Pode a pele de dinossauro permanecer intacta durante milhões de anos?

Pele de Dinossauro

E de noite saí pela porta do vale, para a banda da fonte do dragão, e para a porta do monturo, e contemplei os muros de Jerusalém, que estavam fendidos, e as suas portas que tinham sido consumidas pelo fogo.
Neemias 2:13

Ser o primeiro a examinar um fóssil de dinossauro enterrado em rochas sedimentares é suficientemente excitante para um pesquisador de campo. Mas uma equipa a trabalhar no Canadá encontrou um bónus emocionante num fragmento dum fóssil de hadrossauro: uma genuína pele de dinossauro agregada ao fóssil.

Eles encontraram o fóssil de dinossauro de bico de pato perto de Grand Prairie (Alberta). Mauricio Barbi, físico da Universidade de Regina, opera um equipamento síncrotron topo de gama que consegue detectar e identificar “assinaturas” químicas sem destruir as amostras. Ele tenciona usar a tecnologia para investigar o fóssil peculiar e a sua pele. Barbi declarou o seguinte à “Canadian Light Source” (CLS), que alberga o dispositivo síncrotron:

Enquanto escavavamos o fóssil, pensei que estávamos a olhar para algo parecido com a pele. Foi então que reparei um pedaço a sair e apercebi-me que isto não er algo comum; isto era pele genuína.1

E o que é que tencionam fazer com esta “pele genuína” ? Diz Barbi:

As pessoas envolvidas na escavação encontravam-se muito excitadas com a descoberta, e dando prontamente início a discussões em torno de futuros projectos de pesquisa.1

Cada projecto examinará uma questão distinta. Por exemplo, eles planeiam determinar qual era a cor da pele do dinossauro investigando as melanossomas que se encontram na pele. Em 2010 pesquisadores chineses levaram a cabo análises semelhantes num dinossauro Sinosauropteryx.2

Qual é a pergunta (que serve de base para pesquisa) que carrega consigo o maior mistério?

Mas talvez o maior mistério que Barbi tenta responder no CLS é como é que o fóssil se manteve intacto durante 70 milhões de anos.

Barbi declara:

Há algo de especial com este fóssil e com a área onde ele foi descoberto, e eu estou determinado em apurar o que é.1

Sem dúvida que este fóssil é especial mas encontrar a resposta certa é mais fácil se primeiro encontrarmos a pergunta correcta. Colocar ênfase em alguma qualidade especial “deste fóssil” que tenha permitido que ele permanecesse “durante 70 milhões de anos” não parece ser a pergunta certa. Esta linha de investigação salta por cima dum mistério mais relevante e fundamental: quanto tempo pode a pele de dinossauro realmente persistir no tempo?

Se por acaso nós entrássemos numa sala e nos deparássemos com uma vela acesa, quem no seu perfeito juízo daria imediatamente início a uma linha de pensamento que tentasse apurar a forma como a vela tinha ficado acesa durante milhões de anos? Não faria muito mais sentido tentar saber quanto tempo passa até que uma vela se apague?

Semelhantemente, perguntas que assumem algum factor especial nesta pele ou nas condições terrestres que supostamente permitiram que ela durasse os imaginários “milhões de anos”, ignoram o que já se sabe sobre o decaimento das proteínas. Uma vela pode ser apagada e re-acendida, mas a pele decai de modo contínuo e implacável até desaparecer por completo – tornando-se em pó em apenas alguns milhares de anos (e não milhões).

As perguntas de pesquisa que já foram propostas tipicamente excluem à partida a melhor explicação: estes fósseis têm a aparência jovem porque eles são de facto jovens.

Conclusão:

Mensagem para o pesquisador Mauricio Barbi: boa sorte na busca de respostas para as suas questões de pesquisa. Trabalho científico que ignora a solução mais óbvia para o dilema da pele do dinossauro revela um mau ponto de partida.

Referências
  1. Scientists study rare dinosaur skin fossil at CLS. Canadian Light Source Media Release, posted on http://www.lightsource.ca on April 26, 2013, accessed May 3, 2013.
  2. Thomas, B. Feathered Dinosaur Debate Exhibits Young Earth Evidence. Creation Science Update. Posted on icr.org February 8, 2010, accessed May 3, 2013.

Fonte

About Mats

"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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7 Responses to Pode a pele de dinossauro permanecer intacta durante milhões de anos?

