Como é que o planeta Mercúrio refuta os mitológicos “milhões de anos”?

Em 2011, o veículo espacial Messenger começou a orbitar o planeta Mercúrio, usando um conjunto de sensores para detectar a química, o magnetismo, a atmosfera, a geologia e paisagem. Sendo o planeta mais próximo do Sol, Mercúrio é o alvo de intemperismo espacial (aquecimento, bombardeamento de micrometeoritos, radiação, e interação do vento solar (1)) de extrema intensidade (2) e como tal, os evolucionistas anteciparam que muito provavelmente Mercúrio seria “uma brasa antiga e bastante queimada” (3), mas as evidências revelam o contrário (colocando em dúvida os supostos “milhões de anos” de Mercúrio).

Eis aqui alguns dos achados que contradizem os mitológicos “milhões de anos”.

CAVIDADES AZUIS.

“… esta coisa surpreendente que ninguém previu” (4)

Mercurio_Blue-HollowsMercúrio está esburacado com erupções de depressões com configurações irregulares (…) muitas tendo halos e interiores brilhantes e azulados. Os cientistas deram-lhes o nome de “cavidades”, e elas parecem “frescas” e sem terem acumulado crateras resultantes de pequenos impactos. Isto significa que elas são relativamente novas. Os cientistas acreditam que essas cavidades se formam através do colapso da superfície voláteis (substâncias facilmente vaporizadas) que são libertadas pelas rochas.(5)

Pensa-se que a falta de cor das cavidades e brilho são resultantes delas terem exaustado os seus voláteis (tornando-se inactiva) ao mesmo tempo que as mais brilhantes ainda estão em decaimento.(5)

Um análise às imagens e estimativas da taxa segundo a qual as cavidades podem estar a crescer leva-nos a concluir que elas se encontram a formar de modo activo actualmente.(6)

As cavidades ocorrem na superfície das crateras, nos picos centrais da cratera e nos bordos dos terraços da cratera. É nestes locais que as substâncias derretidas – resultantes do impacto – acabam quando as crateras são formadas. O calor intenso do impacto do meteorito derrete a rocha da subsuperficie e espalha-a, formando uma camada de rocha derretida em partes da cratera. Dentro desta camada químicos voláteis podem-se separar segundo a sua própria camada mineral distinta, que então forma as cavidades azuis. (7,8)

A presença de depósitos voláteis e em decaimento actual significa que as crateras não podem ter milhões visto que tal actividade geológica teria terminado há já muito tempo, e daí a perplexidade dos planetólogos seculares.

CAMPO MAGNÉTICO

Em 1974–75, o veículo espacial Mariner 10 detectou que Mercúrio ainda tinha um campo magnético, facto que contradiz as espectativas de quem acredita que o sistema solar tem milhões de anos visto que se Mercúrio tivesse essa idade, ele já não teria qualquer campo magnético.(9) Ainda mais confuso, quando o Messanger voou por Mercúrio em 2008-09, o campo magnético parecia ter diminuido em força na ordem de alguns percentuais. Tal declínio rápido seria totalmente irreconciliável com os cenários que dependem dos milhões de anos.

Mas será que houve mesmo uma redução do campo magnético? A órbita de 2011 do Messanger haveria de esclarecer tudo.

De facto, as medições de 2011 revelaram um decréscimo espantoso de 7.8% desde 1975 (10). Tal decréscimo é surpreendentemente acelerado para algo tão grande como o campo magnético dum planeta (10) e demonstra que o campo magnético, e o próprio planeta Mercúrio, não podem ter milhões de anos.

As previsões evolutivas foram cientificamente falsificadas.

E as previsões dos cientistas criacionistas?

Há algumas décadas, o físico Russ Humphreys desenvolveu um modelo dos campos magnéticos planetário tomando como base as suposições Bíblicas de que Deus havia criado os planetas há cerca de 6,000 anos, e que esses planetas haviam começado a existir como esferas de água (Génesis 1:2; 2 Pedro 3:5).

