Será que esta cadela consegue farejar fósseis?

Cadela_Migaloo_2Gary Jackson e a sua cadela Migaloo, que foi treinada para farejar restos enterrados, trabalham com os locais para descobrir zonas arqueológicas e ajudar a polícia Autraliana a localizar corpos de vítimas de assassinato. Segundo o jornal “The Sydney Morning Herald”, “Migaloo rapidamente localizou restos com 600 anos dum indígena Australiano“(1), que os pesquisadores encontraram há uma década atrás. Mas o treino especializado da cadela resultou em algo inesperado: Migalooo também consegue farejar fósseis.

É suposto os fósseis serem rochas com a forma de ossos, sem qualquer resto do material orgânico original. Através dos alegados milhões de anos, os minerais lentamente substituíram o material ósseo da criatura há muito morta. De forma ampla e generalizada, os museus e os livros escolares ensinam que este processo demora “milhões de anos”. Se isto realmente foi a forma como as coisas aconteceram, então os ossos não poderiam ter um odor diferente do resto da rocha circundante.

Restos enterrados há dezenas, ou até há milhares de anos, podem ainda reter alguns dos componentes orgânicos originais, mas a existência de material orgânico em restos enterrados há milhões de anos está completamente fora de questão. Se o material original não tivesse sido substituído por minerais, então ele ter-se-ia decomposto e desaparecido muito antes dos milhões de anos terem passado (especialmente num clima quente como o Australiano).

Aparentemente, ninguém se deu ao trabalho de explicar estes dados em torno da fossilização a Migaloo e ao seu apurado sentido de olfacto. A cadela identificou restos ósseos etiquetados pelos evolucionistas como tendo entre 2,6 a 5,3 milhões de anos. Como foi tão fácil para ela farejar estes fósseis?

Steve Salisbury (paleontólogo da Universidade de Queensland) disse o seguinte ao The Herald:

Parece-me muito verossímil que ainda existam odores em torno dum corpo, mas um osso fóssil é outra coisa. Estamos a falar de milhões de anos de idade, onde o osso original e a estrutura interna foram re-mineralizados e tornaram-se, essencialmente, numa rocha. Por isso é que eu coloco em causa se ela é capaz de farejar a distinção. (1)

Porque é que Salisbury mantém-se firme na não-demonstrada idade dos restos e não na habilidade demonstrada de Migaloo de captar o cheiro dos ossos? Esta dúvida não é o resultado das observações científicas – quer seja na análise dos fósseis ou observando o que Migaloo faz – mas sim da crença nos mitológicos e não-observáveis “milhões de anos”. (Essencialmente, o que Salisbury está a dizer é que é muito importante questionar o que se pode observar, testar e repetir, mas nunca questionar os milhões de anos.)

Cadela_MigalooMas apesar das dúvidas dos evolucionistas, a cadela cheira outras coisas nesses fósseis. Muito provavelmente os processos subterrâneos nunca chegaram a re-mineralizar os ossos, e se eles ainda têm material orgânico, então muito provavelmente eles não têm os milhões de anos necessários para a evolução. Afinal, não é incomum os paleontólogos encontrarem fósseis “não-mineralizados” – isto é, ainda com células e proteínas originais – um pouco por todo o mundo. Tecido original de fósseis datados com “milhões de anos” chegam-nos de várias partes dos estados Americanos, bem como do Brasil, da Argentina, da Grã-Bretanha, da Alemanha, das províncias Chinesas, da Itália e da Bélgica. As moléculas orgânicas ainda intactas dentro destes fósseis demonstram que todas as suas camadas rochosas aparentam ser bem mais jovens do que as idades evolutivas.

Salisbury acrescenta:

Eu gostaria muito de acreditar nisso. Se ela consegue farejar ossos fossilizados, então isso facilitará e muito as nossas buscas. Estou disposto a observar e ser surpreendido – isso seria realmente fascinante.

Sem dúvida que isso seria verdadeiramente fascinante, não só porque os narizes caninos facilitariam as buscas, mas também porque o material orgânico original e ainda por mineralizar poderia forçar as pessoas com pensamento mais claro a re-avaliar as idades atribuídas aos fósseis.