  1. Só uma pequena correcção:

    Não foi pele de dinossauro que encontraram mas antes pele de dinossauro fossilizada. Facto raríssimo. Só se conhecem mais três casos da pele também ter fossilizado. Vão tentar encontrar vestígios de material orgânico que não tenha sido substituído por minerais.

    Não há nada na descoberta que indicie nem de perto nem de longe ou mesmo muito remotamente que as amostras sejam recentes.

    Os instrumentos é que são mais sensíveis e conseguem detectar quantidades ínfimas de material orgânico que tenha sobrevivido.

    Se calhar um dia mesmo com amostras totalmente mineralizadas seja possível reconstituir o adn. Quem sabe ?

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    • Paulo says:

      Em parte o artigo de referência diz:
      “À medida que escavaram o fóssil, eu pensei que nós estávamos olhando para uma impressão de pele. Então eu notei um pedaço saiu e eu percebi que isso não é normal – isso é uma pele real. Todos os envolvidos com a escavação ficaram incrivelmente animados e começamos a discutir projetos de pesquisa imediatamente “.
      O que você quer dizer então com a afirmação de que não era pele de dinossauro?

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  2. Era pele mas fossilizada.

    Coisa raríssima. Tudo o que é tecido mole é decomposto – até porque a fossilização demora o seu tempo – e muito, mas mesmo muito raramente se conseguem fósseis de algo que não sejam cascas ou ossos.

    Veja-se a explosão no cambriano : milhares de fósseis com casca e poucos antes de terem casca.

    Um tecido mole como pele ou órgãos internos não sobreviverem intactos tempo suficiente para se iniciar o processo de transferência de material orgânico para minerais.

    É de facto um verdadeiro milagre.

    Foi preciso que a bicheza depois de morta não fosse comida por bactérias, predadores, que o ph do meio fosse favorável… que não fosse destruida…encontrada …enfim….um verdadeiro milagre.

    Agora que encontrar pele fossilizada é um achado isso é verdade.

    Vamos é ver se é possível, ao fim de tantos milhões de anos, encontrar traços de algum material orgânico original.

    Os descobridores, como é óbvio, tem expectativas.

    Esperemos que sim e que isso nos ajude

    Não percebi é porque é que esta descoberta, pública, publicada, publicitada, acessível a todos pode de alguma forma, mesmo que muito indirecta, colocar em causa alguma teoria ?

    A relatividade ? a teoria da evolução? a segunda lei da termodinâmica?

    Essa parte é que não percebi.

    Bom!

    Se há trabalho nesse sentido calo-me, mas qual ?

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    • Paulo says:

      Admirável sua humildade em aceitar os fatos!
      Do meu ponto de vista, suspeito que há algo de muito errado com os métodos de datação.
      Concordo que seja um verdadeiro milagre, pois só assim Deus consegue mostrar a verdade para algumas pessoas que não acreditam em nada, a não ser no naturalismo filosófico.

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  3. Se fosse alguém mais dado a metáforas diria :

    – Isto não e pele ! È ouro recheado de diamantes….

    Não era pele, nem ouro, nem diamantes nem nada de jovem.

    Apenas pele que tinha fossilizado.

    Um milagre é certo.

    Quem haveria de dizer que a pele dum dino havia de fossilizar ?

    Porque não se decompões ? porque um predador, mesmo bactéria, não a comeu ?

    Como e que tecidos tão sujeitos a decomposição como órgãos moles como pele não apodreceram ?

    A mim parece-me milagre.

    Para cada um a sua interpretação.

    Agora dizer que a amostra é jovem não me parece milagre mas disparate…..

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    • Dalton says:

      Mas porque disparate?
      Todos os seus questionamentos neste post são solucionados com amostra jovem…
      Só porque um paradigma diz que a amostra não pode ser jovem não significa que não seja… rs.

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  4. Dalton:

    Obviamente que tudo pode ser posto em causa. É uma questão de apresentar evidências e a idade do fóssil pode – e deve – ser mudada.

    Se existirem evidências que ele é mais antigo ou mais jovem, venham elas, e tem de se aceitar essa idade como a mais provável.

    Até à data parece não haver nada de errado com a idade do fóssil.

    O homem de Piltdown também foi aceite, na sua época, como correcto até alguém ter percebido que não encaixava no meio de descobertas mais recentes.

    Uns anos depois parecia um hominídeo muito singular e tão diferente do resto, tão estranho na linha evolutiva, que foi reanalisado.

    Descobriu-se que era uma fraude.

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