Ciência confirma: o ateísmo é anti-natural

Crianças OrarO Dr Justin Barrett, um pesquisador sénior do “Centre for Anthropology and Mind” da Universidade de Oxford, alega que os jovens possuem uma predisposição para acreditar Num Ser Supremo porque assumem que tudo o que existe no mundo foi criado com um propósito.

Ele afirma que as crianças têm fé mesmo quando não foram ensinadas pelas escolas ou pela família; ele alega também se as crianças fossem criadas sozinhas numa ilha deserta, ele acabariam por acreditar em Deus.

Falando para a BBC Radio 4, Barretttt afirmou:

A preponderância de evidências científicas recolhidas durante os últimos 10 anos mostrou que há muito mais coisas embutidas no desenvolvimento natural das mentes infantis do que pensávamos – incluindo uma predisposição para ver o mundo natural como algo criado e com um propósito, e para ver algum tipo de Inteligência por trás desse propósito. Se colocássemos um grupo de crianças numa ilha e eles crescem isoladas do resto do mundo, e sozinhas, acho que elas acabariam por acreditar em Deus.

Numa palestra a ser dada no Instituto Faraday da Universidade de Cambridge na Terça-feira, o Dr Barrett citará experiências psicológicas levadas a cabo com crianças que ele afirma demonstrarem que as crianças instintivamente acreditam que quase tudo foi criado com um propósito. Num dos estudos foi perguntado a crianças com 6 e 7 anos o porquê da existência do primeiro pássaro, ao que eles responderam “para fazer música bonita” e “porque serve para tornar o mundo mais agradável”.

Outra experiência levada a cabo com bebés de 12 meses sugeriu que eles ficaram surpreendidos por verem um filme onde uma bola rolante aparentemente criou uma pilha de blocos organizada a partir duma pilha de blocos desorganizada.

O Dr Barrett afirmou que existem evidências de que, aos 4 anos, as crianças entendem que, embora alguns objectos podem ser feitos pelos homens, o mundo natural é diferente. Ele acrescentou que isto significa que as crianças são mais susceptiveis de acreditar no criacionismo do que na teoria da evolução, apesar do que lhes possa ser dito pelos pais ou professores.

O Dr Barrett disse ainda que alguns antropólogos apuraram que em algumas culturas as crianças acreditam em Deus mesmo quando o ensino religioso lhes foi barrado.

O desenvolvimento normal e natural das mentes infantis faz com que elas sejam mais susceptíveis na criação Divina e no design inteligente. Em contraste, a teoria da evolução é anti-natural e relativamente difícil de acreditar.

Fonte: http://ow.ly/oZhMo

* * * * * * * *
Aparentemente, o cérebro humano está construído para ver propósito e ordem no mundo natural – algo que rapidamente nos leva para outra dimensão de existência uma vez que essa ordem e esse propósito nunca poderiam ser auto-imposto. Portanto, sempre que um militante ateu alega que “todos nós nascemos ateus”, ele está a fazer uma declaração que contradiz as evidências.

Obviamente que se pode dizer que estas experiências foram feitas com crianças com 6 ou 7 anos, ou com as de 12 meses (e não com recém-nascidos) mas é difícil aceitar que essa natural inclinação do cérebro humano seja algo ensinado ou instalado pela sociedade. Aliás, o próprio Dr Barrett sugere que isso é algo inato e imutável.

O que o ateísmo e a teoria da evolução fazem no cérebro humano é rejeitar a natural tendência humana de ver um propósito e uma causa nos efeitos naturais, e acreditar que o universo em si é um efeito sem causa – um sistema sem Um Engenheiro – algo que é, nas palavras do texto de cima, “anti-natural”.

Convém ressalvar que só porque uma coisa é “difícil de acreditar” isso não a torna falsa. O ponto deste texto é demonstrar que o argumento “todos nascemos ateus” é cientificamente falso. Mas como já sabemos, os ateus não ligam muito à ciência (http://ow.ly/oZoFv).

