científico”. O que é, segundo o Jonas, o “Modelo Científico”?
    “Eu só queria entender qual seria a definição de Ciência dos tempos de Newton e Cia ,e qual seria a definição de Ciência contemporânea.” Não é de certeza a mesma. Existem bons livros de história da ciência que explicam isso.

    “Quais os aspectos que comprometem a Ciência no uso da Filosofia como matéria complementar, pergunto.” O que quer dizer com esta frase? (Espero que o que vou escrever a seguir responda à sua pergunta) A ciência não é algo afastado da filosofia. No tempo de Newton um cientista não se considerava um “cientista” segundo a definição moderna do termo. Considerava-se muito mais um filósofo, que estudava e tentava explicar os fenómenos naturais seguindo uma “filosofia natural”.

    Hoje a Ciência tomou o lugar da Filosofia na explicação de fenómenos naturais. A Filosofia continua a estudar a Sabedoria, incluindo a sabedoria do Conhecimento em geral e da Ciência em particular.

    “É preciso por um freio em sua obstinada cruzada de tornar os cristãos seres de “segunda categoria” em se falando de ciência. Desculpe, mas considero esses termos fortes, pouco correctos e injustos. O que leu nos meus comentários para concluir que eu sigo uma “cruzada de tornar os cristãos seres de “segunda categoria” em se falando de ciência”? E uma cruzada “obstinada”, ainda por cima? E quanto à expressão “pôr um freio “… não sei em que situações é utilizada no Brasil, mas em Portugal é uma expressão grosseira e de má educação.

    Nota: tenho alguma dificuldade em compreender o significado do comentário do Jonas. Por exemplo porque refere Einstein? A frase que começa com “Não sou ateu” e que termina (?) com “dos mais inteligente seres humanos” é uma citação de Einstein?

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  21. Ana Silva says:

    Mats:

    “Se nós formos usar esse critério para os evolucionistas, quantos sobrariam?”.
    Na verdade penso que os cientistas têm muita dificuldade em comunicar com elementos fora da sua comunidade, algo que é muitas vezes erradamente identificado como arrogância e elitismo. É uma grande falha.

    [[ Curioso, porque os evolucionistas frequentemente afirmam que a sua teoria é tão óbvia que qualquer pessoa a pode entender. Mas agora a Ana diz que os “cientistas” (estamos a falar dos evolucionistas e não dos cientistas no geral) têm “dificuldade” em comunicar com elementos fora da sua comunidade.
    Curioso. ]]

    Agora os “evolucionistas” que debatem com criacionistas são, com raríssimas excepções, “credíveis em toda a linha”,

    [[ São? A Ana considera credível um evolucionista que defenda a recapitulação como proposta pelo ateu Heackel?]]

    que levam os criacionistas (defensores ou não do design inteligente) muito a sério.

    [[ Não, não levam. E é irrelevante se levam ou não uma vez que os criacionistas não buscam a aprovação dos evolucionistas. Atenção Ana: estamos a falar dos evolucionistas e não dos “cientistas”. A Ana tem o hábito de trocar as palavras mas acho que não é necessário.]]

    São também muito pacientes, capazes de identificar as falácias em que facilmente caem aqueles que contestam sem conhecimento de causa e capazes de explicar de forma simples e acessível.

    [[ Por isso é que, por exemplo. Dawkins evita debater com criacionistas? A Ana sabia que frequentemente os criacionistas vencem os debates com os evolucionistas? ]]

    “O normal entre os evolucionistas é usar dados falsos para suportar hipóteses filosóficas” Falsos porque contrariam os textos bíblicos?

    [[ Também, mas falsos porque contrariam a ciência. ]]

    “Eu concordo em absoluto que a credibilidade é muito importante”. Certo. Então agora só falta, no post “Cientistas ponderam recriar o vírus da peste negra” corrigir o título e corrigir a frase “um dos membros da equipa disse que “a antiga praga presumivelmente seria susceptível aos antibióticos””de acordo com a fonte que o Mats cita no post (http://www.nytimes.com/2011/10/13/science/13plague.html?_r=1&hp).

    E corrijo “O Mats defende várias posições polémicas”. Defende, por exemplo, que a Terra, o Sistema Solar e o Universo têm apenas algumas dezenas de milhares de anos.

    [[ Isso só é polémico para os evolucionistas. ]]

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  22. jonas says:

    Ana!
    Primeiramente a frase é de Einstein e demonstra a sua contemplação e humildade diante do o Universo que se apresenta.Será que é por causa deste comportamento que ele pode chegar tão longe em suas apreciaçõs científicas?

    Segundo;a expressão aqui no Brasil de colocar um freio não é pejorativa,mas sim de alertar ao outro quando possílvelmente está a “pegar pesado” sobre coisas triviais.

