Os abismos científicos da “inevitável” evolução

Por Jeff Miller, Ph.D

Abismo CientificoNa sua desesperada tentativa de superar os gigantescos abismos que existem na sua teoria da evolução e na teoria do big bang, é frequente os macro-evolucionistas apontarem o proverbial dedo para as leis da probabilidade como~via de confirmação das suas crenças. No entanto, as lacunas que existem – tais como a origem da matéria … a origem da vida … e a macro-evolução – são imensas e elas não podem ser preenchidas sem a violação de leis científicas fundamentais.

Apesar deste dilema, há já muito tempo que um elevado número de evolucionistas cita os princípios da probabilidade (como forma de suportar os seus dogmas) afirmando que, desde que os eventos requeridos não tenham a probabilidade zero, eles são inevitáveis (cf. Erwin, 2000). Já em 1954 George Wald, escrevendo para a Scientific American e falando da origem da vida na Terra, disse:

Por mais improvável que nós consideremos este evento, ou qualquer dos passos envolvidos, dado tempo suficiente, quase de certeza que acontecerá pelo menos uma vez. E para a vida tal como a conhecemos, uma vez pode ser o suficiente. O tempo é o herói do enredo…. Com tanto tempo disponível, o impossível torna-se possível, o possível torna-se provável, e o provável torna-se uma certeza virtual. Nós só temos que esperar uma vez que o tempo operará os milagres.

(Wald, George (1954), “The Origin of Life,” Scientific American, 191:45-53, Agosto.).

Existem pelo menos dois problemas com esta declaração.

Primeiro, muitos dos eventos que são necessários para que a teoria da evolução e para que o big bang ocorram têm uma probabilidade de zero. Portanto, a questão não é uma de improbabilidade mas sim de impossibilidade. Não há qualquer tipo de evidência científica que suporte a tese de que, por exemplo, a matéria poderia gerar-se espontaneamente ou que a vida poderia surgir daquilo que não tem vida (isto é, abiogénese).

De facto, a verdade encontra-se exactamente no lado oposto.

Já desde o século 19 que os resultados experimentais do renomeado cientista [criacionista] Louis Pasteur mataram para sempre a possibilidade duma geração espontânea, e a Lei da Biogénese colocou os pregos no caixão. Esta verdade [científica] cria uma barreira impenetrável para os evolucionistas – um abismo escancarado que tem que ser superado para que a teoria da evolução seja plausível.

Portanto, segundo as evidências científicas, há uma probabilidade de zero para que a abiogénese ocorra. As leis da probabilidade, especificamente o primeiro axioma de Kolmogorov, dizem que quando a probabilidade dum evento é ero, esse mesmo evento é identificado como “evento impossível” (Gubner, 2006, p. 22). Uma vez que vários eventos que são necessários para que a teoria da evolução e o big bang sejam verdadeiros têm uma probabilidade de zero, segundo as leis da probabilidade, estas teorias ateístas são impossíveis.

O segundo problema com esta alegação é o facto de nós não termos tido “tempo suficiente” para que a macro-evolução ocorra . . . Há alguns anos atrás no seu artigo “A Terra Jovem”, Henry Morris listou 76 técnicas de datação, todas elas baseadas em pressupostos evolutivos convencionais, que indicaram uma Terra relativamente jovem (Morris, 1974). No seu livro “Thousands…Not Billions” (2005) Donald DeYoung documentou de modo extensivo evidências convincentes em favor duma Terra jovem. Naturalmente que este tipo de informação não é amplamente reportada devido às suas implicações.

Se os evolucionistas ateus estivessem sinceramente interessados na verdade – isto é, se estivessem interessados em dar espaço de antena a todas as opções – eles prestariam atenção ao clamor silencioso mas obstinado das evidências:

“A macroevolução é impossível” Deus existe!”

Fonte: http://ow.ly/q8RLl

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"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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5 Responses to Os abismos científicos da “inevitável” evolução

  1. Carlos Natário says:

    “Primeiro, muitos dos eventos que são necessários para que a teoria da evolução e para que o big bang ocorram têm uma probabilidade de zero. ”

    Pré-nota: misturar problemas Astrofísicos com eventos pré-bióticos é pura demagogia… A única coisa que os une é estarem em desacordo com as religiões e nada mais.