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"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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34 Responses to Ciência confirma: o ateísmo é anti-natural

  1. “O Instinto de Acreditar” de Jesse Bering
    Tenho e li com o maior interesse

    Neste livro espirituoso e magnificamente construído, Jesse Bering revela o motivo psicológico pelo qual acreditamos. Combinando relatos claros de estudos surpreendentes com incursões pela literatura, pela filosofia e até mesmo pela cultura popular, apresenta-nos uma narrativa tão divertida quanto provocadora. O autor lança luz sobre tópicos como a nossa procura de um objetivo de vida predestinado, o nosso desejo de ver mensagens divinas em desastres naturais e outros acontecimentos aleatórios, as nossas visões do outro mundo e a nossa curiosidade em relação à forma como o comportamento moral e imoral é recompensado, ou punido, nesta vida. Ousadamente, defende que o instinto que nos faz acreditar em Deus e em outras forças incognoscíveis deu aos primeiros seres humanos uma vantagem evolutiva. No entanto, agora que estas ilusões psicológicas ultrapassaram o objetivo evolutivo, chama-nos a atenção para um novo desafio: fugir delas…

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    • Mats says:

      Ousadamente, defende que o instinto que nos faz acreditar em Deus e em outras forças incognoscíveis deu aos primeiros seres humanos uma vantagem evolutiva. No entanto, agora que estas ilusões psicológicas ultrapassaram o objetivo evolutivo, chama-nos a atenção para um novo desafio: fugir delas…

      Esta última parte é a tua crença pessoal e relativa, e tens todo o direito de a ter. Outros ateus acham que a fé religiosa Cristão tem mesmo que permanecer:

      https://darwinismo.wordpress.com/2010/05/07/ateu-afirma-africa-precisa-de-deus/

      Se calhar o melhor é vocês ateus se organizarem e formarem uma resposta minimamente coerente sobre a importância e o valor da religiosidade. Entretanto, nós, os Cristãos, vamos avançando com a nossa vida sabendo que todas as gerações humanas produziram “iluminados” que viam com bons olhos o fim da religião. Todos eles estão mortos e enterrados e a religião continuam mais forte do que nunca.

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      • Ao Mats, o colérico.
        Ri muito da sua frase: “todas as gerações humanas produziram “iluminados” que viam com bons olhos o fim da religião. Todos eles estão mortos e enterrados e a religião continuam mais forte do que nunca.”. Ora, todos os ateus morrerão um dia, assim como, os crentes em deuses, e a “prática religiosa” certamente permanecerá. Como a religião não é uma pessoa e não morre e não tem sensações físicas ou psicológicas, pessoas como você podem afirmar qualquer coisa sobre o deus “religião”. O mesmo ocorrerá com o “seres humanos agnosticismo e ateísmo”. Rapaz, a longo prazo todos estaremos mortos.

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      • Mats says:

        Ora, todos os ateus morrerão um dia, assim como, os crentes em deuses, e a “prática religiosa” certamente permanecerá.

        Eu sei que a religiosidade sempre permanecerá na humanidade porque ela é inata. Tu tens que dizer isso aos teus amigos ateus que militam pelo “fim das religiões”.
        Aliás, basta ler o comentário que deu origem à minha resposta (http://ow.ly/p3mUE) onde o iluminado diz “estas ilusões psicológicas ultrapassaram o objetivo evolutivo, chama-nos a atenção para um novo desafio: fugir delas”.

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  2. caiman says:

    Este género de “estudos” sem qualquer tipo de controlo rigoroso e mensurável deixa-me sempre muito desconfiado.

    Também me deixa muito desconfiado esta ideia, muito comum nos dias que correm, de que as crianças são todas muito inteligentes, inocentes e bondosas.

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    • jephsimple says:

      “Este género de “estudos” sem qualquer tipo de controlo rigoroso e mensurável deixa-me sempre muito desconfiado.”

      Ficou tomado de uma espécie de solipsismo … se não estiver de acordo com oque tua mente aceita … é pra desconfiar né?