    Terceiro: não sei porque perguntas o que entendo por Modelo Científico,pois isso é elementar(Conjunto ou coleção ou arranjo de hipóteses que fazem predição e que também devem ser testadas por EXPERIMENTAÇÃO).Veja só no quesito experimentação quanto das teorias vigentes estão fora do Modelo;ex:Neo-darwinismo.

    Não iria falar sobre a História da Ciência mas já que falaste é bom salientar que modernos historiadores tem a Europa Medieval como o berço da Ciência,já que os Chineses e Indianos detinham recursos tecnológicos mas suas crenças em um mundo sem ordem e aleatóriamente disposto não os constrangeu a buscarem na natureza leis regulares.Isto foi fruto da cultura Cristã onde se cria num DEUS criador de toda ordem e Regularidade.

    O teu problema como de muitos Materialistas é que acham que todas as respostas poderão ser dadas pela Ciência,o que é temerário pelas próprias limitações do ser humano e de suas tecnologias e a questão principal:a não falseabilidade de muitas hipóteses e suas respectivas predições.
    O Metodo Indutivista está ainda muito presente no seio da Ciência(do particular para o geral) e isto tem agravado as inconsistências e insuficiências das Teorias vigentes.

    O materialismo é limitado pois não responde e não pode explicar o próprio metodo Científico cientificamente,nem o belo,nem a arte e principalmente a consciência.As limitações do materialismo-naturalismo são abissais para explicarem a realidade,portanto a Filosofia é matéria sine qua non na compreensão do Universo,principalmente respostas de carácter Ontológico.

    Creio que me entendes bem,pois respondes o que te convém precisamente(não tenho paciência de corrigir o que escrevo,e entre pensar e escrever algumas vezes algumas frases ficam no “ar” do meu racioínio).Me parece que o teu “ranço” é a abordagem de cunho filosófico-Ontológico da realidade que bate de frente com o seu materialismo extremo.

    Quando ao ero do Mats,creio que pegastes pesado sim,pois se tivesses o entendimento de que estamos aqui para apreender e não defender Cosmovisões,não repetirias a todo instante seu erro crasso.

    Peço desculpas ao Mats pela longa resposta!

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  23. Ana Silva says:

    Mats:

    Por favor não ponha os seus comentários integrados nos meus. É foleiro e dá um aspecto agressivo. Os meus comentários tem uma organização que é pensada cuidadosamente e os seus comentários “integrados” (apresentados num negrito pesado) quebram essa organização. O Mats chega até ao cúmulo de me cortar um parágrafo ao meio, quebrando a ideia que nele é transmitida.

    Não é muito simpático impor a sua análise dos comentários não só a mim como a todos os outros possíveis leitores. Existe ainda um elemento básico de justiça que é quebrado: eu não posso fazer o mesmo aos comentários do Mats.

    Agora quanto ao comentário…

    Quando eu referi os cientistas estava mesmo a referir-me MESMO aos cientistas em geral (“evolucionistas” ou não!). Repetindo então, para não haver dúvidas:

    Na verdade penso que os cientistas em geral (“evolucionistas” ou não!) têm muita dificuldade em comunicar com elementos fora da sua comunidade, algo que é muitas vezes erradamente identificado como arrogância e elitismo. É uma grande falha.

    A expressão “ateu Haeckel”, que o Mats tanto costuma usar, levou-me a fazer uma pesquisa sobre a relação de Haeckel com a religião. Em menos de 10 minutos encontrei um artigo sobre esse tema no link que está em baixo, que defende que Haeckel era um homem algo religioso, embora não professasse (e na verdade até atacasse) nenhuma das religiões monoteístas.

    http://home.uchicago.edu/~rjr6/articles/Richards.pdf

    Segundo o autor do artigo Haeckel segue o Deus de “Goethe e Espinoza”. Como o Mats apresenta posts que são traduzidos de textos originalmente escritos em inglês poderá ler e confirmar por si.

    Quanto à Recapitulação, não sei se é, hoje em dia, defendida como uma teoria científica ou não. Mas é verdade que embriões de animais muito diferentes (mamíferos, répteis e aves) apresentam semelhanças entre si. Assim consigo compreender que a Recapitulação tenha sido defendida como uma teoria científica.

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  24. Ana Silva says:

    Mats:

    “A Ana sabia que frequentemente os criacionistas vencem os debates com os evolucionistas?” Sabia.

    Os criacionistas que participam em debates são quase sempre os mesmos e estão habituados a faze-lo. Os cientistas “evolucionistas” não. Num debate é dada igualdade de tempo a dois ou mais pessoas com opiniões divergentes. A defesa da Evolução enquanto teoria exige muito mais tempo do que a “teoria” do criacionismo, que se limita a dizer “Deus fez como está nas Escrituras” e se foca nos “gaps” como forma de provar que a Evolução está errada.

