Será o ateísmo uma doença mental?

Doenca_MentalGraças a duas pesquisas feitas há alguma tempo, tem sido propagado dentro dos círculos ateístas que “os ateus têm QIs mais elevados que os crentes”. Isto pode ser verdade ou não, mas um problema com este argumento é que se aceitarmos as “diferenças médias de QI entre os grupos”, entramos dentro de debates sinistros que os ateus Esquerdistas bien pensant podem não gostar assim tanto.

Enveredemos então pela estrada da infelicidade. Deixemos de lado a métrica rudimentar do QI e olhemos para as vidas vividas pelos ateus e pelos crentes, e vejamos como ela se mede. Dito de outra forma, vejamos quem está a viver de forma mais inteligente. Quando fazemo isso, o que é que descobrimos? Descobrimos que quem está a viver uma vida mais inteligente são os crentes. Uma vasta gama de pesquisas, recolhidas durante as últimas décadas, demonstram que a fé religiosa é fisicamente e psicologicamente benéfica – e de uma forma espantosa.

Em 2004 estudiosos da UCLA revelaram que os estudantes universitários envolvidos em actividades religiosas eram mais susceptíveis de ter uma melhor saúde mental. Em 2006 pesquisadores populacionais da Universidade do Texas descobriram que quanto mais a pessoa ia à igreja, mais tempo ela vivia. No mesmo ano pesquisadores da Universidade de Duke (EUA) descobriram que as pessoas religiosas têm um sistema imunitário mais forte que o das pessoas não-religiosas. Eles revelaram também que as pessoas que vão à igreja têm uma pressão arterial inferior ao das pessoas que não vão à igreja.

Entretanto, em 2009 uma equipa de psicólogos de Harvard descobriu que os crentes que deram entrada no hospital com o quadril quebrado reportaram menos depressão,  menos presença nos hospitais, e podiam coxear mais além quando saíam do hospital – quando comparados com os semelhantemente aleijados descrentes.

lista continua. Nos últimos anos os cientistas revelaram que os crentes, quando comparados com os descrentes, tinham resultados melhores no cancro da mama, nas doenças coronárias, nas doenças mentais, com a SIDA e com a artrite reumatóide. Os crentes tinham até melhores resultados com a FIV [Fertilização in vitro]. De igual modo, os crentes reportaram também níveis de felicidade superiores, eram muito menos susceptiveis de cometer o suicídio, e lidavam melhor com os eventos stressantes. Os crentes tinham também mais filhos.

Mais ainda, estes benefícios eram visíveis mesmo se ajustarmos as coisas de modo a levarmos em conta que os crentes são menos susceptíveis de fumar, beber ou ingerir drogas. E não nos podemos esquecer que os religiosos são mais simpáticos. Claramente, os religiosos dão mais dinheiro para a caridade que os ateus, que, segundo as mais recentes pesquisas, são os mais mesquinhos entre todos.

Levando isto em conta, urge perguntar: quem é mais inteligente? Serão os ateus, que vivem vidas mais curtas, mais egoístas, mais atrofiadas e mais mesquinhas – frequentemente sem filhos – antes de se aproximarem, sem qualquer esperança, da morte envolvidos em desespero, e o seu inútil cadáver ser amarrado e lançado numa vala (e, se eles estiverem errados, serem lançados no Inferno)? Ou serão os religiosos, que vivem mais tempo, mais felizes, mais saudáveis, mais generosos, que têm mais filhos, e que morrem com dignidade ritualista, esperando serem recebidos por um Deus Benevolente e Sorridente?

Claramente, os crentes são mais inteligentes. Qualquer pessoa que pense o contrário é doente mental. E digo isto de maneira literal visto que as evidências sugerem que o ateísmo é uma forma de doença mental. Isto prende-se com o facto da ciência mostrar que a mente humana está construída para a fé visto que fomos criados para acreditar. Esse é um dos motivos cruciais que faz com que os crentes sejam mais felizes; as pessoas religiosas têm todas as suas capacidades mentais intactas, e estão a funcionar de forma plena como humanos.