      The Neural Correlates of Religious and Nonreligious Belief :

      http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0007272

      Wow, veja! É um artigo feito por evolucionistas e diz assim em certa parte:

      A variety of experiments suggest that children are predisposed to assume both design and intention behind natural events—leaving many psychologists and anthropologists to believe that children, left entirely to their own devices, would invent some conception of God . The psychologist Margaret Evans has found that children between the ages of eight and ten, whatever their upbringing, are consistently more inclined to give a Creationist account of the natural world than their parents are .

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      • caiman says:

        O meu problema não é com as conclusões do “estudo”. É sim com a validade do mesmo. Eu desconfio de todos os estudos com metodologias duvidosas, sejam quais forem as suas conclusões.

        O estudo aqui apresentado, não apresenta uma metodologia rigorosa e consistente. Mais do que isso, face às conclusões aqui apresentadas, é impossível criar uma metodologia que seja eticamente aceitável. É impossível estabelecer grupos de controlo eficazes sem violar elementares princípios éticos (Não podemos condenar crianças a viver isoladas do mundo durante uns anos para as comparar com as que tiveram um normal desenvolvimento). Sem um grupo de controlo, qualquer estudo é de qualidade muito duvidosa.

        P.S. O estudo para o qual “linka” tem por conclusões:

        “A comparison (…) suggests that religious thinking is more associated with brain regions that govern emotion, self-representation, and cognitive conflict, while thinking about ordinary facts is more reliant upon memory retrieval networks.”

        Isto é que é a grande conclusão do estudo e não uma qualquer “naturalidade” sobre as crianças e a crença no Divino.

        PPS: E também podia ter citado o parágrafo imediatamente a seguir ao que citou:

        “Because our minds have evolved to detect patterns in the world, we may tend to detect patterns that aren’t actually there—ranging from faces in the clouds to a divine hand in the workings of Nature. Hood [49] posits an additional cognitive schema that he calls “supersense”—a tendency to infer hidden forces in the world, working for good or for ill. On his account, supersense generates beliefs in the supernatural (religious and otherwise) all on its own, and such beliefs are thereafter modulated, rather than instilled, by culture. ”

        Este parágrafo ilustra bem o porquê da necessidade de grupos de controlo. O Homem tem a tendência de “ver” padrões que realmente não existem. (Já agora, os algoritmos artificiais de detecção de padrões (como os que o google usa) sofrem do mesmíssimo problema).

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  3. “Se calhar o melhor é vocês ateus”…, por mim não nego Deus, apenas lhe chamo Natureza. Não pretendo qualquer tipo de concerto com outros descrentes em Deuses transcendentes. Sou um pensador livre que aceita e rejeita argumentos sem integrar qualquer “rebanho” religioso, não-religioso ou antirreligioso. Tenho a liberdade da dúvida…

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    • Mats says:

      “Se calhar o melhor é vocês ateus”…, por mim não nego Deus, apenas lhe chamo Natureza.

      Então negas a Deus tal como Ele sempre foi definido (Criador da natureza e não parte da natureza). Vocês, negadores do Criador, têm que começar a combinar estratégias.

      Não pretendo qualquer tipo de concerto com outros descrentes em Deuses transcendentes.

      Excepto quando estes criticam o Deus Criador, Imaterial, Eterno, Omnipresente e Omnisciente.

      Sou um pensador livre que aceita e rejeita argumentos sem integrar qualquer “rebanho” religioso, não-religioso ou antirreligioso. Tenho a liberdade da dúvida…

      Exacto. Por isso é que andas à reboque dos “consensos”.

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      • Sérgio Sodré says:

        Não ando a reboque de consensos religiosos, políticos, culturais…, apenas respeito especialmente os da Ciência porque o método científico aproxima o conhecimento humano da verdade e é autocrítico, sempre pronto a alterar de conclusões perante novas evidências… Há consensos e consensos..