    Os criacionistas dizem “ a Teoria da Evolução não consegue explicar um (pequeno) facto específico LOGO está errada”. Mas porque defendem os textos bíblicos como literalmente verdadeiros, os criacionistas ficam ofendidos quando alguém apresenta falhas nesses mesmos textos. Se necessário recorrem ao argumento “Se está na Bíblia é verdadeiro, se contraria a Bíblia é falso” e ai se mantêm irredutíveis.

    Mais uma vez relembro que NÃO concordo com a forma de agir de Dawkins. Desconhecia que Dawkins se tinha recusado a participar num debate com criacionistas, e desconheço as razões que o levaram a tomar tal decisão.

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  25. Ana Silva says:

    Jonas:

    “Será que é por causa [da contemplação humilde do que o rodeava] que [Einstein ] pôde chegar tão longe em suas apreciações científicas?” Acredito que sim. Mas o próprio Einstein se considerava agnóstico e não acreditava no Deus da Bíblia.

    Na Wikipedia é referido que “Modelo científico é o conjunto de hipóteses sobre o comportamento de um sistema usado para fazer predições que possam ser testadas por experimento ou observação.” A Evolução faz predições que podem ser testadas por observação.

    “Modernos historiadores têm a Europa Medieval como o berço da Ciência”. Que “modernos historiadores”? A Europa Medieval estava seriamente atrasada em relação aos árabes (os povos mais próximos), aos quais foram buscar muita informação e conhecimento. Por isso o Jonas faz contas utilizando a numeração árabe. E os árabes não tinham problemas nenhuns em recolher o melhor conhecimento científico e tecnológico dos povos vizinhos: a numeração árabe é na verdade uma invenção indiana.

    Mesmo os monges cristãos recolhiam dos árabes informação fundamental como a forma de determinar as horas à noite, a partir da posição da Lua, das estrelas e dos planetas no céu nocturno. Os monges cristãos da Idade Média dependiam dos infiéis para determinar em que alturas deviam rezar.

    E no final da Idade Média foram obras preservadas e escritas por árabes que permitiram aos europeus crescer no conhecimento científico. E foi o declínio da civilização árabe (a maior concorrente dos estados europeus), em conjunto com a liberdade religiosa que a Europa sentiu nessa época, que permitiu à Europa tornar-se o pólo mundial do desenvolvimento científico.

    Eu não considero que “todas as respostas poderão ser dadas pela Ciência”. Para mim a Ciência nunca poderá provar a existência ou não existência do divino (e é por isso que não sou ateia). E concordo com o Jonas quando refere que a Ciência nunca conseguirá explicar a Arte, e a sua apreciação, nas suas diversas formas de expressão.

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  26. Ana Silva says:

    Jonas:

    O Jonas escreve: “Creio que me entendes bem, pois respondes o que te convém precisamente […] Me parece que o teu “ranço” é a abordagem de cunho filosófico-Ontológico da realidade que bate de frente com o seu materialismo extremo.”

    Esta é uma linguagem muito agressiva, que não abona em favor do Jonas. Porquê utilizar tais expressões? Que vantagem pensa trazerem para o debate?

    Quando escreve “não tenho paciência de corrigir o que escrevo, e entre pensar e escrever algumas vezes algumas frases ficam no “ar” do meu raciocínio” eu respondo que tenho pena. Porque os seus raciocínios nem sempre são fáceis de compreender. E como pretendo ser justa nas minhas respostas, por várias vezes tive de ler os seus textos duas e três vezes, parágrafo a parágrafo, para confirmar antes de responder. Outra pessoa poderia facilmente considerar o Jonas excessivo, dispersivo e como tal não digno de uma resposta.

    Quando o Jonas publica um comentário longo, porque não o lê o comentário antes de o publicar para corrigir possíveis gralhas? Penso que isso poderá fazer toda a diferença.

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  27. jonas says:

    Ana
    N ão sei onde é ser agressivo falar que” respondes o que convém”,e que o teu “ranço” é para qualquer abordagem de cunho filosófico.

    Novamente falas na terceira pessoa(o Jonas) quando a resposta é direcionada a mim.Creio que esta é uma maneira mais desrespeitosa do que usar expressões com quem travas um diálogo.No meu entendimento as pessoas a priori devem ser tratadas na segunda pessoa do singular(tu) e não na terceira pessoa,pois isto demonstra total indeferença por esta pessoa.

    Toda a vez que te sentes ameaçada por indagações ou assuntos que exigem um conhecimento mais profudo do assunto abordado,reages tentando potencializar querelas como gralhas(o que é isso?) ou erros de concordância ou até erros ortográficos ou lapsos como o Mats cometeu(trocou bactérias por vírus).