    Não sabemos calcular a probabilidade do aparecimento da vida a partir da matéria, e um “não se sabe” para mim chega perfeitamente para retratar a realidade actual.

    Possibilidade ZERO é falar em termos Matemáticos
    Vou ser curto e grosso: quero os vossos cálculos aqui!

    E nada de “Ah e tal… e não faz sentido… e coiso” e tolices filosóficas do género, e também não se defendam com a balela que não existem cálculos que contradigam (sofisma rasca do costume) porque quem faz a afirmação é o tipo que escreveu isto (no original dos USA) e portanto ele é que tem de o provar o seu Zero pela matemática.

    (É claro que não podem responder em termos probabilisticos, responsabilizam-se simplesmente pelo que diz um fulano qualquer, que acabaram de traduzir do inglês e espetaram aqui….)

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    • dvillar51 says:

      Carlos Natário,

      ”Possibilidade ZERO é falar em termos Matemáticos”
      Há cientistas reconhecidos que referem-se a essa impossibilidade.Neste post mesmo foi transcrita a declaração de fé de George Wald.

      Supondo que o cálculo que você solicitou não exista, qual seria a quantidade de eventos necessários para gerar a mais simples forma de vida concebível?

      E se avançássemos, a fim de calcular a quantidade de mutações necessárias para desenvolver todo tipo de vida conhecida, inclusive as extintas?

      Realmente vê-se que esse tipo de cálculo é demasiadamente complexo, pois teríamos de considerar inumeráveis fatores como, por um pequeno exemplo:

      – Cálculo estatístico de mutações benéficas, neutras(?) e deletérias;
      – Possibilidade de transmissão de mutações para os descendentes;
      – Epistasia;
      – Aberrações cromossômicas;
      – Mutações bem sucedidas que, por n fatores, não foram “perpetuadas” pela seleção natural; etc.

      Sequer imagino como seria elaborada uma lista que pudesse abranger os eventos conhecidos e necessários para um esse tipo de cálculo probabilístico.E à medida que a ciência se refina, as novas descobertas tendem a tornar essa lista bem maior.

      Realmente é um pesadelo estatístico.

      ”Vou ser curto e grosso: quero os vossos cálculos aqui!”

      Cientistas evolucionistas também deveriam preocupar-se com esses cálculos, porque reforçariam a teoria, ou será que não?

      Então, Carlos, pergunto:

      Se os cálculos aqui fossem colocados, o que isso mudaria para você?

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  2. dvillar51 says:

    Mats,

    Desculpe, eu queria responder ao Carlos, mas repeti o comentário.

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  3. Carlos Natário says:

    “Há cientistas reconhecidos que referem-se a essa impossibilidade. Neste post mesmo foi transcrita a declaração de fé de George Wald.”

    A transcrição do “George Wald” não fala de impossibilidade alguma, de facto até tem “fé” que ela seja> 0, se não fosse assim, nem sentido faria o resto do seu raciocínio.
    E já agora não faça como muitos aqui que evocam cientistas ( o ”reconhecido” é desnecessário) sem citar nomes para não meterem o pé na argola.

    “Supondo que o cálculo que você solicitou não exista, qual seria a quantidade de eventos necessários para gerar a mais simples forma de vida concebível?”

    Já disse: “não sei” ,
    Ninguém fez a demonstração teórica, só mesmo os senhores como este Dout. em Engenharia mecânica (ver o CV) que num assomo de evangelização sabe a formula e o resultado (= zero), claro que ele como mestre em cálculos mecânicos saberá a formula, não partilha …o que é mau.