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      • Mats says:

        Não ando a reboque de consensos religiosos, políticos, culturais…,

        Só dos consensos que estão de acordo com a tua filosofia de cida, que é exactamente o que todas as pessoas fazem.

        apenas respeito especialmente os da Ciência

        Portanto, não segues cegamente a consensos, excepto quando segues,

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  4. Sérgio Sodré says:

    “Portanto, não segues cegamente a consensos, excepto quando segues” (Mats)
    Parece que é exatamente o que fazes quanto aos teus consensos religiosos… Afinal quem é que é anda a “reboque de consensos”, mesmo tempo que os critca constantemente?

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    • Mats says:

      Parece que é exatamente o que fazes quanto aos teus consensos religiosos… Afinal quem é que é anda a “reboque de consensos”, mesmo tempo que os critca constantemente?

      Mas eu não uso a existência dum consenso como evidência em favor duma posição religiosa. Tu é que usas a irrelevante existência do “consenso” entre os evolucionistas de que a evolução aconteceu (por isso é que são evolucionistas) como evidência de que . . . a evolução aconteceu.

      Mas depois dizes que és “um pensador livre que aceita e rejeita argumentos sem integrar qualquer “rebanho” religioso, não-religioso ou antirreligioso. Tenho a liberdade da dúvida” e que “há consensos e consensos“.

      Decide-te, rapaz.

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  5. A psicologia e a sociologia são ciências recentes. A evolução também.
    A psicologia evolutiva mais recente ainda.

    Portanto ainda estamos, se comparado com a física, a tentar peeceber se os corpos celestes precisam de anjos para os guiar ou se há alguma causa natural que os faça agirem assim.

    Sabe-se que as crianças passam por uma fase animista. O sol sorri, a cadeira é má.

    Há culturas em que na idade adulta se mantém o animismo.

    Só na adolescência há mecanismos cognitivos que permitam raciocinios abstractos.

    Terá havido vantagem evolutiva no pensamento mágico das crias humanas ?

    Estou convencido que se é universal certamente alguma vantagem trouxe .

    No entanto estamos muito longe ainda de perceber como a selecção natural moldou o nosso pensamento.

    A religião, a magia e os rituais são formas de união de grupos. Isto certamente beneficia o membro do grupo.

    De qualquer modo tratam-se de questões para as quais as respostas ainda vão muito no inicio.

    O que é facto é que a nossa capacidade cognitiva da-nos uma vantagem competitiva sem paralelo. Os seres vivos na adaptação ao meio e na reacção a alterações estão limitados pelos mecanismos da TE.

    Nós podemos reagir duma forma voluntária.

    E agimos de forma moral.

    Uma sociedade tinha vantagem económica em executar idosos e deficientes.

    Nós temos a capacidade de ver essa vantagem mas optar por não o fazer por razões éticas.

    Bicho complicado o sapiens sapiens.

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    • Mats says:

      Parece que o evolucionismo é anti-natural, bem como o ateísmo. Da próxima vez que um ateu te disser que “todos nascemos ateus”, lembras-te deste estudo.

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      • Atenção, estes estudos não contrariam o facto de que nascemos descrentes, apenas parecem demonstrar que nascemos com potencial para vir a crer mais tarde (já crianças)em algo que se pode definir como inteligência tanscendente, o que pode ser alterado enquanto adultos…
        “todos nascemos ateus” é uma sentença que tem de ser explicada para fazer sentido… se for no sentido de “sem crença”, concordo; se for no sentido de negar a existência de um Deus pessoal criador, então a sentença nem se pode aplicar a um ser acabado de nascer.
        O que quer dizer exatamente “todos nascemos ateus”?

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      • Mats says:

        Atenção, estes estudos não contrariam o facto de que nascemos descrentes

        Como é que se pode nascer “descrente” se para se ser “descrente” é preciso conhecer o que não se crê?
        Eu sou descrente em Thor mas eu sei como ele é definido. OS bebés não nascem descrentes em Deus porque eles não sabem Quem é Deus.
        O texto não nega esta frase anterior, mas demonstra que, apesar dos bebés (obviamente) não terem um concepção do Deus Criador (pelo menos, não uma igual à nossa), o seu cérebro está construído para pensar de uma forma que aponte para Ele.

        Tu quando chamas de “facto” à alegação de que os “bebés nascem descrentes” estás a afirmar o que ainda tens que provar.

