O que levou Adolf Eichmann a rejeitar a salvação?

Fonte

Adolf Eichmann (1906–1962) foi um dos principais arquitectos do Holocausto Nazi, onde seis milhões de Judeus foram sistematicamente assassinados. A sua função era a de manter a capacidade de matança dos campos de concentração, providenciando um fluxo constante de vítimas.

Depois de ter sido capturado na Argentina (1960), ele foi julgado por crimes de guerra em 1961, num tribunal de Jerusalém, declarado culpado, e sentenciado à morte. Depois do seu julgamento, o Rev. William L. Hull, que passou 27 anos em Israel como missionário Cristão, foi designado como conselheiro espiritual do condenado pelo Ministério Israelita dos Assuntos Religiosos.

Entrevistando um assassino

Durante o ano de 1962, e por um período de 50 dias – desde o dia 11 de Abril até ao dia em que ele foi executado, 31 de Maio – Hull levou a cabo 14 entrevistas com Eichmann (cada uma com a duração de uma hora) quando ele se encontrava na sua cela em Ramleh.

Na primeira destas emtrevistas Hull deu a Eichmann uma Bíblia em alemão, e as entrevistas que se seguiram tomaram a forma de discussões em torno de versículos escolhidos por Hull que Eichmann concordou em ler entre as entrevistas.

Muitos destes versículos lidavam com assuntos como o julgamento de Deus sobre todos os homens, e incluíam passagens como Lucas 12:3-5, Salmo 9:17, Hebreus 9:27, Romanos 1:16-32, e passagens do Evangelho tais como João 3 e João 14:6. No total, Hull usou mais de 70 passagens Bíblicas.

The Struggle for a Soul é a descrição de  Hull  do que transpirou desses encontros. No prefácio, Hull cita uma razão para escrever o livro:

O mundo tem  direito de saber, se é que se pode saber, como é que um ser humano se disponibilizou para ser usado como tal instrumento de destruição. . . .que sirva de aviso contra ele, uma vez que foi o mundo que produziu um Adolf Eichmann (p. xii).

Hull continua afirmando que  “Eichmann morreu negando fé em Jesus Cristo, e negando precisar que qualquer Mediador [entre ele e Deus]“, e que “a sua rejeição quase pública de Jesus Cristo desassociou-o completamente, bem como os seus actos malignos, do Cristianismo” (p. xiii)

Hull ressalva que não havia nada de confidencial ou de confessional no que Eichmann disse uma vez que o Chefe Prisional encontrava-se presente durante as entrevistas, para além de estarem presentes quatro guardas (que ouviram todas as palavras que ele disse – p. xi), bem como a Srª Mrs Hull, que serviu de intérprete. Para além disso, Eichmann nunca chegou a fazer qualquer admissão de culpa.

Durante estas entrevistas, Eichmann confirmou que ele havia sido educado na Igreja Evangelische (p. 34), mas que não acreditava que Jesus havia morrido para salvar os pecadores (p. 37). Eichmann disse que encontrou Deus na natureza (p. 35) e através do que os filófosos escreveram (p. 83). Ele disse que o Antigo Testamento “mais não era do que uma colecção de histórias e fábulas Judaicas” (p. 23), e que ele não tinha qualquer uso para o Novo Testamento. (p. 30).

Ele não acreditava no inferno (p. 24) ou em Satanás (p. 86), e não acreditava que alguém precisasse dum Salvador (pp. 132–33, 140). Ele declarou “Não tenho nada a confessar“, “Não tenho pecado“, e “Não me arrependo de nada” (p. 83). Outros assuntos levantados por Eichmann inclu´´iam o Budismo, e as crenças de Kant, Planck, Schopenhauer, Nietzsche e Spinoza.

O evolucionismo de Eichmann

Houveum tópico que Eichmann mencionou pelo menos seis vezes, em visitas distintas: a sua crença na teoria da evolução e nos milhões  de anos.

