Coabitação é degradante para a mulher

Mais casais vivem hoje em regime de coabitação do que em qualquer outra era da história, no entanto, os motivos que levam os homens a enveredar pela coabitação – e as suas preocupações – são vincadamente distintas das motivações femininas.

O estudo presente no Journal of Family Issues baseia-se em entrevistas pessoais aprofundadas e foca-se em sessões de grupos compostas por 192 indivíduos nos seus 20-quase-30 anos.

Em termos de sexo o grupo dividia-se em 50-50 (50% homens, 50% mulheres). Em termos de divisões rácicas, havia um número equivalente de caucasianos (brancos), negros e hispânicos.

Os tópicos incluíam os aspectos positivos e os negativos da coabitação, os motivos por trás da decisão da coabitação em substituição do casamento, motivos para não se coabitar, e o tipo de mudanças que poderiam ocorrer a partir do momento que o casal passasse a viver em regime de coabitação.

A socióloga Pamela Smock (University of Michigan Population Studies Center) afirmou:

Os homens e as mulheres espressaram expectativas distintas em relação ao relacionamento coabitante. Encontramos maior variação de sexo para sexo do que para grupo étnico para étnico. Isto sugere que há uma diferença substancial no papel que cada sexo atribui à coabitação durante a formação da união.

Smock levou a cabo o estudo juntamente com Huang of the University (California Hastings College of the Law), Wendy Manning (Bowling Green State University), e Cara Bergstrom-Lynch (East Connecticut State University). O estudo teve o financiamento da Eunice Kennedy Shriver National Institute of Child Health and Human Development.

Razões.

De modo geral, as razões-chave em favor da coabitação foram:
* Querer passar mais tempo com o/a parceiro/a
* Partilhar as dificuldades económicas
* Testar a compatibilidade.

No entanto, a maneira como os homens e as mulheres falavam destes 3 motivos era muito díspares. Enquanto que as mulheres identificam o “amor” três vezes mais do que os homens como motivo para viver junto, os homens identificam o “sexo” quatro vezes mais do que a mulher como motivo para a coabitação.

Embora ambos os sexos tivessem identificado a coabitação como um estado temporário onde a compatibilidade seria “medida”, grandes diferenças emergiram quando se falou nos propósitos finais da coabitação.

As mulheres olhavam para a mesma como um arranjo transicional tendo em vista o casamento, enquanto que os homens olham para o mesmo como uma forma de análise da relação – conveniente e de baixo-risco – com o objectivo de apurar se o relacionamento tinha o potencial para uma relação de longo duração.

Para além disto, aquando da qualificação deste “arranjo”alguns homens usaram termos degradantes para a mulher como “test-drive”. Para estes homens, a mulher é um “objecto” a testar durante a coabitação, tal como se testa um carro antes de adquiri-lo.

No entanto, a maior diferença entre os sexos centrou-se no que cada grupo identifica como sendo as desvantagens da coabitação. As mulheres acreditam que viver junto envolve menos compromisso e legitimidade que o casamento, enquanto que os homens viam a coabitação como uma limitação à sua liberdade.

O resto pode ser lido aqui.

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Qualquer mulher que se deixe enganar pela coabitação está a reduzir as suas hipóteses de ter um casamento longo, satisfatório e realizador. Qualquer homem que proponha a coabitação a uma mulher, está implicitamente a dizer “Eu quero usufruir de tudo o que tu tens para dar como mulher, mas não quero qualquer tipo de compromisso sério contigo“.

Que tipo de mulher aceita um “arranjo” tão degradante como este? Só mesmo a mulher que pensa que esta é a única forma de algum dia vir a casar, ou a forma mais “segura”. Mas se isto é assim, e se ela se acha com tão pouco valor para ser reduzida a um “objecto” a ser “testado”, então se calhar ela merece o tipo de sofrimentos que normalmente acompanham as relações sem compromisso.




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Salmo 139:14 - Eu Te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as Tuas obras
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