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      • Antonio Carlos de Carvalho says:

        Também poderíamos dizer:
        “Como é que se pode nascer “crente” se para se ser “crente” é preciso conhecer o que se crê?
        Eu sou descrente em Thor mas eu sei como ele é definido. OS bebês não nascem crentes em Deus porque eles não sabem Quem é Deus.”
        Ou:
        “O texto não nega esta frase anterior, mas demonstra que, apesar dos bebês (obviamente) não terem um concepção do Deus Criador (pelo menos, não uma igual à nossa), o seu cérebro está construído para pensar de uma forma que aponte para Ele. Errado, o cérebro está construído para sempre dar uma resposta a qualquer questionamento ou dúvida, mesmo que não saiba a resposta. Por isso o cérebro nos engana, fingindo sabê-la. Concepção de Deus? Qual concepção? Por que mesmo existindo a bíblia, que para você é a fonte da verdade absoluta, a maioria das pessoas tem uma concepção do Deus Criador diferente da sua e, portanto, errada?

        Os bebês não nascem nem crentes nem descrentes, pois não sabem sequer que “tem essa obrigação” de crer ou descrer em alguma coisa. A única coisa que se diz é que o ser humano nasce com a tendência em crer em alguma coisa. E a prática mostra que o ser humano crê em qualquer coisa, e a maioria destas crenças é contraria à sua. É por isso que existem milhares de deuses. Qual a diferença em crer no evolucionismo ou em Deus, sem haver provas da veracidade de ambas?

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      • Mats says:

        Errado, o cérebro está construído para sempre dar uma resposta a qualquer questionamento ou dúvida, mesmo que não saiba a resposta.

        De que forma é que isso anula o facto científico de que a forma como o cérebro dos bebés e das crianças naturalmente se desenvolve as torna mais propícias de acreditar no Criador do que no ateísmo? O desenvolvimento normal (de buscar causas adequadas para efeitos naturais) é pensamento criacionista. O cérebro está feito para pensar assim. O que é que isso te diz?

        A única coisa que se diz é que o ser humano nasce com a tendência em crer em alguma coisa.

        Não é isso que o texto diz, jovem. Tu tens que começar a ler os textos antes de dizeres barbaridades. Ninguém é obrigado a ler isso.

        Olha o que o texto diz:

        O Dr Justin Barrett, um pesquisador sénior do “Centre for Anthropology and Mind” da Universidade de Oxford, alega que os jovens possuem uma predisposição para acreditar Num Ser Supremo porque assumem que tudo o que existe no mundo foi criado com um propósito. Ele afirma que as crianças têm fé mesmo quando não foram ensinadas pelas escolas ou pela família; ele alega também se as crianças fossem criadas sozinhas numa ilha deserta, ele acabariam por acreditar em Deus.

        Entendes? O texto não diz “A única coisa que se diz é que o ser humano nasce com a tendência em crer em alguma coisa”, mas sim que as crianças possuem “uma predisposição para acreditar Num Ser Supremo “. Vês a diferença ou não?

        Toma cuidado com os teus comentários porque eu não vou aceitar que despejes para aqui lixo e te pires.

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    • jephsimple says:

      João,

      “No entanto estamos muito longe ainda de perceber como a selecção natural moldou o nosso pensamento.”

      Ou seja, como a seleção natural explica o surgimento lento e gradual da mente, do cérebro, do subconsciente ?Da razão, da lógica? Seriam as demais raças de primatas [ancestrais dos humanos] menos adaptadas dentro dessa essência humana? As raças menos favorecidas como cria Darwin?

      Uma coisa eu sei, a TE ,materialismo filosófico,naturalismo, ateísmo, não tem nenhuma relação,relevância com a elaboração dos Direitos Humanos.

      “O que é facto é que a nossa capacidade cognitiva da-nos uma vantagem competitiva sem paralelo. Os seres vivos na adaptação ao meio e na reacção a alterações estão limitados pelos mecanismos da TE.”