Logo, ser um ateu – tendo em falta a vital capacidade da fé – deve ser vista como uma aflição, e uma deficiência trágica: algo análogo à cegueira. Isto faz com que Richard Dawkins seja o equivalente intelectual a uma pessoa amputada, agitando furiosamente as suas próteses no ar, gabando-se do facto de não ter mãos.

 Modificado a partir do original: “Are atheists mentally ill?” – http://bit.ly/1jQEnZr

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"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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50 Responses to Será o ateísmo uma doença mental?

    • Cerca de 11% da população mundial não acredita em D’us. Portanto, 89% creem. Logo, de cada 10 pessoas, 9 deveriam ser crentes e 1 ateia. Levando-se em conta o texto do link apresentado pelo crente Távora, verificamos que, proporcionalmente, entre a população ateia existem mais QI’s altos do que entre a população crente, ja que o texto diz que entre cada 10 pessoas, 8 são crentes e 2 ateias/agnósticas. Na p´ratica, ateu e agnóstico é a mesma coisa, já que o agnóstico apenas aventa a possibilidade de existirem deuses e, obviamente, não conduz sua vida pelos preceitos bíblicos.

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      • Amigo, creio que você não leu direito a parte que diz :”Dos 10 mais altos QI’s na Terra”, é uma minúscula fatia, não dá como ter uma referência para abranger toda população mundial neste seu ‘raciocínio’.
        O próprio texto é bem sincero em dizer que a medida de QI não pode ser utilizado como qualidade de uma pessoa, nem de sua crença, etc… resumidamente é isso que entendi.

        Abraços

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      • Os assim-chamados testes de QI não são confiáveis, pois são enviesados. O próprio Stephen Jay Gould escreveu um ensaio mostrando que, no geral, esses testes medem menos a inteligência e muito mais o nível de adaptação a um certo ambiente social, ou a um certo “consenso” ou cosmovisão… Quanto aos numerosos (e infames) “estudos” que supostamente provam que “os ateus são mais inteligentes”: a metodologia é falha, pois não leva em consideração as *circunstâncias* que levam à (alegada) correlação fatual entre ser ateu e ter um QI elevado… Considerando-se o fato da doutrinação ateísta «embutida» nos currículos do ensino superior e no ambiente acadêmico em geral, e sabendo-se que *ninguém nasce ateu (nem crente em Deus)*, a conclusão é óbvia e muito fácil.

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  1. jephsimple says:

    Se, de fato, 89% da populaçao mundial seguisse os preceitos de Deus, então o quadro social desse mundo seria outro.

    Pessoas podem crer que Deus existe sem contudo seguir seus preceitos.

    Isso cauteriza a mente tanto quanto os que rejeitam o criador tem suas mentes cauterizadas.

    Um individuo que não teve a oportunidade de adquirir conhecimento, cultura mas segue os preceitos Divinos é muito mais feliz que um ateu culto.

    O ateu tem forte potencial de desenvolver comportamentos destrutivos.

    Ele nem consegue viver com a ideia que sua vida é menos que nada.

    Ele precisa criar ilusões que transcedem sua insignificancia físico-química.

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  2. Vejo que o problema do ateu é a arrogância, que acaba gerando o preconceito e consequentemente a malícia….

    os pouquíssimos ateus que leram a bíblia, por exemplo,os estudiosos seculares de universidades americanas e europeias, já vão com a ideia fixa de elaborar “teorias da conspiração” para naturaliza-la e transforma-la num documento puramente mitológico. já que essa é a pressuposição adotada.

    Já o ateu amador, que impregna os vlogs do youtube, dificilmente leu a bíblia inteira ou se debruçou sobre ela para fazer uma exegese correta, geralmente esse tipo quando fica de frente ao texto bíblico, lê com mais malícia que uma revista adulta…

    A arrogância ao meu ver é fruto do materialismo (e não precisa ser nem rico, mas alguém com muito dinheiro é ainda pior, é claro), não é uma regra, há pessoas ricas e cultas, inclusive cientistas, que acreditam no Criador, mas como disse Jesus, é muito difícil um rico entrar no Reino dos Céus ( José de Arimateia, ao contrário do jovem rico, foi um de boas condições financeiras ouviu Jesus), a maioria não resiste ao “canto da sereia” do materialismo, e acabam por não ligar mais para se aprofundar na outra posição e morrem assim. Outro exemplo para reforçar que ter muito dinheiro não é tão bom, é a passagem do Rico e o Lázaro.