Fonte

Referências
1. Mann, Effie. “Migaloo the super snout’s on the case.” The Sydney Morning Herald.

About Miguel

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5 Responses to Será que esta cadela consegue farejar fósseis?

  1. Jailson says:

    http://www.biblemysteries.com/library/archaeopteryx.htm

    Mats, dê uma olhada nisso. Leia a segunda parte com bastante atenção, se precisar traduza.

    Nessa versão da bíblia hebraica, não está “tinshemet” e sim “thnshmth”:

    http://www.scripture4all.org/OnlineInterlinear/Hebrew_Index.htm

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  2. Glaucio says:

    Parece-me muito verossímil que ainda existam odores em torno dum corpo, mas um osso fóssil é outra coisa. Estamos a falar de milhões de anos de idade, onde o osso original e a estrutura interna foram re-mineralizados e tornaram-se, essencialmente, numa rocha. Por isso é que eu coloco em causa se ela é capaz de farejar a distinção. (1)

    O que o cientista estar a dizer é que no processo de farejar em que os cães são treinados, qual seja, dar-se um padrão daquilo que quer ele encontre e desta forma o farejador encontra algo semelhante daquilo ao que foi treinado para encontrar, seja possível a façanha do mesmo encontrar um fóssil. Exemplo: encontrar fugitivos; dar-se ao cão uma roupa ou qualquer objeto que o fugitivo tenha usado, sendo o cão treinado para encontra os rastros humanos com aquele cheiro especifico dentre outros; o cão bem treinado pode seguir a pista ainda sob condições adversas. Já se treina cães para farejar pessoas com câncer mesmo antes destes apresentar os sintomas da doença. A policia usa também para encontrar drogas bem como em catástrofes com vitimas, encontrar sobreviventes entre escombros, tudo consegue-se treinando o cão para encontrar ou conseguir diferenciar .

    http://www.cachorrogato.com.br/cachorros/cao-farejador/

    Então a dúvida do pesquisador é se der ao cão um fóssil o mesmo, pelo faro consiga distingui-lo por exemplo, de uma pedra comum, já que pelos motivos mencionados apenas morfologicamente diferenciam-se na maioria das vezes. Pelo que eu li na reportagem dada como fonte, um sitio de um jornal Australiano, foi feito a mesma coisa com fosseis, e cão deu algumas indicações certas em que foram achados alguns fosseis mas a grande maioria dos seus palpites não deram em nada, por isto fala-se em potencialidade e desta forma ele até espera que os resultados melhorem a busca de materiais fosseis. No mais, não existe nada aqui que indique que a idade da terra seja menos diferente do a Ciência tem demonstrado, não pelo menos com este fato do cão posivelmente ter encontrado alguns fosseis, ja que deve ter sido exaustivamente treinado para isto, tomara que der certo.

    Enquanto isto, no tumulo do bispo Bell?………………..

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    • Miguel says:

      foi feito a mesma coisa com fosseis, e cão deu algumas indicações certas em que foram achados alguns fosseis mas a grande maioria dos seus palpites não deram em nada, por isto fala-se em potencialidade e desta forma ele até espera que os resultados melhorem a busca de materiais fosseis.

      Basta encontrar um para colocar em dúvida os mitológicos “milhões de anos”.

      No mais, não existe nada aqui que indique que a idade da terra seja menos diferente do a Ciência tem demonstrado

      Mas há algo que coloca em causa os mitológicos milhões de anos, visto que é suspeito a cadela sentiro o cheiro de algo que já não deveria ter material orgânico. Isto leva-nos a inferir que o que a ciência “tem demeonstrado” é que a Terra não tem milhões de anos.

      Enquanto isto, no tumulo do bispo Bell?….

      …. continuam as pinturas de dinossauros em busca duma explicação minimamente plausível. Ou já tens?

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    • Sodré says:

      Glaucio, você é uma pessoa lógica e racional e por isso ofereço-lhe estas palavras de Karl Popper: “Nenhuma argumentação racional exerce efeitos racionais sobre um indivíduo que não deseje adotar uma atitude racional”. Talvez perceba porque não obtém as respostas que procura….

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