    Sempre procuro ser meticuloso em minhas respostas quanto a o compromisso de não falar toliçes ou ser leviano nas afirmações de cunho científico-filosófico,pois estamos aqui para troca de informações,querendo sempre aprofundar o conhecimento e levar para outros uma cosmovisão diferenciada,para não nos tornar-mos “soldadinhos de chumbo” de qualquer ensinamento.

    Se achares que não mereço resposta isso não me ofende,mas sempre serei uma voz(com erros ou não) contra este naturalismo-materialismo filosófico que entorpece e endureçe as pessoas,tudo isso com o nome de Ciência.
    Se se achares ofendida(creio que sim)então só me resta pedir desculpas.

    Peço desculpas ao Mats,pois não é minha intenção ofender ou depreciar ou desqualificar qualquer pessoa que chega a este Blog,mas é preciso ser contundente e verdadeiro principalmente com questões que norteiam a nossa vida,e que definirão também o nosso futuro eterno.

    “Ninguém nos pode fazer inferior sem a nossa permissão”.Eleanor Roosevelt

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  28. Mats says:

    Ana Silva,

    Por favor não ponha os seus comentários integrados nos meus. É foleiro e dá um aspecto agressivo.

    Respeito o seu pedido se a Ana também respeitar o meu: pare de usar “cientistas” onde eu claramente uso a expressão evolucionistas (sem aspas).

    Temos acordo?

    Não é muito simpático impor a sua análise dos comentários não só a mim como a todos os outros possíveis leitores.

    Não há nada de errado em escrever os comentários nos comentários alheios. Pelo menos o dono do blogue não vê problemas com isso.

    Na verdade penso que os cientistas em geral (“evolucionistas” ou não!) têm muita dificuldade em comunicar com elementos fora da sua comunidade, algo que é muitas vezes erradamente identificado como arrogância e elitismo. É uma grande falha.

    Isso só acontece com a teoria da evolução e com o aquecimento global, uma vez que os outros cientistas não parecem ter dificuldades em fazer passar os princípios gerais das suas disciplinas.

    A expressão “ateu Haeckel”, que o Mats tanto costuma usar, levou-me a fazer uma pesquisa sobre a relação de Haeckel com a religião. Em menos de 10 minutos encontrei um artigo sobre esse tema no link que está em baixo, que defende que Haeckel era um homem algo religioso, embora não professasse (e na verdade até atacasse) nenhuma das religiões monoteístas.

    http://home.uchicago.edu/~rjr6/articles/Richards.pdf

    Claro. Quando um ateu evolucionista cai em desgraça, não é de todo incomum ele ser apresentado como “devoto Cristão”.
    Mas isso não corresponde a verdade: Ernest Heackel era um ateu evolucionista mentiroso. Ele próprio diz que o seu panteísmo é “a polite form of atheism” ( http://www.pantheist.net/society/monism.html ).

    Uma vez que a Ana me corrigiu quando foi a questão do virus e da bactéria, permita-me que lhe faça o mesmo: como é que a Ana espera ser levada a sério quando nem sabe o que os grandes mentores da ideologia que defende (evolução) são defensores do ateísmo?

    Da próxima vez, se calhar é melhor pesquisar por mais tempo do que 10 minutos, não acha?

    Quanto à Recapitulação, não sei se é, hoje em dia, defendida como uma teoria científica ou não.

    Variantes da mesma fraude são usadas um pouco por todo o mundo, o que demonstra de forma cabal o nível científico da comunidade evolucionista.

    Mas é verdade que embriões de animais muito diferentes (mamíferos, répteis e aves) apresentam semelhanças entre si. Assim consigo compreender que a Recapitulação tenha sido defendida como uma teoria científica.

    Portanto, HAeckel estava errado, mas ele estava certo?

    Não acredito que alguém ainda defenda isso. Os embriões não são idênticos da forma como o ateu mentiroso Haeckel. Até a sua própria faculdade o condenou por ser um mentiroso. Será que a Ana vai-se colocar do lado dum mentiroso só porque ele defende a mesma ideologia que a Ana suporta?

    “A Ana sabia que frequentemente os criacionistas vencem os debates com os evolucionistas?”

    Sabia. Os criacionistas que participam em debates são quase sempre os mesmos e estão habituados a faze-lo. Os cientistas “evolucionistas” não.

    Os evolucionistas não estão habituados a defender a teoria da evolução?

    Num debate é dada igualdade de tempo a dois ou mais pessoas com opiniões divergentes. A defesa da Evolução enquanto teoria exige muito mais tempo do que a “teoria” do criacionismo

    Portanto, é a falta de tempo que leva a que os evolucionistas sejam sistematicamente incapazes de convencer a audiência que répteis evoluíram para passarinhos e lobos/vacas/ursos evoluiram para baleias?
    Entendi.

    que se limita a dizer “Deus fez como está nas Escrituras” e se foca nos “gaps” como forma de provar que a Evolução está errada.