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  3. Saga says:

    Ou seja, se o natural para qualquer pessoa é acreditar em Deus, isso faz parte na natureza humana, é cérebro foi projetado neste sentido, a matéria acima supõe que aqueles que falham nisso, são deficientes, não estão agindo de acordo com sua natureza; assim como o ser humano é projetado naturalmente para andar, se seu filho já tem 7 anos de idade e não anda, então algo está errado com o mesmo, ele não está saudável.

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    • Glaucio says:

      se o natural para qualquer pessoa é acreditar em Deus, isso faz parte na natureza humana, é cérebro foi projetado neste sentido… Em que estudo isto se apoia, se é a Ciência e a Bíblia contra… então da Bíblia pode se tirar esta conclusão, concordo, mas da Ciência desconheço este estudo, qual foi sua metodologia e demais parâmetros de quem ou quais os cientistas que chegaram a esta conclusão. Muito embora eu pessoalmente acho esta afirmativa correta, desconheço qualquer teoria científica neste sentido de que o ‘cérebro tenha sido projetado para isto’.

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      • A pergunta não foi pra mim, mas vou dar meu pitaco ok…

        Fomos feitos a imagem e semelhança de Deus, e nosso intelecto e capacidade racional faz parte disso…Sendo assim, a percepção que há um Criador está na cara de todos, se vê pelas criaturas, como diz em romanos 1…. Essa passagem inclusive está aí na capa do blog…

        o ateísmo é fenômeno recente, com o desenvolvimento humano, infelizmente o número de homens arrogantes e negacionistas aumentou exponencialmente.

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  4. Anderson says:

    Este artigo afasta as pessoas do verdadeiro diálogo edificante que deveria haver por aqui. Mesmo sendo crente em Deus, e acho que por sê-lo, não concordo que essas métricas possam servir de base para desqualificar intelectualmente o próximo. Existem muitos ateus inteligentes e que mesmo não crendo têm filhos e aparentam serem felizes. Acho que fazem como crentes que sabem do caminho da felicidade por revelação de Deus mesmo sem saber.
    Como já disse em outro tópico, a verdadeira ciência conduz à verdadeira luz, e se essa Luz você já enxergou não jogue poeira nos olhos dos outros impedindo-os de vê-la também.
    Tua salvação depende apenas de ti, não é necessário que outros creiam para que você seja salvo.

    “Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades, que lhes obedeçam, e estejam preparados para toda a boa obra;
    Que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas modestos, mostrando toda a mansidão para com todos os homens.

    Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas, e nos debates acerca da lei; porque são coisas inúteis e vãs.
    Ao homem hereje, depois de uma e outra admoestação, evita-o,

    Tito 3:1-2,9-10”

    Abraços.

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  5. O ateísmo é doença mental? Claro que não. Para mostrar como seria estúpido responder afirmativamente, dizer que o ateísmo é uma doença mental é o mesmo que dizer que ter pêlos nas orelhas (uma forma de hirsutismo) é uma doença, que os homens que têm pêlos nas orelhas são doentes. O mesmo para os carecas. Não estão doentes, mas fazem parte da diversidade humana, uma vez que isso não os prejudica nem a mais ninguém. É por não entenderem o conceito de diversidade que os criacionistas não entendem a evolução e como tudo (incluindo a possível tendência para crenças religiosas) pode ter evoluído com base num processo semi-aleatório.

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    • jephsimple says:

      Maria,

      As crianças não precisam sofrer influência de outro indivíduo para perceberem design inteligente na natureza, elas possuem a tendencia inata de enxergar design, e um criador pessoal.

      Mas não para por aí, a intuição das crianças não é uma intuição ingenua, como acreditar em papai noel. A intuição teísta das crianças é sofisticada as crianças ainda jovens diferenciam Deus dos humanos e resistem em incorporar certos aspectos do conceito humano com próprio conceito delas de Deus.

