Os sistemas de visão estão de acordo com a teoria da evolução?

OlhosVariosPor Brian Thomas

Os animais beneficiam do facto de possuírem uma variedade de olhos únicos mas de onde foi que eles vieram? Duas observações em torno dos sistemas de visão claramente apontam para o Livro de Génesis.

Primeiro, os animais que pertencem a um único e amplo grupo frequentemente têm designs ópticos distintos. Por exemplo, a maior parte dos vertebrados tem o clássico “olho-tipo-câmara”; eles usam a córnea transparente e a lente convexa para refractar (isto é, curvar) as imagens para uma camada de tecido sensível à luz que se encontra na parte anterior dos olhos chamada de retina. O alegado ancestral evolutivo de todos os vertebrados deveria ter passado o design específico deste olho-câmara para todos os seus descendentes – os vertebrados modernos.

Mas certos vertebrados têm olhos completamente diferentes. Por exemplo, o “spookfish” [Bathylychnops exilis] das profundezas aquáticas usa lentes de espelho reflector e não lentes reflectoras.(1) Para além disso, o design em forma de buraco fino dos olhos dos camaleões usa lentes côncavas que alargam uma secção estreita da luz que entra para uma retina mais alargada.

Passemos agora para a segunda observação.

Designs ópticos semelhantes ocorrem em animais que se encontram em grupos bastante distintos, o que faz com que esses mesmos designs cruzem os mitológicos ramos das árvores evolutivas. Aqueles ramos deveriam possuir designs semelhantes dentro de cada grupo, mas o que se observa é que, por exemplo, as lulas e os polvos usam a mesma anatomia básica do olho-câmara dos vertebrados, embora possuam algumas optimizações para a vida subaquática. Até algumas medusas usam os olhos-câmara.(2)

Os artrópodes ilustram ambas as observações.

O clássico e singular olho composto dos artrópodes opera de modo eficaz, como o podem confirmar todos aqueles que já tentaram capturar uma mosca. As suas muitas lentes de refracção ajustam-se em unidades arredondadas ou hexagonais, sensíveis à luz e com a forma de tubos, com o nome de omatídeos.

Segundo a teoria da evolução, o ancestral de todos os artrópodes deveria ter passado o design do seu olho composto para todos os seus descendentes, mas alguns artrópodes usam um sistema de visão totalmente distinto, ilustrando mais uma vez a primeira observação que aponta para a origem descrita em Génesis; um grupo animal singular possui uma variedade radicalmente distinta de sistemas de observação.

Por exemplo, a omatídia das lagostas e dos camarões recolhe as imagens a partir da luz reflectida em cada uma das paredes proporcionalmente quadradas da omatida. E os olhos do insecto com o nome de “Louva-a-Deus” (parecidos com os olhos de camarão) detecta 12 cores primárias, e não só três!

No entanto, alguns vermes têm olhos compostos, o que ilustra a segunda observação ao demonstrar que animais diferentes possuem sistemas de visão semelhantes. O Sabellid é um verme em forma de tubo e cada uma das suas omatídias é composta por apenas duas células. Semelhantemente, “a maior parte das estrelas-do-mar conhecidas possui um olho composto na ponta de cada braço que, exceptuando a ausência de óptica genuína, assemelha-se ao olho composto dos artrópodes.”(4) E as amêijoas da família Arcidae usam olhos compostos.

Para além dos olhos compostos, os vermes, as estrelas-do-mar e as amêijoas não têm quase nada em comum com o plano corporal dos artrópodes. No entanto, as amêijoas gigantes usam olhos em forma de buraco fino. O náutilo, um cefalópode do mesmo grupo que as lulas, caça usando o seu sistema de visão em forma de buraco fino, embora
não tenha lentes.

Muitos outros exemplos poderiam ser usados para ilustrar as observações de que

Animais dentro de um grupo usam sistemas de visão distintos e totalmente formados.

Certos animais de grupos bem diferentes usam a mesma estrutura óptica básica.

Nenhuma destas observações científicas está de acordo com o que seria de esperar se a teoria da evolução estivesse correcta. Isto força os evolucionistas a especular que o mesmo design óptico evoluiu múltiplas vezes em organismos distintos. Mas esta alegação falha ao não ter qualquer tipo de evidência em seu favor.

