Um engenheiro fala sobre algoritmos e o gradualismo aleatório

Por Callebe Gomes

Eu sou Engenheiro da computação e discordo do meu colega de trabalho nos comentários dele.

A inteligência artificial e os algoritmos baseados em código genéticos não se baseiam na evolução, mas sim no DNA. Ele de facto é vulnerável a mutações e erros de cópias, mas a frequência com que isso acontece não chega nem perto a frequência com que essa aleatoriedade acontece na computação.

Outra diferença é que na natureza, essa aleatoriedade é realmente aleatória, um evento ao acaso altera o DNA provocando uma mutação.

No caso dos algoritmos genéticos, as aleatoriedades são programadas. Quem escreve o código também escreve o algoritmo de aleatoriedade. O código foi PROGRAMADO para ser aleatoriamente alterado.

Outra coisa é que os algoritmos genéticos são utilizados para solucionar diferentes problemas e geralmente seu DNA são diferentes para cada problema e a “seleção natural” desses códigos genéticos também é programada. Alguém define o que é melhor ou pior, o que é uma mutação boa ou ruim, e programa esses parâmetros de comparação para seleccionar as mutações boas e discartar as mutações ruins.

Me parece também que na natureza cada espécie tem um tipo de DNA diferente. Humanos tem 46 cromossomos, Macacos tem 48, Ratos 44, Cavalos 64, e assim por diante. Você pode até argumentar que o DNA são os mesmos para todos os seres vivos, mas isso não é verdade. O que é igual são os caracteres utilizados, ACTG.

Na computação é a mesma coisa. Existem diferentes arquitecturas de computadores e diferentes linguagens de computadores, e linguagens de uma arquitectura são inúteis em outra arquitectura, mas tudo se resume a apenas dois caracteres, 0 e 1.

Os processos aleatórios nos computadores também não são 100% aleatórios. Eles são chamados de pseudo-aleatórios. Alguém teve que bolar um mecanísmo que gerasse números de forma que parecesse aleatória. Dá pra estudar isso na matemática. A intenção é gerar um ruido branco artificial.

Na computação, tudo é programado e projectado por um ser inteligente.

Se eu fosse comparar a computação com a evolução seria como se um programa sofresse uma mutação no seu código fonte e mesmo assim continuasse funcionando, e ainda passasse a funcionar melhor do que antes, adquirindo novas funcionalidades.

Mas aqui segue outro problema, se um programa tem originalmente as funcionalidades A, B e C, e por alguma “mutação” ele passa a exercer as funcionalidades D e E, de nada adianta, não foi útil em nada a sua mutação, pois o programa foi feito para realizar as funcionalidades A, B e C, logo as novas funcionalidades não seriam acessadas nunca ou seriam desprezadas. Caso uma funcionalidade original seja removida, então o programa perde seu propósito original e deve ser descartado.

As mutações no mundo da computação acontecem geralmente em processos de transferência de dados, como por exemplo a internet, ou uma rede wireless. E para evitar essas mutações indesejadas os cientistas da computação projectaram os protocolos de comunicação com códigos verificadores e redundâncias. Me parece que o DNA também tem esses códigos verificadores e correcções de erros.

Outro problema também é que um código de computador não funciona sem um computador, e um computador não tem utilidade sem um código de computador. Um depende do outro. Tipo a “complexidade irredutível”.

Me parece que o DNA é um código e precisa de uma máquina que a interprete e a replique, ou execute seus “comandos”. Sem a máquina o DNA é inútil. Parece um computador neh?

Célula e DNA = Computador e código de computação.

Informação é algo que só a inteligência pode formar. As palavras desse texto aqui, não valem nada e não são informação nenhuma se não tiver seres inteligentes que possam interpretá-lo. Se eu escrever na areia de uma praia a palavra “AJUDA”, será apenas uma formação sem lógica sulcada na areia se não houver quem a interprete e entenda o que foi escrito.

Tentar argumentar a evolução pela computação é inútil, pois tudo relacionado a computação é planeado e projectado. Até a prevenção dos ruídos e erros de dados transmitidos de um lado para outro.

Desculpem qualquer erro de português. Estou sem corretor ortográfico. hehehe

Abraços.

Fonte: https://goo.gl/avScBg

* * * * * * * *

E como foi que o evolucionista respondeu às palavras do Callebe?

Dw_Victor_Ameaça

 

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Salmo 139:14 - Eu Te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as Tuas obras
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5 Responses to Um engenheiro fala sobre algoritmos e o gradualismo aleatório

  1. Danilo says:

    “Vou te espancar até a morte.” – Quanta raiva contra algo que é dito incorreto.

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  2. bibá says:

    Mas quem disse que um algoritmo genético representa evolução tim tim por tim tim?

    «No caso dos algoritmos genéticos, as aleatoriedades são programadas. Quem escreve o código também escreve o algoritmo de aleatoriedade.» Continuam a ser aleatoriedades. Há detalhes da vida real que provavelmente até estão a favor da evolução, como a co-evolução, por exemplo, apenas os criacionistas é que não querem sequer considerar essa possibilidade: http://www.uncommondescent.com/evolution/allen-orr-in-the-new-yorker-a-brief-response/

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  3. bibá says:

    Ah, a propósito, infeliz esse Victor… Não sabe defender a sua posição (em parte válida) sem fazer ameaças e insultar.

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  4. bibá says:

    O Victor disse que era “evolução pura”, mas eu sinceramente não sei muito bem ao que ele se referia porque as simulações que temos hoje em dia estão um bocado aquém – basta ver que não há uma modulação de jeito da co-evolução (como descrita por Orr – ver link anterior).

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  5. Parabéns. É difícil comparar o funcionamento de uma maquinaria biológica com algoritmos de computador.

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