      Pois eu acho que a TE está te iludindo de alguma coisa, por que tal crença não possui base na biologia em si …deve fazer algum sentido em biologia evolutiva que é um mundo a parte da realidade, salvo quando ela se vale da biologia em si.

      10 Evidências que as plantas são mais espertas (mais complexas) do que você pensa.

      Trecho:
      1. Plantas se comunicam com insetos
      2. As plantas possuem memórias.
      3. Plantas criam redes de comunicação.
      4. As plantas crescem de forma diferente em resposta ao som.
      5. Plantas medem o tempo.
      6. Plantas sabem sobre o solo.
      7. Plantas sabem quem é da família e quem não é.
      8. Plantas alertam umas as outras sobre a aproximação de inimigos.
      9. As plantas usam a camuflagem.
      10. As plantas são artistas escapar.

      http://io9.com/5901172/10-piec…..-you-think

      As plantas podem ser capazes de “ouvir” os outros.
      Trecho: Plantas são conhecidas por terem muitos sentidos funcionais: elas podem detectar mudanças no nível de luz, produtos químicos [“cheiro” no ar e o “gosto” deles no solo] (New Scientist, 26 de Setembro de 1998, p 24). Elas ainda têm um sentido de toque que detecta “esbofeteadas” de ventos fortes,,,
      http://www.newscientist.com/ar…..thers.html

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  6. Mats: nós quando nascemos nem somos ateus nem crentes. Os processos mentais nos prineiros meses de vida são rudimentares. Agnóstico será a melhor definição.

    Na infância seremos animustas. Cremos no pai natal e no jesus que fica zangado quando não comemos a sopa toda.

    Acreditar que Maomé é o último dos profetas , que a hóstia se transubstancia ou que Cristo ressuscitou já precisa de ser aprendido.

    Podemos dizer que nascemos agnósticos, crescemos animistas e que na idade adulta somos teistas ou ateus.

    Para um teistas a religião é normalmente ensinada.

    Quem é teista tende naturalmente a seguir a religião que lhe foi ensinada. Há excepções mas essa é a regra.

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    • Mats says:

      Mats: nós quando nascemos nem somos ateus nem crentes. Os processos mentais nos prineiros meses de vida são rudimentares. Agnóstico será a melhor definição.

      Não, não é porque para se ser agnóstico é preciso definir Quem é Deus, e dizer que o Deus que foi definido não forneceu ainda evidências suficientes para que a pessoa possa afirmar a sua existência. Quem não sabe como é Deus, não pode ser ateu, crente ou agnóstico. Para se tomar uma posição em relação a Deus, é preciso saber a forma como Ele é definido.

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  7. jephsimple says:

    Caiman,

    “Eu desconfio de todos os estudos com metodologias duvidosas, sejam quais forem as suas conclusões.”

    Não inclui a TE nisso né? Ou tens qqr dúvida que processos não guiados = design inteligente?

    Ou então, podes mostrar para nos que um código como o DNA não é um design inteligente, mesmo que para vós seja aparente?

    E uma espécie de solipsismo … se não estiver de acordo com o que tua mente aceita é duvidoso…

    “Este parágrafo ilustra bem o porquê da necessidade de grupos de controlo. O Homem tem a tendência de “ver” padrões que realmente não existem.”

    Ou este paragrafo mostra que os autores são evolucionistas e precisam de uma “explicação” naturalista para explicar pq os pequeninos veem design no mundo natural … Não atoa disse Jesus : Deixai vir a mim os pequeninos pq deles é o Reino dos Ceus”; talvez uma das razões é pq eles conseguem enxergar o que um evolucionista tenta negar ferrenhamente : o óbvio: Design Inteligente …

    Os padrões não existem no mundo evolucionista onde ele nega a priori o Designer, isso não tem nada a ver com ciência. É mera fé naturalista.

    Repito, a vossa “ciência” é baseada na NEGAÇÃO DO DESIGNER.

    As evidências, a lógica , a matemática tem que ajustar a vossa negação, quando em ciência devemos nos ajustar as evidências, lógica e matemática … devemos usar parcimônia.