    A Ana está a ser demagoga. É isso que este blogue faz? Os textos que são aqui traduzidos centram-se EXCLUSIVAMENTE nos “gaps” ou apontam dados empíricos (ADN, informação em código, etc) para a posição Bíblica?

    Sinceramente, Ana, porque é que você revela tal nível de falsidades quando é tão fácil mostrar que você está a mentir ou a fazer-se propositadamente de algo que não é, nomeadamente, de ignorante?

    Além disso, Ana, mesmo que os criacionistas se focassem exclusivamente nos gaps, isso não invalidaria os seus argumentos. Segundo os evolucionistas, como “Deus nunca poderia ter criado as coisas como elas estão”, então a biosfera é o resultado de evolução.
    Usando a mesma lógica, se a evolução não aconteceu, então a criação aconteceu. A Ana aparentemente não gosta deste dualismo quando o mesmo é usado contra a teoria da evolução, mas não vê problemas nele quando o mesmo é usado em favor da mesma teoria.

    Os criacionistas dizem “ a Teoria da Evolução não consegue explicar um (pequeno) facto específico LOGO está errada”.

    Sinceramente, Ana. “Pequeno”? A evolução não explica o padrão dos fósseis, a informação em código dentro da vida, a visão dos vertebrados, a reprodução sexual, o sistema imunitário, a locomoção (entre muitas outras coisas), e a Ana chama a isso de “pequena facto”?
    A Ana está demasiado demagaga. Ou isso ou o tempo ausente deste blogue fizeram com que você perdesse contacto com a vasta gama de evidências que estão em oposição a fé que propõe uma origem não inteligente para a biosfera.

    Mas porque defendem os textos bíblicos como literalmente verdadeiros, os criacionistas ficam ofendidos quando alguém apresenta falhas nesses mesmos textos.

    Ainda estamos à espera que nos apresentem “falhas” genuínas.

    Se necessário recorrem ao argumento “Se está na Bíblia é verdadeiro, se contraria a Bíblia é falso” e ai se mantêm irredutíveis.

    Sim, é normal as pessoas manterem irredutíveis em relação ao que acreditam. Os evolucionistas fazem o contrário: se contradiz a evolução e os milhões de anos, é falso. E aí se mantêm irredutíveis e imunes a qualquer tipo de evidências.

    Por isso é que um evolucionista pode olhar para a complexidade do sistema de visão e não vêr a Mão de Deus na génese desse sistema. Ele está tão irredutível que nenhuma quantidade de evidências o farão mudar a forma de interpretar as evidências.

    Mais uma vez relembro que NÃO concordo com a forma de agir de Dawkins. Desconhecia que Dawkins se tinha recusado a participar num debate com criacionistas, e desconheço as razões que o levaram a tomar tal decisão.

    Medo. Ele sabe que é muito difícil defender que a vida criou-se a si mesma com um cientista informado (especialmente se for um bioquímico criacionista).

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  29. Ana Silva says:

    Jonas:

    Essa de tratar uma pessoa na terceira pessoa “é uma maneira mais desrespeitosa do que usar expressões com quem travas um diálogo” é nova para mim. Obrigada, pá, por me avisares. Tenho desde já de ir pedir desculpa aos meus tios pela forma desrespeitosa com que me dirigi a eles desde os 5 anos. Tenho também de pedir aos meus avós por todos os anos de abuso verbal. E eu a pensar que estava a ser correcta…

    Mas olha pá, Jonas, a sério, os teus erros ortográficos não me chateiam nada, meu. É a cena da falta de espaços entre palavras e vírgulas que me lixa a leitura, tas a ver. E a leitura torna-se ainda mais lixada quando te entusiasmas com uma ideia, meu. Escreves tudo de enfiada, topas? Mas na boa pá. Tudo fixe. Já agora pá, uma gralha é um erro num texto devido a uma distracção, tas a ver?

    Fica bem.

    P.S.: Adorei a cena da citação da primeira-dama. Super Cool meu. Concordo a 100%.

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  30. Ana Silva says:

    Mats:

    Espero que não me leve a mal pelo comentário anterior que é APENAS dirigido ao Jonas. Se considerar o texto muito excessivo remova o comentário. Eu de certeza que não me importo.