Russ-HumphreysPara além disso, ele assumiu que Deus havia criado os átomos de hidrogénio de cada molécula de água com a rotação nuclear alinhada, formando um imã maciço (que entretanto decaiu). Em 1984 ele usou este modelo para prever a força dos campos magnéticos de Urano, Neptuno e Mercúrio. As suas previsões em torno de Urano e Neptuno (totalmente diferentes das previsões baseadas na evolução planetária [e nos milhões de anos]) revelaram-se surpreendentemente acertadas quando o Voyager II visitou estes dois planetas em 1986 e 1989 respectivamente. (11).

E Mercúrio?

Humphreys havia previsto um decréscimo de 1.8% no campo magnético por volta de 1990, quando comparada com a força medida em 1974. (12) Isso seria algo na ordem dos 4-6% de decréscimo por volta de 2011. Veio-se a saber que o campo magnético está a decair um pouco mais rapido do que o Dr Humphreys havia previsto.(10)

Humphreys havia previsto também que as rochas ígneas (se ainda existissem) haveriam de ter magnetização remanescente. (12) Esta previsão foi também ela confirmada: as planícies vulcânicas do norte de Mercúrio encontram-se magnetizadas e na direcção oposta aos campos magnéticos actuas. Isto significa que o campo magnético de Mercúrio, tal como o campo magnético da Terra, era muito mais forte no passado (o suficiente para magnetizar as rochas), e inverteu os polos pelo menos uma vez. (13)

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

“… não só infernal mas aparentemente coberto de enxofre.” (13)

A palavra inglesa “brimstone” é a que se usava no passado para o que hoje chamamos de enxofre (um elemento volátil). Segundo as teorias evolutivas em torno da formação planetária, os elementos que se evaporam facilmente (tais como o hidrogénio, o carbono, o oxigénio e o enxofre) e os compostos que eles formam (por exemplo, a água e hidrocarbonetos) deveriam ser escassos ou totalmente ausentes em Mercurio visto que este planeta está demasiado perto do Sol. O enxofre também não deveria estar presente mas está, e em grandes quantidades (10) – proporcionalmente, 20 vezes mais que a bem-mais-distante Terra. (15)

Os cientistas da Messenger concluíram:

O interior de Mercúrio contém uma maior abundância de elementos voláteis do que aqueles que seriam os esperados segundo o que os vários modelos de formação planetária defendem em relação ao interior do planeta. Os teóricos têm que rever as suas teorias em relação à formação de Mercúrio.(6)

E eles fizeram isso mesmo – rever as suas teorias – mas depois de se demonstrar a insuficiência da evaporação, dum impacto gigante, e das teorias de condensação nebular, eles sugerem agora, e de maneira tímida, a formação a partir meteoritos condritos (pedragosos) ricos em material volátil (16) como forma de lidar com os factos observados que se recusam a confirmar os modelos evolutivos.

Para os evolucionistas, “A maior parte das ideias em torno da química de Mercúrio não está de acordo com o que nos efectivamente medimos na superfície do planeta.” (6) Mas apesar da presença de elementos voláteis num planeta quente ser problemático para quem erradamente defende que o sistema solar tem “milhões de anos”, esta observação científica está em perfeito acordo com a Terra Jovem descrita em Génesis e em toda a Bíblia.

DEPOSITOS DE GELO

Mercurio_GeloHá já muito tempo que os cientistas se perguntavam se as manchas perto dos pólos de Mercúrio, que reflectem de modo brilhante o radar, detectadas inicialmente décadas atrás usando radiotelescópios presentes na Terra, poderiam ser depósitos de água congelada. (17) Quando o Messenger mapeou a superfície de Mercúrio, descobriu-se que as manchas eram áreas sombreadas permanentes nas crateras, fortalecendo a teoria da água-gelo. (18). O espectrómetro de nêutrons do Messanger detectou hidrogénio nestas manchas, (19) fortalecendo também a conclusão de que era mesmo H2O congelado.

Mas até as porções da cratera que se encontram permanentemente na sombra recebem alguma luz refrectida e aquecimento (…) Como é que o gelo pôde durar este tempo? Três factores afectam a retenção da água numa cratera:

1) O quão perto ela está dos pólos
2) O tamanho dela
3) Se algo cobre o gelo ou não.

