Catástrofe global dizimou antigas florestas

FlorestaFungos são organismos uni ou multi-celulares que processam material orgânico – tal como madeira em decomposição – de modo a absorver os seus nutrientes. Sem serem plantas ou animais, eles variam de cogumelos até levedura unicelular.

Os cientistas investigavam os químicos orgânicos encapsulados numa formação de rochas sedimentares na Itália quando descobriram evidências de que um fungo extinto alimentou-se de madeira morta durante numa altura em que as florestas mundias haviam sido catastroficamente erradicadas.1  O que é que causou um tal efeito universal nas florestas, e o que leva a que material orgânico permaneça sobre rochas supostamente com 251.4 milhões de anos?2

Pesquisadores da Grã-Bretanha, EUA e Holanda colaboraram em identificar o microfóssil orgânico nos restos minúsculos. Ainda é possível discernir a forma das células, incluíndo as suasfibrosas formas de cadeia ou corrente. Estes organismos, chamados de Reduviasporonites, têm sido o objecto dum debate intenso: foram eles um fungo ou algas filamentosas?

Análises químicas convenceram alguns pesquisadores de que estes organismos são algas, mas pesquisas recentes dão apoio a tese de que estes microfósseis eram na verdade fungos.

Se os Reduviasporonites eram algas, então a sua ampla distribuição por todo o globo indicaria que o mundo estava, então, “estagnado e inundando“. No entanto, se eles eram um fungo, então o mundo encontrava-se dominado por “uma perda maciça de biomassa em pé” – uma catástrofe global de desflorestamento.3 Curiosamente, a natureza global do grande Dilúvio, tal como descrito em Génesis, está de acordo com a universalidade de ambos os cenários.

Os cientistas associaram a linha temporal da proliferação deste fungo pela Terra com a extinção do período Permiano-Triássico, onde cerca de 96% dos organismos marinhos, e 70% dos organismos terrestres, foram extintos. Por aquela altura, “as florestas do mundo foram dizimadas,”1 fornecendo uma fonte alimentar de escala mundial para o fungo.

Siberian TrapsA catásfrofe foi associada a um fluxo de lava tremendo, de dimensões continentais, que gerou o que é conhecido hoje como as Armadilhas da Sibéria [“Siberian Traps”]. Isto cobre uma área de cerca de 100,000 milhas quadradas na Sibéria. No ano de 1991, o fluxo foi implicado como gatilho provável para a extinção global.4 Segundo esta óptica, os fumos tóxicos dos enormes campos de lava criaram chuva ácida suficiente para matar as florestas mundiais.

Mas se esta hipótese está correcta, porque é que mais criaturas marinhas foram exterminadas que as criaturas terrestres? Deveria ser exactamente o contrário.

No comunicado de imprensa da Imperial College, Mark Sephton, autor principal do estudo actual publicado no jornal Geology,3 afirmou:

Ironicamente, as piores condições que se podem imaginar para as plantas e para os animais forneceram as melhores condições possíveis para o florescimento do fungo.1

A análise química foi levada a cabo com um instrumento suficientemente sensível para medir pequenas quantidades de carbono e nitrogénio, incluíndo os seus isótopos. Será que estes elementos são dos corpos dos microfósseis originais, ou são eles paredes celulares bem preservadas compostas por material de substituição?

Semelhante à análise química levada a cabo junto dos tecidos macios dos dinossauros, incluíndo o bem-caracterizado colagénio encontrado nos “fósseis” de ossos de dinossauro, a existência de material de parede celular orgânica dum período tão remoto é uma contestação à interpretação evolucionista em torno dos milhões de anos associados aos restos.5 O fungo no seu interior possui quitina nas suas paredes celulares, e os insectos (artrópodes) possuem também o químico quitina nas suas ultraperiféricas (ou exteriores) cutículas protectoras.

Os autores do estudo ressalvaram o enigma que é a existência de qualquer quantidade de quitina ainda preservadas nas rochas, afirmando que “extensivas análises geoquímicas e orgânicas” mostram que a quitina decai rapidamente e como tal, não deveria persistir durante tanto tempo. “Paradoxalmente, no entanto, restos de fungos bem preservados, bem como cutículas de artrópodes, possuem um longo registo fóssil3

Mas a presença de quitina nas rochas sedimentárias não é um “paradoxo”, mas sim uma contradição directa às idades evolutivas na ordem dos milhões de anos associadas ao estrato.