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  31. jonas says:

    Ana!
    Então o teu problema é com o DEUS da Bíblia.A crença neste DEUS foi o gatilho para detonação do desejo de observar,colher dados e formular hipóteses para compreensão do Universo,pois a crença N,ele alimentou nos cientistas da Idade média a certeza de que havia ordem e leis que regiam este Universo.
    Como falei em post anterior,os indianos e chineses e detinham mais conhecimento e tecnologia,mas isso não resultou na criação do Modelo científico usado por estes cientistas cristãos na sua grande maioria.Somente a crença de um DEUS Onipotente levaria aos cientistas da época apoiarem suas observações e hipóteses na regularidade das Leis de um Criador.Isto é ponto pacífico para muitos historiadores como Charles Thaxton,,Nancy Pearcey(escreveram um livro-A alma da Ciência)Alfred North Whitechead e outros e outros.

    Quanto a Evolução que faz predições que podem ser testadas,creio que este é o” calcanhar de aquiles” desta Teoria,pois a não falseabilidade(com Popper) da maioria das suas hipóteses.Toda a” blindagem “da teoria e toda a proteção da Nomenclatura científica não conseguiram salvaguardar a exposição das Insuficiências e inconsistências do darwinismo

    Veja a citação deste renomado professor Colin Reeves:”O Darwinismo foi uma idéia interessante no século 19,quando explicações desprovidas de evidência forneceram um quadro plausível,se não apropriadamente científico,no qual no podíamos encaixar os fatos Biológicos.Todavia, o que nós temos aprendido desde os dias de Darwin lança dúvida sobre a capacidade da Seleção Natural criar sistemas biológicos complexos…”

    A Evolução está em maus lençois para explicar a Informação prescritiva(antevidência) dos sistemas biológicos,e estas insufici~encias não podem ser extirpadas com “estórias da carrocinha” de 150 anos.

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  32. jonas says:

    Ana!

    Obrigado pela sua última resposta porque atendeste a minha revindicação de se dirigir pessoalmente a mim sem precisar relatar a outrem aquilo que desejas me falar.
    Quando nominas o meu nome no início da resposta creio ser necessário não relatar a resposta a terceiros ex;o Jonas falou e sim você falou.

    Creio que pode ser preciosismo meu mas é forma mais correta de se estabelecer um contato, nem que seja virtual.
    Já estamos vivendo em uma sociedade em que a Identidade já é artigo de luxo neste mar de globalização e portanto é preciso resgatar o “self” tão necessário para a consolidação do Ser.
    Estamos vivendo a era do anônimo virtualizado e quando temos a oportunidade de identificar e sermos identificados fazemos muito bem .

    Mais um momento “cool”;”Para se descobrir novas terras,deve-se estar disposto a perder a terra de vista por um longo tempo.”André Guide

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  33. Ana Silva says:

    Jonas:

    É verdade que no Brasil utilizar a expressão “você” é normal. Por isso quando o Jonas se dirige a mim por “você” eu não acho que esteja a ser incorrecto.

    Mas eu sou portuguesa de gema. Em Portugal referir-me a si como “você” é sinal de má educação. Aliás em alguns pontos de Portugal costumava-se dizer “você é estrebaria” (em que “estrebaria” quer dizer dito ou acto próprio de pessoa grosseira ou mal-educada).

    Para além disso o trato na segunda pessoa do singular é reservado apenas à família mais próxima e aos amigos e não aos conhecidos. O Jonas não poderá levar a mal se lhe disser que, para mim o Jonas é um conhecido. E se na frase anterior eu tivesse substituído “o Jonas” por “você” estava (em termos portugueses de Portugal) a ser tremendamente mal-educada.
    Assim, aquilo que parece ser a “forma mais correta de se estabelecer um contato, nem que seja virtual” no Brasil é considerado grosseria em Portugal. Eu “resgato o “self”” dirigindo-me a si pelo nome que conheço, Jonas.

    Quando lhe escrevi o último comentário estava a ser irónica. Espero não ter de repetir o estilo.

    A citação que enviou também é gira. Confesso que não conheço o autor.

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  34. Ana Silva says:

    Jonas:

    Os humanos não precisam de Deus para serem curiosos. A definição de Modelo Científico da Wikipedia pode ser aplicada a povos que nunca conheceram Deus, como os Maias. Os Maias conseguiam prever a posição dos astros no céu.

    A Tecnologia está interligada com a Ciência, contribuindo mutuamente uma para o desenvolvimento da outra. Assim não consigo compreender como é que um povo pode desenvolver Tecnologia sem desenvolver a Ciência associada e vice-versa. A tecnologia também se baseia na “regularidade da Lei”.

    Quanto aos historiadores que o Jonas refere, Charles Thaxton e Nancy Pearcey são defensores do design inteligente. Não conheço Alfred North Whitechead. O Jonas escreve “muitos historiadores” e depois refere três. Como um consenso vai ser difícil, talvez seja mais fácil se o Jonas me indicar uma associação de historiadores que defenda a posição dos historiadores que refere.

