Darwinismo

6 evidências de que o Cristianismo apoiou o desenvolvimento da ciência

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Por Saints and Sceptics

1) Os pioneiros do método científico tinham que esperar algum tempo antes de poderem demonstrar os benefícios prácticos dos seus estudos.

Até então, eles prosseguiam com o conhecimento do mundo natural apenas e só porque tal conhecimento era considerado bom nele mesmo. Esta busca particular pelo conhecimento faz sentido se estamos a “pensar segundo os Pensamentos de Deus” ao estudarmos a Sua criação. Os intelectuais estariam menos inclinados a estudar um mundo produzido pelo movimento aleatório dos átomos sem-sentido no vazio infinito.

……actualmente,  quase todos os historiadores concordam que o Cristianismo (tanto o Catolicismo como o Protestantismo) levou os intelectuais dum passado recente a estudar a natureza de modo sistemático. Noah J Effron in “Galileo Goes to Jail”

2) Noções emprestadas da crença Cristã foram inseridas no discurso científico.

Os Cristãos acreditavam que Deus era ao mesmo tempo Racional e Soberano, algo totalmente diferente a visão do mundo dos antigos que mantinha que o mundo havia surgido do caos e era controlado pela Sorte. Um Deus Pessoal e Racional iria criar um universo ordenado e regular. Isto levou à crença de que a natureza encontrava-se controlada por leis.

A natureza deste ou daquele corpo nada mais é que a lei que Deus lhe prescreveu; falar de forma certa sobre uma lei, é a regra nocional de agir segundo a vontade declarada Dum Superior. – Robert Boyle, Notion of Nature

3) Para se ter conhecimento do mundo natural, as leis da natureza não podem ser demasiado complexas e nem demasiado profundas para o nosso entendimento.

Os Cristãos acreditavam que havíamos sido criados à Imagem de Deus, e que nós éramos capazes de conhecer a adorar a Deus. Isto logicamente significa que havíamos sido criados com a capacidade de entender a criação de Deus. Esta crença deu aos intelectuais a confiança de que eles realmente poderiam apreender e entender o mundo natural.

Essas leis encontram-se ao alcance da mente humana. Deus queria que as reconhecêssemos ao criar-nos segundo a sua Imagem de modo a que pudéssemos partilhar os Seus Pensamentos.  – Kepler, Letter to Johannes George Hewart von Hohenburg

4) Ao contrário dos antigos Gregos, que acreditavam que o mundo físico era inferior ao mundo intelectual  espiritual, as Escrituras Judaico-Cristãs ensinavam que a dimensão criada era boa. Não era vergonhoso ficar com as mãos sujas devido ao trabalho físico; o mundo físico era também digno de admiração.

O entusiasmo pelo novo empirismo é igualmente ilustrado por John Wilkins, Bispo Anglicano com simpatias Puritanas e membro fundador da Royal Society …’Nós  não deveríamos ser “tão supersticiosamente devotados à Antiguidade”, escreveu Wilkins nas palavras cuidadosamente escolhidas do século 17, “como se fossemos aceitar como Canónico tudo o que cai da caneta dum Padre, …Temos que trabalhar de modo a descobrir o que as coisas são nelas mesmas através da nossa experiência… e não o que outra pessoa diz delas.”

Isto é, hoje, óbvio para nós, mas foi revolucionário na altura; este é um excelente exemplo da disponibilização dum estímulo teológico como forma de apoiar a emergência do método empírico. Denis Alexander

5) Deus é Livre e Soberano.

Alguns Gregos Antigos, tais como Aristóteles, ensinavam que poderíamos descobrir os princípios que governavam o mundo simplesmente através da reflexão racional. No entanto, os Cristãos acreditavam que Deus era Livre e Ele não estava Obrigado a criar o mundo segundo os princípios que os filósofos pensavam serem os melhores. A única forma de descobrir o plano de Deus na criação era saindo e investigando. Isto significava um aumento do foco na observação e nas experiências.

Não pode existir uma ciência viva a menos que exista uma amplamente difundida convicção instintiva na existência da Ordem das Coisas. E, de modo particular, no Ordenador da Natureza. – A.N. Whitehead, Science and the Modern World.

6) Dentro do pensamento Cristão, os seres humanos são criaturas caídas que já não têm a graça de entender a Mente de Deus só através da razão.

Os Cristãos tinham alguma razão em colocar em dúvida a eficácia da razão. Devido a isso, eles queriam verificar as nossas ideias relativas ao mundo natural através da observação, medição, e experimentação.

….. todos os homens, devido, ao mesmo tempo, à corrupção derivada inata e nascida com ele, e também devido à sua educação e convivência com outros homens, está muito sujeito à falhas causadoras de topo o tipo de erros….. Sendo estes os perigos da Razão humana, os remédios para todos eles só podem proceder da Filosofia real mecânica e experimental –  Robert Hooke, Micrographia

http://goo.gl/zlziwc

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