Tipicamente palavras mágicas tais como “emergiu”, e “evoluiu” ocupam o lugar que deveria ser preenchido pelas evidências ou por uma explicação realista para cada uma das etapas graduais da alegada evolução do sistema de visão. É por isso que em 1860 Darwin escreveu para o seu amigo Asa Gray dizendo que, “Pensar no [design do] olho dá-me calafrios por todo o corpo.”(5)

Segundo Génesis, Deus formou todas as partes necessárias para cada sistema de visão em todos os seus tamanhos, formas e opacidades num gesto único quando “falou, e foi feito; mandou, e logo apareceu.” (Salmos 33:9)

Fonte

* * * * * * *

A ler: A Mensagem Biótica

Referências
1. Thomas, B. Fish’s Mirror Eyes Reflect the Creator. Creation Science Update. Posted on icr.org January 15, 2009, accessed July 8, 2013.
2. Sherwin, F. 2007. The Eyes of Creation. Acts & Facts. 36 (7).
3. Thomas, B. Shrimp Eye May Inspire New DVD Technology. Creation Science Update. Posted on icr.org November 4, 2009, accessed July 8, 2013.
4. Seeing starfish: The missing link in eye evolution? Society for Experimental Biology Press Release via Eurekalert! Posted on eurekalert.org July 4, 2013, accessed July 8, 2013.
5. Darwin’s letter quoted in Bergman, J. 2011. The Dark Side of Darwin. Green River, AR: Master Books, 118.

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Salmo 139:14 - Eu Te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as Tuas obras
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6 Responses to Os sistemas de visão estão de acordo com a teoria da evolução?

  1. Carlos Natário says:

    Este senhor sabe bem que está a misturar homologias com analogias, mas como o texto tem objetivos panfletários, para ele isso pouco importa desde que sirva aos seus objetivos.

    E depois como se nega a adaptação evolutiva, dizer-se que ela esta errada porque os camaleões e os peixes abissais têm olhos diferentes dos “supostos” ancestrais vertebrados quando “deveriam” ter idêntica arquitetura por razões filogenéticas, e que assim se prova que ela, a evolução, é uma falácia🙂

    Que argumento tão circular e…fecundo…o_O
    propaganda “as usual”

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    • Mats says:

      Este senhor sabe bem que está a misturar homologias com analogias, mas como o texto tem objetivos panfletários, para ele isso pouco importa desde que sirva aos seus objetivos.

      AS analogias e as “homologias” são relevantes. Se achas que não, demonstra a falha.

      E depois como se nega a adaptação evolutiva

      Não existem “adaptações evolutivas”. Existem adaptações, ponto final.

      dizer-se que ela esta errada porque os camaleões e os peixes abissais têm olhos diferentes dos “supostos” ancestrais vertebrados quando “deveriam” ter idêntica arquitetura por razões filogenéticas, e que assim se prova que ela, a evolução, é uma falácia🙂

      Não, não é. A menos que tu acredites que a meio da evolução, a mãe natureza tenha “decidido” criar olhos novos para o mesmo grupo só porque lhe apeteceu. Mas com a teoria da evolução tudo é possível.

      Que argumento tão circular e…fecundo…o_O
      propaganda “as usual”

      Fica à vontade para demonstrar a circularidade e a “propaganda”. Entretanto, vai tentando explicar como animais tão distintos como o ser humano e as polvos têm olhos parecido (mas não iguais) e como animais do mesmo grupo têm olhos totalmente distintos. E tenta responder às questões sem assumir o que tens ainda que comprovar.

      Boa sorte.

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    • Vinicius Monteiro says:

      Não entendo o que você tanto diz de evolução adaptativa. A teoria da evolução diz que mutações genéticas, permitem que a partir de uma espécie é possível produzir novas espécies. Porém podemos observar que isso não ocorre. Um pai halterofilista, não passa a seu filho os músculos desenvolvidos que ele possui, se você não exercitar os seus músculos, você não os terá melhor desenvolvidos, mesmo que um ancestral seus à milhares de anos o tivesse.
      Mesmo que passasse, não vemos “novos seres humanos” nascendo, pelo contrário, tem se aumentado e muito o número pessoas afetadas por doenças de ordem genética, a ponto de geneticistas acreditarem que existe a possibilidade do nosso DNA estar se deteriorando. Não vemos evolução, vemos deterioração.

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  2. Somente a descomunal e formidável fé dos crentes naturalistas para pensar que os olhos dos seres vivos surgiram por processos e mecanismos naturais aleatórios não dirigidos, não intencionais, não ordenados, não inteligentes… por mais que seja um assassinato da lógica e da razão.

    Isso deve-se naturalmente; a darem ouvidos ao deus deste século que cegou os entendimentos dos homens…

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  3. Carlos says:

    Ora, todos esses evoluíram como bem entenderam. É só dizer que evoluíram e a lacuna está preenchida; não importando ancestral, processo evolutivo, quais caminhos de modificação genética e quais adaptações foram necessárias para suportá-la. Saber quer evoluiu já responde tudo, mas não explica nada.
    Talvez um animal, mesmo tendo todas as outras características de um grupo, seja descendente de outro. E a sábia natureza, acostumada a criar as mais complexas obras contra uma baixíssima probabilidade, zomba desta alucinação química que chamamos de mente criando mais de uma vez por diversos caminhos – nunca demonstrados, sempre muito bem especulados – as mesmas incríveis obras.

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    • Vinicius Monteiro says:

      Você está defendo a criação ou a evolução. Se for a evolução, vê a contradição em seu texto, você prefere acreditar na natureza como criadora do que em Deus como criador, como Paulo disse que fariam em Romanos.

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