    A frase “a crença de um DEUS Onipotente [leva] os cientistas da época a apoiarem suas observações e hipóteses na regularidade das Leis de um Criador” pode também aplicar-se aos cientistas árabes que no início da Idade média desenvolveram os conhecimentos científicos e tecnológicos que serviram de base ao florescimento europeu no final da Idade Média.

    A Evolução, tal como qualquer teoria científica, não consegue explicar tudo. É possível e até provável que seja futuramente por outra teoria que explique melhor os factos. Mas o próprio Darwin não considerada os seus textos como verdades absolutas e apresentava as suas explicações como hipóteses e especulações. Os livros de Darwin não são textos sagrados e o livro “A origem das espécies” não é uma Bíblia.

    P.S.: pode indicar-me o texto original de onde vem a citação de Colin Reeves? Procurei na internet e não consegui encontrar.

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  35. Ana Silva says:

    Jonas:

    Encontrei uma gralha no meu último comentário. Aqui fica a correcção.

    A Evolução, tal como qualquer teoria científica, não consegue explicar tudo. É possível e até provável que seja futuramente substituída por outra teoria que explique melhor os factos.

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  36. junior says:

    Ana silva
    Desculpe em entrar na conversa.
    Concordo com você em minima parte, sim as pessoas são curiosas de natureza porém se não fosse Deus não estaríamos falando sobre isso agora.
    Toda raça humana procura saber de onde veio todo o universo isso leva a duas hipóteses onde Acaso está contra Deus.
    Independente do lado que você está ainda sim qualquer um levanta duvidas se foi realmente o Acaso ou se realmente existe um Deus.
    Isso implica totalmente em dizer que não precisamos de Deus para sermos curiosos pois a curiosidade maior está relacionada a esse tema
    ”De onde viemos?”
    Sei certamente como toda minha convicção e com minha vida que existe um Deus por causa de experiencia própria, já passei por essa duvida mas oque nós responde esta duvida e curiosidade não são prova físicas ou cientificas mas sim o intimo com Deus através de Jesus.

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  37. Ana Silva says:

    Mats:

    Eu já sei que vai voltar a faze-lo, e que não o posso contrariar portanto aqui fica: Não é correcto editar os comentários dos outros, introduzindo neles os seus próprios cometários. Na verdade pode até ser considerado desrespeito e falta de educação. Alias, de toda a blogosfera que eu conheço, o Mats é o único que se intromete directamente nos comentários dos outros.

    “Quando um ateu evolucionista cai em desgraça, não é de todo incomum ele ser apresentado como “devoto Cristão”. Dê um exemplo, por favor.

    Saber distinguir um vírus de uma bactéria é básico em biologia. Utilizar os dois termos indistintamente é um erro que pode custar a passagem num teste para um aluno do ensino não superior. E um erro que só pode ser feito por distracção ou por simples ignorância. Um leigo com gosto por temas da Biologia (como parece ser ocaso do Mats) não faz um erro desses.

    Da mesma forma distinguir entre ateu e agnóstico é básico em teologia. Um ateu não acredita na existência de nenhum Deus. Um agnóstico não se pronuncia. Ateu e agnóstico partilham a não crença no Deus da Bíblia ou qualquer divindade conhecida. Mas, ao contrário de um ateu, um agnóstico aceita (pelo menos a possibilidade de) existência de divindades.

    “Como é que a Ana espera ser levada a sério quando nem sabe o que os grandes mentores da ideologia que defende (evolução) são defensores do ateísmo.” Muitos “evolucionistas” são agnósticos, não ateus. Alguns são cristãos.

    Por vezes o Mats parece ser dualista. Parece ver o mundo a preto e branco, sem tons de cinzento. Parece que para o Mats o mundo divide-se em Sim ou Não: uma pessoa ou é criacionista ou evolucionista. Ou acredita em Deus ou é ateu. Ou aceita a Bíblia como verdade absoluta ou não é cristão. Eu, por outro lado acredito que uma pessoa pode não ser criacionista nem evolucionista. E conheço muitos cristãos devotos que acreditam no Deus da Bíblia mas que também acreditam que partes da Bíblia são simbólicas.

    Nem de propósito o Mats escreve: “Segundo os evolucionistas, como “Deus nunca poderia ter criado as coisas como elas estão”, então a biosfera é o resultado de evolução. Usando a mesma lógica, se a evolução não aconteceu, então a criação aconteceu.” Na verdade o que costuma acontecer é exactamente ao contrário. Os criacionistas é que costumam defender a dualidade.

    Se não me falha a memória a Evolução consegue explicar o padrão dos fósseis (com algumas excepções), a visão dos vertebrados e o sistema imunitário. Quanto à “informação em código dentro da vida” (o DNA?) e a locomoção não sei. Mas a Evolução estar errada NÃO prova automaticamente que o criacionismo ou o design inteligente estão correctos.