  1. Durante a segunda visita de Hull, Eichmann perguntou, “Se Deus precisava de enviar o Seu Fillho, porque é que Ele esperou? Porque é que Ele não O enviou milhões de anos mais cedo?” (p. 36).
  2. Na terceira visita, Hull pediu-lhe que lesse Génesis 2:7. Eichmann leu em voz alta: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em seus narizes o fôlego da vida: e o homem foi feito alma vivente.” Eichmann respondeu imediatamente , “Mas eu não acredito que o homem foi criado por Deus. A minha crença é a de que o homem evoluiu a partir dum protoplasma“. (pp. 46–47).
  3. Durante a quarta vista Eichmann perguntou outra vez, “ … porque é que Deus esperou … milhões de anos, desde o princípio da criação, e só disponibilizou esta salvação através do Seu Filho há 2,000 anos atrás?” (p. 53).
  4. Depois desta visita, Eichmann escreveu uma carta a Hull: “Não me encontro pronto a aceitar o que quer que seja que contradiga as minhas concepções naturalistas.” Disse ainda “ … durante os milhões de anos de transformação, o homem desenvolveu-se de modo progressivo até se tornar no ‘Homo sapiens’” (p. 77).
  5. Na sexta visita Eichmann repetiu, “Durante milhões de anos Deus criou e preparou o mundo” (p. 69).
  6. Então, numa longa carta que Eichmann escreveu a Hull, que surgiu da sua oitava visita, ele citou o Papa Pio XII dizendo “o início do tempo pode ter acontecido há cerca de 10 mil milhões de anos atrás.” Ele citou também Spinoza afirmando que “neste mundo não exista nada que seja maligno nele mesmo”.  Ele acrescentou o seu próprio comentário: “O Homem. o produto dum desenvolvimento ordenado pelo Criador, encontra-se ainda na fase inicial do seu desenvolvimento, a caminho da perfeição.” E: “O nosso antigo instinto animal desaparecerá mediante o esforço presente em nós mesmos. Mas o desenvolvimento humano rumo à perfeição tem que ser quantificado não em gerações mas em eões” (pp. 146–49).

Claramente, Eichmann tinha uma mundivisão evolucionista. Embora comparativamente este seja um termo moderno, isto não significa que os efeitos deste sistema de crenças não  existiam em 1962.

O Darwinismo Racial, proposto por Hitler e absorvido por Eichmann, influenciou todo o seu pensamento e forneceu-lhe a base racional para a sua participação no Holocausto Nacional Socialista sem qualquer tipo de condenação pelo que fez. Também lhe preveniu de aceitar a verdade de qualquer dos versos que Hull lhe citou.

Parece que Hull não se apercebeu da chave para a alma de Eichmann, embora Eichmann lhe tenha agitado a bandeira em torno dela em pelo menos seis ocasiões distintas da sua interacção.  Como já vimos, o prefácio de Hull culpou “o mundo” por produzir um Adolf Eichmann, no entanto, foi a crença evolucionista de Eichmann, de que a Terra tem milhões de anos (com tudo o que isso implica), que motivou as suas acções e endureceu a sua consciência.

Essa crença evolucionista revelou-se um bloqueio absoluto nas tentativas de Hull em levá-lo a, pelo menos, levar em consideração qualquer dos versos do Evangelho retirados da Bíblia (que ele leu ou que lhe foram citados).

Curiosamente e surpreendentemente, no seu livro, e na linha que se seguiu à citação do Papa Pio XII que Eichmann fez em torno dos “dez mil milhões de anos”, Hull acrescentou um parentesis:  (Segundo a datação radioactiva, foi há cinco mil milhões de anos.)” (p. 147). Isto parece indicar que o próprio Hull acreditava nos “milhões de anos”. Será que isto indica que ele era um evolucionista teísta?

De qualquer das formas, parece que Hull não ofereceu qualquer refutação científica ou Bíblica ao sistema de crenças evolucionista de Eichmann, e nem viu necessidade de o fazer.