      Estudos sugerem que as crianças podem representar algumas das características de Deus, como a imortalidade, o poder criativo, e onisciência muito facilmente e de forma bastante diferente de suas representações humanas. Em outras palavras, as crianças, percebem design e um criador pessoal e resistem as antropomorfização.

      Esse texto evo aborda sobre a crença religiosa.

      http://www.yale.edu/minddevlab/papers/religion-is-natural.pdf

      Está bem claro que o materialismo precisa “evangelizar” as crianças sobre a evolução acidental…

      Pois para elas, por questão de lógica, o design esta escancarado na cara delas.
      http://www.evolutionnews.org/2014/04/story_time_psyc084701.html

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      • Ainda que isso assim seja, não quer dizer que ateísmo é doença.

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      • Lucas says:

        Ainda que isso assim seja, não quer dizer que ateísmo é doença.

        Segundo as consequências, ateísmo é doença.

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      • Mats, dizer que ateísmo é doença é a mesma coisa que dizer que ser careca (ou já agora, loiro) é ser doente. Os ateus de um modo geral não sofrem como consequência directa ou indirecta do ateísmo (pelo menos, não mais do que os religiosos sofrem como consequência da sua religiosidade). Se vamos definir doença de tal maneira que inclua tudo o que é variabilidade, então a definição torna-se inútil.

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      • Lucas says:

        Mats, dizer que ateísmo é doença é a mesma coisa que dizer que ser careca (ou já agora, loiro) é ser doente.

        Ser ateu não está ao mesmo nível de ser careca porque esta última é ausência de cabelo, enquanto que ateísmo é a afirmação de que Deus não existe.

        Os ateus de um modo geral não sofrem como consequência directa ou indirecta do ateísmo (pelo menos, não mais do que os religiosos sofrem como consequência da sua religiosidade).

        Aparentemente, sofrem, visto que têm menos filhos, saúde inferior, mais problemas psicológicos, são menos altruístas, etc, etc.

        Para além disso, negam algo fundamental do ser humano, que é ligação com o mundo espiritual/sobrenatural.

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      • «Ser ateu não está ao mesmo nível de ser careca porque esta última é ausência de cabelo, enquanto que ateísmo é a afirmação de que Deus não existe.» – Não percebeu a analogia (ou não quis perceber)… não disse que eram análogos em tudo… senão seriam exactamente a mesma situação.

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    • «Aparentemente, sofrem, visto que têm menos filhos, saúde inferior, mais problemas psicológicos, são menos altruístas, etc, etc.» – São menos altruístas? E sofrem por serem menos altruístas? Mais problemas psicológicos? E é o ateísmo que causa os problemas psicológicos? Pelo que li sobre o assunto, não me parece, nem me parece que, considerando os estudos e observações clínicas que contradizem isso, os ateus tenham mais tendência a sofrer de problemas mentais (http://allthatmattersmaddy32b.blogspot.pt/2014/10/religiao-vs-saude-mental.html). Além disso, estudos que encontram correlações nem sempre encontram causalidade. Mais ainda, desde quando é que ter menos filhos indica menos saúde ou faz alguém sofrer?

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      • Lucas says:

        «Aparentemente, sofrem, visto que têm menos filhos, saúde inferior, mais problemas psicológicos, são menos altruístas, etc, etc.» – São menos altruístas? E sofrem por serem menos altruístas?

        São menos altruístas devido ao seu ateísmo.

        Mais problemas psicológicos? E é o ateísmo que causa os problemas psicológicos?

        Aparentemente sim, porque os religiosos têm menos incidências desses problemas.