    “Sim, é normal as pessoas manterem irredutíveis em relação ao que acreditam. Os evolucionistas fazem o contrário: se contradiz a evolução e os milhões de anos, é falso. E aí se mantêm irredutíveis e imunes a qualquer tipo de evidências.” O Mats tem de se decidir: os evolucionistas são irredutíveis como os criacionistas ou não são irredutíveis?

    Nota: “Porque é que você revela tal nível de falsidades quando é tão fácil mostrar que você está a mentir ou a fazer-se propositadamente de algo que não é, nomeadamente, de ignorante?” Não percebi esta sua crítica.

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  38. Ana Silva says:

    Mats:

    A certa altura no seu comentário o Mats fala do meu texto referente aos debates entre criacionistas e evolucionistas como se eu estivesse a falar dos comentários publicados no blog. Essa parte não percebi. Ou talvez tenha percebido mal: quando o Mats se referiu a debates eu pensei que se estava a referir aosnos debates entre criacionistas e evolucionistas que são feitos em muitas universidades nos EUA (muitos destes debates são gravados em vídeo e/ou áudio e transmitidos).

    Os criacionistas que participam em debates são quase sempre os mesmos e estão habituados a participar em debates. Os cientistas “evolucionistas” não estão habituados a participar em debates. Não tem nada a ver com a veracidade do que ambos (criacionistas e “evolucionistas”) defendem. Isto faz-me lembrar um daqueles pequenos pormenores da História: nos EUA o primeiro debate político entre candidatos à presidência transmitido pela televisão foi entre Kennedy e Nixon. Quem viu o debate pela televisão considerou que Nixon “perdeu” porque parecia muito nervoso e suava muito. Nada disto tem a ver com as políticas defendidas por Nixon. Para os telespectadores Nixon perdeu porque suou demais e Kennedy não.

    Quanto a Haeckel peço desculpa por não responder já. São duas as razões: preciso de tempo para terminar de ler os textos de forma a não cometer nenhuma gafe na minha futura resposta e tornaria esta resposta bem mais comprida do que já está. Fica para breve.

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  39. junior says:

    E conheço muitos cristãos devotos que acreditam no Deus da Bíblia mas que também acreditam que partes da Bíblia são simbólicas.
    =============================================================
    Pode ser cristão devoto mas não é verdadeiro, Meu amigo Daniel é um ateu que acredita em Jesus mas não em Deus, oque me diz?
    Como esses supostos ”cristãos” podem ser divididos?Como podem acreditar num Deus Verdadeiro e não acreditar nas obras feitas por Sua mão?

    ===========================================================
    Quanto à “informação em código dentro da vida” (o DNA?) e a locomoção não sei. Mas a Evolução estar errada NÃO prova automaticamente que o criacionismo ou o design inteligente estão correctos.
    ==========================================================
    Já reparou isso Mats tudo pode ser certo : Podemos ser um programa de computador, podemos ser criações de alienígenas, podemos ser fruto de uma imaginação,pode existir vários de mim em universos paralelos,podemos ser obra do acaso MENOS criações de Deus não é?Afinal de contas nada prova esse tal de criacionismo ou DI pois suas provas são de cientistas não credíveis!Esses milagres são acontecimentos físicos estranhos, essa voz que vocês ouvem é seu próprio cérebro e esse livro MILENAR QUE TRASNFORMA VIDAS não passa de uma invenção da igreja catolica!
    Depois nós cristãos que somos loucos -.-

    =============================================================

    Ps:Nunca vi ninguém reclamar sobre a edição dos comentários.

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  40. jonas says:

    Ana!
    Aqui vai um texto de Nancy Pearcey que coloca sem paixão a questão da Ciência e o seu berço e qual seriam as motivações das culturas para explicar o Universo e sua Ordem.A questão da Tecnologia também é ventilada.

    http://www.monergismo.com/textos/cosmovisao/cristianismo-estimulo-%20ciencia_Nancy-Pearcey.pdf

    Aqui vai mais um momento super Cool:”Muitas pessoas pensam que estão a pensar quando estão apenas a rea-arrumar seus preconceitos.”William James

    Nada pessoal,mas serve de alerta a todos nós.Fique bem.

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  41. Darcy says:

    Mats e amigos deste blog,

    Apenas para comunicar que estou sorteando o livro “Em Seis Dias: Por que 50 Cientistas decidiram aceitar a Criação”.

    O sorteio será feito hoje pelo Twitter (Perfil @Ler_pra_crer. São poucos os seguidores. Basta seguir e retuitar a mensagem com o link da promoção).

    Um pequeno trecho do livro foi postado aqui (Quem foi Adão?):

    http://lerpracrer.wordpress.com/2011/11/30/quem-foi-adao/

    Obrigado.
    Um abraço a todos!

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