Os autores notaram que material orgânico “mais resistente” poderia ter substituído a quitina original, e mostraram evidências que isto pode ter ocorrido depois da  deposição generalizada do Reduviasporonites.3 No entanto, não existe qualquer tipo de confirmação para a tese de que este material de substituição poderia ser capaz de resistir aos cíclos de nitrogénio e carbono durante vastos períodos de tempo, nem que estes fósseis são constituidos por este material de substituição.

O modelo Bíblico construído em torno do Dilúvio de Génesis pode incorporar todos estes dados fazendo menos pressupostos.

DiluvioPartindo dos dados disponibilizados pela Bíblia, mais criaturas terrestres teriam sobrevivido ao cataclisma do que criaturas marinhas uma vez que as terrestres foram preservadas numa gigantesca embarcação. E quando “se romperam todas as fontes do grande abismo,” 6 material quente – incluindo lava, vapor e água – seriam ejectados através da crosta terrestre. Este evento singular e destrutivo teria disponibilizado energia suficiente para gerar uma fluxo de lava com a dimensão da Sibéria.

Segundo a maior parte dos geólogos criacionistas, os estratos rochosos contendo fósseis foram depositados durante o ano em que durou o Dilúvio. Para além disso, a recente ocorrência do Dilúvio, tal como determinada pela cronologia Bíblica, responde à questão do porquê os químicos de curta duração dos Reduviasporonites persistirem nas rochas sedimentares até ao dia de hoje.

Conclusão:

Portanto, quando alguém rejeita a historicidade do Dilúvio global, ele rejeita as inúmeras tradições em torno do mesmo, os fósseis que revelam um evento catastrófico, as descrições históricas do evento, as lendas, a linha temporal Bíblica, a plausibilidade do Dilúvio, os  animais marinhos gigantescos enterrados onde practicamente não há água, a origem da água , a impossibilidade científica da Terra ter “milhões de anos”, montanhas com fósseis de animais marinhos, o catastrofismo, e, acima de tudo, a Palavra do Criador, que ensina uma Terra Jovem.

Fonte

Referências

  1. New ancient fungus finding suggests world’s forests were wiped out in global catastrophe. Imperial College London press release, October 1, 2009.
  2. Jin, Y. G. et al. 2000. Pattern of Marine Mass Extinction Near the Permian–Triassic Boundary in South China. Science. 289 (5478): 432–436.
  3. Sephton, M. A., et al. 2009. Chemical constitution of a Permian-Triassic disaster species. Geology. 37 (10): 875-878.
  4. Renne, P. R., and A. R. Basu. 1991. Rapid Eruption of the Siberian Traps Flood Basalts at the Permo-Triassic Boundary. Science. 253 (5016): 176-179.
  5. Thomas, B. Dinosaur Soft Tissue Issue Is Here to Stay. Acts & Facts. 38(9): 18.
  6. Genesis 7:11.

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7 Responses to Catástrofe global dizimou antigas florestas

  1. Votos de bom Natal e dum óptimo 2013 para todos.

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  2. Paulo says:

    As evidências de um Diluvio global estão espalhadas por toda a parte do planeta. Para mim, desde minha juventude, a abundância de água no planeta sempre foi motivo para não duvidar da veracidade do relato bíblico. Com o passar do tempo, porem, mais evidências foram se acumulando e ultimamente com a descoberta de uma estrutura de madeira no monte Ararate não dá mais para levar em conta os argumentos ateístas que querem desacreditar esse evento histórico, bem como os demais achados da arqueologia bíblica. Esse artigo só vem a somar para a edificação da nossa fé no único Deus verdadeiro. (João 17:3)

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    • Ismael says:

      Amém

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    • Echad Adonay says:

      “no único Deus verdadeiro”

      Tu quer dizer Na Trindade, Paulo?

      Ao artigo, as explicações para o referido evento pode ser todas, menos um dilúvio, como é uma possibilidade já rejeitada a priori, depois, os ateus querem usar dados que tem a rejeição a um dilúvio como um paradigma central antes mesmo de começar para provar inexistência de diluvio!

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      • Paulo says:

        Echad Adonay diz:

        ““no único Deus verdadeiro”

        Tu quer dizer Na Trindade, Paulo?”

        Não, meu caro, eu não quero dizer nada porque não preciso dizer nada a respeito disso. O próprio Jesus foi quem declarou em oração a expressão “o único Deus verdadeiro”. (João 17:3) Pra mim essa declaração dele já basta. Não é meu objetivo aqui entrar em detalhes de interpretação da Bíblia. Minha posição a respeito é de que só existe um Deus verdadeiro, cujo filho unigênito é Jesus Cristo.

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      • Mats says:

        Não esquecendo que o Filho de Deus partilha da Natureza Divina do Pai (João 1:1-3).

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