    “Realmente vê-se que esse tipo de cálculo é demasiadamente complexo, pois teríamos de considerar inumeráveis fatores como, por um pequeno exemplo:
    – Cálculo estatístico de mutações benéficas, neutras(?) e deletérias;
    – Possibilidade de transmissão de mutações para os descendentes;
    – Epistasia
    […]

    Esta cabe naquilo que sugeria para fugir à banalidade do “ a e tal e coisa e porque sim e porque não” que pulula por aqui quando se pede argumentos…
    E já agora este não é o problema da mudança da natureza abiótica -> pré-biótica (se houver) -> biótica, esta é a dificuldade em se compreender por cálculo estatístico a evolução por mutações genéticas, tudo coisas bem diferentes.

    “Cientistas evolucionistas também deveriam preocupar-se com esses cálculos, porque reforçariam a teoria, ou será que não?”

    Também pedi para não fazer a inversão do ónus da prova! Quem afirma que é zero ( um algarismo sem qualquer margem para duvida) é o engenheiro que citam, todos os que afirmam isso têm de fazer essa demonstração matemática, isto é ciência não é uma tribuna de advocacia…
    Possa…é assim tão difícil fugir às falácias e aos lugares comuns da argumentação mitológica de TODAS as religiões!?

    Se os cálculos aqui fossem colocados, o que isso mudaria para você?

    Ainda se questiona? Do ponto de vista científico teria mesmo de vos dar razão neste capítulo do surgimento da vida, não poderia existir um fenómeno espontâneo…
    Tão só…

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    • dvillar51 says:

      E já agora não faça como muitos aqui que evocam cientistas ( o ”reconhecido” é desnecessário) sem citar nomes para não meterem o pé na argola.
      Pode-se citar nomes e cálculos, mas sempre surgem as mesmas reclamações:
      “Mas quem alegou isso foi um cientista, então não pode, pois tem de ser um evolucionista”
      “Esse também não vale, porque é um cientista criacionista.”
      Independentemente desses posicionamentos, recomenda-se a leitura de “O Mistério da Origem da Vida”(Thaxton, Bradley e Olsen). Com introdução do biólogo Dean Kenyon, os cálculos, fórmulas e imensa bibliografia científica lá estão disponíveis

      Dout. em Engenharia mecânica (ver o CV) que num assomo de evangelização sabe a formula e o resultado (= zero)
      Primeiro – Como os evolucionistas não fazem a lição de casa, engenheiros tentam ajudá-los.
      Segundo – Cálculos probabilísticos nada têm a ver com “assomo de evangelização”.

      E já agora este não é o problema da mudança da natureza abiótica -> pré-biótica (se houver) -> biótica, esta é a dificuldade em se compreender por cálculo estatístico a evolução por mutações genéticas, tudo coisas bem diferentes.
      São coisas diferentes mas estão intimamente ligadas. Apesar de refutada há mais de um século, evolucionistas ainda tentam realizar a geração espontânea darwiniana.

      Também pedi para não fazer a inversão do ónus da prova! Quem afirma que é zero ( um algarismo sem qualquer margem para duvida) é o engenheiro que citam, todos os que afirmam isso têm de fazer essa demonstração matemática
      Não é inversão do ónus.Como o evolucionismo falha em praticamente tudo que lhe daria base, esperava-se que os estudiosos desse assunto demonstrassem que a evolução seria possível, pelo menos matematicamente. O que se afirma é que a origem da vida/evolucionismo darwiniano é uma impossibilidade matemática, próxima do zero, muito além de infinitesimal. Em outras palavras=zero

      Possa…é assim tão difícil fugir às falácias e aos lugares comuns da argumentação mitológica de TODAS as religiões!?
      O Cristianismo nada tem a ver com as outras religiões. É único.

      É surpreendente como alguém que acredite que um T-Rex possa transformar-se numa golondrina, venha a queixar-se de uma inexistente “argumentação mitológica”.

      Do ponto de vista científico teria mesmo de vos dar razão neste capítulo do surgimento da vida, não poderia existir um fenómeno espontâneo…
      Com a publicação do livro Mystery of Life’s Origin, onde foi demonstrada a impossíbilidade da origem e evolução da vida nos moldes darwinistas, todos cientistas já deveriam ter abandonado a devoção ao evolucionismo. Porém, o jugo e a censura darwinista ainda imperam.

      Apesar de desmantelar um mundo de ilusões, alguém tinha de escrever esse livro.

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