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      • A causa da doença ou de certas atitudes pode não ser o ateísmo em si (falta de crença em quaisquer divindades, que é como o termo é empregue pela maioria dos ateus, que eu saiba – e o dicionário deve ser descritivo e não prescritivo), mas talvez a falta do espírito de comunidade envolvente nos meios mais religiosos (mas que está longe de ser universal nesses mesmos meios) – não terá a ver com a falta de crença em si. De qualquer maneira, certas patologias podem ser agravadas/despoletadas pelo contacto com a religião ou pela adopção de crenças religiosas. Quanto à questão do altruísmo, isso não significa doença mental ou sofrimento. E o altruísmo nem sequer é requisito para o sucesso (antes pelo contrário). Ainda que tivesse bases para afirmar que o ateísmo contribuiu para o desenvolvimento/agrava a patologia, seria apenas um factor de risco (entre vários outros, e tal como a religião é para certas patologias) e não uma doença em si. O ateísmo em si, indica variedade de forma de pensar e de crenças – neste caso, é falta de crença (que poderá ter um fundo de variedade biológica). Nada mais.

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  6. jephsimple says:

    Como de costume, venho ler os artigos deste blog, e de outros também.

    Nesse momento estou a ler um artigo quentinho do Uncommon Descent.

    Já havia lido de forma rasa sobre o assunto [EQM]… Nem sou daqueles que me agarro com convicção absoluta sobre esse evento, mas é muito interessante, e tal evento não pode se limitar a um evento físico/químico… Aliás tal evento afronta o materialismo, o fisicalismo. E como de costume, materialistas possuem a certeza de que tudo o que somos é um saco de químicos, eles SABEM exatamente de onde viemos e não vai existir evidência científica alguma que lhes convencerá do contrário.

    “Scientific evidence that consciousness may not require a functioning brain”

    Existem evidências científicas que sugerem que a vida pode continuar após a morte, de acordo com o maior estudo médico já realizado sobre o assunto. [http://www.uncommondescent.com/intelligent-design/scientific-evidence-that-consciousness-may-not-require-a-functioning-brain/]

    Link via U.D >>> http://www.independent.co.uk/news/science/life-after-death-largestever-study-provides-evidence-that-out-of-body-and-neardeath-experiences-may-actually-be-real-9780195.html

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    • «A team based in the UK has spent the last four years seeking out cardiac arrest patients to analyse their experiences, and found that almost 40 per cent of survivors described having some form of “awareness” at a time when they were declared clinically dead.» Eles não têm maneira de confirmar (independentemente do relato) se a experiência se deu antes ou depois da paragem cardíaca. Pode ter sido uma experiência alucinatória antes da paragem. E ver-se “ressuscitar” de um canto é um pouco vago, e esses relatos (já li uns quantos) normalmente são.

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      • Outra alternativa é: o cérebro continuava a funcionar e há que repensar o que se dá como certo.

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      • Lucas says:

        Outra alternativa é: o cérebro continuava a funcionar e há que repensar o que se dá como certo.

        A hipótese mais lógica é que existe vida consciente depois da morte física. Mas essa hipótese não está de acordo com o naturalismo, portanto, os naturalistas vêem-se obrigados a abandonar o pensamento lógico.

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      • Lucas says:

        Eles não têm maneira de confirmar (independentemente do relato) se a experiência se deu antes ou depois da paragem cardíaca. Pode ter sido uma experiência alucinatória antes da paragem.

        Se fosse assim, eles não teriam conseguido recolher informação genuína DEPOIS de morte cerebral.

        E ver-se “ressuscitar” de um canto é um pouco vago, e esses relatos (já li uns quantos) normalmente são.

        Não há nada de vago nessa frase. OS cientistas envolvidos nela não tiveram dificuldade nenhuma em entender essa expressão.

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  7. «Se fosse assim, eles não teriam conseguido recolher informação genuína DEPOIS de morte cerebral.» – Pelo que eu li, basearam-se apenas nos relatos para decidir se algo se deu depois da morte ou não. Não têm maneira de confirmar independentemente que foi depois da morte e que as experiências correspondiam ao que estava realmente a acontecer.
    «OS cientistas envolvidos nela não tiveram dificuldade nenhuma em entender essa expressão.» Ninguém aqui tem problemas em entendê-la. Quando disse vaga, referia-me ao facto de ser muito genérica (sem pormenores).

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    • Lucas says:

      «Se fosse assim, eles não teriam conseguido recolher informação genuína DEPOIS de morte cerebral.» – Pelo que eu li, basearam-se apenas nos relatos para decidir se algo se deu depois da morte ou não. Não têm maneira de confirmar independentemente que foi depois da morte e que as experiências correspondiam ao que estava realmente a acontecer.