Em Mercúrio, os depósitos de gelo ocorrem, mesmo em pequenas crateras com menos de 10 km de diâmetro, e em crateras que se podem encontrar bem afastadas do pólo – à latitude 67º, 1/4 da distância até ao equador(18).

Muitos dos depósitos de gelo de Mercúrio têm coberturas finas de material escurecido, que se pensa ser hidrocarbonetos menos voláteis (20). No entanto, mesmo com este isolamento, “o gelo-água não é estável em crateras com 10 quilómetros de diâmetro, localizadas a mais de 2º do pólo de Mercúrio.“(18) Quanto à distância, “A baixa latitude (<75º) e as crateras com diâmetro pequeno (=10 quilómetros) têm depósitos brilhantes que disponibilizam ambientes térmicos desafiadores para a água.” (18)

Isto é, mesmo estando o ano inteiro na sombra e tendo uma camada isoladora, é difícil explicar a forma como o gelo perdurou milhões de anos num planeta onde as temperaturas diurnas podem derreter o chumbo.

Conclusão:

Mercúrio “não se conforma à teoria” e “não é o planeta descrito nos livros escolares”. (6)

Teorias científicas válidas devem ser capazes de fazer revisões acertadas, mas as expectativas evolutivas em torno de Mercúrio revelaram-se extraordinariamente inconsistentes com os dados observados. Em contraste, as teorias criacionistas, tais como as do Dr Humphreys (….), geraram previsões acertadas em torno de Mercúrio.(10)

MercurioO planeta Mercúrio encontra-se geologicamente activo, magnético e cheio de elementos voláteis. Estas características jovens ajustam-se na perfeição com a declaração Bíblica de que os corpos celestes foram criados no 4º dia literal (Génesis 1:14), há apenas 6,000 anos atrás, e é difícil harmonizar estas dados científicos com a crença nos mitológicos “milhões de anos”.

* * * * * * *

Se se encontram traços de “juventude” em Mercúrio, a resposta mais lógica e científica é inferir que Mercúrio é jovem. Mas como um sistema solar jovem destrói os modelos evolutivos para a formação dos planetas (e impossibilita a evolução biológica por virtude de falta de tempo), os evolucionistas rejeitam a explicação mais lógica e tentam, sem sucesso, lançar hipóteses que se ajustem com os milhões de anos.

Isto é o que se chama a preeminência do paradigma naturalista.

Para um naturalista, não é o naturalismo que tem que estar de acordo com a ciência e com os dados, mas os dados é que têm que estar de acordo com as crenças basilares do naturalismo. É precisamente por isso que as evidências científicas, por si só, são insuficientes para transformar um evolucionista num criacionista.

Mas o que convém reter do texto é que uma análise científica da estrutura dos planetas revela que os mesmos são bem mais jovens do que os crentes nos milhões imaginam.

Mais uma vez, a Palavra de Deus revela-se como acertada ao mesmo tempo que a falsa ciência da teoria da evolução é revelada como uma fraude intelectual.

Fonte

About Mats

"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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2 Responses to Como é que o planeta Mercúrio refuta os mitológicos “milhões de anos”?

  1. Carlos Prado says:

    Para os naturalistas pouco importa evidências científicas. Eles já tem uma visão e querem utilizar da ciência para sustentá-la. A ciência em nada está presa ao naturalismo, este engessa a ciência em poucas possibilidades e exige especulações sem sentido para encaixar o dissonante. Porém atualmente o que não é naturalista não é visto como ciência.

    Mas pode-se pelo menos cientificamente provar que o naturalismo é verdadeiro? Não peço difíceis bases filosóficas, mas uma evidência científica de que tudo o que existe se resume as leis da natureza. Então será realmente possível que existam as leis determinísticas que preveem o comportamento de cada individuo e de uma população? Isto seria uma revolução tão esperada nas ciências sociais! Mas o que vemos é a pífia capacidade de prever o comportamento de sistemas muito mais simples, que não contem agentes inteligentes em sua operação. Assim demorará para descobrirmos as leis que regem cada escolha minha.

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