De que forma é que os motores moleculares contradizem a teoria da evolução?

Por Jeffrey Tomkins

Motor_MolecularOs cientistas acreditam que o estudo dos genes que codificam as proteínas para os motores moleculares irão resolver os mistérios em torno da teoria da evolução. No entanto, o resultado dum estudo publicado na revista científica “Genome Biology and Evolution” apenas serviu para apoiar as previsões da criação única – que variedades únicas da complexidade celular existem em todos os níveis da vida. (1)

Os motores moleculares são traços importantes das células eucarióticas que são formados através duma variedade de tipos de proteína. Existe um grupo de motores moleculares tem o nome de miosinas; esse grupo foi recentemente estudado nas mais variadas formas de vida, desde os eucariotas unicelulares até aos seres humanos. O propósito deste e de muito outros estudos tem sido a sempre-esquiva caracterização do mítico LECA – Last Eukaryotic Common Ancestor (“Último Ancestral Comum Eucariótico”).(2)

A fictícia criatura LECA representa a fase final da transição entre o procarioto arqueal-bacterial (o organismo mais pequeno e mais simples que existe) e a eucariota unicelular (uma célula com um núcleo e outras organelas). O problema principal com esta ideia é que,  não só tal criatura não existe, como também temos o facto das eucariótas conterem semelhanças moleculares tanto com as bactérias como também com os procariotos arqueal-bacteriais que são encontradas em domínios da vida celular totalmente distintos.

Outro problema sério é que muitas características moleculares e celulares complexas e únicas entre as eucariótas não se encontram entre as procariotas. Devido a este elaborado mosaico das características celulares, o desenvolvimento de qualquer história evolutiva em torno das origens das eucariótas tem estado cheio de dificuldades.

Os pesquisadores [evolucionistas] tinham esperanças de ver estes assuntos esclarecidos à medida que estudavam as proteínas miosinas derivadas das sequências de ADN de eucariótas unicelulares, tais como protozoários “flagelados” (protozoários com uma cauda com a aparência dum chicote), protozoários amebóides, e algas. (1)

Em vez de se encontrar um padrão de genes de “máquinas” de miosinas em evolução à medida que a vida alegadamente se foi tornando mais avançada (do mais simples para o mais complexo), o que se observou foi que o número mais elevado de tipos diferentes de genes de miosina foram encontrados entre as eucariotas unicelulares.

Os autores declararam que O número de genes de miosina varia de forma bem vincada entre as linhagens [tipos de eucariótas] e genomas de holozoa, bem como alguns amoebozoários e “heterokonts”, têm o número mais elevado de miosina entre todos os eucariótas. De modo particular, a “haptophyte Emiliania huxleyi” tem o mais elevado número de genes de miosina (53) seguida da “ichthyosporean Pirum gemmata” (43), a “filasterean M. vibrans” (39), e os metazoários Homo sapiens (38).” (1)

O resultado final de todo este trabalho revelou-se contraprodutivo para a formação duma árvore evolutiva e como consequência disso, os pesquisadores declararam:

Não temos como propósito estabelecer uma árvore da vida eucariótica a partir do conteúdo genómico da miosina. (1)

Isto foi dito porque os dados não se ajustam a estes planos. Em vez disso, eles afirmaram que “colocamos à disposição de todos uma classificação robusta e integrativa, útil para futuros estudos genómicos e funcionais sobre esta crucial família de genes eucariótas.”(1)

Fica a pergunta: como foi que os autores deste estudo explicaram a incrível complexidade encontrada por todo o espectro da vida dentro do conteúdo interno do gene da miosina, espectro esse que não revela qualquer tipo de padrão evolutivo? Eles explicaram através da:

1) convergência (o aparecimento súbito e simultâneo de genes sem qualquer tipo de padrão evolutivo em táxons distintos)
2) expansões específicas à linhagem (complementos distintos de genes de miosina encontrados em criaturas diferentes)
3) e perdas genéticas (genes que os evolucionistas pensavam que estariam presentes)

Nenhuma destas ideias chega a explicar o porquê de não existir um padrão evolutivo simples-para-complexo no conteúdo do gene de miosina que se encontra por todo o espectro da vida. De modo específico, as ideias da evolução convergente e das expansões específicas à linhagem mais não são que termos bonitos para o facto destes distintos tipos de genes de miosina terem aparecido de modo súbito em criaturas não-relacionadas, e sensivelmente à mesma altura.