      Não havia outra forma de eles recolherem essa informação porque em muitos casos eles estavam em morte clínica quando certos detalhes acontecerem. Por exemplo, uma mulher que foi cega durante toda a vida foi capaz de recolher informação verdadeira depois da sua morte clínica.



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      • «Por exemplo, uma mulher que foi cega durante toda a vida foi capaz de recolher informação verdadeira depois da sua morte clínica.» – Isso não quer dizer nada. Os cegos até sonham a cores e fazem desenhos das coisas como elas são (a cores e tudo).

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      • Lucas says:

        «Por exemplo, uma mulher que foi cega durante toda a vida foi capaz de recolher informação verdadeira depois da sua morte clínica.» – Isso não quer dizer nada. Os cegos até sonham a cores e fazem desenhos das coisas como elas são (a cores e tudo).

        Tu não estás a entender. A mulher foi declarada morta, mas DEPOIS de ser declarada como morta, ela viu e testemunhou sobre as coisas que só poderiam ser vistas por quem tem visão.

        Entendes?

        Eu sei que como materialista tu não podes aceitar as evidências, mas não dês desculpas que só fazem com que fiques mal vista. Analisa as coisas, deixando de lado a tese de que nada mais existe que o mundo material, e os dados vão-se ajustar na perfeição.

        OS cientistas que estão a estudar este fenómeno estão a ter uma atitude muito mais científica que a tua atitude. Segue o exemplo deles.

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      • Para este caso, a explicação pode muito bem ser: Uma mulher que olha para o passado e vê uma vida corriqueira, sem nada de notar. E pede atenção. E têm-a. E até quer acreditar nas próprias mentiras.

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      • Lucas says:

        Para este caso, a explicação pode muito bem ser: Uma mulher que olha para o passado e vê uma vida corriqueira, sem nada de notar. E pede atenção. E têm-a. E até quer acreditar nas próprias mentiras.

        Faz-me lembrar alguém.

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  8. «A hipótese mais lógica é que existe vida consciente depois da morte física.» – A hipótese mais lógica é que as experiências (alucinatórias) deram-se antes da morte.

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    • Lucas says:

      «A hipótese mais lógica é que existe vida consciente depois da morte física.» – A hipótese mais lógica é que as experiências (alucinatórias) deram-se antes da morte.

      Essa hipótese contradiz as evidências visto que as pessoas estavam em morte clínica antes de certos eventos por eles descritos terem ocorrido.

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      • O Mats continua sem perceber que nada me garante que descrevam o que realmente se passou e não uma experiência alucinatória que coincide com esses eventos de “ressurreição”, etc.

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      • Lucas says:

        O Mats continua sem perceber que nada me garante que descrevam o que realmente se passou e não uma experiência alucinatória que coincide com esses eventos de “ressurreição”, etc.

        Mas tu tens dificuldades de compreensão?

        Alucinações não reportam os eventos reais que estão a ocorrer no bloco operatório DEPOIS dela ter sido declarada como morta.

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      • E seria de esperar um relato mais pormenorizado (e que coincidisse com a realidade nos pormenores) se a experiência fosse real.

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      • Lucas says:

        E seria de esperar um relato mais pormenorizado (e que coincidisse com a realidade nos pormenores) se a experiência fosse real.

        Quem decide o que é “um relato mais pormenorizado”? Tu?

        Essa alegação é uma tentativa de estabelecer critérios que nunca podem ser satisfeitos, mas sabes que aqui isso não funciona.

        O relato não tem que ser “pormenorizado” (conceito bem subjectivo e de difícil definição) mas suficiente.