A mensagem para nós, Cristãos

A mensagem para qualquer Cristão quer quer ganhar almas para Cristo nos dias de hoje é clara. Não só ele tem que subscrever a visão Bíblica sem qualquer tipo de reservas, e aceitar a Autoridade total da Palavra de Deus, como tem que ser capaz de manter e defender essa visão contra os argumentos da visão mantida pelos outros. Basicamente, ele tem que substituir a cosmovisão não-Bíblica da pessoa que quer ganhar para Jesus pela visão Bíblica.
Como diz Hull no seu prefácio (p. xiii), é verdade que “A salvação não é o resultado de se vencer debates ou de se convencer alguém da sabedoria de ser salvo . . . [mas] o resultado do Evangelho ser pregado a um coração amolecido e suavizado pelo Espírito Santo”.
No entanto, duas coisas têm que ser ditas:
  1. Qualquer pessoa que quer manejar a Espada do Espírito (“que é a Palavra de Deus” – Efésios 6:17), tem que se certificar primeiro que a mesma não está bloqueada pela não aceitação da autoridade da mesma pela pessoa que a maneja.
  2. Também é verdade que antes do “solo pedrajoso” se tornar “bom solo”, as pedras têm que ser primeiro retiradas.

Quão trágico que Hull não tinha respostas para os argumentos centrais e determinantes da cosmovisão de Eichmann. A Bíblia inequivocamente descreve uma criação recente do universo e da Terra, e  especificamente  atribui estas actividades aos actos imediatos de Deus através do Poder da Sua Palavra.

Para além disso, existe uma vasta gama de evidências no mundo físico à nossa volta que demonstra que o Registo Histórico reportado no Livro de Génesis não só é o correcto, como é a forma como o universo e a Terra vieram a existir (Romanos 1:20).

Quantas pessoas existem hoje que precisam de ser convencidas desta verdade antes de aceitarem que precisam da salvação que Deus gratuitamente disponibiliza?

1 Coríntios 1:18 lembra-nos duma coisa muito importante: “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas, para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.

* * * * * * *

A importância de Génesis fica mais uma vez demonstrada através dos momentos finais da vida de Eichmann, e através da forma como ele usou a teoria da evolução para justificar a rejeição da salvação gratuitamente oferecida por Deus. É precisamente com esse propósito que o inimigo das nossas almas criou a teoria da evolução: para separar o homem de Deus e colocá-lo na rota do inferno.

Todos os Cristãos sabem (ou deveriam saber) que a fé na evolução é um passo que é dado depois de se ter perdido a fé em Cristo. Ou seja, embora existam pessoas que afirmam ter perdido a fé em Cristo “depois de ler Darwin”, a verdade dos factos é que a sua fé já estava perdida antes disso ; ela só buscava uma forma de se justificar.

No entanto, apesar do uso da teoria da evolução ser uma desculpa a posteriori que os ateus usam para justificar a sua rejeição da Moralidade Bíblica, a verdade dos factos é que é muito importante que o Cristão esteja munido com os versículos e com os dados científicos relevantes de modo a que ele possa contradizer o ateu,  e mostrar a ele que a sua rejeição nada tem a ver com a ciência, mas sim com a sua aversão de ter que responder a Alguém.


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"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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10 Responses to O que levou Adolf Eichmann a rejeitar a salvação?

  1. É verdade. A teoria da evolução afeta o homem em todas as áreas, principalmente a espiritual.

    Eu tenho percebido que as pessoas realmente acham que o mundo está “evoluindo”. Elas colocaram em suas cabeças que “evoluir” é sempre bom. E isto é reforçado pelas propagandas, TV, cinema etc. Certo dia no cinema, vi uma propaganda de uma escola infantil, que dizia que o mundo estava ficando melhor. O filme que assistir falava de um mundo onde o homem estava evoluindo tecnologicamente a ponto de viajar no tempo, e para fechar, no filme as pessoas estavam evoluindo biologicamente, tinham ganhado poderes telecinéticos.

    É nesta rede mental, que nossa sociedade vive hoje, as pessoas sofrem “lavagem cerebral homeopática”.

    O mais engraçado de tudo isto, é que as pessoas não param para refletir. Como podemos estar “evoluindo” espiritualmente, se o século 20 foi o mais sangrento de todos?
    Como podemos estar evoluindo biologicamente? O número de problemas genéticos só aumentam.

    Eu já cansei de debater estas coisas com amigos meus, e vou te dizer, é difícil discutir com eles, a mentalidade deles já está comprometida com esta visão de mundo evolutiva. (Acho que até pior que Adolf Eichmann)
    Por mais que eu mostre evidências que refutem a evolução, eles não aceitam, um outro chegou ao ponto de dizer que para ele a evolução não era teoria, era lei.