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  8. Jephsimple:

    Os outros seres vivos são muito complexos mas não tem a nossa capacidade de planificar.

    Podem ter comportamentos muito complexos mas aparentemente não são auto reflectivos.

    E o mundo natural em que as populações são mais ou menos constantes e o número de crias é enorme só sobrevivendo os mais aptos , como se pode ver em qualquer ambiente natural , não é de modo nenhum um midelo para os direitos humanos.

    Nem as religiões.

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    • jephsimple says:

      “Os outros seres vivos são muito complexos mas não tem a nossa capacidade de planificar.”

      É… são muito complexos, e a complexidade deles vai além da TE.Tanto quanto os seres humanos estão além da TE.

      E quem disse que isso [planificar] faz de nós “mais adaptados” biologicamente que qqr outro animal?

      Se tu não sabe os seres humanos são a espécie que mais produz descendentes doentes.

      “E o número de crias é enorme só sobrevivendo os mais aptos ”

      Isso é lógico? As crias que sobrevivem são as mais aptas… tautologia, circularidade.

      Afinal tú só conclui que tais crias são as mais aptas pq elas sobreviveram enquanto as outras não,

      Mas a nível biomolecular, ambos são ou podem ser saudáveis, mesmo assim não significa que todos os saudáveis vão sobreviver. E o fato de um saudável sobreviver e outro não, não tem haver necessariamente com ser mais ou menos apto.Como se a adaptação fosse algo cumulativo, progressivo…isso é falso.

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  9. Mats:

    Tens razão. Uma criança não consegue entender as definições dos deuses. Pode acreditar que Maomé é bom, o diabo mau e por aí fora mas sem conseguir conceptualizar.

    Os adultos já conseguem definir os seus deuses e mesmo tornarem-se especialistas nas vontades e desgostos deles.

    Alguns, como é o meu caso, tenh muitas dúvidas que eles existam e muito mais que nos atendam.

    Hoje passei por um festival indiano dedicado a Ganesha.

    Prudentemente lá depositei algumas moedas.

    Prudência e caldos de galinha nunca são demais.

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  10. jephsimple says:

    “não é de modo nenhum um midelo para os direitos humanos.

    Nem as religiões.”

    Engraçado… muito engraçado João … a neurociência quer passar as pessoas que nós evoluímos de “macacos”. Oras, neurociência é sobre o cérebro, e para neurociência compromissada com naturalismo, materialismo filosófico, TE … o cérebro humano evoluiu … E tu dizes que TE não tem relação com os direitos humanos? [concordando comigo]

    Oras, caçambarola, as coisas que fazemos, criamos, não são fruto de nosso cérebro?E nosso cérebro não é algo que evoluiu?Oras bolas, então pq tu achas que que nós não evoluímos isso ou aquilo, quando isso se refere a inteligência,mente,lógica,razão,sentimentos, sejam eles amor,ódio, desejo pelo sexo oposto,mesmo sexo, ou desejo sexual pelos pequeninos, Tudo isso a neurociência comprometida com o naturalismo quer explicar a luz da TE e não a luz das evidências, da lógica, da razão as evidências; a lógica, a razão da neurociência é a própria TE.

    Então a TE é irrelevante quanto aos direitos humanos, exceto que os direitos humanos não passam de um amuleto dos humanos, uma ilusão criado por um cérebro que mudou ao longo de milhões de anos. Enfim que os D.H não possuem uma base objetiva.

    Engraçado que o cérebro evoluiu a crença em um criador. E o que os naturalistas tem a nos dizer que isso foi uma necessidade.

    Por que os demais animais não evoluem essa crença, nem que seja um ou outro?Oras existe alguma lei em TE contra isso?Oras, os chimpanzés não são tidos como nossos primos com mais de 90% de semelhanças genéticas? o.O

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  11. jephsimple says:

    Nem as religiões tem a ver com os D.H?

    Oras tu estás generalizando ao dizer AS religiões.Ou estou errado?

    “….(…)
    5 – Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.

    6 – Não matarás.

    7 – Não adulterarás.

    8 – Não furtarás.

    9 – Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

    10 – Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.”