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      • Maria Teodósio says:

        Mats, eu não vejo de qualquer maneira grande relevância para os cristãos, que acreditam numa vida espiritual eterna, ou pelo menos mais longa, não de alguns segundos a minutos, céu e inferno, Deus, Jesus como Deus/filho de Deus, ressurreições, etc. É, para eles (ou devia ser), uma gota no oceano. Bem, mas adiante: encontrei um artigo, que diz muitos disparates, mas diz algumas (poucas) coisas acertadas: http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol40/n5/197.htm
        Eu já tinha pensado que um EEG podia não detectar tudo quanto é actividade cerebral, podendo restar ainda alguma nestes casos e, aqui obtenho a confirmação.
        Eles também dizem que as EQM (experiências de quase morte) em paragens cardíacas “sugerem que a mente é não local, isto é, não é gerada pelo cérebro e não está confinada a ele ou ao corpo”. Na conclusão eles dizem que as EQM “desafiam vigorosamente a visão fisicalista” e “suportam” a alternativa, o que eu penso ser um exagero, pela óbvia facilidade em pensar em alternativas “fisicalistas” em conjunto com a facilidade em ver que isso, se alguma coisa, desafia mas é o que sabemos sobre a relação entre funcionamento do cérebro e consciência como apresentada neste contexto. Para mim, a perspectiva e a abordagem deles, muito semelhante à sua, está bastante incompleta. Se os relatos são de confiar, se alguma coisa é para ser questionada, é muito mais que isso da mente existir sem corpo ou não. É também a noção que os “neurocientistas contemporâneos” têm do que é preciso para que isto aconteça, por exemplo.

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  9. Sodré says:

    “a mente humana está construída para a fé visto que fomos criados para acreditar”.
    Fomos criados para acreditar logo a mente humana está construída para a fé…
    Petição de Princípio (Petitio Principii)

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    • Lucas says:

      “a mente humana está construída para a fé visto que fomos criados para acreditar”.
      Fomos criados para acreditar logo a mente humana está construída para a fé…
      Petição de Princípio (Petitio Principii)

      Da tua parte, e não do texto em si.

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    • Sodré

      “””Fomos criados para acreditar logo a mente humana está construída para a fé “””

      Tu deturpou o sentido da frase.
      Ela diz claramente: “”A mente humana está construída para fé PORQUE fomos criado para acreditar”
      Ela NÃO diz: “A mente humana está construída para fé LOGO fomos criados para acreditar””

      Pode parecer irrelevante a primeira vista, mas trocar “Porque” (ou visto que) por “Logo” muda totalmente o sentido da frase.
      A palavra “Porque” conota propósito e a palavra “Logo” conota condição.
      Uma coisa não tem nada a haver com outra.

      Não sei se foi desonestidade ou apenas um equivoco interpretativo de sua parte.

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      • Sodré says:

        ”A mente humana está construída para fé PORQUE fomos criados para acreditar”.

        Porque fomos criados para acreditar, a mente humana está construída para a fé…
        argumento circular…

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      • Sodré

        Porque fomos criados para acreditar, a mente humana está construída para a fé…
        argumento circular…

        Não deturpe a frase NOVAMENTE .

        A frase correta é: “”“”A mente humana está construída para fé PORQUE fomos criado para acreditar”””
        Ela não é “”PORQUE fomos criados para acreditar, a mente humana está construída para a fé””

        Pode parecer irrelevante a primeira vista, mas o seu ato de inverter a ordem dos fatores, mudou totalmente o sentido da frase.
        O propósito parte do motivo para a causa e não da causa para o motivo, conforme alegaste.

        Frase Original: Motivo > Causa
        Frase deturpada: Causa > Motivo

        Inicialmente, estava em dúvida se a tua intenção foi honesta porém errônea ou se sua intensão foi desonesta.
        Porém após observar o teu esforço em deturpar a frase pela segunda vez, percebemos claramente que está a ser desonesto.

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  10. Sodré says:

    O texto é tão interessante quanto a afirmação de Marx de que a religião é o ópio do povo… A conclusão é a de que é benéfico para o ser humano crer pouco importando se o objeto da crença tem ou não existência objetiva exterior à mente humana…
    A fé faz bem à saúde mental e em geral… logo é uma tolice não crer…sendo mais adequado crer em qualquer tolice…. Bela e edificante mensagem… é de ficar a pensar….