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    • # says:

      Concordo inteiramente com seu comentário. Existe sim uma lavagem que está sendo feita as custas de ser “educado/informado/culto”. E isso ja vai desde muito tempo….

      Pano de fundo:
      Teoria da Evolução (ensinada nas escolas, na minha era matéria de Ciência no primeiro grau)
      Eugenia (genética era matéria de ciência com muita importáncia também)
      Agentes Secretos
      WWI
      WWII – Nazismo (propaganda)
      Institucionalização de agências de serviço secreto
      Menguele e outros nazistas exportados – Torturas sistemáticas – Criação de manicômios (uma legalização de “prender” aquele que tem opinião diversa)
      Disseminado MkUltra
      Guerrilhas (sempre acompanhado de genocidio e torturas)
      Ditadura (sempre acompanhado de genocidio e torturas)
      Movimento Rock’nRoll
      Guerra do Vietnã
      Liberação sexual
      Consumismo de drogas licérgicas
      Desistruturação da família
      Mudanças de regimes políticos
      Capitalismo
      Criação de blocos de países
      Globalização
      Euro
      BRICS
      NAFTA
      Taxa do carbono
      Orgãos internacionais implementados
      Jurisdição Internacional

      Na mídia, pela frente:
      Evolução científica, pesquisas = “homem mais capaz inteligente”
      Disseminação de tecnologias de comunicação/eletricidade (luz, telefone, radio, telegrafo…)
      Cinema – difusão de uma cultura moderna
      Grande Vitória dos aliados! A falsa vitória contra o nazismo
      Implementando ações de Propaganda
      Bens de consumo
      Difusão da TV
      Criação de programas iniciando um “novo parâmetro de cultura” – invasão as casas
      Banalização de teorias de conspiração – paranóia
      Independência
      Celular
      Existencialismo X Curtir a vida
      Movimento Gay
      Shopping centres, arranha-céus = tecnologia/desenvolvimento
      Ecologia – cuidar dos animais, outras espécies (esqueça a humanidade)
      Jornalismo sensacionalista – exploração de imagens violentas = desumaninação
      Jornalismo superficial e controlado
      Internet – mais globalização
      fenômeno FACEBOOK (big brother??)
      Google – google earth (satélite)
      CCTV (big brother??)

      Alguns tópicos para mostrar como a lavagem celebral foi realmente feita ao longo dos anos em nós (vide todos investimentos na pesquisa de MKUltra). Infelizmente teorias de conspiração foram banalizadas e seus pesquisadores descreditados, colocados como paranóicos/esquizofrenicos. Hoje, qualquer pessoa orando pode ser considerada louca (termo que foi criado durante as pesquisas nazistas – esquizofrenia). Deus nos alertou incessantemente na Bíblia sobre conspirações, contudo ele nunca mencionou doença mental e sim homens endiabrados. O que o adversário precisa é somente de uma brecha pra entrar. E nesse mundo que deixamos construir, a coisa mais fácil é deixar uma brecha sem nem ao menos perceber, de tão imersos em valores distorcidos que estamos. Contudo, Deus onipresente já sabia disso e nos enviou seu único filho para nos salvar.

      Por isso, aqueles que acordarem e procurarem por Ele com o coração puro, Ele receberá com todo o AMOR que só Ele demonstrou ter por nós. E lembrar sempre das quantas vezes Jesus nos pediu para ter ânimo e o maior incentivo que Ele nos deu em palavras e atitude: Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. (jo 16:33) Aqui Ele demonstra que Ele já venceu, temos somente que ter bom ânimo (e FÉ).

      Gostaria de acrescentar que o momento que estamos na história pede muitas orações de cristãos como vocês com toda a FÉ para que o JUSTO e VERDADEIRO venha na sua glória e extermine o resto de Baal e que ELE reine para todo o sempre com amor e paz entre os homens. Seria interessante ver esse invcentivo a oração aqui também.

      Parabenizo o trabalho de vocês! Adorei o blog! Estou reaprendendo muito aqui.

      Que o AMOR de Jesus Cristo nos acompanhe.

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  2. “Como podemos estar “evoluindo” espiritualmente, se o século 20 foi o mais sangrento de todos?”

    O século XX, pese embora as inúmeras guerras e genocídios, foi uma época histórica em que a esperança média de vida foi a mais alta em todos os tempos e em que a probabilidade de ser morto numa guerra foi a mais baixa de todos os tempos.