Claramente, o único modelo científico que prevê este tipo de complexidade e inovação molecular (e celular) por todas as formas de vida é aquele que está associado à criação específica. Cada um dos tipos de criaturas é geneticamente único e tem o seu leque genético especial e complexo necessário para o ambiente onde ele se encontra.

* * * * * * *

Resumindo: os evolucionistas estudaram a complexidade da vida celular em busca de algum suporte para a sua teoria da evolução. Contrariamente ao que esperavam, no lugar do padrão linear desejado, eles depararam-se com um padrão mosaico (bem mais próximo da criação do que da evolução).

Em vez de colocarem em causa a teoria da evolução e darem início a uma busca por teorias que melhor expliquem os dados disponíveis, os evolucionistas envolvidos no projecto alteraram a sua história, e disseram que (afinal) não era o seu propósito “estabelecer uma árvore da vida”, embora quase todos os biólogos evolucionistas militem, sem sucesso, em busca de algum tipo de evidências nesse sentido.

Ou seja, como as evidências não estão de acordo com a teoria, e como o seu compromisso é com o naturalismo e não com a ciência, os evolucionistas são forçados a deixar mais perguntas por responder em vez de colocarem a hipótese de que se calhar a teoria da evolução não é a explicação correcta para a origem e diversidade da vida biológica. Isto demonstra como a teoria da evolução impede o avanço da ciência ao causar a que os biólogos se vejam forçados a parar de fazer perguntas (e de levar a cabo pesquisas) quando há o “perigo” das respostas e dos dados poderem não estar de acordo com a teoria da evolução.

Referências:
1. Sebé-Pedrós, A. et al. 2014. Evolution and classification of myosins, a paneukaryotic whole genome approach. Genome Biology and Evolution. 6 (2): 290-305.
2. Koumandou, V. L. et al. 2013. Molecular paleontology and complexity in the last eukaryotic common ancestor. Critical Reviews in Biochemistry and Molecular Biology.
48 (4): 373-396.

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4 Responses to De que forma é que os motores moleculares contradizem a teoria da evolução?

  1. jephsimple says:

    Estou lendo muito sobre genética… “E agora tem havido cada vez mais evidências de que há uma parte não-genética que pode ser transmitida aos filhos e até aos netos.”

    Este pequeno artigo é bem interessante…

    http://www.precisionnutrition.com/epigenetics-feast-famine-and-fatness

    Esse aqui tbm >>> “Ansiedade pode encurtar sua vida celular”
    http://crev.info/2012/07/anxiety-may-shorten-your-cell-life/

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  2. Saga says:

    Mas os ateus sempre se calam nos melhores artigos? O post é totalmente cientifico ninguém vai falar nada? (Será que é fato que quando a matéria não fala diretamente sobre ciência costumam aparecer mais ateus e agnósticos comentando do que quando o texto tem um forte viés cientifico?)
    Acho que é chance dos naturalistas ensinarem Ciência aos burros que ainda acreditam na Criação. Ainda dá uma satisfação a leitores ateus que por venturam acompanhem este blog.

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    • Leandro says:

      Esse estudo foi feito por quais cientistas? De quais universidades? Quem mais na comunidade científica analisou esse estudo? É muito fácil jogar informações de forma leviana como sites desse tipo fazem. Usam o nome da ciência para favorecem seus argumentos de forma deplorável. Fico triste em ver que boa parte da humanidade simplesmente acredita sem nem se importar com as fontes de suas informações.

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