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    • Sodré

      A fé faz bem à saúde mental e em geral… logo é uma tolice não crer…sendo mais adequado crer em qualquer tolice…. Bela e edificante mensagem… é de ficar a pensar….

      Poderia demonstrar, por gentileza, a parte na qual supostamente defende de que é mais adequado crer em “tolices” do que não crer?

      Está a criar um homem de palha sobre o argumento principal do texto.

      Novamente vemos uma clara distorção de sua parte, como tentativa desesperada em alterar o sentido original do post.

      Achas que conseguirá enganar alguém com argumentos descaradamente desonestos?
      O único que provavelmente deves enganar, é a ti mesmo.

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  11. Sodré says:

    “Claramente, os crentes são mais inteligentes. Qualquer pessoa que pense o contrário é doente mental.”

    Achas que conseguirá enganar alguém com argumentos descaradamente desonestos?
    O único que provavelmente deves enganar, é a ti mesmo.

    Quem é que está a tentar enganar quem?… Se me disserem que há muita gente muito inteligente que simula ser crente pelas vantagens que daí decorrem na generalidade das sociedades não duvido…

    Quais são as conclusões dos estudos deste tipo em sociedades escassamente religiosas?
    No mundo islâmico há estudos que comprovem que os crentes cristãos são mais inteligentes? Digo isto porque neste blogue sempre insistem em clarificar que crente, Deus, religião, etc… são termos estritamente usados para os cristãos em exclusividade… (o ateu que se converte aos islamismo continua a ser um doente mental… certo?).

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  12. carlos cardoso says:

    Apesar de todos os estudos citados no artigo, qualquer pessoa que leia os comentários deste blog percebe perfeitamente quem é que tem problemas mentais🙂

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    • Carlos Cardoso, teu comentário é extremamente problemático:
      «qualquer pessoa que leia os comentários deste blog percebe perfeitamente»

      QUALQUER pessoa? Onde você arranjou essa suposta certeza?
      Não, não é para você responder😉

      Além disto, fique sabendo que as gerações pós-1979, NA MÉDIA, são analfabetas funcionais por excelência, e o credo ateísta, sozinho, não é uma vacina contra as deficiências do sistema de ensino compulsório — muito pelo contrário, ele tende a *intensificar* os efeitos da imbecilização geral. Basta passear pelos arquivos do site de trollagens chamado Yahoo! Respostas, para confirmar que eu estou com a razão🙂

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  13. Lili Andrade says:

    Então, quer dizer que os teístas são mais inteligentes porque escolhem o modo de vida mais feliz é fácil. Afinal é fácil não se permitir a dúvida. Mas aí eu lembro dos primeiros cristãos; aqueles que foram perseguidos, escurraçados e mortos… Alguém como Paulo. Claramente não foi o modo mais feliz e fácil de vida. Será que eles eram doentes mentais? Como alguém com sua saúde mental intacta escolhe o modo mais difícil de vida. E ai? Como fica? Sinceramente, eu respeito muito os cristãos em geral mesmo sendo agnóstica. Mas esse artigo foi tenso hein.

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    • Marcus P. says:

      Certo,
      Agora só falta você citar onde você viu a informação no post que o “cristão escolhe o modo mais fácil de vida”, e daonde você deduz que todo cristão não “permite a dúvida”.
      Com quem você está argumentando? (espero que não seja com um espantalho leitor de mentes generalista, rss….)
      Você foi muito educada e deixou muito claro o seu respeito por nós cristãos, e eu acredito nas suas palavras como sendo sinceras e admiro isso, porém usar de desonestidade intelectual não levará à um convívio saudável, seja com teista ou ateista.
      Acho também que o último parágrafo foi um pouco agressivo, mas temos que reconhecer as fontes que o Mats citou, e é muito plausível que os ateus não tenham uma vida satisfatória como os cristãos, pois o ateu não tem um propósito, um bem maior, uma linha moral que freia os seus impulsos cegos, portanto (acredito eu, pois também não sou um espantalho leitor de mentes rss…) acredito que deva buscá-lo à todo custo ou negá-lo à todo custo simplificando sua vida na cosmovisão materialista.
      .
      Abraços e paz para você e sua familia🙂

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