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    • “época histórica em que a esperança média de vida foi a mais alta em todos os tempos”

      Questionável! Você está se baseado nos dados dos últimos 5000 anos da história humana? Existem documentos históricos que falam de homens vivendo 900 anos ou mais.

      “e em que a probabilidade de ser morto numa guerra foi a mais baixa de todos os tempos.”

      Eu não estava falando de guerra, mas já que você falou, me explica como é menos provável de ser morto numa guerra moderna, com tantas armas mais poderosas do que numa época em que você só tinha espada e flechas?

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  3. Desses homens a viverem 900 anos ou 128 000 como reza a Epopeia de Gilgamesh, há muitas dúvidas….

    Concordarás que a esperança média de vida nos século XX é, de acordo com os dados que temos, extraordinariamente mais alta que em todas as épocas anteriores.

    A verdade é que o século XX mesmo com os arsenais atómicos, armas de destruição maciça, etc e etc foi um século em que houve grandes períodos de paz. No século XIX e nos anteriores a beligerância foi muito maior e tinha como fim a destruição de populações. Se recuarmos mais no tempo ; Idade Média, por exemplo, a beligerância era maior ainda.

    Claro que os números absolutos são maiores. Na idade Média não era possível matar seis milhões de judeus porque a população era muito menor.

    Estima-se que o primeiro rei de Portugal, Afonso Henriques, na conquista de Lisboa e Santarém tenha matado mais de dez mil Mouros, judeus e Cristãos. A população estimada do que agora é Portugal seria de 100 000 pessoas. Estes dez mil eram 10% da população.
    E certamente teve baixas do seu lado.

    Se pensares na população que viveu no século XX podes ver que a probabilidade pessoal de ser morto numa guerra ou mesmo assassinado é notavelmente mais baixa que em qualquer época histórica anterior.

    Repara na desproporção de percentagem de mortos na segunda guerra mundial que foi global e na conquista de Afonso Henriques.

    II Guerra : cerca de 60 000 000 numa população de 2 500 000 000

    A.H. : 10.000 em 100 000

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    • “Desses homens a viverem 900 anos ou 128 000 como reza a Epopeia de Gilgamesh, há muitas dúvidas….”
      Haver dúvidas não os torna totalmente inválidos (há dúvidas em todos os documentos históricos) , há de se considerar também quais destes documentos são os mais aceitáveis. Talvez a epopéia de Gilgamesh não o seja de todo.

      Seus dados se resumem a um pequeno espaço de tempo na história da humanidade. Talvez o que? 200 anos?

      Estou falando de toda a história humana, afirmar que o século 20 foi o mais pacífico de todos os tempos é uma mentira sem tamanho.

      Houveram muitos períodos de paz ao longo da história da humanidade, muitos deles duraram até mais que “os longos” períodos de paz do século 20, afinal de contas o que são longos períodos de paz para você? 10 anos?

      A verdade é que houveram guerras todos so dias no século 20, nada de novo claro, faz parte da natureza humana decaída. Não houve um dia sequer de paz no século 20.

      Olha o jogo que você faz: II Guerra – 60 000 000 contra 2 500 000 000 parece um número relativamente pequeno né?

      Mas quem disse que TODO o planeta estava em guerra durante a segunda guerra mundial? Quantas pessoas estavam envolvidas diretamente na guerra? 2 500 000 000? Você compara um vila com o planeta todo, óbvio que a diferença vai ser absurda.

      Não estava falando de números absolutos, mas de proporcionalidade. E você fez exatamente o que você me acusa de ter feito.

      Num único golpe 250 000 pessoas foram mortas em Hiroshima e Nagasaki. E gerações foram afetadas pelos efeitos da radiação.
      É óbvio que a probabilidade de morrer numa guerra moderna é muito maior, devido ao poderio das armas modernas.

      Antes uma guerra demorava dias para chegar a um determinado lugar, hoje chega de avião ou mísseis, e quando você vê, a bomba já está explodindo sobre sua cabeça.

      Numa guerra antiga, um olheiro avisava a população e todos podiam fugir, ou se abrigar num forte. Um cidade fortificada era difícil de invadir, necessitava de muitos dias para conseguir penetrar numa fortaleza.