    Em Êxodo 22
    …..Não afligirás o estrangeiro nem o oprimirás, pois vós mesmos fostes estrangeiros no país do Egito. Não afligireis a nenhuma viúva ou órfão. Se o afligires e ele clamar a mim escutarei o seu clamor; minha ira se ascenderá e vos farei perecer pela espada: vossas mulheres ficarão viúvas e vossos filhos, órfãos.

    Marcos 12:33.”..(…) E que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios.
    1 João 4:20 Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?
    1 João 4:11 Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros.

    ————————————————————————————————————————

    Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

    I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;

    II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

    CONSTITUIÇÃO FEDERAL
    Capítulo I – Artigo 5º

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  12. Independentemente do ateísmo ser ou não ser antinatural, é possível identificar aspetos da religiosidade que são bem antinaturais. Veja-se a notícia hoje, 14 de Outubro, publicada no “Correio da Manhã”;

    – O Conselho da Europa considerou a circuncisão por motivos religiosos “um violação da integridade física da criança”. Israel condena a medida…

    Entre outras questões, será de perguntar se há aqui lugar a falar de “valores absolutos” de “certo e errado absolutamente”, ou se estamos perante uma mera opção cultural judaica que a Europa decidiu legitimamente (ou não?) recusar dentro das suas fronteiras?

    Manifestamente, é uma questão importante também para o problema da Ética e dos Valores.
    Onde está aqui o certo e o errado?

    [[ Como é que podes qualificar de anti-natural, se tu não tens critério na base do qual o que é e o que nao é natural? Tudo o que tu tens são opiniões humanas (todas ao mesmo nível).]]

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    • “Como é que podes qualificar de anti-natural?” (Mats)
      Pergunta estranha…Pelo simples facto de não nascermos circuncisados…,,, a Natureza (para ti o Javé) produziu-nos COM PREPÚCIO.

      [[Mas segundo a tua crença de que nao há forma absoluta para se determinar qual a moral certa, qual é o mal em remover o prepúcio dos bebés? Quem é que tomou a decisão de dizer que esse comportamento moral está errado, e o que tu defendes é o certo?
      Lembra-te: tu não tens forma nenhuma para classificar comportamentos morais porque para ti não há forma absoluta para se separar o Bem do mal (para além da subjectividade humana))]]

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      • Mats,
        Mas onde é que eu disse que “esse comportamento moral está errado”? Eu SÓ FIZ A PERGUNTA “onde está aqui o certo e o errado?” NÃO TOMEI POSIÇÃO.

        [[Para quê fazer a pergunta?]]

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  13. Sérgio Sodré says:

    Para quê fazer a pergunta? (Mats)

    Para testar, num exemplo verdadeiro, o funcionamento concreto das pretensões a “valores absolutos” que definem “o certo e o errado”, ou será que é bem mais fácil reivindicar uma ética acima das opiniões subjetivas do que aplicá-la a situações da vida real?
    É que, do modo como falas, parece que para ti separar o Mal do Bem é “canja”. Não será mais fácil dizê-lo do que fazê-lo?

    [[O problema é que o relativista moral não tem bases para testar nada do que se centra na moral alheia.]]

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    • Sérgio Sodré says:

      Falácia ad hominem. Não interessa refutar o argumento mas somente classificar (desclassificar o seu autor).

      [[Não tens bases morais para fazer isso porque és um relativista moral. ]]

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      • Não percebeste o que eu quis dizer, ou talvez não me tenha expressado bem, eu é que te acusar de estares a atacar a pessoa (porque é um “relativista moral” ou outra coisa qualquer) em vez de criticares os seus argumentos, e isso é uma falácia (contra o homem) e uma forma de não argumentação.
        Um “relativista moral” ou um “absolutista moral” podem, ambos ou qualquer um deles fazer declarações éticas controversas, corretas, incorretas, etc… Racionalmente, o que importa é a sua argumentação concreta no caso concreto em apreço…

        [[Um relativista moral não pode “fazer declarações éticas controversas” sem refutar o seu relativismo moral.]]

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