      Hoje? Jogasse uma bomba e pronto.

      Mas como eu disse, não estava falando de guerras, mas de massacres, genocídio. Houve genocídio no passado? Claro que houve, mas nunca houve um genocídio tão sistemático como no século 20.

      7 milhões de pessoas definhando durante um ano de fome na Ucrânia, pelas mãos dos soviéticos.
      6 milhões de judeus mortos durante o regime nazista.
      E o número não para de crescer, foram muitos massacres, nada novo é claro, faz parte da natureza decaída humana.

      Se o século 20 foi o mais pacífico, então não sei como ainda tem seres humanos vivendo sobre a face do planeta.

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      • Eduardo says:

        “É óbvio que a probabilidade de morrer numa guerra moderna é muito maior, devido ao poderio das armas modernas.”

        Nem tanto, meu caro Abraão.

        Peguemos o exemplo da Primeira Guerra mundial, onde a penicilina ainda não tinha sido desenvolvida. A probabilidade de alguém morrer por causa de um simples arranhão era absurda. Os avanços tecnológicos(que ironicamente tiveram seus picos durante guerras) também foram responsáveis por salvar as vidas de milhões de feridos, que aumentariam em muito o número de baixas de ambos os lados.

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      • Deixa cair uma bomba na tua cabeça para ver se a penicilina vai te salvar. (Não se ofenda foi uma piada)😀

        “A probabilidade de alguém morrer por causa de um simples arranhão era absurda. ”

        Era maior, mas não era absurda. Você acha que as pessoas não se feriam naquela época? Provavelmente o homem era mais robusto, pois os mais fortes sobreviviam.

        Não havia esgotamento sanitário como hoje, não havia tratamento de água, não havia tecnologia para melhores colheitas, não havia hospitais etc. Como eles puderam viver por tanto tempo né? Me parece mais plausível acreditar, que eles eram mais robustos.

        Hoje pelo que vejo, somos muito mais suscetíveis a doenças. Faz sentido ter todo este cuidado médico.

        Quantas pessoas na Africa, você acha que tem acesso a penicilina? E a Africa é apinhada de gente.

        Como eu quis dizer ao João: A comparação é injusta, estamos falando de flechas e espadas contra mísseis e bombas nucleares, fuzis, metralhadoras, armas que podem arrancar um braço a quilômetros de distância, derreter predios e se possível montanhas. “Penicilina” não faz milagres.

        Sinceramente é evidente que é mais fácil morrer numa guerra moderna. Não estou falando de feridos que podem ser recuperados, estou falando que as armas matam mais! É mais difícil ficar vivo o suficiente para ser tratado por um médico que antigamente.

        Outro fator agravante, os povos antigos, viam as populações locais como riqueza, eram as pessoas que iriam contribuir para que a nação conquistadora fosse mais rica. A economia era totalmente amarrada a força de trabalho braçal. Os impostos eram comida, bebida, roupas etc.

        Conquistava-se a cidade, derrotando o exercito, e a partir daí, cobrava-se o o tributo ( imposto ).

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  4. Bom!

    Se te queres convencer que o século XX foi mais mortífero que os séculos anteriores nada tenho contra isso….

    Os factos são : a probabilidade dum ser humano morrer vitima duma guerra em percentagem foi muito menor no século XX que no século XIX. Na idade média a probabilidade era muito maior que no século XIX e por aí fora.

    Claro que em valores absolutos e como a população cresceu muito desde o século XVIII morreram mais pessoas em guerras no século XX que nos primeiros cinco séculos da nossa era. Isso deve-se às diferenças de população. Em Portugal no inicio dos descobrimentos éramos menos de 400 000 pessoas…agora somos dez milhões e meio….

    Não sei se isto é evolução ou não. Penso é que é melhor para as pessoas.

    Não achas?

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    • Ai está, evolução tecnológica não é evolução espiritual. Não houve evolução espiritual na humanidade. Saímos de uma época transitória, onde se acreditava em valores absolutos para uma época de relativismo extremado.

      Mas o relativismo, em parte, já foi a bandeira da humanidade em outros tempos.

      De fato, para quem tem acesso a tecnologia, é ótimo, mas infelizmente a tecnologia é cara e nem todos tem acesso a ela.

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